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domingo, 1 de outubro de 2017

Paraíba tem 6ª menor incidência de raios do Brasil, com 1,4 por km², diz INPE

Cinco cidades com maior ocorrência de raios da PB ficam no Sertão, diz ELAT, órgão ligado ao INPE.
Por G1 PB


Fenômeno raro foi registrado por aluno de meteorologia de Campina Grande em março deste ano (Foto: Reprodução/Bramon/Diego Rhamon/Arquivo)
Fenômeno raro foi registrado por aluno de meteorologia de Campina Grande
em março deste ano (Foto: Reprodução/Bramon/Diego Rhamon/Arquivo)

A Paraíba tem o 6º menor índice de raios por quilômetro quadrado (km²) do Brasil. De acordo com levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a cidade que mais tem incidência de raios no estado é Bom Jesus, no Sertão, com a média de 6,61 descargas por km² por ano. A média no país, nos últimos seis anos, são de 77,8 milhões por ano.

Na Paraíba, a densidade é de 1,4 raio por quilômetro quadrado, segundo o ELAT - 12,2 vezes menor que a densidade do Tocantins, estado com a maior incidência de raios do Brasil. Os segundo e terceiro lugar pertencem ao Amazonas e ao Acre, cada um com 15,8 raios por quilômetro quadrado, em média. 

Estudante de Campina Grande registra fenômeno raro da natureza
Estudante de Campina Grande registra fenômeno raro da natureza
Raios na Paraíba
As cinco cidades com mais raios por quilômetro quadrado no estado, além de Bom Jesus, são São Domingos de Pombal - 4,72 raios/km² -, Santa Helena - 4,64 raios/km² -, Carrapateira - 4,31 raios/km² -, São José da Lagoa Tapada - 4,15 raios/km² - e São Francisco - 3,84 raios/km². Todas as cidades que figuram entre as cinco mais da Paraíba ficam no Sertão do estado. 

94,3 milhões de raios no Brasil
O estudo apresentado pelo órgão do INPE contrariou um levantamento feito em 2002 que dizia que, no Brasil, a incidência era de 55 milhões de raios. Segundo o relatório, isso se deve à tecnologia na época que não era tão avançada como a de hoje, onde é possível monitorar 99% das tempestades do país e conta também os raios que não tocam o chão, diz o ELAT. 

Em 2012 foi o ano que mais apresentou incidências de raios, onde foram registrados 94,3 milhões no país. No ano 2013 foram 92 milhões, em 2014 foram 62,9 milhões e em 2015 foram 68,6 milhões de raios, ano em que um acréscimo é observado devido ao registro do evento climático El Niño - responsável pelo aumento acentuado dos raios nas regiões sul e parte das regiões sudeste e centro-oeste. 

Brasil registrou 94,3 milhões de raios em 2012, o maior número dos últimos seis anos (Foto: Reprodução/Fantástico/Arquivo)
Brasil registrou 94,3 milhões de raios em 2012, o maior número dos últimos
seis anos (Foto: Reprodução/Fantástico/Arquivo)

Mortes por raio
Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica, são 300 pessoas atingidas por raios por ano no Brasil, matando cerca de 100 pessoas por período. O grupo ainda afirma que o número de mortes reduziu porque também os raios reduziram nos últimos anos. Mas ele alerta que as mortes por raio ainda são maiores que em países desenvolvidos. 

O monitoramento das tempestades elétricas permite elucidar casos onde pessoas morrem de repente no meio rural por infarto ou propriedades danificadas onde há a suspeita que sejam raios, conforme o ELAT. 


quinta-feira, 14 de março de 2013

Ressaca marítima atinge bares

Ondas de 2,6 metros invadiram bares e residências da Praia do Seixas; comerciantes tiveram estabelecimentos destruídos pela força do mar. 





A ressaca marítima que atingiu a costa paraibana no final da tarde de ontem provocou susto em moradores e comerciantes da orla de João Pessoa. Ondas de 2,6 metros, resultado de fortes ventos vindos do Atlântico Sul, invadiram bares e residências da Praia do Seixas, destruindo boa parcela dos empreendimentos da região. Representantes comunitários locais estimam que cerca de 25 estabelecimentos foram afetados.

Barracas derrubadas, bancos arrastados e boa parte da barreira que serve de apoio para a circulação dos clientes não existe mais.

Por volta das 17h, ondas violentas começaram a entrar nos bares, conforme relatou o comerciante José Roberto do Nascimento. “O prejuízo é grande. De 15h percebemos que o mar estava ficando violento, quando chegou no final da tarde, a água já tinha tomado todo o bar. Em menos de uma hora já estava tudo destruído. A gente tenta consertar, mas o mar está muito violento, não temos condições de consertar sozinhos”.

A poucos metros dali, a comerciante Maria José Gomes reclamava do lixo trazido pela violenta ressaca marítima. “É muito lixo, a gente encontra de tudo. O meu bar está cheio de pedaços de coqueiros, pedras, garrafas plásticas, um monte de lixo. A gente vai ter que consertar todo o bar e retirar todo aquele lixo”, lamentou.

Na Praia do Cabo Branco, a sete quilômetros do Seixas, também foi possível perceber o contraste entre força da natureza e falta de educação dos homens: muito lixo trazido pela força do mar estava espalhado por boa parte da avenida Cabo Branco.

O militar Edson Oliveira, morador da região, ficou impressionado com o visual após a ressaca. “Eu nunca tinha visto nada assim.

Nessas horas a gente consegue ver a força da natureza. De manhã o mar estava bem baixo e agora essa violência toda”, declarou.

Na Praia de Tambaú, também na capital, o clima de quem transitava pela região era outro. Turistas e moradores aproveitavam para registrar o visual atípico provocado pelas altas ondas, os mais ousados chegavam até mesmo a tomar banho com o respingo das ondas na calçadinha, atitude que deve ser evitada nos próximos dias.

A oceanógrafa Rosio Camayo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explicou os fatores que levaram ao aumento da maré. “Uma forte rajada de vento está atingindo o Atlântico Norte, vindo do Sul, o que aumenta a agitação do mar no Nordeste do país. Essa agitação faz os ventos entrarem com mais força na faixa litorânea, provocando as fortes ondas. O ideal é que se evite entrar no mar nesses horários de grande pico, que deve acontecer até próxima sexta-feira”, aconselhou.

O secretário de Planejamento da Prefeitura de João Pessoa, Rômulo Polari, informou que a secretaria, juntamente com o Comitê Gestor Orla, já mantém permanente diálogo sobre a questão do avanço do mar e consequentemente, sobre a situação dos barraqueiros na capital. Polari informou ainda que a Secretaria de Planejamento, dentro da programação de reuniões com o Comitê Gestor Orla, vai convidar os barraqueiros para um diálogo sobre os danos causados pelo avanço do mar e sobre uma possível relocação. “Vamos ouvir os barraqueiros para, juntamente com eles, encontrarmos uma solução para este problema”, disse.
Fonte

 

domingo, 16 de setembro de 2012

Nível de radiação solar no NE ainda é considerado muito alto

Evitar a exposição após as 11 horas, usar roupas adequadas e protetor solar são orientações que devem ser seguidas pela população.




 
Apesar de apresentar índice elevado de radiação solar, o Nordeste permanece protegido pela camada de ozônio, uma cobertura natural que envolve o globo terrestre e ameniza a incidência dos raios ultravioletas e altamente nocivos sobre a população.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a espessura da camada existente sobre a Região é entre 2,21 a 2,75 milímetros. O tamanho é considerado normal, já que a espessura só se torna preocupante quando fica abaixo de 2,19 milímetros.

De acordo com o engenheiro Francisco Raimundo da Silva, responsável pelo Laboratório de Variações Ambientais do Inpe, a espessura da camada de ozônio é medida através de unidades chamadas de Dobsons. Ele explica que quando a quantidade de ozônio fica abaixo de 2,19 Dobsons surgem os chamados buracos na camada.

“A espessura varia de acordo com o tempo e clima. Em dias nublados, a quantidade fica em torno de 221 Dobsons. Já em dias mais ensolarados, a variação fica entre 260 a 275 Dobsons.

Esta quantidade é considerada normal. Se ficasse abaixo de 220, ocorreria um buraco na camada que permitiria a passagem da radiação ultravioleta. Quanto maior é a ensolação, maior é a presença de Dobsons”, detalhou o especialista.

Mesmo com a proteção da camada, o pesquisador recomenda que as pessoas usem protetores solares sempre que saírem às ruas. Ele lembra que o Nordeste, por ficar perto da linha do Equador, é uma das localidades mais quentes do mundo.

Ontem, na escala usada pelo Inpe para medir o nível de radiação solar, com numeração que vai de zero a 16, a Região apareceu na décima posição, considerada muito alta. Em João Pessoa, o índice estava em 6, avaliado apenas como alto.

A população que é exposta por longo período aos raios UV nessa intensidade corre o sério risco de desenvolver câncer de pele, envelhecimento precoce e catarata. Segundo Francisco Raimundo, o horário mais perigoso às 11h20, quando a radiação ultravioleta atinge o limite máximo. “No Nordeste, o sol nasce quase 48 minutos mais cedo do que no resto do país. Por isso, o nosso meio-dia não é às 12h, mas às 11h20. Quem sair às ruas nesse horário precisa usar bloqueador solar, chapéu, óculos escuros e não deve utilizar roupa de tecido sintético, já que esse material absorve o calor e a radiação”, orientou.

Mesmo fazendo o alerta sobre os riscos da exposição excessiva ao sol, o estudioso lembrou, no entanto, que a radiação gera benefícios à saúde, desde que ocorra nos limites indicados por especialistas. “O sol ajuda na sintetização da vitamina D, muito importante para o organismo e ainda ajuda a prevenir alguns tipos de cânceres, diabetes do tipo 1 e osteoporose. Por causa disso, as pessoas devem se expor aos raios durante 15 minutos diários, mas isso não pode ocorrer ao meio-dia. Pode ser nos primeiros horários da manhã ou da tarde”, afirmou.

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