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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

João Pessoa ganha status de 'caribe brasileiro' pelo Estadão; confira

12/02/2014 | 08h23min

Catamarãs levam para mergulhos na água cristalina que se acumula entre os recifes. Em meia
hora de navegação, você entende o por quê da região ter sido apelidada de ‘Caribe brasileiro’

Bruna Toni / TEXTO e Hélvio Romero / FOTOS
 
JOÃO PESSOA
 
A única coisa que nos cercava era uma imensidão de água morna e esverdeada, interrompida por manchas mescladas que indicavam as áreas com concentração de corais, onde se escondem pequenos peixes de tons diversos. Sob os pés, areia clara constituída por minúsculas conchas. O silêncio seria total, não fossem as conversas dos pouco mais de 15 turistas que nos acompanhavam no passeio cuja principal atração é o mergulho. O calor não permitia a ninguém ficar dentro do catamarã que nos levou pelo Atlântico. Nem o visual. Quem se arriscaria a perder a chance de explorar tudo que o chamado “Caribe brasileiro” tem a oferecer?
 
Mergulhar durante cerca de duas horas em uma das piscinas naturais menos exploradas da Paraíba já compensaria pela beleza natural e comércio local, formado por pescadores. Mas há um quê de especial ali que faz a pequena João Pessoa tornar-se referência. A oeste, a cerca de quinhentos metros de onde estamos, fica a famosa Ponta do Seixas, o extremo oriental das Américas, cuja a distância até a África (aproximadamente 3.800 quilômetros) é a menor possível para quem sai do continente. Se é abuso querer avistar terras africanas dali, o passeio do Seixas garante, no mínimo, a sensação de estar em uma das principais rotas do mundo. E onde o sol nasce primeiro.
 
O caminho até lá não leva mais de meia hora para quem parte do litoral sul da capital paraibana. É possível fazê-lo por meio de uma agência (a maior delas é a Luck), que oferece a comodidade do transporte e pode incluir outros passeios no roteiro (em média, R$ 65 por pessoa).
 
Para quem quer gastar menos e ficar livre para escolher aonde ir, a dica é alugar um carro para passar o dia. Mas é preciso se programar. “Preste atenção às fases da lua”, orienta Hector, o guia da Secretaria Municipal de Turismo que nos acompanha até a vila de pescadores, na Praia da Penha, de onde sai o catamarã. O recado, aparentemente banal, logo é compreendido. “Tudo depende da maré. Para dar passeio bom, a lua precisa ser nova ou minguante”, explica.

Depois de consultar a natureza para saber se a maré estará baixa – o que pode ser feito pelo site da Capitania dos Portos da Paraíba –, é bom não arriscar e fazer a sua reserva. Ainda pouco conhecido, o transporte até a piscina do Seixas é feito apenas por uma empresa, a Maresia Turismo, e, dependendo do dia, pode ter lotação máxima (cem pessoas).
 
Outra opção para mergulho é o Picãozinho, arrecife de corais que fica em Tambaú, mais ao centro de João Pessoa. Por causa da intensa exploração, porém, a capacidade das sete embarcações que rumam para lá foi reduzida, tornando o passeio mais caro. “O Seixas está muito mais preservado porque só é frequentado por pescadores que vivem na redondeza e poucos turistas”, conta Leonardo Guedes, biólogo e proprietário da Maresia Turismo.
 
Léo, como é conhecido por essas bandas, cobra R$ 30 por pessoa e aluga máscaras de mergulho por R$ 10. Dentro da embarcação, há bebidas e petiscos. Como o ponto de encontro e saída do catamarã é um restaurante, o Muxima, muitos turistas aproveitam para almoçar por ali mesmo. Seu ponto forte é a culinária angolana e regional.
 
VIAGEM A CONVITE DA FUNDAÇÃO CULTURAL DE JOÃO PESSOA E DA SECRETARIA DE CULTURA


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PB também oferece cultura local e contato com a natureza aos visitantes

28/08/2013 09h36 - Atualizado em 28/08/2013 09h42 

Turista pode dançar o Coco numa comunidade Quilombola do Conde.
Passeio também pode incluir trilhas ecológicas e meditação ao ar livre.
 
Paula Brito Especial para o G1 PB
 
 
Caminhadas ecológicas exploram as belezas das praias do Conde, na Paraíba. (Foto: Setur Conde/ Vanessa de Lima)
Caminhadas ecológicas exploram as belezas das praias do Conde,
na Paraíba. (Foto: Setur Conde/ Vanessa de Lima)

Incentivados pelas histórias de Economia Criativa de sucesso do Brejo, moradores do Litoral Sul do Estado decidiram apostar em atividades de economia criativa nos Municípios do Conde e Pitimbu. Na comunidade quilombola Ipiranga, a 5 km do Conde, a Festa do Coco, antes restrita aos moradores, agora recebe turistas, que entram na roda para dançar com as mulheres e crianças. “Aqui no quilombo, a gente praticamente não dançava mais o coco, que só era mostrado fora. Com a vinda dos turistas, resgatamos essa tradição, o que tem sido muito bom, principalmente para as crianças, que têm a oportunidade de aprender sobre a nossa cultura e reproduzir esse saber”, conta Ana Lúcia Rodrigues, coordenadora do projeto.

A comunidade também oferece trilhas guiadas e em breve vai inaugurar a réplica de uma casa quilombola como as que existiam 150 anos atrás. No dia da Festa do Coco, todo último sábado de cada mês, os artesãos aproveitam para vender os seus produtos. Para os que acreditam no poder das rezadeiras, Dona Lenita do Nascimento, 73 anos, reza de graça. No ofício há 20 anos, ela atendia apenas os moradores do quilombo. A ideia de atender os turistas foi do Sebrae.


As trilhas ecológicas foram incrementadas com paradas para meditação, no Conde, Paraíba. (Foto: Divulgação)
As trilhas ecológicas foram incrementadas
com paradas para meditação, no Conde,
Paraíba. (Foto: Divulgação)
Caminhada com meditação
As trilhas ecológicas não são novidade na Paraíba, mas no Conde três amigos decidiram oferecer uma caminhada diferente, que vai além da atividade esportiva. Durante o percurso, os participantes fazem pausas para meditar e interagir com a natureza. O serviço surgiu de uma brincadeira entre amigos. “Sempre gostei de caminhada e um dia, durante uma trilha com alguns amigos, decidimos fazer algumas conexões com os elementos da natureza. Foi uma experiência tão bonita e prazerosa que decidimos oferecer a outras pessoas. Com a ajuda do Sebrae, organizamos o negócio e hoje temos uma atividade formalizada”, conta Cláudia Tombolato, psicóloga e terapeuta que criou o projeto Caminhando e Meditando junto com dois amigos.
 
As caminhadas acontecem pela manhã no bosque da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba. Mas em noite de lua cheia, as trilhas são realizadas no final da tarde e terminam no mirante da praia de Tambaba, de onde os turistas apreciam a lua cheia nascendo.

Atividade em expansão
Segundo a Organização das Nações Unidades (ONU), a Economia Criativa é responsável por 10% do PIB mundial. Só no Brasil, as empresas desse segmento já movimentam R$ 381 milhões, ou 2,6% do PIB brasileiro, segundo mapeamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Em 2011, o governo federal criou a Secretaria da Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura, que oferece benefícios para micro e pequenos empreendimentos criativos.

Qualquer pessoa pode abrir um negócio nesse segmento, já que não é preciso ter muito dinheiro e sim talento. “É mais fácil abrir um negócio nas áreas da economia criativa, já que não é necessário um grande capital inicial. O mais importante é valorizar a cultura e ser criativo. O Sebrae presta todo o apoio necessário para quem deseja investir nesse segmento”, disse Regina Amorim, gestora de Turismo do Sebrae Paraíba e coordenadora da Ruraltur. Na hora de formalizar a atividade, o empreendedor pode optar pela categoria Microempreendedor Individual (MEI), que tem faturamento anual de até R$ 60 mil.
 
Apoio à Economia Criativa
O Sebrae presta consultoria aos empreendedores que têm interesse em investir em atividades criativas com foco na produção associada ao turismo, além de organizar viagens de benchmarking (visitas técnicas para conhecer casos de sucesso). Também realiza eventos que promovem e divulgam a atividade, como o 4º Seminário Nordeste de Turismo Rural, que acontecerá nesta quinta (29) e sexta-feira (30) durante a Ruraltur. Com o tema Turismo Rural com foco na Economia Criativa e na Economia da Experiência, o seminário terá 11 palestras. As inscrições podem ser feitas no Sebrae ou pelo e-mail regina@sebraepb.com.br. O valor é R$ 80, mas estudantes e filiados às entidades de classe do turismo têm 50% de desconto.
 
Para o designer Eduardo Barroso Neto, um dos palestrantes do seminário, é preciso acreditar no potencial local e não pensar que tudo que vem de fora é melhor. “Abrir um negócio baseado na criatividade significa, antes de tudo, acreditar no valor daquilo que é singular, exclusivo e inovador. Afinal, a cultura é nosso único e inalienável patrimônio. Temos que parar de imitar e tentar interpretar o gosto do turista e valorizar nossa historia e tradições, agregando valor aos nossos produtos e serviços”, disse Eduardo, que é diretor da empresa Ser Criativo Empreendimentos Culturais do Brasil, de Florianópolis (SC).
  
 
Fonte


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Tambaba Vive

Você está em Folha do Meio Ambiente Edição Impressa 2013 04
 
APA de Tambaba
 
Instituto Agronômico de Campinas se juntou a UFPA para produzir trabalhos sobre a sustentabilidade em Tambaba
 
 
20 de abril de 2013 Antônio Fernando Caetano Tombolato

 

Há 10 anos tenho frequentado a área de Tambaba motivado pela riqueza e exuberância da natureza local, principalmente pela flora extremamente diversa, resultado de um mosaico composto por diferentes formações edáficas e disponibilidade aquífera. Toda essa motivação gerou um intercâmbio entre o Instituto Agronômico de Campinas, SP, onde trabalho há mais de 35 anos, e as Universidades Federal da Paraíba e em Areia. Produzimos alguns trabalhos, dentre os quais o “Potential ornamental plants of Tambaba Environmental Protected Area, Paraiba State, Brazil” apresentado em um Simpósio Internacional em Buenos Aires.

Parabenizo a Folha do Meio Ambiente e especialmente o jornalista Reginaldo Marinho pela abordagem abrangente no artigo “Praia de Tambaba – santuário ambiental prestes a ser estuprado”, artigo de capa - edição 228/março. O texto evidencia a atual situação de fragilidade na qual se encontra a proteção ambiental da região de Tambaba, uma das poucas ilhas verdes do litoral norte da região nordeste brasileira, fruto de um estágio de regeneração de cerca de 30 anos. Um leigo poderia se equivocar pelo baixo porte das árvores e arbustos nativos imaginando tratar-se de uma vegetação jovem, mas que na verdade representa o perfil típico da cobertura vegetal do tabuleiro.
 
Lamentavelmente a ânsia por investimentos lucrativos em curto prazo ignoram o real valor da preservação e exploração racional dos recursos naturais de maneira sustentável e que valorizam a característica regional – fauna, flora, vida marinha, mananciais fluviais, manguezais, geografia das falésias, cultura popular, agricultura familiar, artesanato e a expressão do naturismo de renome mundial – elementos que compõem um complexo de grande valor para o futuro da exploração do (eco)turismo internacional que cada vez mais procura descobrir e valorizar as expressões naturais e  culturais diferenciadas.
 
Um projeto de porte megalomânico certamente de instalação economicamente inviável, devido ao vultoso investimento da ordem de bilhões, pretende eliminar o resquício de Mata Atlântica (inquestionavelmente protegida pela legislação federal) ainda existente na APA de Tambaba. Ignora-se quem seriam os reais investidores (se é que existem) e se estes estariam cientes de que a exploração turística de Tambaba poderia ser feita de maneira ecologicamente sustentável. Uma vez eliminada a mata nativa que garantia existe de que o projeto (talvez) especulativo será efetivamente implantado? Certamente o local estará, então, aberto para qualquer outro tipo de ocupação desordenada e a implantação de um modelo repetitivo já presente em diversos locais não só do Brasil como também em outros países (“resorts”, campos de golfe, condomínios de alto padrão, privatização de praias, loteamentos, e, quem sabe, até indústrias de mineração e etc). Se não for utopia, é a destruição certa do que ainda resta da Natureza de Tambaba. Seria este tipo de desenvolvimento-padrão que o governo estadual vislumbra para o emergente turismo da Paraíba ou seria preferível um programa de desenvolvimento turístico diferenciado de modo a valorizar a cultura, sua população, a natureza e o turismo? 
 
(*) Antônio Fernando Caetano Tombolato - Diretor do Jardim Botânico - Instituto Agronômico – IAC - Campinas SP - tombolat@iac.sp.gov.br
 
 

 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Agreste tem aventura e trilhas

Ingá possui um dos maiores sítios arqueológicos do país.

 
Para quem quer aproveitar o passeio de férias para ampliar o conhecimento sobre história, um roteiro indicado é o Município de Ingá, no Agreste paraibano, que possui um dos maiores sítios arqueológicos do país, guardada nas inscrições rupestres de mais de cinco mil anos, com segredos até hoje indecifráveis. O passeio para a Pedra do Ingá custa R$ 30,00 para duas pessoas.

No local, os visitantes podem observar as inscrições rupestres produzidas em baixo relevo ao longo de um paredão de 46 metros de comprimento e 3,8m de altura, que se eleva sobre um lajedo do riacho Bacamarte.

Quem preferir realizar uma caminhada ou rapel, a opção é subir a Serra Velha com 655 metros de altura e que oferece ótimas atrações ao longo de 4 km de percurso. Durante o trajeto é possível conhecer outros atrativos, como a Pedra do Convento, que guarda uma série de lendas. “Dizem que, antigamente, as pessoas vinham até a pedra do convento para procurar por talheres de ouro”, conta o pesquisador Denis Mota, que integra a Sociedade Paraibana de Arqueologia. Também é possível conhecer as grutas existentes no local que eram usadas pelos cangaceiros.

ENGENHOS NO BREJO
O Brejo paraibano também é uma ótima opção para quem quer apreciar um conjunto de paisagem serrana com altitude média de 550 m e uma paisagem formada por rios, cachoeiras, trilhas, mata atlântica e um rico patrimônio histórico.

A cidade de Areia costuma atrair visitantes durante todo o ano, principalmente pelo rico patrimônio histórico. Região importante produtora da rapadura artesanal e da cachaça de alambique, uma viagem na história desta região leva aos tempos áureos dos engenhos de cana-de-açúcar, permite ao visitante degustar produtos feitos na hora e participar da produção.



Interior da Paraíba oferece roteiros de férias

Regiões do Brejo e Cariri têm opções que incluem as belezas naturais e o patrimônio histórico do Estado.



 

Francisco França
Cabaceiras, a 'Roliúde Nordestina', é um dos principais atrativos do interior do Estado

Estamos no período de férias e nem todos os paraibanos escolhem as praias do Litoral do Estado para curtir os dias de descanso. O interior da Paraíba oferece diversas opções para quem deseja realizar trilhas e conhecer as belezas naturais e o patrimônio histórico das regiões do Brejo e do Cariri. São sítios arqueológicos, lajedos, cachoeiras e outros locais que encantam pela beleza e acolhimento dos moradores das pequenas cidades.
 
A região do Cariri está localizada no trópico semiárido do Estado da Paraíba, na mesorregião da Borborema, e se caracteriza por apresentar elevadas temperaturas e poucas chuvas ao longo do ano. O destino turístico mais visitado na região é Cabaceiras, conhecida nacionalmente como a “Roliúde Nordestina”. Suas belezas naturais têm atraído uma média de 5 mil turistas por ano. Os visitantes podem realizar trilhas a pé ou de bicicleta pela zona rural e visitar casas e igrejas antigas que serviram de cenários para 30 filmes e documentários já gravados na cidade.
 
Conforme explicou a diretora de Turismo do município, Josineide Pereira, diariamente quatro guias turísticos treinados são responsáveis em guiar os turistas e mostrar todo o patrimônio do município. “O nosso passeio começa pelo Museu Histórico e depois seguimos pelas praças, casas e pelas igrejas do Rosário e Matriz. Ao longo do trajeto, o turista conhece toda a história da cidade e recebe informações sobre os filmes que já foram gravados na região, a exemplo do Auto da Compadecida”, ressaltou Josineide.
 
Em Cabaceiras, o Lajedo de Pai Mateus, formação rochosa composta por grandes pedras arredondadas, encanta os visitantes. “Nos últimos meses nós temos recebido turistas de várias partes do Brasil e até de outros países, que ficam encantados com a energia do lugar”, acrescentou Josineide.


sábado, 21 de julho de 2012

Bananeiras abre programação do Caminhos do Frio na Paraíba

21/07/2012 07h41 - Atualizado em 21/07/2012 07h41
 
Turistas poderão participar do Festival Gastronômico e de trilhas ecológicas.
Caminhos do Frio vai passar por seis cidades do Brejo paraibano.

Do G1 PB 

Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural (Foto: Arquivo/Sesc)
Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural
(Foto: Arquivo/Sesc)
Começa na segunda-feira (23) o projeto 'Rota Cultural Caminhos do Frio'. Bananeiras, cidade localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, inicia as atividades do projeto com a programação “Aventuras e Arte na Serra”, entre os dias 23 e 29 de julho.

Na cidade, os turistas poderão participar do Festival Gastronômico, de trilhas ecológicas, de oficinas culturais e de apresentações teatrais e musicais, como da Orquestra Sanfônica e show da banda Cabruêra. A programação pode ser conferida na íntegra no site do evento.

Segundo divulgou a organização do evento, Bananeiras tem uma altitude de 526m e possui clima frio úmido, com temperatura média de 28°C no verão e 10°C no inverno. De acordo com a gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, o Caminhos do Frio promove o desenvolvimento sustentável do turismo nas cidades que fazem parte do roteiro, contribuindo para que a comunidade local seja beneficiada com o incremento econômico e cultural. “Na programação, por exemplo, temos apresentações teatrais de crianças das cidades, que desenvolvem desde cedo um trabalho artístico que pode ter continuidade ao longo da vida”, disse a gestora.
Caminhos do Frio
Até o dia 2 de setembro, cerca de 30 mil turistas devem participar das atividades em seis cidades do brejo paraibano. Bananeiras, Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande e Alagoa Nova são as que fazem parte do roteiro. As seis cidades juntas irão movimentar mais de R$200 mil apenas na área cultural, oferecendo uma vasta programação.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bananeiras abre o Caminhos do Frio na próxima segunda-feira

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°

 
Chegou a hora de vestir o agasalho, subir a serra e desfrutar da rota cultural 'Caminhos do Frio' que começa nesta segunda-feira(23) na cidade de Bananeiras. O projeto leva na bagagem shows, teatro, dança, cinema, poesia, literatura, artesanato, gastrononomia, oficinas, exposições, trilhas, ecoturismo e visita aos engenhos. A sétima edição do roteiro parte de Bananeiras e depois segue para as cidades de Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande, e encerra no dia 02 de setembro em Alagoa Nova.

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°. Durante a temporada a região do Brejo paraibano deverá receber a visita de cerca de 30 mil turistas. Além de divulgar a cultura da região, o intuito do projeto também é lançar novos artistas e dinamizar a economia local. 'Caminhos do Frio' é praticamente a única rota turística do Estado e já é conhecida internacionalmente. A expectativa do Fórum do Turismo Sustentável do Brejo da Paraíba é que cerca de R$ 1,5 milhões sejam movimentados durante os 42 dias do evento.

Bananeiras, a quase 30 km dali e a 552 metros sobre o nível do mar, é o primeiro destino que merece uma visita. Esse município de passado colonial, recortado por ladeiras e sobrados do século 19, foi o maior produtor de café de toda a Paraíba e abriga um casario com 80 construções catalogadas pelo IPHAEP.

A região abriga também o histórico engenho Goiamunduba que, desde 1877. A cidade ainda conta com outras construções históricas como um túnel de trem de 1922 e um cruzeiro do final do século 19 localizado a 507 metros de altura, além da Cachoeira do Roncador, uma queda d’água de 45 metros.

AVENTURA E ARTE - A programação em Bananeiras começa na segunda, 23, com um dia dedicado ao cinema, com destaque para o lançamento oficial do curta-metragem “Flor”, do diretor Silvio Toledo.

O filme faz uma releitura da lenda "Comadre Florzinha", e foi quase todo filmado na cidade entre fevereiro e março deste ano, em pontos como a Mata da Bica, Cachoeira do Roncador e Cruzeiro de Roma.

“Flor” é um projeto transmídia, sem fins lucrativos, para produção de um curta-metragem em cinema digital adaptado do folheto de cordel 'Comadre Florzinha – Um romance na Serra das Flechas', de Vanderley de Brito e com aproximadamente 15 minutos de duração.

O filme traz uma novidade que é a aplicação de efeitos especiais para retratar uma personagem da fantasia do folclore nordestino, além de uma abordagem em romance diferente da abordagem de terror que o mito costuma ter.

Em Bananeiras, a programação do 'Caminhos do frio' apresenta também durante uma semana shows com Paulo Vinícios, Cabruêra, Gitana Pimentel, Sonora Sambagroove e Orquestra Sinfônica Infantil da Paraíba; e ainda exposição fotográfica, espetáculos de teatro infantil, trilha ecológica, festival gastronômico e oficinas cuturais.

Rota do Caminhos do Frio 2012:

Bananeiras – 23/07 a 29/07
Serraria – 30/07 a 05/08
Pilões – 06/08 a 12/08
Areia – 13/08 a 19/08
Alagoa Grande – 20/08 a 26/08
Alagoa Nova – 27/08 a 02/09


domingo, 29 de janeiro de 2012

Sítio paleontológico na Paraíba deve receber projeto de revitalização

28/01/2012 13h12 - Atualizado em 28/01/2012 15h10

Vale dos Dinossauros de Sousa, no Sertão, terá estrutura reformada.
Convênio entre governo e Petrobras prevê investimento de R$ 1,2 milhão.

Do G1 PB
 
Vale dos Dinossauros, em Sousa (PB), vai ganhar melhorias após convênio do governo estadual com a Petrobras (Foto: Francisco França/Secom-PB)
Visitantes do parque podem conhecer
pegadas de dinossauros (Foto: Francisco
França/Secom-PB)
O Parque Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, no Sertão paraibano, receberá um projeto de revitalização no valor de R$ 1,2 milhão. Conhecido como um dos sítios paleontológicos com a maior incidência de pegadas de dinossauros da América do Sul, a unidade paraibana de conservação deve iniciar suas obras de restauração assim que o processo licitatório for concluído.

A notícia foi dada pelo governador Ricardo Coutinho, que apresentou o projeto em convênio com a Petrobras, durante solenidade na sexta-feira (27).

Com foco na expansão do turismo no interior do estado, estão previstas melhorias na área de urbanização e estacionamento do parque, incluindo acessos para portadores de deficiência. Ainda foram programadas reforma do auditório, construção de novas passarelas, reconstrução de quiosques, reforma do museu, recuperação da casa de apoio ao pesquisador e a implantação de sete réplicas de dinossauros.

"Quem tem algo assim não pode ignorar, por isso articulamos esforços para explorar o parque de forma sustentável, da melhor maneira possível”, declarou o governador, destacando o Vale dos Dinossauros como patrimônio nacional. Para o prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, o sítio que já recebe dois mil turistas por mês, com a infraestrutura atual, deve multiplicar o número de visitantes. “A expectativa é que o vale se transforme em nosso parque dos dinossauros”, adiantou o prefeito.

A verba do convênio destinada para a revitalização do sítio, antes projetada para investir 40% em infraestrutura e 60% para capacitação de pessoal, inverteu sua prioridade inicial. Porém, pelo menos 25% do montante total continua mantido para aplicação na área social, destinado à capacitação para a população nas áreas de paleontologia e identificação de pegadas de dinossauros, além de cursos de artesanato para a produção de artigos relacionados ao tema dinossauros.

Vale do Dinossauro, em Sousa (PB), vai ganhar melhorias após convênio do governo estadual com a Petrobras (Foto: Francisco França/Secom-PB)
Projeto prevê instalação de mais quatro réplicas de dinossauros
(Foto: Francisco França/Secom-PB)
 Fonte

Cenários de cinema e ecoturismo são os atrativos de Cabaceiras, PB

27/01/2012 10h34 - Atualizado em 27/01/2012 10h34

Após 30 produções, cidade recebeu o título de 'Roliúde Nordestina'.
Monumentos naturais e cultura do bode movimentam economia local.

Karoline Zilah  
Do G1 PB
 
Lajedo de Pai Mateus é o principal atrativo da região (Foto: Maurício Melo/G1)
Lajedo de Pai Mateus é o principal atrativo da região
(Foto: Maurício Melo/G1)

Apesar de ter apenas 5 mil habitantes, a cidade de Cabaceiras, na Paraíba, já entrou na rota dos amantes do ecoturismo no Brasil. A cidade ganhou popularidade depois de ser 'descoberta' por cineastas interessados nos cenários naturais típicos do semiárido e na boa luminosidade, que permitia mais tempo de filmagem por dia. Uma das produções mais famosas é a minissérie O Auto da Compadecida, gravada na região em 1998.

Desde então, Cabaceiras transformou-se em 'set' para, pelo menos, 30 filmes entre documentários e ficções. A vocação para o cinema e o clima seco semelhante à Hollywood original norteamericana lhe renderam o título de 'Roliúde Nordestina'. No currículo, além da adaptação das aventuras de Chicó e João Grilo criadas pelo escritor paraibano Ariano Suassuna, estão os filmes 'Cinema, Aspirinas e Urubus', 'Romance' e a microssérie 'A Pedra do Reino'. As gravações mais recentes foram feitas para a novela 'Aquele Beijo'.

O município fica localizado a 199 km da capital João Pessoa e o acesso se dá por estradas estreitas, incluindo trechos de terra. Para quem viaja de ônibus, é possível sair de Campina Grande, que fica a 66 km de distância. A cidade está localizada na microrregião do Cariri paraibano, ornamentada por uma vegetação rasteira que se alterna entre galhos secos e um verde discreto. Apesar de registrar o menor índice pluviométrico do país, as plantas locais conseguem alcançar lençóis freáticos e deles obter água.

As boas-vindas são dadas pelo letreiro 'Roliúde Nordestina', instalado em uma serra na entrada da cidade. Depois da parada obrigatória para foto, o visitante encontra o espaço que sedia anualmente a Festa do Bode Rei, criada em 1998 para valorizar a caprinovinocultura. De acordo com o Sebrae, o evento dura quatro dias e atrai cerca de 50 mil pessoas.

O bode, que antes era visto como alimento para famílias pobres, hoje é uma das principais atividades econômicas do Cariri. Sua carne ganhou espaço em mercados, virou recheio para almôndegas, pizzas, linguiças, estrogonofe (ou estrogobode), tapiocas (bodioca) e até panquecas e chega a ser estrela em festivais de alta gastronomia.

Cidade cinematográfica
A poucos metros de distância do local que sedia a Festa do Bode Rei, o turista já encontra o Centro da cidade, cujas casas antigas e até a cadeia pública foram cenários de filmes. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, abrigou algumas das últimas cenas de 'O Auto da Compadecida', onde os personagens são submetidos ao 'juízo final'. A infraestrutura das ruas teve que ser adaptada para o enredo, a exemplo de postes que foram retirados. Entre os moradores, muitos já acumulam um extenso currículo como figurantes.

Na mesma manhã, é possível visitar também o Memorial Cinematográfico, onde são expostas fotografias, roteiros e material usado nas gravações, e o Museu Histórico dos Cariris, que abriga antiguidades e peças artesanais produzidas na região. O artesanato local também é atração na Casa de Zé de Cila, apelido de José Nunes, figura da cidade que adora um bate-papo sobre recordações de acontecimentos históricos e que participou das grandes produções que passaram pelo local.

Como o bode é rei na cidade, a cabrita é a rainha. É dela que vem uma bebida típica que vale conferir antes do turista se despedir do Centro. É o Xixi de Cabrita, um licor suave que mistura leite de cabra, aguardente e baunilha. A receita completa, porém, é segredo.

Ribeira concentra produção artesanal à base de couro (Foto: Karoline Zilah/G1)
Ribeira concentra produção artesanal à base
de couro (Foto: Karoline Zilah/G1)
Distrito de Ribeira
Seguindo 14km por uma estrada de terra, chegamos ao distrito de Ribeira de Cabaceiras, comunidade rural que concentra a produção do artesanato em couro de cerca de 30 oficinas. Juntos, 72 'sócios' mantêm desde 1998 a Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro de Ribeira de Cabaceiras, que beneficia cerca de 200 pessoas diretamente. Batizada com o nome fantasia de Arteza, a cooperativa produz sandálias, chapéus, carteiras, bolsas, cintos e outros acessórios, tudo de couro de boi e bode.

Segundo o diretor presidente José Carlos de Castro, são mais de 100 anos de tradição dos curtumes com técnicas manuais de processamento do couro repassadas pais para filhos. Com a ajuda de consultorias sobre moda e gerenciamento, o que era rústico virou negócio e a cooperativa recebeu investimentos no maquinário para aprimorar o acabamento e aumentar a quantidade.

Hoje a Arteza distribui seus itens para venda em João Pessoa, Natal, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Também participou de feiras internacionais de artesanato, recebendo encomendas de Espanha, Portugal e Alemanha. Em sua sede no distrito de Ribeira é possível acompanhar o passo a passo do processo de criação das peças e comprar artigos para usar ou presentear.

Disposição dos blocos de pedra da Saca de Lã desafiam turista a acreditar que não houve interferência humana (Foto: Karoline Zilah/G1)
Disposição das pedras da Saca de Lã desafia
turista a acreditar que não houve interferência
humana (Foto: Karoline Zilah/G1)
Saca de Lã
Saindo do distrito de Ribeira, o visitante segue de carro por mais 10km de estrada de terra para chegar até a antiga fazenda Tapera, que hoje abriga o Hotel Fazenda Pai Mateus. Adentrando a propriedade chega-se aos dois bens ecológicos mais preciosos de Cabaceiras: a Saca de Lã e o Lajedo de Pai Mateus. Ambos também serviram de locações para filmes, mas, além de atrair amantes da sétima arte para conhecer os cenários naturais, estão se tornando populares pelos passeios com trilhas e esportivos, como trekking, bike e rapel.

A primeira parada é o monumento natural Saca de Lã, que recebeu este nome por lembrar pacotes de algodão empilheirados de Campina Grande, na época em que a cidade era uma das maiores exportadoras do mundo. Devido ao sol forte, o guia Ribamar Farias recomenda que o passeio seja feito pela manhã, entre as 7h e as 10h. O visitante segue por um trilha de arbustos típicos da caatinga até se surpreender com o que vê pela frente: um monumento de pedras empilhadas.

Custa a acreditar que a obra não foi feita pelo homem, mas sim pela natureza. Segundo o guia, estudiosos dizem que um processo demorado – de milhares de anos – fez com que uma única pedra rachasse em blocos em forma de paralelepípedos. Além disso, a erosão molda as pontas, o que deixou a estrutura em forma de pirâmide. Árvores também crescem nas brechas e suas raízes ajudam a separar os blocos. “Diz a lenda que os egípcios se inspiraram na Saca de Lã para criar suas pirâmides”, brinca Ribamar.

Com a orientação de um guia de turismo capacitado, é possível escalar a Saca de Lã e adentrar suas rachaduras. As pedras são ocas por dentro, o que permite o aventureiro a chegar ao topo do monumento.

Lajedo de Pai Mateus
A formação rochosa de 1,5 km² é composta por cerca de 100 blocos de pedras arredondadas e foi eleita a primeira entre as Sete Maravilhas da Paraíba, em votação popular promovida pela Assembleia Legislativa em 2010.

Blocos do lajedo têm formatos curiosos, como a Pedra do Capacete (Foto: Maurício Melo/G1 PB)
Blocos do lajedo têm formatos curiosos, como a Pedra do Capacete
(Foto: Maurício Melo/G1 PB)
O local recebeu este nome devido à lenda do curandeiro Pai Mateus, que teria morado em uma das pedras no século XVIII e era considerado pelos moradores como uma personalidade sagrada, por usar ervas medicinais em época de escassez de profissionais na região. Além da pedra em forma de 'cumbuca' de sopa invertida, onde ele teria morado, a Pedra do Capacete é uma das mais interessantes devido ao seu formato.

O melhor horário para visitação é entre as 15h e as 18h, durante o por do sol, que ilumina as rochas com um aspecto dourado – fenômeno responsável por atrair fotógrafos de várias partes.

Italiano Bruno De Nicola reconheceu cenários de novela pela cidade (Foto: Karoline Zilah/G1)
Italiano Bruno De Nicola reconheceu cenários
de novela pela cidade (Foto: Karoline Zilah/G1)
O consultor em Comunicação italiano Bruno De Nicola mora no Brasil há sete anos, mas visita pela primeira vez a Paraíba. Depois de seis dias no estado, ele revela que sempre teve o desejo de conhecer a região e, apesar da beleza das praias, ficou impressionado com o processo de erosão e formatos das pedras da Saca de Lã e do Lajedo.

"Reconheci alguns cenários do começo da novela. Também gostamos muito também da receptividade dos moradores locais", comenta.

Uma das opções de passeio é a trilha por sítios arqueológicos. Nos pequenos lagos dos arredores, há fósseis de animais históricos e algumas pedras contêm inscrições rupestres ainda visíveis, que teriam sido deixadas por índios cariris há cerca de 12 mil anos. Acredita-se que o local era cultuado como sagrado e utilizado como centro cerimonial, por isso muitos visitantes consideram o espaço místico e perfeito para contemplar o por do sol e revigorar as energias.

Cerca de 100 blocos milenares de granito compõem paisagem do lajedo (Foto: Karoline Zilah/G1)
Cerca de 100 blocos milenares de granito compõem paisagem do lajedo
(Foto: Karoline Zilah/G1)
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