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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

PMJP vai notificar proprietários de 537 imóveis por propaganda irregular







A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio das Secretarias de Planejamento (Seplan) e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), vai notificar os proprietários de 537 imóveis, localizados no perímetro do Centro Histórico da Capital, que estão com propagandas em desacordo com as recomendações do Código de Postura do Município. A lista com os nomes dos donos dos prédios irregulares já foi publicada no Semanário Município.

De acordo com o diretor de Fiscalização da Seplan, Giovani Alencar, a partir desta quarta-feira (14) os proprietários dos imóveis com propaganda em desacordo com a legislação terão 30 dias para se adequarem ao Código de Posturas do Município. Ele destacou ainda que ação da PMJP é em conjunto com os Institutos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Estadual (Iphaep) é mais uma iniciativa para a valorização do Centro Histórico da Capital.

“O Código de Posturas do Município prevê, entre outras coisas, que qualquer edificação localizada no perímetro do Centro Histórico só pode ter uma publicidade na fachada e com dimensões já estabelecidas para que não prejudique o prédio e cause poluição visual. Então, esse trabalho de regularização dos imóveis será uma ação importante para a valorização do Centro Histórico e preservação da área”, reforçou Giovani Alencar.

O trabalho da Seplan e Sedurb foi definido em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPPB), além dos órgãos de proteção ao Patrimônio Histórico, durante uma reunião realizada na última terça-feira (6). Todas as recomendações do Código de Postura Municipal (Lei Complementar nº 07/1995) sobre como deve ser a instalação de publicidade nos imóveis localizados no Centro Histórico estão disponíveis no link: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/portal/wp-content/uploads/1995/08/C_digo-de-Posturas-do-Munic_pio-de-JP.pdf.


 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Shopping Marquise não tem diagnóstico arqueológico

18/05/2015 às 12h25 • atualizado em 18/05/2015 às 14h36
 
 

Vista aérea da região em que o Grupo Marquise, do Ceará, pretende construir shopping
Vista aérea da região em que o Grupo Marquise,
do Ceará, pretende construir shopping
Três anos após o anúncio, o Grupo Marquise, do Ceará, ainda não apresentou o diagnóstico arqueológico exigido pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), conforme a legislação brasileira prevê para empreendimentos de grande impacto ambiental, como é o caso do projeto do Pátio Shopping Intermares, em Cabedelo.
 
Em contato com o Portal MaisPB, o superintendente do órgão na Paraíba, Cláudio Nogueira, revelou que o Grupo Marquise chegou a tentar iniciar a obra sem o procedimento. “Aí o IPHAN emitiu um embargo da obra, em outubro do ano passado”.
 
Somente em janeiro deste ano, após o embargo, o Grupo Marquise pediu autorização para a realização do dianóstico. “Enquanto eles não finalizarem, as obras continuam embargadas”, frisou Cláudio.
 
Por etapas – Uma empresa já foi contratada. Todos os levantamentos feitos pela empresa terão que passar pelo crivo do IPHAN. “À medida que o diagnóstico vai sendo realizado e aprovados as obras podem ser realizadas”.
 
Tempo – Os estudos arqueológicos, segundo Cláudio, levam de dois meses até três anos, a depender da envergadura do empreendimento. No caso do projeto do Grupo Marquise, a previsão é de algo em torno de 60 dias, projeta Nogueira.

MaisPB


 

sábado, 9 de maio de 2015

Apam divulga nota para explicar denúncias sobre Shopping Intermares; veja na íntegra

Nota completa será divulgada neste sábado (8) pelo jornal Correio da Paraíba; veja a introdução abaixo

Cidades | Em 08/05/2015 às 19h00, atualizado em 09/05/2015 às 12h50 | Por Redação


Shopping Intermares
Shopping Intermares
A Associação De Proteção Ambiental (Apam) divulgou nesta sexta-feira (8) uma nota para esclarecer sobre denúncias que a associam à construção do Shopping Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa.


A nota completa também foi divulgada neste sábado (8) pelo jornal Correio da Paraíba.

Nota explicativa a toda sociedade paraibana

"A Associação De Proteção Ambiental (Apam), diante dos últimos acontecimentos em que o seu nome e de seus representantes foram veiculados na mídia de maneira que falta com a verdade, vem à público informar que de fato é a legitima responsável pelas denúncias de possíveis irregularidades ambientais do Shopping Intermares, junto às autoridades competentes.
 
Essas denúncias geraram os seguintes desdobramentos nos órgãos responsáveis: embargo pelo IPHAN (Termo de Embargo n. 01/2004, de 6/10/2014); Embargo parcial e multa pelo IBAMA (Termo de Embargo n. 622321/E e Auto de Infração nº 9088518/E, de 19/12/2014) e suspensão pelo TCE (de 25/04/2015, com o Parecer nº 265/15 do Ministério Público de Contas favorável) tornando público ainda que o pedido de medida cautelar no Tribunal de Contas suspendendo a licença ambiental do empreendimento partiu do próprio Ministério Público de Contas sob a lavra da Procuradora Sheyla Barreto, que vislumbrou inúmeras irregularidades na fase de licenciamento ambiental.
 
Por isso, causa surpresa toda a repercussão do embargo do TCE por parte da imprensa, porque a obra já estava embargada parcialmente pelo IBAMA e integralmente pelo IPHAN – fatos que, por si só, provam que as denúncias tinham fundamento.
 
O próprio representante do Ministério Publico com atribuição ambiental na comarca de Cabedelo, vislumbrando o interesse federal do ICMBIO e do IPHAN no deslinde da questão, encaminhou em 23/10/2014 o procedimento ao Ministério Público Federal, onde atualmente também tramita procedimento de investigação para apurar as irregularidades na licença ambiental do Shopping Intermares.
 
Quem quiser saber mais sobre esse assunto deve procurar os órgãos citados (Processo IBAMA n. 02016.002322/2014-53, Processo IPHAN n. 01408.000114/2014-43 e Processo TCE n. 13.947/14), porque há vários pareceres e relatórios atestando irregularidades, a exemplo do desmatamento da APP e da dispensa do EIA/RIMA.
 
Trata-se de uma associação que atua há vinte anos em todo o Estado da Paraíba e que tem uma história de luta em prol do meio ambiente, tendo denunciado o Aterro de Puxinanã, o desmatamento do cariri, a venda de animais silvestres nas feiras livres de João Pessoa etc.
 
Vale dizer que a APAM não é contra a construção do shopping, apenas pede que a legislação ambiental seja cumprida.
 
Com relação ao uso do endereço de outra associação em uma de nossas denúncias, isso ocorreu devido ao erro de um dos nossos membros, que, no afã de agir com celeridade para impedir o desmatamento da Área de Preservação Permanente, confundiu as instituições – cujos nomes são semelhantes – ao buscar informações pela internet.
 
De toda forma, todas as denúncias foram feitas no nome e no CNPJ desta APAM - Campina Grande.
 
Por fim, cumpre dizer que a APAM já fez a sua parte encaminhando as denúncias, e que agora cabe aos órgãos competentes apurarem o teor das denuncias e fazer cumprir a legislação ambiental".
 
*Processo número 26592014/17 (MPF)


MPPB

 

 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

TAC reafirma legalidade de licença para construção de shopping na PB

08/05/2015 12h24 - Atualizado em 08/05/2015 15h04 

Empreendimento deve ser construído em Cabedelo, no litoral norte.
Acordo foi assinado por MP, órgãos ambientais e construtora.
 
Do G1 PB

A validade e legalidade da licença ambiental para a construção do Shopping Pátio Intermares, às margens da BR-230, em Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa, foram reafirmadas através de um Termo de Ajustamento de Conduta assinado na quinta-feira (7). O TAC foi assinado pela Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Cabedelo, Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com a Construtora Marquise S/A, responsável pela construção.
 
No dia 30 de abril, o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) havia emitido uma medida cautelar determinando a suspensão imediata da licença ambiental concedida pela Sudema, o que impedia a construção do shopping. De acordo com o TCE, a licença ambiental ficaria suspensa até que fosse julgada uma ação interposta em 2014 pela Associação de Proteção Ambiental (Apam), de Campina Grande.
 
No TAC, a Sudema reconhece que a construtora cumpriu os requisitos legais ambientais para a obra, como a realização do Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) e o Estudo Fitossociológico que identificou que não havia vegetação nativa no terreno, bem como os projetos de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Plano de Controle Ambiental, além de atendimento das normas técnicas. O Estudo Fitossociológico foi recomendado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Ainda no documento, a empresa se compromete a cumprir o termo de embargo do Ibama relativo a 2,55 hectares do terreno correspondente à Área de Preservação Permanente (APP), caso esse embargo prevaleça. Por outro lado, o Ibama não coloca restrição à área remanescente, já que trata-se de área submetida ao licenciamento da Sudema.
 
Com o TAC, o promotor de Justiça de Cabedelo Rogério Oliveira destaca que não existe impedimento ao início da obra na área já liberada. A empresa, no entanto, se comprometeu a cercar da área embargada e comunicar à Sudema qualquer alteração do projeto, caso esse embargo venha a ser derrubado.
 
“Em tese, o Tribunal de Contas não é competente para tratar do assunto, (é um terreno particular e um empreendimento também particular), bem como os fatos trazidos pela Apam não compreendem ao que foi produzido no procedimento administrativo que apreciou o licenciamento ambiental”, ressalta o promotor. Segundo ele, “o Ibama entende que o órgão competente para o licenciamento é a Sudema”.
 
O G1 fez contato com o Tribunal de Contas do Estado e a assessoria de imprensa disse que o órgão deve emitir ainda nesta sexta-feira (8) uma nota sobre o assunto. Já a Apam divulgou nota em que declara que "não é contra a construção do shopping, apenas pede que a legislação ambiental seja cumprida" . Segunda a nota, "a obra já estava embargada parcialmente pelo IBAMA e integralmente pelo IPHAN – fatos que, por si só, provam que as denúncias tinham fundamento".
 
Fonte
 
 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Prefeitura de João Pessoa apresenta projeto para a falésia do Cabo Branco

11/03/2015 16h04 - Atualizado em 11/03/2015 16h09 

Investimento total previsto é de R$ 60 milhões.
Projeto foi entregue ao Iphan, Sudema e Caixa.


 
Do G1 PB


Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira  (Foto: Reprodução/PMJP)
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira (Foto: Reprodução/PMJP)
O projeto de proteção, revitalização e contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado na manhã desta quarta-feira (11) pela Prefeitura de João Pessoa durante uma coletiva de imprensa. Para a execução da primeira etapa do projeto, serão investidos cerca de R$ 12 milhões. O investimento total previsto é de R$ 60 milhões.
 
O projeto de engenharia consiste na execução das obras de quebra-mares, proteção do sopé da falésia, drenagem pluvial e pavimentação de vias. A alternativa escolhida foi a construção de oito quebra-mares paralelos à costa, totalizando uma extensão de aproximadamente 2.600 metros. Segundo o secretário de Planejamento de João Pessoa, Zennedy Bezerra, a Rua Luzinete Formiga de Lucena, para a qual o trânsito da Avenida Panorâmica foi desviado desde novembro de 2014, será pavimentada de imediato.

Na terça-feira (10), o projeto foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), à Caixa Econômica Federal e à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para ser submetido a avaliação.


Além das iniciativas para amenizar o avanço e a força do mar, o projeto prevê intervenções que tem como objetivo sanar os escoamentos que partem das ruas que estão acima da falésia. Essas vias passarão por obras de drenagem ou de redimensionamento da drenagem já existente, com porte suficiente para atender o aumento dos escoamentos superficiais, decorrente da expansão urbana.
 
No que se refere à pavimentação, serão beneficiadas as ruas Luzinete Formiga de Lucena, que também será duplicada, e Ricardo Albuquerque. O trânsito no local continuará funcionando como atualmente, com a interdição da Avenida João Cirilo (Panorâmica) no trecho que vai do girador da ladeira do Cabo Branco ao girador da Estação Ciência. A intenção da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) é estimular o uso da área para atividades esportivas e de lazer.

Segundo o secretário de Planejamento de João Pessoa, Zennedy Bezerra, o projeto de pavimentação, drenagem e contenção da erosão da falésia prevê um replanejamento viário para a área, a reestruturação da drenagem, a proteção contra agressões marítimas e o planejamento urbanístico nas imediações da falésia.

Ainda de acordo com Zennedy Bezerra, a Prefeitura pretende trabalhar na recomposição de barreiras entre os corais para evitar que as correntes marinhas, principalmente em período de ressaca, acelerem a degradação da falésia.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Construção de barragem ameaça sítio arqueológico no Agreste da Paraíba

21/11/2014 00h01 - Atualizado em 21/11/2014 00h01 

Pedra com inscrições rupestres pode ser submersa pelo reservatório.
Obras de construção da barragem do Japi, em Cuité, estão paralisadas. 

Do G1 PB com TV Paraíba
 



A construção de uma barragem na Cidade de Cuité, no Agreste paraibano, está dividindo a opinião dos moradores do município, é que a obra para remediar os efeitos da estiagem pode resultar na destruição de inscrições rupestres em um sítio arqueológico. A pedra com as inscrições, era desconhecida até o início das obras, e com o achado, a construção da Barragem do Japi está paralisada.

A 'Pedra da Letra' se destaca em meio a vegetação seca pela sua riqueza histórica, nela existem inscrições rupestres feitas pelos povos antigos há milhares de anos. Mas a construção da barragem na área do sítio arqueológico pode fazer toda essa riqueza desaparecer, pois a pedra com as inscrições ficará submersa quando o reservatório estiver cheio.
 
No mês passado, uma equipe da Sociedade Paraibana de Arqueologia esteve visitando o sítio arqueológico e analisando as inscrições rupestres, logo em seguida, o Governo do Estado anunciou a paralisação das obras. A suspensão da obra vem dividindo as opiniões dos moradores de Cuité. Alguns agricultores da região lamentam a paralisação pela necessidade do reservatório na região, já outros acreditam na remediação do conflito, com a possibilidade de construir a barragem sem destruir o patrimônio histórico do sítio arqueológico.
 
"Que seja construída essa barragem que é uma coisa que todos esperam e que vai dar sustentabilidade para todos os agricultores, não só do assentamento, mas para toda a região. Essa barragem vai ser construída um pouco mais afastada dessa pedra, e essa pedra vai permanecer aí para sempre", disse o agricultor Francinaldo de Lima.
 
Segundo o historiador Alexandre da Fonsêca, a origem das inscrições ainda é desconhecida, mas a preservação a o estudo podem ajudar a remontar o passado da região e do estado. "Essas inscrições têm uma importância muito grande. Até então, a origem a gente não sabe exatamente, mas são inscrições que através dos grafismos, mostram como poderiam  ter sido, por exemplo, os modos de vida dos primeiros que povoaram essa região", disse o historiador.
 
Enquanto a decisão sobre a continuidade das obras não sai, os moradores esperam que as autoridades decidam o que é melhor para a região. A Secretaria de Recursos Hídricos do Estado informou que a pedra com as inscrições só foi descoberta no momento da execução do projeto. Já o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que não existe a proibição para construir a barragem e só as pesquisas arqueológicas no local é que podem indicar quais as medidas a serem tomadas.


 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Seleção vai financiar reformas em casarões históricos de João Pessoa

25/03/2014 17h09 - Atualizado em 25/03/2014 17h09

Prefeitura abriu edital para recuperação de imóveis históricos privados.
Total de investimentos chega a R$ 3 milhões. Inscrições vão até 24 de abril.




 
Do G1 PB
Na Rua João Suassuna são muitos os casarões em condições precárias (Foto: Juliana Brito/G1)
Na Rua João Suassuna são muitos os casarões em condições
precárias (Foto: Juliana Brito/G1)

Um edital para financiamento da recuperação de móveis privados localizados no Centro Histórico de João Pessoa foi lançado pela Prefeitura da capital (PMJP) nesta terça-feira (25). As inscrições estarão abertas até 24 de abril e a ação será realizada em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Banco do Nordeste. Os projetos serão avaliados pela comissão, que vai apontar os selecionados no dia 28 de abril.
Proprietários ou locatários dos imóveis, pessoas físicas ou jurídicas, poderão concorrer inscrevendo propostas de intervenção de acordo com necessidades como recuperação de fachadas e coberturas, estabilização e consolidação estrutural, reparo de instalações elétricas, hidrossanitárias e de prevenção contra incêndio. Também serão contempladas as intervenções que visam adequar os imóveis às condições de insolação e ventilação e a elaboração de projetos de arquitetura, engenharia. 
 
O valor total dos recursos disponibilizados pelo edital é de R$ 3 milhões,  que serão liberados em etapas a serem definidas de acordo com as inscrições. Na primeira etapa, o valor a ser liberado é de R$ 1 milhão e o financiamento poderá ser quitado em até 15 anos, no caso de imóveis residenciais ou mistos, ou em 10 anos, quando for utilizado para outros fins.
 
Mais informações
Os interessados em concorrer ao edital ou em obter mais informações podem procurar a Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac-JP), que fica localizada no Paço Municipal, no Centro de João Pessoa. As dúvidas também podem ser retiradas por telefone, nos números 3214-3206 e 3214-1395.
 
O projeto da Prefeitura de João Pessoa é incentivar o comércio e a habitação no Centro Histórico, o que será possível com a revitalização dos casarões. A estimativa é que a arqueologia que está sendo realizada no na rua João Suassuna seja concluída em cerca de dois meses, o que vai viabilizar o início das obras de recuperação propriamente ditas.
Fonte

sábado, 27 de julho de 2013

Casarões históricos ameaçam desabar em João Pessoa


26/07/2013 23h46 - Atualizado em 27/07/2013 00h24 

Ação do Ministério Público cobra providências dos donos dos imóveis.
Capital tem 60 prédios em situação precária.
 
Juliana Brito 
 
Do G1 PB
 
 
Na Rua João Suassuna são muitos os casarões em condições precárias (Foto: Juliana Brito/G1)
Na Rua João Suassuna são muitos os casarões
em condições precárias (Foto: Juliana Brito/G1)

Uma das formas de se contar a história de uma cidade é através de seus prédios e construções, mas no Centro Histórico de João Pessoa 12 imóveis correm risco iminente de desabar. Eles estão entre os 60 prédios em situação precária de conservação, catalogadas pelos três organismos de preservação patrimonial que atuam na Paraíba: a Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac-JP), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
As informações são do diretor técnico da Superintendência do Iphan na Paraíba, Umbelino Peregrino. Segundo ele, o levantamento foi iniciado em 2006, quando foram identificados 87 imóveis em situação precária de conservação. Desde então, parte destas edificações passou por intervenções, realizadas pelos proprietários, o que ocasionou a redução da quantidade para 60 edificações. “Apesar de todo o esforço que se fez para diminuir esse número, ainda é uma quantidade considerável”, afirmou Peregrino.

Alguns casarões já não têm sequer o teto (Foto: Juliana Brito/G1)
Alguns casarões já não têm sequer o teto
(Foto: Juliana Brito/G1)
Ainda de acordo com o diretor técnico do Iphan na Paraíba, após o levantamento, uma ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Estadual, com o objetivo de cobrar providências, por parte dos proprietários, no que se refere à recuperação das edificações.
 
Umbelino Peregrino informou que, periodicamente, são feitas vistorias, por técnicos dos três  órgãos de preservação patrimonial que atuam no Estado (Coopac, Iphaep e Iphan), com o intuito de reavaliar a situação dos imóveis e encaminhar as informações ao MPE.
 
“Essa interlocução com os proprietários tem sido muito difícil. São imóveis que têm demandas judiciais, que são fruto de herança, de litígio. Muitas vezes, temos de dificuldade até de identificar quem são os proprietários”, declarou.
  
Os ‘casarões’ em situação de maior precariedade estão localizados, segundo o diretor técnico do Iphan, em localidades como: Rua das Trincheiras, em frente à Câmara Municipal de João Pessoa; Avenida Duque de Caxias; Rua João Suassuna, no Varadouro; Avenida Monsenhor Walfredo Leal e Praça Dom Adauto.
 
“O tombamento não implica em perda de titularidade. É apenas um ato jurídico de proteção do imóvel. A responsabilidade de manutenção é do dono”, destacou Peregrino. Ele informou ainda que, antes de ser submetido a uma intervenção ou reforma, o imóvel localizado dentro da área tombada da cidade tem que passar pelo crivo do organismo responsável pelo tombamento.
 
“Nós temos normas para que esse bem não venha a sofrer modificações, dependendo do nível de avaliação que foi feito nele (que varia da ‘demolição possível’ à ‘preservação total’), pode até ser demolido. Mas, desde que seja avaliado”, observou Umbelino Peregrino.

O prédio da antiga alfândega foi recuperado e está prestes a ter sua reforma concluída (Foto: Juliana Brito/G1)
O prédio da antiga alfândega foi recuperado e está prestes
a ter sua reforma concluída (Foto: Juliana Brito/G1)
Alfândega sob risco
Entre os imóveis catalogados em situação de risco, somente um é tombado individualmente pelo Iphan: o prédio da antiga Alfândega, localizado no Porto do Capim, que é de propriedade da União. Os demais estão localizados dentro da área de tombamento estadual e federal – o Centro Histórico de João Pessoa –, de acordo com o diretor técnico do Iphan na Paraíba, Umbelino Peregrino.
 
Outro imóvel, onde funcionava a administração da Alfândega, localizado na mesma rua e também patrimônio federal, já foi restaurado pelo Iphan. “O Iphan consolidou esse imóvel e falta somente ocupação e uso. Os dois imóveis serão requalificados, para ter uma utilização”, revelou o diretor técnico do Iphan.
 
Umbelino Peregrino explica que a intervenção pelo Iphan só foi realizada porque os imóveis são de propriedade da União. “O que não pode é a gente fazer obra no (imóvel) particular”, completou o diretor técnico do Iphan na Paraíba.

Até mesmo o prédio vizinho à Oficina Escola está em condições precárias (Foto: Juliana Brito/G1)
Até mesmo o prédio vizinho à Oficina Escola está
em condições precárias (Foto: Juliana Brito/G1)
Tombamento
Umbelino Peregrino explicou ainda que o tombamento é uma figura jurídica que protege determinado bem de natureza material, com base em legislação específica (Decreto-Lei nº 25, de 1937). Curiosamente, de acordo com o diretor técnico do Iphan na Paraíba, a data de construção do imóvel não é levada em consideração como critério primordial para o tombamento.
 
Ele explica que, entre os critérios adotados para o reconhecimento de um bem imóvel, por um órgão de proteção, estão: o grau de representatividade histórica; o simbolismo (para a cidade, estado, nação ou para o mundo) ou até uma peculiaridade, como no caso da antiga ‘Fábrica de Vinhos Tito Silva’, na Rua da Areia, no Varadouro, onde atualmente funciona a Oficina-Escola.
 
Segundo Peregrino, naquele caso específico, o reconhecimento do imóvel se deu “muito mais pela importância da tecnologia de fabrico do vinho, ou seja, tecnologia patrimonial, do que pelo próprio imóvel, que é um imóvel eclético”.
 
Fonte
 
 

sábado, 27 de abril de 2013

MP aciona Estado da PB e Iphaep por omissão com o patrimônio histórico


26/04/2013 19h02 - Atualizado em 26/04/2013 19h02 

Estado e Iphaep têm que elaborar inventário em até seis meses.
Procurador-geral do Estado disse que vai solicitar reunião entre setores.
 
Do G1 PB
 
 
O Ministério Público da Paraíba ajuizou, na última quinta-feira (25), uma ação civil pública de obrigação de fazer contra o Estado da Paraíba e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) para garantir a proteção do patrimônio social de João Pessoa. O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, informou que ainda não foi notificado.

A ação requer que a Justiça determine ao Estado e ao Iphaep a realização imediata de inventário - que deve ser concluído no prazo de seis meses - de todos os bens móveis, imóveis, artísticos e documentais que devem ser conservados e preservados como patrimônio da coletividade pelo seu valor histórico, artístico, arquitetônico, paisagístico e cultural.
 
Gilberto Carneiro explicou que vai aguardar a notificação para poder apresentar os argumentos do Governo e insistir que haja uma reunião, mediada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro, envolvendo todos os órgãos. Essa reunião teria o objetivo de definir responsabilidades para vários setores.

“Fiquei supreso com a ação porque na semana passada eu protocolei um pedido para que houvesse essa reunião. Nós entendemos que a responsabilidade não é só do Estado. Inclusive, existe um convênio com a União firmado pelo município de João Pessoa, no âmbito da Semam [Secretaria do Meio Ambiente], que assegura a transferência de recursos para realizar esse inventário”, comentou o procurador, que questionou o porquê de apenas o Estado e o Iphaep terem sido mencionados na ação.

A ação também requer que a Justiça obrigue o Estado e o Iphaep a providenciarem as imediatas averbações junto aos Cartórios de Registro de Imóveis da cidade do tombamento de todos os bens, sejam eles protegidos por tombamento individual ou por tombamento da zona do Centro Histórico de João Pessoa.

Outra medida requerida pelo MP na Justiça é a condenação do Estado e do Iphaep por danos morais coletivos e a aplicação de multa pessoal ao governador do Estado.

Segundo o promotor de Justiça João Geraldo Barbosa, o patrimônio cultural e histórico, até hoje, não foram formalmente discriminados e identificados como bens culturais de interesse público pelo Estado, através de seu órgão técnico responsável, o Iphaep. Ele ainda acrescentou que esse patrimônio está sendo ameaçado pela omissão do poder público e pela especulação imobiliária, que vem se caracterizando como fator determinante para a ação irregular e ilegal de intervenções e reformas em bens imóveis protegidos.

O MP ainda destacou que, desde novembro do ano passado, a promotoria de Justiça vem dialogando com os órgãos competentes - como a Secretaria de Cultura do Estado, o Iphan (Instituto Nacional do Patrimônio Histórico) e Iphaep e a Coordenadoria de Proteção ao Patrimônio Cultural do Município de João Pessoa (Copac) - para encontrar uma solução administrativa para o abandono, a degradação e o descuido em que se encontra grande parte dos bens históricos e culturais da capital.

Audiências foram realizadas e recomendações expedidas para evitar a judicialização da questão. No entanto, a falta de ação dos gestores e a demora no atendimento às recomendações ministeriais motivaram a ação civil pública. “A ausência de proteção de um bem cultural extermina a memória e a identidade de épocas e de vidas porque as mesmas embasam e constroem a história das gerações passadas, presentes e futuras. Essa omissão serve para alienar povos e civilizações, pois a ação dos seus algozes preserva, apenas, os seus interesses e não os da coletividade”, argumentou o promotor de Justiça.
 
Fonte
 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PMJP e Iphan firmam união em defesa do Centro Histórico

 
 
SECOM
 
PMJP e Iphan firmam união em defesa do Centro HistóricoImagem (Assessoria)

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, se reuniu com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional na Paraíba (Iphan/PB), Kléber Moreira, e outros técnicos da entidade. No encontro, realizado essa semana, eles firmaram o compromisso de trabalhar com unidade e conversaram sobre o andamento de projetos voltados para o Centro Histórico da Capital.

De acordo com Luciano Cartaxo, a parceria entre a Prefeitura Municipal de João Pessoa e o Iphan é essencial para garantir resultados concretos. "Com o diálogo vamos conseguir superar todos os entraves dos projetos relacionados ao Centro Histórico. Essa harmonia vai garantir a fluência na execução e aplicação desses projetos", defendeu.

Projetos - Entre os temas discutidos estiveram convênios para atender demandas específicas, como a revitalização dos antigos casarões, a padronização das calçadas e intervenções na Casa da Pólvora. Além disso, o grupo decidiu formar um núcleo gestor, com técnicos que vão agilizar e dar o suporte necessário à criação de projetos para o programa 'PAC Cidades Históricas', do Governo Federal.

O superintendente do Iphan na Paraíba, Kléber Moreira, avaliou o encontro como positivo. "A Prefeitura se coloca como um parceiro e demonstra a vontade de provocar uma mudança no Centro Histórico de João Pessoa. Vamos nos unir, elaborar projetos e buscar os recursos necessários para beneficiar a cidade", afirmou.


 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

IPHAN-PB lança livro sobre a evolução de João Pessoa

08/11/2012

livro pb
Nesta quarta-feira, às 17h o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Paraíba (IPHAN-PB) lança a publicação De Filipéia à Paraíba: uma cidade na estratégia de colonização do Brasil, séculos XVI-XVIII, de autoria de Maria Berthilde Moura Filha. Fruto da pesquisa de doutorado finalizada em 2004 na Universidade do Porto em Portugal, o livro retrata a ocupação luso-hispânica no território brasileiro e a formação e estruturação de João Pessoa no período colonial, quando a cidade chamava-se Filipéia de Nossa Senhora das Neves.

Voltado para estudantes, professores e estudiosos do assunto, o livro instiga o leitor a mergulhar em uma viagem no tempo que passa por três séculos da história que ainda é perceptível nas antigas ruas, becos e largos do Centro Histórico de João Pessoa. O projeto enriquece o acervo cultural e a historiografia brasileira em relação às estratégias de colonização do Brasil durante os séculos XVI – XVIII. A Livraria do Luiz fica no centro da cidade, na Galeria Augusto dos Anjos.

Serviço:
Lançamento do livro De Filipéia à Paraíba: uma cidade na estratégia de colonização do Brasil, séculos XVI-XVIIIDia:
8 de novembro de 2012, às 17h
Local: Livraria do Luiz
          Praça 1817, Galeria Augusto dos Anjos, Centro, João Pessoa – PB

Mais informações:
IPHAN-PB – (83) 3241-2896 / 3576-5573
Fonte: IPHAN-PB - ASCOM

Fonte

 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Templos ainda são preservados

Dos 23 templos existentes na Paraíba, 12 deles são religiosos, entre catedrais, igrejas e conventos.

 
Francisco França

Existem na Paraíba 23 bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sendo 12 deles templos religiosos, dentre capelas, igrejas e conventos. Esses imóveis representam a presença histórica da Igreja Católica no território que viria a se tornar o estado da Paraíba e sua participação no processo de colonização. Exemplares da arquitetura eclética, maneirista, barroca e rococó sobrevivem ao tempo e preservam características bem próximas às originais.
 
A conquista do território paraibano teve início no litoral, mas se estendeu pelo interior. A lista de bens tombados inclui a capela da Fazenda Acauã, no município de Aparecida, a capela de Nossa Senhora da Batalha em Cruz do Espírito Santo. Nos municípios próximos ao mar existem o santuário de Nossa Senhora da Guia em Lucena, a capela de Nossa Senhora do Socorro e a capela do Engenho Una em Santa Rita.
 
Em Cabedelo está o imóvel em pior situação. Trata-se da igreja de Nossa Senhora do Nazaré, hoje conhecida como as ruínas do Almagre, localizadas na praia de Ponta de Campina. O espaço tem apenas 25% das características originais e sofre com o total abandono: crescimento da vegetação e construção de casas ao redor.
 
As ruínas estão inseridas em uma área de propriedade privada, que está sendo alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal, pedindo providências para a preservação do patrimônio.
 
João Pessoa concentra o maior número de templos religiosos tombados pelo Iphan no Estado: o convento e igreja de Santo Antônio, igreja da Misericórdia, igreja da Ordem Terceira de São Francisco, igreja da Ordem Terceira do Carmo, a igreja de São Bento e a capela do Engenho da Graça, que fica em uma propriedade privada. Com exceção deste último, todos os espaços estão abertos ao público e apresentam boas condições de preservação.


 

domingo, 30 de setembro de 2012

Contradição marca o Centro Histórico de JP

Apesar da riqueza desse patrimônio, o abandono tornou-se inerente à paisagem.



 


Duzentos e trinta e um hectares de área e aproximadamente 6.500 edificações, além de ruas, praças e parques compõem o Centro Histórico da capital. João Pessoa foi uma das primeiras cidades fundadas no Brasil e conserva até hoje um rico patrimônio cultural.

Ao passear pelo Centro é impossível não reparar na arquitetura colonial que ganhou contribuições de estilos modernos ao longo dos últimos quatro séculos, mas ainda preserva os traços da época. A Igreja de São Francisco é um dos prédios que compõem o cenário e faz parte do roteiro de qualquer turista que passa pela capital.

Apesar da riqueza desse patrimônio, o abandono tornou-se inerente à paisagem. A contradição marca a região: De um lado edificações imponentes e do outro imóveis com estrutura precária. Alguns prédios tiveram que ser interditados por causa do risco de desabamento e a população é quem mais sofre com a possível perda.

Preservar a memória local da cidade é uma forma de guardar um dos tesouros mais importantes da história e foi pensando nisto que um grupo de 13 pessoas se reuniu com um objetivo: Conservar o Patrimônio Histórico paraibano. A marketeira e antiquária Juliana Freire teve a ideia de criar o movimento e resolveu convidar alguns amigos que simpatizaram com a causa. "A gente quer alertar a sociedade para a importância do Centro Histórico e cobrar dos órgãos responsáveis os devidos cuidados”, ressaltou Juliana.

O movimento ganhou o nome de S.O.S. Patrimônio Histórico PB e pretende se expandir para todo o estado. “Qualquer pessoa pode mandar sugestões e participar da causa. É um projeto que deve ser abraçado pela sociedade”, explicou a ativista.

Formado há pouco tempo, o movimento realizou na última quinta-feira (27) a sua primeira ação: Um ato público, no Pavilhão do Chá, que contou com a presença dos candidatos a prefeito da capital e seus representantes. Na ocasião, foi assinada uma carta compromisso na qual foi firmado um acordo entre o futuro gestor e a sociedade. Uma das cláusulas do documento trata da realização de campanhas educativas de incentivo e valorização do Patrimônio Histórico, além da restauração e conservação de toda a área, dentro dos parâmetros de originalidade das edificações de época, tombadas pelo IPHAN.

Para o próximo mês, o S.O.S. Patrimônio Histórico PB já está preparando o Seminário de Planejamento Estratégico, que irá discutir quais os melhores mecanismos públicos para revitalizar a área. As ações são gratuitas e abertas ao público.

Além dos turistas e visitantes, é importante também atrair moradores para a região que foi esquecida com o passar dos anos. Para o historiador, Arion Farias, o primeiro passo para revitalizar o Centro Histórico é reabitá-lo. “É necessário criar um ambiente que possa ser povoado e incentivar o comércio no local para que a população tenha moradia digna”, destacou Arion.

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domingo, 16 de setembro de 2012

Tombamento dos imóveis históricos dificulta a preservação

O poder público não pode investir nos prédios, por seres privados, mas deve cuidar para que não ofereçam perigo.




A preservação desses imóveis é difícil pois a maioria deles é tombada como patrimônio, e o fato de ser propriedade privada impede o poder do Estado de agir sobre eles. Outro complicador é a falta de entendimento entre os herdeiros, que dificulta a compra dos prédios por pessoas que tenham interesse em restaurá-los. Para tentar solucionar a questão, a Prefeitura Municipal de João Pessoa estuda a concessão de incentivos para quem desejar reformar um imóvel tombado.

O poder público não pode investir em propriedades privadas, é o que explica a diretora de planejamento da Coordenadoria de Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac), a arquiteta Rosângela Régis Toscano. “A prefeitura não pode tomar a iniciativa de restaurar nada que é privado. O que está dentro das competências do Estado é o cuidado para que esses prédios antigos não ofereçam riscos à população, como desmoronamento, por exemplo. Estamos atualmente monitorando 86 imóveis em situação de risco”, afirma, acrescentando que o Sobrado Virgínius da Gama e Melo é um dos que já passaram por processo de estabilização da estrutura.

Só quem pode iniciar um processo de recuperação dos casarões históricos de João Pessoa são os próprios donos, mas muitos alegam não ter dinheiro para fazê-lo. Em uma tentativa de reverter esse impasse e requalificar os prédios no Centro Histórico, foi firmado em julho deste ano um convênio entre a Prefeitura de João Pessoa, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O convênio assegura R$ 5,2 milhões em recursos destinados ao financiamento para reforma de imóveis privados, que garantirá que os proprietários tenham verbas para recuperar e requalificar suas unidades situadas em área tombada como patrimônio histórico e arquitetônico. “Trata-se de uma oportunidade vantajosa para quem tem um imóvel na categoria em questão. O dinheiro será liberado a juros baixos e carência maior que empréstimos de outra natureza. A obra poderá ser feita aos poucos, se o dono quiser recuperar apenas a cobertura ou a fachada, por exemplo. Outra vantagem é que o financiamento poderá ser feito por locatários".

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Obras destroem pegadas no Vale dos Dinossauros; TRF-5 determina paralisação

20/07/12 - 12:15 - Atualizado em 20/07/12 - 12:19
 
Obras serão suspensas até que sejam cumpridas as formalidades impostas pelo Iphan
 
 
Obras de implantação e pavimentação das rodovias BR-426 e BR-434 estão destruindo sítios pré-históricos e até pegadas de dinossauros dos bens arqueológicos e paleontológicos em toda a bacia do Rio do Peixe, região conhecida como Vale dos Dinossauros, localizada no sertão do estado. Está constatação foi feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) que junto com o Ministério Público Federal entrou na Justiça para paralisar as obras e conseguiram uma liminar para interromper os trabalhos.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) aceitou recurso do Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba e determinou a paralisação imediata das obras de implantação e pavimentação das rodovias BR-426 e BR-434, até que sejam cumpridas as formalidades previstas pelo Ipahn.

Em março de 2012, o MPF havia ajuizado ação contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente na Paraíba (Sudema), para evitar que continuassem depredando o patrimônio cultural paleontológico daquela região. A Sudema, mesmo sendo órgão responsável pela manutenção do Monumento Natural Vale dos Dinossauros, emitiu licenças ambientais sem previsão específica de estudos de prospecção arqueológica. Já o Dnit, apesar de ter sido notificado diversas vezes pelo Iphan, continuou todas as obras embargadas, tendo, inclusive, concluído a BR-405.

Na Ação Civil Pública nº 0000423-93.2012.4.05.8202, o MPF pedia em caráter de urgência (liminar), que a Justiça determinasse ao Dnit a paralisação imediata de todas as obras até que fossem realizados estudos para identificar e salvar sítios arqueológicos existentes, condicionando o retorno das obras à autorização do Iphan. No entanto, o juiz de primeiro grau não concedeu a liminar requerida e as obras continuaram, o que levou o MPF a recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, obtendo vitória.

No recurso, o Ministério Público Federal insistiu que é urgente a paralisação imediata de todas as obras civis de implantação e pavimentação das rodovias BR-426 e BR-425. Ressaltou que as obras da BR 405 já haviam causado danos irreversíveis ao patrimônio paleontológico, com destruição de 2,5 quilômetros de cercas de rochas riquíssimas em materiais paleontológicos, algumas delas com registros de pegadas de dinossauros.

O MPF ainda enfatizou que a arqueóloga, contratada pelo próprio Dnit para diagnosticar a área das obras das rodovias, havia constatado os danos já sofridos pelo patrimônio arqueológico e alertado para a necessidade de monitoramento urgente sobre as obras, “porque outros bens, eventualmente não diagnosticados, podem vir a sofrer danos com o avanço do empreendimento”. A arqueóloga encontrou, pelo menos, seis sítios arqueológicos no trecho de 18 quilômetros de extensão da BR-434.

Apesar do alerta e dos insistentes apelos do Iphan para que as obras somente continuassem com a presença de arqueólogo e paleontólogo para assegurar a proteção aos bens históricos, eventualmente localizados, o Dnit, de forma irresponsável, prosseguiu os serviços com intenso revolvimento de solo e subsolo, mesmo nos locais onde foi apontada a presença de sítios arqueológicos pela profissional contratada pelo órgão.

Para o Ministério Público Federal, esse é o prenúncio do que ocorrerá com a riqueza paleontológica e arqueológica situada na região afetada pelas obras das rodovias BR-426 e BR-434. “Se não foi possível resguardar os bens culturais irreversivelmente prejudicados pelas obras da BR-405, já finalizadas pelo Dnit, ainda é possível minimizar os impactos decorrentes da implementação das rodovias BR-426 e BR-434 antes que o mesmo ocorra com o material arqueológico ou paleontológico presente em seu entorno”, argumentou o MPF no recurso e obteve a decisão favorável do desembargador Walter Nunes da Silva, no TRF-5.



terça-feira, 17 de julho de 2012

Árvores do Centro Histórico são podadas durante ação emergencial


17 julho de 2012 às 16h55


Fotos: José Lins
Fotos: José LinsQuem passa pelo Centro Histórico de João Pessoa, em especial pelas ruas Duque de Caxias, João Suassuna e Trincheiras, se depara com edificações que necessitam de reparos e serviços como podas, emparedamentos, fechamentos com tapumes, escoramentos e descupinização. Na manhã desta quarta-feira (18), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) e a Coordenadoria do Patrimônio dos Bens Culturais de João Pessoa (Copac) darão início a uma série de serviços emergenciais nos móveis que estão classificados como “situação de risco”. 

A partir das 7h, equipes da Secretaria do Meio Ambiente (Semam) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) de João Pessoa instalarão as máquinas e realizarão a poda das árvores, que crescem nas fachadas, em três dos imóveis históricos que se encontram abandonados pelos proprietários e estão em “estado ruinoso”. As edificações estão localizadas na Praça Dom Adauto, esquina com a Rua Vigário Sarlem, e na Rua Duque de Caxias.

“As árvores provocam rachaduras nas paredes e colocam em risco a integridade dos imóveis e do público que transita pelas calçadas”, explica o diretor executivo do Iphaep, Marco Antonio Coutinho. Segundo ele, a ação tem caráter exemplar e marca o início de uma série de atividades que serão realizadas, até o final do ano, nos 86 imóveis em “situação de risco” do Centro Histórico da Capital paraibana. 

Inicialmente, os órgãos patrimoniais vão realizar serviços emergenciais, inclusive, em imóveis de particulares. Mas, numa etapa posterior, será intensificado o trabalho junto ao Ministério Público (Federal e Estadual), para que os proprietários sejam obrigados a realizar os serviços emergenciais. “A legislação diz que, após o tombamento, o direito de propriedade permanece inalterado, cabendo ao dono, e não ao poder público, a responsabilidade pela manutenção e integridade do imóvel”, diz Marco Coutinho.  

Centro Histórico – A poligonal de tombamento da capital paraibana está protegida por Decretos do Iphan e do Iphaep. A área compreende um perímetro que se inicia no Varadouro, na Cidade Baixa, e chega até a Praça da Independência, contemplando, ainda, as ruas do Centro – Duque de Caxias, João Suassuna, Trincheiras e Jaguaribe – e os bairros de Tambiá e Roger. Com o tombamento nacional e estadual, estão protegidos, para as futuras gerações, centenas de imóveis que possuem valor histórico, artístico e arquitetônico e que foram edificados nos últimos quatro séculos. 

Na década de 1990, o Iphaep e a Comissão do Centro Histórico de João Pessoa realizaram um levantamento nos imóveis do Centro Histórico. Segundo o documento (que está sendo atualizado pelos técnicos do patrimônio estadual), existem na área 86 imóveis em estado ruinoso. Nesse universo, mais de 90 por cento das edificações são de proprietários particulares, sendo que os 10 por cento restantes pertencem ao poder público federal, estadual e municipal. 

A poda das árvores das fachadas, que acontece nesta quarta-feira pela manhã, resulta de uma parceria que envolve o Iphan, o Iphaep e a Copac. Também estão integrados à ação: a Defesa Civil – do Estado e do Município –, o Corpo de Bombeiros e as secretarias do município de João Pessoa – Semam, Sedurb, Semob e Seinfra. 

“Esta é uma ação emergencial e tem caráter apenas exemplar, mas é muito importante: os órgãos do patrimônio, nas três esferas, estão unidos, para chamar atenção para a necessidade, urgente, da preservação do Centro Histórico de João Pessoa”, conclui Marco Coutinho.

Texto de Thamara Duarte, assessora do IPHAEP
 
 
 
 

domingo, 15 de julho de 2012

Projeto prevê permuta de terrenos

Iphan é o órgão com maior número de determinações expedidas pela liminar judicial que prevê mudanças no Polígono do Almagre.



O Iphan é o órgão com maior número de determinações expedidas pela liminar judicial que prevê mudanças no Polígono do Almagre. No total foram quatro deferimentos expedidos ao órgão, que, até agora, não deu início as ações concretas de demolição ou procedimentos administrativos contra os proprietários de terra da região.

O superintendente do Iphan explicou que as ações estão em fase inicial, mas acredita em acordo com os proprietários de terra do Almagre. “Aprovamos um Plano de Ações que será iniciado ano que vem e começamos a traçar um projeto de monitoramento da região. Estamos dialogando com os proprietários de terra e com o MPF, na tentativa de inserir os lotes dentro do Sítio Histórico das Ruínas do Almagre”, contou Cléber Moreira.

No projeto do Sítio, se concretizado, os donos de terra cederiam suas propriedades, através da permuta de terreno, e uma área próxima ao Sítio, que não oferece risco de degradação a Igreja do Almagre, seria liberada para a construção dessas residências.



Ruínas históricas estão ameaçadas

Igreja do Almagre é patrimônio tombado pelo Iphan-PB, mas está sofrendo a ação da especulação imobiliária.





O que antes era espaço voltado para catequese indígena, povoado pela natureza exuberante de longos coqueiros e pelo clima bucólico da brisa marítima, é hoje palco para especulação imobiliária e construção irregular. Entre história colonial e tentativas frustradas de acordos judiciais, a Igreja Nossa Senhora de Nazaré, mais conhecida como Igreja do Almagre, localizada na Praia de Ponta de Campina, em Cabedelo, segue em ruínas, sufocada pelo descaso do poder público e pela apropriação desordenada de terras, conforme constatou o Ministério Público Federal (MPF) em Ação Civil Pública deferida na 3ª Vara da Justiça Federal da Paraíba (JFPB).
A Igreja do Almagre está inserida no Polígono de Proteção das Ruínas do Almagre, área com cerca de 6.000 m² de extensão, dividida em três setores, que, em tese, deveriam ser protegidos pelos órgãos de defesa do patrimônio histórico, União e proprietários de terra da região. Na prática, porém, a situação é bem diferente.
Mesmo passados mais de 60 dias após liminar judicial, proferida pela juíza Cristina Maria Costa, onde foram determinadas mudanças urgentes no entorno da igreja, o abandono é fácil de ser constatado. Vegetação sem poda, falta de iluminação e grandes edificações de veraneio são alguns dos problemas que interferem na manutenção da igreja, fatores que levam a perda da ambiência e da significação original do local, conforme explicou Regina Célia, pesquisadora vinculada ao programa de Pós-Graduação em História e Arquitetura da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
“É uma construção de 1589, onde funcionou um aldeamento indígena até 1762. Há uma riqueza enorme da região do Almagre para a história da Paraíba, é uma parte de nossa memória que, mesmo tombado, está arruinado. É triste ver que algo tão importante se encontra deteriorado”, lamentou a pesquisadora.
Desde 1938, a Igreja do Almagre é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Paraíba (Iphan-PB). Segundo dados do órgão, na época do tombamento a igreja possuía cerca de 70% de sua arquitetura original. Hoje, não restam mais que 25% da construção. Cléber Moreira, superintendente do Iphan, relatou os principais problemas para manutenção da igreja. “Nosso principal problema foi gerado pelos entraves fundiários na região. Ao longo dos anos houve muita dificuldade em conseguir um acordo com os proprietários das terras que ficam no entorno da igreja”, explicou. (Especial para o JP)


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Iphan premia ações de preservação

Segunda, 18 de junho de 2012 - 21h15

Patrimonio histórico paraiba
Estão abertas até o dia 9 de julho as inscrições para 25º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Devem ser premiados trabalhos representantivos de ações de preservação do patrimônio cultural nacional. A realização é do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa e  podem concorrer pessoas físicas e instituições públicas e privadas de todo o Brasil. 

Em João Pessoa, as inscrições devem ser realizadas na sede do Iphan, localizada na Praça Antenor Navarro, nº 23, Varadouro, Centro Histórico de João Pessoa. O edital do concurso está disponível no site www.iphan.gov.br

As ações inscritas devem ter relevância para a memória, identidade e a cultura nacional em uma das sete categorias dispostas: promoção e comunicação, educação patrimonial, pesquisa e inventário de acervos, preservação de bens móveis, preservação de bens imóveis, proteção do patrimônio natural e arqueológico e salvaguarda de bens de natureza imaterial. Apenas um trabalho será premiado por cada categoria. O vencedor leva o prêmio de R$ 20 mil.

A escolha acontece por comissões presididas pelas Superintendências do Iphan em todo o Brasil, que promoverão a pré-seleção das ações nos estados. Os vencedores da etapa estadual serão avaliados por uma comissão nacional, que anunciará os nomes dos sete vencedores no dia 28 de setembro.

Prêmio - O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade foi criado em 1987 pelo Iphan em reconhecimento as ações de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. O prêmio, cujo nome é uma homenagem ao fundador do próprio órgão, tem como objetivo promover e valorizar iniciativas em prol da causa.

Fundador - O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 1898 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e iniciou-se na política como chefe de gabinete de Francisco Campos, no Ministério da Educação e Saúde Pública criado em 1930, no governo Getúlio Vargas. Integrou o grupo de artistas e intelectuais modernistas que trabalhavam no Ministério no período de Gustavo Capanema (1934-1945), quando se tornou o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil e pela criação do atual IPHAN em 1937, tendo comandado o órgão daquele ano até 1968.
Augusto Magalhães, com assessoria
Fonte

 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vale dos Dinossauros: MPF ajuíza ação contra Dnit e Sudema

15/03/2012 - 16h45

Obras de construção das BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB, feitas pelo Dnit, já impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. 
 
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 8 de março de 2012, ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado da Paraíba (Sudema), em defesa do patrimônio cultural, paleontológico e científico, formado pelo conjunto dos sítios paleontológicos da Bacia do Rio do Peixe, localizada no sertão da Paraíba.
 
O objetivo da ação, é evitar a continuidade da depredação realizada pelo Dnit contra o patrimônio cultural paleontológico daquela região, bem como responsabilizar, tanto o Dnit quanto a Sudema, pelos danos já causados durante as obras de construção das rodovias BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB.
 
Segundo foi apurado, as obras das referidas BRs impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. Foram utilizados explosivos para alargamento do leito existente, maquinário pesado, terraplenagem, sem qualquer espécie de estudos prévios de prospecção arqueológica e paleontológica, e muito menos trabalhos de salvamento. Achados paleontológicos destruídos foram localizados inclusive em “bota-fora” - restos das obras acumulados ao lado das estradas, após concluídas.
 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) chegou a notificar o Dnit para que paralisasse imediatamente as intervenções físicas na área do Vale dos Dinossauros, por ausência de autorização do órgão competente, bem como explicasse, por escrito, a destruição da área com potencial arqueológico e paleontológico, considerando a existência, na área da obra, desses bens protegidos pela legislação. No entanto, nada foi providenciado pelo Dnit, que deu prosseguimento à devastação até a conclusão final da BR 405-PB.
 
Pegadas destruídas - Em inspeção no Vale dos Dinossauros, técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), verificaram que cercas de placas de rocha centenárias, usadas pela população rural para delimitação de propriedades, nas quais foram identificados grande número de evidências palentológicas, foram completamente destruídas pelas obras da BR 405-PB. Apenas nas obras de implantação dessa rodovia, no município de São João do Rio do Peixe, foram destruídos aproximadamente 2,5 km de cercas de placas de rocha.
 
Para o MPF, o poder público federal deveria ser o primeiro a zelar pelos seus próprios bens e propiciar, por todos seus órgãos, sejam da administração direta ou indireta, a proteção, o zelo e o cuidado com este importante patrimônio. “A participação da Sudema nestes empreendimentos, com a emissão de licenças ambientais sem previsão específica de estudos de prospecção arqueológica, surpreende, pois não só o órgão mantém o Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, como não desconhece a existência e a importância dos demais sítios paleontológicos do Vale do Rio do Peixe, muitos dos quais, como o sítio Cabra Assada, destruídos pela estrada que ela própria licenciou.”
 
Liminar - O Ministério Público Federal pede, em caráter de urgência, que a Justiça determine ao Dnit a paralisação imediata de todas as obras civis nos trechos mencionados na ação, abstendo-se de dar-lhes continuidade até que realizados os estudos arqueológicos necessários, sejam identificados, preservados ou salvos os sítios arqueológicos existentes, condicionando o retorno das obras à autorização do Iphan.
Também pede-se que o Dnit abstenha-se de dar início a qualquer obra de engenharia em toda a região da Bacia do Rio do Peixe, sem a contratação prévia de equipe de arqueologia, e sem que os estudos destas estejam concluídos, e realizado o salvamento de todos os sítios identificados na área de impacto das obras.
 
Pedido principal - O MPF pede que a ação seja julgada procedente, para que, mantidas as disposições do pedido liminar, sejam o Dnit e a Sudema condenados solidariamente ao pagamento de indenização pelos danos causados, no valor de R$ 10 milhões, considerada a gravidade dos fatos e a irreversibilidade da destruição já causada. Esse valor deverá ser integralmente revertido para projetos ou estudos de identificação, delimitação, proteção e salvamento de todos os sítios arqueológicos localizados na Bacia do Vale do Rio do Peixe.
 
Área tombada: A área de 700 km², trata-se de um dos mais importantes acervos paleontológicos do Brasil, que ainda padece de falta de estudos, mapeamento e proteção. É composta não só pelo conhecido Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, mas por diversos outros sítios, abrange cerca de trinta localidades da região, tais como os municípios de Sousa, Aparecida, Pombal, Uiraúna, Vieirópolis e São João do Rio do Peixe.
 
Vale ressaltar que a área é objeto do Processo de Tombamento nº 1.576-T-09, aberto no Iphan, o que a coloca imediatamente sob a tutela da autarquia, nos termos do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.