quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mais Irrigação é lançado por Dilma

Além da Paraíba, quinze estados serão beneficiados pelo Mais Irrigação, sendo a maioria do Nordeste.

Publicado em 14/11/2012 às 06h00


A presidenta Dilma Rousseff disse ontem durante o lançamento do Mais Irrigação que o programa poderá reverter a chamada “indústria da seca” e mudar o perfil de desenvolvimento econômico do Semiárido brasileiro, principalmente no Nordeste.

“Irrigação permanente e terras bem aproveitadas são a melhor resposta para a seca. O Semiárido deixará de depender de programas do governo e passará a ser um produtor de alimentos. Queremos que as vítimas da seca deixem de ser os flagelados de todos os anos e passem a ser os produtores de sempre”, disse a presidenta.

O Mais Irrigação prevê investimentos de R$ 3 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em projetos de produção de biocombustíveis, leite, carne, grãos e fruticultura, para beneficiar pequenos e médios produtores. Além dos R$ 3 bilhões da União, o governo prevê investimentos de R$ 7 bilhões por meio de parcerias com a iniciativa privada.

Além da Paraíba, quinze estados serão beneficiados pelo Mais Irrigação, sendo a maioria do Nordeste. O principal eixo do programa é o que cria concessões para o setor privado objetivando a implantação de infraestrutura e exploração de áreas irrigadas. As concessões terão prazo até 40 anos e os vencedores serão definidos pelo valor da tarifa de uso das terras irrigadas, segundo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Quem terá o direito de ocupar será o que propor a tarifa de irrigação mais competitiva”, declarou. A parceria com o setor privado, segundo a presidenta, vai acelerar a implantação dos projetos e a obtenção de resultados. “A proposta de parceria público-privada vai permitir que a força do setor privado e os recursos públicos permitam que aceleremos a realização dos investimentos, mas também dos resultados.

Queremos que seja uma parceria bem sucedida”, disse Dilma.

Os investimentos serão feitos principalmente na Região Nordeste, segundo a presidenta da República. “Essa é a região histórica em que o Brasil viu a seca ocorrer. Sabemos o que é o drama da seca”, afirmou. Apesar da seca severa que a região continua enfrentando, na avaliação de Dilma, os programas sociais implantados nos últimos anos têm amortecido os impactos da falta de água. “Se os males provocados pela estiagem são ainda extensos, temos o compromisso de superá-los, e estão sendo enfrentados com firmeza. Temos hoje uma rede de proteção social robusta, da qual nos orgulhamos, que evitou que a seca se transformasse em fome, em saques, em êxodos”, ressaltou.


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