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sábado, 4 de janeiro de 2014

Companhia prevê perfuração de 900 poços artesianos este ano na Paraíba

04/01/2014 09h48 - Atualizado em 04/01/2014 09h54 

CDRM tenta parceria como Governo Federal.
Órgão está contratando pessoal e adquirindo mais maquinário.
 
Do G1 PB
 
 
A perfuração e a instalação de 900 poços artesianos está sendo projetada pela Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais da Paraíba (CDRM) para este ano. No ano passado, o órgão perfurou 310 e em 2012, 195 poços em toda a Paraíba.
 
Para crescer tanto em quantidade, a CDRM afirma que novas equipes que estão sendo contratadas por meio de Processo Seletivo Simplificado e que haverá aquisição de novos maquinários.
 
Além disso, a companhia divulgou que já em janeiro, as quatro equipes de perfuração e as três de instalação vão acelerar os trabalhos. “Vamos atender as demandas do Vale do Piancó, Cariri, Seridó e demais regiões, dentro das prioridades, e assim contribuir com a oferta de água”, disse através de nota o diretor presidente da CDRM, Marcelo Sampaio Falcão. 
 
Segundo Falcão, para ampliar o número de poços, o Governo do Estado tenta uma parceria com o Governo Federal. "Com mais recursos, equipes e perfuratrizes, o órgão terá condições técnicas de perfurar em média 80 poços por mês", disse.
 
O processo seletivo simplificado para contratação de pessoal em caráter excepcional vai preencher 20 vagas na CDRM. Três dos contratados exercerão a função de operador de sonda; quatro serão auxiliar de sondagem; quatro vão atuar como auxiliar de serviço de campo; dois, como auxiliar de serviço de campo na área de alvenaria; quatro montadores, dois auxiliares de serviço mecânico e um engenheiro mecânico.
 
 
Fonte
 
 
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vigilância Sanitária analisa qualidade da água de poços no Sertão da PB


13/11/2013 11h37 - Atualizado em 13/11/2013 11h37

Patos tem 40 poços, com 24 funcionando por conta do racionamento.
Testes identificaram que a água de pelo menos 5 deles está contaminada.
 
Do G1 PB com informações da TV Paraíba
 
 

Uma análise feita pela Vigilância Sanitária identificou que a água de cinco poços de Patos, no Sertão da Paraíba, está contaminada. Os técnicos do órgão orientam que a água destas fontes só deve ser utilizada em atividades domésticas. Patos tem 40 poços, sendo que 24 voltaram a entrar em funcionamento com o início do racionamento na cidade.
 
Segundo Petrônio Gouveia, diretor da Vigilância Sanitária de Patos, a análise busca identificar o nível de contaminação da água. “Encontramos índices de contaminação em cinco poços, e a água extraída destes reservatórios não pode ser ingerida pela população”, explicou Petrônio. O diretor comenta que o órgão está orientando a população que esta água deve ser destinada apenas para o consumo doméstico.
 
De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM), Marcelo Falcão, a meta do órgão é de fechar o ano de 2013 com cerca de 300 novos poços construídos. “Para o ano que vem, estamos trabalhando na perspectiva de construir mais 700 poços nas zonas rurais. Estes reservatórios devem minimizar os danos a população caso a estiagem continue”, completou Marcelo.

 Fonte

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Minérios elevam arrecadação da Cfem em 12,38% na Paraíba

02/02/2013 18h07 - Atualizado em 02/02/2013 18h07 

Estado ocupa 18ª posição na exploração de minérios no país.
Arrecadação da Cfem foi a maior dos últimos cinco anos.
 
Do G1 PB, com Alexsandra Tavares
 

A Paraíba fechou 2012 com a maior arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) dos últimos cinco anos (R$ 3,766 milhões), segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), gerando alta de 12,38% sobre o ano anterior.

Mesmo assim não há muito o que comemorar. A Paraíba ocupa apenas a 18ª posição no ranking nacional e sua arrecadação da Cefem representa 0,21% do total coletado no país. Além da baixa participação, o saldo de emprego formal é ainda muito baixo. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, em 2012, o setor de extrativismo mineral gerou apenas 32 postos dos 18,6 mil do Estado.
 
Em 2010, existiam no Estado 59 empresas da indústria extrativa e, em 2011, o setor tinha como estoque 1.353 trabalhadores no Estado, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho.

Se comparado aos estados nordestinos, a Paraíba ocupa 5ª colocação, ficando atrás da Bahia (R$ 37,249 milhões), Sergipe (R$ 19,050 milhões), Pernambuco (R$ 5,942 milhões) e Maranhão (R$ 4,903 milhões).

O diretor de operações da Companhia de Desenvolvimento e Recursos Minerais da Paraíba (CDRM-PB), José João Correia de Oliveira, atribuiu a alta na arrecadação da Cfem em 2012 aos incentivos voltados ao pequeno produtos. “A exploração de minério está indo bem na Paraíba. Atribuo este crescimento da Cfem em 2012 ao incentivo do Estado com as APLs [Arranjos Produtivos Locais] juntamente aos pequenos produtores de cooperativas”, disse José João Correia.

Segundo ele, em termos de arrecadação do tributo, a Paraíba só perde para a Bahia, Sergipe, Pernambuco e Maranhão, ficando em quinto lugar neste ranking. “Vale salientar que o recebimento da Cfem não tem nada a ver com o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços] mineral”, disse o diretor de operações do CDRM-PB.

O superintendente do Departamento de Produção Mineral na Paraíba (DNPM-PB), Guilherme Henrique Silveira e Silva, afirmou que o crescimento na arrecadação também está relacionado às fiscalizações realizadas no mercado em busca das empresas clandestinas. “Este crescimento é parte das fiscalizações ocorridas nos últimos anos e se refletiram no ano passado. Há sempre um grau de sonegação, mas não se sabe quanto”, disse Guilherme.

Segundo ele, o mercado está aquecido com a produção de materiais como o calcário e minérios de rocha de ornamentação como o granito devido ao crescimento da construção civil.


 

Minérios elevam arrecadação

Paraíba ocupa 18ª posição na exploração de minérios no país.



Leonardo Silva
Arrecadação da Paraíba representa apenas 0,21% do total coletado no país
 
A Paraíba fechou 2012 com a maior arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) dos últimos cinco anos (R$ 3,766 milhões), segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), gerando alta de 12,38% sobre o ano anterior.
 
Mesmo assim não há muito o que comemorar. A Paraíba ocupa apenas a 18ª posição no ranking nacional e sua arrecadação da Cefem representa 0,21% do total coletado no país. Além da baixa participação, o saldo de emprego formal é ainda muito baixo. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, em 2012, o setor de extrativismo mineral gerou apenas 32 postos dos 18,6 mil do Estado.
 
Em 2010, existiam no Estado 59 empresas da indústria extrativa e, em 2011, o setor tinha como estoque 1.353 trabalhadores no Estado, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho.
 
Se comparado aos estados nordestinos, a Paraíba ocupa 5ª colocação, ficando atrás da Bahia ( R$ 37,249 milhões), Sergipe (R$ 19,050 milhões), Pernambuco ( R$ 5,942 milhões) e Maranhão (R$ 4,903 milhões). Veja o ranking completo abaixo.
 
O montante arrecadado da Cefem é dividido para a União (12%), Estado (23%) e município produtor (65%). O DNPM define município produtor como sendo aquele onde corre a extração da substância mineral. Caso a extração abranja mais de um município, deverá ser preenchida uma GUIA/CFEM para cada município, observada a proporcionalidade da produção efetivamente ocorrida em cada um deles.
 
O diretor de operações da Companhia de Desenvolvimento e Recursos Minerais da Paraíba (CDRM-PB), José João Correia de Oliveira, atribuiu a alta na arrecadação da Cfem em 2012 aos incentivos voltados ao pequeno produtos. “A exploração de minério está indo bem na Paraíba. Atribuo este crescimento da Cfem em 2012 ao incentivo do Estado com as APLs (Arranjos Produtivos Locais) juntamente aos pequenos produtores de cooperativas”, disse José João Correia.
 
Segundo ele, em termos de arrecadação do tributo, a Paraíba só perde para a Bahia, Sergipe, Pernambuco e Maranhão, ficando em quinto lugar neste ranking. “Vale salientar que o recebimento da Cfem não tem nada a ver com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) mineral”, disse o diretor de operações do CDRM-PB.
 
O superintendente do Departamento de Produção Mineral na Paraíba (DNPM-PB), Guilherme Henrique Silveira e Silva, afirmou que o crescimento na arrecadação também está relacionado às fiscalizações realizadas no mercado em busca das empresas clandestinas. “Este crescimento é parte das fiscalizações ocorridas nos últimos anos e se refletiram no ano passado. Há sempre um grau de sonegação, mas não se sabe quanto”,disse Guilherme.
 
Segundo ele, o mercado está aquecido com a produção de materiais como o calcário e minérios de rocha de ornamentação como o granito.
 
“Com o crescimento da construção civil, estes materiais são bastante procurados na Paraíba”, disse Guilherme Henrique.


 

domingo, 11 de novembro de 2012

Na Paraíba, 70% da população vive em situação de emergência por causa da seca

11/11/2012 - 10:40 

Famílias caminham 5 km para buscar água em jumentos. Governador pede ajuda à União para minimizar efeitos da seca


A seca prolongada já afeta 2,3 milhões de paraibanos, cerca de 70% da população em 198 dos 223 municípios do Estado. São famílias que enfrentam os efeitos da estiagem, como a fome, a sede e a perda do rebanho, há mais de três meses. Os 122 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) já perderam 2,1 bilhões de metros cúbicos de água - a capacidade total é de 3,9 bilhões. As cidades mais prejudicadas são Triunfo, no Alto Sertão, e Cabaceiras, na região do Cariri, onde já falta água há um mês.

"Nos próximos 180 dias, vamos continuar com os carros-pipa, a recuperação de 486 poços e fornecimento de ração", afirma o secretário estadual de Infraestrutura, Efraim Morais, que coordena o Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem. "A situação é crítica. Começamos a perder a água dos mananciais e fica cada vez mais distante buscar e distribuir. Doze cidades já racionam água para evitar o colapso", diz.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, prorrogou na terça-feira passada os decretos de situação de emergência de 170 cidades por mais 180 dias. As outras 28 cidades terão os decretos prorrogados no dia 26 deste mês. Segundo Morais, o governo já pediu mais R$ 32 milhões para mais 180 dias de estiagem ao governo federal, além dos R$ 10 milhões já liberados para os últimos 90 dias de seca.

Em Pedra Branca, a 480 km de João Pessoa, famílias caminham mais de 5 km para buscar água com jumentos. A cidade tem apenas 4 mil habitantes e fica no Vale do Piancó, no Polígono da Seca, formado por 23 municípios.

O agricultor Sebastião Silva já perdeu as cabras que tinha e é um dos que usam o jumento. "É uma situação difícil, não temos ajuda", reclama.

Fé e protesto. O padre da cidade, Djacy Brasileiro, tem celebrado missas de protesto dentro de barragens para alertar sobre a situação crítica. "Vi muito gado morrer e muita gente desesperada. A situação é dramática e existe morosidade por parte dos governos", diz o sacerdote.

No total, 684 carros-pipa abastecem áreas urbanas e rurais na Paraíba - 239 são do Estado e 445 do Exército. De acordo com o governo, a Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) perfurou neste ano 169 poços. A Companhia de Água e Esgotos precisou racionar a oferta de água em 15 cidades e nove distritos.

O Programa Nacional de Agricultura Familiar liberou R$ 18 milhões para o Estado. Segundo a Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, o dinheiro já foi repassado aos produtores.

Prejuízo. A perda chega a 40% do rebanho animal e a 90% da safra agrícola, de acordo com o governo. A falta de chuva afeta cerca de 60 mil produtores e causa prejuízos. Alimentos e água tiveram quase 50% de aumento nas áreas de seca.
Estadão

Fonte

Pó de sílica ameaça a saúde dos paraibanos

Silocose atinge cada vez mais os trabalhadores que não usam equipamentos de proteção

 

 




Uma doença que não tem cura e cada vez mais tem atingido trabalhadores da mineração paraibana. É a silicose, doença respiratória causada pela aspiração de pó de sílica, cristal comum encontrado nos leitos de rocha. Nas cooperativas de mineração, a estimativa é que número de trabalhadores não chegue a 50. Contudo, quando o assunto é a extração irregular, pode chegar a mais de mil, segundo os representantes das sete cooperativas no Estado.

“Temos sete cooperativas criadas na Paraíba, mas que juntas não devem somar mais de mil mineradores. Diferente dos mais de cinco mil que extraem irregularmente nos garimpos”, disse Marcelo Falcão, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM). Ele acrescentou que o número de trabalhadores que não participam de cooperativas e que extraem os minérios de forma irregular é inversamente proporcional àqueles que se organizam em grupo e se preparam para a extração de forma legal.

As cooperativas agregam mineradores nas cidades de Frei Martinho, Picuí, Nova Palmeira, Pedra Lavrada, Junco do Seridó, Assunção e Várzea. Nelas, os trabalhadores são orientados e participam de treinamentos para usarem todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como capacete, óculos, luvas, botas e, principalmente, a máscara, que impede o contato da sílica com o sistema respiratório.

“Nosso principal gargalo é a cultura do trabalhador que diz não se adaptar ao uso desses equipamentos. Nós estamos em um processo de mudança que vai desde o trabalho rudimentar até as orientações que oferecemos nos treinamentos em parcerias com instituições públicas e privadas. Só que muita coisa poderia ser evitada se os mineradores adotassem algumas práticas, como molhar o local para eliminar a poeira, procurar o médico regularmente, entre outras”, destacou o presidente.


domingo, 4 de novembro de 2012

Maior manancial da Paraíba já esta com menos da metade de sua capacidade

GERAIS - 04/11/2012 09:25


O governador Ricardo Coutinho decidiu prorrogar por mais 180 dias os decretos de situação de emergência de 170 municípios paraibanos por causa dos efeitos da estiagem.

O decreto vai ser publicado no Diário Oficial do Estado nos próximos dias. O prazo do decreto anterior vence nesta segunda-feira (05). O Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem realizou mais uma reunião nesta quinta-feira (1º) para discutirem sobre o andamento das diversas ações visando a amenizar os efeitos da seca.

O governador destacou a necessidade de todos os integrantes do Comitê se manterem atentos às questões e avançarem nas diversas tarefas. 

Atualmente no Estado existem 684 carros pipa abastecendo áreas urbanas e rurais. São 239 carros pipa do Estado e 445 do Exército. A Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) recuperou até o momento 169 poços artesianos.

Por causa da estiagem, a Cagepa precisou racionar a oferta de água em 15 cidades e nove distritos. Na segunda-feira (5) a empresa divulgará a relação dos municípios e distritos atingidos pelo racionamento.

A Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) está acompanhando diariamente o volume de água nos 122 reservatórios monitorados pelo órgão.

Volume d’água nos três maiores mananciais do Sertão:
Coremas - Mãe d'Água - Coremas: 1.358.000.000
Volume atual: 649.975.000 (47,9%)
Engenheiro Ávidos – Cajazeiras: 255.000.000
Volume atual: 51.043.295 (20,0%)
Lagoa do Arroz – Cajazeiras: 80.220.750
Volume atual: 24.777.738 (30,9%)

Participaram da reunião o secretário da Infraestrutura, Efraim Morais, que coordena as atividades do Comitê; o secretário dos Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo; o secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista; o secretário executivo da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo Araújo; o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga; o gerente executivo estadual da Defesa Civil, coronel Walber Rufino; a diretora geral da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Ana Maria AraújoTorres; a gestora do Orçamento Democrático, Ana Paula Almeida, além de representantes da CDRM.
 
Patosonline com Secom 


 

sábado, 20 de outubro de 2012

158 poços já perfurados

Perfuração de poços continua em mais seis cidades da Paraíba, beneficiando 27.595 pessoas residentes na zona rural.
 
 

Famílias da zona rural do interior paraibano vêm sofrendo esse ano por falta de chuvas, que prejudicou principalmente quem trabalha com a agricultura. Uma das medidas para amenizar a situação dessas pessoas é a construção dos poços artesianos.

Este ano, 158 poços já foram perfurados em comunidades rurais do Estado e a programação segue na próxima semana em mais seis municípios (Mamanguape, São João do Cariri, Parari, Nazarezinho, Cajazeiras e Catingueira), beneficiando 27.595 pessoas residentes em localidades da zona rural.

O baixo índice pluviométrico em várias cidades da Paraíba está refletindo no tempo seco e na falta de água. Uma das soluções são os poços que são perfurados em pequenas comunidades rurais e cada um atende em média a demanda de cinco ou mais famílias. Segundo o chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, a profundidade máxima desses poços, também chamados cacimbas no Nordeste, é de 50 metros, mas a média tem sido 35 metros.

A vida útil de um poço pode chegar a mais de 20 anos, de acordo com a vazão de 1.500 litros por hora. Em muitas localidades, como no Cariri, essa água dos poços serve para atender os rebanhos. No ano passado, foram perfurados apenas 26 poços artesianos. “Esse número foi baixo em comparação a esse ano porque passamos o primeiro semestre organizando a equipe e solicitando as máquinas para o trabalho, que só começou a partir de junho. Já em 2012 vamos ter um salto significativo de perfurações de poços, podendo chegar até 200”, informou Milton.

A estiagem e a escassez de água são os pré-requisitos para solicitar a perfuração de poços. Segundo Milton Mafra, as demandas podem surgir por meio do Projeto Cooperar e Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), em atendimento a pleitos de associações de comunidades rurais. O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM informou que a solicitação de poços também chega por meio de projetos apresentados nas plenárias do Orçamento Democrático Estadual (ODE).

Dos seis municípios que vão ser beneficiados com os poços artesianos na próxima semana, todos eles registraram chuvas abaixo da média este ano. Segundo a meteorologista Marle Bandeira, o município de Cajazeiras deveria ter atingido uma média de 822 milímetros (mm) de chuva, mas só registrou 720mm. Como Cajazeiras, outras cidades também não atingiram a média de chuvas. “Esse ano foi um ano seco, podendo ser comparado a 1998”, disse.

Outra maneira para amenizar os efeitos da estiagem é a abertura das comportas dos açudes da Paraíba. Do total de mananciais monitorados (121) diariamente pela Aesa, 26 estão com capacidade inferior a 20%, até essa semana, e cinco têm menos de 5%. (Especial para o JP)


 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Combate a seca: 78 poços artesianos foram perfurados em 17 cidades da Paraíba

Terça, 26 de Junho de 2012 - 13h01

A Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) já perfurou 78 poços este ano, dentro da operação desencadeada pelo Governo do Estado para minimizar os efeitos da estiagem nas cidades que estão com quadro de emergência pela ausência das chuvas.

Nesta terça-feira (26) duas perfuratrizes do órgão vinculado à Secretaria da Infraestrutura inciaram os trabalhos no município de Barra de Santana, na microrregião do Cariri Oriental. A cidade, com 8,2 mil habitantes, terá um reforço na oferta d'água com 15 novos poços. 

Em seguida serão perfurados 13 poços no município de Caraúbas, que tem 4 mil habitantes, e está prevista a perfuração de 41 poços na zona rural de Campina Grande. A prioridade agora é a perfuração ou desobstrução de poços públicos. 

Em 2011 a CDRM perfurou 26 e desobstruiu outros seis poços. Em média a profundidade máxima dos poços artesianos é de 50 metros, porém, a água pode ser encontrada com profundidade variando de 25 a 45 metros.

Neste ano já houve perfuração em Campina Grande, Bananeiras, Nova Palmeira, Boa Vista, Pocinhos, Nazarezinho, Queimadas, Caraúbas, Sumé, Belém, Barra de Santa Rosa, Sumé, Riacho de Santo Antonio, São Sebastião do Umbuzeiro, Lagoa Seca, Emas e São José do Sabugi. No ano passado a CDRM atuou em Soledade, Guarabira, Monteiro, São João do Cariri, Cajazeiras, Pombal, Mulungu, São João do Cariri, Taperoá, Boqueirão, Lagoa Seca, Caturité, Algodão de Jandaíra, Cubati, São Vicente do Seridó, Alagoinha, Araruna e São João do Cariri. 

O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, revela que a companhia também perfura poços em propriedades particulares, por meio de contrato com o interessado. No entanto, nesse período de estiagem a prioridade é atender a demanda pública do Governo do Estado, do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep) e de prefeituras. Nos últimos meses a demanda atendida tem sido praticamente a do Funcep, programa do governo estadual ligado à Secretaria do Planejamento e Gestão. 

Para acelerar os trabalhos de perfuração de poços, o governador Ricardo Coutinho anunciou na segunda-feira (25), no programa de rádio Fala Governador, a liberação de R$ 2,5 milhões para revitalizar 738 poços. A Paraíba tem 12 mil poços cadastrados e cerca de seis mil estão inoperantes. Mais recursos serão destinados para o programa de perfuração e recuperação de poços.
Da Redação, com Secom/PB

 

terça-feira, 29 de maio de 2012

DNPM fecha cerco aos garimpos clandestinos


O objetivo é combater o trabalho informal na mineração e estimular a formação de cooperativas. 




O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) está intensificando a fiscalização contra os garimpos clandestinos na Paraíba e vai promover uma 'força-tarefa' para legalizar a atuação dos garimpeiros e estimular a formação de cooperativas. De acordo com a superintendência do órgão no Estado, três garimpos clandestinos são fechados por mês nas regiões do Curimataú e Seridó, mas mesmo assim muitos mineradores ainda burlam a fiscalização para não pagar impostos e encargos trabalhistas.
 
A meta para 2012 é interditar até 40 garimpos clandestinos. A informação é do superintendente do DNPM na Paraíba, Guilherme Silveira, que propõe a realização de um 'pacto social' para combater o trabalho informal na mineração. “O que estamos propondo é a realização de um pacto social na Paraíba, com a ação conjunta das diversas esferas de governo e de várias instituições no sentido de legalizar as regiões de garimpagem, tornando mais dignas as condições de trabalho”, afirma.
 
A proposta do DNPM é integrar no projeto órgãos como Ministério Público Federal (MPF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Superintendência do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema), Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), além dos governos estaduais e municipais.
 
Para fechar o cerco contra os garimpos clandestinos, o DNPM vai acionar o Ministério Público Federal (MPF) para indiciar os envolvidos. “Como o minério é um bem da União, os casos serão encaminhados para o MPF, que promove a abertura de inquéritos e após a investigação vai oferecer denúncia crime contra os responsáveis”, garante Silveira. O DNPM é um órgão federal, ligado ao Ministério de Minas e Energia.
 
As propostas para a regularização do setor e o combate aos garimpos clandestinos foram apresentadas na manhã de ontem, durante o 3° Fórum de Saúde e Segurança do Trabalho da 2ª Microrregião da Paraíba. O evento foi promovido pelo Centro de Referência regional em Saúde do Trabalhador de Campina Grande (Cerest-CG), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.
 
O evento discutiu ainda o Plano Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho, a integração de ações interministeriais no setor de mineração, saúde e segurança do trabalhador, além da proteção ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Um documento com as propostas formuladas foi divulgado ao final do encontro, com representantes de instituições de pesquisa como a UFCG e órgãos relacionados à regulação e fiscalização do setor de mineração.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

No CaririI: São José da Batalha é o berço da turmalina azul

Pedra chega a custar US$ 50 mil por grama

Localizado no Cariri paraibano, o Distrito de São José da Batalha é o berço da uma das pedras mais belas e cobiçadas do mundo – a Turmalina Paraíba. De um azul intenso, a pedra registra cotação superior a dos diamantes por sua raridade, chegando a custar US$ 50 mil por grama.

Grifes como Dior, Tiffany e H.Stern chegaram a vender jóias de até R$ 3,07 milhões com apenas uma turmalina. Embora a pedra seja tida como escassa em São José da Batalha, a possibilidade de encontrar novas jazidas alimenta o sonho de muitos garimpeiros na região e é confirmada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

A Turmalina Paraíba, também chamada de turmalina azul, foi encontrada pela primeira vez há cerca de 25 anos. Seu descobridor, o mineiro Heitor Barbosa, é um dos detentores da lavra de São José da Batalha, juntamente com familiares do deputado João Henrique. Após a descoberta, a intensidade do azul apresentado pelas Turmalina Paraíba conquistou o mercado internacional, virando modismo principalmente na Europa. A raridade, cor e brilho da pedra são os principais responsáveis por sua alta cotação, de acordo com a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CRDM).

“A coloração incandescente e única deve-se a uma combinação de traços de cobre e manganês na estrutura cristalina deste mineral, tornando-se de um tipo de azul único encontrado por aqui”, afirma o diretor-presidente da CDRM, Geraldo Nobre. Hoje, no entanto, a mina de São José da Batalha está em fase de exaustão e a exploração está praticamente paralisada, conforme CRDM. Mas para o superintendente substituto do DNPM, José Toledo, há chances de haver jazidas inexploradas por conta da existência irregular de pegmatitos – rocha que é fonte da turmalina –, na região.

“A ocorrência de gemas preciosas em rochas pegmatíticas é errática e teoricamente não há como afirmar em ‘reservas esgotadas’. Se os pegmatitos existem, e ocupam uma grande região entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, existe sempre a possibilidade de se encontrar gemas preciosas. Esta é a eterna esperança que move o garimpeiro”, afirma José Toledo.

Enquanto as novas jazidas não são descobertas, os mineradores buscam alternativas na Paraíba. Segundo a CDRM, a exploração dos pegmatitos da meso região do Seridó paraibano, está voltada atualmente para a extração de quartzo, feldspato e mica (minérios industriais). “A extração de metais e de gemas (principalmente nióbio, tântalo, estanho, águas marinhas e turmalinas), fica como uma atividade secundária”, explica o diretor-presidente da Companhia.

Outras gemas preciosas, incluindo variedades de turmalinas são também encontradas na Paraíba como água marinha, ametista e quartzo róseo.

Das dunas de Mataraca, no litoral paraibano, sai a maior produção de rutilo e ilmenita – minerais aplicados na fabricação de tintas – do país. A multinacional Millennium Mineração Ltda é responsável pela extração do minério do grupo Cristal Global no Brasil. A mina, cuja produção de ilmenita foi iniciada em 1983, é explorada sem causar danos à natureza, segundo o diretor de operações da CRDM, José João Correia de Oliveira.

“Antes da descoberta desta mina, o Brasil importava este produto da Austrália. Agora, a multinacional manda estes minérios para a Bahia onde é processado junto às fábricas de tinta, abastecendo o mercado brasileiro”, informou o diretor de operações. Oliveira destaca ainda a produção de cimento paraibana, que é uma das maiores do Nordeste e está concentrada em João Pessoa, Bayeux e Caaporã. “Também produzimos a bentonita, que é utilizada na perfuração de poços de Petróleo, tendo a Petrobras como principal compradora”, destaca.

O diretor lembra que a existência de ouro em Princesa Isabel, onde uma tonelada e meia foi medida há 30 anos, ainda desperta interesses fora da Paraíba. “Este ouro era superficial, os garimpeiros foram tirando e chegaram a uma profundidade tal, que agora só é possível explorar através de sondagens. E existem várias empresas interessadas na área, uma delas é da Bahia”, revelou.

Outra grande variedade de minérios é destacada pelo superintendente substituto do DNPM, José Toledo. “A Paraíba produz argilas para a indústria cerâmica, bem como vermiculita e rochas ornamentais exóticas de grande aceitação no mercado. Além disso, pesquisas de minério de ferro vem sendo realizadas em diversos municípios paraibanos. Nos últimos cinco anos, com o aumento desta commodity no mercado internacional, o numero de áreas requeridas vem aumentado significativamente”, afirmou.

Diante de tantas potencialidades, Toledo lamenta a insuficiência de estudos que poderiam contribuir com o desenvolvimento do setor. “A economia mineral da Paraíba carece de maiores estudos para que possa apresentar dados atualizados, e acabar com a clandestinidade, bem como com as lavras ilegais o que somente beneficia os grandes consumidores, prejudicando o trabalhador”, afirma.
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