Mostrando postagens com marcador Rio Mumbaba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Mumbaba. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de março de 2016

MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame

1 de março de 2016

Comunidades do Distrito Industrial serão ouvidas sobre impactos causados pela degradação 

MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame
Crédito da imagem: pescanordeste.com.br
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) vai realizar, no dia 14 de março, consulta pública sobre os impactos da poluição do Rio Gramame sobre a Comunidade Mumbaba. O objetivo da consulta é prestar esclarecimentos à população e ouvir as indagações e demandas das comunidades afetadas pelo problema.

Conforme o edital de convocação, o evento trará o debate sobre os diversos impactos causados pela poluição da Bacia do Gramame e, em especial, do Riacho Mussuré, sobre as comunidades existentes no Distrito Industrial, principalmente sobre a comunidade Mumbaba.

A consulta pública será realizada na Igreja Assembleia de Deus de Mumbaba, situada na Rua Almerindo Luís da Silva, s/n, próximo ao campo de futebol, no Distrito Industrial, em João Pessoa (PB), com início às 13h30. Promovida pelo Fórum Permanente de Proteção ao Gramame, a consulta será aberta a toda a sociedade e será presidida pelo Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, José Godoy Bezerra de Souza.

Tramita no MPF inquérito civil que trata do despejo de produtos químicos no leito do Rio Gramame e os impactos produzidos por essa agressão sobre as comunidades que se situam em seu entorno.

Inquérito Civil nº 1.24.000.000257/2007-59.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Paraíba
Fone Fixo: (83)3044-6258
Celular: (83) 99132-6751
No twitter: @MPF_PB

Fonte



sábado, 17 de agosto de 2013

Evento traça estratégias para João Pessoa nas áreas de mobilidade, saneamento e habitação

Encontro, realizado pelo Sinaenco/PB, reuniu 350 pessoas na última terça-feira (13)
Postado em por edificar
 
Por Hallita Avelar
 
Evento traça estratégias para João Pessoa nas áreas de mobilidade, saneamento e habitaçãoO Sindicato da Arquitetura e da Engenharia Consultiva da Paraíba (Sinaenco/PB) realizou, na tarde da última terça-feira (13), o seminário “De olho no futuro: como estará João Pessoa daqui a 25 anos?”, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. Com um público de 350 pessoas, o encontro reuniu, sobretudo, profissionais da engenharia e da arquitetura em uma tarde de debates sobre o planejamento urbano da cidade.
 
Para o presidente do Sinaenco/PB, George Cunha, o evento atingiu bem o seu objetivo de chamar a atenção da sociedade para temas relevantes como mobilidade urbana, saneamento básico e habitação. Em pesquisa recente, o sindicato constatou que a questão da mobilidade é o ponto que mais desagrada os pessoenses atualmente, uma vez que este quesito foi apontado por 75% dos entrevistados.
 
“Nessa área, a prefeitura já está com inúmeras ações em andamento em função do alto número de reclamações, mas é preciso consolidar essas intervenções em um plano que preveja o crescimento da cidade para os próximos 25 anos. Além disso, esse planejamento urbano deve ser feito englobando toda a área metropolitana, pois esses problemas extrapolam os limites da cidade”, opinou.
 
Já no que diz respeito a saneamento, item escolhido por 7% dos entrevistados da pesquisa, George explica que o percentual discreto em comparação com a mobilidade urbana reflete uma situação favorável vivida pela população com relação ao atendimento na cidade.
 
“Cerca de 95% das residências de João Pessoa têm abastecimento de água e 70% são atendidas pela rede coletora de esgoto. Esse percentual é muito bom se compararmos com Natal, que tem apenas 28% das habitações, e com Recife, com 23%. De qualquer forma, uma medida que pode ser bastante positiva na área de saneamento é a implantação de uma estação de tratamento de esgoto na Bacia do Rio Gramame”, afirmou o também presidente da Arco Projetos e Construções e especialista em saneamento.
 
Ele disse esperar ainda que a cidade universalize o abastecimento de água nos próximos anos. Entre outras medidas, ele cita a preservação de mananciais, da bacia do Rio Marés e a construção de uma barragem no Rio Mumbaba.
 
Quanto à habitação, acredita-se que as obras da Fiat, em Goiana, e do polo farmoquímico na fronteira deverão trazer um intenso fluxo de novos moradores para a cidade de João Pessoa.
 
“Muitas pessoas que forem trabalhar por lá vão optar por morar em João Pessoa, por ser menos congestionado que Recife e a mobilidade ser mais fácil. Imagino que virão pessoas de classe média alta, como engenheiros e técnicos, por isso vejo essa questão como um espaço em aberto que o setor privado poderá tomar proveito nos próximos anos”, afirmou George.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Lixo e esgotos 'sufocam' rios

O Rio Jaguaribe está sufocado por causa de lixo e esgotos



As rachaduras expostas na parede da casa são testemunhas de um sofrimento que castiga Maria do Carmo da Conceição há muitos anos. Moradora da Comunidade Tito Silva, construída às margens do Rio Jaguaribe, no bairro de Castelo Branco, em João Pessoa, ela está entre as dezenas de famílias que têm as casas alagadas a cada período chuvoso.
“Quando chove, a água do rio sobe e inunda tudo. A água sobe quase um metro e meio dentro de casa. Até um jacaré aparece por aqui e fica assustando a gente. Minha casa está cheia de rachaduras. Eu só aguento isso porque não tenho para onde ir”, desabafa.
Da porta da cozinha, é possível ver as causas desse transtorno.
Tomado por vegetação, o rio também está 'sufocado' pela presença de lixo e esgoto sem tratamento que sai das casas e é jogado diretamente no Jaguaribe. Restos de mobília, podas de árvores e até de animais mortos também são encontrados dentro do manancial e se misturam com a água escura do local.
Apesar de preocupante, essa realidade não é encontrada apenas na Comunidade Tito Silva. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP), todos as habitações construídas às margens dos nove rios que cortam a capital paraibana estão sendo atingidas também pela degradação ambiental dos mananciais.
Sanhauá, Jaguaribe, Cabelo, Cuiá, Timbó, Mumbaba, Gramame, Rio da Bomba e Riacho Mussuré são os nove rios que recebem diariamente poluição causada por despejo de lixo, entulhos, mobílias velhas e esgotos sem tratamento. Porém, os mais degradados são o Jaguaribe e o Cuiá, que cortam, juntos, toda a extensão de João Pessoa.
Para combater essas práticas, consideradas crimes por leis federais, a Semam criou equipes que fazem monitoramentos permanentes nas áreas atingidas, como explica o chefe da Divisão de Fiscalização do órgão, Alisson Cavalcanti.
“Dividimos a cidade em áreas verdes, que são cortadas pelos rios. Com isso, nosso trabalho de observação fica mais facilitado. Todos os dias, os fiscais visitam essas áreas e, ao final do mês, redigem um relatório. Em muitas delas, a situação é preocupante”, lamenta.
Segundo o ambientalista, a ocupação indevida das áreas próximas aos rios é a principal infração cometida. Por lei, todo terreno que fica no entorno de um manancial é considerado como Área Permanente de Proteção (APP). Por conta disso, nenhuma edificação poderá ser erguida a uma distância mínima de 30 metros da margem do rio.
Apesar disso, existem diversas comunidades ribeirinhas que crescem em direção à corrente das águas.
Como consequência, a presença do moradores aumenta o risco de ocorrer despejo de esgoto no rio. Isso acontece porque a maioria dos terrenos que ficam perto de rios possui água em áreas superficiais e não permite a construção de fossas. “Por causa disso, os esgotos saem das casas e são despejados diretamente nos mananciais”, explica Alisson Cavalcanti.
A Comunidade Tito Silva é um exemplo disso. No local, existem cerca de 300 casas, construídas em tijolo e cimento, que não respeitaram distância mínima estabelecida por lei. Como consequência, os moradores são os principais atingidos por enchentes e alagamentos a cada período chuvoso.
“Aqui, quando chove, ninguém dorme. A gente passa a noite toda acordado, olhando o rio, com medo dele subir e invadir a casa da gente. É um sofrimento sem fim”, lamenta o morador Antonio dos Santos.


domingo, 17 de junho de 2012

Cinturão Verde inicia estudos sobre nascentes ameaçadas

Técnicos do programa iniciarão levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.



Da Redação
Com informações da Secom/JP


Como parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), o programa Cinturão Verde vai instalar uma nova horta agroecológica na comunidade de Mumbaba, região devastada por areais.

Na ocasião, os técnicos do programa iniciarão um levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.

Na opinião do coordenador do Cinturão Verde (linha de crédito especial do programa municipal de crédito orientado Empreender-JP), Roberto Vital, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma oportunidade para lembrar a importância de políticas públicas para reduzir o impacto da sociedade sobre a natureza.

Segundo Roberto Vital, em outubro de 2006, no Vale do Piancó, numa extensão de aproximadamente 10 quilômetros entre Conceição e Ibiara, foram contados 16 focos de queimadas, futuros pontos de proliferação do processo de desertificação.

“E isto só pode ser contido e revertido a partir de intenso programa governamental de capacitação e difusão de tecnologia de base agroecológica”.

Na Zona da Mata, a situação é ainda mais preocupante. Com a devastação da floresta para dar lugar aos canaviais (uma das base da economia local), a Paraíba herdou um ambiente desmatado, de solos sedimentares e estrutura arenosa que precisa de cobertura vegetal permanente para preservar a propriedade de retenção de água, assegurando a perenidade dos poucos rios.

De acordo com o coordenador do Cinturão Verde, a proliferação de campos de extração criminosa de areia detrmina a morte dos rios, como já aconteceu com o rio Marés. Ele também acredita que o Rio Mumbaba também está condenado caso não acontece alguma ação política de preservação.

Cinturão Verde
Desde 2005, quando foi criada, a linha de crédito do Empreender-JP voltada aos pequenos agricultores liberou R$ 1,2 milhões através de 315 operações de crédito contratadas com recursos do Pronaf (Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar) e do Fundo Municipal de Incentivo aos Pequenos Negócios. Além dos financiamentos, o Cinturão Verde também desenvolve eventos de capacitação, assistência técnica agronômica, zootécnica e gestacional.

Fonte