terça-feira, 24 de julho de 2012

Ações são insuficientes para conter erosão na barreira

O problema se estende até Baía da Traição, no litoral Norte.




As ações realizadas até agora pela Prefeitura de João Pessoa, segundo o pesquisador Max Furrier, não têm sido suficientes para conter a erosão. “É possível sim conter o avanço do mar, mas isso dependeria de obras muito caras, as quais necessitam de estudos prévios pormenorizados e as obras de engenharia devem se adequar ao ambiente em questão”, explica. Em resumo, o pesquisador lembra que obras costeiras são “caras, complexas e de manutenção sistemática periódica”.

O processo de erosão não atinge apenas a Barreira do Cabo Branco. Em João Pessoa, há outras áreas consideradas críticas pelos estudiosos, que são: praça de Iemanjá, trecho Sul das praias do Cabo Branco e Manaíra e a ponta do Bessa, nas proximidades do Iate Clube. “Volto a salientar que erosão costeira independe do aumento relativo do nível do mar”, frisa Furrier.

O problema se estende até Baía da Traição, no litoral Norte.

Conforme o professor, a situação é praticamente a mesma encontrada na Barreira do Cabo Branco. “Lá a erosão ocorre por falta de sedimentos que deveriam chegar à praia e são bloqueados por obras de engenharia diversas”, comenta. Ao longo do litoral paraibano é possível verificar as consequências do avanço do mar em parte da praia do Seixas, trechos da praia de Pitimbu, trecho Sul da praia de Cabo Branco, trecho Sul de Manaíra, dentre outros.

Apesar de o problema existir há décadas, a ocupação humana contribui para dinamizar o processo. “Há praias na Paraíba que estão em processo de erosão, mas não há urbanização nas proximidades, então a população não percebe”, observa.


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