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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Em visita à Usina, RC ressalta destinação adequada de resíduos sólidos

06/05/2015 - 08:50

Usina transforma lixo urbano em brita sintética durável, que pode ser utilizada em diversos setores da construção civil. 
 
 
O governador Ricardo Coutinho visitou, nessa terça-feira (5), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Campina Grande para conhecer uma iniciativa pioneira no Brasil para destinação adequada de resíduos sólidos. A Usina Beneficiadora de Resíduos Sólidos transforma lixo urbano em brita sintética durável, que pode ser utilizada em diversos setores da construção civil.
 
Fruto de 18 anos de pesquisa, o equipamento foi desenvolvido pela empresa campinense Mundial Tech e contou com o apoio do Senai. A usina utiliza sacolas plásticas, garrafas, pneus, madeira e outros produtos descartados pela população para produzir a brita sintética. De acordo com testes em laboratório, o material apresentou resistência sete vezes maior que a brita convencional, além de menor densidade e mais durabilidade.
 
O governador ressaltou que os padrões atuais de consumo no mundo exigem novas soluções para a problemática do lixo. “Cada vez mais, cresce o problema do lixo, exigindo ainda mais aterros sanitários. Então, é importante quando são descobertas alternativas que possam redimensionar ou transformar o lixo. É mais que uma contribuição econômica, é uma contribuição para a humanidade”, avaliou Ricardo.
 
A presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Tatiana Domiciano, que acompanhou o governador na visita, afirmou que o Governo do Estado está disposto a apoiar a iniciativa. “Estamos avaliando o projeto para definir como o Governo pode contribuir para a consolidação dos incentivos, visto que é um projeto importante tanto para o poder público quanto para o setor empresarial”, afirmou.
 
De acordo com o pesquisador e coordenador do projeto, Romero Leite, a tecnologia visa solucionar um problema cada vez mais frequente nas cidades de todo o mundo. “Apenas 2% do lixo produzido no Brasil são reciclados. O uso da usina pode reduzir o acúmulo de resíduos nos aterros sanitários em até 80%”, explicou.
 
Também participaram da visita o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha; o secretário de Estado da Comunicação Institucional, Luís Tôrres; o secretário executivo do Meio Ambiente, Fabiano Lucena; e o chefe de Gabinete do Estado, Fábio Maia.
 
Secom-PB


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tribunal de Contas cobra plano de segurança para mananciais da PB


04/06/2014 16h55 - Atualizado em 04/06/2014 16h55 

Determinação da corte foi decorrente de uma auditoria operacional.
TCE apontou uma série de problemas nos reservatórios do estado.
 
Do G1 PB

Em sessão nesta quarta-feira (4), o Tribunal de Contas da Paraíba determinou que a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia elabore planos de segurança para os reservatórios paraibanos. A decisão da corte foi decorrente de uma auditoria operacional realizada em barragens que integram o sistema  de abastecimento do estado.

De acordo com o voto do conselheiro Fernando Catão, relator do caso, o plano deve ser feito em articulação com a Agência Nacional das Águas (ANA) e o Departamento Nacional de Obras Contra Seca (DNOCS).
Catão enumerou problemas nos reservatórios como despejo de esgotos sanitários, assoreamento de bacias em decorrência da escassa vegetação e  ainda a contaminação de água por largo uso de agrotóxicos no entorno das represas. Ele também reclamou da falta de informações sobre as outorgas concedidas a terceiros para o uso das águas.

O G1 procurou a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência Tecnologia, mas até a publicação dessa notícia não havia recebido o retorno do secretário.

O TCE também recomendou ao governador Ricardo Coutinho (PSB) a regularização fundiária das áreas em volta dos mananciais. E ainda que repasse os recursos financeiros e técnicos para fiscalização e proteção das áreas. O órgão também solicitou o estabelecimento de planos de cargos e carreiras da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e da Sudema, “inclusive com a realização de concursos públicos”, segundo o voto do relator.

Também com base no voto do conselheiro Fernando Catão, o TCE emitiu alertas a 94 prefeitos a fim de que promovam a transferência de moradias localizadas, irregularmente, em volta dos reservatórios, que são áreas de preservação permanente.
 
Fonte
 
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Obra do Trevo continua sem licença da PMJP

Jornal da Paraíba entrevista João Azevedo, secretário de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Serhmact) e da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan).
 

 
 

 
O engenheiro João Azevedo está acumulando a Secretaria de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Serhmact) e Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan). Recursos de mais de R$ 1,4 bilhão empenhados em obras no Estado, sendo que cerca de R$ 1 bilhão é fruto de recursos federais. Nesta entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, ele fala do andamento das obras do Canal Acauã-Araçagi, do Hospital Metropolitano de Santa Rita e diz quais obras o governo espera inaugurar antes de julho.

JORNAL DA PARAÍBA - Como o senhor recebeu a Suplan?
AZEVEDO - Temos, hoje, em execução, 137 contratos que se desdobram em obras envolvendo mais de R$ 400 milhões. A Suplan conduz obras com recursos de outras secretarias. Na Educação, por exemplo, hoje tem R$ 176 milhões em investimentos. Na área da Saúde são mais R$ 97 milhões.
 
JP - Quais obras o governo do Estado inaugura antes de julho?
AZEVEDO - A Vila Olímpica Ronaldo Marinho, com investimentos de R$ 24 milhões, o Almeidão, com R$ 23 milhões, o Ronaldão, com R$ 1,945 milhão, o Amigão, com R$ 23 milhões. Ainda temos o Espaço Cultural, que será inaugurado em junho e conta com R$ 45 milhões em investimentos. É importante destacar que estas obras todas são conduzidas com recursos exclusivos do Estado. É óbvio que não trabalhamos o calendário das obras alinhado com o calendário eleitoral, até porque o governo termina em 31 de dezembro. Então até o final do ano estas e outras grandes obras estarão executadas. Para muitas não temos ainda uma previsão específica.

JP - Dos investimentos da Superintendência, quanto é proveniente de recursos próprios do governo do Estado e quanto é oriundo de recursos federais?
AZEVEDO - Do conjunto de obras que temos tocando hoje, a maior parte dos investimentos é de recursos próprios. Dos cerca de R$ 400 milhões investidos pela Suplan, cerca de R$ 300 milhões seriam do governo do Estado. Os investimentos que são feitos hoje na Paraíba, têm fontes, principalmente, nos recursos da OGU (Orçamento Geral da União), do OGU-PAC, além de uma grande parte que é composta por recursos próprios, principalmente dos empréstimos. Quando Ricardo assumiu, o Estado contava com um empréstimo com o BNDES, de R$ 193 milhões, dos quais, 65% já tinham sido executados. Além disso, fizemos outros dois empréstimos com o BNDES, um no valor de R$ 297 milhões, e outro de R$ 585 milhões, além de um empréstimo do Pró-invest, de R$ 689 milhões. Esses empréstimos, juntamente com os recursos provenientes do OGU e do PAC fazem com que o governo do Estado tenha, hoje, investimentos na ordem de R$ 6 bilhões em execução.

JP - Há obras que estão sendo conduzidas com maioria dos recursos oriunda do governo federal?
AZEVEDO - Na Educação, por exemplo, as seis escolas técnicas que estão sendo construídas contam com recursos federais. Do Centro de Convenções, dos R$ 240 milhões, cerca de R$ 90 milhões são da União. Na Secretaria de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Serhmact), a dependência é maior. No caso, as obras do Canal Acauã-Araçagi têm R$ 1 bilhão investido, sendo que R$ 900 milhões são do governo federal e R$ 100 milhões do Estado. É difícil ter um controle total das fontes de recursos das obras em outras secretarias.

JP - Como está o andamento das obras do Canal Acauã-Araçagi?
AZEVEDO - A obra é dividida em três lotes. No lote 1 estamos com cerca de 60% de sua execução. O lote 2, que teve início recentemente, está com cerca de 10% e o lote 3 ainda não foi iniciado, ainda não tem Ordem de Serviço por parte do Ministério da Integração Nacional. Fizemos um pleito pedindo ao Ministério autorização para começar a licitação do lote 3, mas ainda não foi atendido. Cada lote é dividido em três etapas úteis. Queremos entregar a primeira etapa útil do primeiro lote, que terá 10 quilômetros em junho. Para o início do terceiro lote falta o desembolso do governo federal. Já tenho boa parte do projeto executivo elaborado, aguardando a liberação da primeira parcela do contrato. Como o Ministério da Integração Nacional já está liberando recursos para os lotes 1 e 2, há um entendimento do Comitê gestor do PAC (Gepac) de que as obras precisam avançar um pouco mais para que possa ser liberado o lote 3. Fizemos uma nota técnica, mostrando que o início do lote 3 traria a conclusão total da obra da metade de 2016 para o final de 2015. Isso adiantaria nosso cronograma em mais ou menos oito meses.

JP - Enfrentou-se alguma dificuldade política na relação com o MI por conta da separação entre PT e PSB no ano passado?
AZEVEDO - O que sentimos é que há um controle maior da liberação de recursos em todos os ministérios. Na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por exemplo, as obras de saneamento complementares para as obras da transposição do São Francisco, têm projetos elaborados para 51 municípios, mas recursos liberados para 11. Faltam 40, que já estão sendo pleiteados junto ao Ministério da Saúde e aguardam a liberação. Nessa ação tivemos problemas de liberação de recursos nos quatro municípios do Sertão que estão envolvidos, Coremas, Belém do Brejo do Cruz, São Bento e São José de Piranhas, em três deles estamos com obras paradas porque houve atraso na liberação por parte da Funasa. Os recursos pararam de chegar e as empresas diminuíram o ritmo. Isso é natural. Afinal ela tem custos e não pode ficar com o custo fixo mantido sem recebimento.

JP - Como estão as obras da Translitorânea? Quais são os investimentos envolvidos na obra?
AZEVEDO - A Translitorânea é uma obra da Cagepa. A primeira etapa, que começou há muito tempo, em governos anteriores, que previa a implantação de adutoras, uma estação de bombeamento, um sistema de captação, a ampliação do sistema de tratamento de Gramame, a ampliação de todo o sistema de tratamento, que vai desde a caixa d'água, filtro, etc., ampliando todo o sistema já está para ser inaugurada. É uma obra de R$ 250 milhões, com uma parte do PAC e outra do governo estadual. Como se trata de uma obra da Cagepa, não sei especificar qual o volume de recursos do governo federal e qual do governo estadual.

JP - Qual o valor total investido no Hospital Metropolitano de Santa Rita?
AZEVEDO - Tem um contrato de R$ 62 milhões para as obras e um outro contrato, para a compra e instalação de equipamentos no valor de R$ 30 milhões. Então, esta obra está sendo, inclusive, agora, rediscutida, pois está havendo alguns problemas com a empresa que venceu a licitação, que não está correspondendo. A empresa que foi contratada tem um prazo para se mobilizar para iniciar as obras. A empresa responsável por esta obra não está cumprindo com o prazo. Convidamos a empresa para uma reunião definitiva na próxima semana, e se não acontecer o início imediato das obras, no ritmo que precisa estar, o governador já determinou que se rescindisse o contrato e chamasse a segunda colocada para assumir a obra. O prazo de entrega das obras é para junho de 2015, se começar agora. A cada mês que atrasar o início, é um mês que atrasa no final. Essa é a preocupação do governador.

JP - Como estão as obras do Trevo de Mangabeira e do Viaduto do Geisel?
AZEVEDO - Um número grande de ruas na região já está sendo pavimentado. Para que você possa conduzir a obra principal, é preciso abrir outras vias. Esta é uma obra que está sendo tocada pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem). Não há, além daquele cruzamento, nenhuma via de acesso entre Bancários e Mangabeira. Se você fechar o cruzamento vai fechar os acessos. Aí o trânsito da cidade se tornaria um verdadeiro nó. Estão sendo asfaltadas várias vias no entorno para que, após esta fase, a gente possa iniciar as obras do trevo em si. R$ 23 milhões em recursos próprios do Estado. Já o Viaduto do Geisel está em licitação. São recursos na ordem de R$ 30 milhões. Estamos esperando que nos próximos 60 dias possam ser resolvidas estas últimas pendências e esta obra possa começar.

JP - Como estão as negociações da cessão de terrenos do governo para o Veículo Leve sobre Trilhos em João Pessoa?
AZEVEDO - O prefeito de João Pessoa apresentou um ofício para o governador solicitando a cessão de duas áreas. Uma que ficava próxima à estação rodoviária e uma outra próxima ao estádio Almeidão. O governo do Estado despachou para o DER, por conta da Estação Rodoviária, e o DER ficou com esta demanda. Não houve qualquer impedimento. Veja só, a primeira obra que estávamos falando de mobilidade urbana, aqui, o Trevo de Mangabeira, não tem licença da prefeitura até hoje. É difícil. Entra-se aí em uma discussão que não leva a muita coisa. Como você pode imaginar que a prefeitura não vai dar licença para uma obra daquela? O governo do Estado autorizou a cessão dos terrenos. Não houve negativa nenhuma em relação às obras do VLT. O governo pediu que a prefeitura, junto aos órgãos, tocasse a negociação, cuidasse do assunto. Se há algum entrave em relação a esta obra, este entrave está nesta discussão. O trevo está lá, sem licença da prefeitura até agora, com a desculpa da prefeitura de que eles querem construir um terminal de integração no local. O terminal de integração pode ser em qualquer outro canto. O cruzamento que não pode ser em outro lugar que não seja onde existe o cruzamento.
 
 Fonte
 
 

sábado, 29 de dezembro de 2012

ONG faz campanha para ajudar macacos que estão morrendo de fome por causa da seca

Pontos de arrecadação foram disponibilizados em vários estabelecimentos comerciais no município de Piancó, no Sertão paraibano

Cidades | Em 28/12/2012 às 18h47, atualizado em 28/12/2012 às 21h18 | Por Felipe Silveira



Macacos estão morrendo de fome e sede.
Foto: ONG S.O.S. Rio Piancó.
A Organização Não-Governamental SOS Rio Piancó está realizando uma campanha de doações de alimentos e dinheiro para ajudar macacos que, segundo ela, estão morrendo de fome e de sede. O motivo das mortes é o efeito devastador da seca na serra de Santo Antônio, no município de Piancó (distante 391 quilômetros de João Pessoa, na região do Sertão paraibano).

Sensibilizada com a situação dos primatas, a ONG, em parceria com alguns estabelecimentos comerciais da cidade, resolveu unir forças para amenizar a falta de alimentos e de água. Alguns pontos de arrecadação foram disponibilizados em vários pontos da cidade. A ONG também tem o cuidado de levar esses alimentos arrecadados para pontos estratégicos, de modo que não mude o comportamento silvestre, o qual estão habituados os pequenos macacos.

O presidente da SOS Rio Piancó, José Rodrigues Filho, informou que, em apenas um dia, cerca de 200 quilos de donativos foram doados. "Começamos esta campanha na quinta-feira. Em um dia, conseguimos sensibilizar a população e arrecadar cerca de 200 quilos de donativos, entre milho, frutas, sementes, nozes e até dinheiro para aquisição desses produtos e custeio da mão de obra atinente", ressaltou.

Desde a fundação da cidade de Piancó, existe uma população de macacos-pregos que habitam a Serra de Santo Antônio. Atualmente, com uma das piores secas dos últimos 30 anos que assolam essa região, agravada com a presença humana, os problemas para a convivência dos primatas aumentaram. O principal deles, porém, conforme relata o presidente da ONG, é mesmo a falta de alimentos causada pela escassez das chuvas. "A seca vem provocando a morte desses animais", alerta Rodrigues.

A SOS Rio Piancó enviou propostas à Secretaria de Meio Ambiente dos Recursos Hídricos da Ciência e Tecnologia do Estado da Paraíba (SERHMACT) com a finalidade de transformar a serra em um Jardim Étnico Botânico. "Com isso, estaremos diversificando a flora existente com o plantio de mais espécies frutíferas nativas, visando aumentar a oferta de mais alimentos para os macacos, como também, com constante acompanhamento e monitoramento das ações, visando mais presença de agentes ambientais e servindo de visitação para estudantes do município e de outras regiões conhecerem este ecossistema", afirmou o presidente da Organização.

Pontos de arrecadação na cidade de Piancó:

Bombonieri do Zé Batata
Posto de Manoel Tomaz
Farmácia do Povo
Odilon Calçados
Casa Remígio
Rádio Cidade FM de Piancó
Rádio Nativa FM de Piancó
Águias da Noite
Guardiões da Noite
Grupo Escoteiro Padre Otaviano 13º PB de Piancó

Sede da ONG: Rua Pedro Jerônimo Ângelo, 179, Bairro Ouro Branco, Piancó (PB).


Fonte


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Zenaide assume Meio Ambiente

Cinco dias após declarar apoio à pré-candidatura de Estelizabel Bezerra, presidente do PCdoB assume pasta na gestão estadual. 

 

O presidente do PCdoB, Cristiano Zenaide, assumiu ontem o cargo de secretário executivo de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia. A posse aconteceu cinco dias após o partido ter assumido apoio à pré-candidatura de Estelizabel Bezerra para a Prefeitura de João Pessoa. “Deixo a presidência do partido para contribuir de outra forma com a construção partidária. O PCdoB tem posições unificadas e pretendemos apoiar o candidato indicado pelo governador”, afirmou Zenaide.

O governador Ricardo Coutinho destacou que a posse de Cristiano Zenaide tem um conteúdo técnico com as questões ambientais que se colocam como desafios da sociedade e também de recomposição de um campo político.

"Estamos fazendo um esforço muito grande com uma dose de coragem para quebrar a estrutura patrimonialista do Estado e buscar lógicas de desenvolvimento para movimentar a economia não governamental. A Paraíba vai experimentar um pico de, no mínimo, R$ 2 bilhões de investimentos. Essa é uma mudança fundamental para um Estado que havia ficado para trás”.



quinta-feira, 22 de março de 2012

Água potável na PB está diminuindo, alerta Apan

Alto índice de poluição nos rios urbanos, são fatores que contribuem para reduzir água potável no estado.


“A água potável na Paraíba tem diminuído nos últimos anos. Os rios urbanos são as maiores vítimas da ação do homem e da ineficiência dos órgãos responsáveis pela manutenção da qualidade das águas da Paraíba”. O alerta, no Dia Mundial da Água, é do vice-presidente da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), Antônio Augusto Almeida.

Para o vice-presidente da Apan, a utilização de rios urbanos como depositários de lixo e esgotos, a ausência de políticas de educação ambiental eficazes para a população e de projetos para reuso da água, são apenas alguns dos fatores que contribuem para o aumento dos níveis de poluição de rios e mananciais da Paraíba.

“Em rios como o Jaguaribe, que corta vários bairros de João Pessoa, é comum ver a população jogando entulho e lixo doméstico nos rios. A própria Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) mantém emissários antigos e obsoletos, que despejam desejos nas águas do rio Jaguaribe, sem falar na tubulação que constantemente se rompe”, disse.

No interior do Estado, conforme o vice-presidente da Apan, a situação das águas não é muito diferente. “Muitas cidades que se desenvolveram próximas a leitos de rios geralmente não possuem uma rede de tratamento de esgoto e despejam o material nas águas”, afirmou. Até o fechamento desta edição, a Cagepa não respondeu aos questionamentos a respeito do lançamento de dejetos e lixo doméstico em rios, apesar de ter sido procurada pela reportagem.

Contudo, a Cagepa, através do endereço eletrônico da Companhia, informa que a empresa recolhe cerca de 9 toneladas (t) de lixo mensalmente, apenas em João Pessoa. Diz ainda que atualmente só 22 cidades paraibanas possuem sistema de esgotamento para tratar os esgotos domésticos. O objetivo do tratamento é remover o material sólido, exterminar micro-organismos patogênicos e reduzir as substâncias químicas indesejáveis da água.

AÇUDES
Quando se trata de açudes, pesquisa realizada pela Secretaria de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Serhmact), 2,5% da água no Estado é imprópria para o consumo humano. A grande maioria (97,5%) da água dos açudes monitorados na Paraíba poderiam ser destinadas ao abastecimento público, depois de receberem o tratamento adequado. Atualmente, a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) monitora 121 açudes no Estado.

Conforme o diretor de Acompanhamento e Controle da Aesa, Porfírio Catão, o último Índice de Qualidade das Águas (IQA), realizado em 2011 por técnicos da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), mostrou que 4,5% dos açudes estão ótimos, 60% bons, 33% estão aceitáveis no que se refere à qualidade da água, estando apenas 1,1% em situação considerada ruim.

“Esta semana confirmamos a instalação de 69 postos de monitoramento de qualidade da água na Paraíba, o que facilitará esse acompanhamento do nível e qualidade da água”, ressaltou.

Fonte