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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Chuva causa transtorno em João Pessoa nesta segunda-feira

18/02/2013 09h06 - Atualizado em 18/02/2013 12h21 

Ruas estão alagadas e trânsito está lento na capital. 
Defesa Civil de João Pessoa não recebeu registro de ocorrências.
 
Do G1 PB
 
 
Chuva causou transtorno na Avenida Pedro II em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Chuva causou transtorno na Avenida Pedro II em João Pessoa
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

As chuvas que começaram a atingir o Litoral paraibano nas primeiras horas desta segunda-feira (18) são consideradas de fracas a moderadas, pela Agência Executiva de Gestão das Águas. Mesmo assim, pelas ruas de João Pessoa, já é possível perceber alguns transtornos causados à população. Na Avenida Dom Pedro II, próximo ao Jardim Botânico Benjamin Maranhão, motoristas precisaram ter paciência com a lentidão no trânsito.

Por volta das 12h, a assessoria da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) informou logo no início da manhã, registrou lentidão em toda a extensão da avenida Sérgio Guerra, no bairro Bancários, nos dois sentidos, até a rotatória na entrada de Mangabeira. O tráfego também ficou lento na avenida Ministro José Américo de Almeida (Beira Rio), próximo à rotatória do Altiplano, e na avenida Pedro II.
 
De acordo com o coordenador da Defesa Civil da capital, até as 8h não havia sido registrado nenhum chamado de emergência. Noé Estrela informou que 10.500 famílias vivem em áreas de risco em João Pessoa, distribuídas em 31 comunidades. “O problema mais evidente que constatamos são os riscos de inundação , já que muitas residências ficam em toda a extensão do Rio Jaguaribe e também a questão do deslizamento de  barreiras”, acrescentou.

Homem se arrisca na AV. Pedro II, em João Pessoa, tentando desobstruir um bueiro (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Homem se arrisca na AV. Pedro II, em João Pessoa, tentando desobstruir
um bueiro (Foto: Walter Paparazzo/G1)

 
Noé Estrela disse ainda que equipes da Defesa Civil vão visitar, ainda nesta segunda-feira, o bairro São José por apresentar riscos de inundação. “A situação do bairro São José é bastante complicada, pois grande parte das casas fica próximo a desembocadura de um rio. Além disso, muitas casas invadiram as margens do rio”, explicou.

Outras comunidades que foram citadas como as que merecem uma maior atenção da Defesa Civil municipal são a Saturnino de Brito, localizada no bairro de Jaguaribe, e Timbó, no bairro dos Bancários. O risco de deslizamento de barreiras nessas comunidades, ainda de acordo com Noé Estrela, é alto. “Pedimos à população que, em caso de necessidade, ligue para o telefone 0800-285 9020 ou para o Corpo de Bombeiros [193]. A Defesa Civil, além de dar todo o apoio necessário às famílias, vai orientá-las quando houver situações de risco”, afirmou.

Chuva alagou trecho da Avenida João Machado, no bairro Jaguaribe em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Chuva alagou trecho da Avenida João Machado, no
bairro Jaguaribe (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Chuvas constantes
Segundo a meteorologista da Aesa, Carmem Becker, o período chuvoso contempla todas as regiões do estado, sobretudo o Sertão e o Litoral. “Com relação ao Litoral da Paraíba, sabemos que o período chuvoso é no mês de abril. No entanto, devido a um fenômeno da convergência intertropical, que são formações de nuvens que circulam a Terra e que nesse período se aproxima de toda a região Nordeste, as chuvas vão ser cada vez mais constantes”, explicou.

Ainda de acordo com Carmem Becker, as chuvas tendem a ser de moderadas a fortes. “Evidentemente que teremos chuvas fracas, mas não podemos descartar o fato de que chuvas de moderadas a fortes podem ocorrer, sobretudo no Litoral paraibano”, alertou.

Orientações da PRF
A assessoria da Polícia  Rodoviária Federal na Paraíba informou que a situação está tranquila nas rodovias federais que cortam o estado apesar da chuva. No entanto, a PRF dá orientações para se evitar acidentes, que aumenta no período chuvoso. Aquaplanagem e batidas traseiras são os principais acidentes causados pela chuva.

Anderson Poddis, assessor da PRF, alertou que antes de pegar a estrada, os motoristas devem realizar vistorias nos pneus dos veículos. "O pneu em bom estado de conservação é fundamental para se evitar acidentes durante o período chuvoso. Com o asfalto molhado, caso o pneu do veículo não esteja em boas condições, aumenta consideravelmente o risco de acidentes", acrescentou.

Poddis pontuou que mesmo o veículo estando em boas condições, atenção no período chuvoso é fundamental. "A chuva restringe a visibilidade do motorista. Por isso, mesmo em situações em que a ultrapassagem é permitida, em dias de chuvas essa atitude deve ser evitada".

Outra atitude que deve ser tomada para se evitar acidentes é que os carros durante a chuva trafeguem com os faróis baixos. "O farol tem como principal função dar visibilidade ao veículo, o que em dias de chuva é essencial garantir essa visibilidade. Caso o motorista trafegue com os faróis apagados, isso é uma infração média, o que implica multa de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito", finalizou.


 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aesa registra chuva em 78 cidades no Litoral, Agreste e Sertão da PB

18/02/2013 12h23 - Atualizado em 18/02/2013 12h25 

Maior precipitação aconteceu em Alhandra, no litoral sul, com 109,3mm.
Açude de Coremas, maior do estado, aumentou lâmina em 20 centímetros.
 
Do G1 PB
 
Defesa Civi disse que até as 8h não havia sido registrado nenhum chamado de emergência em João Pessoa por conta da chuva (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Trecho da Av. Pedro II ficou alagado nesta segunda
na capital (Foto: Walter Paparazzo/G1)
As chuvas que atingiram a Paraíba durante o domingo (17) nesta segunda-feira (18) chegaram a 78 municípios no Litoral, Agreste e Sertão do estado. De acordo com registro pluviométrico da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), a maior precipitação aconteceu em Alhandra, no Litoral Sul, que recebeu 109,3 milímetros de chuva. A Paraíba tem 223 municípios.
 
A região mais atingida foi o Sertão paraibano, onde 23 municípios registraram chuvas. De acordo com o gerente de bacias e açudes da Aesa, Lucílio Vieira, em relação ao aumento nos volumes dos recursos hídricos dos 121 reservatórios do estado, a alteração mais significativa foi registrada em Coremas, maior manancial da Paraíba. O açude de Coremas voltou a atingir 40,8% de sua capacidade.
 
"O mais atingido no estado foi o açude de Coremas, no Sertão. O manancial aumentou 20 centímetros de sua lâmina de água", afirmou Lucílio Vieira. Segundo a Aesa, 27 reservatórios continuam sob observação, abaixo de 20% de sua capacidade, e 11 açudes estão em situação crítica com volume abaixo de 5% do total.

Vários estragos também foram registrados com a força das águas e a ação dos ventos. Em Catolé do Rocha, no Sertão paraibano, uma residência desabou. Na capital João Pessoa e no Município de Sousa, no Sertão, várias ruas ficaram alagadas, provocando caos no trânsito e outros transtornos.

A segunda e terceira maiores precipitações foram registradas no Agreste paraibano, no Município de Arara, com 65,6 milímetros de água, e em São Sebastião de Lagoa de Roça, que recebeu 54,3 milímetros de chuva.


 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Chuvas de janeiro começam a encher reservatórios no Sertão

Alguns açudes, como os de Farinha e Jatobá, localizados próximo ao município de Patos, Sertão, voltaram a acumular água e aumentaram seu volume.



 


O volume das chuvas ainda não animam os meteorologistas paraibanos, mas as primeiras precipitações deste mês de janeiro já serviram para aumentar a esperança de pequenos agricultores e começar a encher alguns reservatórios do Sertão do Estado. Isso porque os açudes de Farinha e Jatobá, localizados próximo ao município de Patos, Sertão, voltaram a acumular água e aumentaram seu volume. Além disso, os reservatórios de Coremas e Livramento, Sertão, estão mantendo seu volume devido a junção entre diminuição de evaporação, presença da chuva e recebimento de água dos rios.

Como explicou o especialista em açudes da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Lucíolo Vieira, este período de pré-estação chuvosa para o Sertão do Estado tem dado esperança aos agricultores, mas ainda é uma intervenção climática pequena, uma vez que a fase de maiores precipitações é esperada a partir do mês de março. Segundo ele, em alguns açudes, como é o caso do de Farinha que estava seco, o volume armazenado ainda é baixo.

“Até agora nós só tivemos o registro de chuvas isoladas. Nada que fosse apontar para o aumento do volume em vários açudes. O caso do reservatório Farinha é bem emblemático porque ele estava seco, e com essas chuvas desse mês ele subiu um metro em seu volume de água, mas é algo que corresponde a apenas 5% da capacidade uma vez que ele comporta 25 milhões de metros cúbicos e só recebeu cerca de um milhão”, explicou Lucíolo Vieira.

O especialista ainda apontou que por este momento o solo apresentar um estado bem seco, a água não acumula com facilidade o que dificulta que os reservatórios tenham mais facilidade para aumentar seus volumes. Ele ainda afirmou que o açude Jatobá atingiu 21% de sua capacidade, já que ele cresceu de 3,7 milhões para 17 milhões de metros cúbicos. “Este foi o único que teve um aumento de volume mais considerável, mas ainda está longe de ser o que a região precisa porque o nível ainda está baixo”, disse Vieira.

Monitoramento da Aesa
De acordo com os dados fornecidos pela equipe de monitamento da Aesa, 87 reservatórios estão com capacidade armazenada superior a 20% do seu volume total, 24 reservatórios estão em Observação, já que apontam índice menor que 20%, enquanto que 11 reservatórios em situação crítica, menor que 5% do seu volume.


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Chove em 17% dos municípios paraibanos

Dados da Aesa mostram que choveu em pelo menos 17% das cidades paraibanas; maior índice pluviométrico foi registrado na Cidade de Livramento. 



Leonardo Silva
De acordo com a meteorologista Carmem Becker, alto índice de chuvas isoladas é comum no mês de janeiro
A chegada da chuva foi motivo de alegria para os moradores de 38 municípios da Paraíba na última segunda-feira e trouxe esperança para milhares de pessoas que sofrem com a estiagem que castiga o Estado. Segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), choveu em pelo menos 17% das cidades paraibanas. O maior índice pluviométrico foi registrado na cidade de Livramento, no Cariri paraibano, que registrou uma chuva de 137,4 milímetros (mm).
De acordo com dados da Aesa, a maioria das chuvas ocorreu em cidades das regiões do Cariri e do Sertão do Estado, áreas mais afetadas pela seca e onde já falta água para consumo humano. As cinco cidades onde foram registrados os maiores índices pluviométricos foram Livramento ( 137,4mm); Santa Cruz (93,33mm); São Domingos de Pombal (81,0mm); Coremas (61,8mm) e Lastro (61,2mm).
Segundo a meteorologista da Aesa, Carmem Becker, no mês de janeiro é comum que sejam registrados altos índices de chuvas isoladas no Estado da Paraíba. “Essas chuvas que estão atingindo a Paraíba são comuns no mês de janeiro. São chuvas de verão, que ocorrem de formas isoladas em várias cidades.
Para se ter uma ideia, na cidade de Livramento foi registrada o maior índice com 137,4mm, entretanto não caiu uma gota de água na cidade de Taperoá, onde o açude local está quase seco”, explicou a meteorologista.
De acordo com Carmem Becker, há previsão de chuvas isoladas em toda a Paraíba nos próximos dias. “Tudo indica que essas chuvas se concentrarão até o final do mês de janeiro, porém sempre de forma isolada”, explicou a meteorologista.


 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Aesa registra chuvas no Sertão, Litoral e Agreste da Paraíba

14/01/2013 11h01 - Atualizado em 14/01/2013 11h01 

Chuvas isoladas foram registradas em boa parte da Paraíba.
Meteorologistas acreditam que já é um alerta de que 2013 será chuvoso.
 
Do G1 PB
 
O dia amanheceu chuvoso nesta segunda-feira (14) em João Pessoa. De acordo com meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), as chuvas atingiram ainda áreas do Sertão, Agreste e do Litoral da Paraíba. “Já é um bom indício de que as chuvas estão chegando de forma isolada”, disse a meteorologista Carmem Becker. Em 2012, a Paraíba sofreu com os efeitos da estiagem que atingiu quase todo o estado. 

Mesmo com as chuvas registradas nos últimos dias na Paraíba, a Aesa acredita que ela ainda não supriu as necessidades dos agricultores. "Por conta da estiagem, é necessário chuvas mais persistentes e fortes", explicou Carmem. De acordo com a meteorologista, a temperatura também caiu cerca de 2 ºC nas regiões onde foram registradas chuvas e foi registrado um aumento na umidade. No Litoral, por exemplo, a temperatura passou de 30 ºC para 29 ºC. Já no Agreste, passou de 31 ºC para 29 ºC. A previsão da Aesa é de mais chuvas pontuais e sol entre nuvens.
 
Segundo a Defesa Civil de João Pessoa, mesmo com as chuvas que caíram ao longo da madrugada desta segunda-feira, não houve nenhum desabamento em áreas de risco na capital. Ainda conforme o coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Francisco Noé Estrela, será iniciado nesta manhã um cronograma de trabalhos preventivos nas 31 áreas de risco da cidade, começando pela comunidade Saturnino de Brito, em Cruz das Armas.
 
Segundo Noé Estrela, o trabalho preventivo consiste na limpeza das encostas e das galerias. “Iremos fazer o trabalho de corte de árvores, e principalmente de limpeza das galerias e rios, pois é nesta época que as chuvas atingem a cidade com mais intensidade. Na semana passada retiramos um poste porque a inclinação dele oferecia risco as pessoas que moravam na área. Temos a ajuda da Energisa nesses trabalhos de prevenção”, comentou. O calendário de trabalhos de prevenção devem acontecer ao longo do mês de janeiro e se estender por fevereiro.


 

sábado, 29 de setembro de 2012

UFCG oferece dados meteorológicos de três cidades da PB pela internet

27/09/2012 16h47 - Atualizado em 27/09/2012 16h47

Dados de João Pessoa, Campina Grande e Sumé estão disponíveis.
Até outubro mais sete cidades terão dados acessíveis, diz UFCG.
 
Do G1 PB
 
A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) tornou disponível o acompanhamento meteorológico da cidade de Sumé, no Cariri do estado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27). O acesso se tornou possível após a UFCG disponibilizar informações da estação meteorológica instalada no campus de Sumé no site do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA). Além da cidade do Cariri, as cidades de João Pessoa e Campina Grande, no Agreste, podem ter o acompanhamento meteorológico. Dados como quantidade de chuva, velocidade do vento, temperatura e umidade do ar e do solo podem ser consultadas pela população.

Para a consulta, no portal do CDSA , o visitante deverá clicar no botão “Dados Agrometeorológicos” (lado direito da página). No site da AESA , o usuário fará a consulta, colocando o mouse sobre a palavra “Meteorologia” no menu localizado no canto inferior esquerdo da página e clicar em “Estações Agrometeorológicas”. Feito isso, basta escolher a cidade que você deseja as informações.
 
O portal da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa) também disponibiliza os dados. Além das três cidades que já possuem o acompanhamento, mais outras sete devem ter os relatórios disponibilizados até o final de outubro. Os dados são enviados via satélite para a Sala de Situação na sede da Aesa, em Campina Grande. Em seguida, são analisados e disponibilizados na internet.

A instalação destas estações agrometeorológicas faz parte do projeto “Estudo dos Impactos das Mudanças Climáticas no Estado da Paraíba”, realizada em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a AESA, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA).

Fonte