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sábado, 30 de março de 2013

Chove em cidades do Sertão

Sete municípios paraibanos registram precipitações acima de 100 milímetros, em Serra Grande o Açude Cafundó está sangrando. 







A previsão da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) para as chuvas no final do mês de março, na região do Sertão da Paraíba, já começou a surtir efeito. Em dez dias, sete cidades sertanejas registraram precipitações que ultrapassam os 100 milímetros (mm), o que provocou a primeira sangria nos 121 reservatórios monitorados pela Aesa.

O açude Cafundó, localizado na cidade de Serra Grande, e com capacidade para 33.680 mm, ultrapassou suas barreiras na última terça-feira, uma vez que o volume de reserva hídrica do estado aumentou 8% em comparação ao que foi medido pela Aesa em janeiro. No início do ano, a Paraíba estava com 27,28% de sua água acumulada. Com o início do período chuvoso no Sertão, essa quantidade passou para 35,92%, o que corresponde um crescimento de 1.075.000 metros cúbicos de água para 1.416.000.

Apesar do crescimento, a situação ainda é preocupante. De acordo com a Aesa, 15 reservatórios ainda estão em situação crítica em seu armazenamento, o que corresponde a uma capacidade menor que 5% do volume total. Já 36 açudes estão em observação, ou seja, com volume total menor que 20%, enquanto que 71 reservatórios estão acima de 20% de sua carga máxima. De acordo com Lucílio Santos, gerente executivo de Monitoramento da Aesa, é preciso esperar para que seja confirmadas as previsões, para que o reflexo da chuva no armazenamento dos açudes melhore.

“A recarga em nossos açudes foi significativa durante o mês de março, e confirmaram a previsão de nossos meteorologistas.

Além desta quantidade que ficou acumulada, temos que lembrar que muito já foi consumido durante o mês e também há uma porcentagem que naturalmente é perdida na evaporação. Como os açudes já estão conseguindo acumular água, nossa perspectiva é que o volume hídrico possa aumentar”, destacou o especialista.

Dentre as cidades que registraram as maiores chuvas estão: Cajazeiras, com 118,8 mm no açude localizado no município e 106,1 mm no que fica em Engenheiro Ávidos; Ibiara, com 118 mm; Monte Horebe, com 148 mm; Nova Olinda, com registro de 115,7 mm; Pedra Branca, com 139 mm; Santa Inês, com 118,8 mm; e São José de Caiana, que atingiu a marca de 108,2 mm. Para a Aesa, o mês de abril deverá manter a média de 8% no acúmulo de água nos reservatórios, melhorando as condições de recarga nos açudes e abastecimento nos municípios paraibanos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chove em 15 cidades

Apesar das precipitações terem atingido apenas 15 municípios, elas já foram motivo de esperança para moradores que sofrem com a estiagem.


Leonardo Silva
No Cariri e Sertão: segundo a Aesa, a tendência é que ocorram chuvas irregulares na região

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) registrou as primeiras chuvas de 2013 no Cariri e Sertão da Paraíba entre a última terça-feira e ontem. Apesar das precipitações terem atingido apenas 15 municípios das regiões, elas já foram motivo de esperança para os moradores que sofrem com a estiagem desde o ano passado. A cidade que teve o maior índice de chuvas foi Sumé, no Cariri, que marcou 19,4 milímetros (mm).
Para as próximas semanas os meteorologistas preferem adotar a cautela no que se refere a aguardar que o fenômeno se repita.
De acordo com Carmem Becker, as previsões da Aesa apontaram que até o final do mês de março as chuvas devem aparecer, mas de forma muito irregular. Segundo ela apontou, essas precipitações são referentes a uma época denominada de pré-estação, que nas áreas do Cariri e Sertão indicam chuvas bastante irregulares e esparsas.
“A tendência é de que deverão ocorrer chuvas irregulares com padrões dentro da normalidade para a região do Cariri e do Sertão, além de todo o Estado. A melhoria da qualidade do período chuvoso será a partir do final de fevereiro e início do mês de março. Mas, é importante dizer que essa tendência dependerá exclusivamente das condições térmicas dos oceanos”, ressaltou a meteorologista Carmem Becker.
As outras cidades que também registraram chuvas foram: Triunfo (5,2 mm), São José do Rio do Peixe (7 mm), Jericó (19,4 mm), Água Branca (10,2 mm), Santa Teresinha (8,4 mm), Pombal (4,6 mm), Salgado de São Félix (4,7 mm), Ibiara (1,8 mm), São João de Caiana (3 mm), Aparecida (3 mm), Marizópolis (3,8 mm), São Francisco (4,6 mm), São José da Lagoa Tapada (2 mm) e São Gonçalo (15,2 mm). Segundo Carmem, os agricultores dessas cidades atingidas pelas chuvas e as vizinhas que podem ser as próximas a receber as precipitações devem buscar orientações para iniciar o plantio na terra.


 

domingo, 17 de junho de 2012

Cinturão Verde inicia estudos sobre nascentes ameaçadas

Técnicos do programa iniciarão levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.



Da Redação
Com informações da Secom/JP


Como parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), o programa Cinturão Verde vai instalar uma nova horta agroecológica na comunidade de Mumbaba, região devastada por areais.

Na ocasião, os técnicos do programa iniciarão um levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.

Na opinião do coordenador do Cinturão Verde (linha de crédito especial do programa municipal de crédito orientado Empreender-JP), Roberto Vital, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma oportunidade para lembrar a importância de políticas públicas para reduzir o impacto da sociedade sobre a natureza.

Segundo Roberto Vital, em outubro de 2006, no Vale do Piancó, numa extensão de aproximadamente 10 quilômetros entre Conceição e Ibiara, foram contados 16 focos de queimadas, futuros pontos de proliferação do processo de desertificação.

“E isto só pode ser contido e revertido a partir de intenso programa governamental de capacitação e difusão de tecnologia de base agroecológica”.

Na Zona da Mata, a situação é ainda mais preocupante. Com a devastação da floresta para dar lugar aos canaviais (uma das base da economia local), a Paraíba herdou um ambiente desmatado, de solos sedimentares e estrutura arenosa que precisa de cobertura vegetal permanente para preservar a propriedade de retenção de água, assegurando a perenidade dos poucos rios.

De acordo com o coordenador do Cinturão Verde, a proliferação de campos de extração criminosa de areia detrmina a morte dos rios, como já aconteceu com o rio Marés. Ele também acredita que o Rio Mumbaba também está condenado caso não acontece alguma ação política de preservação.

Cinturão Verde
Desde 2005, quando foi criada, a linha de crédito do Empreender-JP voltada aos pequenos agricultores liberou R$ 1,2 milhões através de 315 operações de crédito contratadas com recursos do Pronaf (Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar) e do Fundo Municipal de Incentivo aos Pequenos Negócios. Além dos financiamentos, o Cinturão Verde também desenvolve eventos de capacitação, assistência técnica agronômica, zootécnica e gestacional.

Fonte