sexta-feira, 3 de agosto de 2012

54,4% da capital tem vegetação


Levantamento da Semam-JP mostra que percentual da cobertura verde na capital paraibana é de 54,4%, superando média nacional.

 

Rizemberg Felipe
Dos 211,474 quilômetros quadrados (km²) de extensão da cidade, 115.041 são ocupados por espécies da flora brasileira


Mais da metade do território da capital paraibana ainda é coberta por vegetação, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP). Dos 211,474 quilômetros quadrados (km²) de extensão da cidade, 115.041 são ocupados por espécies da flora brasileira e de outras nacionalidades. O percentual da cobertura verde é de 54,4% e supera a média nacional. Em outras cidades brasileiras, a flora ocupa entre 14% a 35% dos territórios.

Só nas praças, calçadas e canteiros centrais de João Pessoa, a estimativa é que existam cerca de 150 mil árvores plantadas, atualmente. Se dividido pelo número de habitantes, esse número equivale a uma árvore para cada grupo de cinco pessoas, já que a população pessoense está estimada em 723 mil moradores, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de considerar satisfatória, a Semam acredita que essa proporção ainda pode ser alterada e a cidade possuir até mais árvores que habitantes. O engenheiro agrônomo e coordenador dos trabalhos de arborização da Semam, Anderson Fontes, explica que a capital possui reservas ambientais que conservam resquícios da Mata Atlântica. A principal delas é a Mata do Buraquinho, com 570 hectares de área verde. “Além dela, temos parques como o Arruda Câmara e o Cuiá, que contribuem”, completa.

O especialista ainda acrescenta que as áreas verdes estão presentes nos 65 bairros da cidade. A Semam ainda não elaborou um inventário arbóreo, mas estudos preliminares constataram a existência de árvores nas 7.333 ruas da cidade. As espécies mais comuns são exóticas e oriundas de outras regiões do mundo. Para ampliar a quantidade de espécies pertencentes à flora brasileira, a Semam começou a fazer introduzir na cidade árvores nativas da Mata Atlântica.



João Pessoa está entre as melhores cidades do mundo para se aposentar

Em raking anual divulgado pela organização International Living, capital paraibana aparece ao lado de Fortaleza, como únicas brasileiras. 




A cidade de João Pessoa foi considerada pela organização International Living, como uma das melhores cidades do mundo para se desfrutar aposentadoria. No raking feito anualmente pela organização, a capital paraibana surge ao lado da também nordestina Fortaleza, como as únicas cidades brasileiras citadas na lista neste ano. Apenas cinco cidades sul-americanas foram incluídas. Além das brasileiras, Montevidéu, Colônia do Sacramento e Punta Del Leste, todas no Uruguai, completam as cinco cidades da América do Sul indicadas para se desfrutar aposentadoria.
De acordo com o levantamento realizado pela International Living, João Pessoa é descrita como uma cidade repleta de natureza e modernidade. O município também é classificado como limpo e seguro, constituindo um “ambiente relaxante e saudável” para quem trabalhou muito e hoje quer apenas aproveitar a vida. As belezas naturais, bem como a tranquilidade aliada a modernidade também foram destacadas pela organização durante o levantamento.
Aliado aos fatos citados pela organização, João Pessoa possui estrutura para a prática de esportes, caminhadas, ciclovias, passeios náuticos e mergulho. Além de possuir um dos climas mais agradáveis do Nordeste, com temperatura média de 28°.


Monumentos históricos viram moradias em CG

Mesmo com vagas disponíveis na casa de passagem da cidade, muitos preferem continuar vivendo nas ruas.


Além de representar a história de Campina Grande, os monumentos da cidade estão servindo de abrigo para moradores de rua. Depois da Praça da Bandeira e o viaduto Elpídio de Almeida, um dos principais cartões postais da Rainha da Borborema, os Tropeiros, localizado no Açude Velho, está servindo como casa para três pessoas que já peregrinaram em outras partes do município. Apesar da confirmação de que têm familiares que moram em uma residência, dois homens e uma mulher disseram que vão continuar vivendo no local.

Ednaldo Gomes do Nascimento, 36 anos, e o casal Roseane Luz da Silva, 28 anos, e Alexandre da Silva, 27 anos, estão desde a semana passada no local e apesar da visita ontem pela manhã dos assistentes da Secretaria de Ação Social, não demonstraram vontade de sair de um dos monumentos mais importantes da história de Campina Grande. Roseane disse que está na rua, pois sua avó não a aceita em casa e só deixa o local sob a força da Polícia Militar.

“A gente fica aqui quieto, não mexe com ninguém. Eu cozinho aqui mesmo porque a gente ganha comida das pessoas que moram por aqui. Minha família não me aceita em casa, por isso vivo na rua”, disse a moça se referindo à avó. Já seu companheiro, Alexandre, que já morou debaixo do viaduto do Centro da cidade, disse que saiu de lá porque testemunhou um assassinato. “Aqui é mais tranquilo e não queremos sair. Vivo na rua desde os 9 anos de idade e sei bem como as coisas são”, afirmou.

De acordo com as assistentes sociais que visitaram o local, Fátima Pereira e Elza Serrão, se os moradores de rua não demonstram interesse em sair do local, a pasta não tem muito o que fazer. Para elas, a casa de passagem do município que conta com 20 vagas disponíveis está pronta para receber novas pessoas, mas isso tem que partir da vontade de quem vive na ruas. “A gente vê que eles se encaixam no perfil, apesar de alguns afirmarem que têm família com casa. Mas, se eles não querem sair, nem com a força da polícia, aí não podemos fazer muita coisa”, explicou Elza.