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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Faixa exclusiva de ônibus na Dom Pedro II começa a ser fiscalizada na segunda-feira, diz Semob

Transitar na faixa passa a ser considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na habilitação.
Por G1 Paraíba

Via exclusiva está em funcionamento desde o dia 14 de agosto (Foto: André Resende/G1)
Via exclusiva está em funcionamento desde o dia 14 de agosto
(Foto: André Resende/G1)
 
Começa na segunda-feira (2) a fiscalização das faixas exclusivas para ônibus nas avenidas Dom Pedro II e Nossa Senhora de Fátima, em João Pessoa, divulgou nesta quinta-feira (28) a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP).

A partir desta data, transitar na faixa passa a ser considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e registro de sete pontos negativos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A faixa começou a funcionar em caráter educativo no dia 14 de agosto e funciona nos dois sentidos do binário. No sentido Centro-bairro, começa do cruzamento com a avenida dos Tabajaras, se estendendo até as imediações do Jardim Botânico Benjamin Maranhão.

No sentido oposto, segue das imediações do Jardim Botânico até a Praça Pedro Gondim, na avenida Nossa Senhora de Fátima. O corredor segue pela faixa da direita, onde o estacionamento se tornou proibido.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Motorista será multado se usar carro na areia da praia na Grande João Pessoa

Quem desobedecer um agente de trânsito durante a abordagem também será passível do Auto, como consta no artigo 195 do CBT, sob pena de multa grave

Cidades | Em 09/01/2015 às 17h27, atualizado em 09/01/2015 às 17h40 | Por Redação

  Divulgação

Cabedelo vai multar quem desobedecer normasMotoristas que insistirem em trafegar pelas areias de Cabedelo, na Grande João Pessoa, serão multados pela Secretaria de Mobilidade Urbana da cidade a partir deste fim de semana. O órgão lembra que desde o dia 22 de dezembro vem realizando ações socioeducativas para coibir esse tipo de prática ilegal, que põe em risco a segurança de banhistas dos locais.

O Código de Trânsito Brasileiro é claro ao afirmar que o motorista que para carro na areiua da praia infringe os artigos 181 e o 170.

O artigo 181, inciso VII, proíbe que o veículo estacione “no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público”. A infração é considerada grave, com multa de R$ 127,00 e cinco pontos na carteira nacional de Habilitação (CNH)

Já o artigo 170 versa sobre “dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos”. A pena para quem for flagrado cometendo a infração, que e gravíssima, é multa de R$ 191,54, sete pontos da CNH e, ainda, recolhimento do documento de habilitação.
 
Quem desobedecer um agente de trânsito durante a abordagem também será passível do Auto, como consta no artigo 195 do CBT, sob pena de multa grave.




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Prefeitura de João Pessoa interdita trânsito na ladeira do Cabo Branco

05/11/2014 13h34 - Atualizado em 06/11/2014 09h01 

Interdição se deve ao avanço da erosão na barreira do Cabo Branco.
Anúncio da medida foi feito nesta quarta-feira (5).
 
Wagner Lima Do G1 PB
 
O trânsito de veículos na ladeira do Cabo Branco, em João Pessoa, foi parcialmente interditado na terça-feira (4). A medida emergencial, divulgada durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (5), foi tomada por causa do avanço da erosão na barreira do Cabo Branco, um dos principais pontos turísticos da Paraíba. O valor total do investimento para conter a erosão e o prazo de início e conclusão das obras não foram divulgados.
 
Nos próximos dias, segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), o acesso de veículos à área deverá ser totalmente proibido. O superintendente do órgão, Roberto Pinto, disse não saber a quantidade de veículos atingidos com a mudança no trânsito porque o órgão não dispõe de contagem na área.
 
Secretários municipais e o representante da Acquatool LPP Ltda, responsável pelos projetos de contenção na área, concederam a entrevista coletiva no auditório da Receita Municipal, no Centro Administrativo Municipal, no bairro de Água Fria, na capital.

 
A destruição da barreira tem  chamado a atenção de turistas, comerciantes e defensores do meio ambiente. O problema foi mostrado em reportagem do Jornal Nacional no último sábado (1º).

Com a interdição, os motoristas que seguem do Cabo Branco em direção à Estação Cabo Branco vão poder seguir pela ladeira nas imediações da Praça de Iemanjá, possivelmente até este final de semana, segundo o titular da Semob, Roberto Pinto. Para quem vem da PB-008 e pretende ir até a orla o fluxo de veículos em direção à Estação Cabo Branco e a ladeira estão proibidos.

A alternativa é pegar a rotatória em frente à Estação das Artes (anexo da Estação Cabo Branco) seguir em frente pela Rua Luzinete Formiga Lucena, pegar a segunda via à direita, a Rua Zita Maria Carneiro da Cabral até a Avenida Panorâmica do Cabo Branco até o acesso às ladeiras que levam ao Cabo Branco.

Sem infraestrutura
O representante da Acquatool Consultoria, Pedro Antônio Molinas, responsável pelos estudos e projetos para conter a erosão, reconheceu que os motoristas devem enfrentar dificuldades porque essas ladeiras são de paralelepípedos e com iluminação precária. A Secretaria de Planejamento reforçou que os projetos estão em curso para dotar os acessos de condições de tráfego.
 
Durante a coletiva, o secretário do Planejamento do município, Rômulo Polari, não citou prazos para as obras e ao ser indagado sobre o volume de recursos para a obra disse que não teria como adiantar. “A gente não sabe a quandidade de recursos porque os projetos estão em elaboração”, frisou.

Quebramares serão colocados a 300 metros da beira-mar 
A praia do Cabo Branco, conhecida pelas piscinas naturais e reproduções de várias espécies, contará nesse trecho onde se registra a erosão da barreira, a instalação de quebramares distantes 300 metros da beira-mar. A ideia é a de que eles fiquem submersos para conter a intensidade das ondas que quebram na base da barreira.

A estimativa, segundo Pedro Molinas da Acquatool Consultoria, é a de que a cada ano a barreira tem perdido em torno de até 50 metros devido às ações de intensidade das marés na base da barreira e as intervenções urbanas no alto da barreira.

O técnico Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, explicou que a distância é maior do que a prevista no projeto inicial que era de apenas 50 metros. Ele garantiu que o impacto no paisagem natural será o mínimo possível. “Intervenções deixam as praias alijadas, artificiais, mas nós vamos fazer com que os quebramares fiquem submersos e o máximo que se possa ver é um 'colchão de espumas brancas' e só os visualize em maré baixa”, frisou.

Na base da barreira serão feitos reparos com o mesmo tipo de material dos quebramares, além de outras medidas no alto da barreira: implantação de projetos de drenagem, reflorestamento e a interdição total de veículos na área mais atingida com a proibição da pista de subida.

O titular do Planejamento, Rômulo Polari, explicou que os dois projetos para a construção da Praça do Sol Nascente, na Praia do Sexias e o de revitalização da Praça de Iemanjá já estão prontos e com recursos alocados para iniciar as obras, mas as ações foram suspensas devido ao aumento da erosão no local.

Impacto do fluxo de veículos contribuiu para erosão da barreira, diz estudo 
Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre a barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Pedro Antônio Molinas, da Acquatool
Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre
a Barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Tremores ocasionados por veículos de pequeno porte ao frear ou mudar de direção acarretam peso sob o solo maior que o do próprio automóvel. Essa foi uma das constatações iniciais obtidas pelo estudo de impacto realizado pela Acquatool Consultoria.
 
Pedro Antônio Molinas explicou que a interdição do tráfego na área é definitiva. “O impacto da erosão não foi apenas natural, mas também por conta da intervenção humana. O retorno do tráfego na área não tem volta nunca mais. Não obstante, o desafio de proteger a barreira é maior”, disse.

Por conta dos resultados iniciais do estudo, a ladeira do Cabo Branco e adjacência serão destinadas apenas para a circulação de pedestres, ciclistas e praticantes de outros esportes. Na frente da Estação Cabo Branco será permitida apenas a passagem de ônibus de turismo para o desembarque de turistas. Mais adiante, os motoristas deste tipo de transporte terão um novo contorno em frente à estação para retornar a uma área destinada ao estacionamento.
 
Erosão preocupa visitantes e comerciantes 
Para os visitantes e comerciantes da área o impacto na erosão tira um pouco do encanto do lugar. A turista Elaine Lousado disse por conta da erosão deixou de ver mais perto da Ponta do Seixas por conta da interdição do mirante. “Daqui nós tempos uma visão não totalmente boa como se estivesse com a estrutura adequada”, frisou.

O comerciante Aluísio César, que tem uma barraca na Praia do Seixas, disse teme perder o ponto por conta do avanço do mar. “A cada dia que passa o mar tá vindo mais e mais e a barreira está caindo”, frisou.
 
O  geógrafo Williams Guimarães reforçou que uma série de fatores têm contruído para o desgaste da falésia do Cabo Branco, entre eles o tráfego de veículos, a falta de vegetação no topo da falésia, que também sofre o impacto de construções na área. “As construções no topo da falésia também potencializaram a erosão na barreira”, afirmou.
 
Um projeto para contenção da erosão da barreira do Cabo Branco deve ser iniciado ainda este ano, segundo o secretário do Planejamento de João Pessoa, Rômulo Polari. “A solução é fazer quebra mares ao longo das imediações dessa fenda dos corais de forma artificial. Vamos corrigir essa ruptura da barreira dos corais”, disse.


 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Paraibano se desloca mais a pé e de bicicleta

Entre os paraibanos, as viagens realizadas a pé e em bicicleta são maioria, seguidas pelo transporte individual motorizado, diz relatório.


  

Francisco França
Números da Paraíba acompanha tendência nacional., aponta pesquisa
Entre os paraibanos, as viagens realizadas a pé e em bicicleta são maioria, seguidas pelo transporte individual motorizado (autos e motocicletas) e pelo transporte coletivo. É o que revela o Relatório 2012 – Sistema de Informações da Mobilidade Urbana da ANTP – julho 2014 da Associação Nacional de Transportes Públicos, realizado com dados de transporte público e tráfego urbano dos municípios brasileiros com população superior a 60 mil habitantes. A Paraíba acompanha a tendência nacional.

A coleta e tratamento dos dados começaram em 2003, e incluem os 438 municípios brasileiros que nesse ano possuíam 60 mil habitantes ou mais. Para efeito de diversas análises ao longo do relatório, os municípios em estudo foram agregados por faixa de população. Na relação de municípios que compõem o sistema de informação da ANTP na Região Nordeste, seis cidades paraibanas foram citadas, sendo elas João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Campina Grande, Patos e Sousa.
 
Conforme a pesquisa, a população do grupo de municípios com o número de habitantes entre 60 mil e 100 mil, como Bayeux, Patos e Sousa, teve uma mobilidade média de 1,06 viagem por habitante por dia, onde 0,56 foram realizadas em Transporte Não Motorizado (TNM) - a pé e em bicicleta. A quantidade de viagens feitas em Transporte Individual (TI) – automóvel e motocicleta, e em Transporte Coletivo (TC) – ônibus, trens e metrô foi a mesma, 0,25.
 
Quando essa mobilidade é estimada por municípios de maior porte, observa-se uma variação de 0,70 viagem por habitante por dia: elas caem de 1,90 nas cidades com população de 500 mil a 1 milhão de habitantes, grupo o qual João Pessoa está inserido, para 1,21 nas cidades entre 100 a 250 mil, como Santa Rita, na Região Metropolitana da capital.

Em João Pessoa, a pesquisa constatou que 0,74 das viagens são realizadas a pé ou por bicicleta; 0,64 em carro ou motocicleta e 0,51 em transporte coletivo. Já Campina Grande faz parte do conjunto de municípios que possuem de 250 mil a 500 mil habitantes, onde a maior parte das viagens foi realizada a pé e por bicicleta (0,59), seguida dos meios de transporte individual motorizado (0,41) e do transporte público (0,37).
 
A partir desses dados, a pesquisa mostrou que quando as viagens são classificadas pelo porte dos municípios, o transporte público reduz consistentemente sua participação em função do tamanho da cidade, passando de 27% para 24% entre os municípios com até 1 milhão de habitantes para os que possuem no máximo 100 mil. O fenômeno se repete quando analisada a participação do transporte individual (auto e moto), que passa de 34% para 24%. Entretanto, a participação do TNM (bicicletas e a pé) eleva-se com a redução do tamanho do município, passando de 39% para 52% entre os municípios maiores para os menores.
 
O estudo sugere que esses números indicam a necessidade de diferentes olhares em relação às políticas de mobilidade urbana em função do porte do município. Enquanto os municípios maiores possuem maior quantidade de viagens nos modos motorizados, os municípios menores possuem maior quantidade de viagens a pé e por bicicleta.

DESLOCAMENTOS
Em uma análise especial do Sistema de Informações da Mobilidade Urbana da Associação Nacional de Transportes Públicos, sobre os deslocamentos feitos pelas pessoas, o relatório revela que quando as viagens das pessoas classificadas por modo principal (TNM, TI e TC) são decompostas em trechos de modos diferentes, por exemplo, o trecho andado a pé para chegar ao ônibus, obtém-se o número de deslocamentos feitos por elas, que é evidentemente maior do que o número de viagens. Isso pode ser comprovado nas estatísticas apresentadas no relatório, que mostram que as pessoas fazem 99,1 bilhões de deslocamentos por ano, valor 58% maior do que o valor das viagens classificadas por modo principal (62,7 bilhões/ano), enquanto o número de viagens e deslocamentos feitos em TI (19,4 bilhões/ano) e TC (18,2 bilhões/ano) são os mesmos nas duas situações.
 
De acordo com o documento, o valor dos deslocamentos é muito útil para estudar com mais precisão, por exemplo, a exposição dos pedestres aos riscos do trânsito. (Colaborou Katiana Ramos)
 
POPULAÇÃO UTILIZADA NA PESQUISA

Segundo dados do Censo Demográfico 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizados na pesquisa para dividir os grupos de municípios por quantidade populacional, João Pessoa possui 597.934 habitantes, e Campina Grande, 355.331. Já Santa Rita conta com 115.844 habitantes, Patos, 91.761, Bayeux, 87.561, e Sousa 62.635 habitantes. Depois desse período, o IBGE já divulgou o Censo 2010 com dados mais atualizados.

O QUE DIZEM AS PREFEITURAS
Em Bayeux, segundo informações da assessoria de Comunicação Social da prefeitura, ainda não há um projeto de mobilidade urbana voltada para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. Contudo, segundo a assessoria, as principais vias de diversos bairros da cidade estão sendo pavimentadas e até o final deste ano 66 logradouros serão beneficiados com melhorias na infraestrutura. Somente no bairro de Mário Andrezza serão 40 ruas que receberão os serviços.
 
Já em Santa Rita, está em execução um projeto orçado em R$35 milhões para asfaltar o anel viário em diversos pontos da cidade, principalmente no bairro de Tibiri II. Segundo o secretário de Comunicação do município, Sandro Nóbrega, outro projeto para a melhoria das vias públicas da cidade que terá espaço reservado aos ciclistas está em fase de planejamento e ainda não tem previsão para ser executado.
 
A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA procurou por telefone os responsáveis pelos órgãos de trânsito dos municípios de Campina Grande, Patos e Sousa. Mas até o fechamento desta edição, nossas ligações não foram atendidas.
 
Também tentamos contato com o superintendente de Mobilidade Urbana da capital, Roberto Pinto, mas a assessoria de comunicação informou que o gestor estava em reunião e não poderia comentar o assunto.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Obstáculos: problemas nas ruas da capital

No Dia Internacional do Pedestre, especialista afirma que é impossível caminhar por João Pessoa sem encontrar obstáculo.


 


Francisco França
“Em João Pessoa não existe um quarteirão em que se consiga dar uma volta completa sem passar por um obstáculo”. A afirmação do especialista em mobilidade urbana e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Nilton Pereira, no Dia Internacional do Pedestre, comemorado hoje, denuncia o problema constante de quem precisa andar a pé pelas ruas da capital. A falta de segurança para atravessar a rua e utilizar vias de acesso, como passarelas, também é apontada por alguns pedestres como problema.

De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito (CBT), as calçadas são reservadas somente ao trânsito de pedestres e, se houver algum obstáculo que não possa ser retirado, este deverá ser sinalizado. No entanto, não é o que ocorre nas calçadas da capital. Desnivelamento no piso, largura inferior à mínima de 1,20 metro, degraus que dificultam a circulação, outros obstáculos – postes, telefones públicos, lixeiras, bancas de ambulantes, jornais e entulhos –, estão entre as principais irregularidades elencadas pelo pesquisador Nilton Pereira.
 
O grande problema, segundo ele, é que por muito tempo se achou que a questão do deslocamento se resumia a carros e ônibus, sem a preocupação com a melhoria na pavimentação.

“Em João Pessoa, como nas principais cidades brasileiras, ainda se tem uma visão de que as calçadas são de responsabilidade do proprietário da residência, como se não fosse responsabilidade da administração pública. Aí temos calçadas inapropriadas, que se tornam obstáculos para muitos pedestres. Quem não tem problemas com mobilidade não percebe a importância, mas obesos e cadeirantes, por exemplo, sentem”, disse.

Além da má qualidade das calçadas, o especialista também aponta a colocação de outros obstáculos, como rampas, gelos baianos, blocos de concreto, dentre outros artifícios para impedir a invasão de carros na calçada, que acabam atrapalhando a passagem de pedestres. “A calçada é um elemento fundamental para a mobilidade, principalmente se a gente quer investir numa cidade sustentável. Por isso sua melhoria precisa ser estimulada, para que possamos dar mais condições aos pedestres”, afirmou Pereira.

Sempre transitando a pé nas adjacências da Avenida Beira-Rio, a aposentada Carmelita Leandro dos Santos, 89 anos, disse que teme andar pela via pública. “Há muitos buracos que causam medo de andar sozinha e desrespeito, principalmente de carros, que não param para a gente atravessar, mesmo que estejamos na faixa de pedestres. Eu só passo quando não vem mais nenhum para não ter perigo”, lamentou. (Colaborou Katiana Ramos)

sábado, 21 de junho de 2014

TJPB nega recurso do MP e confirma São João na orla de João Pessoa


21/06/2014 09h29 - Atualizado em 21/06/2014 09h39 

Ministério Público afirmava que TAC impede realização da festa na praia.
Evento começa neste sábado (21) com show de Elba Ramalho.

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou nesta sexta-feira (20) recurso movido pelo Ministério Público da Paraíba, que tentava impedir a realização do São João de João Pessoa no Busto de Tamandaré, entre as praias de Cabo Branco e Tambaú. A decisão foi divulgada na manhã deste sábado (21) pela prefeitura da capital. A festa começa esta noite com shows de Elba Ramalho e Pinto do Acordeon.

Segundo a prefeitura, a negativa do recurso foi uma decisão do desembargador plantonista Sílvio Ramalho. O magistrado manteve o entendimento do juiz Manoel Abrantes, que havia negado, na quinta-feira (19), a antecipação de tutela em ação movida pelo MP.
 
A festa seria realizada inicialmente no Ponto de Cem Réis, no Centro, mas foi mudada para a orla depois que o Corpo de Bombeiros apresentou um laudo restringindo o público máximo no local a 10,8 mil pessoas. O Ministério Público, no entanto, discordou da decisão e recorreu à Justiça pedindo o cancelamento dos shows. O órgão argumentou que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 2005 proibia a realização da festa na orla. A Justiça, no entanto, entendeu que o termo se referia à não realização da festa apenas no Parque Solon de Lucena. 

O promotor de Meio Ambiente e Patrimônio, João Geraldo Barbosa, autor da ação, foi procurado para falar sobre a decisão, mas não atendeu as ligações telefônicas do G1.

Com a transferência para a praia, a festa acabou tendo sua duração reduzida de nove para quatro dias, terminando na terça-feira (24).

Estrutura e segurança
A Funjope concluiu nesta sexta-feira a montagem do palco de 270 metros quadrados. Também foi montado um tablado de 900 metros quadrados, que deve funcionar como pista de dança.

Quatro telões de alta definição – dois ao lado do palco e dois a 80 metros dele – permitirão uma boa visibilidade para quem estiver mais afastado, mesma função das duas torres de redução de delay sonoro dispostas nas areias.

Cerca de 400 homens das polícias Civil e Militar, Guarda Civil Municipal, Corpo de Bombeiros e efetivo particular participarão do esquema de segurança integrada. A Secretaria de Segurança Pública disponibilizará 15 viaturas e 100 agentes por noite, divididos em patrulhas pela cavalaria, motocicletas (Rotam), policiamento ambiental, apoio ao turista (Ceatur) e rondas a pé.
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Justiça mantém São João da capital na orla marítima


 19.06.2014 - 13:36:39

O juiz Manoel Abrantes, plantonista no Tribunal de Justiça, negou hoje o pedido de liminar em ação civil pública ajuizada pelos promotores do Meio Ambiente e do Patrimônio Social de João Pessoa, João Geraldo e José Farias para impedir a realização da festa de São João da prefeitura na orla da capital do Estado. A informação foi dada no início da tarde pelo procurador geral do município, Rodrigo Farias. 
Os representantes do Ministério Público Estadual haviam dado entrada na ação no dia de ontem, alegando que o evento traria grandes danos ao Meio Ambiente e citando que a prefeitura havia se comprometido, em 2005, em realizar os festejos no Centro Histórico.
"A decisão buscou atender à cidade de João Pessoa e, do ponto de vista, é completamente legal. A gestão municipal respeita muito o Ministério Público, mas não vai abrir mão de exercer suas prerrogativas de defesa da cidade de João Pessoa. Quando virmos situações de intransigência e irracionalidade como essa, não abriremos mão de estar ao lado do povo de João Pessoa. O São João está mantido sem nenhum percalço", disse Rodrigo Farias, acrescentando que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2005 tinha como objetivo resolver outro problema que era o deslocamento da festa para a Lagoa. Segundo ele, atualmente, as festas juninas da cidade tomaram uma proporção muito maior que àquela época e não encontrariam mais espaço no Centro da capital.
A entrevista foi concedida ao programa Correio Debate da rádio 98 FM.
Quando virmos situações de intransigência e irracionalidade como essa, não abriremos mão de estar ao lado do povo de João Pessoa -- Rodrigo Farias, comemorando a decisão judicial de manter o são joão na orla

Fonte

 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MP entra com ação para impedir São João na orla de João Pessoa

18/06/2014 20h15 - Atualizado em 18/06/2014 20h17 

Órgão argumenta que prefeitura está desrespeitando TAC de 2005.
Prefeitura diz que praia é o melhor lugar para a realização do evento.
 
Do G1 PB

O Ministério Público da Paraíba ingressou com uma ação civil pública com pedido de liminar na tarde desta quarta-feira (18) requerendo que a Prefeitura de João Pessoa não realize os festejos de São João na orla marítima. O processo foi movido pelas Promotorias de Justiça do Meio Ambiente  do Patrimônio Social da Capital. Conforme a ação, a festa deve ser promovida no Centro Histórico, como determina um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em 2005.

O impasse em torno da festa teve início na semana passada quando o MP informou que a prefeitura desrespeitaria o TAC e também degradaria o meio ambiente e criaria uma série de implicações no campo da mobilidade urbana, com a festa na praia. O órgão se posicionou claramente contra o evento no local, mas apesar disso a administração municipal decidiu manter a festa, apenas reduzindo de nove para quatro dias.
Segundo o  MP,  ação requer a recuperação da área de praia já degradada, além de realizar medidas urgentes e efetivas para a mitigação dos impactos ambientais negativos sobre as Praia de Tambaú e Cabo Branco, com a consequente condenação dos promovidos por danos morais coletivos pelos danos ambientais já causados pela ação discricionário do Poder Público Municipal.

Procurada, a prefeitura de João Pessoa disse que vai esperar o posicionamento da Justiça, mas garantiu que a festa está mantida para a orla. Por meio da assessoria de imprensa, a administração municipal disse que entende a região do Busto de Tamandaré, entre as praias de Cabo Branco e Tambaú, é  a melhor para a realização do São João. Evento está programado para acontecer de 21 a 24 de junho.

Na ação, os promotores de Justiça João Geraldo Barbosa e José Farias destacam que a decisão unilateral do prefeito e dos seus auxiliares de manter a programação do São João na orla da Capital, além de descumprir o TAC, impõe que a orla de João Pessoa passe a ter em seu calendário permanente mais um evento que degrada o meio ambiente em foco, afrontando ainda mais o que dispõe a Lei 7.661 de 16.05.1988 que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e dá outras providências.

Os promotores ressaltam que o próprio Projeto de Compensação de Dano elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente do Município, em face aos festejos juninos na orla de João Pessoa, apresentado na primeira audiência pública realizada na sede do MPPB na última sexta-feira (13), é a confissão da prática danosa ao meio ambiente a uma área de preservação permanente.

A ação requer a retirada imediata de todos os equipamentos instalados pelo município de João Pessoa, através dos órgãos da administração direta, indireta, autárquica ou fundacional, ou por empresas contratadas, para promoção de eventos, shows e quaisquer outras intervenções do município na orla marítima da capital.

Também requer que o município apresente o Plano de Recuperação de toda a Área Degradada (Prad), realizado por equipe multidisciplinar e com aprovação técnica, para não incorrer em maiores prejuízos ao meio ambiente, além da condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, a ser determinada por esse juízo, e que os valores decorrentes da reparação, sejam revertidos ao Fundo Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Fepama).
 
Fonte
 
 

Ciclofaixa de Lazer será suspensa neste domingo devido aos festejos juninos

18/6/2014 - 16:48 - Atualizado em 18/6/2014 - 18:41

Efetivo de agentes da Semob será remanejado para atender aos diversos eventos juninos na cidade. 


A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa vai suspender a operação da Ciclofaixa de Lazer excepcionalmente no próximo domingo (22) devido às festas juninas e aos jogos da Copa. O efetivo de agentes que estaria disponível na ciclofaixa vai ser remanejado para atender aos diversos eventos juninos que ocorrerão na cidade neste domingo.

Lançada em setembro do ano passado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), a Ciclofaixa de Lazer já é uma opção de esporte e diversão para famílias e amigos que se encontram aos domingos para aproveitar o benefício. O espaço exclusivo para ciclistas funciona todo domingo na avenida Epitácio Pessoa, das 7h às 16h, indo do Busto de Tamandaré até a Lagoa, retornando à orla.

Para garantir tranquilidade e segurança aos ciclistas, a Semob disponibiliza um efetivo de 25 agentes de mobilidade distribuídos em toda a extensão da Ciclofaixa de Lazer. Ainda colaboram com a operação, monitores que ficam nos cruzamentos sinalizando com bandeirolas quando o semáforo está verde para os carros, o que aumenta a segurança na faixa exclusiva.

Com 13 quilômetros de extensão, a faixa exclusiva para os ciclistas dominicais, proporciona aos adeptos das duas rodas uma via segura para a prática dessa salutar modalidade de atividade física e, ecologicamente correta, pois não polui o meio ambiente com a emissão de gases tóxicos.

Benefícios -  Para o professor de educação física e especialista em musculação, Fernando Barros, andar de bicicleta é um excelente exercício para o corpo e para a mente, porque além das melhorias nas condições cardíacas e respiratórias, também proporciona a liberação do estresse do dia a dia, sem falar do relaxamento dos músculos envolvidos logo após as pedaladas.

Depoimento - A estudante de economia Gabriela Barreto, 22 anos, decidiu levar uma vida mais saudável há cinco anos. Ela disse que pelada todos os domingos desde que a ciclofaixa foi implantada.

“Perdi muito peso pedalando e tenho uma vida equilibrada e mais saudável”, disse Gabriela Barreto que considera positiva a medida da Prefeitura em disponibilizar para os ciclistas um espaço seguro e livre para pedalar.

Morando na Torre, pertinho da avenida Epitácio Pessoa, Gabriela disse que costuma pedalar sozinha na ciclofaixa e isso possibilitou a integração com outras ciclistas. “Além de me sentir segura, já fiz amigos que também pedalam na ciclofaixa aos domingos”.
 
Secom JP


 

terça-feira, 17 de junho de 2014

PMJP mantém São João na orla, apesar de posição contrária do MPPB

17/06/2014 09h18 - Atualizado em 17/06/2014 09h18
 
Laudo proibindo realização no Ponto de Cem Réis influenciou na decisão.
Ministério Público alerta para poluição sonora e problemas de mobilidade.
 
Do G1 PB

Mesmo após a recomendação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra a realização do São João na orla de João Pessoa, a Prefeitura da capital paraibana confirmou na segunda-feira (16) que os festejos juninos serão realizados realizados na praia de Cabo Branco. O palco principal começa a ser montado nesta terça-feira (17).
 
Segundo informação repassada pela Prefeitura, a manutenção do local, mesmo com a recomendação contrária do Ministério Público, ocorreu após a emissão de um laudo do Corpo de Bombeiros, que restringiu a 10,8 mil pessoas a capacidade de público do Ponto de Cem Réis, local para onde a festa estava programada inicialmente. O laudo previa riscos para a segurança, já que havia a previsão de que 70 mil pessoas compareceriam para assistir aos shows diariamente.
O promotor João Geraldo Barbosa, contrário ao evento na orla, comentou que a realização da festa na praia vai causar um sério comprometimento da mobilidade urbana e também pode gerar incômodo aos moradores da região, principalmente pela poluição sonora que pode ser gerada durante os shows do evento. Ele também ressaltou que o MP está preocupado com a preservação ambiental do local.
 
“Essa mudança também esvazia a tradição e a cultura dos festejos juninos, pois a praia não tem relação com o São João”, disse o promotor. João Geraldo ressaltou que o São João é diferente de outros eventos que a prefeitura realiza na praia, como o réveillon e o festival Extremo Cultural, que acontece no começo do ano, porque serão nove dias seguidos.
 
Para a prefeitura, ingredientes como facilidade de acesso e maior segurança foram considerados na hora de levar a festa para a orla. Além disso, todo o planejamento para garantir a mobilidade e a segurança do público foi providenciado tendo o Busto de Tamandaré como local da festa. Entre as atrações previstas para os shows estão Elba Ramalho, Flávio José, Pinto do Acordeon e Luan Estilizado. A festa terá início no sábado (21) e se estenderá até o dia 29 deste mês.
 
Fonte
 
 

sábado, 14 de junho de 2014

Ministério Público é contra festa junina na orla de João Pessoa

13/06/2014 18h25 - Atualizado em 13/06/2014 18h25
 
Órgão apontou desrespeito a TAC e implicações ambientais e de mobilidade.
Prefeitura disse que vai analisar argumentos do MP para se posicionar.
Do G1 PB
 
O Ministério Público da Paraíba solicitou, nesta sexta-feira (13), que a prefeitura de João Pessoa não promova os festejos juninos na orla marítima. Segundo a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Social, a transferência para a região da praia contraria um termo de ajustamento de conduta firmado em 2005, que estabeleceu que o evento deveria ser realizado no Centro Histórico. Além disso, o órgão apontou implicações ambientais e também de mobilidade urbana.
 
A questão da realização do São João da capital paraibana foi discutida em uma audiência realizada durante a manhã no Ministério Público com a participação de representantes da prefeitura, das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e também do governo estadual. Após o MP, apresentar os argumentos contrários à festa, a reunião foi suspensa e será retomada na segunda-feira (16), quando a prefeitura deverá apresentar uma solução.

Originalmente, o São João de João Pessoa estava programado para acontecer no Ponto de Cem Réis, mas após o Corpo de Bombeiros limitar a quantidade de público no local a administração municipal resolveu fazer a mudança para a praia.

Procurada pelo G1, nesta quinta, a assessoria da prefeitura informou que os argumentos do Ministério Público vão ser analisados e na continuação da audiência será dada uma resposta oficial sobre o lugar do evento. O São João está programado para acontecer entre os dias 21 e 29 de junho.

Segundo o promotor João Geraldo Barbosa, a realização da festa na praia vai causar um sério comprometimento da mobilidade urbana e também pode gerar incômodo aos moradores da região, principalmente pela poluição sonora que pode ser gerada durante os shows do evento. Ele também ressaltou que o MP está preocupado com a preservação ambiental do local.

“Essa mudança também esvazia a tradição e a cultura dos festejos juninos, pois a praia não tem relação com o São João”, disse o promotor. João Geraldo ressaltou que o São João é diferente de outros eventos que a prefeitura realiza na praia, como o réveillon e o festival Extremo Cultural, que acontece no começo do ano, porque serão nove dias seguidos.

O promotor não quis dar detalhes das  providências que o Ministério Público vai tomar se a prefeitura insistir na realização das festas. Mas, disse que a questão pode resultar inclusive em um procedimento judicial.
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domingo, 1 de junho de 2014

Obras de mobilidade urbana em João Pessoa seguem em ritmo acelerado

01/06/2014 - 08:04 - Atualizado em 01/06/2014 - 08:25 

Por sua vez, as obras de duplicação da Avenida Cruz das Armas e a construção da Perimetral Sul estão num estágio avançado. 


Os serviços de escavação das estacas para construção dos muros de arrimos para a elevação do viaduto que comporá a obra do Trevo de Mangabeira já começaram. Por sua vez, as obras de duplicação da Avenida Cruz das Armas e a construção da Perimetral Sul estão num estágio avançado. Elas fazem parte de um conjunto de obras de mobilidade urbana que o Governo do Estado vem realizando em João Pessoa, nas quais estão sendo investidos mais de R$ 33 milhões.
 
Durante visita a estas obras, na tarde deste sábado (31), o governador Ricardo Coutinho destacou que elas vão melhorar a mobilidade nos pontos críticos de congestionamento da Capital, citando ainda o viaduto do Geisel, que foi iniciado nesta semana e as passarelas da comunidade Renascer e do Cristo, ambas na BR-230.
 
Após acompanhar os serviços de alargamento e asfaltamento da avenida Cruz das Armas na altura do Mercado de Oitizeiro, ele explicou que essa é uma obra difícil porque requer desapropriações e indenizações, mas que os problemas estão sendo superados e a obra entra num bom ritmo. "Essa é a principal entrada da cidade e, finalmente, após o trabalho de desapropriação está ganhando duas pistas com 7 metros de largura e calçadas laterais beneficiando os motoristas, pedestres e comerciantes do local", afirmou o governador. Na duplicação dos 4 km da avenida, iluminação, calçadas e canteiro central estão sendo investidos R$ 5, 5 milhões.
 
Perimetral Sul - Em seguida, acompanhado do diretor de Obras do DER, Hélio Cunha Lima, do secretário de Comunicação, Luís Tôrres, e do secretário executivo de Comunicação, Célio Alves, o governador Ricardo Coutinho inspecionou as obras da Perimetral Sul, que liga a BR-101 aos bairros Gervásio Maia/Colinas do Sul/Valentina de Figueiredo/Mussumago/entroncamento da PB-008. Estão sendo investidos R$ 6.523.992,11 milhões, com recursos do Tesouro Estadual, na execução da obra que beneficia mais de 300 mil pessoas.
 
O diretor de Obras do DER, Hélio Cunha Lima, explicou que as obras compreendem uma extensão de 9 km em pista dupla de 7 metros cada e mais canteiro central e que os serviços estão em um estágio avançado com a conclusão de boa parte da drenagem e do próprio asfaltamento da área entre o Valentina e o Colinas do Sul.

Trevo - A equipe do Governo do Estado ainda vistoriou as obras do Trevo de Mangabeira e de pavimentação e drenagem de 24 ruas para facilitar o escoamento do trânsito na ligação dos bairros dos Bancários e Mangabeira. Os serviços de pavimentação das ruas já foram finalizados e começaram as obras de escavação das estacas para construção dos muros de arrimos para a elevação do viaduto. A sinalização nas imediações do giradouro e das vias alternativas será implantada na próxima semana.
 
O Governo do Estado está investindo R$ 21 milhões na construção do Trevo, que vai beneficiar diretamente mais de 250 mil moradores da região e cerca de 30 mil motoristas que trafegam diariamente pelo local.
 
O motorista Claudio Fernandes comentou que os congestionamentos no girador de Mangabeira são constantes e falta mobilidade em horários como das 6h às 8h, ao meio dia e próximo as 18h. "Quando ocorre uma batida para tudo. A nossa esperança  é esse viaduto que prepara o bairro para um crescimento ainda maior com o Shopping Mangabeira e a escola técnica estadual", completou.
 
A comerciária Fátima Cabral disse que a duplicação da avenida Cruz das Armas vai melhorar para os pedestres com as calçadas e para os motoristas porque o trânsito em determinadas horas do dia é muito caótico. Fátima acrescentou que a duplicação finalmente passou em sua porta e está muito próxima de ser concluída. "Nós comerciários também seremos beneficiados porque até para um pedestre atravessar é um risco muito grande", observou.

Secom-PB

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terça-feira, 11 de março de 2014

Motoristas usam redes sociais para reclamar

População usou redes sociais para publicar fotos, vídeos e demonstrar insatisfação com a mobilidade urbana na capital.

Publicado em 11/03/2014 às 06h00

A demora para solucionar os problemas do trânsito no local do acidente e nas vias adjacentes, gerou transtornos para a população pessoense, que por meio das redes socais, como Facebook e Twitter, demonstraram insatisfação com a mobilidade urbana da cidade e publicaram fotos e mensagens referentes ao caos perdurado durante a manhã.

Além das vias congestionadas informadas pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), outras duas também foram afetadas pelo problema, conforme postagens dos internautas.
Muita gente reclamou de atraso para chegar ao trabalho e à escola, afirmando que trajetos simples que normalmente são feitos em 15 ou 20 minutos, foram percorridos em 40 minutos e até uma hora.
Algumas pessoas publicaram no Facebook que as avenidas Ruy Carneiro e Epitácio Pessoa também ficaram com fluxo intenso, a exemplo da internauta Renata Ferreira que postou “Gente, até a Ruy Carneiro está engarrafada. Hoje é um 'daqueles' dias em João Pessoa”, em referência aos constantes dias de caos no trânsito registrados após a ocorrência de acidentes.
Já o internauta Thadeu Rodrigues ressaltou que optar por vias alternativas não foi uma solução viável. “Eu peguei três atalhos e fiquei preso nos três”, postou.
Esses são apenas alguns exemplos da manifestação dos pessoenses nas redes sociais, que demonstram a revolta da população em relação ao trânsito e aos planos de ação da Semob para situações como a de ontem.
Em resposta às críticas, a assessoria da Semob informou que a prefeitura pessoense investe em sinalização de trânsito para otimizar a fluidez e aumentar a segurança de pedestres e motoristas, mas também tem investido na criação de novos acessos para oferecer à população rotas alternativas, dividindo o tráfego com os corredores principais.
De acordo com a Semob, a otimização das rotas já existentes, como a criação de binários e o alargamento de avenidas, também demonstram a atenção com mobilidade.
Entretanto, o órgão declarou que trabalha para que nos casos de acidentes sem vítimas, os veículos sejam retirados da via e os condutores se dirijam à delegacia para registro da ocorrência. Contudo, ressaltou que acidentes como o ocorrido na manhã de ontem, envolvendo vítimas, ocasionam a obstrução das vias, inclusive para poder realizar o resgate dos envolvidos.


 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Prefeitura de João Pessoa apresenta projeto de reurbanização de praias

19/02/2014 19h07 - Atualizado em 19/02/2014 19h07 

Calçadas da orla serão padronizadas.
Projeto visa melhorar a mobilidade urbana.
 
Do G1 PB
  
Projeto foi apresentado ao Ministério Público (Foto: Ernane Gomes/MPPB)
Projeto foi apresentado ao Ministério Público
(Foto: Ernane Gomes/MPPB)
Um projeto de reurbanização das praias de Tambaú e Cabo Branco foi apresentado ao Ministério Público por representantes da Prefeitura de João Pessoa nesta quarta-feira (19), durante audiência pública realizada pela 2ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social da capital. O projeto visa à padronização das calçadas e melhoria da mobilidade urbana.

Segundo o procurador do município, Leon Delácio Silva, o projeto de reurbanização tem o objetivo de garantir o acesso democrático tanto da calçada da praia quanto do passeio público localizado em frente às residência e busca cumprir o Código de Posturas. Ele ainda garantiu que as residências que cumprem a legislação não serão prejudicadas.

A prefeitura deve antes de efetivar o início das obras do projeto, realizar uma audiência pública, providenciar a licença ambiental e verificar a necessidade de alteração da legislação municipal quanto à execução de custeios da obra, como também informar à 2ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social a data e horário da audiência pública para apresentação do projeto à sociedade como garantia de transparência e cumprimento dos princípios de controle social.
 
“Quero deixar claro que o Ministério Público não é gestor público nem pode e nem se deve confundir diante da sociedade como tal, lembrando que ao município é devido o direito e o dever de planejar e efetivar a suas políticas públicas e administrativas desde que consolidadas nos ditames legais, cabendo à Promotoria orientar, fiscalizar e tomar as medidas administrativas e judiciais cabíveis, em caso de afronta a qualquer dispositivo legal e em vigência”, explicou o promotor de Justiça João Geraldo Barbosa.

Participaram da audiência o secretário de Planejamento, Rômulo Polari, o secretário de Infraestrutura, Ronaldo Guerra, o representante da Secretaria de Turismo, Roberto Lucena, e a representante da Seplan, Susana Acioli.
 
Fonte
 
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Projetos que não saem do papel

População enfrenta trânsito e congestionamento diariamente na capital, enquanto projetos de mobilidade não são executados. 



 



Alberi Pontes
Semob admite que principais projetos de modalidade urbana não saíram do papel

Propostas para melhorar o tráfego em pontos estratégicos de João Pessoa existem, no entanto o responsável pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Nilton Pereira, admite que os principais projetos de modalidade urbana não saíram do papel. Enquanto as soluções não são executadas, pedestres e condutores sofrem para se livrar de congestionamentos em vários pontos da cidade.

Um deles é a avenida Epitácio Pessoa, por onde o motoboy Jaerton de Oliveira trafega diariamente e perde, em média, 20 minutos preso em congestionamentos todos os dias. Para melhorar o fluxo de veículos ao longo da avenida Epitácio Pessoa, existe um projeto para a construção de um viaduto que ligaria um trecho da avenida, nas proximidades do Espaço Cultural, à BR-230. Segundo informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Planejamento do Município (Seplan), a proposta está em análise na Semob.

Outro projeto que desafogaria o trânsito entre os bairros dos Bancários e Castelo Branco é o 'Vias do Atlântico'. Elaborado em 2011, através de um convênio entre a prefeitura da capital e o governo do Estado, o projeto estava orçado em 9,1 milhões e seria executado pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER). Mas, as obras ainda não foram iniciadas por falta de recursos, conforme explicou o superintendente da Semob, Nilton Pereira.

“Há um projeto chamado 'Vias do Atlântico'. Uma via interligando as Três Ruas, nos Bancários, UFPB, próximo ao Hospital Universitário, e Altiplano, servindo de rota alternativa para acesso aos bairros da zona sul. Estava tudo pronto para a licitação do projeto, que seria de grande importância para a população da cidade. Porém, com o rompimento político do governo do Estado com a prefeitura, o projeto está parado desde então”, confirmou.

Nilton Pereira alegou ainda que a prefeitura está buscando recursos para iniciar as obras, mas ainda não há previsão para o trabalho. Já o diretor de Operações da Semob, Cristiano Nóbrega, informou que no trecho que abrange o projeto e também no entorno da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mais de dois mil veículos trafegam pela área todos os dias.

Saindo da zona sul e seguindo em direção à avenida Epitácio Pessoa, um dos principais corredores da cidade, a falta de mobilidade afeta condutores e transeuntes todos os dias. Além dos trechos já conhecidos por quem transita pelo local, outros pontos tidos como “vias alternativas” já registram pequenos transtornos de mobilidade. No entanto, até esses “atalhos” têm concentrado grande quantidade de veículos e deixado o trânsito lento.

Acostumado a transitar pela Epitácio Pessoa para fazer entregas, o motociclista Jaerton aponta trechos da avenida Epitácio Pessoa, dos bairros da Torre e Tambauzinho como os pontos mais críticos nos horários do início e final da tarde.

“Mesmo com a moto, não consigo me livrar do trânsito e fico parado no congestionamento”, lamentou.

A servidora Paloma Oliveira revela que outras ruas no bairro da Torre, principalmente nas proximidades do mercado público, também ficam congestionadas nos horários de maior tráfego, início da manhã, 7h, e da noite, 18h. “Procuro utilizar mais as BRs, mas sempre que passo pela Torre ou Epitácio enfrento congestionamento. A gente perde muito tempo no trânsito”, disse a jovem.

POPULAÇÃO RECLAMA DE 'GARGALOS' NO CENTRO
No Centro de João Pessoa, os condutores já estão acostumados a encontrar congestionamento no entorno do Parque Solon de Lucena (Lagoa), sobretudo nos horários de pico. Contudo, em outros trechos do bairro, como as avenidas Odon Bezerra, Dom Pedro I e Princesa Isabel , próximo ao Mercado Central, são as novas “dores de cabeça” dos condutores.

Jeferson dos Anjos trafega diariamente pelo Centro da capital e aponta a área no entorno do Parque Solon de Lucena (Lagoa) e do viaduto Dorgival Terceiro Neto como os locais de maior movimentação. “Tem dias que naquela área eu passo de 15 a 20 minutos no congestionamento. Todos os dias é a mesma coisa. Tem a faixa exclusiva para os ônibus, mas não adianta muito”, completa.

Para fugir do trânsito, muitos condutores também procuram rotas alternativas, como a avenida Princesa Isabel, Maximiliano de Figueiredo, para seguir no sentido Centro/Praia. O cruzamento entre as avenidas Severina Moura e Júlia Freire, no bairro da Torre, é via de acesso para a Epitácio Pessoa, nos sentidos Centro/Praia e Praia/Centro frequentemente fica congestionada devido ao tráfego de veículos no local. O mesmo acontece no viaduto do Cristo Redentor.

SEM CONTATO
A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA tentou contato por telefone, durante todo o dia, com o superintendente da Semob, Nilton Pereira, para saber mais informações sobre o projeto de mobilidade previsto para a área da avenida Epitácio Pessoa e os demais projetos do PAC Mobilidade. Mas, até o fechamento desta edição, o gestor não foi localizado para comentar o assunto.

domingo, 26 de janeiro de 2014

VLT chega em maio à capital

Novo trem, que se encontra em fase de montagem no Ceará deve passar por um período de teste  antes de entrar em funcionamento.



Divulgação/CBTU
VLT fará o percurso entre João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, ligando a região Metropolitana da capital
 
O primeiro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de João Pessoa deve ser entregue em 28 de maio deste ano. O novo trem, que se encontra em fase de montagem no Ceará, após chegar à capital paraibana deve passar por um período de teste para em seguida entrar em funcionamento. As informações são do presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) na Paraíba, Lucélio Cartaxo.
 

De acordo com o presidente da CBTU, o primeiro VLT de João Pessoa a ser entregue pelo fabricante Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda, em Barbalha, no Ceará, é composto por três carros. Contudo, ao longo deste ano, a CBTU deverá receber oito veículos, totalizando 24 carros de passagem.

“Receberemos o primeiro VLT em 28 de maio dentro do prazo previsto no projeto. A partir desta remessa, a cada 30 dias vamos receber uma nova remessa”, informou Lucélio Cartaxo.

O VLT, também chamado de metrô de superfície, fará o percurso entre João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, ligando a região Metropolitana da capital. O moderno trem será mais rápido e deverá trazer maior comodidade para os usuários. “O VLT de João Pessoa terá ar condicionado e deverá diminuir o tempo de espera das viagens de 1h10 para 15 a 20 minutos ”, pontuou Lucélio Cartaxo.

A partir da implantação de todos VLTs, a CBTU também aumentará a capacidade de transporte de passageiros. Por dia a média de passageiros subirá de 10 mil pessoas para 30 a 40 mil, segundo estimativas do presidente da CBTU. A companhia já investiu cerca de R$ 10 milhões na aquisição dos novos veículos.
Ainda segundo Lucélio Cartaxo, os novos trens vão integrar de forma mais rápida e com pontualidade a Região Metropolitana de João Pessoa. “O VLT vai permitir a integração com os Bus Rapid Transit (BRT) que serão implantados pela Prefeitura de João Pessoa. A partir da integração com os BRT haverá maior mobilidade urbana pelo menos nos próximos 10 anos”, frisou.

Nos próximos dias uma equipe da CBTU fará uma visita técnica às instalações da Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda para acompanhar os trabalhos de fabricação dos novos trens. “É uma forma de fiscalizar o contrato firmado com a Bom Sinal para que tudo saia dentro do previsto na licitação e a gente possa averiguar os avanços na montagem do trem que vai mudar a cara do transporte na Região Metropolitana de João Pessoa. A gente quer assegurar a mobilidade e acessibilidade das pessoas com trens modernos e confortáveis”, afirmou.

Paralelo a aquisição dos VLTs, a CBTU também investe em obras de infraestrutura.. Este ano, vai construir mais quatro a cinco novas estações, instalar cancelas eletrônicas em passagens de nível além de aumentar o muro que no entorno da sede do terminal ferroviário.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mobilidade elétrica ganha espaço em João Pessoa

Opção por bicicleta elétrica tem a vantagem de evitar o uso do automóvel

Postado em por edificar
 
Por Hallita Avelar

Mobilidade elétrica ganha espaço em João PessoaHá muito tempo já se fala nas vantagens do uso da bicicleta no dia a dia. Além de proporcionar saúde e bem estar a seu usuário, os benefícios são inúmeros quando a questão é preservação do meio ambiente e economia nos gastos com combustível. É inegável, no entanto, que a correria do dia a dia pode dificultar a aquisição desse novo hábito. Uma boa forma de contornar esse problema acaba sendo a bicicleta elétrica, que vem sendo introduzida aos poucos no mercado paraibano.
 
De acordo com o proprietário da Energia Zero, Diogo Azevedo, a mobilidade elétrica é um conceito já muito bem disseminado em outros países e que está sendo bastante usado em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. “Em João Pessoa ainda é um tema novo, mas mundo afora já é bastante utilizado. É uma opção que não é tão cara e que traz grandes benefícios, inclusive no que diz respeito à economia de combustível”, explicou.
 
Segundo ele, uma bicicleta elétrica custa hoje em torno de R$ 2.500,00 a R$ 3.000,00 e uma bateria resiste por 40 a 50 quilômetros. Apesar de poder ser abastecida por qualquer tipo de energia, a proposta da Energia Zero é de que o cliente faça uso da energia solar. Algumas construtoras já vêm adquirindo bicicletas para deixar à disposição dos moradores dos condomínios.
 
“A proposta é de que os moradores tenham a opção de se deslocar pela cidade sem usar um veículo a combustível, o que economiza não só dinheiro, mas tempo também. Se a pessoa passa duas horas no trânsito por dia reduz esse tempo para uns 20 minutos com a bicicleta”, acrescentou Diogo, lembrando ainda que o veículo é bastante versátil, podendo ser pedalado como uma bicicleta comum.
 
Por ser elétrica, a bicicleta se torna ideal para idosos ou pessoas que não podem fazer muito esforço.


 

sábado, 17 de agosto de 2013

Evento traça estratégias para João Pessoa nas áreas de mobilidade, saneamento e habitação

Encontro, realizado pelo Sinaenco/PB, reuniu 350 pessoas na última terça-feira (13)
Postado em por edificar
 
Por Hallita Avelar
 
Evento traça estratégias para João Pessoa nas áreas de mobilidade, saneamento e habitaçãoO Sindicato da Arquitetura e da Engenharia Consultiva da Paraíba (Sinaenco/PB) realizou, na tarde da última terça-feira (13), o seminário “De olho no futuro: como estará João Pessoa daqui a 25 anos?”, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. Com um público de 350 pessoas, o encontro reuniu, sobretudo, profissionais da engenharia e da arquitetura em uma tarde de debates sobre o planejamento urbano da cidade.
 
Para o presidente do Sinaenco/PB, George Cunha, o evento atingiu bem o seu objetivo de chamar a atenção da sociedade para temas relevantes como mobilidade urbana, saneamento básico e habitação. Em pesquisa recente, o sindicato constatou que a questão da mobilidade é o ponto que mais desagrada os pessoenses atualmente, uma vez que este quesito foi apontado por 75% dos entrevistados.
 
“Nessa área, a prefeitura já está com inúmeras ações em andamento em função do alto número de reclamações, mas é preciso consolidar essas intervenções em um plano que preveja o crescimento da cidade para os próximos 25 anos. Além disso, esse planejamento urbano deve ser feito englobando toda a área metropolitana, pois esses problemas extrapolam os limites da cidade”, opinou.
 
Já no que diz respeito a saneamento, item escolhido por 7% dos entrevistados da pesquisa, George explica que o percentual discreto em comparação com a mobilidade urbana reflete uma situação favorável vivida pela população com relação ao atendimento na cidade.
 
“Cerca de 95% das residências de João Pessoa têm abastecimento de água e 70% são atendidas pela rede coletora de esgoto. Esse percentual é muito bom se compararmos com Natal, que tem apenas 28% das habitações, e com Recife, com 23%. De qualquer forma, uma medida que pode ser bastante positiva na área de saneamento é a implantação de uma estação de tratamento de esgoto na Bacia do Rio Gramame”, afirmou o também presidente da Arco Projetos e Construções e especialista em saneamento.
 
Ele disse esperar ainda que a cidade universalize o abastecimento de água nos próximos anos. Entre outras medidas, ele cita a preservação de mananciais, da bacia do Rio Marés e a construção de uma barragem no Rio Mumbaba.
 
Quanto à habitação, acredita-se que as obras da Fiat, em Goiana, e do polo farmoquímico na fronteira deverão trazer um intenso fluxo de novos moradores para a cidade de João Pessoa.
 
“Muitas pessoas que forem trabalhar por lá vão optar por morar em João Pessoa, por ser menos congestionado que Recife e a mobilidade ser mais fácil. Imagino que virão pessoas de classe média alta, como engenheiros e técnicos, por isso vejo essa questão como um espaço em aberto que o setor privado poderá tomar proveito nos próximos anos”, afirmou George.


domingo, 4 de agosto de 2013

João Pessoa terá maior crescimento imobiliário de sua história



G1


João Pessoa terá maior crescimento imobiliário de sua históriaCom 26 empreendimentos ‘de alto padrão’ em construção e imóveis custando até R$ 8 milhões, o bairro do Altiplano, situado na zona leste de João Pessoa, é um dos mais valorizados no mercado imobiliário da cidade. A soma do valor de todos os apartamentos novos disponíveis para venda na região atualmente chega a R$ 460,9 milhões, o que atribui àquela localidade o maior Valor Geral de Vendas (VGV) da capital.
 
As informações são do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), com base na Pesquisa de Mercado do Setor de Lançamentos Imobiliários, realizada mensalmente pelo tecnólogo em negócios imobiliários e corretor Fábio Henriques.
 
Para o presidente do Sinduscon-JP, Fábio Sinval, a valorização imobiliária do Altiplano está ligada ao fato de os imóveis serem luxuosos e, por esse motivo, possuírem valor individual superior ao verificado nos demais bairros da cidade. Embora o número de empreendimentos seja reduzido, segundo ele, o preço sobe devido ao alto padrão das construções. “As perspectivas para o bairro e toda a zona Sul, a caminho do Centro de Convenções, é a de maior crescimento da cidade para os próximos 10 anos”, afirmou Sinval.
 
O autor da Pesquisa de Mercado do Setor de Lançamentos Imobiliários, Fábio Henriques, que atua na área há 22 anos, estima que a região do Altiplano continuará crescendo em ritmo acelerado direção à zona Sul da capital, chegando ao ápice após a conclusão da construção da fábrica da Fiat – na cidade de Goiana (PE), a 64,2 quilômetros de João Pessoa –, prevista para 2015.
 
Ele acredita que haverá um número elevado de funcionários da nova fábrica – bem como das outras 96 que abrirão no entorno – à procura de imóveis para morar. Para Henriques, a maioria dos trabalhadores e diretores das indústrias deverá optar por morar em João Pessoa, em vez de Recife, que fica a 62,2 quilômetros de Goiana. A estimativa leva em consideração o menor valor dos imóveis da capital paraibana, além das melhores condições de conservação das estradas, que facilitará o deslocamento.
 
“Goiana não vai ter como sustentar toda essa estrutura. O bairro do Valentina, em João Pessoa, está a 25 minutos de Goiana, com a pista melhor do que a de Pernambuco. Os funcionários vão morar lá e os diretores, no Altiplano”, declarou o especialista.
 
Ainda de acordo com Fábio Henriques, o Altiplano tem participação efetiva no crescimento registrado pelo setor da Construção Civil na capital paraibana desde 2005, que ultrapassou 800%.
 
Em 2005, o faturamento do segmento foi de R$ 185 milhões. Já em 2012, o valor subiu para R$ 1.563 bilhão, segundo a pesquisa realizada por Fábio Henriques. “Isso dá um crescimento de 855%”, comentou o especialista. Segundo ele, a localidade foi responsável por mais de 30% das vendas de imóveis na capital somente no mês de maio deste ano, quando foi divulgada a pesquisa mais recente.
 
Henriques disse que, dos 686 apartamentos novos vendidos no período, totalizando R$ 175,9 milhões, 125 unidades estão no Altiplano, com um total de R$ 56,3 milhões em vendas, somente naquela área. “O bairro sempre tem uma representação muito importante. Mesmo vendendo menos unidades, as unidades dele têm um grande valor agregado, pois, geralmente, são empreendimentos em áreas grandes, são condomínios clubes, possuem acabamento mais sofisticado”, declarou Henriques.
 
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Há dez anos o bairro do Altiplano era bem menos populoso e construído (Foto: Arquivo Pessoal/Fábio Henriques)
Há dez anos o bairro do Altiplano era bem menos populoso
e construído (Foto: Arquivo Pessoal/Fábio Henriques)

Ele disse que o Altiplano dispõe de edifícios com até 53 pavimentos e que o valor de um apartamento no bairro oscila entre R$ 170 mil e R$ 2,9 milhões. Sendo que, a cobertura mais cara da localidade foi vendida há dois anos, por R$ 6,5 milhões. “Atualmente, não há apartamentos de cobertura disponíveis para venda. Essa última que foi vendida por R$ 6,5 milhões, se estivesse à disposição hoje, valeria pelo menos R$ 8 milhões”, informou o especialista.