Mostrando postagens com marcador Rio Espinharas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Espinharas. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de novembro de 2012

Paraibanos passam fome e racionam água por causa de seca no Sertão


23/11/2012 07h30 - Atualizado em 23/11/2012 12h45

G1 viajou 1,5 mil km no Sertão e encontrou paraibanos com fome e sede.
Nordeste sofre com uma das piores secas dos últimos 30 anos.


Taiguara Rangel  

Do G1 PB 


Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Dona Deló é uma dos dois milhões de paraibanos que racionam água para
poder sobreviver (Foto: Taiguara Rangel/G1)

As regiões do Cariri, Curimataú e Sertão da Paraíba são as mais afetadas pela seca que atinge o estado e registraram 62% abaixo da média histórica no seu período chuvoso, que é de 1.880 milímetros no somatório das três regiões. Entre fevereiro e maio, a análise da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB) constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú registrou menos 78,9% e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico de chuvas.

O homem e o gado lutam pela sobrevivência em uma das secas mais rigorosas dos últimos 30 anos na Paraíba, segundo os agricultores. Os cadáveres e ossadas dos bichos mortos de fome e sede acumulados nas estradas chegam a formar cemitérios de animais a céu aberto no Sertão do estado. Quase dois milhões de paraibanos sofrem com a falta de comida e o racionamento de água e muitas vezes tiram do próprio sustento para a sobrevivência dos animais.

Este é um dos retratos da seca que afeta os nordestinos. Na zona rural de Monteiro, no Cariri do estado, a agricultora Helena Deodato da Silva mora há mais de 40 anos no sítio Várzea Limpa. 'Dona Deló', como é mais conhecida na região, tem 77 anos e sobrevive graças à ajuda de vizinhos. Com o que resta de esperança, ela aguarda a chegada chuva.
 
A torturante rotina da idosa se estende desde o início do ano. A plantação está deserta onde antes havia apenas alguns pés de palma. “Seca igual a essa eu nunca enfrentei, porque antes tinha pelo menos algo para dar aos bichos. A última chuva na região foi em fevereiro, de lá para cá nem um pingo caiu. Por isso a gente não tem mais nem palma sobrevivendo nesse sol e nem consegue plantar nada porque não dá. Os vizinhos de vez em quando me ajudam. Me deram esse mandacaru, estou capinando ele para retirar os espinhos e dar ao gado”, contou a agricultora.

Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Apesar dos espinhos do Mandacaru, Dona Deló agradece o
cactáceo oferecido por vizinhos  (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Seus animais estão morrendo lentamente, três já se foram somente nos últimos meses, e em seu terreno não nasce mais nada que possa servir de ração para o gado. “Tenho que ter esperança de chuva. Se não escapar dessa vez, minha vida termina por aqui. Não vou sair da minha terra. Só saio direto para o cemitério”, garantiu.
 
O G1 viajou 1,5 mil quilômetros cortando o interior da Paraíba, percorreu 7 cidades e acompanhou o sofrimento de paraibanos que enfrentam a seca vivenciada por habitantes dos 195 municípios que estão há quase um ano em situação de emergência, devido à estiagem.

Criadores esperam até três meses para conseguir uma única saca de ração para o gado nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a superintendência do órgão, existe uma conjuntura de dificuldade em âmbito nacional que dificulta o socorro aos agricultores e o racionamento de grãos não tem previsão de fim. Enquanto a maioria convive com a escassez das chuvas, o açude de Coremas, maior reservatório de água do estado, esvazia sua capacidade e está de comportas abertas para o abastecimento do Rio Grande do Norte, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

Animais aproveitam o resto de água que ainda há em alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Animais aproveitam o resto de água que ainda há em
alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Poços artesianos, raros açudes particulares já enlameados e carros-pipa ajudam a abastecer as comunidades. No solo ressecado, nem mesmo a palma forrageira, planta cáctea que se desenvolve na mais rigorosa das secas, está sobrevivendo. Com a falta de chuvas, agricultores na região de Patos estão dando ao gado para beber água de esgoto, oriunda do Rio Espinharas.
 
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude, mas agora a seca ameaça até a ele (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude,
mas agora a seca ameaça até a ele
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Na zona rural de Conceição, no Sertão paraibano, pequenos açudes particulares garantem a subistência de 18 mil habitantes. “Todo mundo em Conceição vem buscar água no meu açude. Já secou muito e não tem outros. Vou esperar até o fim do mês ajudando porque gosto de todos, mas não ganho nada com isso. Quase não tem mais água nem para minha família e não vou deixar que continuem pegando água até que chova de novo, não posso fazer nada”, disse o agricutor Manoel Tavares de Menezes, de 78 anos, morador do sítio Lagoa Nova.

Um dos açudes que abastece o município de Monteiro, no Cariri do estado, está com apenas 1,6% da sua capacidade. “Esse açude só sangrou em 1986, no ano em que eu nasci. Até semanas atrás ainda vinha carro-pipa buscar água, mas agora só tem lama e ninguém tira mais nada”, agricultor Ricardo Gonçalves, 26 anos, sobre o reservatório.

Meteorologia
De acordo com a Aesa-PB, as regiões do Cariri, Curimataú e Sertão do estado são as mais castigadas pela estiagem. As chuvas registradas de fevereiro a maio foram 62% abaixo da média histórica. “Entre fevereiro e maio, a análise constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú ficou 78,9% abaixo e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico”, afirmou a meteorologista Marle Bandeira.

A fraca precipitação pluviométrica é comparada à intensa seca registrada em 1998, quando o clima paraibano foi afetado pelo fenômeno 'El Niño' e foi registrado 70% abaixo da média histórica. “As condições eram diferentes. Em 2012, foram as condições do oceano Atlântico Sul que estava com águas mais frias que a média. Com isso houve o desvio negativo de chuvas”, pontuou a especialista. Em dezembro a Aesa realiza reunião onde irá elaborar previsão climática para 2013.


 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Imobiliária suspende vendas do loteamento as margens do Rio Espinharas após denúncias

GERAIS - 17/05/2012 09:36
A polêmica em torno do loteamento localizado as margens do Rio Espinharas em Patos ganhou um novo capítulo após as denúncias levadas ao conhecimento público através da imprensa. 
 
O fato da venda de terrenos em local de preservação ambiental repercutiu em toda a Paraíba e chamou a atenção da Superintendência de Administração do Meio Ambiente – SUDEMA – PB que quer apurar o parecer técnico expedido pelo órgão.
 
O proprietário da Imobiliária Santa Cecília, Josimar Nóbrega fez contato com o redator da matéria e disse que está suspendendo as vendas no loteamento até que as questões sejam esclarecidas. “Tenho uma história no ramo imobiliário em Patos e afirmo que só aceitei administrar o loteamento por ter os documentos da autorização em mãos. Se existem irregularidades que sejam apuradas, mas não está comigo essa responsabilidade. Retomarei as vendas assim que o Ministério Público se posicionar sobre o caso”, confessou Josimar. Na manhã desta quinta-feira, dia 17, as placas foram retiradas.
 
Loteamento as margens do Rio EspinharasO caso também será levado ao Ministério Público – MP pelo Grupo Independente de Análise e Ação Social e Política – GIAASP. Em contato com o Pastor John Phlip Medcraft, presidente da ONG, nos foi revelado que quem for responsável pela invasão de terrenos que pertencem ao Rio Espinharas, e consequentemente também ao povo, terão que responder por isso. “Já basta a devastação que temos presenciado por desmatamento, esgotos e todo tipo de agressões ao Rio Espinharas. Se o loteamento está irregular que seja cancelado o mais rápido possível”, disse John.

Enquanto os devidos esclarecimentos não são feitos, a decisão da Imobiliária Santa Cecília foi a mais coerente: suspender as vendas. Outros órgãos de fiscalização ambiental também podem ser questionados pela facilitação de construções em áreas de preservação ambiental.

Jozivan Antero – patosonline.com




terça-feira, 15 de maio de 2012

As margens do Rio Espinharas! Loteamento com parecer da SUDEMA gera contestação

GERAIS - 15/05/2012 19:36
 
A cidade de Patos tem assistido estarrecida a invasão de áreas localizadas as margens do Rio Espinharas. As cenas se transformaram em cotidianas e de fácil visualização. Há alguns dias foi realizada uma terraplanagem para plantação de capim ao lado da Ponte que dá acesso ao Bairro do Salgadinho. Recentemente se colocou a disposição de compradores vários terrenos ao lado do Coreto II no Jardim Califórnia as margens do Rio.

A redação do PatosOnline.com teve acesso ao parecer técnico e constatou que o loteamento é de propriedade da Algodoeira Horácio Nóbrega S/A que tem 22.172 m² de terras na referida localização. Desse total, a Algodoeira está separando para ser vendida no loteamento uma área de 6.420 m².

Ao todo está posto a venda 21 lotes para fins residenciais com uma média de 300 m² cada. No parecer técnico consta que está sendo preservada uma área de 58 metros a partir da linha de maior cheia, o que não passa de uma inverdade. Ao estar no local onde estão colocadas estacas para demarcação dos espaços, o que se percebe são estacas localizadas quase na margem do Rio Espinharas.

O parecer técnico está assinado por José Inácio de Morais – Engenheiro - Fiscal. Em contato com a diretora da Superintendência de Administração do Meio Ambiente – SUDEMA / Patos, Perla Sousa, a equipe de redação constatou que o parecer não passou pela SUDEMA em Patos, mas sim veio de outra cidade e foi autorizada pela sede do órgão em João Pessoa com base nas informações repassadas pelo referido engenheiro fiscal.

Loteamento as margens do Rio EspinharasEm um dos pontos condicionantes do parecer técnico que autorizou a comercialização do loteamento, o de número 02, está à preservação de 50 metros de proteção do Rio Espinharas, mas deve ser em outro local, pois o que foi checado pela visita in loco do redator dessa matéria não se observou em nada o que está escrito.

O documento está finalizado com o item 09 que segue na íntegra: “O não atendimento aos condicionantes supracitados ficará o interessado passível das sanções previstas na legislação ambiental em vigor, bem como a licença ambiental anulada”.

O parecer técnico foi disponibilizado ao Grupo Independente de Análise e Ação Social e Política – GIAASP. O presidente da entidade, Pastor John Philip revelou que buscará explicações da SUDEMA no Estado.

Jozivan Antero – Patosonline.com


Loteamento as margens do Rio Espinharas




Fonte



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Empresas e cidadãos ocupam impunemente as margens do Rio Espinharas em Patos

A população da cidade de Patos e de outras localidades tem assistido nos últimos anos a morte do principal rio da região: O Rio Espinharas, que recebe esgoto, lixo e construções às margens do seu leito e tem resistido passivamente como toda a natureza que agoniza as intervenções nocivas do homem. As entidades jurídicas constituídas têm sido ridicularizadas diante de sua ineficiência para conter os que fazem do Rio Espinharas propriedade privada.

As Faculdades Integradas de Patos - FIP segue ocupando as margens do Rio Espinharas com suas construções sem que seja impedida de tal fato. Mesmo com a existência de inúmeras leis de proteção ambiental que dariam proteção às margens dos rios, essas são inúteis diante do avanço das obras suntuosas que continuam acontecendo impunemente colocando em cheque o poder as autoridades.

Uma construção localizada ao lado direito no sentido Centro - Jatobá, vizinho da Ponte do Figueiredo, Bairro Monte Castelo em Patos (foto), já foi embargada pelas autoridades, mas conseguiu autorização para prosseguir. A obra não respeita o limite de 30 metros da margem do Rio. Essa será só mais uma construção como tantas outras que estão ocupando propriedade da união. Residências também estão por toda a margem do Rio Espinharas.

Obras as margens do Rio Espinharas estão por toda a extensão daConstrução as margens do Rio Espinharas em Patos zona urbana da cidade. Entidades como o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA, Superintendência de Administração do Meio Ambiente - SUDEMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMAM e o próprio Ministério Público – MP estão impotentes diante das construções que ocupam as margens do rio.

Em abril de 2009, a cidade de Patos viveu momentos de tristeza devido às chuvas que fizeram transbordar o Rio Espinharas. Cerca de 2.000 pessoas foram desabrigadas ou desalojadas, sendo decretado estado de emergência na cidade. O governador do Estado da Paraíba, na época José Maranhão - PMDB conseguiu junto ao Governo Federal 5 Milhões de Reais para socorrer as vítimas. Autoridades alertaram para a ocupação indevida das margens do Rio Espinharas, mas hoje a situação se agravou ainda mais desde a tragédia.

Jozivan Antero – patosonline.com


 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Proposta para todos os pré-candidatos a prefeito ou vereador em Patos (PB)

No dia 28 de março de 2012, eu caminhei dentro da mata ciliar (ou falta dela) às margens do Rio Espinharas na companhia do policial militar João Batista Gomes dos Santos. Betinha nos deixou na ponte do contorno da BR230 um pouco depois das 06.00 horas, e apesar de mil cercas de arame farpado, conseguimos realizar a nossa expedição, passando debaixo das pontes do Juá Doce, São Sebastião (ferroviária e rodoviária) e Salgadinho, ainda passando pela granja de Luiz Guedes até perto do centro de Patos.

Rio Espinharas em Patos
Add caption
Encontramos tudo menos água limpa! O mau cheiro da água ainda permanece nas minhas narinas. Encontramos sofás, geladeiras, pneus, bicicletas, malas, garrafas e todos os tipos incontáveis de lixo. Também encontramos cavalos de raça, vacas leiteiras de alta qualidade, muitos porcos, gansos, inúmeros esgotos clandestinos, faculdades e até casas com guaritas dentro do rio, além de desmatamento, aterramento e construção ilegais em andamento.


Rio Espinharas em Patos
Add caption
Milagrosamente, no meio deste descaso e poluição, enfatizo a resistência da natureza criada por Deus que vi e fotografei. Flores selvagens, aves de mais de 20 espécies, cágados, tejus, lagartixas e um bosque lindo ainda sobrevivente (até quando?) no leste do rio ao sul da ponte do Rivaldão.


Rio Espinharas em Patos
Rio Espinharas, Patos (PB).

Proposta para 2012: que o Secretário Municipal do Meio Ambiente, a Sudema e o Ibama implementam uma suspensão imediata em todas as obras e ações nas áreas pertencentes à União e monitorem, imediatamente, toda a área do Rio Espinharas no Município de Patos. Precisamos evitar que o estado do Rio Espinharas piore ainda mais este ano.

Proposta para pré-candidatos para 2013 em diante: que cada candidato se comprometa, publicamente e por escrito, a salvar o nosso rio. É perfeitamente possível porque cidades muito maiores já salvaram os seus. Pedimos para que todos os candidatos se comprometam a fazer obras de saneamento básico que evitem o despejo de esgotos no rio; que restaurem e salvem todas as matas ciliares do rio; que proíbam, de fato, construções ilegais; que criem trilhas de dois metros de largura (uma mais baixa para a seca e outra mais alta para o inverno) para que a população possa caminhar livremente à beira do rio; que façam um mutirão para tirar todo o lixo do rio. Assim, o Rio Espinharas poderia se tornar uma opção de lazer no Município e invés da vergonha atual se transformar numa atração turística. Isto é possível e tenho certeza que Deus e o povo querem.

Pr. John Medcraft