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sexta-feira, 31 de março de 2017

MPF lista irregularidades em obras da transposição na Paraíba e faz alerta

31/03/2017 17h46 - Atualizado em 31/03/2017 17h47
 
Rio está assoreado e açudes não estão aptos a receber águas, diz MPF.
MPF destaca 'compromissos assumidos e não cumpridos na integralidade'.

Do G1 PB



Águas do Rio São Francisco chegam ao leito do Rio Paraíba, em Monteiro (Foto: Artur Lira\G1)
Águas do Rio São Francisco chegam ao leito do
Rio Paraíba, em Monteiro (Foto: Artur Lira\G1)

Falta de adequação das barragens Poções, Camalaú e Boqueirão, incerteza técnico-científica da qualidade da água, irregularidades na vazão da água e falta de revitalização e assoreamento do Rio Paraíba são inadequações identificadas pelo Ministério Público Federal (MPF) da Paraíba, nas obras da transposição das águas do Rio São Francisco. A lista, divulgada nesta sexta-feira (31), faz alerta à população e destaca "compromissos assumidos e não cumpridos na integralidade".

De acordo com o MPF, o açude de Poções, na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, e o Rio Paraíba não estão preparados para receber as águas da transposição do Rio São Francisco, segundo a procuradora-geral do Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro, Janaína Andrade de Sousa. Segundo ela, uma vistoria técnica feita por peritos do órgão confirmou que as obras feitas não foram suficientes para garantir sustentabilidade ao processo de passagem da água.

O MPF também pede à população “que evite banhos nos canais da transposição e no leito do rio Paraíba; não utilize água sem outorga dos órgãos competentes; não pratique atividades de extração mineral sem as devidas autorizações; e, em caso de rompimento de barragens ou canais, cumpra as orientações dos órgãos de defesa civil”.
 
Já sobre o Rio Paraíba, a procuradora-geral do MPF disse que “a limpeza do Rio Paraíba, ficou evidenciada para o Ministério Público Federal que ela foi feita, tão somente, uma retirada do lixo aparente com escavadeira e isso não seria uma obra, em matéria ambiental, a ser realizada de acordo com as resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)”.

Segundo o coordenador do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) na Paraíba, Alberto Batista, o açude Poções e o açude da cidade de Camalaú estão passando por obras para a abertura de canais nos locais onde ficavam as barragens de contenção da água. A intenção é fazer com que não seja necessário aguardar o açude receber água até ultrapassar a capacidade total para que ela consiga seguir o caminho até o açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, na mesma região.

Sobre as obras complementares à transposição, o MPF aponta: a obra da transposição na Paraíba não está concluída, estando em fase de pré-operação e testes; as obras de adequação necessárias nas barragens Poções, Camalaú e Boqueirão não foram concluídas, bem como não foram elaborados os planos de ação de emergência e/ou de contingência para acidentes; ainda não há certeza técnico-científica acerca da qualidade da água, sem o devido tratamento, nos mananciais para consumo humano.

Sobre o Rio Paraíba, o MPF lista os seguintes problemas: não existe clareza de informação acerca da vazão da água que passa pelos canais e Rio Paraíba; a irregularidade da vazão da água que percorre o Rio Paraíba aponta para a precariedade na gestão do sistema; a passagem da água por Monteiro e Camalaú, em vazão ainda desconhecida, e a suposta chegada da água em Boqueirão, não significarão a interrupção ou suspensão no racionamento d’água em curto prazo; a falta de revitalização do rio prejudica a condução da água até Boqueirão; o assoreamento do Rio Paraíba e fatores como evaporação, infiltração e captação irregular contribuem para dificultar a chegada da água no açude de Boqueirão.


 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vistoria flagra desvios de água em açude no Sertão da Paraíba

18/02/2015 18h55 - Atualizado em 18/02/2015 18h55
 
Fiscalização aconteceu no açude de São Gonçalo, em Sousa.
Pelo menos cinco desvios foram retirados.
 
Do G1 PB




Pelo menos cinco desvios de água foram flagrados e retirados após fiscalização realizada no açude de São Gonçalo, em Sousa, Sertão paraibano, na terça-feira (17). A ação foi feita pela Polícia Militar, em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). Até esta quarta-feira (18), não houve prisões.

O reservatório está atualmente com cerca de 9% de sua capacidade, sendo considerado sob situação de observação, de acordo com monitoramento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).
 
A Justiça Federal determinou a realização das fiscalizações para a retirada de bombas que puxam água do açude, devido à seca na região. As vistorias regulares devem evitar que motores elétricos levem água para irrigação ou reservatórios ilegalmente.

Segundo o comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, major Rômulo Ferreira de Araújo, a principal atribuição das equipes de fiscalização é coibir uso dos motores elétricos que são frequentemente instalados às margens do reservatório. O comandante pede ainda que os cidadãos das localidades abastecidas pelo açude de São Gonçalo economizem água e evitem o desperdício.


 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Açude de Boqueirão começa a receber água

Publicada em 05/02/2015
Açude de Boqueirão começa a receber água Os moradores de 19 municípios paraibanos já podem comemorar. O açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) já começou a receber água proveniente dos Rios Taperoá e Paraíba, que estão registrando desde ontem à noite fortes enchentes. O açude está em situação crítica e encontra-se com apenas 21,4% de sua capacidade.

O reservatório gerenciado pela Agência Nacional das Águas (ANA), em parceria com a Aesa e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), comporta 411 milhões de metros cúbicos e está com pouco mais de 88 milhões de metros acumulados.

Choveu em vários municípios do Cariri e na cidade de São José dos Cordeiros ocorreu a maior precipitação:152 milímetros. Já em Taperoá, choveu 138,5 milímetros. Segundo a Aesa, a precipitação ocorreu entre a tarde de quarta-feira (4) e a manhã desta quinta-feira (5), sendo a maior dos últimos 21 anos na cidade.

Segundo dados da Aesa, desde ontem choveu em 57 éreas monitoradas. Conforme os meteorologistas, a previsão é de que mais chuvas isoladas ocorram durante a tarde e noite em cidades do Cariri, Sertão e Alto Sertão.

Fonte



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

MPF inicia ação para suspender irrigação com água de açude na PB

10/12/2014 12h12 - Atualizado em 10/12/2014 12h12 

Objetivo de ação é evitar o esvaziamento do reservatório de São Gonçalo.
Pedido requer suspensão de 56 outorgas de uso da água.
 
Do G1 PB

Para evitar o esvaziamento do açude de São Gonçalo, em Sousa, no Sertão paraibano, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação pedindo o fim do uso da água do reservatório para irrigação. A ação requer a suspensão de 56 outorgas de uso dos recursos hídricos. Segundo o órgão divulgou nesta quarta-feira (10), a proposta é retardar a crise de fornecimento de água para os municípios abastecidos pelo manancial.

O levantamento da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) aponta que o açude de São Gonçalo estava, no dia 3 de dezembro, com 12,2% de seu volume, pouco mais de 5,4 milhões de metros cúbicos de água, considerado em situação de observação.

O pedido é que a Justiça Federal suspenda todas as outorgas concedidas pela Agência Nacional das Águas (ANA) para irrigação. Caso a ação com pedido de liminar seja indeferida, o MPF quer que sejam definidas novas vazões de retirada, possibilitando que o açude de São Gonçalo atinja, até 30 de abril de 2015, no mínimo, 12.539.000 m³ de água.

"Tais providências se afiguram possíveis e necessárias, uma vez que já foram enfrentadas sérias dificuldades de abastecimento no ano de 2014, supondo que este deve ser, no mínimo, o patamar a ser alcançado em 2015, sem prejuízo de ser buscada a recuperação do reservatório", assinala o Ministério Público.
 
Mais pedidos
O MPF ainda pede na ação que a ANA defina um volume estratégico a ser preservado ao final de cada período de planejamento (início de estiagem e das chuvas), válido para cada período de cinco anos; fiscalizações diárias do cumprimento dos limites de retirada de água do açude; suspensão da captação das águas existentes no “volume morto”; adoção de medidas para assegurar, a recuperação do reservatório em seu volume útil integral; e a criação de um canal público para denúncias de captações irregulares e a divulgação de informações sobre a situação da estiagem e os seus reflexos. Na ação, também é requerido ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) a fiscalização das captações irregulares de água realizadas no açude São Gonçalo.
 
Fonte
 
 
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tribunal de Contas cobra plano de segurança para mananciais da PB


04/06/2014 16h55 - Atualizado em 04/06/2014 16h55 

Determinação da corte foi decorrente de uma auditoria operacional.
TCE apontou uma série de problemas nos reservatórios do estado.
 
Do G1 PB

Em sessão nesta quarta-feira (4), o Tribunal de Contas da Paraíba determinou que a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia elabore planos de segurança para os reservatórios paraibanos. A decisão da corte foi decorrente de uma auditoria operacional realizada em barragens que integram o sistema  de abastecimento do estado.

De acordo com o voto do conselheiro Fernando Catão, relator do caso, o plano deve ser feito em articulação com a Agência Nacional das Águas (ANA) e o Departamento Nacional de Obras Contra Seca (DNOCS).
Catão enumerou problemas nos reservatórios como despejo de esgotos sanitários, assoreamento de bacias em decorrência da escassa vegetação e  ainda a contaminação de água por largo uso de agrotóxicos no entorno das represas. Ele também reclamou da falta de informações sobre as outorgas concedidas a terceiros para o uso das águas.

O G1 procurou a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência Tecnologia, mas até a publicação dessa notícia não havia recebido o retorno do secretário.

O TCE também recomendou ao governador Ricardo Coutinho (PSB) a regularização fundiária das áreas em volta dos mananciais. E ainda que repasse os recursos financeiros e técnicos para fiscalização e proteção das áreas. O órgão também solicitou o estabelecimento de planos de cargos e carreiras da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e da Sudema, “inclusive com a realização de concursos públicos”, segundo o voto do relator.

Também com base no voto do conselheiro Fernando Catão, o TCE emitiu alertas a 94 prefeitos a fim de que promovam a transferência de moradias localizadas, irregularmente, em volta dos reservatórios, que são áreas de preservação permanente.
 
Fonte
 
 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ibama apreende redes de pesca na PB e aplica R$ 110 mil em multas

28/02/2014 16h47 - Atualizado em 28/02/2014 16h47 

Agentes apreenderam 14 km de redes no Sertão em período proibido.
Foram encontrados ainda 41kg de pescado e 170 aves em cativeiro.
 
Do G1 PB

Açude de Coremas é o maior reservatório hídrico da Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude de Coremas foi um dos fiscalizados
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Mais de 14,2 km de redes foram apreendidas durante um período ilegal para pesca, em açudes no Sertão paraibano, divulgou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) nesta sexta-feira (28). As fiscalizações durante o 'defeso da piracema' também apreenderam 41 kg de pescado, uma espingarda de mergulho, uma embarcação e um motor de rabeta. Ainda foram encontradas 170 aves em cativeiros ilegais. Foram aplicados mais de R$ 110 mil em multas.
 
O período de proteção objetiva manter a ocorrência de peixes nos açudes, lagos e cursos d´água da região. Foram realizadas buscas na área dos açudes de São Gonçalo, em Sousa, Engenheiro Ávidos, em São José de Piranhas, Lagoa do Arroz, em Cajazeiras, Estevam Marinho e Mãe d'Água, em Coremas, Engenheiro Arcoverde, em Condado, e Açude dos Cegos, em Catingueira.

Os pescados apreendidos foram doados a instituições filantrópicas nos respectivos municípios. As aves foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama na Paraíba. As redes de pesca foram destruídas pelos agentes ambientais federais.
Foram aplicados três autos de infração, somando R$ 2.380 reais em multas. Os agentes também aplicaram nove autos de infração por ilícitos contra a fauna, totalizando R$ 98 mil em multas aos infratores. Também foi flagrado e embargado um desmatamento ilegal de 12,3 hectares de caatinga, resultando em multa de R$ 13 mil ao responsável.

As equipes do Ibama realizaram patrulhamento nos açudes, retirando as redes de pesca encontradas, entre os dias 12 e 21 de fevereiro. O defeso da piracema na Paraíba é definido pelas Instruções Normativas 210/2008 e 3/2005, proibindo a pesca anualmente, de 1º de dezembro a 28 de fevereiro. A operação teve apoio do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

As espécies protegidas são Curimatã (Prochilodus spp.), Piau (Schizodon sp), Sardinha (Triportheus angulatus) e Branquinha (Curimatidae). Além da pesca, também são proibidos no período o transporte, industrialização, armazenamento e comercialização das espécies e de suas ovas.

As pessoas autuadas por cometerem crimes ambientais, além de receber as sanções administrativas de multa e de apreensão, entre outras aplicadas pelo Ibama e outros integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), ainda respondem criminalmente no judiciário.
 
Fonte
 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Água de Boqueirão vai ser racionalizada

Só será possível o uso da água para irrigação no limite de cinco hectares até fevereiro de 2014, de acordo com a ANA. 





Leonardo Silva
Medida visa evitar um futuro colapso no abastecimento da região

Irrigantes que sobrevivem da água do açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) terão que racionalizar a água a partir dos próximos dias, na tentativa de evitar um futuro colapso no abastecimento da região.
 
De acordo com o superintendente de Regulamentação da Agência Nacional de Água (ANA), Rodrigo Flecha, só será possível o uso da água para irrigação no limite de cinco hectares até fevereiro de 2014, quando se inicia o período chuvoso. Os produtores que não cumprirem a determinação, poderão ser multados e terem seus equipamentos apreendidos.
 
A providência foi articulada durante uma audiência no Ministério Público Estadual, através das promotorias do Meio Ambiente e do Consumidor, ontem pela manhã. Conforme o superintendente da ANA, Rodrigo Flecha, haverá um trabalho conjunto entre diversos órgãos, como a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), iniciando pelo cadastramento dos irrigantes, que ocupam mais de 500 propriedades na região do Açude de Boqueirão e fiscalização a partir do dia 1º do próximo mês.
 
“Nós definimos um conjunto de ações que vamos validá-las com a Associação dos Irrigantes também. A Cagepa também tem que fazer o ser 'dever de casa'. Nós vamos manter a vazão da adutora de Campina Grande, mas a Cagepa vai ter que fazer campanhas educativas, vai ter que aumentar a instalação de hidrômetros. Com os irrigantes, informar que a irrigação só vai poder ser feita com até cinco hectares e para isso, vamos publicar boletins oficiais para acompanhamento dos níveis de reservatórios. A situação ainda está confortável, mas merece vigilância e atenção da parte de todos, sobretudo da população, que deve fazer a sua parte”, disse Rodrigo Flecha.
 
De acordo com ele, Boqueirão ainda está com 201 milhões de metros cúbicos (m³ )ou 48% do seu volume total. O superintendente explicou que ainda não existe a necessidade de racionamento, mas a água precisa ser racionalizada. “Nós observamos que muitos agricultores sobrevivem do que plantam e tirar essa água deles poderia causar um problema social”, contou. Segundo o que foi acordado, essa redução do uso da água deverá ser fiscalizada, possivelmente com o apoio da Polícia Ambiental, em todas as áreas demarcadas. Conforme o diretor do Dnocs, em Boqueirão, Jacobino Moura, hoje o açude perde sete milhões de m³ de água, por mês, mas no final de agosto, quando o clima começa a esquentar novamente, esse número pode aumentar para até 16 milhões de m³.

Segundo o diretor-presidente da Aesa, João Vicente Machado, se não houver mais recarga de água e sem racionalização, o manancial poderá passar para seu volume “morto” (cerca de 14% do volume total), em janeiro de 2015. O diretor, que também fez parte da diretoria da Cagepa, informou que a Companhia realizará uma série de serviços e atividades, na tentativa de controlar mais o uso da água, como a instalação de 30 mil hidrômetros, em Campina Grande, além do reaproveitamento da água utilizada para a lavagem dos seus filtros, que chega a ser de 90 litros por segundo.

Conforme a ANA, hoje a Cagepa utiliza 1.450 litros de água por segundo, mais do que foi outorgado pela agência, que era de 1.230 l/s, e cerca de 42% desse total acaba sendo desperdiçado com perdas físicas e não físicas. “São os vazamentos, ligações clandestinas, desperdício de água pela própria população”, frisou o superintendente da ANA. Para o promotor do Meio Ambiente, Eulâmpio Duarte, uma das alternativas que poderiam ser criadas pelo governo estadual, seria a criação de um auxílio que pudesse ser encaminhado aos pequenos agricultores, que necessitam da água de Boqueirão para irrigar suas pequenas plantações.
 
“Por que não, em uma necessidade premente, como uma seca, por que o governo não pode subsidiar os pequenos irrigantes, que inclusive não são muitas pessoas, aproximadamente 300 a 400 pessoas, que ficariam satisfeitas com um subsídio de um salário mínimo, por exemplo?”, questionou. A intenção dos órgãos é continuar realizando reuniões bimestrais, para avaliar se o que foi proposto funcionará. Uma nova reunião foi marcada para o dia 15 de agosto, no Ministério Público em Campina.




 

sábado, 13 de abril de 2013

TRF5 mantém suspensa demolições no Complexo Coremas/Mãe d'Água

DNOCS pretendia a imediata desocupação das áreas ocupadas.

 


O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 negou um recurso do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que pedia a desocupação imediata das áreas das Barragens Estevam Marinho (Açude Coremas) e Egberto Carneiro da Cunha (Açude Mãe d’Água), supostamente ocupadas de forma irregular por mais de 120 moradores.

Uma liminar concedida pelo Juízo da 8ª Vara Federal (PB), dterminou a permanência dos moradores até a publicação da sentença. O DNOCS pretendia a demolição imediata das construções ditas irregulares ali existentes.

A Segunda Turma do TRF5 entendeu que não estavam demonstrados os requisitos necessários para atender o pedido do DNOCS. “A difícil reversibilidade da medida pleiteada (demolição), aliada ao tempo transcorrido entre as edificações irregulares e o ajuizamento da ação, indicam ser mais prudente aguardar-se a efetivação do direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa, sem prejuízo da eficácia imediata da sentença que vier a ser proferida”, afirmou o relator, desembargador federal convocado José Eduardo de Melo Vilar Filho.

Entenda o caso
O DNOCS ajuizou ação civil pública, em 2011, com a finalidade de obter determinação judicial para desocupar as áreas das Barragens Estevam Marinho (Açude Curema) e Egberto Carneiro da Cunha (Açude Mãe d’Água), supostamente ocupadas de forma irregular por mais de 120 moradores.

Segundo o DNOCS, o Sistema Hídrico Corema/Mãe d´Água, construído em 1942 pelo Governo Federal, em razão das secas de 1931/1932, é de fundamental importância para a sobrevivência dos povos e o equilíbrio ambiental daquela região. Daí a preocupação com sua preservação. A Autarquia reclama, ainda, que não há sistema de tratamento adequado dos líquidos e sólidos despejados nas barragens pelos moradores.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis já havia autuado os moradores ribeirinhos e aplicado a cada um deles multa no valor de R$ 1 mil, sob a justificativa de que aquela localidade seria Área de Preservação Permanente (APP), e, por isso, teria regras de ocupação específicas e rigorosas, nos termos da Resolução nº 302/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

sábado, 23 de março de 2013

Estudo prevê colapso do açude de Boqueirão até 2014 na Paraíba

23/03/2013 06h00 - Atualizado em 23/03/2013 06h00 

Apresentado em sessão especial da ALPB, estudo foi feito pela UFCG.
Reservatório abastece 19 municípios em 26 localidades na Paraíba.
 
Taiguara Rangel  

Do G1 PB
 
 
Pesquisador Janiro Rêgo, da UFCG, apresentou estudo em sessão da ALPB (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Pesquisador Janiro Rêgo, da UFCG, apresentou estudo em
sessão da ALPB (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Um estudo apresentado em sessão especial da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) nesta sexta-feira (22), prevê que cerca de 1 milhão de pessoas podem ficar sem abatecimento de água a partir de 2014 no estado. Segundo o pesquisador Janiro Costa Rêgo, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a falta de controle entre a demanda e a oferta de água deve provocar o colapso do açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, no Agreste paraibano.

Segundo o coordenador do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) no estado, Solon Alves Diniz, foi determinada a partir do mês de abril a suspensão da irrigação com água do açude de Boqueirão. "O prazo limite para os irrigantes é no fim do mês. Se não houver uma recarga significativa com chuvas frequentes, continuará suspensa", afirmou.

O reservatório construído pelo Dnocs possui capacidade de 411 milhões de metros cúbicos de água, estando atualmente com 54,3% de seu volume, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) da Paraíba.
Conforme a pesquisa da UFCG, o consumo da água do açude é bem superior à sua capacidade, viabilizando assim uma situação de possível racionamento do abastecimento até o fim deste ano e um colapso a partir de 2014. A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) atualmente retira 1,3 metros cúbicos de água por segundo do manancial, enquanto a irrigação retira cerca de 0,95 metros cúbicos por segundo, conforme levantamento da UFCG.

De acordo com o Plano Estadual de Recursos Hídricos da Paraíba, aprovado em 2006, o açude Epitácio Pessoa possui capacidade de fornecer 1,23 metros cúbicos de água por segundo. No entanto, foi autorizada a Cagepa a retirar 1,301 metros cúbicos. Somado à estimativa retirada pela irrigação na região, esse total chega a 2,45 metros cúbicos de água.


Pesquisador Janiro Rêgo, da UFCG (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Pesquisador Janiro Rêgo, da UFCG
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
"O que podemos afirmar é que se seguir nessa sequência de seca, comparada aos períodos anteriores de estiagem já enfrentados na Paraíba, ao fim do ano chegaremos ao racionamento e em 2014 teremos colapso. A solução é implantar a gestão de recursos hídricos, com instrumentos técnicos e pessoal especializado. Porém, essa medição que é fundamental para o estudo da gestão hídrica, é inadequado, insuficiente ou inexistente no açude de Boqueirão", afirmou o pesquisador Janiro Costa Rêgo.

No entanto, o presidente da Cagepa, Deusdeste Queiroga, disse que por enquanto não existe a possibilidade de racionamento de água nas cidades que são abastecidas por Boqueirão. De acordo com ele, a companhia trabalha com as previsões meteorológicas da Aesa dando conta que deve haver chuva na região nos próximos meses.

Segundo o gerente de bacias da Aesa, Lucílio dos Santos Vieira, o estudo de Janiro Costa Rêgo  bate com a simulação feita pela agência. A diferença é que o pesquisador da UFCG não leva em conta a possibilidade de chuva. “Ele (o pesquisador) apresentou o cenário para a pior situação, o que o estudo mostrou pode acontecer realmente se caso não houver chuvas. No entanto, nós estamos com a previsão de ter chuvas significativas esse ano”, afirmou.

Sessão Especial
A ALPB realizou nesta sexta-feira uma sessão especial em homenagem ao Dia Mundial da Água, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP) em Campina Grande. O deputado Francisco de Assis Quintans, autor da propositura, ressaltou que a assembleia busca debater soluções para que a população não sofra com a falta de água.

"Queremos disciplinar o abastecimento de água para que haja segurança hídrica e não o constrangimento do racionamento e perda de investimentos na Paraíba. Realizamos uma discussão detalhada e técnica para sugerir medidas a serem adotadas, estamos todos de mãos dadas nessa luta", afirmou o parlamentar.


Em sessão na FIEP, Deputado Assis Quintans falou sobre a seca na Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Em sessão na FIEP, Deputado Assis Quintans falou sobre a seca
na Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
 

 
Fonte
 
 

terça-feira, 19 de março de 2013

Começa o racionamento no açude São Gonçalo, no Sertão da Paraíba


19/03/2013 11h48 - Atualizado em 19/03/2013 11h48 


Águas do açude que abastece Sousa serão racionadas.
Abastecimento será reduzido em 25%.
 

Do G1 PB
 
 
O Açude de São Gonçalo, no Sertão da Paraíba, inicia nesta terça-feira (19) um racionamento que pretende gerar uma economia de 25% no consumo de água ao mês, segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Uma das bombas de captação, localizada na Estação de Tratamento de São Gonçalo, será desligada durante 30 dias, entre 17h e 4h da manhã.
 
O açude está localizado em área pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na bacia hidrográfica de Alto de Piranhas, sub-bacia do Rio Piranhas. O reservatório com capacidade hídrica de 44 milhões e 600 mil metros cúbicos de água, está atualmente com 24,4% de sua capacidade, pouco mais de 10,8 milhões de metros cúbicos, conforme medição da Aesa. Conforme o órgão, 56 reservatórios na Paraíba estão abaixo de 20% da sua capacidade, com volume considerado em observação ou crítico.

Segundo a Cagepa, após esse prazo, caso a população não se conscientize da necessidade de economizar água e caso a chuva não venha, serão adotadas medidas mais drásticas, como o racionamento efetivo de água, no formato de 24 horas com abastecimento e 24 horas sem abastecimento.

A medida é resultado de acordo firmado em audiência realizada no dia 14 de março, em Sousa, entre representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Sousa, Cagepa, e Junta dos Usuários das águas do Açude de São Gonçalo. Também foi definido que antes do racionamento efetivo deve haver ampla divulgação do acordo e preve ainda a possibilidade de interrupção diária do fornecimento de água.
 


sábado, 16 de março de 2013

Seca na Paraíba: águas do Açude São Gonçalo serão racionadas

15/03/2013 - 17h10

Racionamento começa a partir da terça-feira (19) com o desligamento de uma das bombas de captação. 

Em razão da baixa quantidade de água do Açude de São Gonçalo, no sertão da Paraíba, a partir da próxima terça-feira (19) a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) efetuará o desligamento de uma das bombas de captação, localizada na Estação de Tratamento de São Gonçalo, no Município de Sousa (PB), a 433 km da capital João Pessoa. A bomba será desligada durante 30 dias, entre 17 h e 4 h da manhã, gerando uma economia de 25% no mês.

Após esse prazo, caso a população não se conscientize da necessidade de economizar água e caso a chuva não venha, serão adotadas medidas mais drásticas, inclusive o racionamento efetivo de água, no formato de 24 horas com abastecimento e 24 horas sem abastecimento.

O racionamento é resultado de acordo firmado em audiência realizada ontem (14), em Sousa, que teve a participação de integrantes do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Sousa, Cagepa, e Junta dos Usuários das Águas do Açude de São Gonçalo.

Também foi definido que antes do racionamento efetivo (24h/24h) deve haver ampla divulgação do acordo para a população mediante divulgação nas rádios. Caso o racionamento não surta efeito, o período de desligamento da bomba pode ser ampliado, chegando-se, inclusive, à interrupção diária do fornecimento de água.

O Açude de São Gonçalo está localizado em área pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na bacia hidrográfica de Alto de Piranhas, sub-bacia do Rio Piranhas, no oeste da Paraíba. As obras de construção do açude iniciaram em 1932, finalizando em 1936, com capacidade hídrica de 44 milhões e 600 mil metros cúbicos, tendo como objetivo dirimir os efeitos nocivos da estiagem sofridos pela população do local.



quinta-feira, 14 de março de 2013

Irrigação será suspensa na área de Boqueirão

Com 54,7% de sua capacidade total, açude deixará de fornecer água para irrigação; última suspensão da irrigação aconteceu em 1998.



 


Leonardo Silva
Sem controle do uso e sem chuvas, água do Boqueirão só vai até outubro de 2014, segundo diretor do DNOCS

Até o fim da próxima semana, haverá suspensão da irrigação na área do Açude Epitácio Pessoa, localizado no Município de Boqueirão, na região de Campina Grande. A informação foi confirmada pelo diretor do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), Solon Diniz. Segundo ele, os agricultores já foram informados e o Dnocs só está aguardando a colheita dos produtos que já foram plantados para suspender.

De acordo com o diretor, mesmo sendo necessária a suspensão da irrigação por causa da seca, esta não é a principal causa de consumo da água do “Boqueirão”. “De acordo com as nossas projeções, se continuar sem controle da água e sem chuvas, a água de Boqueirão só vai até outubro de 2014. Com a suspensão da irrigação, esse prazo poderia se estender até dezembro do mesmo ano”, disse.

Conforme o Dnocs, o maior volume de água se perde pelos efeitos do tempo seco, através da evaporação. Por dia, são evaporados 170 mil m³ de água do Epitácio Pessoa, seguidos de 135 m³ utilizados diariamente pela irrigação e 95 mil m³ pelo consumo humano. Atualmente, o manancial chega a perder cerca de 400 mil m³ de água, principalmente pelas altas temperaturas que variam em torno de 30°.

Desde a última medição realizada na manhã de ontem, Boqueirão estava com 54,7% de sua capacidade total de 411.686.287 m³. O diretor explicou que, a partir do momento da suspensão, os agricultores não poderão mais utilizar a água do Boqueirão para a irrigação, conhecida como “superficial”, um método que consiste em aplicar a água sobre a superfície do solo na forma de inundação permanente ou temporária. Dessa forma, o solo pode ser preparado no formato de tabuleiros ou sulcos.

Para “puxar” a água do Boqueirão, os agricultores utilizam bombas d'água para irrigar as plantações de verduras, frutas, milho e feijão. A última suspensão da irrigação aconteceu em 1998, com a fiscalização de muitos órgãos públicos, inclusive o Ministério Público. Segundo o diretor do Dnocs, no próximo dia 22, será realizada uma reunião com vários órgãos, que discutirão a situação do manancial.

17 AÇUDES EM ESTADO CRÍTICO
Subiu de 12 para 17 os açudes que estão em estado crítico na Paraíba, de acordo com os dados repassados pela Agência Executiva de Águas do Estado da Paraíba (Aesa). Isso significa que estes mananciais estão com seu volume total menor do que 5%.

O último a entrar em estado crítico foi o Chupadouro I, localizado no Município de São João do Rio do Peixe, no Sertão paraibano, que está com 1,1% de sua capacidade total desde o dia 06 deste mês.

Além do Chupadouro I, também estão com volume baixo o açude de Albino, na Imaculada; Bastiana e São Francisco II, em Teixeira; Bichinho, em Barra de São Miguel; Cachoeira da Vaca, em Cachoeira dos Índios; Caraibeiras, Picuí; Carneiro, Jericó; Novo II, Tavares; Ouro Velho, no município de mesmo nome; Prata II, em Prata; Serra Branca I, em Serra Branca; Serrote, Monteiro; São José III, em São José dos Cordeiros; São José IV, em São José do Sabugi; São Mamede, na cidade de mesmo nome, e Várzea, também no município de mesmo nome; todos localizados no Sertão ou Cariri/Curimataú paraibano.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Irrigação ameaça açude e pode ser suspensa

De acordo com simulações feitas pelo Dnocs, se o volume do manancial continuar caindo, a irrigação poderá ser suspensa na região.


 


Agricultores que dependem da água do açude Epitácio Pessoa para irrigar suas plantações estão ameaçados pela seca. Nos últimos dias, o manancial chega a perder cerca de 400 mil m³ de água por dia, devido principalmente à evaporação, provocada pela temperatura elevada, que registra temperaturas médias de 30 ºC.

De acordo com simulações feitas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), se o volume do manancial continuar caindo e chegar a menos de 50% da capacidade total, a irrigação poderá ser suspensa na região.

Segundo o engenheiro chefe da unidade de Campina Grande do Dnocs, Renato Roberto Avelar, a partir do momento da suspensão, os agricultores não poderão mais utilizar a água do Boqueirão para a irrigação, conhecida como “superficial”. “Esse tipo de irrigação é a mais utilizada na região do Boqueirão e se for suspensa, trará prejuízos aos agricultores”, disse.

O engenheiro explicou que esse método consiste em aplicar a água sobre a superfície do solo na forma de inundação permanente ou temporária. Dessa forma o solo pode ser preparado no formato de tabuleiros ou sulcos.

De acordo com ele, para “puxar” a água do Boqueirão, os agricultores utilizam bombas d'água para irrigar as plantações de verduras, frutas, milho e feijão. “Em 1998 houve a suspensão da irrigação e nós tivemos que contar com a ajuda de muitos órgãos públicos, inclusive o Ministério Público, para fiscalizar os agricultores”, informou.

Naquele ano, quando também foi iniciado um racionamento em todas as cidades abastecidas pelo Boqueirão, foi muito difícil para os produtores de alimentos, como Leôncio Francisco de Macedo, de 64 anos, que recordou o momento de sufoco.

“Eu fui até intimado porque na época me flagraram puxando água do Boqueirão. Mas eu não sabia que a irrigação estava suspensa.

Isso aconteceu com muitos agricultores aqui da região. Passamos por um grande sufoco e estamos apreensivos que isso possa acontecer novamente. Eu tenho cinco filhos que sobrevivem da agricultura”, lamentou. Com 35 anos, Valdeci de Souza, também agricultor da região, contou que os sete filhos são criados com a venda de verduras. Ele também está com medo de passar por uma situação crítica e contou que os preços dos seus produtos já começaram a subir.

“Se a irrigação for suspensa, de onde vamos tirar a água para usar nas plantações? A única coisa que temos a fazer é continuar trabalhando e esperar a chuva. Infelizmente todos vão sentir os efeitos, inclusive os meus clientes, com o aumento no preço dos produtos”, disse. Apesar da possibilidade de suspensão da irrigação, o engenheiro do Dnocs explicou que o maior volume de água se perde pelos efeitos do tempo seco, através da evaporação. Segundo ele, por dia são evaporados 170 mil m³ de água do Epitácio Pessoa, seguidos de 135 m³ utilizados diariamente pela irrigação e; 95 mil m³, pelo consumo humano.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aesa fiscaliza infraestrutura de 60 reservatórios hídricos na Paraíba

23/01/2013 12h43 - Atualizado em 23/01/2013 12h45 

Órgão deu início a vistorias nesta quarta-feira (23).
Relatório determinará investimentos de manutenção.
 
Do G1 PB
 
Açude em Triunfo, na Paraíba, também foi atingido pela seca e os animais estão quase sem água para beber  (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude em Triunfo foi atingido pela seca
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Uma fiscalização sobre a infraestrutura dos reservatórios hídricos da Paraíba começou na manhã desta quarta-feira (23). Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), o objetivo será elaborar um relatório que determinará os investimentos de reforma e manutenção dos mananciais.
 
Serão vistoriados 60 açudes e barragens. A primeira visita aconteceu na Lagoa do Meio, que abastece o Município de Taperoá, no Sertão paraibano. De acordo com a Gerência Executiva de Monitoramento das Bacias Hidrográficas, o relatório será concluído até o próximo dia 23 de março.
 
De acordo com a comissão formada por engenheiros e técnicos da Aesa, 122 reservatórios  hídricos são monitorados pelo órgão, mas os outros 62 já foram fiscalizados nos dois últimos anos, 14 deles identificados com inconformidades e em processo de licitação para reformas estruturais.

Após a fiscalização, o relatório com planejamento da manutenção de estrutura física dos açudes e barragens será encaminhado para o Governo do Estado e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Chuvas
Segundo a Aesa, 38 estações de monitoramento registraram chuvas na segunda-feira (22). A maior precipitação aconteceu no município de Livramento, no Sertão paraibano, que recebeu 137,4 milímetros de água. Conforme a gerência de açudes do órgão, os índices pluviométricos registrados no estado não devem possibilitar nenhuma recuperação destes reservatórios hídricos, pois as chuvas são concentradas e de baixa intensidade.


 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dnocs determina suspensão de áreas irrigadas nos açudes da PB


16/01/2013 11h20 - Atualizado em 16/01/2013 11h20 

Segundo o órgão, medida pretende evitar colapso dos reservatórios.
Conforme a Aesa, 25 açudes estão em situação crítica.
 
Do G1 PB
 
 

O Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) determinou a suspensão das áreas irrigadas para evitar o colapso de cinco açudes na Paraíba. Segundo o órgão, apenas o reservatório hídrico de Epitácio Pessoa, em Boqueirão, mantém a irrigação. Conforme dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 25 mananciais do estado estão em situação considerada crítica.
 
Para o Dnocs, a medida visa a preservar o nível de água dos açudes e barragens da Paraíba. No açude de São Gonçalo, em Sousa, no Sertão paraibano, de acordo com os agricultores a produção sofreu forte queda.
 
“A produtividade caiu 90%, só produz onde tem lençol freático e cacimbão, mas o resto está praticamente perdido”, disse o agricultor Girleno Gonçalves. Segundo o produtor Joaquim Mendes Filho, a baixa produção elevou o preço do coco da região. “A situação está crítica, precisamos de água. O coco agora é R$ 1, antes era R$ 0,30 ou R$ 0,40”, afirmou.


 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Engenheiro alerta que escassez de água pode gerar conflito entre populações das Zonas Urbana e Rural em Sousa

15/01/2013 14:07 - Cidades
Engenheiro alerta que escassez de água pode gerar conflito entre populações das Zonas Urbana e Rural em Sousa
Representantes de órgãos que gerenciam o abastecimento de água na cidade de Sousa estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira (14) no escritório local da AESA (Agência Estadual de Gestão das águas) para discutir a problemática da escassez e eminente colapso de água no açude de São Gonçalo.

Na oportunidade, estavam presentes representantes da Cagepa, Daesa, AESA, DNOCS, representantes do poder legislativos, no caso os vereadores Daniel Pinto e Lafaytte Gadelha e seguimentos da sociedade, que discutiram alternativas para evitar que algo de mais grave aconteça, afastando o risco de escassez total da água que abastece o município de Sousa.

Neste primeiro instante, ficou decidido que se formará uma comitiva que ficará responsável pela realização de uma campanha na imprensa sousense, destacando a importância da utilização correta da água, evitando desperdícios e usando de maneira mais racional o liquido precioso.

Na ocasião, quem também esteve na reunião e se mostrou bastante preocupado com a questão foi o experiente e renomado engenheiro civil Catonho Braga, que atestou que o quadro atual é de “escassez hídrica” confirmando que a situação é realmente preocupante a ponto de tornar “muito visível o conflito pelo uso da água”.

De acordo com Catonho Braga a população da zona urbana não quer sair de uma situação chamada “zona de conforto”, onde quem mora no setor urbano não quer reduzir o seu consumo de água em detrimento ao abastecimento da zona rural do município, por exemplo, e isso pode gerar um conflito pelo uso da água entre moradores urbanos e rurais. Segundo Catonho Braga pode se agravar “se a disponibilidade de água diminuir nas próximas semanas, esse é inevitável” disse o engenheiro.

Ouça aqui entrevista




Açudes de Sousa e CZ estão secando; Falta de água gera vários cemitérios de plantações


Redação, com diário do sertão
 
Açudes de Sousa e CZ estão secando; Falta de água gera vários cemitérios de plantaçõesAçude de São Gonçalo - Fotos Diário do Sertão

Com a falta d'água, várias plantações de coqueiros estão morrendo e formando praticamente um cemitério de plantações.

Nos Núcleos Habitacionais de Sousa, alguns agricultores já perderam 100% da produção de suas fazendas. Segundo eles, a água acabou e não há mais como irrigar as plantações. ''Aqueles que ainda tem água no cacimbão, conseguem manter o que restou de suas plantações, mas quem não tem cacimbão, infelizmente vai perder todo o plantio'', disse o agricultor.







O Açude de São Gonçalo atualmente está com 22% de sua capacidade, o que corresponde a um volume de 9.903.520m³.

Irrigação suspensa 
Devido a estiagem que se estendeu durante praticamente todo o ano de 2012, Departamento Nacional de Obras contra as Secas da Paraíba (Dnocs) suspendeu o sistema de irrigação dos vazantes em 41 açudes em toda a Paraíba.

Em Sousa, o açude de São Gonçalo não libera água para irrigação. Já em Cajazeiras, O açude Engenheiro Ávidos foi um dos que mais baixou de nível porque ele libera água para o distrito de São Gonçalo, e atualmente está apenas com 17,5% de sua capacidade, o que corresponde apenas a um volume de 44.617.365m³.






Outro manancial que também teve suspenso o sistema de irrigação a partir do Dnocs foi é o de Coremas/Mãe D'água, localizado na cidade de Coremas, que está com 37% de sua capacidade. 

Previsão de chuva
De acordo com meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), nesta segunda-feira (14) as chuvas atingiram algumas áreas do Sertão, Agreste e do Litoral da Paraíba. O meteorologista Carmem Becker, acredita que as chuvas poderão atingir a paraíba nos próximos dias.

 Previsão para a cidade de Sousa (Foto reprodução Clima Bing)


 
Previsão para a cidade de Cajazeiras (Foto: Reprodução Clima Bing)


Segundo previsões climáticas do site Clima Bing, deve chover nos próximos dias nas cidades de Sousa e Cajazeiras. Já A previsão da Aesa é de mais chuvas pontuais e sol entre nuvens.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Irrigação de 41 açudes é suspensa pelo Dnocs

Para evitar diminuição no nível dos reservatórios, Dnocs suspendeu sistema de irrigação em vazante de 41 açudes do Estado. 



 



A estiagem que se estendeu durante praticamente todo o ano de 2012 forçou o Departamento Nacional de Obras contra as Secas da Paraíba (Dnocs) a suspender em 41 açudes o sistema de irrigação de vazante para evitar a diminuição do nível dos reservatórios.
 
Esta medida, tomada em dezembro do ano passado, até o momento só não afetou o volume do açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, que está com 60% de sua capacidade. Contudo, nos 41 mananciais restantes essa atividade está proibida.
 
Pelo que indicou Sólon Diniz, coordenador estadual do Dnocs, o último açude que precisou ter este sistema de irrigação suspenso foi o de Engenheiro Ávidos, do município de Cajazeiras, no Sertão, que tem capacidade para 255 milhões de metros cúbicos de água, mas encontra-se com apenas 44.617.365 milhões de metros cúbicos, ou seja, 17,5% de sua capacidade, de acordo com medição da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), no último dia 24 de dezembro.
 
“Tivemos que tomar essa medida recentemente para evitar que o nível dos reservatórios diminua. Nós não estamos mais liberando esse tipo de vazão porque os açudes estão no seu limite, e o Engenheiro Ávidos foi um dos que mais baixou de nível porque ele libera água para o distrito de São Gonçalo. Estamos verificando as marcações diariamente desses reservatórios maiores, já que precisamos ter um controle dos níveis para os próximos meses”, explicou Sólon.
 
Outro manancial que também teve suspenso o sistema de irrigação a partir do Dnocs foi é o de Coremas/Mãe d'Áágua, localizado na cidade de Coremas. Segundo Sólon Diniz, com 46% da capacidade, este reservatório já está em estado de alerta, já que ele também abastece o município de Assu, no Rio Grande do Norte.
 
“Nossa determinação foi de interromper também no final do ano as irrigações no açude em Coremas. Nós estamos permitindo apenas as pequenas vazões em Boqueirão, mas somente até o mês de março. Se a chuva não vier até lá, será o último a também não ser mais permitido esse tipo de atividade”, garantiu o coordenador.

Fonte


 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

População denuncia descaso no Sertão com a água sendo usada para irrigação

Assessoria

A população do Município de Cajazeiras e região do Alto Sertão da Paraíba continua bastante preocupada com os volumes baixíssimos dos principais açudes que estão em situação muito críticas, mas mesmo assim, a água de alguns desses reservatórios que deveria ser destinada para o consumo humano e animal ainda continua sendo utilizada para a produção agrícola, com projetos de irrigação por inundação.

A população tem reclamado, porém nenhuma providência tem sido tomada por parte dos responsáveis dos órgãos de controle dos reservatórios, o que é um verdadeiro absurdo, em razão da situação bastante grave.

Em Cajazeiras há dois reservatórios que servem à população. O Engenheiro Ávidos com capacidade para 255.000.000 milhões de metros cúbicos encontra-se com apenas 44.617.365 milhões de metros cúbicos, ou seja, 17,5% de sua capacidade, de acordo com medição da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), no último dia 24 de dezembro de 2012.

O Açude Lagoa do Arroz com capacidade para 80.220.750 milhões de metros cúbicos está com apenas 19.550.950 milhões de metros cúbicos, isto é 24,4% da capacidade, segundo levantamento realizado em 03 de janeiro de 2013.

Vale salientar que, em anos de muita chuva, o DNOCS, por medida de segurança, não permite que o Açude de Boqueirão encha.

A Imprensa, a exemplo do Correio da Paraíba tem denunciado a situação, mas até agora, nenhuma medida concreta tem sido adotada por quem de direito.

Confira no site do Governo estadual no link a seguir toda a realidade dos reservatórios de água do Estado http://site2.aesa.pb.gov.br/aesa/volumesAcudes.do?metodo=preparaUltimosVolumesPorMunicipio

Hoje a Paraíba enfrenta a maior seca dos últimos 30 anos e, de acordo com levantamento feito pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), dos 121 açudes monitorados pelo órgão, 10 reservatórios estão secos ou quase secos na Paraíba.

A estiagem, que castiga quatro das cinco regiões do Estado, já deixou 22,3% desses reservatórios com, no máximo, 20% de sua capacidade total. Em dez deles, segundo a Agência, o acumulado é menor de 5% e a situação é considerada crítica.

Fonte



sábado, 24 de novembro de 2012

Paraibanos passam fome e racionam água por causa de seca no Sertão


23/11/2012 07h30 - Atualizado em 23/11/2012 12h45

G1 viajou 1,5 mil km no Sertão e encontrou paraibanos com fome e sede.
Nordeste sofre com uma das piores secas dos últimos 30 anos.


Taiguara Rangel  

Do G1 PB 


Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Dona Deló é uma dos dois milhões de paraibanos que racionam água para
poder sobreviver (Foto: Taiguara Rangel/G1)

As regiões do Cariri, Curimataú e Sertão da Paraíba são as mais afetadas pela seca que atinge o estado e registraram 62% abaixo da média histórica no seu período chuvoso, que é de 1.880 milímetros no somatório das três regiões. Entre fevereiro e maio, a análise da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB) constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú registrou menos 78,9% e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico de chuvas.

O homem e o gado lutam pela sobrevivência em uma das secas mais rigorosas dos últimos 30 anos na Paraíba, segundo os agricultores. Os cadáveres e ossadas dos bichos mortos de fome e sede acumulados nas estradas chegam a formar cemitérios de animais a céu aberto no Sertão do estado. Quase dois milhões de paraibanos sofrem com a falta de comida e o racionamento de água e muitas vezes tiram do próprio sustento para a sobrevivência dos animais.

Este é um dos retratos da seca que afeta os nordestinos. Na zona rural de Monteiro, no Cariri do estado, a agricultora Helena Deodato da Silva mora há mais de 40 anos no sítio Várzea Limpa. 'Dona Deló', como é mais conhecida na região, tem 77 anos e sobrevive graças à ajuda de vizinhos. Com o que resta de esperança, ela aguarda a chegada chuva.
 
A torturante rotina da idosa se estende desde o início do ano. A plantação está deserta onde antes havia apenas alguns pés de palma. “Seca igual a essa eu nunca enfrentei, porque antes tinha pelo menos algo para dar aos bichos. A última chuva na região foi em fevereiro, de lá para cá nem um pingo caiu. Por isso a gente não tem mais nem palma sobrevivendo nesse sol e nem consegue plantar nada porque não dá. Os vizinhos de vez em quando me ajudam. Me deram esse mandacaru, estou capinando ele para retirar os espinhos e dar ao gado”, contou a agricultora.

Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Apesar dos espinhos do Mandacaru, Dona Deló agradece o
cactáceo oferecido por vizinhos  (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Seus animais estão morrendo lentamente, três já se foram somente nos últimos meses, e em seu terreno não nasce mais nada que possa servir de ração para o gado. “Tenho que ter esperança de chuva. Se não escapar dessa vez, minha vida termina por aqui. Não vou sair da minha terra. Só saio direto para o cemitério”, garantiu.
 
O G1 viajou 1,5 mil quilômetros cortando o interior da Paraíba, percorreu 7 cidades e acompanhou o sofrimento de paraibanos que enfrentam a seca vivenciada por habitantes dos 195 municípios que estão há quase um ano em situação de emergência, devido à estiagem.

Criadores esperam até três meses para conseguir uma única saca de ração para o gado nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a superintendência do órgão, existe uma conjuntura de dificuldade em âmbito nacional que dificulta o socorro aos agricultores e o racionamento de grãos não tem previsão de fim. Enquanto a maioria convive com a escassez das chuvas, o açude de Coremas, maior reservatório de água do estado, esvazia sua capacidade e está de comportas abertas para o abastecimento do Rio Grande do Norte, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

Animais aproveitam o resto de água que ainda há em alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Animais aproveitam o resto de água que ainda há em
alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Poços artesianos, raros açudes particulares já enlameados e carros-pipa ajudam a abastecer as comunidades. No solo ressecado, nem mesmo a palma forrageira, planta cáctea que se desenvolve na mais rigorosa das secas, está sobrevivendo. Com a falta de chuvas, agricultores na região de Patos estão dando ao gado para beber água de esgoto, oriunda do Rio Espinharas.
 
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude, mas agora a seca ameaça até a ele (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude,
mas agora a seca ameaça até a ele
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Na zona rural de Conceição, no Sertão paraibano, pequenos açudes particulares garantem a subistência de 18 mil habitantes. “Todo mundo em Conceição vem buscar água no meu açude. Já secou muito e não tem outros. Vou esperar até o fim do mês ajudando porque gosto de todos, mas não ganho nada com isso. Quase não tem mais água nem para minha família e não vou deixar que continuem pegando água até que chova de novo, não posso fazer nada”, disse o agricutor Manoel Tavares de Menezes, de 78 anos, morador do sítio Lagoa Nova.

Um dos açudes que abastece o município de Monteiro, no Cariri do estado, está com apenas 1,6% da sua capacidade. “Esse açude só sangrou em 1986, no ano em que eu nasci. Até semanas atrás ainda vinha carro-pipa buscar água, mas agora só tem lama e ninguém tira mais nada”, agricultor Ricardo Gonçalves, 26 anos, sobre o reservatório.

Meteorologia
De acordo com a Aesa-PB, as regiões do Cariri, Curimataú e Sertão do estado são as mais castigadas pela estiagem. As chuvas registradas de fevereiro a maio foram 62% abaixo da média histórica. “Entre fevereiro e maio, a análise constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú ficou 78,9% abaixo e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico”, afirmou a meteorologista Marle Bandeira.

A fraca precipitação pluviométrica é comparada à intensa seca registrada em 1998, quando o clima paraibano foi afetado pelo fenômeno 'El Niño' e foi registrado 70% abaixo da média histórica. “As condições eram diferentes. Em 2012, foram as condições do oceano Atlântico Sul que estava com águas mais frias que a média. Com isso houve o desvio negativo de chuvas”, pontuou a especialista. Em dezembro a Aesa realiza reunião onde irá elaborar previsão climática para 2013.