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domingo, 8 de outubro de 2017

Mais de 2 mil caranguejos são apreendidos em Cabedelo e três pessoas são presas

Suspeitos foram autuados em R$ 20 mil e vão responder por pesca predatória, diz polícia.

 Por G1 PB  07/10/2017 15h48


Mais de 2 mil caranguejos foram apreendidos em Camalaú, Cabedelo (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Mais de 2 mil caranguejos foram apreendidos em Camalaú, Cabedelo
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Mais de 2 mil caranguejos pescados de forma irregular foram apreendidos pela Polícia Militar na noite da sexta-feira (6), na área de Camalaú em Cabedelo. Na ocasião, três pessoas foram presas. A PM informou que os caranguejos foram soltos no mangue e o trio foi autuado em R$ 20 mil e pode responder por pesca predatória.

Segundo o capitão Sidnei Paiva, essa pesca irregular é feita a partir de sacos de estopa. “Eles desfiam os sacos e colocam as tiras na entrada de onde os caranguejos ficam. Quando eles [os caranguejos] saem se enrolam e as pessoas só vão lá e coletam”, disse o capitão.
Animais ficavam presos em armadilhas feitas com sacos de estopa, diz polícia (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Animais ficavam presos em armadilhas feitas com sacos de estopa, diz polícia
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)


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terça-feira, 11 de abril de 2017

Mais de dois mil caranguejos-uçá são resgatadas na Paraíba em 2017, diz polícia

Polícia Ambiental realiza ações de proteção do período de reprodução e da captura irregular do crustáceo.

Por G1 PB
Polícia Ambiental apreendeu mais de dois mil caranguejos-uçá na Paraíba em 2017 (Foto: Comunicação Social/BPAmb)
  Polícia Ambiental apreendeu mais de dois mil caranguejos-uçá na Paraíba
em 2017 (Foto: Comunicação Social/BPAmb)

Mais de 2 mil unidades de caranguejo-uçá foram resgatadas pelo Batalhão de Polícia Ambiental neste ano, em cidades do Litoral da Paraíba. Os resgates são resultado de ações de proteção do período de reprodução e da captura irregular do crustáceo. Por isso, os policiais intensificaram as fiscalizações com o patrulhamento náutico e com as rondas nas feiras e outros locais que comercializam o animal.
Ao todo, foram 2.655 unidades resgatadas. No último fim de semana, foi realizada a maior apreensão de caranguejos já realizada na Paraíba, com o resgate de 1.500 unidades que tinham sido capturados com “redinha”, apetrecho de pesca proibido para a captura desse crustáceo em qualquer época do ano.

Os animais foram encontrados durante patrulhamento aquático do pelotão náutico do Batalhão Ambiental, na ilha Stuart, localizada às margens do Rio da Paraíba, em Cabedelo. O pescador fugiu e, no local, foram resgatados os animais, que em seguida foram soltos em mangues da ilha da Restinga, na mesma cidade.

O comandante do Batalhão de Polícia Ambiental, major Cristóvão Lucas, disse que as fiscalizações serão intensificadas ainda mais. "É preciso que as pessoas tenham a consciência de que esse nosso trabalho de proteção ao caranguejo-uçá tem o objetivo de garantir a preservação da espécie, pois no período da andada, quando os animais ficam mais vulneráveis porque saem de suas tocas para acasalar e liberar suas larvas, muitos cidadãos insistem em continuar a captura, transporte e comercialização irregulares, práticas passivas de multas que começam com o valor de R$ 700 podendo chegar até R$ 100 mil, além de ser um crime ambiental porque contribui para o desequilíbrio ecológico dos manguezais”, destacou.

Proibições de captura
É proibida a captura no período defeso (de 6 a 11 e de 21 a 26 de janeiro; de 4 a 9 e de 19 a 24 de fevereiro; e de 6 a 11 e de 21 a 26 de março); quando é feita com o uso de “redinha”, independente de ser período defeso (de reprodução), já que maltrata o animal e captura indiscriminadamente, inclusive com filhotes e fêmeas; e quando a espécie tem menos de seis centímetros de carapaça, medida que vai de uma pinça a outra, pois de acordo com os parâmetros técnicos estabelecidos pelo Ibama, abaixo dessa dimensão se configura captura de filhote, o que também é proibido.

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terça-feira, 4 de abril de 2017

Prato tradicional da culinária nordestina vai sumir dos cardápios

03/04/2017 09h18 - Atualizado em 03/04/2017 09h18
 
É o guaiamum, parente dos caranguejos ameaçado de extinção e que terá a captura e comercialização proibidas a partir do próximo dia 30.
 
 
Um dos pratos mais tradicionais da culinária nordestina vai sumir dos cardápios dos restaurantes. É um tipo de caranguejo que está ameaçado de extinção.

Os guaiamuns são parentes dos caranguejos e chamam a atenção pela cor azulada.

No Nordeste eles fazem muito sucesso na culinária. O problema é que os guaiamuns estão ameaçados de extinção. Com a destruição dos manguezais e a captura sem controle, eles quase desapareceram da natureza.  Para complicar, a reprodução é muito lenta. Só acontece a partir dos 4 anos de vida e nunca em cativeiro.

É para evitar que eles sumam de vez que o Ministério do Meio Ambiente determinou a proibição da captura e comercialização a partir do dia 30 deste mês.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PRF apreende 300 quilos de lagosta e polvo impróprios para consumo

02/11/2016 09h35 - Atualizado em 02/11/2016 12h24
Segundo PRF, apreensão aconteceu na BR-101, em Mamanguape. 
Carga saiu do RN e seria comercializada no mercado de peixes de Tambaú.

Do G1 PB


Carga de lagosta e polvo estava sendo transportada indevidamente, diz PRF (Foto: Comunicação/PRF)
Carga de lagosta e polvo estava sendo transportada indevidamente,
diz PRF (Foto: Comunicação/PRF)

Cerca de 300 kg de lagosta e polvo impróprios para o consumo humano, foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde de terça-feira (1º), na BR-101, no Município de Mamanguape, Zona da Mata da Paraíba. A carga estava em uma caminhonete armazenada em caixas de isopor. 

Os produtos tinham como destino João Pessoa. O condutor do veículo disse aos policiais que os alimentos seriam comercializados no Mercado de Peixes, em Tambaú.

Segundo a PRF, o veículo vinha do Estado Rio Grande do Norte. Ao abrirem o compartimento de carga, os agentes encontraram o carregamento, que estava sem nenhum tipo de documento fiscal. 

Ainda de acordo com a PRF, este tipo de carga precisa ser transportada e armazenada em câmara frigorífica, o que mantém o produto na temperatura ideal para evitar a deterioração.

Equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e do Ministério da Agricultura foram acionados para verificar a adequação da carga de frutos do mar. O carregamento de lagosta descumpria o que determina a lei de crimes ambientais, estando com o tamanho inferior permitido para a pesca.



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Carga de camarão e caranguejo é apreendida pela PRF na Paraíba

07/10/2015 12h36 - Atualizado em 07/10/2015 12h37 
 
Segundo PRF, 240 kg de produto estavam sendo levados para PE e AL.
Esse tipo de transporte deve ser realizado em câmara frigorífica.
 
Do G1 PB
   
Uma carga de 240 kg de camarão e caranguejo foi apreendida nesta quarta-feira (7) no posto da Polícia Rodoviária Federal em Bayeux, na grande João Pessoa. De acordo com informação da própria PRF, a carga de camarão foi encaminhada para a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa). Já a de caranguejo foi encaminhada para a Secretaria de Agricultura, onde vai ser inspecionada.
 
A carga estava em um Fiat Strada que saiu de Aracati, no Ceará. O caranguejo seria levado para Recife, em Pernambuco, e o camarão, que estava em caixas de isopor sem gelo, para Maceió, Alagoas. De acordo com a PRF, esse tipo de transporte deve ser realizado em câmara frigorífica.
 
Esta é a segunda apreensão de camarão feita pela PRF em um mês. Na madrugada do dia 16 de setembro, 7,5 toneladas de camarão foram apreendidas no município de Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba. 


 

domingo, 12 de janeiro de 2014

PF investiga fraude que beneficia o superintendente da pesca e deputado estadual

João Pessoa, 11/01/2014 - 11h00

Esquema foi denunciado por pescadores que revelam benefícios a aliados de Juntahy


 A Polícia Federal iniciou investigações sobre graves denúncias de uso político e de desvio de verbas envolvendo a Superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura na Paraíba (MPA/PB). Fruto das denúncias, o Ministério suspendeu, desde o último dia de 2013, a emissão de novas carteiras profissionais de pescador em todo o Brasil. O teria sido montado para beneficiar aliados do deputado estadual Juntahy Menezes (PRB) que indicou o superintendente Samuel Lemos.

Representantes da Federação dos Pescadores e Aquicultores da Paraíba (Fepesca-PB) e de diversas Colônias de Pescadores denunciaram o esquema fraudulento neste final de semana. Segundo eles, o MPA/PB estaria cadastrando falsos pescadores, entregando-lhes carteiras profissionais, Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs), cestas básicas e parcelas do Seguro Defeso (que somam mais de R$ 2 mil), todos benefícios de programas do Governo Federal. Para isso, no entanto, funcionários do Ministério cobrariam valores que variam de R$ 300 a R$ 1.000.

“No Ministério da Pesca existe hoje um tratamento diferenciado, dito em alto e bom som: se o pescador estiver do lado deles, tem tudo, sem estiver do outro lado, não tem nada. E o lado deles é o lado do deputado estadual Jutahy Menezes e do superintendente Samuel Lemos”, afirmou o presidente da Fepesca, Zélio Silva. Segundo ele, as carteiras dos pescadores filiados a Colônias que se posicionam do lado do MPA são emitidas em cerca de 30 dias, enquanto existem carteiras de Colônias não-alinhadas “mofando” há mais de um ano.

A presidente da Colônia de Pescadores de Patos, Ivanilda Souza, denunciou que no município foram desviadas mais de 200 cestas básicas, de 300 enviadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social via MPA. “Além das cestas básicas que nunca apareceram, as que chegaram foram entregues a aliados políticos dos dirigentes do Ministério, quando deveriam ser repassadas à diretoria da Colônia, e, mesmo assim, ainda contemplaram pessoas que nem pescadores são”, revelou Ivanilda. Representantes das Colônias de Aroeiras e Rio Tinto também denunciaram o favorecimento e a perseguição política por parte de funcionários do MPA/PB.

Para Janderley Batista, da Colônia de Pescadores de Coremas, existe uma quadrilha agindo na Paraíba. A organização criminosa seria formada por cerca de dez pessoas, incluindo funcionários do MPA/PB e outros agentes contratados. Todos os nomes já foram informados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. “A imoralidade, a corrupção no Ministério é imensa. São registros feitos com data retroativa de pessoas que pagam por isso ou são do grupo político do superintendente Samuel Coelho de Lemos, aliado do deputado pastor Jutahy”, garantiu.

A Fepesca e as Colônias representativas dos pescadores esperam agora que as autoridades competentes tomem as devidas providências para eliminar do Ministério da Pesca na Paraíba qualquer vestígio de mau uso da máquina pública e de ação criminosa.

MaisPB

com Assessoria de Anísio Maia



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Polícia apreende 151 kg de lagosta ilegal em Igarassu, PE

04/09/2013 17h15 - Atualizado em 04/09/2013 17h15 

Tamanho das caudas estava abaixo do permitido por lei, diz fiscal do Ibama.
Motorista foi autuado na Polícia Federal, esta quarta (4), por crime ambiental.
 
Do G1 PE
  

Motorista transportava três sacos, de 151 kg, com caudas de lagosta. (Foto: PRF/ Divulgação)
Motorista transportava três sacos com caudas de lagosta,
com peso total de 151 quilos (Foto: PRF/ Divulgação)
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, apreenderam 151 kg de lagosta, nesta quarta (4). A mercadoria, considerada ilegal pelo fato de os crustáceos serem muito jovens para a comercialização, vinha da Praia de Acaú, na Paraíba, e seria entregue no Pina, na Zona Sul da capital pernambucana.

De acordo com a PRF, os agentes de João Pessoa estavam monitorando a caminhonete que transportava os crustáceos e passaram as informações ao posto de Igarassu. Na abordagem, foram encontrados três sacos com caudas de lagosta, das espécies vermelha e cabo-verde, medindo menos 10 cm.

Segundo Cláudio de Melo Pessoa, fiscal de pesca do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), esse tamanho aponta que os animais não chegaram à idade de reprodução. "Configura-se como crime ambiental porque as caudas medem menos que o permitido por lei, que é 13 cm para as do tipo vermelha e 11 cm para as do tipo cabo-verde", explicou.

O motorista foi autuado pela Polícia Federal por crime ambiental e pode pegar até três anos de prisão, se for condenado. O suspeito também deve pagar uma multa que varia de R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 20 para cada quilo. Será estabelecida uma fiança e, caso o suspeito não pague, ele será preso.

O veículo que transportava a lagosta também foi apreendido e ficará em poder do Ibama, até que saia o resulado do julgamento. A lagosta apreendida já foi doada ao Hospital do Câncer de Pernambuco.



 

domingo, 4 de agosto de 2013

Secretaria encontra solução para praga de piranhas em açude da Paraíba; todos os alevinos estão sendo devorados

João Pessoa, 04/08/2013 - 12h49
 
Instalação de equipemanto fará problema se tornar uma solução, garante secretário 
 
Uma praga de piranhas tomou o Açude de Coremas e vem preocupando muito a secretaria de Pesca do Estado. Diante do problema – que não só prejudica a criação pesqueira, como deixa a vida dos banhistas em perigo – o secretário estadual de Pesca, Sales Dantas (PRB), foi a Brasília e manteve audiência com o Conselho Nacional de Pesca, de onde garante ter voltado com a solução para o caso.

Ao relatar o desequilíbrio que assola a bacia – que impede a colocação de novos alevinos, já que são logo devorados – Sales tratou com os conselheiros da necessidade de uma saída urgente, contudo que essa não fosse simplesmente extrair deliberadamente as piranhas do local.

“Expliquei que não acho interessante para o meio-ambiente do meu Estado concluir que a solução seja o extermínio de uma espécie. Para mim, é acabar com um problema e começar outro – talvez pior. Relembrei aos conselheiros que na Austrália, após muitas mortes por ataques de tubarão, resolveram abrir a caça deliberada. Com o fim dos tubarões, outro problema foi criado: aumentou descontroladamente o número de águas-vivas, que eram comidas por eles. As praias australianas passaram a ser mais perigosas que antes”, explicou Dantas.

Em meio ao debate, o secretário teria questionado se não havia alguma forma de fazer da ‘problemática’ piranha um benefício à população. Segundo Sales, um dos conselheiros se manifestou, dizendo ter em mãos um projeto eficaz de beneficiamento do peixe.

“De imediato vi que essa era a saída. Uma fábrica de beneficiamento da piranha trará inúmeros benefícios à região: fim da praga da piranha; reequilíbrio ambiental; manutenção da existência da espécie; abertura de postos de trabalho; injeção de um novo produto no mercado nordestino, com valor nutritivo inquestionável”, destacou Dantas.

Empolgado com a ideia, Sales explicou como se dará, na prática.

“Vamos financiar a construção da fábrica em Coremas, contudo quem irá mantê-la serão os pescadores da região. O processo é simples: extraída a piranha, ela é posta em um equipamento específico, onde as partes nutricionais importantes do peixe são transformadas em uma pasta consistente, que pode ser utilizada em 42 tipos de pratos diferentes, até na fabricação de hambúrgueres”, explicou. 

Redação
com assessoria

terça-feira, 30 de julho de 2013

Construção do Porto em Goiana poderia trazer tubarões para Litoral Sul da Paraíba, diz professor

30.07.2013 - 11:01
 
Segundo Rosa, os impactos poderão ser semelhantes aos observados em Boa Viagem, em Recife. Na Paraíba, seriam afetadas as praias do Litoral Sul, como Pitimbu, Praia Bela e até Tambaba. 




O risco de um ataque de tubarão no litoral paraibano é ínfimo, mas essa situação pode mudar, caso seja construído o Porto de Goiana (PE), que tem sido estudado, nos últimos anos, pelo Governo de Pernambuco. O alerta é do biólogo, oceanógrafo e especialista em tubarões e arraias, Ricardo Rosa, que é também professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Segundo Rosa, os impactos poderão ser semelhantes aos observados em Boa Viagem, em Recife. Na Paraíba, seriam afetadas as praias do Litoral Sul, como Pitimbu, Praia Bela e até Tambaba.

Isso acontece porque, conforme explica o pesquisador, a construção desse tipo de obra pode impactar profundamente o bioma aquático, como fez o Porto de Suape, no litoral pernambucano. Além do tráfego intenso de navios na costa (que faz com que os tubarões sejam atraídos e entrem em correntes de deriva, que os fazem chegar às praias urbanas), há fatores como a degradação dos ambientes naturais, como os arrecifes e os estuários.
 
“Para algumas espécies que vivem mais nos ambientes de arrecife, como o tubarão-lixa, a alimentação já está comprometida pela degradação e pela pesca. Então, eles se aproximam do litoral”, explicou.
 
Diferente de Pernambuco – que tem mais de 50 incidentes envolvendo tubarões e banhistas –, a Paraíba só tem um registro de ataque, ocorrido ainda no começo do século passado. A depender da própria ecologia paraibana, esse risco continua a ser mínimo, ainda que o Porto de Cabedelo se expanda. 
 
“Em Suape, a circulação marinha foi alterada. Eles fizeram quebra-mares e chegaram a modificar o estuário. Em Cabedelo, não. Só existe um quebra mar e a dragagem, que não foi tão grave. Não é que não exista possibilidade, mas é mais remota, também pelas características do nosso litoral, que não tem grandes estuários e é mais protegido, com arrecifes e sem canais profundos próximos às praias”, observou Ricardo Rosa.
 
Com o Porto de Goiana, entretanto, a ameaça viria de Pernambuco. “Se ali houver modificação ambiental significativa, os tubarões podem se deslocar para o nosso Litoral Sul. Essas correntes de deriva costeira são, em geral, no sentido sul para o norte”, explicou. É por isso que estaria ameaçada a balneabilidade em praias de cidades como Pitimbu e Acaú.
 
Vídeo mostra tubarão
Nos últimos dias, um vídeo está circulando na internet, mostrando um tubarão-tigre morto na Praia da Penha, em João Pessoa. Apesar disso, a bióloga Rita Mascarenhas explica que a captura ocorreu ainda em junho, ressaltando que a população não deve temer, uma vez que se trata de um animal capturado em alto mar. O biólogo e oceanógrafo Ricardo Rosa também tranquiliza a população, embora destaque que algumas espécies se aproximam do litoral, para dar à luz.
 
“As fêmeas adultas do tubarão-tigre e do tubarão-martelo podem ser pescadas bem perto da praia, porque elas vêm parir em águas muito rasas. Isso ocorre normalmente, mas, nesses períodos, esses animais nem se alimentam. Eles não são risco potencial”, observou. Além do tubarão-tigre, são espécies comuns no litoral paraibano o cação-frango e o cação-lixa.
 
Turista morta em Recife
Uma turista de São Paulo foi morta na segunda-feira da semana passada, após um ataque de tubarão, na praia de Boa Viagem, em Recife (PE). Bruna Gobbi tinha 18 anos e se encontrava numa área sinalizada como de grande risco de ataques. O oceanógrafo Ricardo Rosa explica que, embora a espécie não tenha sido identificada, provavelmente o tubarão estava em busca de alimento, já que não é agressivo. “Mas, sua característica é o reconhecimento do alimento através da mordida, por isso deve ter mordido a jovem para identificar se aquele alimento o servia ou não”, pontuou.
 
Respeito ao habitat natural
O oceanógrafo lamentou o fato de que, em geral, as pessoas acreditam que todos os tubarões são perigosos. “Se fizermos as contas, só 10 espécies no mundo todo, em relação às 500 que existem, oferecem risco potencial. Ainda assim, a questão está muito bem colocada pelo Cemit (Comitê Pernambucano de Monitoramento de Incidentes com Tubarões), através da professora Rosângela Lessa. Ela diz que o tubarão está no seu ambiente natural. Se a pessoa sabe que existe risco de encontro, ela está assumindo esse risco quando vai nadar, surfar... Nós não podemos culpar o tubarão pelo ataque”, disse, reforçando a importância de obedecer à sinalização.
 
Governo de Pernambuco: sem resposta
A reportagem entrou em contato com as secretarias de Imprensa, Desenvolvimento Econômico e do Governo de Pernambuco, para obter informações sobre como anda o projeto de implantação de um porto na cidade de Goiana (PE). Entretanto, até o fechamento desta edição, não obteve resposta. As informações divulgadas na internet sinalizam, entretanto, que o projeto já está pronto, sendo analisado pela Fundação Getúlio Vargas, antes de ser aprovado.
 
Como evitar ataques
- Ao ir a praias com risco de tubarão, como Boa Viagem, respeite a sinalização;
- Ao entrar no mar, evite ir para o fundo. Fique no raso;
- Verifique a existência de salva-vidas.



segunda-feira, 29 de julho de 2013

Golfinho é encontrado morto na praia de Intermares em Cabedelo


28/07/2013 19h12 - Atualizado em 29/07/2013 07h36 

Bióloga informou que o animal tinha marcas de rede de pesca.
Moradores que passavam pela praia encontraram o golfinho.
 
Do G1 PB
 
 
golfinho, morto, intermares, rede, pesca (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Golfinho foi encontrado morto no início da noite deste domingo (26)
na praia de Intermares em Cabedelo (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um golfinho foi encontrado morto nas areias da praia de Intermares, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa. Moradores que passavam pelo local no início da noite deste domingo (28) encontraram o animal na praia.
 
A bióloga Rita Mascarenhas informou que o golfinho apresentava marcas de rede de pesca, e que provavelmente teria ficado preso em uma rede e se afogado.
 
“Os animais quando morrem eles boiam e a maré termina arrastando o cadáver para a areia, nós já estivemos no local e fizemos umas fotos, um outro biólogo que estuda golfinhos está indo para coletar algumas amostras e fotografar para tentar identificar como ele morreu”, completou Rita.


 

domingo, 28 de julho de 2013

Ecossistema equilibrado contribui para evitar ataques de tubarões na PB

28/07/2013 14h20 - Atualizado em 28/07/2013 14h20
  
Professor da UFPB falou sobre características do litoral paraibano.
Apesar do ecossistema mais equilibrado, poluição e sobrepesca preocupam.
  
 
Do G1 PB
 
Características geográficas diferentes e um ecossistema mais equilibrado, estão entre uma série de condições costeiras que contribuem para que não sejam registrados ataques de tubarões no litoral da Paraíba, é o que diz o professor do departamento de Sistemática e Ecologia, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ricardo Rosa.
  
Para Ricardo, que trabalha com o estudo de arraias desde 1979 e com tubarões desde o início da década de 1990, a existência de um maior número de estuários, canais profundos próximos da costa, águas mais turvas, maior número de banhistas expostos e grandes alterações ambientais, como o Porto de Suape, são fatores que favorecem a interação negativa entre banhistas e tubarões no estado de Pernambuco, mas são aspectos locais e que não estão presentes no litoral paraibano.
 
“Na Paraíba não há registro científico, mas há um registro histórico de um ataque na praia do Bessa há muito tempo e desde então nunca mais foi registrado qualquer ataque de tubarão nas praias paraibanas”, disse.
 
De acordo com Ricardo Rosa, os tipos mais comuns e potencialmente perigosos, que podem ser encontrados no litoral paraibano, são o tubarão-tigre e os tubarões do gênero Carcharhinus, que incluem diversas espécies entre elas o galha-preta e o cabeça-chata. Ricardo lembrou ainda que o tubarão cabeça-chata é uma espécie comum a todo o litoral brasileiro, e tem preferência por águas salobras e turvas.
 
Apesar de haver uma diferença no ecossistema do litoral paraibano, já foram identificados problemas como  poluição e sobrepesca,  que vem fazendo com que tubarões de diversas espécies se encontrem sob o risco de extinção. Conforme o professor, uma pesquisa do Ministério do Meio Ambiente vem levantando dados sobre a questão da pesca predatória e ainda este ano deverá ser apresentado um plano de conservação, para adoção de medidas de preservação dos tubarões e arraias do litoral brasileiro.
 
Tubarão martelo é pescado no Litoral Sul da Paraíba. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Tubarão martelo é pescado no Litoral Sul
da Paraíba. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Recentemente um Tubarão Martelo fêmea ficou preso nas redes de pescadores, na praia de Jacumã, no Litoral Sul e foi arrastada para a praia, ela pesava cerca de 600 kg e estava grávida. Ricardo explicou que os tubarões dessa espécie são potencialmente perigosos, mas as fêmeas grávidas não comem nesse período e costumam se aproximar mais da costa quando chega a hora de parir. A pesca descontrolada de outros peixes, que são a base alimentar dos tubarões, também são prejudiciais pois deixam os animais sem alimentação abundante.

"A maioria das espécies já se encontram ameaçadas de extinção por causa da pesca, muitos tubarões também caem em redes e são levados pelos pescadores que vendem as barbatanas, já que a carne não tem muito valor comercial", completou Ricardo Rosa.
 
 
Fonte

domingo, 16 de junho de 2013

Diminuição de caranguejos é investigada pelo Ministério Público

Promotora cobrou esclarecimentos às fábricas existentes às margens do Rio Sanhauá e à Sudema.
 


 
 
A diminuição no número de caranguejos no Rio Sanhauá se tornou alvo de um inquérito por parte do Ministério Público Estadual (MPE). O pedido foi feito pela promotora de Justiça Maria Edlígia Chaves Leite, que cobrou esclarecimentos às fábricas existentes às margens do rio Sanhauá e à Sudema, sobre a regularidade das licenças ambientais.
De acordo com a promotora, essa preocupação é antiga. “O inquérito surgiu de um procedimento preparatório que existia há algum tempo”, declarou.
Ainda segundo ela, o relatório da Sudema identificou cinco fábricas na área em questão: Fibrasa, Sinremo, Brascorda, Monteiro e Cirla. Todas foram notificadas, mas das cinco, três fecharam. Restaram, portanto, duas: Cirla e Fibrasa. “As duas foram notificadas para apresentar a licença ambiental perante o MP".



quarta-feira, 5 de junho de 2013

Especialistas garantem que pescadores que capturaram tubarão em Jacumã não cometeram crime

No entanto, eles alertam que as espécies correm o risco de entrar em extinção, mas a captura e venda do animal ainda é legal

Cidades | Em 04/06/2013 às 12h39, atualizado em 05/06/2013 às 11h38 | Por Redação

Reprodução Lucilene Araújo
 
Tubarão Martelo
Tubarão Martelo
 

Três dos maiores especialistas do país em estudos relacionados a tubarões revelaram que a pesca da espécie tubarão-martelo, como a encontrada no Litoral Sul da Paraíba nesta terça-feira (4), não é considerada ilegal. No Dia Mundial do Meio Ambiente, eles aproveitaram para fazer um alerta de que esse tipo de pesca pode desequilibrar o ecossistema, mesmo não sendo intencional.
De acordo com a presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) e oceanóloga da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Rosângela Lessa, os tubarões dessa família, estão diminuindo nos oceanos e correm o risco de entrarem em extinção, mas a captura e venda deste animal ainda não é considerada como um crime ambiental.
“Uma nova lista com animais em extinção deverá sair ainda este ano e, provavelmente, esses animais estarão inseridos, mas, até lá, ainda é legal a captura e venda do tubarão no Brasil. Não caracterizamos como crime ambiental”, disse Lessa.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o processo de extinção está relacionado ao desaparecimento de espécies em um determinado ambiente ou ecossistema. Normalmente a extinção de espécies são eventos extremamente lentos. Ao longo do tempo, porém, o homem vem acelerando muito a taxa de extinção de espécies, a ponto de ter-se tornado, atualmente, o principal agente do processo de extinção.
- Mesmo que não ocorra à pesca industrial, o impacto da pesca artesanal e costeira, causa um grande impacto no oceano, por isso não devemos ignorar está prática. Rosângela Lessa, presidente do Cemit.
De acordo com biólogo José Carlos Pacheco, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, a espécie martelo não é um tubarão tão agressivo quanto um Cabeça Chata ou um Tigre. Contudo, como é um animal de grande porte pode ocasionar um acidente, caso ele se depare com um banhista.
 
Já o especialista em tubarões e engenheiro de pesca, Fábio Azin, os tubarões encontram-se entre os animais mais temidos do planeta e as chances de ser atacado por um tubarão são relativamente raras. O objetivo do animal no primeiro contato com a presa é desferir uma mordida de reconhecimento, para verificar se é alimento ou não.
 
“A carne humana não faz parte do "cardápio" dos tubarões. "Ele morde, percebe que não é uma presa regular e solta a carne. É o que acontece na maioria dos casos". Os tubarões se alimentam principalmente de raias, polvos e peixes menores.
 
O tubarão encontrado na praia de Jacumã (Litoral Sul) media 2,65 metros e pesava 600 kg. O animal era do sexo feminino e estava esperando cerca de 20 filhotes. Os pescadores comemoram a captura do animal e lucraram, só com a venda da carne, R$ 1,5 mil. A carne foi vendida no Mercado do Peixe, localizado na praia de Tambaú em João Pessoa.
Tubarão-martelo
Estima-se que existam cerca de 400 espécies diferentes de tubarão no mundo. Só no Brasil, uma média de 100 tipos foram identificados, mas apenas quatro são considerados agressivos e potencialmente perigosos: o tigre, o cabeça-chata, o galha-preta e o tubarão-martelo de grande porte.
 
É uma espécie de tubarão corpulento. Cabeça larga e achatada. Focinho curto e razoavelmente arredondado ou truncado em vista dorso ventral.
 
Habitat e hábitos
É um tubarão comum em águas tropicais e temperadas - costeiros e pelágicos. No Brasil, é mais comum no Nordeste. Aparentemente com hábitos noturnos. É uma espécie considerada perigosa.
 
Alimenta-se do que puder abocanhar, desde caranguejos até grandes peixes, tartarugas etc. É conhecido como "lixeira de nadadeiras". É responsável por mais de 30 casos comprovados. É considerado o mais perigoso depois do tubarão branco. Foram registrados casos de ataques contra embarcações. Em Praia do Forte, na Bahia, um exemplar do tubarão foi capturado com parte da bacia e fêmur de um ser humano.
 
Geralmente as fêmeas produzem de 30 a 50 filhotes. Os casos extremos conhecidos são 10 e 82, que nascem com cerca de 45 a 80 cm de comprimento.
 
O maior exemplar já medido foi capturado em Cuba com 5,5 m. O peso de uma espécie de 4 m varia de 450 kg a 600 kg.
 
Sua carne é utilizada fresca, seca-salgada ou defumada para consumo humano. Sua pele é usada como couro para confecção de vários produtos. Suas nadadeiras são utilizadas em sopas. E ocorre a extração do óleo de fígado.


 

Tubarão Martelo de 600 kg é capturado em Jacumã

A carne será vendida no Mercado do Peixe, localizado na praia de Tambaú em João Pessoa

Cidades | Em 04/06/2013 às 12h39, atualizado em 04/06/2013 às 23h25 | Por Redação

Reprodução Lucilene Araújo


Tubarão Martelo
Tubarão Martelo
Tubarão Martelo
Tubarão Martelo



 

Um tubarão da espécie Martelo, com cerca de 600 kg, foi capturado por pescadores, na praia de Jacumã (Litoral Sul), na madrugada desta terça-feira (4). O animal era do sexo feminino e estava esperando cerca de 20 filhotes.
 
Os pescadores comemoram a captura do animal e afirmaram que podem lucrar, só com a venda da carne, até R$ 1,5 mil. A carne será vendida no Mercado do Peixe, localizado na praia de Tambaú em João Pessoa. 
 
De acordo com biólogo José Carlos Pacheco, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, a espécie martelo não é um tubarão tão agressivo quanto um Cabeça Chata ou um Tigre. Contudo, como é um animal de grande porte pode ocasionar um acidente, caso ele se depare com um banhista.

Tubarão-martelo
Estima-se que existam cerca de 400 espécies diferentes de tubarão no mundo. Só no Brasil, uma média de 100 tipos foram identificados, mas apenas quatro são considerados agressivos e potencialmente perigosos: o tigre, o cabeça-chata, o galha-preta e o tubarão-martelo de grande porte.

É uma espécie de tubarão corpulento. Cabeça larga e achatada. Focinho curto e razoavelmente arredondado ou truncado em vista dorso ventral.

Habitat e hábitos
É um tubarão comum em águas tropicais e temperadas - costeiros e pelágicos. No Brasil, é mais comum no Nordeste. Aparentemente com hábitos noturnos. É uma espécie considerada perigosa
 
Alimenta-se do que puder abocanhar, desde caranguejos até grandes peixes, tartarugas etc. É conhecido como "lixeira de nadadeiras". É responsável por mais de 30 casos comprovados. É considerado o mais perigoso depois do tubarão branco. Foram registrados casos de ataques contra embarcações. Em Praia do Forte, na Bahia, um exemplar do tubarão foi capturado com parte da bacia e fêmur de um ser humano.

Geralmente as fêmeas produzem de 30 a 50 filhotes. Os casos extremos conhecidos são 10 e 82, que nascem com cerca de 45 a 80 cm de comprimento.

O maior exemplar já medido foi capturado em Cuba com 5,5 m. O peso de uma espécie de 4 m varia de 450kg a 600 kg.
 
Sua carne é utilizada fresca, seca-salgada ou defumada para consumo humano. Sua pele é usada como couro para confecção de vários produtos. Suas nadadeiras são utilizadas em sopas. E ocorre a extração do óleo de fígado.




terça-feira, 4 de junho de 2013

Pescadores capturam tubarão no litoral sul da Paraíba


04/06/2013 11h55 - Atualizado em 04/06/2013 16h49

Tubarão é da espécie martelo e pesa cerca de 600 kg.
Espécie foi capturada na área da Praia de Jacumã, Litoral Sul da Paraíba.
 
Do G1 PB

Tubarão martelo é pescado no Litoral Sul da Paraíba. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Tubarão martelo é pescado no Litoral Sul da Paraíba.
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Pescadores capturaram um tubarão na madrugada desta terça-feira (4) nas águas do Litoral Sul da Paraíba. De acordo com os pescadores, o tubarão, uma fêmea de cerca de 600 kg, é da espécie martelo e estava grávida. A carne do animal será vendida no mercado de peixe de Tambaú, orla de João Pessoa.
 
João Alcides Tavares pesca há 15 anos e contou que foi a segunda vez que capturou um tubarão. A captura do animal animou ainda mais a pescaria. “A pescaria estava muito fraca e capturar um peixe desses é uma dádiva que qualquer pescador tem a obrigação de agradecer a Deus”, disse.
  
Segundo o pescador, cada quilo do tubarão vai ser vendido por cerca de R$ 8, o que vai render a eles cerca de R$ 1,5 mil. “Creio que ele entrou na nossa rede em busca dos peixes que também capturamos”, acrescentou.
 
De acordo com a bióloga Rita Mascarenhas, o tubarão-martelo já foi uma espécie mais comum no litoral da Paraíba.
 
“No entanto, com a caça predatória, com a sobre-exploração, a espécie deixou de ser numerosa. Aqui no nosso litoral, temos pelo menos umas 20 espécies de tubarão, como o lixa, que não é agressivo, e o flamingo”, completou.
 


Para Rita Mascarenhas, a população não precisa se assustar e evitar tomar banho de mar. “O nosso litoral é privilegiado. Nós temos alimentação em abundância para peixes desse porte e águas limpas, o que faz com que os tubarões não ataquem os seres humanos. Além disso, são espécies que vivem em alto-mar”, afirmou.
 
Porém, a bióloga ressalta que os banhistas evitem locais próximos a rios. “Esses locais apresentam água turva e alimentos, o que acaba atraindo esses animais. Com relação à água turva, é um perigo porque os tubarões não enxergam e acabam atacando as pessoas”, disse.
 
Ainda segundo a bióloga, a possibilidade de ataques de tubarão no litoral paraibano é remota por conta das características naturais. “Temos águas bastante profundas e isso faz com que esses animais se mantenham distantes da costa. Além do mais, temos uma natureza em equilíbrio, com condições adequadas para que esses animais permaneçam no hábitat deles, que é o alto-mar”, enfatizou.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ibama fiscaliza piracema em açudes federais e apreende mais 11 km de redes

 
Assessoria
 
 Ibama fiscaliza piracema em açudes federais e apreende mais 11 km de redesFoto - Jaime Pereira
O Ibama apreendeu durante fisclização nos açudes federais Jatobá 1, em Patos; Presidente Epitácio Pessoa, em Boqueirão, e o complexo Coremas/Mãe d'Àgua, resultando na apreensão de apetrechos de pesca proibidos durante o período de defeso da piracema: uma espingarda de mergulho, uma tarrafa e 11500 metros de redes caçoeiras.

Os agentes ambientais federais percorreram os reservatórios recolhendo  material proibido encontrados em uso. As redes apreendidas foram incineradas. Também foram percorridos pontos de comércio de pescados nos municípios próximos aos açudes, para verificar se espécies protegidas (Piau, Curimatã, Sardinha e Branquinha)  estavam sendo comercializadas.  O defeso da piracema na Paraíba é regido pela Instrução Normativa nº 210/08, e vigora anualmente de 1º de dezembro a 28 de fevereiro.

A pesca predatória é crime, e além das multas administrativas e apreensão de equipamentos, a pena prevista na Lei de Crimes Ambientais varia de um a três anos de detenção?, alerta o coordenador da operação, o analista ambiental Jaime Pereira.



sábado, 26 de janeiro de 2013

Ricardo e Pâmela comeram mero


O Relatório do TCE que apura denúncias na Granja Santa referente a compras consumidas em 2011, revela que o  governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, chegou a consumir 34 quilos de mero (Epinephelus itajara), peixe que  está em extinção e é protegido por um Portaria do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ) de nº 42/2007 que proibiu sua captura, transporte, comercialização, beneficiamento e industrialização da espécie no Brasil.

Mero


O mero é um dos maiores peixes na costa brasileira, ultrapassando até o pirarucu. Cresce lentamente e vive mais de 40 anos. Já em 2012, quando foi fazer uma nova licitação para Granja, a secretária de Administração chegou a distribuir nota avisando que retiraria da licitação o peixe em extinção. Assim foi feito, um novo processo sem o mero.

Leia a nota abaixo:
 "A análise das propostas foi concluída e algumas empresas foram desclassificadas para concorrer em alguns ítens, mas elas continuam participantes do processo, com outros", declarou Ana Maria. Acerca do ítem 5 que constava na licitação, o peixe Mero, cujo fornecimento é proibido pelo Ibama, a diretora informou que o ítem foi removido. "Nós não sabíamos dessa proibição. Graças a informação veiculada através da imprensa, fomos atrás e constatamos que o peixe é proibido, por isso ele foi removido. A exclusão do ítem foi publicada no Diário Oficial de hoje".

No relatório do TCE,  na página 77 é comprovado que o governador comeu o peixe proibido ainda em 2011. Foram 22 quilos em julho e mais 12 quilos em agosto daquele mesmo ano.

No ano passado este colunista denunciou a licitação da Granja neste mesmo espaço e a bióloga, Fernanda Ribeiro de Franco, que trabalha no Instituto Ambiental Vidágua e que já participou do projeto "Meros do Brasil" se disse espantada com o caso que envolve a licitação promovida pela Secretaria de Administração do governo da Paraíba, onde 800 Kg de "filé de Mero", foram incluídos entre os gêneros alimentícios a serem adquiridos para a residência oficial do governador, Ricardo Coutinho (PSB). "Eu realmente nunca vi nada parecido com isso. É realmente um escândalo". E completou: "Nunca vi nada tão escancarado", lamentou.



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