Mostrando postagens com marcador Mudanças Climáticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mudanças Climáticas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Contra queimadas, Ministério declara estado de emergência ambiental


17/04/2013 09h21 - Atualizado em 17/04/2013 09h21 

Ato facilita contratação temporária de brigadistas em 19 estados e no DF.
Medida foi publicada pelo Diário Oficial da União.
 
Do G1, em São Paulo
 
 
Foco de incêndio em área da floresta amazônica que está em regeneração. Desde o começo do ano, Pará registrou 4.039 focos de queimada, segundo o Inpe (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Foco de incêndio em área da floresta amazônica
(Foto: Paulo Whitaker/Reuters/Arquivo)
O Ministério do Meio Ambiente decretou nesta quarta-feira (17) estado de emergência ambiental em 19 estados e no Distrito Federal, já tendo em vista o período de secas, quando são mais comuns os focos de incêndio nas florestas brasileiras. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e já está em vigor.
 
A declaração do estado de emergência ambiental agiliza a contratação temporária de brigadistas para o controle dos focos de incêndio. Cada brigadista pode ser contratado por até seis meses, e a lei permite que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contrate até 2.520 pessoas para a função.

A medida foi tomada considerando a ameaça que o período seco representa, de acordo com dados históricos, e considerando também o tempo necessário para selecionar e contratar esses brigadistas.

No texto publicado pelo Diário Oficial da União, o Ministério do Meio Ambiente destaca também que as queimadas representam uma das principais fontes de emissão de carbono do Brasil. Desta forma, segundo a pasta, o combate aos focos de incêndio representa também o esforço brasileiro para honrar os compromissos internacionais contra a mudança climática.

O período em que o estado de emergência ambiental fica vigente varia de acordo com as características climáticas de cada área, inclusive com subdivisões dentro dos estados. Há regiões em que a medida vale até os primeiros meses de 2014 – a mais longa vai até maio, na Região Metropolitana de Salvador.
 
No total, a medida vale para 20 unidades da federação: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.


Fonte


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Embrapa pesquisa reação de cultivos a aumento na temperatura


A temperatura na Terra vem aumentando a cada dia e tal fator ameaça a vida no planeta. Mesmo que o homem adote medidas para equilibrar a matriz energética global, com igual participação de fontes renováveis e de combustíveis fósseis, a elevação da temperatura, no Brasil, será de 1,8 graus Celsius (ºC) a 3,4°C até o final deste século. Já com a predominância dos combustíveis fósseis, como o petróleo, a elevação climática chegará a 5,4°C.
 
As conclusões são do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), e da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O semiárido brasileiro é uma das regiões mais vulneráveis ao aumento do calor. Ele pode se transformar em um ambiente desértico e apresentar uma diminuição de até 70% no abastecimento de seus aquíferos.

Como a elevação da temperatura é algo que não pode ser revertido, é preciso buscar alternativas para conviver com a nova realidade que se aproxima. Em Campina Grande, por exemplo, a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa Algodão) já está pesquisando de que forma algumas cultivares reagirão às mudanças do clima.

Estão sendo testadas espécies de algodão, gergelim, mamona, amendoim e pinhão manso. As plantas germinam e crescem em um fitotron, uma espécie de estufa que simula condições atmosféricas que podem acontecer futuramente na Terra. O ambiente chega a ficar com até 800 partes por milhão (ppm) de gás carbônico (CO2) e com temperaturas que já chegaram até 41°C. A condição média ambiental para o Nordeste atualmente é de 30°C e 400 ppm de CO2 atmosférico.

O líder da pesquisa, que envolve estudantes das três universidades públicas da Paraíba, é o chefe-geral da Embrapa Algodão, Napoleão Beltrão. “Temos constatado, por exemplo, que a 35°C a mamona tem seu processo de fotossíntese comprometido. Já o algodão se mostra mais resistente a ambientes extremos, mas não suporta temperaturas de 40°C”, afirma.

Entre os fatores pesquisados está o genótipo das plantas que conseguem suportar condições extremas. Como resultado prático, estão sendo desenvolvidas linhagens mais resistentes ao calor. “A produção de alimentos na Terra estará ameaçada se não tivermos cultivares resistentes às altas temperaturas. Outras unidades da Embrapa também estão desenvolvendo essa mesma pesquisa em cultivares como o arroz e a soja”, cita Beltrão.

Calor no Nordeste pode aumentar até 40 ºC

Alberto Simplício

De acordo com o estudo 'Mudanças Climáticas, migrações e saúde: cenários para o Nordeste brasileiro 2000-2050’, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Fundação Oswaldo Cruz, o Nordeste poderá ficar até 4ºC mais quente e entre 15 a 25% mais seco, em consequência do aquecimento. Tal mudança poderá afetar a biodiversidade da caatinga, a agricultura, a saúde e a economia.
 
Uma temperatura elevada em até 4ºC pode significar uma redução média de crescimento de 17,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba e de 11,4% do PIB nordestino, até o ano de 2050. Isso ocorrerá devido à diminuição das chuvas e à pouca disponibilidade de terras aptas para a agropecuária. O estudo cita que a situação mais dramática se dará nos municípios de Riachão e Itapororoca.

Outro fator que preocupa é a migração populacional. Isso poderá ocasionar a migração de trabalhadores rurais e suas famílias para outras regiões e para setores menos afetados da economia. Atualmente em queda, a taxa de migração teria um aumento 24%, no período de 2035 a 2040, e de 17%, entre 2045 e 2050. Em números absolutos, seriam cerca de 500 mil nordestinos deixando seus locais de origem.

A pesquisa ressalta que as regiões metropolitanas serão afetadas, principalmente a de Recife, com redução de 1,1% da população de 2045 a 2050, e a de João Pessoa, com redução de 0,75%. Os municípios com mais de 150 mil habitantes também seriam afetados, entre eles Campina Grande.