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terça-feira, 4 de julho de 2017

Catadores recolhem 25% mais lixo no São João de Campina Grande do que em 2016

Foram mais de 150 toneladas de lixo reciclável ou não, coletados durante os 31 dias de festa, segundo prefeitura. 
 
Por G1 Paraíba
 
Lixo foi coletado no Parque do Povo, mas também nos distritos de Campina Grande, onde a festa também acontece. (Foto: Demétrio Costa e Emanuel Tadeu/Top Midia Comunicação)
Lixo foi coletado no Parque do Povo, mas também nos distritos de
Campina Grande, onde a festa também acontece.
(Foto: Demétrio Costa e Emanuel Tadeu/Top Midia Comunicação)

Mais de 150 toneladas de lixo foram recolhidas durante o São João 2017 de Campina Grande, que se encerrou no domingo (2 ), de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Serviços Urbanos nesta terça-feira (4). O número é 25% superior ao recolhido no mesmo período do ano passado, quando o órgão coletou 120 toneladas de lixo. 
 
Cerca de 200 pessoas trabalharam na limpeza do Parque do Povo durante os 31 dias de festejos juninos da cidade. “Estamos no quinto ano seguido do evento e este ano superou a nossa expectativa com um aumento considerável de retirada de lixo reciclável ou não do Parque do Povo”, afirmou o Secretário da pasta, Geraldo Nobre. 
 
Para cuidar da limpeza urbana da cidade durante o período junino, a Prefeitura de Campina Grande, por orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), realizou um processo seletivo para contratação de 190 prestadores de serviços, entre homens e mulheres. Esse efetivo foi distribuído em até três turnos para atender toda demanda, tanto dentro do Parque do Povo como nas ruas da região. Os funcionários também atuaram nos distritos de Galante e São José da Mata. 


 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Projeto de Extensão da UFPB fica em 1º lugar no Premio Cidade Pro Catador

O premio foi destinado aos municípios que contribuem com à implementação de políticas de inclusão social e econômica 

Por TARCISIO VALÉRIO DA COSTA

No ultimo dia 19/12/2013, recebeu das mãos da Presidenta Dilma Rusself, como primeiro colocado no “Premio Cidade Pro Catador”, a Prefeita Alderi Caju de Bonito de Santa Fé-PB e a catadora Rita Miguel, durante o encontro com os catadores e moradores de rua, em São Paulo. O premio foi destinado aos municípios que contribuem com à implementação de políticas de inclusão social e econômica de catadores e catadoras de materiais recicláveis, dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Edital de Seleção Pública nº 001/2013), sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria do Ministério do Meio Ambiente, Fundação Banco do Brasil, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Os outros municípios vencedores foram: Crateus-CE, Arroio Grande-RS e Ourinho-SP. Esteve presente na solenidade Socorro Pires (secretaria de administração), Luís Fernandes (secretario de agricultura e meio ambiente), Dep Estadual Gervásio Maia, Tarcísio Valério (Extensionista da PRAC/UFPB) que foi coordenador da implantação do projeto.

O Projeto
Segundo o Economista e Extensionista Tarcisio Valerio (UFPB/PRAC), foi usada uma “metodologia participativa” para implantação da coleta seletiva, onde prioriza o empoderamento dos catadores, procurando deixar em suas mãos a responsabilidade da gestão pela coleta a partir do que foi construído no processo de capacitação. Em Bonito o projeto foi iniciado em out/2011 e hoje conta com a parceria do Projeto Cooperar/Banco Mundial que financiou a construção de um galpão e aquisição de equipamentos a que vem melhorarem a logística de coleta no município e agregar valor na comercialização do produto. As ações de capacitação foram para 65 catadores, envolvendo os conceitos teóricos do associativismo, economia solidária, educação ambiental e cidadania, estudo de mercado, buscar junto ao município implantar uma logística de coleta do material reciclado diferenciada. Um dos pontos principais no projeto é o processo de educação ambiental (sensibilização) junto à comunidade para fazer a separação do resíduo seco x molhado, sem o qual não é possível ter sucesso no projeto. Por fim, destaca-se que é necessário primeiramente à vontade politica do Gestor local, depois a inclusão social dos catadores e finalmente implantação da educação ambiental, sensibilizando a comunidade local no processo de separação dos resíduos sólidos.

Segundo ainda o Economista Tarcisio Valerio já é a segunda premiação ganha com este trabalho de extensão, sendo a ultima pelo município de Sertãozinho em 30/11/2011 com o premio “Cidade Cidadã”, reconhecida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal.

Esta experiência metodológica, já vencedora por duas vezes pode ser replicada para outros municípios, porque apresenta o triple da sustentabilidade, envolvendo o social, econômico e o ambiental e já consta de uma programação para 2014 da própria UFPB/PRAC para levar a vários municípios através do Programa “UFPB EM SEU MUNICIPIO” que tem a frente a coordenação do Prof Orlando Vilar. Maiores informações pelo email: tarcisio.pb@ibest.com.br e fone 9932-5573/8821-9054/3216-7599.

Fonte


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Paraíba vence prêmio nacional com projeto de reciclagem de resíduo urbano

Terça-feira, 26 de novembro de 2013 - 16h47 


O subprojeto de reciclagem de resíduos da Associação dos Catadores de Material Reciclado (Ascamare) de Bonito de Santa Fé, financiado pelo Governo do Estado através do Projeto Cooperar e Banco Mundial, foi um dos quatro vencedores da primeira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República. O resultado foi divulgado no site oficial do Governo Federal na tarde da segunda-feira (25).
 
Os outros contemplados foram os municípios de Arroio Grande (RS), Crateús (CE) e Ourinhos (SP).
 
O prêmio tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade às prefeituras cujas práticas com inclusão social e econômica de catadores possam ser referências para incentivar outros municípios a implementarem suas iniciativas. Também tem a finalidade de aprofundar o conhecimento dos gestores públicos federais, estaduais e municipais sobre políticas públicas de reciclagem, coleta seletiva e inclusão social e econômica de catadores, e criar um banco de boas práticas.
 
A premiação acontecerá em São Paulo durante o Natal da presidenta Dilma Rousseff com os catadores de materiais recicláveis e população de rua, no próximo mês. Além do reconhecimento, dois representantes de cada experiência – um gestor público municipal e um catador – serão contemplados com viagens para conhecer experiências internacionais de reciclagem.
 
O Subprojeto de Reciclagem de Resíduos Sólidos foi contemplado com recursos do Cooperar no valor de R$ 399,8 mil investidos em obras, instalações e equipamentos, como a construção de galpão para triagem com área coberta de 273 m², caminhão com tela de proteção, garagem, equipamentos e material permanente, empilhadeira elétrica manual, balança digital, 10 carrinhos manuais para coletar recicláveis, 16 contentores de resíduos sólidos, prensa mecânica e outros, além de material de consumo, como luvas, máscaras para proteção e fardamento. O terreno de 2 hectares foi conseguido em parceria com a Prefeitura Municipal.


Dos 63 municípios inscritos no Prêmio Cidade Pró-Catador, dez foram selecionados na primeira etapa: Arroio Grande (RS), Bonito de Santa Fé (PB), Crateús (CE), Itaúna (MG), Lavras (MG), Manhumirim (MG), Novo Hamburgo (RS), Ourinhos (SP), Santa Cruz do Sul (RS) e Tibagi (PR).
 
Avaliação – Os projetos foram avaliados in loco pela comissão de técnicos do Governo Federal que escolheram os quatro que mais se destacam no desenvolvimento de políticas públicas junto aos catadores de materiais recicláveis.
 
A comissão avaliadora era formada por técnicos da Secretaria-Geral da Presidência da República, Secretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Fundação Banco do Brasil.
 
Já a comissão julgadora, que escolheu os quatro ganhadores do prêmio, foi formada por membros do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os critérios utilizados para a seleção foram a inclusão socioeconômica dos catadores, sustentabilidade, caráter inovador, replicabilidade, impacto no público-alvo, integração com outras políticas, participação da comunidade, existência de parcerias e escopo do projeto.
 
Qualidade de vida – Para a presidente da Ascamare, Rita da Silva Miguel, que trabalhava como gari e agora também é responsável pela coleta seletiva de Bonito de Santa Fé, o prêmio é um reconhecimento do trabalho feito. “Antes, com o preconceito, nós éramos escanteados, e agora estamos mostrando que temos valor para a sociedade”, destacou.
 
Rita da Silva disse que o Cooperar foi à base de tudo, pois antes do apoio do órgão em 2012, não tinha sequer o fardamento para trabalhar. “Com a coleta melhorou muito e ainda vai melhorar mais. Com os ganhos, minha feira passou a ser maior e ainda comprei a mobília da minha casa”, lembrou.
 
De acordo com o extensionista da Universidade Federal da Paraíba, Tarcísio Valério da Costa, que foi responsável pelo projeto de implantação da coleta seletiva em Bonito de Santa Fé, para consolidar a ação, a associação passou por um período de capacitação sobre associativismo, economia solidária e educação ambiental, em parceria com a UFPB, e passou por oficina de capacitação imersa pelo Método Itog (Investimento, Tecnologia, Organização e Gestão) do Cooperar.
 
Além disso, toda a cidade praticamente foi envolvida na capacitação com campanhas educativas e palestras, que continuam sendo feitas nas escolas, associações e nos meios de comunicação locais.
 
Tarcísio Valério lembrou que após a implantação da coleta, em março de 2012, a associação chegou a produzir em três meses cerca de 2 toneladas de material reciclável. Hoje, mensalmente tem uma produção de 7 toneladas e faturamento de R$ 3,8 mil, divididos entre os 113 associados. A produção do material é vendida para uma empresa de reciclagem de Juazeiro do Norte (CE).
 
Adesão – A cidade também aderiu à coleta seletiva e duas vezes por semana os moradores dividem em sacolas plásticas os resíduos gerados em suas residências, separando o material orgânico do material reciclável (vidros, papelão, alumínio, entre outros). O material coletado vai para dois Pontos de Entrega Voluntária (Pev), de acordo com calendário semanal distribuído pela Ascamare.
 
Tarcísio destacou que reciclar é bom tanto para o meio ambiente como para quem recicla. Mas lembrou que as pessoas ainda não atentaram para a iniciativa, pois apenas 55% dos resíduos produzidos são recicláveis e 45% não são aproveitados e o destino infelizmente são os aterros sanitários.
 
Ele disse que dados do Ipea de 2010 revelam que o potencial da cadeia produtiva de recicláveis pode chegar a gerar uma movimentação financeira de R$ 8 bi com a implantação de políticas públicas para o segmento. “A indústria da confecção, por exemplo, utiliza 32% de pet”, informou.
 
O Prêmio Cidade Pró-Catador conta ainda como parceiros com o Ministério do Meio Ambiente, Fundação Banco do Brasil, Ipea e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.




sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Projeto estimula educação ambiental de crianças em Campina Grande

11/10/2013 12h00 - Atualizado em 11/10/2013 12h00 

Ação desenvolvida pelo Insa já passou por seis bairros da cidade.
Objetivo é refletir sobre problemática dos resíduos sólidos.
 
Ligia Coeli Do G1 PB
 
 
Canteiros sustentáveis são produzidos por crianças em Campina Grande (Foto: Paulo da Silva Santos)
Canteiros sustentáveis são produzidos por crianças
em Campina Grande (Foto: Paulo da Silva Santos)

Caminhadas ecológicas, plantio de espécies vegetais nativas, oficinas de artesanato com materiais recicláveis, hortas e viveiros-educadores em quintais escolares e sensibilização para coleta seletiva solidária envolvendo crianças de 8 a 12 anos. Esse é o trabalho do Ensaio Ambiental, um dos projetos desenvolvidos através do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), com sede em Campina Grande, no Agreste paraibano. As atividades já envolveram nove escolas públicas de seis bairros da Rainha da Borborema.
 
O técnico em ciência e tecnologia do Insa, Paulo Luciano da Silva Santos, é o coordenador da iniciativa que já atuou nos bairros Mutirão, Jardim Verdejante, Catingueira, Sítio Lucas, Sítio Salgadinho e Sítio Estreito. Sergundo ele, o projeto surgiu da necessidade de pensar sobre a problemática dos resíduos sólidos, algo que afeta a vida da população desses bairros. “É um projeto de educação ambiental, difusão e gestão do conhecimento em ciência e tecnologia contextualizada ao bioma caatinga”, explica.
 
Usando de metodologia participativa, o Ensaio Ambiental promove práticas ecológicas variadas. Para Paulo, Campina Grande é capaz de ter uma agenda ambiental direcionada pra cada uma das zonas geográficas que englobam os seus 51 bairros. “A educação ambiental é capaz de promover mudanças de atitude e garantir a participação ativa na solução de problemas sócio-econômicos e ambientais locais na perspectiva do desenvolvimento sustentável e da cidadania”, explica.

Crianças participam do projeto Ensaio Ambiental. (Foto: Paulo da Silva Santos)
Crianças participam do projeto Ensaio Ambiental
(Foto: Paulo da Silva Santos)
Reflorestamento ainda é desafio
Segundo o pesquisador, a cidade apresenta vantagens por possuir cooperativas organizadas de catadores de materiais recicláveis, além de sediar instituições que têm pesquisas voltadas ao meio ambiente, ciência, tecnologia e inovação. Apesar disso, ténico avalia que é preciso fazer muito mais. “Ainda precisamos de incentivo à população para o descarte correto de resíduos, bem como o apoio logístico aos trabalhadores de materiais recicláveis”, fala Paulo.

O reflorestamento de áreas em Campina ainda é motivo de preocupação para os ambientalistas. “É necessária a definição de uma agenda ambiental consolidada na divisão de tarefas, maior valorização e preservação dos recursos naturais e cuidados com os espaços verdes e os que podem ser reflorestados. O Riacho das Piabas, o Açude de Bodocongó e as matas da zona rural são alguns exemplos”, fala.
 
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Paraíba tem mais de 10,4 mil catadores de lixo; 7,9% vivem em extrema pobreza

Estudo coordenado por técnicos do Ipea revela que cerca de 30% dos catadores de lixo de todo o país estão na região Nordeste.

Brasil | Em 22/08/2013 às 14h06, atualizado em 22/08/2013 às 16h45 | Por Hermes de Luna





Num aglomerado de 39.463 paraibanos há pelo menos um catador ou catadora
Num aglomerado de 39.463 paraibanos há pelo menos
um catador ou catadora.
Mais de 10,4 mil paraibanos trabalham como catadores e catadoras de lixo. É o quarto estado da região Nordeste em número desses profissionais. Desse total, 7,9% de catadores de lixo são considerados residentes extremamente pobres.
 
Para fins de alguns programas sociais, como o Bolsa família, considera-se em situação de extrema pobreza o domicílio em que a soma de renda de seus integrantes, dividida pela quantidade de pessoas que residem no domicílio e dependam dessa renda não ultrapasse a marca de R$ 70,00.
 
A região Nordeste concentra 116 mil e 528 pessoas desse universo, o que representa 30,6% do total de catadores no Brasil. O estado da Bahia possui o maior contingente da região nordestina, com 34.107 habitantes. Juntos, Bahia, Pernambuco e Ceará concentram 63% desses trabalhadores na região.
 
Conforme Censo Demográfico de 2010, 387 mil e 910 pessoas se declararam catadores lixo em todo o território brasileiro. "Porém este valor pode estar abaixo do quantitativo real em função de algumas dificuldades na coleta de dados durante a pesquisa do Censo", explica o Ipea.
 
Um estudo, coordenado por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que cerca de 30% dos catadores de lixo de todo o país estão na região Nordeste (116 mil pessoas), a maioria em áreas urbanas. O Ipea é uma fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
 
Esse número não se distancia muito do estimado no Diagnóstico sobre Catadores de Resíduos Sólidos realizado pelo Ipea em 2012, que apontava a possibilidade de um intervalo entre 400 mil e 600 mil catadoras e catadores.
 
Sergipe e Piauí são os que apresentaram o menor número de pessoas que declararam trabalhar como catadores, com 4.081 e e 4.728, respectivamente.
 
A média de idade entre as pessoas que se declararam exerce a atividade de coleta e reciclagem no Brasil é de 39,4 anos. Essa média varia pouco entre as regiões. No Nordeste, por exemplo, a idade média desse público é de 38,3 anos.
 
Na Paraíba, 49,9% dos catadores estão situados na faixa etária entre 30 e 49 anos. Outros 4,2% situam-se abaixo dos 17 anos. E 5,2% são maiores de 60 anos. Dos catadores do Estado, 66% são homens e 34% mulheres. Do total, 71,8% dos catadores de lixo na Paraíba se declararam pretos e pardos, contra 28,2% informaram que são brancos e de outra cor.
 
Nas famílias, num aglomerado de 39.463 paraibanos há pelo menos um catador ou catadora de lixo. Nesse contexto, 52,1% das crianças são dependentes dos seus familiares catadores e catadoras.
 
Os dados do Censo do IBGE indicam que a renda média em 2010, segundo os próprio trabalhadores, era de R$ 571,56. O salário mínimo na época era de R$ 510,00. Na região Nordeste, a renda médica é de R$ 459,34 - cerca de 10% inferior ao salário mínimo nacional.

Na Paraíba, a situação é a pior do Nordeste em termos dos salários pagos a catadores de resíduos sólidos. Na média, paga R$ 391,93.

No Rio Grande do Norte registra-se o maior salário, em torno de R$ 542,37; Pernambuco vem em seguida, com R$ 494,14; Bahia paga R$ 458,55; Alagoas chega a R$ 455,36; Piauí fica em R$ 445,19; Ceará chega à uma média de R$ 445; Maranhão paga R$ 431,18; Sergipe tem salários médios de R$ 425,88.

O levantamento ainda destaca que 90,1% moram em áreas urbanas e 9,9% em zona rural.

Há muita variação entre os estados da região Nordeste, pois, mais da metade se situa entre 30 e 49 anos. Aproximadamente 4,0% do total ainda não atingiu a idade adulta e e 15% encontra-se entre 18 e 29 anos, idade utilizada como referência para as políticas de juventude. A população de catadoras e catadores acima de 60 anos na região está próximo de 5%, idade considerada prioritária para as políticas de assistência e previdência social.

Os dados, obtidos com base no Censo Demográfico de 2010, estão na publicação Situação social das catadoras e dos catadores de material reciclável e reutilizável.


 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Promulgada lei que obriga coleta seletiva de lixo em prédios residenciais

Publicado em quinta-feira, julho 11, 2013


r A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) promulgou a lei de autoria do deputado Raniery Paulino (PMDB), publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (10), que obriga toda a edificação residencial com mais de três andares a disponibilizar recipientes para coleta seletiva de lixo.
 
A lei 10.041/13 que obriga a coleta seletiva de lixo em prédios com mais de três pavimentos, apresenta pelo parlamentar em abril deste ano, deve entrar em vigor em 90 dias, a partir da sua publicação tem o objetivo de incentiva a reutilização e a reciclagem, de proteger a saúde pública, dar qualidade ao meio ambiente e assegurar a utilização sustentável dos recursos naturais, além reduzir a geração de resíduos sólidos e incentivar o consumo sustentável.
 
O deputado disse que o objetivo é minimizar o volume de lixo e gerar ganhos ambientais. “Como se sabe, a coleta seletiva é a expressão utilizada para o recolhimento de materiais, previamente separados, que poderão ser reciclados, tais como: papéis, plásticos, metais e vidros”, ressaltou.
 
Para Raniery, a correta separação é muito importante para evitar possíveis contaminações e aumentar o valor quando do reaproveitamento. O parlamentar destacou que na Paraíba se constata que essa ação ainda é muito lenta nos edifícios residenciais e, na prática, se verifica muitas reclamações dos catadores pela mistura do material que vai para o lixo. São restos de carnes, frutas estragadas e, tudo isso amontoados com papéis molhados, vidros quebrados, latas, plásticos que dificultam consideravelmente o reaproveitamento e produzem graves problemas para o meio ambiente.
 
“Queremos com este projeto viabilizar, também de forma social, o reaproveitamento do lixo, dando sustentabilidade financeira a muitas famílias paraibanas que dependem da coleta de material reciclável”, acrescentou Raniery Paulino.
 
Assessoria

Fonte

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Catadores de recicláveis ganham até R$ 1 mil por mês e reduzem desperdícios

Autarquia municipal tem projetos especiais com objetivo de despertar o respeito ao meio ambiente, através do reaproveitamento de resíduos sólidos

Cidades | Em 05/06/2013 às 07h15, atualizado em 05/06/2013 às 12h54 | Por Redação


Catadores de recicláveis
Catadores de recicláveis. Divulgação Emlur.



Nesta quarta-feira - 5 de junho - é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data  foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.

Celebrado anualmente desde então no dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente cataliza a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental. 
 
Na Paraíba, a chamada consciência ambiental ainda está engatinhando. Mas, graças a projetos desenvolvidos por órgãos oficiais, a população já começa a enxergar o respeito ao meio ambiente como uma forma de melhorar de vida.
 
Antes de mostrar a importância da preservação do meio onde vivemos e da necessidade de deixar um planeta mais sustentável para as gerações futuras, os órgãos oficiais estão mostrando que contribuir com a natureza pode ser lucrativo. 
 
Muitas pessoas já perceberam na prática que os resíduos descartados diariamente nas lixeiras e deixados às margens das residências se transformam em lucro. Pelo menos 230 catadores, entre homens e mulheres, sustentam suas famílias com o dinheiro fruto da venda de materiais recicláveis descartados pela população em João Pessoa.
 
São plásticos, metais não ferrosos, ferros, borrachas, vidros e papéis selecionados pelas mãos dos agentes ambientais integrantes dos cinco núcleos de coleta seletiva da Capital paraibana, sendo eles instalados nos bairros do Bessa, Cabo Branco, Mangabeira IV, Jardim Cidade Universitária e Roger. Em média, os trabalhadores lucram entre R$ 678 e R$ 1 mil, por mês.
 
De acordo com o coordenador da Coleta Seletiva da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), mais de 200 toneladas de lixo encaminhados aos cinco núcleos e ao aterro sanitário metropolitano foram reaproveitados apenas no mês de maio de 2013. “Além de auxiliar no sustento de pais e mães de família, contribuímos com a preservação do meio ambiente. Sustentabilidade é a palavra de ordem”, ressalta ele.

Mas, o que é coleta seletiva?
A Coleta Seletiva é a separação de diferentes tipos de lixo, que vão ser reciclados e reaproveitados podendo se tornar outros produtos a serem consumidos pela população. Além de voltar a ser consumido, os materiais recicláveis podem ser usados para confeccionar obras de arte, como quadros, painéis, ornamentações em geral, além de brinquedos e outros utilitários. Fundada há 16 anos, a Oficina de artes da Emlur, realiza este serviço diariamente e encanta a todos que se predispõem a conhecer os artigos produzidos a partir do ‘lixo’.

 
Liminária com produtos recicláveis
Foto: Luminária feita com produtos recicláveis
Créditos: Divulgação Emlur
E foi pensando na importância da reciclagem para preservação do meio ambiental e no desenvolvimento sustentável do município que a Emlur, juntamente com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, lançaram no dia 17 de maio, Dia Mundial da Reciclagem, o Programa Limpinho 3R (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). “Não vemos o lixo como algo sujo e intocável, vemos como um produto que pode ser cuidado e transformado a nosso favor”, revela o superintendente Anselmo Castilho. “E porque não usarmos a tecnologia a nosso favor quando falamos em lixo?”, questiona.
 
O projeto, desenvolvido por técnicos da Autarquia em parceria com a empresa Maissoft, tem como objetivo estimular a prática da coleta seletiva por meio de um sistema de bonificação, onde o cidadão pode trocar seu lixo com materiais recicláveis por serviços diversos, como corte e escova em salão de beleza, lavagem e aspiração em lava jato e ainda, descontos na mensalidade de uma faculdade.

Em menos de 24 horas após o lançamento do Programa Limpinho 3R, pelo menos 100 pessoas já haviam se cadastrado no site www.limpinho3r.com.br , com interesse em participar do projeto que é pioneiro no país e já se tornou referência em outras cidades.

Tecnologia como aliada ao meio ambiente
Inovador, o aplicativo “Olha isso, Limpinho”, para smartphones e iphones, consiste em mais uma ferramenta com o objetivo de promover a interação entre a sociedade e a Emlur, utilizando para isso, o registro fotográfico de demandas que necessitam dos serviços dos agentes de limpeza.
 
Com o dispositivo, tanto a Emlur quanto as empresas terceirizadas para a realização da limpeza urbana, podem se programar para a retirada dos resíduos acumulados de maneira irregular e encaminhar uma equipe específica para a execução do trabalho.

 
Máquina para limpeza da praia
Foto: Máquina para limpeza da praiaCréditos: Divulgação Emlur

 
Máquinas modernas
Há um mês, tanto os pontos turísticos da Capital, quanto as principais avenidas, praças e orla, receberam o auxílio de cinco novos equipamentos para a realização da limpeza de forma mais ágil e dinâmica. Os novos serviços adquiridos pela Emlur realizam trabalhos como varrição mecanizada nas vias e calçadas e recolhimento de pequenas partículas na areia da praia.


Fonte

 

sábado, 18 de maio de 2013

Limpinho 3R: pessoense agora pode trocar lixo por serviços

A ideia é educar, por meio de bonificação a conscientização, sobre as problemáticas referentes à ausência da coleta seletiva


Ciência e Tecnologia | Em 17/05/2013 às 19h50, atualizado em 17/05/2013 às 20h08 | Por Secom-JP
 

Imagem do cartão do Limpinho 3R e o prefeito Luciano Cartaxo em anúncio da novidade
Imagem do cartão do Limpinho 3R
O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, lançou na tarde desta sexta-feira (17) o programa “Limpinho 3R” (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). A iniciativa, desenvolvida por meio da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), pretende incentivar o desenvolvimento da coleta seletiva no município. O evento aconteceu no Núcleo da Associação de Catadores de Resíduos (Ascare-JP), no Bessa.

Luciano Cartaxo destacou a necessidade do envolvimento da população no programa. “Não estamos fazendo algo que depende unicamente do poder público. A proposta é ousada porque nossa função é gerenciar e tentar envolver a população. As pessoas precisam integrar as ações de preservação e cuidado com o meio ambiente como um ato natural de sua rotina”, convocou.

O superintendente da Emlur, Anselmo Castilho, destacou que a essência do projeto é a participação. “Estamos colocando à disposição do cidadão um projeto onde ele se integra à defesa do meio ambiente e é recompensado por isso. Esse projeto já alcançou repercussão nacional e isso mostra o interesse da sociedade em dar destaque e tornar realidade iniciativas como esta”, destacou.

Para o secretário municipal do Meio Ambiente, Edílton Nóbrega, são ações como esta que podem destacar João Pessoa com o título de cidade sustentável. “Temos um ciclo de ações voltadas para este sentido e, com certeza, este terá continuidade para garantir um futuro cada vez melhor para toda população”, afirmou.

O programa – O lançamento do “Limpinho 3R” marca as atividades referentes ao Dia Mundial da Reciclagem. O programa piloto funcionará no Núcleo de Coleta Seletiva Ascare-JP, atendendo ao bairro do Bessa e áreas adjacentes. A ideia é estimular, por meio de bonificações, o desenvolvimento da coleta seletiva na região.

Depois de realizar um cadastro, o usuário do programa poderá disponibilizar seu lixo reciclável em frente a sua residência ou diretamente na Ascare-JP. Com isso, receberá pontos em seu cartão ‘Limpinho 3R’. A bonificação no cartão poderá ser trocada por diversos serviços, como tratamentos estéticos, automotivos, educacionais e brindes variados.

O site do programa já está disponível pelo endereço eletrônico.

Pontuação coletiva – Após a coleta do material reciclado, tanto o agente ambiental, quanto o cidadão, a empresa, o condomínio ou órgão público, cadastrados no “Limpinho 3R”, receberão uma pontuação coletiva. Essa bonificação deve ser revertida em benefícios para a comunidade, como manutenção de equipamentos em praças, quadras e escolas.

Arte - O evento de lançamento contou com a apresentação teatral do grupo “Agentes da Alegria”. A peça mostrou o funcionamento do programa de forma divertida e educativa. O encerramento da cerimônia ficou por conta do grupo de percussão “Batecumlata”, que apresentou uma performance musical utilizando instrumentos que reaproveitam materiais recicláveis. Ambos os grupos são formados por agentes de limpeza da Capital.

Ainda estiveram presentes o chefe da Coleta Seletiva na Capital, Ulysses Ximenes, o coordenador da Associação de Catadores de João Pessoa, José Carlos, e os vereadores Santino e Marco Antônio. 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Projeto da UEPB em parceria com o Ministério do Trabalho promove melhoria na vida de catadores

19/12/2012 - 10:08 AM  

O projeto se chama “Mobilização, inclusão e formação de catadores/as de materiais recicláveis da cidade de João Pessoa: uma experiência necessária”

 

Organizar em associações e cooperativas os catadores de materiais recicláveis, que trabalham nos lixões e ruas da cidade de João Pessoa, capacitando-os e oferecendo-lhes melhores condições de trabalho. Este é o objetivo do projeto da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), do Campus V, que será desenvolvido por meio de um convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego, através da Secretaria Nacional de Economia Solidária.
 
O projeto “Mobilização, inclusão e formação de catadores/as de materiais recicláveis da cidade de João Pessoa: uma experiência necessária”, de autoria da coordenadora pedagógica do ensino médio, professora Fátima Araújo, será desenvolvido durante o período de 36 meses, até 2015, beneficiando uma média de 600 catadores da capital do Estado.
 
Dentre as etapas do projeto estão a capacitação de equipe técnica; identificação, sensibilização, mobilização e cadastramento dos catadores de rua, lixões e aterro sanitário de João Pessoa; inclusão dos catadores no cadastro único do Governo Federal, e no Programa Brasil Alfabetizado, no caso dos não alfabetizados; organização de pontos de armazenamento e entrega voluntária de resíduos; campanha de valorização da categoria; criação de um espaço de empreendimento econômico solidário, com galpão, balanças, esteiro, prensa, carrinhos de substituição da tração humana, entre outras ações.
 
Estão previstos ainda cursos com dois módulos de oito horas de duração cada um, abordando temas relativos à economia solidária, erradicação do trabalho infantil, alternativas de enfrentamento à pobreza; curso de formação política, com quatro horas de duração e oficinas temáticas, a serem definidas pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.
 
A iniciativa pretende proporcionar melhores condições de vida e trabalho para os catadores de material reciclável de João Pessoa, fortalecimento sua participação política, incremento de renda, adequação às normas de saúde e segurança no trabalho, inserção dos catadores em políticas sociais, produção científica sobre o tema em questão, entre outros benefícios.
 
De acordo com a coordenadora da iniciativa, professora Fátima Araújo, esse projeto será uma alternativa de combate aos problemas que são vivenciados no cotidiano dos catadores de resíduos de João Pessoa.
 
“A Paraíba é o último estado no ranking de coleta seletiva em todo o Brasil. Além da falta de consciência ambiental e cívica da população, os catadores de materiais recicláveis são obrigados a trabalhar numa situação precária, tendo que vender o material coletado a preços abaixo do real valor de mercado, comprometendo a sua saúde física e a renda familiar, na grande maioria das vezes, não chegando a satisfazer as suas necessidades mais básicas e elementares”, relata a professora Fátima.
 
Neste sentido, a docente enfatiza ainda a necessidade de organização da categoria para que essa realidade possa mudar, e lembra que o projeto a ser desenvolvido pela UEPB atua com essa perspectiva. “É preciso um trabalho que oriente essa categoria sobre uma nova possibilidade de trabalho através das associações e cooperativas, fortalecendo o resultado do seu trabalho e a possibilidade de barganhar um preço melhor à medida que unem forças e aumentam o volume de material. Investir na formação e capacitação para que eles possam adquirir conhecimento capaz de melhorar a sua atuação no mercado de recicláveis se faz essencial” avalia.

Assessoria


 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cooperar: 400 mil para Bonito de Santa Fé

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cooperar: 400 mil para Bonito de Santa FéEstá em fase final de construção o galpão que vai servir de base para as 113 famílias integrantes da Associação dos Catadores de Material Reciclado de Bonito de Santa Fé, no Sertão paraibano. Elas já trabalhavam com reciclagem, mas se organizaram e solicitaram apoio do Projeto Cooperar para investir e estruturar o serviço, que vai receber cerca de R$ 400 mil. Esta é a primeira vez, na história do Cooperar, que é feito um investimento relacionado ao segmento de resíduos sólidos em todo o Estado.

A primeira parcela do investimento já foi liberada e garante a construção do galpão. “Atualmente, estamos em fase de licitação de um caminhão e prestes a licitar alguns equipamentos, como: prensa, balança, empilhadeira, botas e outros itens de segurança”, revelou a presidente da Associação, Rita da Silva Miguel. “Estamos cheios de expectativa, tanto que já alugamos uma prensa para adiantar o serviço, enquanto a nossa não chega”, completou.

Atualmente, os catadores dependem dos atravessadores, que negociam a venda do material reciclável com as indústrias a um preço médio de R$ 0,40, o quilo do produto. “Se vendermos direto para as fábricas, o quilo do material chega a R$ 1,40, um lucro considerável quando calculamos tudo”, explicou a presidente. A previsão é de que a produção passe a ser feita no novo galpão, com todos os equipamentos, entre o mês de dezembro e o início do próximo ano.

Para o gestor do Projeto Cooperar, Roberto Vital, esse é um tipo de investimento que ultrapassa o lado administrativo e atinge também o social. “Essas famílias trabalhavam em condições subumanas e, por meio desse projeto, vão mudar de vida. Tudo vai ser bem mais organizado, com equipamentos adequados, higiene e segurança em relação aos produtos”, disse. De acordo com o gestor, o investimento só foi possível graças a uma parceria importante, com a Universidade Federal da Paraíba. “Representantes da UFPB auxiliaram os catadores na organização da associação e na elaboração da proposta apresentada ao Cooperar, dessa forma o projeto começou a se estruturar”.

O representante da UFPB, Tarcísio Valerio da Costa, que trabalha como extensionista da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade, informou que o interesse das famílias pela organização do trabalho facilitou o andamento do projeto. “Foram várias capacitações, apoio na elaboração da proposta e acompanhamento técnico junto às famílias. Agora, é aguardar as próximas etapas”, falou. Assim que o investimento for concluído o destino do material reciclável deve ser Sousa, na Paraíba; ou Juazeiro do Norte, no Ceará.

Coleta Seletiva – O trabalho da associação de catadores ajuda também a mudar a cultura da população de Bonito de Santa Fé, que hoje já compreende a importância do trabalho de reciclagem e colabora com a separação do material ainda nas casas. “Implantamos a coleta seletiva há pouco mais de um ano no município e hoje o resultado nos surpreende”, disse o secretário de meio ambiente da cidade, Luis Fernando de Lima. Os municípios vizinhos também vão ser beneficiados, já que a associação vai coletar material reciclável não só em Bonito de Santa Fé, mas nas localidades próximas.

Outros investimentos – Além do financiamento do projeto de apoio aos catadores de resíduos sólidos em Bonito de Santa Fé, outras propostas similares recebem investimentos do Governo do Estado, por meio do Projeto Cooperar. Em Salgado de São Félix, a Cooperativa dos Catadores de Material Reciclável de Itabaiana deve receber R$ 383 mil para o serviço. Já em Pombal, a liberação de R$ 386 mil vai beneficiar a Associação dos Catadores de Material Reciclável do município. 

Fonte

terça-feira, 30 de outubro de 2012

BB Educar realiza formatura de 304 catadores de lixo em Santa Rita

29/10/2012 - 20:39  

 
BB Educar é uma das grandes iniciativas do BB na área social


Amanhã dia 30, em Santa Rita, será realizada a formatura dos 304 catadores de lixo que foram alfabetizados, num ciclo de oito meses, graças à parceria do BB Educar da Fundação Banco do Brasil com o Centro Social de Educação e Cultura da Paraíba.

O evento será na Ágape Recepções, Bairro de Tibiri II, em Santa Rita PB e terá início às 18h com a participação de representantes do Banco do Brasil, do Centro Social de Educação e Cultura da Paraíba e de representantes daquele município.

De acordo com o gerente geral da Agência Santa Rita do Banco do Brasil, George de Paiva Ferreira, o BB Educar é uma das grandes iniciativas do BB na área social. “Isso mostra que o Banco do Brasil atua não apenas como empresa do mercado financeiro, mas como instituição que promove o desenvolvimento do país e se preocupa com a educação, cultura e o crescimento das pessoas”.

BB Educar ::: O que é?
O BB Educar é o programa de alfabetização de jovens e adultos da Fundação Banco do Brasil. O programa consiste na tecnologia social de formação, em comunidades de todo o país, de alfabetizadores que assumem o compromisso de constituir Núcleos de Alfabetização nas comunidades em que atuam. A metodologia tem como base os princípios de uma educação libertadora e na prática da leitura do mundo, que considera a realidade do alfabetizando como ponto de partida do processo educativo, conceitos fundamentados nos ensinamentos de Paulo Freire.

da Redação (com assessoria)
WSCOM Online


 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ex-catadores cobram pagamento de auxílio

Além do atraso no pagamento do auxílio, ex-catadores cobram galpões de reciclagem que ainda não foram construídos pela prefeitura. 

 

 
Mais de 100 moradores que trabalhavam no antigo lixão de Campina Grande, no bairro do Mutirão, localizado na Alça Sudoeste da cidade, se concentraram na manhã de ontem na sede da Secretaria de Ação Social (Semas) para cobrarem o pagamento de um cheque assistencial que os ex-catadores passaram a receber como auxílio por não trabalharem mais no local. Por mês, cerca de 240 pessoas recebem uma ajuda do governo municipal no valor de R$ 100,00, mais uma cesta básica. Contudo, há três meses que os assistidos vinham recebendo apenas os alimentos.

De acordo com Sonáli Oliveira, 30 anos, desde fevereiro foi realizado um cadastro no bairro para que os trabalhadores que tiravam seu sustento do lixo começassem a receber o auxílio. Mas, há três meses, a Semas passou a atrasar o pagamento, o que gerou a revolta dos moradores, que exigem o pagamento. Além disso, ela lembrou que os ex-catadores ainda aguardam a construção dos galpões de reciclagem que vão servir para empregar quem está atualmente desempregado.

“Eles pagavam no início do mês, mas esse já é o terceiro mês que atrasa e a gente fica sem condições de ter o que comprar para comer. Esse benefício não atendeu todo mundo, já que tem mais gente que trabalhava no lixão, mas que não entrou no cadastro. Ainda mais, prometeram que em 90 dias iriam construir quatro galpões de reciclagem para a gente trabalhar, mas até agora não foi erguido nada, e nós continuamos desempregados”, afirmou Sonáli Oliveira.

O secretário da Semas, Robson Dutra, explicou que o atraso do pagamento dos cheques assistenciais aconteceu devido a uma consulta jurídica que a pasta realizou já que ao longo do período eleitoral existem restrições para determinados programas desse gênero. Ele ainda acrescentou que a Secretaria também enfrentou alguns problemas com equipamentos de registro dos cheques pagos, mas prometeu que até hoje tudo seria solucionado.

“Primeiro nós estávamos esperando um parecer jurídico para sabermos se poderíamos continuar pagando o auxílio por conta do período eleitoral. Recebemos um documento liberando e vamos voltar a pagar. Só que tivemos um problema com o equipamento para documentar os cheques e por isso atrasou mais um pouco, mas vamos colocar em dia até amanhã”, falou o secretário. Ele acrescentou que por conta das eleições não será possível construir os galpões de reciclagem ainda esse ano.


 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Reciclagem tem redução em CG

Cooperativas de catadores de material reciclável apontam redução de até 50% em tudo que pode ser reciclado, devido a separação incorreta.

 


 
O trabalho de homens e mulheres de Campina Grande que retiram o sustento dos objetos que são reaproveitados do lixo já esteve mais fácil.

Após os primeiros sete meses de reciclagem este ano, os catadores apontam uma redução de 50% do que pode realmente ser reciclado, isso causou uma diminuição no volume de venda dos materiais para as sucatas da cidade e, consequentemente aumentou a possibilidade de degradação do meio ambiente, já que deve estar sendo misturado ao lixo doméstico, produtos de complexa degradação. Eles arrecadavam seis toneladas de material por mês e agora estão arrecadando três toneladas mensais.

No município, existem três cooperativas de catadores responsáveis por transformar o lixo, Cata mais, Cotramare e Areuza. Juntas, elas reúnem cerca de 60 trabalhadores que enxergam no plástico, papel, metal e vidro as possibilidades de aumentar a renda e de proteger a natureza. Contudo, devido a não separação do lixo doméstico ao que pode ser reciclado em residências e empresas, esses profissionais apontam que o que é jogado fora pelas pessoas poderia ser melhor aproveitado.

“Do final do ano para cá, tem caído muito a quantidade de material reciclável. Metal e garrafa pet, por exemplo, não conseguimos juntar nem meia tonelada por mês. Antigamente passava de mil quilos. Sem contar que quando os carrinhos de coleta chegam, o lixo não está separado, isso prejudica ainda mais nosso trabalho porque muita coisa acaba se perdendo, como papelão e plástico, que é o que vendemos por R$ 0,17 e R$ 0,70 o quilo”, contou Maria Socorro Barbosa, 43 anos, que há quatro faz parte da cooperativa Cata mais.

Outro fator que foi destacado por quem trabalha diretamente com a reciclagem do lixo, é a demora para a utilização do galpão de reciclagem do aterro sanitário da cidade de Puxinanã. Segundo José Jonas, 41 anos, que há mais de dez anos retira seu sustendo do que pode recolher do lixo, se o local já estivesse funcionando a situação estaria bem melhor. “Eu trabalho desde a época do lixão, mas mesmo com o aterro sanitário não mudou nada porque os galpões não estão prontos”, destacou o trabalhador.

De acordo com a administração do aterro e o setor de engenharia, o projeto para o uso dos galpões está previsto para começar no próximo mês de outubro.

O projeto do galpão já foi encaminhado para a secretaria de Serviços Urbanos do município, que apontou que está em fase de definição a logística do local no que diz respeito à instalação de equipamentos e distribuição das devidas tarefas dos catadores. “O projeto está conosco e junto com o secretário devemos executá-lo”, afirmou Jomeres Tavares, diretor de Limpeza Urbana.


 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lixo reciclável está sendo desperdiçado em CG

Estudo mostra, que pelo menos 5,2 mil toneladas de lixo reciclável, estão deixando de ser aproveitados, gerando implicações econômicas.

 


Desde que o lixão da Alça Sudoeste, em Campina Grande, foi desativado em janeiro deste ano, todos os resíduos sólidos coletados na cidade, incluindo os recicláveis, estão seguindo para o aterro sanitário de Puxinanã. Levando em consideração as estimativas feitas através de uma pesquisa de doutorado que estudou as implicações sociais, econômicas e ambientais do lixo no município, é possível afirmar que pelo menos 5,2 mil toneladas de lixo reciclável estão sendo desperdiçadas mensalmente.

Nessa estimativa, estão contempladas apenas as cadeias produtivas dos principais produtos recicláveis: plástico, metal, papel e vidro. Entretanto, a professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) responsável pelo estudo, Luíza Eugênia, diz que 55% do que é coletado pelo serviço de limpeza urbana no município é lixo orgânico. “Não podemos desprezar o lixo orgânico, que pode ser utilizado para compostagem, sobretudo no nosso Estado, que enfrenta graves problemas de desertificação”, explicou.

Segundo informações repassadas pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), são coletados mensalmente em Campina Grande 16 mil toneladas de resíduos sólidos, incluindo os entulhos. O material, que antes era despejado no lixão e coletado de maneira rudimentar pelos catadores, há dois meses, segue integralmente para o aterro, onde o acesso dos catadores é proibido.

O presidente da Cooperativa Cata Mais, José Wanderley, lamenta o fato de os resíduos que poderiam se transformar em renda para várias famílias de Campina Grande estarem sendo enterrados.

Lembra que a persistência dessa situação faz diminuir também a vida útil do aterro, que deveria receber apenas materiais não recicláveis.

“A prefeitura disse que resolveria o problema em três meses, mas não temos nenhuma garantia quanto ao cumprimento desse prazo.

Já que não se pensou em uma alternativa para se reciclar o lixo logo após o fechamento do lixão, esperamos que a coleta seletiva seja organizada o mais breve e possa mudar a realidade dos catadores que sobrevivem da coleta nas casas, ruas e terrenos baldios”, disse.

Ele falou que a Cata Mais pode contribuir para a efetivação da política de coleta seletiva na cidade, por já possuir um trabalho reconhecido na cidade e que, por falta de incentivos governamentais, a cooperativa vem se enfraquecendo. Das 23 pessoas cadastradas, apenas 12 participam do projeto de coleta seletiva em seis bairros de Campina, arrecadando de 12 a 15 toneladas de recicláveis por mês.

Fonte