sábado, 22 de setembro de 2012

Crianças fazem trilha na Mata do Louzeiro

Ação tentou chamar a atenção dos poderes públicos e da sociedade para o problema da poluição na Mata do Louzeiro.


 


Cerca de 80 crianças participaram de um dia diferente na manhã de ontem. Estudantes de três escolas públicas de Campina Grande caminharam por uma trilha de 2,9 quilômetros, dentro da Mata do Louzeiro. A iniciativa partiu do Projeto Universidade Cidadã, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que já conseguiu identificar pontos de poluição da mata, única que oferece nascente de água doce da cidade, que desemboca em canais, através do Riacho das Piabas. Em alguns pontos, lixões começam a se formar intervindo na Natureza.

As crianças e professores caminharam às margens do Riacho das Piabas, dentro da mata e identificaram vários pontos de poluição. No Dia da Árvore, a ação tentou chamar a atenção dos poderes públicos e da sociedade para a problemática. No final da trilha, por exemplo, um verdadeiro depósito de lixo foi encontrado, com restos de construções, de sucata de veículos, restos de fabricações de tecidos em couro e outros tipos de entulho.

Durante um flagrante de despejo de objetos, o responsável pelo lixo não quis se identificar, mas contou que se tratava de restos de construção de outro bairro da cidade. Depois de 2,9 quilômetros percorridos, os trilheiros foram recebidos por uma equipe do 31° Batalhão de Infantaria Motorizado com frutas e bastante água. As crianças chegaram cansadas, mas se sentiram recompensadas com o passeio. “Foi muito cansativo, mas gostei muito. A gente viu muita coisa, mas o que chamou a atenção foi a poluição do riacho. A gente está aprendendo que não se deve jogar lixo na rua, principalmente nos canais”, disse o estudante da 4ª série Jonas Araújo, de 10 anos.

Segundo o ambientalista e biólogo Veneziano Sousa, cerca de 500 hectares da Mata do Louzeiro ainda estão preservados. Ele informou que é justamente a área que faz parte da zona rural da cidade e que contém cerca de 96 espécies arbóreas. “Depois que o riacho sai da zona rural e entra na zona urbana, com acesso através do bairro da Rosa Mística, já começa a ficar poluído. O nosso intuito aqui é justamente pedir pela revitalização do riacho, que está cada vez mais poluído”, disse.


 

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