domingo, 25 de dezembro de 2011

Igrejas ocupam 3° lugar em poluição sonora em João Pessoa





As igrejas ocupam o terceiro lugar no ranking de reclamações feitas à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam). Só este ano, foram 165 denúncias recebidas contra as instituições. O motivo é o excesso de barulho durante as cerimônias religiosas. No José Américo, por exemplo, moradores já estudam até a criação de um abaixo-assinado para retirar uma igreja que funciona de forma improvisada no local. O caso pode resultar em multa de até R$ 5 mil.

A igreja funciona na avenida Hilton Souto Maior, principal via do bairro, e já é considerada uma das campeãs de reclamações na Semam, de acordo com a chefe da Divisão de Fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa, Socorro Menezes.

Ela conta que os cultos são realizados na garagem de uma residência que não possui projeto acústico e gera incômodo aos vizinhos. O local já foi visitado, notificado e deverá ser multado em R$ 5 mil, caso não atenda às determinações de instalar um projeto acústico, que impeça a propagação do ruído na vizinhança.
O aposentado José Barbosa Lopes, 64 anos, que mora ao lado da igreja, não consegue ficar em casa quando as celebrações começam.

“Eles (religiosos) têm bateria, teclado e um monte de instrumentos que fazem muito barulho. A gente não consegue assistir televisão, nem conversar, nem nada.

Minha esposa é doente, precisa tomar sete comprimidos diários e descansar. Mas não consegue. Há cultos toda hora do dia e da noite. Além das músicas, há uma gritaria”, declara José Barbosa.

Queixas

A quantidade de queixas recebidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa coloca as celebrações religiosas no terceiro lugar no ranking de causadores de poluição sonora na capital. Esse tipo de reclamação só é menor que os registros contra equipamentos de som em veículos e por festas em casas de vizinhos. 



PB ainda não tem serviço de monitoramento da poluição do ar

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) nem a Superintendência de Administração do Meio Ambiente possuem estudos ou equipamentos para fazer essa medição.

 
 
Apesar da preocupação crescente da sociedade com a poluição do meio ambiente, a Paraíba ainda não conta com nenhum monitoramento da poluição do ar no Estado. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) nem a Superintendência de Administração do Meio Ambiente possuem estudos ou equipamentos para fazer essa medição.

Por sua vez, a superintendente de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Tatiana Domiciano, adiantou que o órgão está estudando a implantação de uma rede de monitoramento da qualidade do ar no Estado, com estações que detectam todo tipo de poluição, não só a emitida pelos carros.

“Estivemos em Salvador (o único Estado nordestino com essa ação na região) no início do mês para conhecer a experiência deles e implantar aqui, inicialmente através de quatro estações de monitoramento, sendo uma móvel e três fixas”, disse Tatiana, ponderando, contudo, que o órgão está na fase de tentar captar recursos para o projeto, que demandaria um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões.

Segundo ela, técnicos que fizeram uma análise 'rápida' concluíram que de início quatro estações seriam suficientes, sendo elas localizadas em Campina Grande, Cabedelo e João Pessoa. “A ideia é que façamos ainda um inventário para localizar quais as áreas que demandam mais atenção, a exemplo de polos industriais”, explicou Tatiana, destacando que a implantação das estações permitiria a Sudema emitir vários relatórios diários, dando conta da qualidade do ar em determinados pontos do Estado, e que subsidiariam a elaboração de políticas públicas.

Ela ainda citou benefícios como o desenvolvimento do polo industrial, monitoramento do uso e a ocupação do solo (com indicação de onde as indústria podem se instalar) e ordenamento do tráfego de veículos. “Para entender, por exemplo, que é importante fazer rodízio de carros e utilizar alternativas de mobilidade como o transporte público”, citou Tatiana, ao informar que, atualmente, as empresas que têm um potencial poluidor são obrigadas no processo de licenciamento a encaminhar relatórios para a Sudema, mas esse monitoramento não é permanente.

A chefe de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), Socorro Menezes, explicou que o monitoramento ainda não é feito pelo órgão porque falta equipe técnica especializada e ainda equipamentos para realizar o trabalho. Ela confirmou contudo, que a Semam está entendimento com a Sudema “para que possam estabelecer esse monitoramento". 

Fonte

Crescem feiras de orgânicos na Paraíba

 
Em parceria com o Sebrae feira de produtos orgânicos acontece todos os sábados no estacionamento do Dnocs

Quem resolveu inovar na ceia de Natal deste ano e produziu a partir de alimentos orgânicos não apenas provou mais sabor, mas também está consciente dos riscos na saúde no longo prazo.

Uma revolução silenciosa vem mudando os hábitos de consumo na Paraíba, trazendo mais qualidade na alimentação no Estado.

Encabeçando essa mudança estão os produtos orgânicos, que ganham cada vez mais espaço nas mesas dos paraibanos, que optam por pagar um pouco mais por alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos.

O crescimento deste mercado fez com que o Sebrae-PB criasse, em parceria com produtores de diversas regiões do Estado e a Superintendência Federal do Ministério da Agricultura (Mapa), uma feira exclusiva para hortaliças orgânicas, produzidas sem o uso de pesticidas ou agrotóxicos e com os produtos certificados.

A primeira delas em João Pessoa foi realizada na metade de novembro, e tem atraído cada vez mais visitantes todos os sábados, entre 6h e 11h, no estacionamento do Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (Dnocs), no bairro dos Estados. 22 produtores de Alhandra, Pedras de Fogo, Pitimbu, Lucena, Jacaraú e São Miguel e Taipu participam da feira, e a expectativa é dobrar o número em até um ano. Outras 40 feiras semelhantes acontecem em diversas regiões de Estado.

O produtor Ivanilson Xavier da Silva, que vem semanalmente de Jacaraú para a feira no prédio do Dnocs, diz que faturamento dobrou com a venda direta ao consumidor. "Sem o atravessador dá para apurar R$ 800 a R$ 1.000 nas quatro feiras mensais. Anteriomente era R$ 400", diz.

A empresária Kaya Yokoyama já é uma cliente assídua da feira de orgânicos e desde a inauguração, no mês de novembro, sempre faz compras no local. “Prefiro os produtos orgânicos porque a produção acontece de forma ecologicamente correta, sem utilizar defensivos nem outros produtos químicos. Além disso, comprando aqui nós contribuímos para que o agricultor e a terra não se envenenem por causa do uso de agrotóxicos. E nós também não nos envenenamos”, defendeu.

Para ela, o fato dos alimentos serem produzidos por agricultores paraibanos também é um diferencial. “Como os produtos vendidos aqui são produzidos todos na Paraíba, comprando aqui nós estamos beneficiando o produtor local”, ressaltou, acrescentando que em comparação com os preços dos produtos orgânicos vendidos em supermercados, comprar na feira é mais vantajoso.

Já os aposentados José de Oliveira Neto e Maria Irene Morais moram no bairro dos Estados e no último sábado aproveitaram para ir à feira orgânica comprar alguns produtos. “Nós não tínhamos o hábito de comprar produtos orgânicos porque faltavam opções. Estamos frequentando esta feira pela segunda vez, principalmente porque os produtos são mais saudáveis”, comentou José Oliveira.

Quanto ao preço, o casal diz não se importar que os produtos sejam um pouco mais caros que aqueles que recebem agrotóxico. “Vale a pena, até porque quando se envolve nossa saúde o preço é o mínimo que deve ser considerado”, acrescentou o aposentado.
Para o gestor do projeto de olericultura (criação de hortaliças) do Sebrae, Pablo Queiroz, a feira pretende beneficiar comunidade e agricultores, já que além do ganho na saúde, os produtores vendem sem atravessadores. “As verduras e legumes são vendidos a um preço justo. Eliminando intermediários, os produtores podem vender um produto de qualidade com preços mais baratos do que os supermercados”, avalia Pablo.
Com o acesso ao mercado de forma justa, o feirante garante o fortalecimento da cultura e da cooperação proporcionando uma melhoria na renda dos familiares. “A feira orgânica servirá como acesso a novos mercados e, em consequência, condições de melhoria de todo o processo envolvido no plantio, produção, colheita e comercialização de produtos da agricultura familiar’’, avalia o gestor.

Segundo Pablo, "a medida em que a população se concientiza em relação aos benefícios do consumo de vegetais sem agrotóxicos, o mercado cresce. Quem prova os orgânicos sente a diferença no cheiro, sabor e até na durabilidade do produto dentro da geladeira”.