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domingo, 18 de dezembro de 2016

A fauna invisível do Município de Conceição

18/12/2016 - 04:06:52

No percurso foram captadas imagens de diversos animais, que ainda existem na caatinga deste município.

Durante quase 50 dias, noite e dia, o repórter Gilberto Angelo e o ambientalista e pastor da Igreja Batista da cidade de Conceição, Frederico Acaz Sonntag percorreram por várias regiões do Município de Conceição em busca de uma fauna, que até então era invisível para a população local. No percurso foram captadas imagens de diversos animais, que ainda existem na caatinga deste município.



A maioria das espécies encontradas foram aves. Porém, uma grande quantidade de répteis, anfíbios e mamíferos também foi encontrada pela equipe. Com o auxílio do ambientalista, o repórter descobriu, por exemplo, que a maioria das cobras que ocorrem na região são inofensivas e não possuem peçonhas (veneno). De todas as espécies do réptil somente as corais verdadeiras, jararacas e cascavéis possuem o veneno, capaz de matar um ser humano.

Outra descoberta agradável foi a quantidade de espécie de pica-pau que ocorre no município. Ao todo foram encontradas nove espécies, uma mais linda do que a outra. Entre elas, o pica-pau do desenho animado, conhecido em todo o mundo, pela sua risada, tão característica e única.


Muitas pessoas acreditam que a caatinga é um bioma pobre, pois o clima é árido e com pouca presença de vegetação. Porém, a caatinga é rica em espécies animais e vegetais, muitas delas endêmicas. Este bioma brasileiro possui importante biodiversidade e deve ser preservado e valorizado. São cerca de de mais de 170 espécies de mamíferos, mais 500 espécies de aves, 45 de anfíbios, 235 de peixes e de 200 espécies de répteis.

Infelizmente, existem vinte espécies de animais da caatinga que estão ameaçados de extinção. Entre eles, podemos citar: jacu verdadeiro, ave encontrada, durante a expedição, convivendo com animais domésticos. O deslocamento da ave, que saiu do meio do mato para conviver com as galinhas ainda deve fazer parte de alguns estudos mais aprofundados, dada a informações de que o jacu é uma ave arisca ao homem. No caso em tela, a equipe não encontrou nenhuma residência para conseguir as imagens da ave.
 


Clique aqui e conheça fotos de vários animais, que habitam na caatinga, através do blog do ambientalista, Frederico Acaz Sonntag.

Assim como outros biomas brasileiros, a caatinga vem sofrendo com o desmatamento e outras ações predatórias (caça e ocupação humana desordenada). Se não houver preservação da caatinga, poderemos ter a extinção de diversas espécies animais e vegetais típicas deste bioma. Outro problema ambiental, que já está ocorrendo em função do desmatamento, é o aumento da desertificação na caatinga.

No Município de Conceição não é diferente. Além da estiagem prolongada, outros fatores contribuíram ao longo dos anos para o desaparecimento de algumas espécies de animais, que eram facilmente vistas pelo homem, como o guará, a onça parda, cutia, entre outras. Nos dias atuais, ainda é possível encontrar muitas espécies, porém muitas delas são invisíveis ao homem, que desconhece algumas existências, que ocorrem no município.

A maior concentração da equipe aconteceu no sítio Roçado, um dos lugares no município de Conceição, que ainda não recebeu muita alteração e degradação. A exemplo de outras regiões, cerca de 80% da caatinga do Município de Conceição já foi alterado. A caatinga é considerada um dos ecossistemas mais degradados do planeta. Assim, importante garantir a preservação do bioma, visto que está fragilizado decorrente da devastação causada por ações humanas (caça, queimadas, desmatamento), bem como das mudanças climáticas. Essas ações têm culminado no desaparecimento de diversas espécies vegetais ou animais (inclusive endêmicas) e consequentemente no desequilíbrio do ecossistema.



O Município de Conceição, localizado na região do vale do Piancó paraibano, possui uma extensão territorial de 579 km² e uma população estimada em quase 19 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE. O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. O clima é semiárido, com pluviosidade média de 862,6 mm/ano, irregularmente distribuída. A estação seca vai de setembro a dezembro. A vegetação é a caatinga xerofítica, com arbustos e árvores de pequeno e médio porte. O município está inserido na bacia hidrográfica do Rio Piancó.

Os principais cursos d'água são os Rio Piancó e os Riachos Coelho, Humaitá, do Catolé, do Barro Vermelho, do Criminoso, do Poço Redondo, da Possa, da Cana, das Cabaças e Papa Mel, todos de regime intermitente. O norte do município apresenta uma altitude mais elevada atingindo 730 metros nas regiões habitadas, especificamente na Vila do Distrito de Mata Grande, já na Vila do Distrito de Montevidéo a altitude máxima é de 720 metros.

Agradecimentos: 

Emissora de rádio 91FM, juiz de Conceição Antônio Eugênio, Promotor de justiça, Osvaldo Barbosa, Subseção da OAB de Piancó, Engenheiro Lamberto Gonzaga, Arliston Jerônimo, Farmacon, Funcionários do Banco do Brasil de Conceição, Glauber Fontes, Instituto João Siqueira de Figueiredo, Advogado Marcelo Matias.

Colaboraram com as gravações
Valberto Cds, Del Ferreira e Ricardo Dantas.














Fonte: Redação do portal Vale do Piancó Notícias.

Fonte


 

sábado, 24 de novembro de 2012

Paraibanos passam fome e racionam água por causa de seca no Sertão


23/11/2012 07h30 - Atualizado em 23/11/2012 12h45

G1 viajou 1,5 mil km no Sertão e encontrou paraibanos com fome e sede.
Nordeste sofre com uma das piores secas dos últimos 30 anos.


Taiguara Rangel  

Do G1 PB 


Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Dona Deló é uma dos dois milhões de paraibanos que racionam água para
poder sobreviver (Foto: Taiguara Rangel/G1)

As regiões do Cariri, Curimataú e Sertão da Paraíba são as mais afetadas pela seca que atinge o estado e registraram 62% abaixo da média histórica no seu período chuvoso, que é de 1.880 milímetros no somatório das três regiões. Entre fevereiro e maio, a análise da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB) constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú registrou menos 78,9% e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico de chuvas.

O homem e o gado lutam pela sobrevivência em uma das secas mais rigorosas dos últimos 30 anos na Paraíba, segundo os agricultores. Os cadáveres e ossadas dos bichos mortos de fome e sede acumulados nas estradas chegam a formar cemitérios de animais a céu aberto no Sertão do estado. Quase dois milhões de paraibanos sofrem com a falta de comida e o racionamento de água e muitas vezes tiram do próprio sustento para a sobrevivência dos animais.

Este é um dos retratos da seca que afeta os nordestinos. Na zona rural de Monteiro, no Cariri do estado, a agricultora Helena Deodato da Silva mora há mais de 40 anos no sítio Várzea Limpa. 'Dona Deló', como é mais conhecida na região, tem 77 anos e sobrevive graças à ajuda de vizinhos. Com o que resta de esperança, ela aguarda a chegada chuva.
 
A torturante rotina da idosa se estende desde o início do ano. A plantação está deserta onde antes havia apenas alguns pés de palma. “Seca igual a essa eu nunca enfrentei, porque antes tinha pelo menos algo para dar aos bichos. A última chuva na região foi em fevereiro, de lá para cá nem um pingo caiu. Por isso a gente não tem mais nem palma sobrevivendo nesse sol e nem consegue plantar nada porque não dá. Os vizinhos de vez em quando me ajudam. Me deram esse mandacaru, estou capinando ele para retirar os espinhos e dar ao gado”, contou a agricultora.

Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Apesar dos espinhos do Mandacaru, Dona Deló agradece o
cactáceo oferecido por vizinhos  (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Seus animais estão morrendo lentamente, três já se foram somente nos últimos meses, e em seu terreno não nasce mais nada que possa servir de ração para o gado. “Tenho que ter esperança de chuva. Se não escapar dessa vez, minha vida termina por aqui. Não vou sair da minha terra. Só saio direto para o cemitério”, garantiu.
 
O G1 viajou 1,5 mil quilômetros cortando o interior da Paraíba, percorreu 7 cidades e acompanhou o sofrimento de paraibanos que enfrentam a seca vivenciada por habitantes dos 195 municípios que estão há quase um ano em situação de emergência, devido à estiagem.

Criadores esperam até três meses para conseguir uma única saca de ração para o gado nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a superintendência do órgão, existe uma conjuntura de dificuldade em âmbito nacional que dificulta o socorro aos agricultores e o racionamento de grãos não tem previsão de fim. Enquanto a maioria convive com a escassez das chuvas, o açude de Coremas, maior reservatório de água do estado, esvazia sua capacidade e está de comportas abertas para o abastecimento do Rio Grande do Norte, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

Animais aproveitam o resto de água que ainda há em alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Animais aproveitam o resto de água que ainda há em
alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Poços artesianos, raros açudes particulares já enlameados e carros-pipa ajudam a abastecer as comunidades. No solo ressecado, nem mesmo a palma forrageira, planta cáctea que se desenvolve na mais rigorosa das secas, está sobrevivendo. Com a falta de chuvas, agricultores na região de Patos estão dando ao gado para beber água de esgoto, oriunda do Rio Espinharas.
 
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude, mas agora a seca ameaça até a ele (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude,
mas agora a seca ameaça até a ele
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Na zona rural de Conceição, no Sertão paraibano, pequenos açudes particulares garantem a subistência de 18 mil habitantes. “Todo mundo em Conceição vem buscar água no meu açude. Já secou muito e não tem outros. Vou esperar até o fim do mês ajudando porque gosto de todos, mas não ganho nada com isso. Quase não tem mais água nem para minha família e não vou deixar que continuem pegando água até que chova de novo, não posso fazer nada”, disse o agricutor Manoel Tavares de Menezes, de 78 anos, morador do sítio Lagoa Nova.

Um dos açudes que abastece o município de Monteiro, no Cariri do estado, está com apenas 1,6% da sua capacidade. “Esse açude só sangrou em 1986, no ano em que eu nasci. Até semanas atrás ainda vinha carro-pipa buscar água, mas agora só tem lama e ninguém tira mais nada”, agricultor Ricardo Gonçalves, 26 anos, sobre o reservatório.

Meteorologia
De acordo com a Aesa-PB, as regiões do Cariri, Curimataú e Sertão do estado são as mais castigadas pela estiagem. As chuvas registradas de fevereiro a maio foram 62% abaixo da média histórica. “Entre fevereiro e maio, a análise constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú ficou 78,9% abaixo e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico”, afirmou a meteorologista Marle Bandeira.

A fraca precipitação pluviométrica é comparada à intensa seca registrada em 1998, quando o clima paraibano foi afetado pelo fenômeno 'El Niño' e foi registrado 70% abaixo da média histórica. “As condições eram diferentes. Em 2012, foram as condições do oceano Atlântico Sul que estava com águas mais frias que a média. Com isso houve o desvio negativo de chuvas”, pontuou a especialista. Em dezembro a Aesa realiza reunião onde irá elaborar previsão climática para 2013.


 

sábado, 10 de novembro de 2012

Açudes secam na Paraíba

Com a seca dos açudes, sistema de abastecimanto de água entrou em colapso; apenas carros-pipa estão abastecendo a região. 


 


Leonardo Silva
Serviço de abastecimento prestado pelos caminhões-pipa é insuficiente para atender à demanda


A população do município de Triunfo, localizado na microrregião de Cajazeiras, a 475 quilômetros de João Pessoa, está sem abastecimento de água e não há previsão para o serviço ser normalizado. O sistema entrou em colapso após o Açude Gamela, principal manancial da área, atingir o nível mínimo de armazenamento e ficar impossibilitado de fornecer água aos mais de 9 mil habitantes do município.

A população está sendo atendida, exclusivamente, por carros-pipa. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Deusdete Queiroga. O problema foi causado pela estiagem, que já castiga a Paraíba desde o começo deste ano. Outras 12 cidades já estão sofrendo com o racionamento de água e correm o risco de também suspenderem definitivamente o serviço, se a seca se prolongar no Estado.

Esperança, Remígio, Malta, Lagoa de Dentro, Bananeiras, Caiçara, Solânea, Conceição e alguns distritos localizados em volta dessas cidades só possuem água na torneira durante alguns dias da semana. Nessas localidades, o abastecimento é complementado por carros-pipa, fornecidos pelo Exército Brasileiro e Governo do Estado.

No entanto, o serviço é insuficiente para atender à demanda, como explica o prefeito eleito de Conceição, Nelson Lacerda. “O carro-pipa não dá para a população toda. As pessoas precisam pagar R$ 150,00 pela água de um carro-pipa, que só dura 10 dias.

Esse valor já penaliza o agricultor que está maltratado, sem água, sem produzir nada e vendo o rebanho morrer”, lamenta Lacerda.

Dos 223 municípios paraibanos, 198 decretaram estado de emergência por causa da seca. Inicialmente, a decretação dessa situação era válida apenas por 90 dias e o prazo seria encerrado no último final de semana. No entanto, o governo resolveu prorrogar por mais 180 dias o estado de emergência das cidades, em virtude do agravamento da situação.

Com a prorrogação, o Estado pretende receber R$ 34,8 milhões do Ministério da Integração Nacional, para combater os danos deixados pela seca. “Esse valor será usado no abastecimento de carros-pipa e na compra de ração para animal. Nossa expectativa é que o governo aprove a liberação total ou parcial desse recurso ainda neste mês. Não há tempo para esperar, porque precisamos pagar os pipeiros e continuar com as ações de assistência que já estamos realizando no Estado”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Efraim Morais.

Morais ainda destacou que, desde que os 198 municípios decretaram o estado de emergência, o governo federal já enviou R$ 10 milhões para a Paraíba. Entre outras ações, esse dinheiro foi usado na compra de 19 mil toneladas de ração animal, que vêm sendo distribuídas gratuitamente entre os criadores. Além disso, o Estado iniciou a construção de 406 poços tubulares e subsidiou a venda de outros dois tipos de alimentação do rebanho. A “torta de algodão” e o farelo de soja estão sendo comercializadas por órgãos do governo com 50% de desconto em relação ao preço de mercado.

Além dos R$ 34,8 milhões solicitados, a Paraíba deverá receber verbas do Programa de Aceleração do Crescimento Prevenção, criado pelo governo federal, com a finalidade de ajudar os Estados a resolverem os problemas da seca. 


 

sábado, 3 de novembro de 2012

Cooperar apoia produção agroecológica em Conceição

03/11/12 - 12:08

Investimentos iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil

 

Na comunidade Cacimba Nova, em Conceição, Sertão paraibano, a agroecologia é a palavra de ordem para os produtores  rurais. As famílias produzem tomate, cebola, batata doce, cenoura, feijão, dentre outros produtos. A água para irrigação é captada no açude Videl, um manancial construído nos anos 1980 e que modificou a realidade da comunidade. Em plena seca dos anos 1990, os agricultores de Cacimba Nova exportavam toneladas de cenoura para o Estado do Paraná.

A produção agrícola naquela comunidade recebeu recentemente novo impulso por meio de apoio do Projeto Cooperar. Os investimentos iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil. Com a orientação de técnicos do Cooperar, as famílias de produtores rurais estão implantando técnicas alternativas de agroecologia, bem como práticas de conservação do solo.

O presidente da Associação Comunitária Cacimba Nova, João Costa, destacou que a produtividade está recebendo um forte impulso via a ajuda financeira do Cooperar e do Banco Mundial. “O Governo do Estado tem sido exemplar no aspecto da produtividade e nós queremos mais produção e, acima de tudo, ajudar a desenvolver o Sertão tão sofrido”, declarou.

João Costa, esposa, filhos e demais famílias da comunidade buscam com os benefícios trabalhar sempre com a agroecologia, tendo o devido acompanhamento de técnicos da Emater, do Cooperar. “Vou fazer um projeto bem maior, de expansão, e por em prática tudo o que nos foi ensinado para convivermos melhor com a natureza”, acrescentou.

Produção – Os principais produtos de Cacimba Nova são tomate, batata doce e cenoura, porém, as famílias também plantam melancia, pimentão, feijão e abóbora. Em determinadas safras, a comunidade chega a produzir cerca de 30 toneladas de tomate e batata por hectare. A produção é vendida para os mercados de Cajazeiras, Patos, Campina Grande e Serra Talhada (PE). “O Nordeste tem solução e Cacimba Nova, com seu projeto de irrigação e o apoio do Cooperar, está dando exemplo de como se faz desenvolvimento rural sustentável”, afirmou João Costa. De forma direta, a associação é composta por 12 famílias.

Por meio da contribuição do Cooperar, jovens da região que precisaram partir para o Sudeste do país já estão retornando às suas famílias para atuar na agricultura irrigada. Agora, com gerenciamento adequado para gerar maior lucratividade e até criar renda para outras famílias.

O coordenador geral do Projeto Cooperar, Roberto Vital, e o representante do Banco Mundial, Eduard Bresnyan, visitaram na semana passada a comunidade Cacimba Nova e avaliaram que a experiência daquelas famílias de fato é promissora, por isso é referência na região e deve ser exemplo em todo o Vale do Piancó. “O Cooperar atendeu a demanda da comunidade porque observou que havia potencial, a partir de um pequeno investimento, para começar o processo educativo de produção de agroecologia”, afirmou Roberto Vital. 

Eduardo Bresnyan avaliou que a comunidade realiza um desenvolvimento integrado. “Organizados, os agricultores enfrentam os desafios da seca no Sertão e isto é modelo para outras cidades”, observou. 

A agricultora Vera Lúcia Costa é uma das mulheres de Cacimba Nova que no dia-a-dia trabalha na roça dividindo as tarefas com os homens. Selma Leite Costa, professora de Biologia e esposa do presidente João Costa, tem transferido seus conhecimentos na área ambiental aos agricultores familiares. “Nós queremos ter um ambiente saudável, devolvendo à natureza tudo o que ela nos deu. É um compromisso nosso”, disse.

Sônia Maria Alves Dantas Dias é facilitadora do método ITOG – Investimento, Tecnologia, Organização e Gestão. Por meio de uma ONG, ela presta consultoria ao Cooperar. A bióloga ensina os beneficiários do Cooperar a serem bem sucedidos a partir de um plano de ação.

Da Redação (com Assessoria)
WSCOM Online


 Fonte

 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vale do Piancó também receberá águas do São Francisco

Cidades | Em 25/07/12 às 09h48, atualizado em 25/07/12 às 09h54 | Por Da Redação, com Assessoria de Comunicação

Uma adutora de 26,5 quilômetros de extensão vai beneficiar a população do Vale do Piancó com águas da transposição do rio São Francisco.

Uma adutora de 26,5 quilômetros de extensão vai beneficiar a população do Vale do Piancó com águas da transposição do rio São Francisco. O pleito antigo da região para tornar o rio Piancó perene vai se tornar realidade graças à aprovação do projeto técnico encaminhado pelo Governo do Estado ao Ministério da Integração Nacional para a chegada das águas no município de Conceição.

Os estudos foram aprovados por unanimidade pelo Conselho Gestor do São Francisco, que envolve os quatro estados que receberão as águas (Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba), além do Ministério da Integração Nacional; Ministério das Minas e Energia, Casa Civil da Presidência da República, Agência Nacional das Águas, dentre outros órgãos.

O secretário dos Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, João Azevedo, explicou que a adutora será implantada desde o eixo Norte da transposição até a Barragem Condado, no Município de Conceição. "Estamos agora na fase de detalhamento do projeto para que em 2013 a gente tente incluir como obra prioritária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, destacou o secretário, acrescentando que a adutora vai permitir que a água do São Francisco seja melhor distribuída na Paraíba.

As outras três entradas das águas do Rio São Francisco na Paraíba são por Monteiro, via barragem Porções, (eixo Leste) e São José das Espinharas (eixo Norte), esse eixo com duas entradas, uma na barragem Engenheiro Avidos e outra na Lagoa do Arroz. O Governo federal retomou em Pernambuco no mês de abril as obras do lote 12 que vão atingir Monteiro, com previsão de chegada das águas até o final de 2014.

Fonte

 

sábado, 30 de junho de 2012

Ibama autua mais de 130 empresas na Paraíba por irregularidades no Cadastro Técnico Federal



Assessoria

O Ibama realizou, nas duas últimas semanas, a Operação Cadastro, visando o controle de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos naturais, que são obrigadas a manterem registro no Cadastro Técnico Federal (CTF), no estado da Paraíba. Os agentes ambientais federais autuaram mais de 130 empresas no estado, o Ibama estima que mais de R$  200 mil em multas foram aplicados. Os resultados da equipe que atuou na região de Sousa ainda não foram consolidados.

Nesta etapa da Operação Cadastro foram fiscalizados empreendimentos nos municípios de Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Guarabira, Sumé, Serra Branca, Monteiro, Piancó, Itaporanga, Conceição, Sousa, Cajazeiras, Patos e São Bento. As irregularidades mais encontradas foram a falta de inscrição no CTF, informações enganosas nos cadastros e falta de entrega de relatórios anuais de atividades.

"As vistorias nas empresas proporcionaram a oportunidade de verificar as informações prestadas pelas empresas cadastradas no CTF, e também a inclusão de empresas que ainda não tinham o cadastro, após a autuação das mesmas", avalia a coordenadora do Setor de Cadastro do Ibama na Paraíba, Ana Maria Nogueira.

Atividades com alto potencial poluidor, como comércio de combustíveis e transporte de produtos perigosos, ou altamente impactantes pelo uso de recursos naturais, como minerações e cerâmicas, foram os principais alvos da operação, que encontrou diversas irregularidades referentes ao CTF e também algumas relativas às licenças ambientais necessárias aos empreendimentos.

Segundo o chefe da Divisão Técnica do Ibama na Paraíba, Rodrigo Escarião, "as empresas que desenvolvem atividades listadas na Instrução Normativa 31/2009 do Ibama e ainda não são cadastradas devem buscar se regularizar o quanto antes, pois a Operação Cadastro continuará em campo no segundo semestre, aplicando as sanções previstas àqueles que descumprirem a legislação ambiental, pois o CTF é um instrumento importantíssimo para a qualidade ambiental."

Criado pela Lei 6938/1981, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, o CTF é uma ferramenta de controle de atividades que impactam ou podem impactar o meio ambiente. Empresas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou que utilizam recursos naturais, como lenha, minérios e produtos e subprodutos da fauna  precisam estar inscritas no CTF, para que as atividades possam ser controladas e monitoradas pelos órgãos ambientais.

As empresas com atividades passíveis de exigibilidade do CTF devem se cadastrar, informando os dados do empreendimento, as atividades que desenvolvem e o porte da empresa. O CTF, em alguns casos, obriga ao pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA). O valor da TCFA varia conforme o porte da empresa e o potencial impacto da atividade ao meio ambiente, e parte desses recursos é revertido para as ações de fiscalização e controle ambiental do Ibama. O cadastro é feito por meio do site do Ibama, no endereço http://servicos.ibama.gov.br/cogeq/.

Também é importante que, ao se cadastrarem ou apresentarem os relatórios anuais de atividades por meio dos serviços online no site do Ibama, as empresas zelem pela exatidão das informações que prestam ao CTF. Os dados são analisados e, em caso de informações omissas ou enganosas, os responsáveis podem ser autuados pelo Ibama. Interessados em obter mais informações sobre o CTF podem ligar para o telefone 83 3244 3228, no setor de Cadastro da Superintendência do Ibama na Paraíba, ou na Sede em Brasília, no número 61 3316 1677.

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domingo, 17 de junho de 2012

Cinturão Verde inicia estudos sobre nascentes ameaçadas

Técnicos do programa iniciarão levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.



Da Redação
Com informações da Secom/JP


Como parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), o programa Cinturão Verde vai instalar uma nova horta agroecológica na comunidade de Mumbaba, região devastada por areais.

Na ocasião, os técnicos do programa iniciarão um levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.

Na opinião do coordenador do Cinturão Verde (linha de crédito especial do programa municipal de crédito orientado Empreender-JP), Roberto Vital, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma oportunidade para lembrar a importância de políticas públicas para reduzir o impacto da sociedade sobre a natureza.

Segundo Roberto Vital, em outubro de 2006, no Vale do Piancó, numa extensão de aproximadamente 10 quilômetros entre Conceição e Ibiara, foram contados 16 focos de queimadas, futuros pontos de proliferação do processo de desertificação.

“E isto só pode ser contido e revertido a partir de intenso programa governamental de capacitação e difusão de tecnologia de base agroecológica”.

Na Zona da Mata, a situação é ainda mais preocupante. Com a devastação da floresta para dar lugar aos canaviais (uma das base da economia local), a Paraíba herdou um ambiente desmatado, de solos sedimentares e estrutura arenosa que precisa de cobertura vegetal permanente para preservar a propriedade de retenção de água, assegurando a perenidade dos poucos rios.

De acordo com o coordenador do Cinturão Verde, a proliferação de campos de extração criminosa de areia detrmina a morte dos rios, como já aconteceu com o rio Marés. Ele também acredita que o Rio Mumbaba também está condenado caso não acontece alguma ação política de preservação.

Cinturão Verde
Desde 2005, quando foi criada, a linha de crédito do Empreender-JP voltada aos pequenos agricultores liberou R$ 1,2 milhões através de 315 operações de crédito contratadas com recursos do Pronaf (Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar) e do Fundo Municipal de Incentivo aos Pequenos Negócios. Além dos financiamentos, o Cinturão Verde também desenvolve eventos de capacitação, assistência técnica agronômica, zootécnica e gestacional.

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