Mostrando postagens com marcador Erosão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Erosão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de março de 2017

CMJP vai discutir plano diretor e a erosão da Barreira do Cabo Branco

31/03/2017 às 14:26
Fonte: Da Redação com Ascom

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) vai realizar quatro sessões especiais, uma solene e uma audiência pública entre os dias 3 e 7 de abril.

De acordo com setor de Cerimonial da Casa, serão realizadas três discussões: a revisão do Plano Diretor, a erosão e degradação na Barreira do Cabo Branco e a Reforma da Previdência; e três homenagens a instituições e personalidades da Capital paraibana.

Na segunda-feira (3), às 10h30, acontece a primeira sessão especial da semana para debater “a importância da construção de um processo participativo para revisão do Plano Diretor de João Pessoa”.

A discussão, proposta pelo vereador Tibério Limeira (PSB), deverá ser realizada no plenário da Casa.
Em sua justificativa, o propositor da discussão afirma que o Instituto de Arquitetos do Brasil na Paraíba (IAB/PB) recomenda que este trabalho seja iniciado este ano para a obtenção de resultados satisfatórios neste documento que implica em profundas alterações na vida urbana durante uma década.

De acordo com Tibério Limeira, o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-US), arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, estará presente na discussão. Ele coordenou o Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), que envolveu uma metodologia de participação exemplar, premiada e reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência no processo.

Ainda na segunda-feira, às 15h, está programada, na Sala da Presidência da CMJP, uma reunião com os presidentes das Câmaras Municipais da Região Metropolitana de João Pessoa para discutir a realização do Primeiro Seminário sobre Mobilidade Urbana da Grande JP.

O seminário foi proposto pelo presidente da CMJP, vereador Marcos Vinícius (PSDB), com o objetivo de discutir e solucionar problemas em comum dos municípios vizinhos à Capital paraibana.
A discussão sobre os problemas de erosão e degradação na Barreira do Cabo Branco está prevista para terça-feira (4), às 15h.

A audiência pública foi proposta pelo vereador Bruno Farias (PPS) e acontecerá na sede do Legislativo Municipal.

De acordo com Bruno Farias, deverão participar da audiência autoridades federais, estaduais e municipais, Ministério Público Federal e Estadual, sociedade civil organizada, e toda população da cidade de João Pessoa, para que haja ampla discussão e publicidade sobre um tema de extrema relevância para a Capital paraibana.

Na quarta-feira (5), às 15h, acontecerá uma sessão especial alusiva aos 95 anos do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

O vereador Helton Renê (PCdoB) propôs a celebração, que deverá acontecer no Plenário da CMJP.
Fundado em 1922, o Partido Comunista do Brasil é o partido mais antigo do país.

Viveu 60 anos na clandestinidade, foi perseguido pelo regime militar, dirigiu a Guerrilha do Araguaia em 72-75 e ao fim da ditadura, alcançou a legalidade.

O PCdoB guia-se pela teoria científica de Marx, Engels e Lênin, e desenvolvida por outros revolucionários.

Ainda na quarta-feira, às 20h, será realizada uma sessão solene para entrega do Título de Cidadã Pessoense à fundadora e presidente da Associação Paraibana de Autismo (APA), Hosana de Freitas Carneiro.
O parlamentar Bruno Farias propôs a homenagem e solenidade, que acontecerão no Hotel Hardman, na av. João Maurício, na orla de Manaíra.

Natural de Riacho dos Cavalos, no interior da Paraíba, Hosana de Freitas Carneiro, é empreendedora social atuando em prol das pessoas com autismo e seus familiares. É a atual presidente da da Associação Paraibana de Autismo (APA).

Os 55 anos do Hospital Napoleão Laureano serão comemorados em sessão especial prevista para quinta-feira (6), às 11h, no plenário da CMJP.

Na ocasião, o vereador propositor da celebração, Fernando Milanez Neto (PTB), vai homenagear os diretores da instituição: Antônio Carneiro Arnaud (presidente) e Ivo Sérgio Correia Borges da Fonseca (geral).

O Hospital Napoleão Laureano é a unidade principal da Fundação Napoleão Laureano, entidade filantrópica e de utilidade pública Federal, Estadual e Municipal, e por ela é mantido, dirigido e administrado, e tem por finalidade: tratar de pessoas portadoras de enfermidade neoplásicas; servir de campo de aprendizado nas atividades relacionadas à assistência médica hospitalar; contribuir para a educação sanitária da comunidade; colaborar no aperfeiçoamento de profissionais relacionados à assistência à saúde e estudo científico.

Também na quinta-feira e no plenário da Casa, às 15h, acontece a última sessão especial do período, proposta pelo vereador Marcos Henriques (PT), para debater o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) de Reforma da Previdência.

“A reforma da previdência penaliza os milhares de trabalhadores pessoenses, deixando praticamente impossível a consolidação das aposentadorias por parte dos trabalhadores, ligados aos segmentos de menor renda, assim como retirará as conquistas das mulheres. Essa reforma possui um conjunto de medidas que, se aprovadas, deverão impactar a vida dos trabalhadores de praticamente todos os segmentos da sociedade pessoense, portanto precisa ser debatida e estudada profundamente, sobretudo para que o Poder Legislativo Municipal possa também se apropriar e contribuir com o tema em questão”, justificou Marcos Henriques.


 

Prefeitura perde recursos do Ministério do Turismo para obras da Barreira do Cabo Branco

31/03/2017

 



Prefeitura de João Pessoa vai mesmo deixar de receber os recursos que estavam à disposição no Ministério do Turismo para ajudar nos custos das obras de contenção da erosão marinha na Barreira do Cabo Branco. Por meio de uma nota, o Ministério informou que “a obra referente ao contrato para melhoria de infraestrutura urbana (erosão) na orla de João Pessoa não começou e não houve nenhum recurso pelo Ministério do Turismo”. A vigência do contrato é até esta sexta-feira (31). O valor não foi informado.

Uma fonte do Ministério do Turismo disse que a prefeitura poderá solicitar recursos da Pasta a qualquer momento, assim como todos os municípios brasileiros. No entanto, o sentimento é de descrédito, tendo em vista a demora e a inércia dos gestores públicos no trato dessa obra, com muito discurso, troca de acusações e falta de ação.

E parece mesmo que vai demorar para essa obra sair do papel. Na quinta-feira (30), a secretária de Planejamento do município, Daniela Bandeira, disse que a empresa contratada para fazer o estudo de impacto ambiental na área começou esse trabalho na última segunda-feira. O resultado deverá estar pronto num prazo de 120 (quatro meses). Após a entrega do documento, segundo ela, ele será entregue à Sudema (Superintendência de Desenvolvimento do Meio Ambiente) - órgão estadual -, que fará uma avaliação para a liberação de licenças ambientais.

Daniela Bandeira não informou o prazo para essa liberação e criticou as gestões anteriores que, segundo ela, não tiveram a preocupação com a erosão na área. “Estamos buscando - com o novo projeto - corrigir erros do passado”, afirmou a secretária, em entrevista na rádio Band News, de João Pessoa.

Fábio Cardoso



quinta-feira, 23 de março de 2017

PMJP deixa ‘encalhar’ licença para contenção da Barreira do Cabo Branco

Postado em 23/03/2017

PMJP deixa ‘encalhar’ licença para contenção da Barreira do Cabo BrancoA Prefeitura de João Pessoa solicitou nesta quinta-feira (23), a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), do Governo do Estado, um pedido de prorrogação da licença prévia, que autoriza a abertura de processo licitatório para contratação de empresa especializada na elaboração de Estudo do Impacto Ambiental para a realização do projeto da obra de contenção da erosão da Barreira do Cabo Branco.


Orçada em R$ 80 mi, licitação para projeto da barreira do Cabo Branco pode ser flexibilizada com estado de emergência

A solicitação acontece nove meses após a Sudema ter concedido a licença ambiental necessária para a realização do projeto. A licença tem validade por um ano. A secretaria de Planejamento da PMJP, Daniella Bandeira, afirmou que a licença pode ser prorrogável desde que seja solicitada antes do vencimento. Os estudos ainda não foram iniciados.

“Pedi a prorrogação antecipadamente. A licença diz que 120 dias antes dela vencer nós devemos pedir. Como costumamos respeitar o que está na lei e para não perder tempo nós já pedimos antecipadamente a renovação da licença que ainda vai se vencer em junho”, justificou.

A secretária não deu previsão para que as obras de contenção da Barreira do Cabo Branco tenham início. Segundo ela, após a liberação foi concedida o que foi realizado foi a abertura de processo licitatório para contratar a empresa que realizará o estudo ambiental para só após essa análise seja aberta licitação para as obras, que ainda passaram por avaliação popular.

“A licença prévia foi concedida em junho do ano passado e de lá para cá nós fizemos um processo licitatório para Estudo de Impacto Ambiental que foi exigido na licença concedida. A obra ainda tem um tempo. A obra tem alguns passos ainda, nós contratamos o Estudo de Impacto Ambiental que vai avaliar os impactos dos projetos. A cidade vai ser consultada para saber se aceita o projeto ou não”, disse.

Ela negou que a Prefeitura da Capital esteja prolongando o início da obra e afirmou que é necessária responsabilidade. “São 82 milhões a serem investidos e precisamos respeitar todos os trâmites”.

Blog do Gordinho



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Sudema concede licença prévia para obra na Barreira do Cabo Branco

29/06/2016 16h58 - Atualizado em 29/06/2016 20h42
 
Órgão pede encaminhamento urgente à execução das obras.
Seplan disse que vai iniciar a obra o quanto antes.
 
Do G1 PB
 
A Superintendência do Meio Ambiente (Sudema) informou que assinou, nesta quarta-feira (29), uma a licença prévia para a realização da obra de contenção da Barreira do Cabo Branco, em João Pessoa. Segundo o órgão, a licença foi dada para que a gestão municipal dê encaminhamento urgente aos procedimentos de execução das obras. Nesta quarta-feira, um novo deslizamento na barreira foi registrado.

Erosão tem avançado na Barreira do Cabo Branco com a força do mar  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Deslizamento foi registrado nesta quarta-feira
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Diferentemente do que foi informado pela Prefeitura de João Pessoa, a Sudema negou que houve qualquer arquivamento por parte da autarquia no que diz respeito ao projeto para a contenção do processo erosivo da barreira do Cabo Branco. A licença prévia já está disponível na Sudema.

A assessoria da Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan) informou que já tinha enviado o projeto em sua totalidade para a Sudema e que vai tomar as medidas cabíveis para iniciar as obras do projeto o quanto antes.
O superintendente da Sudema reafirmou a inexistência do projeto completo das obras da contenção da barreira por parte da Prefeitura. "Irresponsavelmente, a gestão municipal tem divulgado inverdades, não sabemos se intencionalmente. Eles têm arrastado há meses um projeto de extrema importância para uma discussão vaga. A omissão e transferência das responsabilidades, que competem somente à gestão municipal, refletem um risco completo não só para a área, mas para todo o Litoral Sul da Paraíba", alertou o superintendente.
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira  (Foto: Reprodução/PMJP)
Projeto pretende conter a erosão na falésia do Cabo Branco (Foto: Reprodução/PMJP)


 

Sudema arquiva projeto para conter barreira do Cabo Branco, diz Seplan

29/06/2016 09h54 - Atualizado em 29/06/2016 17h22
 
Sudema alega que precisa que novo protocolo seja aberto.
Prefeitura diz que vai reapresentar projeto nesta quarta-feira. 
 
 
O projeto para a contenção do processo erosivo da barreira do Cabo Branco da prefeitura de João Pessoa foi arquivado pela Superintendência do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) na terça-feira (28), segundo informou a Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan). Durante reunião, a Sudema teria alegado que o pedido de arquivamento se deu devido à necessidade de se abrir um novo protocolo.
Por isso, o mesmo projeto deve ser reapresentado nesta quarta-feira (29) pela Secretaria de Planejamento do município. A prefeitura espera receber a licença prévia e o Termo de Referência para orientação do projeto ambiental.
 
“Lamentamos porque elaboramos o projeto executivo compreendendo a pavimentação, drenagem e contenção do processo de erosão marinha da falésia do Cabo Branco e também da Praia do Seixas. Esse projeto ficou 14 meses submetido a um pedido de licenciamento ambiental, e agora esse mesmo projeto terá que ser apresentado novamente no órgão”, disse Daniela Bandeira, secretária municipal de Planejamento (Seplan).
 
Daniela Bandeira ressalta que a prefeitura espera da Sudema cooperação para dar sequência ao licenciamento. “A partir disso faremos a licitação e o contrato da empresa para fazer a intervenção que diminuirá consideravelmente os impactos da erosão naquele local”, diz.

Fonte

 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Prefeitura de João Pessoa decreta emergência na falésia do Cabo Branco

22/06/2016 17h23 - Atualizado em 22/06/2016 17h30
 
Área de situação de emergência é da praça de Iemanjá até o Seixas.
Decreto foi publicado nesta quarta-feira (22).

Do G1 PB
 
Falésia do Cabo Branco em estado de emergência (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Erosão na falésia do Cabo Branco
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
A Prefeitura de João Pessoa decretou nesta quarta-feira (22) o estado de emergência na área compreendida pela Falésia do Cabo Branco da Praça de Iemanjá até a Praia do Seixas. O decreto foi publicado numa edição especial do semanário da prefeitura e assinado pelo prefeito da cidade, Luciano Cartaxo (PSD). Veja aqui o decreto completo.

Há alguns dias as pistas que dão acesso ao farol de Cabo Branco, na capital, foram interditadas para pedestres e ciclistas por causa da erosão na barreira de Cabo Branco. Segundo a Defesa Civil a área, que já era fechada para carros e motos, foi completamente bloqueada por motivos de segurança. No entanto, na terça-feira (21) uma das faixas da pista foi desinterditada.

De acordo com o decreto, foram considerados os impactos da corrente marinha, ocorridas no município de João Pessoa nos últimos sete dias, e neste instante caracterizados como Erosão Costeira Marinha, segundo o Código Brasileiro de Desastres (Cobrade).

Conforme o decreto, em decorrência dos danos e prejuízos causados direta e indiretamente pelo desastre, a reabilitação de cenários e reconstrução da falésia, estão cima da capacidade suportável pelo município. 

Reunião sobre a erosão
Na manhã desta quarta-feira foi realizada uma reunião pelo promotor do Meio Ambiente de João Pessoa, José Farias, com a participação da secretária de Planejamento de João Pessoa, Daniella Bandeira, e do superintendente de Administração do Meio Ambiente (Sudema), João Vicente.

Após a reunião, o promotor conseguiu que a Sudema apresente com brevidade um termo de referência para que a prefeitura de João Pessoa realize os estudos complementares para conseguir o licenciamento ambiental. A decisão foi comemorada por Daniella Bandeira, que alegava demora do órgão estadual para dar respostas. Além disso, ficou acordado que vai haver participação de representantes da Universidade Federal da Paraíba na discussão. Uma nova reunião de trabalho vai ocorrer na próxima semana.


 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Obras da barreira do Cabo Branco não têm estudo de correntes marítimas

Especialistas não sabem dizer impacto da intervenção em Cabo Branco nas outras praias paraibanas. Obras de contenção da falésia custarão cerca de R$ 60 milhões, mas Prefeitura de João Pessoa só tem R$ 6 mi

Projeto prevê oito quebra-mares ao longo da costa em
Cabo Branco (Foto: Walla Santos)
As obras de contenção da barreira do Cabo Branco esbarram em três obstáculos. O primeiro é a falta de recursos. Até o momento, a Prefeitura de João Pessoa dispõe de apenas R$ 6 milhões para uma intervenção estimada em cerca de R$ 60 milhões, em sua totalidade. Somente a primeira fase está orçada em R$ 12 milhões: a Prefeitura tem a metade. O segundo aspecto é a falta de licenciamento ambiental pela ausência de um estudo de correntes marítimas. E o terceiro ponto, que também depende deste segundo, é a incerteza sobre o comportamento do mar e das correntes marinhas após tamanha intervenção na costa da Capital paraibana. Quebra-mares geram impactos. Como saber se não serão catastróficos?  

São oito quebra-mares, projetados para ficar a cerca de 300 metros da costa, instalados paralelamente à costa. Cada quebra-mar tem o comprimento de 300 metros, com espaçamento de 50 metros entre cada um. A exceção são os quebra-mares sete e oito, cujo espaçamento é de 75 metros, para permitir a circulação de embarcações.

 
Serão construídos dois caminhos de serviços temporários.
 
A estrutura dos quebra-mares pode variar entre 1,5 e 5 metros, em função da profundidade.  Além disso, durante as obras, seriam construídos dois caminhos de serviços temporários, perpendiculares à costa, por onde passariam caminhões com o material da obra. A largura desses caminhos medirão 7 metros, para possibilitar o trânsito dos veículos.

Licenças - A primeira etapa da obra abrange dois quebra-mares, a proteção do pé da barreira e a pavimentação e drenagem da parte superior da barreira. Ficou definido que a Sudema licenciaria a parte continental – drenagem e pavimentação da parte superior da barreira – essa parte do projeto foi encaminhada ao órgão; e o Ibama faria o licenciamento da parte oceânica, que envolve os quebra-mares e a proteção do pé da barreira. 

Em vídeo gravado para o ClickPB, o superintendente da Sudema, João Vicente Machado, informou que a Prefeitura de João Pessoa não realizou estudo de correntes marinhas, necessário para licenciar a segunda fase da obra, que abrange a parte marítima, de implantação dos quebra-mares. 

Sem esse estudo oceanográfico, é temeroso que essa intervenção de quebra-mares em Cabo Branco possa liquidar com a balneabilidade das praias paraibanas, alerta a Sudema. 

Aliás, um grande alerta primeiramente partiu da própria empresa Acquatool Consultoria Ltda, que participou de licitação em 2014 para elaborar o projeto executivo que incluía a drenagem, pavimentação, e contenção do processo de erosão da barreira. Esse projeto consiste no que diz respeito à obra marítima de oito quebra-mares, dois caminhos de serviço, engorda da praia, o enrocamento no sopé da barreira e, no continente, a drenagem e a pavimentação. 

Ou seja, não fez parte do trabalho da consultoria estudar o impacto biológico, como fauna e flora, habitats e nichos ecológicos, locais de reprodução, abrigo, alimentação da fauna, conforme disse o engenheiro Pedro Antônio Molinas, da Acquatool. 

"Eu não sou um idiota, eu sou um engenheiro. Se eu vou substituir um metro cúbico de oceano, com peixes, com água, com micro-organismos, com plâncton por um metro cúbico de enrocamento, obviamente haverá um impacto ecológico", disse Molinas, em sessão especial que aconteceu na Assembleia Legislativa da Paraíba, em julho do ano passado. 

Nessa sessão, especialistas foram ouvidos e questionaram para onde irá essa água depois que os quebra-mares forem colocados no mar?

Se pelo menos isso salvasse a barreira...

Molinas disse que as intervenções não são uma garantia de que a barreira será protegida. Segundo ele, a barreira é um “doente em terapia intensiva”. 

“Se vive ou não vai depender de muita coisa".


Formação de quebra-mares, conforme o projeto.


Fonte


terça-feira, 28 de julho de 2015

MPPB sugere que obra na falésia do Cabo Branco não inicie sem licença

27/07/2015 20h15 - Atualizado em 27/07/2015 22h03 

Será recomendado que Sudema e Ibama façam o licenciamento ambiental. 
Projeto foi debatido nesta segunda-feira (27) em audiência pública.
 
Do G1 PB
 
 
Falésia na praia do Cabo Branco receberá obra de contenção (Foto: Divulgação/Secom-PB)
Falésia na praia do Cabo Branco receberá obra de
contenção (Foto: Divulgação/Secom-PB)
Uma audiência pública realizada na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB) na tarde desta segunda-feira (27) em João Pessoa, debateu o projeto executivo de pavimentação, drenagem e contenção do processo de erosão marinha da falésia do Cabo Branco. Uma recomendação para que a Prefeitura de João Pessoa, não realize nenhuma obra prevista no projeto elaborado pela empresa contratada pela PMJP sem o licenciamento ambiental, será feita pela 1ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público Federal (MPF).
 
A recomendação será feita porque a Secretaria de Planejamento da Prefeitura informou que a licitação da drenagem da Rua Luzinete Formiga de Lucena já será feita em agosto. Esta drenagem faz parte do conjunto de obras previstas no projeto executivo, que foi apresentado durante a audiência, e é composto das seguintes etapas: construção de oito quebra-mares a 300 metros da costa, proteção do sopé da falésia com engorda da praia e enrocamento, drenagem pluvial e pavimentação de ruas do entorno da falésia.
 
De acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplan), o projeto será executado em três etapas. Na primeira, serão construídos dois quebra-mares e feito o enrocamento; na segunda, a pavimentação e drenagem das ruas, engordamento da praia e construção de mais dois quebra-mares; na terceira etapa, será construídos os quatro últimos quebra-mares e concluída a engorda artificial.
 
Segundo o promotor de Justiça José Farias, também será recomendado que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), façam o licenciamento ambiental em conjunto já que o projeto tem intervenções marinhas, responsabilidade do Ibama, e área do continente, cuja atribuição é da Sudema. O promotor informou ainda que vai analisar o que foi discutido na audiência desta segunda-feira (27) e convidar participantes para formarem grupos de trabalho que vão debater o projeto durante o processo de licenciamento ambiental.

Participaram da audiência ainda o procurador da República, José Godoy, o superintendente da Sudema, João Vicente, representantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), do Grupo de Amigos da Barreira (GAB), da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), da sociedade civil e da empresa contratada para elaborar o projeto. Representantes da UFPB, Apan e GAB criticaram o projeto por causa dos impactos ambientais que ele produzirá. Segundo os professores da UFPB, que estudaram a área da falésia, o projeto vai prejudicar a fauna e flora da região.
 
Uma cópia do projeto de contenção da erosão na falésia do Cabo Branco está a disposição da população, para exame e anotações, no gabinete da 1ª Promotoria do Meio Ambiente, que fica na Rua Rodrigues Chaves, nº 65, no centro da Capital.

 
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira  (Foto: Reprodução/PMJP)
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado
pela PMJP (Foto: Reprodução/PMJP)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Prefeitura de João Pessoa apresenta projeto para a falésia do Cabo Branco

11/03/2015 16h04 - Atualizado em 11/03/2015 16h09 

Investimento total previsto é de R$ 60 milhões.
Projeto foi entregue ao Iphan, Sudema e Caixa.


 
Do G1 PB


Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira  (Foto: Reprodução/PMJP)
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira (Foto: Reprodução/PMJP)
O projeto de proteção, revitalização e contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado na manhã desta quarta-feira (11) pela Prefeitura de João Pessoa durante uma coletiva de imprensa. Para a execução da primeira etapa do projeto, serão investidos cerca de R$ 12 milhões. O investimento total previsto é de R$ 60 milhões.
 
O projeto de engenharia consiste na execução das obras de quebra-mares, proteção do sopé da falésia, drenagem pluvial e pavimentação de vias. A alternativa escolhida foi a construção de oito quebra-mares paralelos à costa, totalizando uma extensão de aproximadamente 2.600 metros. Segundo o secretário de Planejamento de João Pessoa, Zennedy Bezerra, a Rua Luzinete Formiga de Lucena, para a qual o trânsito da Avenida Panorâmica foi desviado desde novembro de 2014, será pavimentada de imediato.

Na terça-feira (10), o projeto foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), à Caixa Econômica Federal e à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para ser submetido a avaliação.


Além das iniciativas para amenizar o avanço e a força do mar, o projeto prevê intervenções que tem como objetivo sanar os escoamentos que partem das ruas que estão acima da falésia. Essas vias passarão por obras de drenagem ou de redimensionamento da drenagem já existente, com porte suficiente para atender o aumento dos escoamentos superficiais, decorrente da expansão urbana.
 
No que se refere à pavimentação, serão beneficiadas as ruas Luzinete Formiga de Lucena, que também será duplicada, e Ricardo Albuquerque. O trânsito no local continuará funcionando como atualmente, com a interdição da Avenida João Cirilo (Panorâmica) no trecho que vai do girador da ladeira do Cabo Branco ao girador da Estação Ciência. A intenção da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) é estimular o uso da área para atividades esportivas e de lazer.

Segundo o secretário de Planejamento de João Pessoa, Zennedy Bezerra, o projeto de pavimentação, drenagem e contenção da erosão da falésia prevê um replanejamento viário para a área, a reestruturação da drenagem, a proteção contra agressões marítimas e o planejamento urbanístico nas imediações da falésia.

Ainda de acordo com Zennedy Bezerra, a Prefeitura pretende trabalhar na recomposição de barreiras entre os corais para evitar que as correntes marinhas, principalmente em período de ressaca, acelerem a degradação da falésia.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Grupo fará ato para conscientizar sobre situação da Barreira do Cabo Branco

Publicado em 07/01/2015 11h53

Ato público acontecerá na manhã deste sábado, 10, a partir das 7 horas

Por Fatospb


O Grupo dos Amigos da Barreira (GAB) vai realizar neste sábado, 10 de janeiro, a partir das 7 horas, uma caminhada com a finalidade de sensibilizar as autoridades públicas e conscientizar a população sobre a situação em que se encontra a falésia do Cabo Branco, em João Pessoa, ponto considerado o mais oriental das Américas e cartão postal da Capital da Paraíba, que sofre há décadas  com a erosão provocada pela degradação ambiental na área, sem nenhuma interferência por parte dos órgãos ambientais da prefeitura e do Estado.

A prefeitura de João Pessoa chegou a interditar o tráfego de veículos na área, mas ainda não anunciou quando será executado um projeto que possa resolver de forma definitiva a situação.

O Grupo dos Amigos da Barreira  é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou políticos, que foi criada e idealizada por Ricardo Lombardi, tendo como vice-presidente o promotor João Arlindo Correa, e a participação de muitos outros cidadãos de João Pessoa.
 
“A ideia surgiu no sentido de despertar a população para assumir o seu papel de guardiã natural deste belo patrimônio: local, estadual, e mundial – claro, estamos falando do ponto mais oriental das Américas. Durante décadas, a barreira vem apresentando sinais de fadiga; algumas naturais, e outras causadas pela falta de políticas carentes de sustentabilidade ambiental", revelou Ricardo Lombardi.
 
"Olhar para trás, é perder tempo. Olhar para frente, sem enxergar nenhuma perspectiva de mudança, é ser conivente com o galopante desmoronamento; além de ficar sem respostas para a pergunta de filhos e netos: ‘- onde vocês estavam em 2015 e por que nada fizeram?!’. A ‘caminhada’ deste sábado é a primeira tentativa de encontrarmos respostas. Queremos contar com VOCÊ e a sua família. A Barreira agradece! A cidade merece! Caminhar é preciso!”, convoca Lombardi.
Fonte: Redação com assesoria/Foto MaisPB
Fonte
 
 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Prefeitura de João Pessoa interdita trânsito na ladeira do Cabo Branco

05/11/2014 13h34 - Atualizado em 06/11/2014 09h01 

Interdição se deve ao avanço da erosão na barreira do Cabo Branco.
Anúncio da medida foi feito nesta quarta-feira (5).
 
Wagner Lima Do G1 PB
 
O trânsito de veículos na ladeira do Cabo Branco, em João Pessoa, foi parcialmente interditado na terça-feira (4). A medida emergencial, divulgada durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (5), foi tomada por causa do avanço da erosão na barreira do Cabo Branco, um dos principais pontos turísticos da Paraíba. O valor total do investimento para conter a erosão e o prazo de início e conclusão das obras não foram divulgados.
 
Nos próximos dias, segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), o acesso de veículos à área deverá ser totalmente proibido. O superintendente do órgão, Roberto Pinto, disse não saber a quantidade de veículos atingidos com a mudança no trânsito porque o órgão não dispõe de contagem na área.
 
Secretários municipais e o representante da Acquatool LPP Ltda, responsável pelos projetos de contenção na área, concederam a entrevista coletiva no auditório da Receita Municipal, no Centro Administrativo Municipal, no bairro de Água Fria, na capital.

 
A destruição da barreira tem  chamado a atenção de turistas, comerciantes e defensores do meio ambiente. O problema foi mostrado em reportagem do Jornal Nacional no último sábado (1º).

Com a interdição, os motoristas que seguem do Cabo Branco em direção à Estação Cabo Branco vão poder seguir pela ladeira nas imediações da Praça de Iemanjá, possivelmente até este final de semana, segundo o titular da Semob, Roberto Pinto. Para quem vem da PB-008 e pretende ir até a orla o fluxo de veículos em direção à Estação Cabo Branco e a ladeira estão proibidos.

A alternativa é pegar a rotatória em frente à Estação das Artes (anexo da Estação Cabo Branco) seguir em frente pela Rua Luzinete Formiga Lucena, pegar a segunda via à direita, a Rua Zita Maria Carneiro da Cabral até a Avenida Panorâmica do Cabo Branco até o acesso às ladeiras que levam ao Cabo Branco.

Sem infraestrutura
O representante da Acquatool Consultoria, Pedro Antônio Molinas, responsável pelos estudos e projetos para conter a erosão, reconheceu que os motoristas devem enfrentar dificuldades porque essas ladeiras são de paralelepípedos e com iluminação precária. A Secretaria de Planejamento reforçou que os projetos estão em curso para dotar os acessos de condições de tráfego.
 
Durante a coletiva, o secretário do Planejamento do município, Rômulo Polari, não citou prazos para as obras e ao ser indagado sobre o volume de recursos para a obra disse que não teria como adiantar. “A gente não sabe a quandidade de recursos porque os projetos estão em elaboração”, frisou.

Quebramares serão colocados a 300 metros da beira-mar 
A praia do Cabo Branco, conhecida pelas piscinas naturais e reproduções de várias espécies, contará nesse trecho onde se registra a erosão da barreira, a instalação de quebramares distantes 300 metros da beira-mar. A ideia é a de que eles fiquem submersos para conter a intensidade das ondas que quebram na base da barreira.

A estimativa, segundo Pedro Molinas da Acquatool Consultoria, é a de que a cada ano a barreira tem perdido em torno de até 50 metros devido às ações de intensidade das marés na base da barreira e as intervenções urbanas no alto da barreira.

O técnico Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, explicou que a distância é maior do que a prevista no projeto inicial que era de apenas 50 metros. Ele garantiu que o impacto no paisagem natural será o mínimo possível. “Intervenções deixam as praias alijadas, artificiais, mas nós vamos fazer com que os quebramares fiquem submersos e o máximo que se possa ver é um 'colchão de espumas brancas' e só os visualize em maré baixa”, frisou.

Na base da barreira serão feitos reparos com o mesmo tipo de material dos quebramares, além de outras medidas no alto da barreira: implantação de projetos de drenagem, reflorestamento e a interdição total de veículos na área mais atingida com a proibição da pista de subida.

O titular do Planejamento, Rômulo Polari, explicou que os dois projetos para a construção da Praça do Sol Nascente, na Praia do Sexias e o de revitalização da Praça de Iemanjá já estão prontos e com recursos alocados para iniciar as obras, mas as ações foram suspensas devido ao aumento da erosão no local.

Impacto do fluxo de veículos contribuiu para erosão da barreira, diz estudo 
Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre a barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Pedro Antônio Molinas, da Acquatool
Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre
a Barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Tremores ocasionados por veículos de pequeno porte ao frear ou mudar de direção acarretam peso sob o solo maior que o do próprio automóvel. Essa foi uma das constatações iniciais obtidas pelo estudo de impacto realizado pela Acquatool Consultoria.
 
Pedro Antônio Molinas explicou que a interdição do tráfego na área é definitiva. “O impacto da erosão não foi apenas natural, mas também por conta da intervenção humana. O retorno do tráfego na área não tem volta nunca mais. Não obstante, o desafio de proteger a barreira é maior”, disse.

Por conta dos resultados iniciais do estudo, a ladeira do Cabo Branco e adjacência serão destinadas apenas para a circulação de pedestres, ciclistas e praticantes de outros esportes. Na frente da Estação Cabo Branco será permitida apenas a passagem de ônibus de turismo para o desembarque de turistas. Mais adiante, os motoristas deste tipo de transporte terão um novo contorno em frente à estação para retornar a uma área destinada ao estacionamento.
 
Erosão preocupa visitantes e comerciantes 
Para os visitantes e comerciantes da área o impacto na erosão tira um pouco do encanto do lugar. A turista Elaine Lousado disse por conta da erosão deixou de ver mais perto da Ponta do Seixas por conta da interdição do mirante. “Daqui nós tempos uma visão não totalmente boa como se estivesse com a estrutura adequada”, frisou.

O comerciante Aluísio César, que tem uma barraca na Praia do Seixas, disse teme perder o ponto por conta do avanço do mar. “A cada dia que passa o mar tá vindo mais e mais e a barreira está caindo”, frisou.
 
O  geógrafo Williams Guimarães reforçou que uma série de fatores têm contruído para o desgaste da falésia do Cabo Branco, entre eles o tráfego de veículos, a falta de vegetação no topo da falésia, que também sofre o impacto de construções na área. “As construções no topo da falésia também potencializaram a erosão na barreira”, afirmou.
 
Um projeto para contenção da erosão da barreira do Cabo Branco deve ser iniciado ainda este ano, segundo o secretário do Planejamento de João Pessoa, Rômulo Polari. “A solução é fazer quebra mares ao longo das imediações dessa fenda dos corais de forma artificial. Vamos corrigir essa ruptura da barreira dos corais”, disse.


 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Parte da barreira do Cabo Branco cede após chuvas em João Pessoa

04/09/2013 12h26 - Atualizado em 04/09/2013 12h26 

Defesa Civil municipal afirma que local já foi limpo.
Não houve feridos.
 
Do G1 PB

Na manhã desta quarta-feira (4), agentes da Defesa Civil e da Emlur limparam o local onde houve um deslizamento de terra na Barreira do Cabo Branco, zona leste de João Pessoa. As informações são de Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil municipal.  (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Na manhã desta quarta-feira (4), agentes da Defesa Civil e da Emlur limparam o local onde houve um deslizamento de terra na Barreira do Cabo Branco, zona leste de João Pessoa. As informações são de Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil municipal (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 
 
 
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Restos de gabião em Formosa

Com arames expostos na areia, desgaste das barreiras de contenção da praia de Cabedelo põe em risco saúde de turistas e veranistas. 



  

Fotos: Francisco França
Pedras e arames sem a devida manutenção oferecem perigo em praia da Região Metropolitana

As barreiras de contenção, também conhecidas como gabiões, construídas na Praia de Formosa, em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, já tiveram parte da estrutura desgastada pelo tempo e a falta de manutenção nelas tem gerado risco para a população que costuma veranear no local. A prefeitura afirma que irá recolher os restos de material que têm causado transtornos para a população.
 
Em meio à paisagem natural de uma praia tranquila e de pouco movimento, é possível ver vários gabiões à beira mar que, sem manutenção nas estruturas, se desgastam com o tempo e acabam deixando vestígios do material - usado na construção -, no local de passeio dos banhistas. O principal risco causado pelo problema são cortes e perfurações no pé, devido aos arames expostos na areia.
 
O aposentado Antônio Gumercindo, 68 anos, mora no bairro do Cabo Branco, em João Pessoa, mas há muitos anos veraneia na Praia de Formosa. Ele contou que já se cortou nos arames e que a queixa é comum entre os outros banhistas que frequentam a praia. “Todo mundo que vem aqui reclama dessa situação. Eu mesmo já me cortei enquanto caminhava. Nunca vi uma manutenção ser feita nesses gabiões”, relatou.
 
Assim como o aposentado, os banhistas se preocupam com o descaso, pois por ser uma praia de pouca movimentação é bastante frequentada pelas famílias para passarem a temporada do verão, principalmente para quem tem criança, justamente pela tranquilidade de Formosa, característica que atrai os turistas que optam pelo sossego ao invés da agitação das praias urbanas.
 
Quando se trata de crianças, a preocupação é redobrada, uma vez que estas não costumam estar atentas aos perigos expostos ao seu redor. “Para quem vem com criança é ainda pior. Sabe-se como são as crianças, quando estão brincando não observam nada e podem acabar pisando nos arames e causando um acidente”, completou Gumercindo.
 
De acordo com o secretário do Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Farias, a pasta tomou conhecimento, recentemente, da reclamação dos banhistas sobre o problema e, segundo ele, já foi iniciado um levantamento para verificar a quantidade de estrutura na orla de Cabedelo que está danificada para que o poder municipal possa adotar as medidas cabíveis.
 
“Essas estruturas já foram bem desgastadas pela ação do tempo e não dá mais para reconstrui-las. De antemão, em período de maré baixa, vamos verificar in loco a situação para fazer a remoção do resto de material que está na faixa de areia, evitando que turistas e banhistas como um todo não fiquem expostos a riscos”, afirmou.
 
Walber Farias acrescentou que também estão sendo estudados outros tipos de equipamentos, mais modernos e viáveis, para utilizar nas estruturas de contenção do avanço do mar, que apesar de fazer uma intervenção, é menos agressivo ao meio ambiente.
 
“A técnica utilizada é a mesma, mas atualmente, novos equipamentos estão sendo usados. Os Estados de Rio Grande do Norte e Pernambuco já fazem uso desses materiais e, por isso, farei uma viagem até esses locais para ver de perto como agem os novos equipamentos, afim constatar o efeito desejado, mas sem causar transtornos para a população e para o ambiente”, pontuou.
 
O secretário não informou quais são os novos materiais usados na confecção das barreiras de contenção, mas adiantou que não são pedras e telas de arames, utilizadas na construção dos gabiões, que é um tipo de espigão (barreira), encontrados em toda faixa litorânea da Paraíba.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

MP quer dados sobre falésia do Cabo Branco

Defesa Civil Municipal terá prazo de 10 dias para informar ao MPPB o andamento das ações desenvolvidas na falésia do Cabo Branco. 


 
 


Rizemberg Felipe
Para evitar o risco de desmoronamentos, o MPPB quer a interdição de um dos trechos da falésia
Devido a riscos de desmoronamentos, um trecho da falésia do Cabo Branco, em João Pessoa, deverá ser interditado pelo Ministério Público da Paraíba nos próximos dias. Ontem, o promotor do Meio Ambiente, José Farias, convocou uma reunião com representantes da Prefeitura de João Pessoa para discutir o assunto. Ele deu prazo de 10 dias para que a Defesa Civil Municipal preste informações sobre o caso. “Eu soube que a Defesa Civil Municipal já teria recomendado a interdição e, depois, deixou de fazer a interdição. Quero saber o que ocorreu e qual ação foi executada no local”, disse Farias.

Outra requisição foi encaminhada à Secretaria de Planejamento de João Pessoa. O promotor solicitou informações sobre o andamento do processo que estava sendo executado pelo governo municipal, para conter o processo de erosão nas praias do Cabo Branco e de Seixas. “Esse projeto é altamente técnico, com recursos de engenharia avançados.
 
Requisitei informações ao município porque tenho informações de que a prefeitura fez um cadastro junto ao Ministério do Turismo, mostrando a pretensão de obter recursos para executar a obra. Mas ainda não apresentou os projetos necessários para firmar contrato com o governo federal”, afirmou.
 
O promotor se refere a um projeto que começou a ser elaborado em 2007, que prevê ações que vão reduzir a erosão na Praia do Seixas, barreira do Cabo Branco e Praça de Iemanjá. Para isso, serão construídas duas estruturas de arrecifes, sendo que uma ficará a 80 quilômetros de distância da praia e a outra, a 240 quilômetros. Eles serão construídos por rochas e se estenderão da área onde está situado, atualmente, o girador que dá acesso à barreira do Cabo Branco até a Praia do Seixas.
 
O objetivo dos arrecifes é reduzir a intensidade da força das ondas e, dessa forma, evitar que elas destruam a Praça de Iemanjá e as barreiras do Cabo Branco e da Praia dos Seixas. Outras rochas serão fixadas também nas áreas destruídas da falésia do Cabo Branco.
 
O coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Francisco Noé Estrela, explicou que o órgão não fez interdições na barreira, apenas fixou algumas placas para alertar as pessoas sobre risco de desmoronamentos.
 
“Existiam alguns banhistas que acampavam sob a barreira. Mas havia o perigo muito grande deles serem vítimas de quedas de terra. Por isso, colocamos algumas placas, indicando a faixa de segurança para a caminhada das pessoas”, disse, acrescentando que as placas continuam no local.
 
A reportagem procurou a Secretaria de Planejamento de João Pessoa para obter informações sobre o projeto de contenção da erosão no Cabo Branco, mas não obteve êxito.

sábado, 30 de novembro de 2013

PMJP quer prorrogar prazo de projeto para conter falésia

Conforme o secretário de Planejamento do município, prorrogação é sistemática e deve ocorrer apenas no fim do prazo, 31 de dezembro.





Rizemberg Felipe
Conclusão do projeto executivo para contenção da falésia do Cabo Branco, ainda deve demandar tempo, diz secretário
 
A Prefeitura de João Pessoa vai pedir prorrogação da vigência do convênio firmado com o Ministério do Turismo no valor de R$ 6 milhões para as obras de contenção da falésia do Cabo Branco. Conforme o secretário de Planejamento do município, Rômulo Polari, a prorrogação é sistemática e deve ocorrer apenas no fim do prazo, 31 de dezembro.

O secretário Rômulo Polari explicou que ainda deve demandar tempo para a conclusão do projeto executivo para contenção da falésia do Cabo Branco. “Estamos concluindo o projeto executivo para abrir licitação. Nós não podemos provocar intervenções em uma área sem um estudo minucioso. Se colocarmos quebra-mares dentro do mar, o impacto é muito grande e, depois, existem as repercussões que a medida pode causar no entorno. Então temos que ter todo o cuidado que a área merece”, frisou Polari. O projeto está sendo desenvolvido por técnicos da Prefeitura de João Pessoa e professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
 
SÃO JOSÉ
Outro projeto que não deve ser afetado pelo prazo de vigência do contrato, segundo Polari, é o das obras de urbanização do bairro São José, ao qual o Ministério das Cidades destinou o montante de R$ 42 milhões apenas para as obras de infraestrutura. “O importante é desenvolver o projeto. Não há risco de perder recursos se a obra for iniciada”, destacou Polari.
 
Conforme o secretário, a expectativa é que no mês de janeiro sejam iniciadas as obras de infraestrutura no bairro, período em que será concluída a primeira fase da licitação no valor de R$ 20 milhões. Já a parte do projeto que prevê a construção de duas mil residências ainda passa por análise da Caixa Econômica Federal (CEF). “Embora tenhamos recebido esse projeto, que existe desde 2011, mas não saiu do lugar até dezembro de 2012 porque o projeto apresentado foi plenamente rejeitado pela comunidade", disse Polari.

domingo, 11 de agosto de 2013

Professor diz que obras em barreira da Paraíba podem criar problemas

10/08/2013 15h56 - Atualizado em 10/08/2013 16h14 

Especialista afirma que erosão pode atingir outras praias.
Construção de quebra-mar deve começar nos próximos dias, diz Prefeitura.
 
Do G1 PB com informações da TV Cabo Branco
 


O projeto de contenção da barreira do Cabo Branco, em João Pessoa, deve ser iniciado nos próximos dias, mas mesmo a obra sendo ideal no momento, pode acarretar no avanço do mar em outras praias da capital paraibana. É o que diz o professor em geociência Eduardo Galizza.

Galizza explica que a erosão põe em risco os pontos turísticos, como o farol do Cabo Branco e a Estação Ciência. Os estudos mostram que se nada for feito agora, a barreira pode desmoronar nas próximas décadas.
 
“O projeto é adequadro, mas alguns problemas podem acontecer. Resolve pontualmente, mas existe o perico de provocar erosão ao norte dessas áreas que vão receber as obras de engenharia. Temos experiências aqui na Paraíba, como foi a construção dos espigões em Cabedelo, também para conter o avanço do mar, e que potencializou a erosão. Toda vez que se faz uma intervenção na orla paraibana, o problema é deslocado para o norte”, conta o professor.
 
Segundo ele, se proteger essas áreas menos urbanizadas, coloca-se em risco as prias urbanas ao norte da barreira, como Cabo Branco, Tambaú e Manaíra
 
A Prefeitura de João Pessoa garante que o trabalho que será realizado na barreira é fruto do mais aprofundado estudo sobre a falésia. Será feito um quebra-mar com blocos de pedras, construído para segurar a força das ondas, impedindo a erosão. A Secretaria de Planejamento informou que aguarda renovação de licença ambiental para que aconteça o processo de licitação, e isso deve ocorrer nos próximos 30 dias.
 
A obra vai durar um ano e deve custar R$ 7 milhões, e além da construção do quebra-mar, de aproximadamente 200m, a base da barreira será fortalecida com pedras e areia. “A lógica é atenuar a energia que vem nas ondas e reforçar o pé da barreira”, explica o secretário de Planejamento, Rômulo Polari.



 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Contenção da erosão na falésia não sai do papel

Projeto que visa a proteger a barreira da degradação  foi concluído em 2012, mas não há data prevista para a execução das obras.
 



Francisco França
Situação de descaso na área da falésia preocupa moradores e turistas, que lamentam avanço do mar

As tentativas do poder público municipal de João Pessoa para conter a erosão na falésia do Cabo Branco, na capital, ainda não saíram do papel. O projeto que visa proteger a barreira do impacto das ondas e infiltrações fluviais que degradam o local foi concluído em 2012. No entanto, ainda não há data prevista para a execução das obras. Além do desgaste natural, o tráfego intenso de veículos pesados e construções nas proximidades da falésia agravam o problema.
 
Até agosto do ano passado, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) aguardava a liberação orçamentária para a realização das obras. De acordo com a assessoria da Seplan, o projeto já foi encaminhado para o gabinete do prefeito Luciano Cartaxo e está em projeto de lançamento da licitação.
 
O secretário de Planejamento, Rômulo Polari, informou que o orçamento do projeto, da ordem de R$7 milhões, foi aprovado pela Caixa Econômica Federal e, após o processo licitatório, a previsão é que as obras comecem ainda em setembro deste ano. “O projeto prevê duas obras. Uma de contenção das ondas, a 300 metros de distância da praia, para atenuar a contenção das ondas, e a outra será o reforço da barreira”, explicou.
 
Enquanto as obras não começam, a erosão na falésia continua e a situação fica ainda mais preocupante devido às chuvas mais frequentes que tem ocorrido na cidade. Na área da falésia existem apenas as placas de alerta aos banhistas e visitantes sobre o perigo de acidentes que podem ocorrer por conta dos desmoronamentos e a interdição, em um trecho próximo à Estação Ciência Cabo Branco, para evitar o tráfego de veículos no acesso ao Farol Cabo Branco.
 
A situação de descaso na área da falésia preocupa moradores e turistas, que lamentam que o avanço do mar possa acabar com um dos cartões postais da cidade. Acostumado a passar todos os dias pela calçadinha que margeia a área da falésia, o funcionário público José Dias se diz preocupado com o abandono do poder público pelo local. “Se não fizerem nada, isso aqui vai ficar cada vez pior. Tem também o perigo da barreira desabar, porque mesmo sendo proibido, turistas e até mesmo moradores continuam caminhando próximo à barreira”, denuncia.
 
Já o médico Francisco Soares revela que a demora na execução do projeto para conservar o que resta da falésia não o surpreende. Há mais de trinta anos visitando a cidade e mantendo uma casa para veraneio no bairro do Cabo Branco, ele acredita que falta empenho do poder público para dar andamento às obras. “Desde que eu vim para João Pessoa para estudar que os governantes faziam projetos para recuperar essa área. Até hoje não se fez nada, ficou só no papel e parece que não há interesse do poder público para preservar a barreira”, lamentou.

PRAÇA DE IEMANJÁ
Além da falésia do Cabo Branco, a praça com um monumento em homenagem a Iemanjá, localizada nas proximidades da barreira, está totalmente destruída. Segundo os moradores e comerciantes da área, o local também sofre ação de vândalos, além do desgaste natural causado pelo impacto das ondas.
 
No projeto elaborado pela Prefeitura de João Pessoa está prevista a recuperação da Praça de Iemanjá como uma das obras a serem realizadas na segunda etapa. De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Rômulo Polari, devido ao avanço do mar no trecho da Praça de Iemanjá, a área para a construção da nova estrutura será menor. Ainda segundo Polari, as equipes da Secretaria estão reexaminando o projeto.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Erosão do litoral é acompanhada através de checklist

terça-feira, 30 de abril de 2013

A ocupação humana de áreas do litoral norte de João Pessoa está causando impactos ambientais e preocupa pesquisadores e ambientalistas. Para estudar a erosão costeira, todas as praias, desde o Conde até o Bessa, passaram por um levantamento através de listas com itens a serem analisados. Trata-se de uma metodologia ainda não utilizada neste tipo de pesquisa aqui na Paraíba. A coordenadora da pesquisa e professora de Geociências na UFPB, Christianne Moura, abordou o assunto em entrevista à repórter Giovanna Ismael.




Fonte

 

domingo, 17 de março de 2013

Obra de contenção de erosão em área turística da PB está atrasada

17/03/2013 06h00 - Atualizado em 17/03/2013 06h00

Segundo a Seplan, escolha da técnica ideal colaborou para atraso.
Intervenção vai dissipar energia das ondas que batem na falésia.
 
Do G1 PB


Placas foram instaladas na Praça de Iemanjá (Foto: Luiz Vaz/Secom-JP)
Placas foram instaladas na Praça de Iemanjá, que já está
parciamente destruída pela força do mar
(Foto: Luiz Vaz/Secom-JP)
As obras de contenção da erosão na área da Falésia do Cabo Branco, em João Pessoa, estavam previstas para ter início em janeiro de 2013, porém, ainda não têm data para começar. Segundo a assessoria da Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan), o atraso ocorreu devido ao processo de escolha da técnica ideal a ser utilizada na área, que levou em consideração o estudo realizado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pela Universidade Federal da Pernambuco (UFPE), contratado pela Prefeitura, tanto dentro do mar como ao longo da faixa litorânea.

Tambem influenciou a escolha da fabricante que pode oferecer o melhor produto dentro da técnica escolhida. “A maioria dos fabricantes são internacionais e não tinham representantes no país”, diz a nota da Seplan.

O projeto ainda está em fase orçamentária e falta iniciar o processo de licitação para ser dada a ordem de execução. As obras estão orçadas em R$ 15 mihões, mas, por enquanto, a Seplan está negociando R$ 7.251.067,45 milhões com a Caixa Econômica Federal.

O Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) das obras de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foram apresentadas em dezembro de 2011. A intervenção proposta para a área é um enrocamento aderente (rochas arrumadas) na linha da costa, com o objetivo de dissipar a energia das ondas que batem na falésia. Além disso, serão instalada estruturas de quebra-mares na Praia do Seixas.

A estrutura deve ter aproximadamente 440 metros de extensão e vai ficar afastada da praia 230 metros. Outra parte, em frente à Praça de Iemanjá, terá 151 metros de extensão e ficará afastada da praia 80 metros.

A área que vai ser beneficiada com a intervenção abrange o Farol do Cabo Branco e a Estação Cabo Branco, alguns dos principais cartões postais de João Pessoa, a Ponta do Seixas, considerado o ponto mais oriental das Américas, e a Praça de Iemanjá, que já está parcialmente destruída com a força do mar.
Falésia do Cabo Branco é considerada o ponto mais oriental das Américas (Foto: Felipe Gesteira/Secom-JP)
Falésia do Cabo Branco sofre constante erosão; intervenção deve dissipar energia das ondas
que batem na barreira (Foto: Felipe Gesteira/Secom-JP)

Erosão
Em 2012, geólogo e analista ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Semam), Williams Guimarães, havia alertado que o Farol do Cabo Branco, um dos principais cartões postais de João Pessoa, tende a desabar no mar em um período de 20 anos. A estrutura é localizada no alto da Falésia do Cabo Branco e está em uma área que recua entre 0,46 e 1,92m por ano devido à erosão causada pelo contato com o mar. Essa área ainda abrange a Praia do Seixas e a Praça de Iemanjá.