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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

No interior paraibano, escola trabalha para arborizar cidade

 Quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 - 08:51
 
Cidade Arborizada, Saúde Preservada é o tema do projeto apresentado pela Escola Municipal de Educação Básica Professora Laura de Sousa Oliveira, de Pedra Branca, no sertão da Paraíba, durante a 4ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente. Desenvolvido inicialmente pelas professoras Rafaela Teotônio, de geografia, e Joana Fortunato, de ciências, com alunos do sexto ano do ensino fundamental, o projeto teve sucesso tão grande que acabou envolvendo toda a escola e também a comunidade.

O que começara apenas para melhorar a qualidade do ar nas proximidades da escola passou a incluir áreas urbanas do município. Segundo Rafaela, o plantio de mudas começou na própria escola, com a doação de mudas de árvores por pais de alunos e agricultores. Entretanto, constatada a necessidade de arborização em algumas ruas, a partir do plantio de mudas ou da substituição de árvores, a escola firmou parceria com a prefeitura e entidades locais para a execução das tarefas.

A professora lembra que as árvores contribuem para atenuar o calor do Sol e renovam o oxigênio do ar, além de estabilizar a temperatura ambiente. “Estamos planejando plantar vários tipos de árvores frutíferas e ornamentais, que se adaptem ao clima local, muito quente”, afirma. De acordo com Rafaela, as árvores são o ambiente dos pássaros e contribuem para melhorar o microclima.

O projeto, que terá continuidade em 2014, inclui atividades como debates, apresentação de vídeos e de músicas, produção de textos e de maquetes, além do plantio de árvores. “Esperamos conscientizar os alunos sobre a importância das plantas na conservação do ar”, diz Rafaela, que está no magistério há quatro anos.


Reflorestamento - Em Baía da Traição, no litoral norte paraibano, a Escola Estadual Indígena Pedro Poti, da aldeia São Francisco, de etnia potiguara, apresentou o projeto Reflorestamento nas Margens do Rio Sinimbu. De acordo com a professora Sônia Barbalho de Macedo, o rio, que banha grande parte das aldeias do município, sofre com o assoreamento, consequência do desmatamento em suas margens. “Houve uma sensibilização dos alunos no sentido de evitar esse problema”, diz Sônia, que leciona história nos anos finais do ensino fundamental.

Para a professora, a disciplina de história é importante na educação ambiental por fazer uma retrospectiva. “Começa pela pergunta: como era esse rio antigamente?”, salienta. “Nós trabalhamos o ano todo com esse problema do rio. Precisamos ter um conhecimento amplo de tudo, nos dedicar.”

Sônia está no magistério há 25 anos. Graduada em história e em pedagogia, ela faz pós-graduação em gestão e supervisão.


Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor
 
Palavras-chave: meio ambiente, conferência infanto-juvenil
 
Fonte
 
 

sábado, 30 de março de 2013

Chove em cidades do Sertão

Sete municípios paraibanos registram precipitações acima de 100 milímetros, em Serra Grande o Açude Cafundó está sangrando. 







A previsão da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) para as chuvas no final do mês de março, na região do Sertão da Paraíba, já começou a surtir efeito. Em dez dias, sete cidades sertanejas registraram precipitações que ultrapassam os 100 milímetros (mm), o que provocou a primeira sangria nos 121 reservatórios monitorados pela Aesa.

O açude Cafundó, localizado na cidade de Serra Grande, e com capacidade para 33.680 mm, ultrapassou suas barreiras na última terça-feira, uma vez que o volume de reserva hídrica do estado aumentou 8% em comparação ao que foi medido pela Aesa em janeiro. No início do ano, a Paraíba estava com 27,28% de sua água acumulada. Com o início do período chuvoso no Sertão, essa quantidade passou para 35,92%, o que corresponde um crescimento de 1.075.000 metros cúbicos de água para 1.416.000.

Apesar do crescimento, a situação ainda é preocupante. De acordo com a Aesa, 15 reservatórios ainda estão em situação crítica em seu armazenamento, o que corresponde a uma capacidade menor que 5% do volume total. Já 36 açudes estão em observação, ou seja, com volume total menor que 20%, enquanto que 71 reservatórios estão acima de 20% de sua carga máxima. De acordo com Lucílio Santos, gerente executivo de Monitoramento da Aesa, é preciso esperar para que seja confirmadas as previsões, para que o reflexo da chuva no armazenamento dos açudes melhore.

“A recarga em nossos açudes foi significativa durante o mês de março, e confirmaram a previsão de nossos meteorologistas.

Além desta quantidade que ficou acumulada, temos que lembrar que muito já foi consumido durante o mês e também há uma porcentagem que naturalmente é perdida na evaporação. Como os açudes já estão conseguindo acumular água, nossa perspectiva é que o volume hídrico possa aumentar”, destacou o especialista.

Dentre as cidades que registraram as maiores chuvas estão: Cajazeiras, com 118,8 mm no açude localizado no município e 106,1 mm no que fica em Engenheiro Ávidos; Ibiara, com 118 mm; Monte Horebe, com 148 mm; Nova Olinda, com registro de 115,7 mm; Pedra Branca, com 139 mm; Santa Inês, com 118,8 mm; e São José de Caiana, que atingiu a marca de 108,2 mm. Para a Aesa, o mês de abril deverá manter a média de 8% no acúmulo de água nos reservatórios, melhorando as condições de recarga nos açudes e abastecimento nos municípios paraibanos.

domingo, 11 de novembro de 2012

Na Paraíba, 70% da população vive em situação de emergência por causa da seca

11/11/2012 - 10:40 

Famílias caminham 5 km para buscar água em jumentos. Governador pede ajuda à União para minimizar efeitos da seca


A seca prolongada já afeta 2,3 milhões de paraibanos, cerca de 70% da população em 198 dos 223 municípios do Estado. São famílias que enfrentam os efeitos da estiagem, como a fome, a sede e a perda do rebanho, há mais de três meses. Os 122 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) já perderam 2,1 bilhões de metros cúbicos de água - a capacidade total é de 3,9 bilhões. As cidades mais prejudicadas são Triunfo, no Alto Sertão, e Cabaceiras, na região do Cariri, onde já falta água há um mês.

"Nos próximos 180 dias, vamos continuar com os carros-pipa, a recuperação de 486 poços e fornecimento de ração", afirma o secretário estadual de Infraestrutura, Efraim Morais, que coordena o Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem. "A situação é crítica. Começamos a perder a água dos mananciais e fica cada vez mais distante buscar e distribuir. Doze cidades já racionam água para evitar o colapso", diz.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, prorrogou na terça-feira passada os decretos de situação de emergência de 170 cidades por mais 180 dias. As outras 28 cidades terão os decretos prorrogados no dia 26 deste mês. Segundo Morais, o governo já pediu mais R$ 32 milhões para mais 180 dias de estiagem ao governo federal, além dos R$ 10 milhões já liberados para os últimos 90 dias de seca.

Em Pedra Branca, a 480 km de João Pessoa, famílias caminham mais de 5 km para buscar água com jumentos. A cidade tem apenas 4 mil habitantes e fica no Vale do Piancó, no Polígono da Seca, formado por 23 municípios.

O agricultor Sebastião Silva já perdeu as cabras que tinha e é um dos que usam o jumento. "É uma situação difícil, não temos ajuda", reclama.

Fé e protesto. O padre da cidade, Djacy Brasileiro, tem celebrado missas de protesto dentro de barragens para alertar sobre a situação crítica. "Vi muito gado morrer e muita gente desesperada. A situação é dramática e existe morosidade por parte dos governos", diz o sacerdote.

No total, 684 carros-pipa abastecem áreas urbanas e rurais na Paraíba - 239 são do Estado e 445 do Exército. De acordo com o governo, a Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) perfurou neste ano 169 poços. A Companhia de Água e Esgotos precisou racionar a oferta de água em 15 cidades e nove distritos.

O Programa Nacional de Agricultura Familiar liberou R$ 18 milhões para o Estado. Segundo a Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, o dinheiro já foi repassado aos produtores.

Prejuízo. A perda chega a 40% do rebanho animal e a 90% da safra agrícola, de acordo com o governo. A falta de chuva afeta cerca de 60 mil produtores e causa prejuízos. Alimentos e água tiveram quase 50% de aumento nas áreas de seca.
Estadão

Fonte

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Seca provoca cenário desolador no sertão da Paraíba

30/10/2012 06h54 - Atualizado em 30/10/2012 07h00
 
Os animais estão morrendo de fome e os criadores têm pouco o que fazer.
Muitos buscam alternativas para não perder mais animais.


Do Globo Rural
  


A falta de chuva secou açudes, prejudicou lavouras, transformou a paisagem. Na propriedade de José Neto, em Pedra Branca, no sertão do estado, a vegetação que servia de alimento para o gado, secou. Sem ter como sustentar os animais, ele tentou vender o rebanho de 30 cabeças, mas só conseguiu negociar os animais que estavam em melhor estado.
Os que restaram, procuram tirar dali mesmo algum alimento, sem sucesso. O criador diz nunca ter sentido de maneira tão severa os efeitos de uma seca. “É muito triste ver um animal com fome e não ter condições de salvá-lo”.
A maioria dos pequenos criadores da região vive situação semelhante na região do Vale do Piancó. Por causa disso, é comum ver cenas de verdadeiros cemitérios de animais a céu aberto.
Às margens da rodovia, dezenas de animais mortos estão espalhados pelo caminho. Para conseguir andar é preciso desviar de ossos e carcaças que restaram.
Para não perder mais nenhum animal, Daniel Carvalho, de 61 anos, luta para manter o resto do rebanho. Ele começa bem cedo, prepara a carroça e saí em busca de mandacarú, uma planta típica do semiárido nordestino e resistente à seca. Na propriedade, ele queima os espinhos e tritura, depois mistura com farelo de galhos secos e serve para os animais. O rebanho magro e faminto não perde tempo.
Sem a principal fonte de renda, os criadores estão sobrevivendo do Bolsa-Família, benefício do Governo Federal.
Preocupado com a situação dos moradores da zona rural, o padre do município, Djacir Brasileiro, teve a ideia de publicar fotos e relatos na internet. Ele pretende chamar atenção para o drama vivido pelos sertanejos.