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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vistoria flagra desvios de água em açude no Sertão da Paraíba

18/02/2015 18h55 - Atualizado em 18/02/2015 18h55
 
Fiscalização aconteceu no açude de São Gonçalo, em Sousa.
Pelo menos cinco desvios foram retirados.
 
Do G1 PB




Pelo menos cinco desvios de água foram flagrados e retirados após fiscalização realizada no açude de São Gonçalo, em Sousa, Sertão paraibano, na terça-feira (17). A ação foi feita pela Polícia Militar, em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). Até esta quarta-feira (18), não houve prisões.

O reservatório está atualmente com cerca de 9% de sua capacidade, sendo considerado sob situação de observação, de acordo com monitoramento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).
 
A Justiça Federal determinou a realização das fiscalizações para a retirada de bombas que puxam água do açude, devido à seca na região. As vistorias regulares devem evitar que motores elétricos levem água para irrigação ou reservatórios ilegalmente.

Segundo o comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, major Rômulo Ferreira de Araújo, a principal atribuição das equipes de fiscalização é coibir uso dos motores elétricos que são frequentemente instalados às margens do reservatório. O comandante pede ainda que os cidadãos das localidades abastecidas pelo açude de São Gonçalo economizem água e evitem o desperdício.


 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Onze açudes da PB estão secos e outros 24 em estado crítico, diz Aesa

07/02/2015 09h00 - Atualizado em 07/02/2015 09h00 

Relatório apontou que 74 de 121 açudes estão com menos 20% do volume.
Gerente da Aesa explica que não existe possibilidade de fazer análise geral.
 
Do G1 PB
 
Nem os maiores açudes, como o da Gamela, têm resistido à seca deste ano (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Mais da metade dos açudes monitorados estão
em situação crítica (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Onze açudes paraibanos estão secos e outros 24 estão abaixo de 5% da sua capacidade. Conforme relatório de monitoramento da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), atualizado na quinta-feira (5), um total de 35 reservatórios paraibanos estão em estado crítico e outros 39 estão em sob observação, totalizando 74 reservatórios com menos de 20% da capacidade.
 
O gerente de monitoramento dos reservatórios da Aesa, Alexandre Magno, comentou que a situação não pode ser analisada sob uma perspectiva geral, mas caso a caso. “Alguns reservatórios são construídos com prazo de validade, para durarem cerca de um ano, dois anos. Outros de fato podem estar em uma situação crítica por conta da falta de recarga. Por isso não podemos afirmar que a Paraíba passa por um problema com seus reservatórios”, comentou.

A maior parte dos açudes que secaram fica na Região da Borborema da Paraíba. Ao todo, sete reservatórios que entraram em colapso estão na região. Outros três ficam no Sertão da Paraíba e um no Agreste. O levantamento mostra que as chuvas caídas entre a quarta-feira e quinta-feira em 54 cidades da Paraíba não foram suficientes para recarregar os reservatórios. Segundo os dados divulgados pela agência de meteorologia, os maiores índices foram registrados em São José dos Cordeiros, no Cariri paraibano, onde choveu 156,1 mm; e no distrito de São Gonçalo, onde fica o açude localizado no município de Sousa, no Sertão. A área recebeu chuva de 108,9 mm.
 
Os açudes que chegaram a 0% do volume por ordem alfabética são: Algodão, na cidade de Algodão de Jandaíra, no Agreste; Bichinho, em Barra de São Miguel, na Borborema; Bom Jesus, em Carrapateira, no Sertão; Caraibeiras, em Picuí, na Borborema; Lagoa do Meio, em Taperoá, na Região da Borborema; Paraíso, na Cidade de São Francisco, no Sertão; Santa Luzia, na Cidade de Santa Luzia, na Borborema; Serrote, em Monteiro, também na região da Borborema; São José IV, em São José do Sabugi, na Borborema; Taperoá II, em Taperoá, na Borborema Paraibana; e por fim, o açude Novo II, na Cidade de Tavares, no Sertão.

Ainda de acordo com Alexandre Magno, a maior parte dos açudes com volume abaixo de 20% não recebe uma recarga considerável há pelo menos dois anos. “Estamos entrando no nosso período chuvoso agora, em fevereiro. Então é normal que alguns deles estejam abaixo, até porque a demanda aumenta gradativamente com o tempo. Vamos aguardar o período chuvoso e então avaliar a situação”, concluiu o gerente da Aesa.

 Fonte


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

MPF inicia ação para suspender irrigação com água de açude na PB

10/12/2014 12h12 - Atualizado em 10/12/2014 12h12 

Objetivo de ação é evitar o esvaziamento do reservatório de São Gonçalo.
Pedido requer suspensão de 56 outorgas de uso da água.
 
Do G1 PB

Para evitar o esvaziamento do açude de São Gonçalo, em Sousa, no Sertão paraibano, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação pedindo o fim do uso da água do reservatório para irrigação. A ação requer a suspensão de 56 outorgas de uso dos recursos hídricos. Segundo o órgão divulgou nesta quarta-feira (10), a proposta é retardar a crise de fornecimento de água para os municípios abastecidos pelo manancial.

O levantamento da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) aponta que o açude de São Gonçalo estava, no dia 3 de dezembro, com 12,2% de seu volume, pouco mais de 5,4 milhões de metros cúbicos de água, considerado em situação de observação.

O pedido é que a Justiça Federal suspenda todas as outorgas concedidas pela Agência Nacional das Águas (ANA) para irrigação. Caso a ação com pedido de liminar seja indeferida, o MPF quer que sejam definidas novas vazões de retirada, possibilitando que o açude de São Gonçalo atinja, até 30 de abril de 2015, no mínimo, 12.539.000 m³ de água.

"Tais providências se afiguram possíveis e necessárias, uma vez que já foram enfrentadas sérias dificuldades de abastecimento no ano de 2014, supondo que este deve ser, no mínimo, o patamar a ser alcançado em 2015, sem prejuízo de ser buscada a recuperação do reservatório", assinala o Ministério Público.
 
Mais pedidos
O MPF ainda pede na ação que a ANA defina um volume estratégico a ser preservado ao final de cada período de planejamento (início de estiagem e das chuvas), válido para cada período de cinco anos; fiscalizações diárias do cumprimento dos limites de retirada de água do açude; suspensão da captação das águas existentes no “volume morto”; adoção de medidas para assegurar, a recuperação do reservatório em seu volume útil integral; e a criação de um canal público para denúncias de captações irregulares e a divulgação de informações sobre a situação da estiagem e os seus reflexos. Na ação, também é requerido ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) a fiscalização das captações irregulares de água realizadas no açude São Gonçalo.
 
Fonte
 
 
 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ANA anuncia redução na vazão de dois açudes do Sertão da Paraíba

29/01/2014 17h46 - Atualizado em 29/01/2014 17h46 

Açudes Coremas e Mãe d’água vão sofrer a redução.
Motivo é o prolongamento da estiagem na região.
 
Do G1 PB

Os açudes Coremas e Mãe d’Água, no Sertão da Paraíba, vão sofrer nova redução na vazão devido ao prolongamento da estiagem na região. O anúncio foi feito, nesta quarta-feira (29), pela Agência Nacional das Águas (ANA) em reunião realizada em João Pessoa com representantes de vários órgãos do Governo da Paraíba.

Os dois mananciais estã entre os 60 com capacidade armazenada superior a 20% do seu volume total na Paraíba, segundo informações desta quarta-feira (29) da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). Outros 28 reservatórios estão em observação por estarem com a capacidade menor que 20% e 35 açudes estão em situação crítica, ou seja, com capacidade menor que 5% do volume total. Nenhum está sangrando.
 
O secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Ciência e Tecnologia, João Azevedo, solicitou que a diminuição no abastecimento fosse impostas aos grandes irrigantes. “Temos uma preocupação especial com 178 pequenos irrigantes que trabalham duro nas Várzeas de Sousa. Muitas famílias dependem da comercialização das culturas permanentes que são feitas lá”, alertou o secretário.

De acordo com o presidente da ANA, Vicente Andreu, as restrições afetarão principalmente os irrigantes. “Estamos dando continuidade ao processo que vem sendo adotado desde junho de 2013. São medidas que visam um controle maior do processo de irrigação. É possível que em função do agravamento da seca, a irrigação tenha que ser suspensa”, explicou o chefe do órgão responsável pelas águas de domínio federal.

O presidente da Aesa, João Vicente Machado Sobrinho, destacou a importância do reforço na fiscalização para combater o desvio da água e do acompanhamento diários do volume repassado ao Rio Grande do Norte. “Temos que respeitar o Marco Regulatório que determina a vazão com a qual a água deve chegar no estado vizinho, mas também precisamos defender os interesses da Paraíba. É nossa obrigação colocar propostas que garantam a segurança hídrica dos paraibanos”, destacou.
 
Fonte
 
 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pôr do sol do Açude de Coremas lidera concurso do Fantástico

27/01/2014 - 15:04 - Atualizado em 27/01/2014 - 16:39

Resultado será divulgado no programa do próximo domingo, 2 de fevereiro 


A Cidade de Coremas foi destaque no Fantástico, da Globo, nesse domingo, 26, em um quadro lançado pelo programa para escolher o pôr do sol mais bonito do Brasil. É que uma foto do sol poente sobre as águas do Açude Coremense Estevam Marinho, enviada ao programa por um telespectador, está sendo a mais votada entre mais de 150 imagens selecionadas para a escolha pública.

O resultado será divulgado no programa do próximo domingo, 2 de fevereiro. A votação do pôr do sol mais bonito do Brasil ocorre pelo site http://pordosol.g1.globo.com/fantastico/batalha/.

Ao acessá-lo, o internauta encontra duas fotos na página e deve votar em apenas uma, clicando em cima da imagem que considerar mais bonita. A cada votação, mais duas fotos são colocadas para ser escolhida apenas uma. Abaixo da foto se encontra a posição parcial dela no momento.

Desde o final do programa de ontem na liderança, a foto do Açude Estevam Marinho, o maior da Paraíba, tem tudo para ser a vencedora. Os internautas do país inteiro têm se encantado com a forte luminosidade do pôr do sol coremense, o que poderá render bons frutos para o turismo do município, já que, após a divulgação na televisão, muita gente vai requer ver de perto essa maravilha da Natureza.

Da Redação (com Folha do Vali) 



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Metade dos açudes da PB está com volume abaixo de 20%, aponta Aesa

20/01/2014 16h52 - Atualizado em 20/01/2014 16h52 

Segundo o órgão, são 64 reservatórios com menos de 20% do volume.
Aesa afirma ainda que 34 estão em situação crítica.
 
Do G1 PB
 
Apesar das chuvas que caíram na Paraíba durante o fim de semana, 64 açudes no estado (52% do total) estão com volume abaixo de 20% da capacidade máxima. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (20) pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). São 123 reservatórios monitorados pela instituição, estando 30 atualmente sob observação e 34 em situação considerada crítica, com volume abaixo de 5%.
 
Foram registradas neste fim de semana (dias 18 e 19) precipitações pluviométricas em 56 dos 223 municípios da Paraíba. Os maiores índices foram na região do Sertão. O complexo Coremas-Mãe d'Água recebeu uma recarga de 2,6 milhões de metros cúbicos.
 
Durante o fim de semana, as maiores chuvas aconteceram nas cidades de Aguiar (63mm), São José da Lagoa Tapada (70mm), Cajazeirinhas (75mm), Piancó (92mm) e Coremas (120,5mm). "Tivemos um aumento de 12 centímetros na linha da água do açude de Coremas e 22 centímetros em Mãe d'Água", informou o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Lucílio Vieira. 

Porém, as chuvas continuam a não gerar recargas significativas para os reservatórios. "Eventos como os deste final de semana são animadores, pois se tivermos outras chuvas, ainda que de menor intensidade, a recarga pode ser maior. Isso porque o leito do rio está saturado e vamos ter um melhor escoamento desta água", acrescentou.

Previsão
O boletim de análise meteorológica divulgado na manhã desta segunda-feira (20) pela Aesa prevê ainda uma variação térmica de até 16°C, com a máxima chegando aos 36°C no Sertão e a mínima de 20°C no Brejo. "A previsão para hoje é de sol entre nuvens em praticamente todas as regiões do Estado. Poderão ocorrer chuvas isoladas no Sertão paraibano. Nas demais regiões, chuvas ocasionais", informou o meteorologista Emerson Rodrigues.
 
Fonte
 
 

domingo, 25 de agosto de 2013

Sanitaristas do Exército vão avaliar situação da água para abastecimento humano em Coremas



Redação, com assessoria
  
O Exército Brasileiro vai designar uma comissão de especialistas sanitaristas para fazer uma inspeção nas águas do Complexo Coremas Mãe D'água, responsável pelo abastecimento de água da Cidade de Coremas e de mais de 20 cidades da região. O objetivo é verificar a qualidade da água que está sendo oferecida para o abastecimento.
 
O prefeito de Coremas, Antônio Lopes (PSDB) e o vice-prefeito, Lucrenato Júnior (PMDB), preocupados com a situação do abastecimento de Coremas e região, depois de um relatório da Fundação Nacional da Saúde na Paraíba - Funasa-PB ter atestado que a água de Coremas não reúne as mínimas condições para o abastecimento humano, foram à Brasília vbuscar ajuda.
 
De acordo com o relatório da Funasa, o complexo Coremas Mãe d'Água recebe todo o esgoto de Coremas e de mais de 20 cidades e, com a redução do nível dos açudes, a qualidade da água caiu a patamares inaceitáveis para o consumo humano.
 
O Exército vai destinar uma equipe de especialistas sanitaristas que atua na cidade de São Bento do Una (PE) para Coremas. Estes profissionais estão atuando na Estação Móvel de Tratamento de Água existente em São Bento do Uma e decidir pela transferência da estação, em caráter emergencial, para resolver a situação de Coremas enquanto uma solução definitiva não é viabilizada.


 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Assoreamento do açude Epitácio Pessoa mobiliza Borborema Energética e Prefeitura de Boqueirão

23/08/2013 - 19:28

Haverá uma reunião para discutir o plantio de mudas na margem do açude. 


 A fim de revitalizar o açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, no interior da Paraíba, o vice- prefeito do município, João Marcos de Freitas, estará reunido neste sábado (24), com o professor e responsável técnico do viveiro da termelétrica Borborema Energética, Ivan Coelho Dantas, às 8h. A intenção do encontro é firmar uma parceria entre a prefeitura e a usina, para arborizar a mata ciliar do açude e, dessa forma, diminuir o assoreamento.

A iniciativa partiu de um cidadão de Boqueirão, Pedro Afrígio. Ele desenvolve, desde 2007, um trabalho voluntário que consiste em plantar mudas por toda cidade. “Tenho um viveiro manual e cultivo, todo ano, cerca de duas mil mudas que distribuo para entidades ou planto na cidade. Percebi que o que está levando a água do açude é a evaporação, e plantar árvores pode ajudar a diminuir isso”, disse.

Pedro ainda contou que procurou a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), a qual já havia firmado outras parcerias, e sugeriram que ele criasse um projeto. Ele criou o projeto Oito Verde e foi orientado a falar com o professor de Botânica da União de Ensino Superior de Campina Grande (Unesc) e aposentado pela UEPB, Ivan Coelho, que também é responsável pelo viveiro da Borborema Energética.

De acordo com Ivan, o voluntário o procurou e fez o pedido para que o viveiro da Borborema Energética contribuíssem com doação de mudas. No Código Florestal consta que em torno dos mananciais devem ter pelo menos 30 metros de cobertura verde. A previsão é que serão necessárias mil mudas para a revitalização do açude, mas essa quantidade só será definida durante a reunião. “O assoreamento do açude está muito acentuado e o plantio dessas mudas é indispensável para reverter isso”, explica Ivan.
 
A previsão é de que as mudas serão plantadas no dia da árvore, que é comemorado em 21 de setembro. Na ocasião, será realizado um mutirão no município. O açude Epitácio Pessoa é responsável por abastecer 17 municípios da Paraíba, dentre eles Campina Grande.
 
da Redação (com assessoria)

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sertão paraibano sofre com 2º ano de seca

Paraíba apresentou queda de 69,3% na produção de grãos e chuvas não são suficientes para salvar a plantação e recuperar capacidade dos açudes.





Francisco França
Diversos açudes paraibanos estão em situação crítica, com capacidade abaixo de 5% do seu volume total
Fome e sede. Assim podem se resumir as principais privações enfrentadas pelos sertanejos e pequenos produtores paraibanos, que já enfrentam dois anos consecutivos de seca (2012/2013). Do chão tórrido já não brota nem alimentação para o rebanho.

Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag-PB) 40% dos animais morreram. As perdas na safra do sertanejo alcançaram 97% no primeiro semestre e até agora não há sinal de chuva suficiente para salvar mais a plantação. Em Patos, um dos principais reservatórios que abastece a cidade, o Jatobá, só oferece água enlameada. Ele e mais 16 açudes paraibanos estão em situação crítica, com capacidade abaixo de 5% do seu volume total.
 
No outro reservatório, o Farinha, a situação é menos crítica, mas ele não tem suporte para atender as comunidades que ficam no seu entorno. As principais culturas da região de Patos, milho e feijão, foram dizimadas. Enquanto no Litoral e Brejo, as chuvas apareceram em julho, dando esperança aos trabalhadores da região de recuperar algumas culturas, no Sertão, tudo tende a piorar neste segundo semestre.
 
Para o presidente da Fetag-PB, Liberalino Ferreira, a situação é uma das piores dos últimos anos. “Há dificuldade até para o carro-pipa buscar água. Para o sertanejo, só resta agora aguardar o próximo inverno que começa em janeiro. O principal temor é enfrentar mais um ano de estiagem. No Brejo e Litoral ainda podem ocorrer chuvas e alguns produtos podem ser recuperados”, frisou.
 
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patos, José Martins Ermínio, pelo menos 700 agricultores que dependem do Jatobá e do Farinha estão sem ter o que comer e beber por causa da estiagem. “A produção de milho e feijão dos últimos 2 anos caiu cerca de 85%. A batata-doce, mais resistente ao solo seco, a queda foi menor, mais ou menos 70%. Em Patos, o povo produz para o seu sustento, mas com a falta de chuva muitos estão passando necessidade”, afirmou José Martins.
 
Os programas assistenciais do governo federal como Bolsa Estiagem e Bolsa Família são atualmente as principais fontes de renda para milhares de sertanejos. A água que chega à cidade vem de carro-pipa, que abastece as cisternas uma vez por mês. “Com essa água o pessoal tem de economizar para passar os 30 dias”, declarou José Martins.
 
Até meados do ano, a Paraíba apresentou queda de 69,3% na produção de grãos plantados no mês de maio quando relacionada à projeção de fevereiro. Em relação à superfície cultivada no mesmo período, as perdas são de 57% segundo a pesquisa Mensal de Previsão e Acompanhamento da Safra Agrícola, do Grupo de Coordenação das Estatísticas Agropecuárias, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
A seca foi a responsável pela baixa na produção de leguminosas, oleaginosas e cereais no Estado. Os produtos que tiveram maiores quedas na produção foram arroz (-96%), algodão (-81%) e milho (-75,9%). Em maio foram colhidos 76.516 toneladas de grãos e em fevereiro este montante foi de 249.703 toneladas, o que representa 173.187 toneladas a menos.
 
RESERVATÓRIOS EM BAIXA REDUZEM 50% DA PESCA
A situação em Patos e também das cidades circunvizinhas não atinge apenas as famílias de agricultores. Quem vive da pesca está recorrendo a outros açudes, já que o alimento no Jatobá e no Farinha não é mais encontrado. O esvaziamento dos reservatórios reduziu a atividade pesqueira em até 50% na região e prejudica a vida de pelo menos 100 famílias na cidade.
 
De acordo com secretário da Colônia de Pescadores de Patos Itamar Targino Ramos, os pescadores da cidade estão desempenhando a atividade em outros municípios como Piancó, Olho D'Água e Catingueira. “Nos açudes destes locais ainda encontramos Tilápia, Piau, Curimatã e Tucunaré. No Jatobá só tem peixe morto, sem oxigênio”, frisou.
 
Na Colônia de Pescadores pode-se dizer que a situação dos moradores não é tão crítica porque o local é saneado e, segundo Itamar Targino, ainda chega água nas torneiras. O problema maior é com a fonte de renda, que está cada vez mais ameaçada.
 
Além da estiagem, Itamar Targino disse que os dois principais açudes estão assoreados. Em maio os pescadores realizaram uma mobilização chamada “Patos: Pró Água”, numa tentativa de chamar a atenção das autoridades para a limpeza do Jatobá e Farinha. “Fizeram uma limpeza no Jatobá, mas precisamos do desassoreamento tanto dele quanto o do Farinha. Se isso não ocorrer, eles não vão poder armazenar muita água”, afirmou.
 
AESA: 17 AÇUDES EM SITUAÇÃO CRÍTICA
A Paraíba conta com 17 açudes em situação crítica segundo a última pesquisa da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). Entre eles está o Jatobá, que de todo o seu potencial de armazenamento (17.516.00 m³) conta apenas com 708.795 m³ de água, ou seja, 4%. O Farinha está numa situação um pouco melhor, ou seja, é um dos reservatórios que está em observação e está 20% abaixo do seu volume total.
 
Sete açudes paraibanos estão com menos de um por cento de seu volume total, segundo dados da Aesa. São eles: Serrote, em Monteiro (0,3%); Ouro Velho, em Ouro Velho (0,6%); Caraibeiras, em Picuí (0,2%); São José IV, em São José do Sabugi (0%); Bastiana, em Teixeira (0,7%); São Francisco II, em Teixeira (0,4%) e Várzea, em Várzea (0,4%).
 
No caso do Farinha, em Patos, dados da Aesa mostram que ele conta com apenas 6,6% de sua capacidade máxima (25.738.500 m³). Seu volume atual é de 1.705.400 m³. Os dados são referentes às últimas pesquisas da Aesa realizadas entre primeiro de junho e primeiro de agosto.



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

FUNASA encontra coliformes no maior açude da PB e veta consumo de Coremas

07/08/2013 - 09:35 - Atualizado em 07/08/2013 - 15:19

23 municipios vizinhos despejam os esgotos com dejetos no Açude

 

Funasa
“Todas as amostras coletadas apresentaram positividade significativa para Coliformes totais (100%), que são bactérias indicadoras de contaminação com material fecal de animais e presença de outros organismos” – diz um dos trechos de relatório técnico produzido recentemente pela FUNASA no Açude de Coremas, maior reservatório de água do Estado da Paraiba, há algum tempo impróprio para consumo humano. Há, ainda, a constatação por outros estudos de alta incidência de câncer em habitantes da cidade. O prefeito da cidade, Antonio Lopes, tem buscado apoio do governo do Estado, através da Cagepa, da FUNASA e da bancada federal por intermédio do deputado federal Ruy Carneiro. Ele e o vice, Lucrenato Júnior, estiveram em Brasília, com os senadores Cássio Cunha Lima e Cicero Lucena buscando meios de enfrentar o problema.

De acordo com o Relatório, ao qual o Portal WSCOM  obteve com Exclusividade, “a presença desse indicador sugere a presença de outros patógenos que podem provocar morbidade ou mortalidade, a exemplo do vírus (ex hepatite, encefalite), bactérias (ex:meningite, cólera) e protozoários (amebíase, giardíase, crptosporidiose) que são transmitidas pela água sendo mais grave para os grupos considerados de riscos, como os imunocomprometidos, crianças e idosos”.

A FUNASA diz ainda no documento que “as análises físico-químicas realizadas nas amostrar dos pontos de consumo e do manancial evidenciaram resultados físicos acima do permitido pela legislação vigente”.

A incidência dos problemas advindos da água de Coremas, conforme o relatório, aponta para a possibilidade de casos de câncer. “Somando-se ao problema, a colocação de cloro diretamente numa água de manancial superficial proporciona a formação de trialometanos que são compostos cancerígenos”.

O QUE FAZER – Segundo o prefeito Antonio Lopes, chegou a hora de uma grande mobilização no Estado para resolver de vez “este grave problema afetando não só a cidade de Coremas como toda a região”. Ele está buscando apoios da Bancada Federal, através do deputado federal Ruy Carneiro e dos senadores Cicero Lucena e Cássio Cunha Lima, bem como os demais parlamentares.

Ele explicou que tem procurado a FUNASA e Cagepa para estabelecer novas estratégias de tratamento e de educação ambiental e de saúde para as cidades vizinhas e as populações ribeirinhas. 

“Não podemos mais continuar com 26 municipios despejando dejetos de toda a natureza, inclusive esgotos sanitários contaminando a água e, por conseguinte, gerando doenças e mortes afora a inapropriedade de consumo pela população”.



Açude de Coremas



Walter Santos
WSCOM Online


Fonte

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Apesar das chuvas, Paraíba ainda tem açudes com reservas abaixo da média


05/07/2013 13h05 - Atualizado em 05/07/2013 13h05 

Açudes que abastecem João Pessoa, Mari e região do Brejo estão cheios.
Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% da capacidade.
 
Do G1 PB
 
 
As chuvas que caíram recentemente na Paraíba foram concentradas nas regiões do litoral, agreste e brejo, como informou a Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado (AESA) nesta sexta-feira (5). Os reservatórios de água das cidades de Conde, Araçagi e Mari sangraram, mas a previsão é de que a realidade do sertão, que ainda enfrenta problemas, não mude muito.
  
Os açudes estão com as reservas abaixo da metade e devem permanecer assim até o ano que vem, quando começa o novo período de chuvas. De acordo com Isnaldo Cândido, gerente de bacias hidrográficas da AESA, a situação dos principais açudes, como Coremas e Mãe d'Água é preocupante, pois ainda não ultrapassaram os 40% da capacidade. O açude Epitácio Pessoa, no Cariri, está com 48,1% de de abastecimento.
 
Isnaldo também informou que as chuvas no litoral, brejo e agreste recarregaram os açudes de Gramame e Mamuaba, que abastecem João Pessoa; o de Araçagi, que abastece a região do Brejo e  o Olho d'Água, que fornece água para Mari, atingiram a cota. Mas os açudes de Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% de capacidade.
 
Ainda de acordo com o gerente de bacias hidrográficas, a meteorologia continuar a prever chuvas para o mês de julho e a expectativa é que a recarga seja suficiente para os próximos meses nos reservatórios que estão abaixo da média. As cidades que mais tiveram precipitações nas últimas 24 horas foram Conde, com 58 milímetros, Lagoa Seca, com 52,3, Areia, com 34,4, Salgado de São Félix, com 39,1, Campina Grande, com 24,8 e João Pessoa, com 4,6 milímetros.


 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Consumir água imprópria é única opção de famílias em zona rural na PB


13/05/2013 09h21 - Atualizado em 13/05/2013 09h21 

Casas da zona rural de Olivedos nunca tiveram acesso a água encanada.
Água é considerada imprópria, mas Governo diz que recupera poços.
 
Taiguara Rangel 
 
Do G1 PB
 
Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço
artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Considerada um bem raro para os moradores da zona rural de Olivedos, no Curimataú paraibano, há quase trezentos anos a água continua sendo escassa na região. Estas famílias, que representam 47,6% dos quase quatro mil habitantes do município – povoado a partir de 1722 e emancipado em 1961 – nunca tiveram acesso a água encanada e convivem até hoje com a necessidade de carros-pipa e poços artesianos para abastecer suas casas com líquido considerado impróprio para consumo. Na falta destas opções, mesmo possuindo um rendimento mensal mediano per capita de apenas R$ 127,50, os agricultores precisam comprar água por até R$ 200.
 
Os dados são os mais recentes divulgados sobre os olivedenses, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). De acordo com a gerência de execução de obras da Secretaria de Infraestrutura do estado, atualmente 170 municípios na Paraíba estão sendo atendidos com abastecimento de carros-pipa por decreto de situação emergencial. Também já foram recuperados 133 poços artesianos desde outubro do ano passado, somados a outros 353 que ainda passarão por reformas.
 
De acordo com o Governo da Estado, a zona urbana é abastecida pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), com fornecimento a 697 'ligações de água'. Conforme o IBGE, 93,4% das casas naquela zona rural têm saneamento básico considerado inadequado.

Um dos únicos poços artesianos que fornecem água aos agricultores na zona rural de Olivedos fica na fazenda Campos. Construído em 1992, diariamente chegam até 12 carros-pipa do exército e particulares retirando o líquido do poço em períodos de seca, segundo o proprietário Lídio Meira. A fazenda também possuiu durante muito tempo a única fonte de abastecimento da zona rural, com um açude que existe desde 1921.

Açude ainda serve para o abastecimento de pelo menos 18 famílias em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Reservatório serve para o abastecimento de pelo menos
18 famílias (Foto: Taiguara Rangel/G1)
“Esse açude é chamado de 'Milagre' porque, em épocas mais 'brabas', até Pocinhos e outras cidades ele já ajudou a abastecer sem nunca secar. Já resistiu a várias secas, até que houve a construção do poço. Continua vindo gente aqui direto pegar água para o gado e para casa, mas o poço é que está salvando a vida dos bichos e ajudando todos os moradores por aqui”, afirmou o administrador da fazenda, Inácio Marcelo, 58 anos.

Um estudo realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Ministério de Minas e Energia, identificou 44 poços artesianos no município, mas apenas 17 em funcionamento. A água de 91% dos pontos analisados foi considerada salobra, com média na quantidade de sólidos totais dissolvidos (STD) de 8.631,88 mg/L.

“Conforme a Portaria 1.469/Funasa, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano, o valor máximo permitido para os sólidos dissolvidos é 1.000 mg/L. Teores elevados neste parâmetro indicam que a água tem sabor desagradável, podendo causar problemas digestivos, principalmente nas crianças, e danifica as redes de distribuição”, assinalam os pesquisadores.

Açude é uma das poucas opções para consumo doméstico e de animais em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude é uma das poucas opções para consumo
doméstico e de animais (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Para Fernandes Pereira, 22 anos, seus quatro irmãos e ainda os pais, o açude considerado 'milagre' é a única fonte de água existente. Ele considera a água boa para o consumo de toda a família, que subsiste majoritariamente do trabalho em uma olaria na região. “Serve para tudo aqui em casa. Acho que retiramos uns 200 litros por dia. É para banho, beber, lavar a casa e ainda dar para as galinhas”, disse. Outras 18 famílias na fazenda Campos também dependem do açude e ainda do poço para o acesso à água.
 
Porém, para aqueles a quem a operação carro-pipa atende de modo insuficiente, resta como única solução comprar água. O abastecimento particular de 6 a 8 mil litros custa de R$ 120 a R$ 200, segundo a merendeira Lúcia de Fátima, da escola municipal José Inocêncio, zona rural de Olivedos. Assim, o morador da zona rural acaba gastando mais do que o próprio sustento para comprar água. O rendimento mensal mediano per capita dos agricultores na zona rural de Olivedos é de apenas R$ 127,50, enquanto a média na Paraíba é de R$ 170, conforme o IBGE.
 
“Já moro aqui há mais de 20 anos e vi muita seca. Praticamente só tem dois poços com água suficiente para abastecer a população. Na cidade tem a água encanada de Boqueirão (açude Epitácio Pessoa) que só chega à noite, mas na zona rural o jeito é comprar água porque o carro-pipa do Exército não dá para o consumo do mês”, alegou.
 
 
 

sábado, 27 de abril de 2013

Sertão, Cariri e Curimataú da PB têm chuva neste fim de semana, diz Aesa

27/04/2013 06h00 - Atualizado em 27/04/2013 06h00 

No Agreste, Brejo e Litoral, o sol aparece, mas há possibilidade de chuvas.
Maior precipitação da quinta foi em São José de Caiana, com 16 mm.
 
Do G1 PB

 
A Paraíba tem previsão de mais chuvas nesse fim de semana, com chuvas isoladas principalmente à noite nas regiões do Sertão, Cariri e Curimataú, confome informou a meteorologista Carmem Becker, da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Ainda segundo ela, no Agreste, Brejo e Litoral, o sol aparece, mas há possibilidade de chuvas ocasionais. Para a próxima semana, há previsão das chuvas serem mais frequentes e mais fortes.
 
Entre as 7h da quinta-feira (25) e as 7h desta sexta-feira (26), a Aesa registrou chuva em 22 das 269 estações pluviométricas monitoradas pelo órgão. As chuvas ocorreram em 22 municípios com maior precipitação em São José de Caiana, onde choveu 16 mm.

O período chuvoso do Sertão, Cariri e Curimataú é de fevereiro a maio e o inverno do Agreste, Brejo e Litoral acontece entre os meses de abril a julho e, com essas primeiras chuvas a temperatura, já começa a baixar um pouco.

De acordo com a meteorologista Carmem Becker, até esta sexta-feira (26), os municípios onde mais choveu são: Vista Serrana (219.5 mm), Belém do Brejo do Cruz (211.7 mm), Diamante (210.7 mm) e São José do Brejo do Cruz (209.5 mm). Em João Pessoa, o acumulado das chuvas de abril registra 150.9 mm e, na cidade de Campina Grande, choveu 95.5 mm.

Os 122 açudes monitorados pela Aesa estão hoje com o volume acumulado de aproximadamente 1,5 bilhão de metros cúbicos (1.488.081.947 m³). A capacidade máxima dessas barragens é de 3.942.343.207 de metros cúbicos d’água.
 
Fonte

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Associação denuncia problema em açude

Irrigação sem controle, retirada de mata ciliar e construções estão contribuindo para o assoreamento do Boqueirão, denuncia Associação.


 

Arquivo Pessoal: Marcelo e Rose Arruda
Assoereamento vem causando uma considerável diminuição da capacidade de armazenamento de água no reservatório


O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF), em Campina Grande, recebeu denúncia formulada pela Associação Socioambiental Consciência Cidadã sobre a situação do Açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, que, de acordo com a denúncia, passa por um forte processo de assoreamento, devido a irrigações existentes sem o controle dos órgãos competentes.

Conforme a denúncia, além do assoreamento, outro problema enfrentado pelo reservatório é a grande quantidade de construções e chácaras luxuosas particulares no entorno do açude, contribuindo com a desertificação e o desaparecimento de mata ciliar que compõe as margens do açude e dos principais rios que o abastecem.

O assoreamento é um princípio de desertificação, e, segundo a denúncia, está causando uma considerável diminuição da capacidade de armazenamento de recursos hídricos do local.

Na denúncia, a Associação solicita uma intervenção do poder público, no sentido de combater a degradação ambiental que vem acontecendo na localidade. “Um meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos, garantido pelo artigo 225 da Constituição Federal, e é dever do Poder Público e da coletividade a defesa e preservação deste bem para as gerações futuras”, consta no documento entregue ao MPF.

O Ministério Público Federal informou que a ação será analisada pelos promotores para averiguar a competência do órgão com relação ao assunto. O caso pode ser encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE-PB) para os devidos procedimentos e possível instauração de inquérito. O Açude de Boqueirão abastece 18 municípios e sete distritos do Compartimento da Borborema.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Açude do Sertão é primeiro a sangrar em 2013 na Paraíba, aponta Aesa


29/03/2013 13h41 - Atualizado em 29/03/2013 13h41

Açude em Serra Grande, no Sertão, registrou sangria na terça-feira.
Segundo Aesa, 51 reservatórios estão com até 20% da capacidade.
 
Do G1 PB

Açude do Serrote, em Monteiro, entrou em colapso (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Apesar de início do período de chuvas, açude
do Serrote secou (Foto: Taiguara Rangel/G1)
O período de chuvas começou e conforme previsão dos analistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) da Paraíba, alguns açudes já estão retomando seus volumes. O órgão registrou o primeiro sangramento de um reservatório este ano no açude Cafundó, localizado no município de Serra Grande, no Sertão paraibano. O manancial do Cafundó tem capacidade para 313.680 metros cúbicos de água e ultrapassou o limite de sua lâmina máxima na última terça-feira (26).

O Açude do Serrote, em Monteiro, no Cariri, foi também o primeiro a entrar em colapso este ano e secou no último dia 18 de março, quando a Aesa registrou no local uma medição de 0,0% do seu volume. Conforme medição da Aesa, 51 reservatórios ainda estão com até 20% da capacidade, sendo 36 em observação e 15 em situação considerada crítica.
 
Ainda de acordo com a agência, oito municípios tiveram chuvas, segundo registro da última quarta-feira (27). As precipitações atingiram as estações de monitoramento nas cidades de Baraúnas, Cuité, Emas, Frei Martinho, Ouro Velho, Serra Branca, São Bento e Taperoá, no Curimataú, Cariri e Sertão do estado. A previsão dos meteorologistas da Aesa é de que o período chuvoso deve se estender até o mês de maio.
 
"Continuamos apresentando a mesma situação prevista na reunião climática, com início da temporada de chuvas. Já tivemos chuvas isoladas nos últimos dias no Sertão, que devem continuar", disse a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira. Segundo o gerente de bacias hidrográficas Lucílio Vieira, as precipitações registradas ainda são insuficientes para que haja uma recarga nos volumes dos açudes.


 

sábado, 16 de março de 2013

Seca na Paraíba: águas do Açude São Gonçalo serão racionadas

15/03/2013 - 17h10

Racionamento começa a partir da terça-feira (19) com o desligamento de uma das bombas de captação. 

Em razão da baixa quantidade de água do Açude de São Gonçalo, no sertão da Paraíba, a partir da próxima terça-feira (19) a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) efetuará o desligamento de uma das bombas de captação, localizada na Estação de Tratamento de São Gonçalo, no Município de Sousa (PB), a 433 km da capital João Pessoa. A bomba será desligada durante 30 dias, entre 17 h e 4 h da manhã, gerando uma economia de 25% no mês.

Após esse prazo, caso a população não se conscientize da necessidade de economizar água e caso a chuva não venha, serão adotadas medidas mais drásticas, inclusive o racionamento efetivo de água, no formato de 24 horas com abastecimento e 24 horas sem abastecimento.

O racionamento é resultado de acordo firmado em audiência realizada ontem (14), em Sousa, que teve a participação de integrantes do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Sousa, Cagepa, e Junta dos Usuários das Águas do Açude de São Gonçalo.

Também foi definido que antes do racionamento efetivo (24h/24h) deve haver ampla divulgação do acordo para a população mediante divulgação nas rádios. Caso o racionamento não surta efeito, o período de desligamento da bomba pode ser ampliado, chegando-se, inclusive, à interrupção diária do fornecimento de água.

O Açude de São Gonçalo está localizado em área pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na bacia hidrográfica de Alto de Piranhas, sub-bacia do Rio Piranhas, no oeste da Paraíba. As obras de construção do açude iniciaram em 1932, finalizando em 1936, com capacidade hídrica de 44 milhões e 600 mil metros cúbicos, tendo como objetivo dirimir os efeitos nocivos da estiagem sofridos pela população do local.



sexta-feira, 15 de março de 2013

Barreiros secam em Campina

Mais de 50% dos reservatórios já estão totalmente secos e os poucos que ainda dispõem de água estão com volume abaixo dos 10%. 



Leonardo Silva
Situação dos 38 barreiros, afeta cerca de dez mil pessoas
A busca por água na zona rural de Campina Grande está cada vez mais difícil para quem reside nessa área, e a situação dos 38 barreiros existentes já está calamitosa e afeta cerca de dez mil pessoas. Mais de 50% dos reservatórios já estão totalmente secos e os poucos que ainda dispõem de água estão com volume abaixo dos 10%, conforme informações repassadas pela Defesa Civil do município.
 

Desde a semana passada a Secretaria de Agricultura de Campina Grande iniciou um trabalho de limpeza nos barreiros com a utilização de dez máquinas, incluindo retroescavadeiras, tratores e caçambas. O intuito é preparar esses locais para receber a água das chuvas e aumentar a capacidade dos reservatórios.

O coordenador da Defesa Civil de Campina Grande, Ruiter Sansão, ressaltou que a zona rural do município conta com uma população de 22 mil pessoas e cerca de dez mil não têm acesso à água canalizada.

Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador da Secretaria de Agricultura do município, Reginaldo Bias, essas pessoas recebem água através de carros-pipa e muitas delas dependiam da água desses barreiros, que se encontram em sua maioria sem água.

“Os peixes já estão morrendo e a água não tem mais nenhuma utilidade para essas populações”, afirmou o engenheiro.

O secretário de Agricultura do município de Campina Grande, Guilherme Almeida, informou que qualquer proprietário de terra pode requisitar a limpeza dos barreiros e para isso basta procurar o setor de recursos hídricos da secretaria e informar os dados. Em seguida, uma equipe vai ao local para fazer o planejamento.

O secretário disse também que o trabalho foi iniciado na semana passada pelo distrito de Catolé de Boa Vista e naquela área existiam açudes que não eram limpos há mais de 20 anos.

“O nosso intuito é limpar os reservatórios para que fiquem preparados para receber a água das chuvas que poderão cair nos próximos dias”, ressaltou.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Boqueirão com nível no limite

Açude sofre com danos causados pela irrigação, estiagem e consumo humano. Reservatório atinge o nível mais baixo em 10 anos.
 


 


Com capacidade para armazenar mais de 411 milhões de metros cúbicos (m³) de água, o volume do açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) caiu 35% (equivalente a 128,5 milhões de m³) entre fevereiro de 2012 e fevereiro deste ano, atingindo agora a marca de 56,4% da capacidade total, constatada como a menor dos últimos dez anos. A estiagem do ano passado, considerada uma das mais agressivas das últimas décadas, fez com que a evaporação fosse a principal causa da perda de água, seguidos da irrigação e consumo humano.

De acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), desde fevereiro do ano passado, quando foi registrado um nível de 360,878 milhões de m³, Boqueirão perdeu mais de 128 milhões de m³, registrando neste mês, mais de 232 milhões de m³ (56,4%). A perda do volume de água em apenas um ano é maior do que o volume total de muitos açudes monitorados pela Agência, como o açude Gramame/Mamuaba, localizado no município do Conde, litoral do Estado, o principal manancial que abastece João Pessoa, com capacidade total de 56,900 milhões de m³.

Gráficos da Aesa também mostram que o volume de água do Boqueirão é o menor dos últimos dez anos. Antes desse período o nível mais baixo foi registrado no final de 2003, que teve um volume de pouco mais de 100 milhões de m³ de água. Apesar do nível continuar baixando este ano, o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Lucílio Vieira, afirmou que se as chuvas ocorrerem da maneira como a Agência está prevendo, haverá uma normalização a partir de março, para o Sertão, Cariri e Curimataú.

“Por isso prevemos também que em abril o açude Epitácio Pessoa tome água e nesse período atinja 80% de sua capacidade. Aí sim vamos iniciar estudos para verificar se existe a necessidade do racionamento”, informou o especialista. Conforme explicou, 2012 foi um ano de chuvas irregulares.

“Quase não choveu, enfrentamos um período longo de estiagem e Boqueirão perde cerca de 120 milhões de m³ de água por ano.

Podemos dizer que o volume de água desse açude está normal para essa época. Consta em nossos registros de monitoramento que ele está com 56,4% da capacidade total ou 232 milhões de m³, em números redondos”, afirmou.
 

Irrigação ameaça açude e pode ser suspensa

De acordo com simulações feitas pelo Dnocs, se o volume do manancial continuar caindo, a irrigação poderá ser suspensa na região.


 


Agricultores que dependem da água do açude Epitácio Pessoa para irrigar suas plantações estão ameaçados pela seca. Nos últimos dias, o manancial chega a perder cerca de 400 mil m³ de água por dia, devido principalmente à evaporação, provocada pela temperatura elevada, que registra temperaturas médias de 30 ºC.

De acordo com simulações feitas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), se o volume do manancial continuar caindo e chegar a menos de 50% da capacidade total, a irrigação poderá ser suspensa na região.

Segundo o engenheiro chefe da unidade de Campina Grande do Dnocs, Renato Roberto Avelar, a partir do momento da suspensão, os agricultores não poderão mais utilizar a água do Boqueirão para a irrigação, conhecida como “superficial”. “Esse tipo de irrigação é a mais utilizada na região do Boqueirão e se for suspensa, trará prejuízos aos agricultores”, disse.

O engenheiro explicou que esse método consiste em aplicar a água sobre a superfície do solo na forma de inundação permanente ou temporária. Dessa forma o solo pode ser preparado no formato de tabuleiros ou sulcos.

De acordo com ele, para “puxar” a água do Boqueirão, os agricultores utilizam bombas d'água para irrigar as plantações de verduras, frutas, milho e feijão. “Em 1998 houve a suspensão da irrigação e nós tivemos que contar com a ajuda de muitos órgãos públicos, inclusive o Ministério Público, para fiscalizar os agricultores”, informou.

Naquele ano, quando também foi iniciado um racionamento em todas as cidades abastecidas pelo Boqueirão, foi muito difícil para os produtores de alimentos, como Leôncio Francisco de Macedo, de 64 anos, que recordou o momento de sufoco.

“Eu fui até intimado porque na época me flagraram puxando água do Boqueirão. Mas eu não sabia que a irrigação estava suspensa.

Isso aconteceu com muitos agricultores aqui da região. Passamos por um grande sufoco e estamos apreensivos que isso possa acontecer novamente. Eu tenho cinco filhos que sobrevivem da agricultura”, lamentou. Com 35 anos, Valdeci de Souza, também agricultor da região, contou que os sete filhos são criados com a venda de verduras. Ele também está com medo de passar por uma situação crítica e contou que os preços dos seus produtos já começaram a subir.

“Se a irrigação for suspensa, de onde vamos tirar a água para usar nas plantações? A única coisa que temos a fazer é continuar trabalhando e esperar a chuva. Infelizmente todos vão sentir os efeitos, inclusive os meus clientes, com o aumento no preço dos produtos”, disse. Apesar da possibilidade de suspensão da irrigação, o engenheiro do Dnocs explicou que o maior volume de água se perde pelos efeitos do tempo seco, através da evaporação. Segundo ele, por dia são evaporados 170 mil m³ de água do Epitácio Pessoa, seguidos de 135 m³ utilizados diariamente pela irrigação e; 95 mil m³, pelo consumo humano.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fortes chuvas no Sertão enchem barragens e derrubam casas

18/02/2013 - 09:05 - Atualizado em 18/02/13 - 11:04
Em 72h choveu 65mm na cidade de Sousa

As chuvas que caíram na cidade de Catolé do Rocha causaram a queda de um muro e no desabamento de uma casa. O acidente quase resultou em uma tragédia, porém, os moradores da casa tiveram apenas alguns ferimentos.

Enquanto Maria de Fátima de Almeida, 49 anos, dormia com mais duas crianças, o muro da residência visinha, localizada na Rua Castelo Branco, no Bairro Sady Soares, desabou e caiu sobre a casa, destruindo metade do local.

“Eu dormia em uma rede armada na sala, em companhia de minha filha de criação, e uma neta, quando acordei por um forte barulho provocado pelo desabamento do telhado e paredes de minha residência. Abri os olhos e me deparei com os escombros por cima de mim, daí me levantei e fui ao encontro das crianças, que graças a Deus estão ilesos”, narrou a proprietária.


Sousa
Sousa
De acordo com informações não oficiais, nas últimas 72 horas choveu aproximadamente 65 mm na cidade de Sousa, com o registro de relâmpagos e trovões. O Corpo de Bombeiros informou que foram recebidas vários chamados alagamento de residências.

A forte chuva também atingiu também a Zona Rural do município. No sítio Caiçara dos Batistas, a barragem de “Caiçara” encheu. Segundo os agricultores, praticamente todos os açudes pequenos encheram e a barragem de Caiçara voltou a sangrar.

Apesar de ser motivo de alegria para os agricultores, a chuva causou alagamentos no bairro Sorrilândia III, fazendo com que a população fizesse um desvio para o escoamento da água no asfalto que liga o contorno da BR 230 ao aeroporto.

A Prefeitura Municipal, através da secretaria de infraestrutura, realizou uma ação voltada para o atendimento da comunidade. O prefeito André Gadelha determinou ajuda para a comunidade e um projeto de escoamento da água.

Volume açudes
De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (AESA), atualmente o açude de São Gonçalo está com 22,3% do volume total, o equivalente a 9.945.440m³, já o açude Engenheiro Ávidos (Boqueirão) em Cajazeiras, se encontra em situação de observação, pois está apenas com 15,7% do volume total, o equivalente a 40.119.200m³.

Previsão
De acordo com a meteorologista da AESA, Marli Bandeira, o mês de março será um período chuvoso. Entretanto, ela alerta que fenômenos climáticos conhecidos como El Niño e La Niña, que são imprevisíveis, podem prejudicar a chegada das águas. “Se tudo ocorrer bem, março será chuvoso nas regiões do Sertão, Alto Sertão, Curimataú e Cariri”, prevê Marli.

da Redação (com fotos e informações da Folha do Se
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