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domingo, 22 de março de 2015

Outra espécie de serpente é descoberta na Paraíba

Daniele Bragança - 01/03/2015 
 

Amerotyphlops arenensis
A Amerotyphlops arenensis, batizada em homenagem à cidade de Areia (PB). Foto: Divulgação.

Pesquisadores apresentaram na edição de fevereiro da revista Zootaxa uma nova espécie de serpente na Paraíba: a Amerotyphlops arenensis - batizada com esse nome em homenagem à cidade de Areia (PB), onde foi descoberta pelos biólogos Roberta Graboski, Gentil Alves Pereira Filho, Ariane Auxiliadora Araújo da Silva, Ana Lúcia da Costa Prudente e Hussam Zaher. Três biólogos que fazem parte dessa equipe já estiveram envolvidos na descoberta de outra espécie no estado: a  Micrurus  potyguara, uma nova espécie de coral verdadeira e que foi descrita em abril de 2014, como mostra a reportagem de ((o))eco.

É uma espécie escavadora por excelência, de hábito fossorial, ou seja,  adaptado para escavar o solo e, por essa característica, vive sempre no chão. Sua dieta consiste em comer cupins e suas larvas. Como quase toda cobra cega, não chega a ser muito grande.

De nome herdou a ascendência americana e uma de suas principais características, o fato de ser considerada “cega”, uma inverdade, pois cobras cegas apenas possuem uma visão não muito boa, o que não é problema já que usam pistas químicas para detectar as presas. Amerotyphlops é formado pelo adjetivo latino amero, que significa "América" e a palavra grega typhlops, que significa "cego".

A Amerotyphlops arenensis foi coletada na Reserva Ecológica Pau de Ferro, junto com outros espécimes, durante o doutorado do Dr. Gentil Alves Pereira Filho. O método de captura utilizado foram armadilhas de interceptação e queda (pitfall traps), muito utilizadas para a amostragem de anfíbios, répteis e pequenos mamíferos.

A Reserva está inserida no bioma Mata Atlântica, sendo considerada um brejo de altitude. De acordo com Pereira Filho, “os brejos de altitude estão sofrendo várias pressões antrópicas, sendo as principais o desmatamento e a diminuição de suas áreas”.

“Constatei pessoalmente, na Mata do Pau Ferro, a existência de caça, retirada de madeira, plantações e criação de gado dentro da área da reserva. E para coroar os problemas, trilhas feitas por jipes e motocicletas. Dai você pode imaginar o quanto a mata do Pau Ferro esta sendo impactada. Este quadro não é específico da Mata do Pau Ferro, todos os 43 Brejos de Altitude do nordeste sofrem varias pressões antrópicas. Isto é bastante preocupante, já que estas ilhas de mata são muito pouco conhecidas em relação a sua biodiversidade e pouco é feito para preservá-las.”, explica, em entrevista por e-mail.

O pesquisador reclama da ausência de fiscalização para coibir estes crimes ambientais.

Não se tem, ainda, o estado de conservação da nova espécie, mas ela já pode estar ameaçada pela perda de habitat e degradação causada pelo homem.


percepção
Pitfall traps -- A armadilha consiste em baldes plásticos enterrados no solo até o nível da boca.
A lona serve de muro. A captura acontece quando os animais acompanham as lonas para tentar
chegar ao outro lado, interditado. Foto: Divulgação.

Fonte

sábado, 17 de janeiro de 2015

Revitalização do Rio Paraíba e implementação de Unidades de Conservação são metas do Governo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 - 17:03




A revitalização do Rio Paraíba, a criação, delimitação e a implementação de Parques Estaduais são os eixos prioritários da Secretaria Executiva do Meio Ambiente, além do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, em elaboração, e o programa de combate à desertificação do semiárido paraibano.


De acordo com o secretário executivo do Meio Ambiente, Fabiano Lucena, o Parque Estadual tem grande importância para o estado.  “O Parque Estadual das Trilhas, recém-criado, é o maior dos parques e, sem dúvida alguma, tem uma importância singular, sobretudo para as pessoas que praticam o ciclismo e outros esportes naquela área”, destacou.
 
Com a criação do Parque das Trilhas, João Pessoa passa a ser uma das cidades do Brasil com maior área de Mata Atlântica protegida por unidade de conservação. Somando o parque com a reserva Mata do Buraquinho, são mil hectares de floresta conservados.

O parque tem sofrido invasões. Pessoas estão retirando areia do local de forma irregular, já que a área é de preservação ambiental. “É preciso uma ação imediata do poder público no sentido de dar solução a esses problemas”, acrescentou o secretário Fabiano Lucena.

O governador Ricardo Coutinho assinou o decreto que cria a Unidade de Conservação Parque Estadual das Trilhas dos Cinco Rios em setembro de 2014. A meta é fazer a preservação da segunda mais importante área remanescente da Mata Atlântica. Antes de o decreto ser assinado, a proposta foi submetida a uma consulta pública.
 
O nome do Parque faz referência aos rios existentes dentro da área de conservação – Cuiá, Aratu, Jacarapé, Mangabeira e Mussuré. A unidade também abriga os Riachos Sanhauá e Estivas. Dentro de todo esse território, existem trilhas já utilizadas pela comunidade.

Além do Parque das Trilhas, a Paraíba tem as seguintes Unidades de Conservação:

- Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro, 607 hectares, localizada no Município de Areia.
- Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho, 1.500 hectares, em Rio Tinto.
- Parque Pico do Jabre, 500 hectares, em Matureia e Mãe d’Água.
- Monumento Natural Vale dos Dinossauros, 40 hectares, na Cidade de Sousa.
- Parque Estadual Pedra da Boca,157,3 hectares, no Município de Araruna.
- Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo.
- Jardim Botânico Benjamim Maranhão 329,4, em João Pessoa.
- Parque Estadual da Mata do Xém-Xém, 182 hectares, na Cidade de Bayeux.

O Estado da Paraíba tem diversas áreas com potencias para criação de novas Unidades de Conservação. É grande a diversidade de paisagens distribuídas entre áreas úmidas (Manguezais, Cerrado, Mata da Restinga, Mata Atlântica, Brejos de Altitudes e Matas Serranas) e áreas semiáridas, com cobertura florestal de caatinga, apresentando uma estratificação entre a caatinga arbórea fechada das serras e a caatinga arbustiva aberta.
 
Após a conclusão do mapeamento e diagnóstico florestal, o estado vem selecionando áreas que apresentam potencialidades para a criação de novas Unidades de Conservação.



 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

População ainda sofre uma década após tragédia de Camará, na Paraíba

17/06/2014 08h09 - Atualizado em 17/06/2014 11h06 

Tragédia foi ocasionada pelo rompimento de uma barragem.
Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas em 2004.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB

Camará. A palavra que se refere à planta nativa brasileira ganhou outra referência para mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa. Para eles, Camará é sinônimo de desespero e morte, desde que a barragem rompeu no dia 17 de junho de 2004 e lançou em torno de 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram, aproximadamente, 25 quilômetros até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu.
Na memória dos moradores do Brejo ficou o registro e a angústia de três mil desabrigados, segundo dados da Prefeitura de Alagoa Grande, que ainda tentam esquecer a noite da tragédia, as cinco mortes e parte da história de cada um destruída pela força das águas. “Foi de repente. A gente percebeu que não era uma enchente normal. A ponte começou a encher d'água até que avisaram que a barragem de Camará tinha estourado”, relembrou a dona de casa Leonita Alencar, de 61 anos, que mora ao lado da ponte por onde passa o Rio Mamanguape.

Leonita Alencar, 61 anos, vítima da tragédia da barragem de Camará, em Alagoa Grande (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Leonita Alencar, 61 anos, vítima da tragédia da
barragem de Camará, em Alagoa Grande
(Foto: Wagner Lima/G1 PB)
A noite de Leonita Alencar, o marido e a filha caçula foi às margens da rodovia em frente à casa da família na Rua Ernesto Cavalcante. “Chegou a um metro e meio nas paredes da casa". E a cada minuto observando a fúria provocada pela intensidade e volume das águas, Leonita diz ter sentido a sensação de que tudo se acabaria ali. “Perdemos tudo e senti muito medo. Tive a sensação de que o mundo estava se acabando. Ainda hoje tenho trauma: não posso ver muita água que fico nervosa”, contou.
 
A força das águas levou as paredes da casa, móveis, objetos, roupas, mas nenhuma perda doeu tanto quanto a das fotos que Leonita Alencar guardava de fases importantes da vida como juventude, casamento e nascimento dos quatro filhos. “Pedi foto dos meus 15 anos, do nosso casamento em 1972 e de vários momentos da nossa vida. Por sorte, consegui recuperar as fotos do casamento e dos 15 anos. No ano passado ganhei no meu aniversário uma foto que minha irmã conseguiu revelar”, frisou.
 
"Tive a sensação de que o mundo estava se acabando. Ainda hoje tenho trauma: não posso ver muita água que fico nervosa"
Leonita Alencar, moradora de Alagona Grande
 
Em outro ponto da cidade, o professor de física da Universidade Federal de Campina Grande, Rafael de Lima Rodrigues, descia a 'Ladeira do Colégio das Freiras' para avisar aos moradores das ruas próximas ao rio Mamanguape sobre a notícia ouvida na Cultura FM do rompimento da barragem de Camará.
 
“Realmente, a água veio destruindo tudo nessa parte baixa da cidade. Eu saí avisando de rua em rua sobre o rompimento da barragem. Algumas famílias acreditaram e conseguiram até fazer a mudança. Outras, ignoraram. No máximo, colocaram os móveis em cima de tamboretes e cadeiras pensando que a água era pouca. Na última vez que desci, vi carros sendo cobertos e uma correnteza muito forte. Triste ver que dez anos depois ainda tem gente esperando para receber indenização”, disse.

Correrias, saques e escuridão
Em aproximadamente 25 km de trajeto da barragem de Camará até o Centro de Alagoa Grande, a água saiu arrastando árvores, postes de energia elétrica e objetos. A professora Fátima Barbosa conta que estava deitada para dormir quando o irmão bateu na janela avisando de uma 'enchente'. “Eu ignorei porque pensei que fosse resultado da chuva fraca que tava caindo, mas quando abri a porta vi muita gente correndo, gritando desesperada e eu fiquei atordoada. Depois do choque inicial, sair daqui foi a única coisa que a gente pensou em fazer”, contou.

Fátima Barbosa, professora, vítima da barragem de Camará (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Fátima Barbosa mostra até onde a água subiu
naquele ano (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Fátima Barbosa explicou que faltou energia duas vezes naquela noite de 17 de junho de 2004 e a ajuda demorou muito para a urgência que existia. “A ajuda não chegou tão rápido quanto a gente precisava. Ajuda mesmo só chegou no outro dia à tarde. Tinha muitos curiosos, isso é verdade, mas a ajuda foi chegando aos poucos... umas doze horas depois. A ajuda inicial foram as nossas famílias e amigos uns ajudando aos outros”, disse.

Alojada em cima de uma barreira, após a casa da mãe também ficar alagada, Fátima Barbosa contou que o marido e o pai ficaram na Rua Professor Antônio Benvindo com água na cintura por conta dos saques. “Meu marido e meu pai permaneceram na rua porque estavam acontecendo muitos saques. Outras pessoas se aproveitaram da situação para ir para o local receber doações de quem realmente precisava”, lembrou.

As cenas do muro sendo derrubado, das pessoas correndo desesperadas e a angústia de não saber quem tinha ficado no interior das casas quando foram invadidas pela água não se comparam, segundo Fátima Barbosa, a cena em que o filho chorava. “O sufoco que a gente passou para conseguir as coisas... e perder tudo rapidamente”, desabafou. A cena que não vai sair da minha cabeça é a do meu filho que dizia que estava com fome e eu não tinha nada para dar a ele. Eu vou viver cem anos e não vou esquecer aquela noite de forma nenhuma.

 Maria Monteiro da Silva, 76, moradora, vítima da barragem de Camará, comprou novas imagens dos santos levados pelas águas (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Maria Monteiro da Silva comprou novas imagens dos santos
levados pelas águas (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
 
Na Rua da Glória, uma das mais atingidas, a idosa Maria Monteiro da Silva, de 76 anos, moradora da casa de nº  605, ao tentar abrir a porta da cozinha e sentir a pressão da água que começava a tomar conta da residência de apenas três cômodos, correu para a rua. Na fuga da força das águas, caiu e quebrou a clavícula.

“O que vivi naquela noite foi aperreio e agonia. Ainda hoje me lembro do que passei. A água destruiu a porta e levou foi tudo. Carregou panela, bojão, roupas. Só fiquei com um colchão porque na agonia eu coloquei ele em cima da parede”, disse. Católica, Maria Monteiro teve que comprar novamente as imagens dos santos que mantém relação de devoção porque as imagens anteriores foram levadas pelas águas.
 
 Maria Monteiro da Silva, 76 (a esquerda) e a agricultora, Severina dos Santos Sales Oscar da Silva, 57, vítimas da barragem de Camará (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Maria Monteiro e a agricultora Severina dos
Santos estão entre vítimas da barragem de Camará
(Foto: Wagner Lima/G1 PB)
A filha de Maria Monteiro, a agricultora, Severina dos Santos Sales Oscar da Silva, 57, ao se levantar às pressas da cama, conta que engalhou o brinco no “mosquiteiro” e teve a orelha rasgada. “Os troços já 'tavam' descendo tudo pelo buraco na parede. Eu pensei: 'Eu tirando minha mãe e minha filha, abaixo de Deus o diabo pode levar'. Aí fiz carreira só de camisola. Depois eu condenei essa camisola. Foram anos para construir as coisas e quinze minutos para o satanás acabar.

A gente não era dono da casa, mas eu achei que a gente ia receber uma casa, mas não. Os donos bateram em cima. Só recebi R$ 3.120 de indenização. Eu não tinha só R$ 3.120 na minha casa, meu filho. Eu escapei só com a vida”, frisou. A água chegou a um metro e oitenta centímetros. Ao retornarem para as duas casas, Severina abriu uma porta entre as duas moradias para ter acesso mais rápido para socorrer a mãe.
 
Fonte
 
 
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Apesar das chuvas, Paraíba ainda tem açudes com reservas abaixo da média


05/07/2013 13h05 - Atualizado em 05/07/2013 13h05 

Açudes que abastecem João Pessoa, Mari e região do Brejo estão cheios.
Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% da capacidade.
 
Do G1 PB
 
 
As chuvas que caíram recentemente na Paraíba foram concentradas nas regiões do litoral, agreste e brejo, como informou a Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado (AESA) nesta sexta-feira (5). Os reservatórios de água das cidades de Conde, Araçagi e Mari sangraram, mas a previsão é de que a realidade do sertão, que ainda enfrenta problemas, não mude muito.
  
Os açudes estão com as reservas abaixo da metade e devem permanecer assim até o ano que vem, quando começa o novo período de chuvas. De acordo com Isnaldo Cândido, gerente de bacias hidrográficas da AESA, a situação dos principais açudes, como Coremas e Mãe d'Água é preocupante, pois ainda não ultrapassaram os 40% da capacidade. O açude Epitácio Pessoa, no Cariri, está com 48,1% de de abastecimento.
 
Isnaldo também informou que as chuvas no litoral, brejo e agreste recarregaram os açudes de Gramame e Mamuaba, que abastecem João Pessoa; o de Araçagi, que abastece a região do Brejo e  o Olho d'Água, que fornece água para Mari, atingiram a cota. Mas os açudes de Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% de capacidade.
 
Ainda de acordo com o gerente de bacias hidrográficas, a meteorologia continuar a prever chuvas para o mês de julho e a expectativa é que a recarga seja suficiente para os próximos meses nos reservatórios que estão abaixo da média. As cidades que mais tiveram precipitações nas últimas 24 horas foram Conde, com 58 milímetros, Lagoa Seca, com 52,3, Areia, com 34,4, Salgado de São Félix, com 39,1, Campina Grande, com 24,8 e João Pessoa, com 4,6 milímetros.


 

sábado, 1 de junho de 2013

Temperatura pode atingir 15ºC na PB

Chegada do inverno não representa aumento de chuvas, mas no Brejo e no Agreste o período coincide, deixando temperaturas amenas. 


 


O inverno está se aproximando e com ele dias mais frios. Em algumas regiões da Paraíba, como Agreste, Brejo e Litoral, as temperaturas tendem a cair cada vez mais. Segundo a meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Marle Bandeira, o inverno começa às 2h40 do dia 21 de junho, mas em agosto, algumas cidades podem registrar temperaturas de 15 ºC.
 
A meteorologista explicou que as temperaturas são ainda mais amenas nas regiões do Brejo e Agreste, porque o período de inverno coincide com a estação chuvosa. “O mês mais chuvoso nessas regiões acontece em julho e a temperatura tende a cair ainda mais, podendo chegar a 15 ºC no mês de agosto em alguns municípios do Brejo, como Areia. Já em Campina Grande, a temperatura pode chegar a 16 ºC”, contou.
 
A especialista também afirmou que nas demais regiões do Estado, o período de chuvas está se encerrando. “É importante destacar que o inverno oficial não representa altos índices pluviométricos em todas as regiões da Paraíba. Muita gente ainda confunde inverno com chuva. No Alto Sertão, Sertão, Cariri e Curimataú acontece o inverso: as precipitações vão diminuindo gradualmente”, explicou.
 
Ela disse que as chuvas deste ano serão esparsas. De acordo com Marle, as temperaturas já começaram a cair. No Agreste, o registro é de máxima de 29 ºC e mínima de 19 ºC. “Isso é um alívio considerando que a cidade chegou a atingir até 34 ºC em dias mais quentes”, disse. Já no Brejo, a máxima é de 26 ºC e mínima de 16 ºC. No Litoral, as temperaturas variam entre 23 ºC e 30 ºC.

sábado, 11 de maio de 2013

131 municípios compram água para população

Gastos com a compra de água para abastecimento chega até R$ 100 mil mensais em 39 municípios paraibanos, conforme pesquisa da CNM.
 

 

Francisco França
Levantamento da CNM foi feito com base em informaçoes das companhias estaduais de saneamento e prefeituras

Na Paraíba, nove cidades estão em racionamento de água, 22 em colapso total, sendo abastecidas por carros-pipa, e 131 municípios afetados pela seca têm gastos mensais com compra de água. As informações integram a pesquisa nacional sobre a seca divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
 
De acordo com a CNM, o Nordeste brasileiro enfrenta em 2013 a maior seca dos últimos 50 anos, com mais de 1.400 municípios afetados. A seca deste ano já é pior do que a do ano passado, que também foi recorde. Para mostrar essa realidade, a partir de amanhã o JORNAL DA PARAÍBA inicia uma série de reportagens sobre a seca no Estado.
 
O levantamento da CNM, com base em dados repassados pelas companhias de abastecimento e saneamento estaduais e as prefeituras municipais, foi realizado no período de 8 de abril a 2 de maio deste ano. Na Paraíba, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou que os mananciais que abastecem João Pessoa e cidades litorâneas não enfrentam risco de falta de água, mas no interior do Estado, os reservatórios ainda estão com nível de água baixo.
 
O presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, informou que na região do Brejo, as chuvas que caíram desde o final de abril elevaram o nível de água acumulado nos reservatórios, mas ainda não foi suficiente para normalizar o abastecimento de água.
 
Em relação à decretação de situação de calamidade pública e de estado de emergência, o estudo da CNM aponta que, nos últimos 10 anos, foram reconhecidas 7.756 situações de emergência relacionadas à seca na região Nordeste, sendo que a Bahia, com 1.306 portarias, Ceará, 1.386 e a Paraíba, 1.235, são os Estados que mais se destacam em números de portarias.
 
“Esses dados demonstram que desde 2003 os estados do Nordeste vêm sofrendo cada vez mais com os danos causados pela seca prolongada e que as soluções não chegam à mesma proporção dos estragos provocados”, argumentou o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski.

Dos 223 municípios paraibanos, a CNM conseguiu levantar dados de 163 cidades. Das localidades pesquisadas, 131 têm gastos mensais com compra de água, sendo que 87 despendem até R$ 50 mil, 39 de R$ 50 mil a R$ 100 mil, 5 gastam acima de R$ 100 mil mensais. Outros 17 declararam não comprar água. Entre os municípios que compram água, segundo o levantamento da CNM, estão Borborema, Emas, Areia, Livramento, Sobrado, Curral Velho, Malta e Jacaraú.
 
Sobre a distribuição de água, 93 dos entrevistados mostraram que são realizadas pelo Exército Brasileiro, outros 69 responderam que a distribuição é feita por serviço terceirizado e 52 indicaram outra forma de distribuição.
 
Chama muito a atenção que, em 82 municípios pesquisados, a água distribuída é exclusivamente para o consumo humano; em outros 50, 75% da água é para o consumo humano e 25% para o consumo de animais. Por sua vez, em 20 cidades, metade da água distribuída é para consumo humano e a outra metade para os animais.
 
Para o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski, o consenso é que a maneira de conviver e enfrentar o fenômeno climático inevitável da seca só será possível através de obras hídricas estruturadoras: barragens, interligação de bacias a partir do São Francisco, infraestrutura para a agricultura irrigada e gestão permanente da água.
 
O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Rubens (Buba) Germano, afirma que a seca aflige dezenas de municípios paraibanos, matando animais e ameaçando a sobrevivência de milhares de famílias. Além de provocar perdas nas lavouras e causar prejuízo aos agricultores, compromete os reservatórios de água resultando em sede, fome e na perda de rebanho, bem como em problemas de risco à vida humana.
 
O presidente da Famup informou ainda que na próxima segunda-feira será realizada uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado para discutir os problemas da seca. Na ocasião, os prefeitos farão um ato em protesto à política adotada pelo governo federal em relação à seca.
 
“Estamos cobrando uma maior atenção do governo federal sobre a questão da seca, que deixou um rastro de destruição sem comparação na história do Nordeste”, disse.
  

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Estado da Paraíba é condenado a pagar R$ 1 mi por danos morais coletivos às vítimas de Camará

21.02.2013 - 11:48

 
O Estado da Paraíba deverá pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos em razão do rompimento da Barragem Camará, no município de Alagoa Nova, em 17 de junho de 2004.

A decisão foi da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

No acórdão, foi afastado o pagamento dos honorários advocatícios.

Consonante à 3ª Vara Federal da Paraíba, que também julgou o caso, o colegiado entendeu que o acidente com a barragem provocou prejuízos à coletividade, culminando com a devastação ambiental por causa da enxurrada liberada pelo rompimento da estrutura.

O acidente causou mortes e destruição em vários municípios no entorno da construção.

“Em se tratando de dano moral, a sua quantificação não é tarefa das mais fáceis. Na compensação por danos morais coletivos há de se ressaltar o caráter personalíssimo da natureza da reparação, visto que envolvem questões subjetivas e o interesse jurídico, no caso em tela, não leva em consideração o indivíduo em si, mas o grupo de indivíduos lesados como um todo, se caracterizando como interesse transindividual (de natureza indivisível)”, afirmou o relator desembargador federal Francisco Barros Dias.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal contra o estado da Paraíba e as empresas CRE Engenharia, Andrade e Galvão Engenharia e Holanda Engenharia, que construíram a barragem com recursos dos governos federal e estadual. Em 2004, quando o acidente aconteceu, foi instaurado um inquérito civil público que concluiu que o rompimento da Barragem de Camará decorreu de problemas na construção da obra, que ficou a cargo das construtoras demandadas.

No juízo de primeiro grau, o Estado da Paraíba foi condenado a reconstruir a Barragem de Camará; a promover a da inserção das famílias atingidas em políticas públicas já existentes; a reimplantar todos os serviços públicos afetados pelo desmoronamento da barragem, tais como reconstrução de pontes, rodovias, prédios públicos, muros, calçadas e pavimentação de ruas; e a reconstruir as casas residenciais destruídas nas zonas urbana e rural dos municípios de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 

Consultor Jurídico


sábado, 26 de janeiro de 2013

Camará: Estado recorre de decisão

Segundo o procurador-geral do Estado, todas as providências quanto ao assunto já foram adotadas, não cabendo danos morais. 


 
 

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, afirmou ontem que o governo do Estado vai recorrer da decisão da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife, que manteve sentença de primeiro grau condenando o Estado da Paraíba a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivo, pelo rompimento da barragem Camará, na região do Brejo, em 17 de junho de 2004. “Entendemos que todas as providências que eram cabíveis o governo adotou, não só para reconstruir a barragem como para indenizar as famílias tendo em vista os prejuízos materiais. E por isso estamos recorrendo da decisão”, explicou Carneiro.

Ainda segundo ele, o governo do Estado está investindo R$ 35 milhões para reconstrução da nova barragem Camará. O governador Ricardo Coutinho, não obstante o problema não tenha surgido no seu governo, já tomou a decisão política e administrativa de fazer a reconstrução da barragem. Estão sendo investidos R$ 35 milhões para reconstruir, as obras já estão em andamento e a previsão é que até o final deste exercício de 2013 seja reinaugurada”, disse.

Além disso, o procurador do Estado garantiu que o governo vem cumprindo as sentenças de 1º grau determinando indenização às famílias pelas perdas materiais. “No tocante às indenizações materiais, que são aqueles prejuízos financeiros que as pessoas efetivamente tiveram, o governo já vem indenizando essas famílias através de indenizações que são fixadas nas comarcas de origem, no caso Guarabira e Alagoa Grande, de modo que, com o devido respeito que tenho pelo TRF que não é cabível indenização por dano moral a encargo do Estado”, comentou.

A ação proposta pelo Ministério Público Federal requeria a reparação e punição do Estado e das construtoras pelo rompimento da barragem. A sentença, proferida pela juíza Cristina Garcez, da 3ª Vara Federal, condenou o Estado a, dentre outras medidas, reconstruir a barragem de Camará, promovendo a inserção das famílias atingidas dentro das políticas públicas já existentes, reimplantação dos serviços públicos afetados pelo rompimento e reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.

A barragem rompeu no governo de Cássio Cunha Lima, segundo a perícia, por falta de monitoramento após a construção, conforme recomendado pelo Manual de Segurança e Inspeção de Barragem do Ministério da Integração Nacional.


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TRF culpa Governo da Paraíba por rompimento de barragem de Camará

23/01/2013 16h49 - Atualizado em 23/01/2013 16h49 

Acidente ocorrido em 2004 deixou cinco mortos e três mil sem casa.
Estado foi condenado a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
 
Jhonathan Oliveira  

Do G1 PB
 
 
Em julgamento na terça-feira (22) o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife,  responsabilizou o Governo da Paraíba pelo rompimento da barragem de Camará, na região do Brejo, ocorrido em 17 de junho de 2004. A 2ª Turma do TRF excluiu de culpa o consórcio de construtoras responsável pela obra e apontou que o acidente teria sido causado pela falta de manutenção na barragem. O governo do estado ainda pode recorrer da decisão.

A decisão foi com base em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que pedia que o Estado e as construtoras CRE Engenharia Ltda, Holanda Engenharia Ltda e Andrade Galvão Ltda fossem responsabilizados pelo rompimento. O TRF manteve o entendimento da Justiça Federal da Paraíba, em sentença dada em 2011, excluindo as empresas e culpando apenas a administração estadual.
 
No julgamento de terça-feira, o TRF impôs uma condenação por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão ao Estado. Esses recursos devem ser revertidos para o Fundo de Reconstituição dos Interesses Supraindividuias Lesados (criado pela  Lei nº 7.347/1985). Como já havia sido determinado em 1ª instância, a corte orientou  que o governo do estado faça a reconstrução da barragem e de casas e estradas nas cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia e Mulungu, que foram atingidas pelas águas de Camará.
 
De acordo com o advogado Dirceu Galvão, que representou o consórcio de construtoras no processo, disse que as empresas conseguiram comprovar que não tiveram culpa no rompimento da barragem. 'Tivemos provas robustas no sentido de que o Governo do Estado não tomou os cuidados com a barragem”, disse. Dirceu afirma que o governo recebeu uma manual de segurança quando a obra foi entregue e que deveria ter ocorrido uma preocupação especial principalmente com relação ao primeiro enchimento. “Uma das medidas que poderia ter sido feita era o esvaziamento. O consórcio alertou o Governo, que preferiu não fazer”, pontuou.

A barragem foi construída na gestão do governador José Maranhão (PMDB) e rompeu durante a administração do hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O atual procurador-geral do governo, Gilberto Carneiro, disse que o o governador Ricardo Coutinho (PSB) já havia decidido reconstruir Camará independente de decisão judicial. No entanto, afirmou que o Estado não concorda com a condenação por danos morais coletivos e vai recorrer.

“Entendemos que não há culpa do Estado no acidente. Vamos recorrer da condenação por danos morais coletivos porque já estamos indenizando as famílias no tocante aos danos materiais”, disse Carneiro. Segundo o procurador, serão impetrados recursos especiais  no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Gilberto Carneiro informou também que a obra de reconstrução da barragem de Camará está em plena execução. Os investimentos na chamada Nova Camará chegam a R$ 75 milhões, sendo R$ 29 milhões para a construção da barragem, R$ 39 milhões para o sistema de abastecimento de água com adutoras, estações elevatórias e estações de tratamento, e mais R$ 7 milhões para a construção da barragem de nível Pitombeira-Serra Grande, que reforça o sistema de abastecimento de Alagoa Grande.

Rompimento
O acidente da  Barragem de Camará ocorreu na noite de 17 de junho de 2004 . Após o rompimento as águas inundaram parte dos municípios de Alagoa Grande, Mulungu, Alagoa Nova e Areia. A tragédia ocasionou a  morte de cinco pessoas e deixou cerca de três mil desabrigados. Onze dias depois, a barragem sofreu outro desmoronamento.

Um relatório produzido por engenheiros da Universidade Federal de Paraíba, em novembro de 2004,  mostrou que a barragem tinha capacidade para mais de 26 milhões de metros cúbicos de água. Conforme o mesmo relatório foram gastos na obra cerca de R$ 24 milhões.


 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Apicultura é fonte de renda em assentamento no Brejo paraibano

Sábado, 19 de janeiro de 2013 17h24

Fonte: Da Redação com Secom/PB

Foto: Secom/PB
A produção de mel de abelhas traz novas perspectivas para agricultores familiares no Brejo paraibano. No assentamento Socorro, em Areia, a atividade ganha uma dimensão ainda maior porque está se tornando a principal fonte de renda para muitos trabalhadores. Um exemplo de sucesso é o caso do assentado José Geraldo Trajano.

Ele exerce as atividades agrícolas em uma área de seis hectares, mas foi somente há três anos que iniciou o projeto de apicultura. Trabalha com 180 colmeias com uma produção de 60 quilos. José Geraldo considerou uma excelente produtividade e ficou tão animado que já pensa em dedicação exclusiva.

Sua história com a apicultura começou há alguns anos quando, por recomendação de médica, seu filho passou a consumir mel da abelha uruçu. O mel dessa espécie, além de muito saboroso, dá um excelente retorno. Em épocas favoráveis, a produção chega a 10 litros/ano/colônia.

“Pensamos, inclusive, em trabalhar exclusivamente com a criação de abelhas uruçu”, disse. O mel da abelha uruçu, devido suas potencialidades medicinais, tem um alto valor comercial. “Um livro de mel de uruçu está sendo comercializado em média a R$ 50,00”, completa.

Destacando o apoio recebido do Governo do Estado, por meio da Emater, cujo projeto foi acompanhado pelos escritórios local e regional de Areia, o financiamento inicial foi para 20 colmeias. Os técnicos enfatizam que as acomodações foram adaptadas em uma antiga residência, que depois foi ampliada com a construção de um galpão.
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Chuvas isoladas atingem leste da Paraíba durante o fim de semana

03/12/2012 09h16 - Atualizado em 03/12/2012 09h16 

Medição prévia registrou 13,1 milímetros de precipitação em toda a Paraíba.
Segundo a Aesa, chuvas atingiram Agreste, Brejo e Litoral do estado.
 
Do G1 PB
 
 

O fim de semana foi marcado por chuvas fracas em toda a área leste da Paraíba, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). De acordo com medição prévia, houve precipitação pluviométrica de 13,1 milímetros nas regiões Agreste, Brejo e Litoral. A previsão é de que chuvas continuem a atingir as três áreas durante o resto da semana.
 
 O Semi-Árido paraibano, entretanto, continua sem previsão de chuva. De acordo com a Aesa, chuvas esparsas devem atingir Litoral, Agreste e Brejo.

Conforme a medição prévia, durante o fim de semana na Paraíba houve chuvas nos municípios de Campina Grande (4,4 milímetros), Areia (3mm), João Pessoa (2,5mm), Camaratuba (1,6mm) e Bananeiras (1,6mm).

“As chuvas durante o fim de semana foram esparsas e passageiras, em toda a faixa leste do estado. Ao longo da semana, devem continuar havendo precipitações isoladas nas mesmas regiões”, afirmou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira. A medição completa da Aesa será concluída no fim da manhã desta segunda-feira (3).


 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PB tem 38 quilombos com 2,6 mil famílias

Repressão e esquecimento ainda marcam história de muitos moradores de quilombos na Paraíba. 

 


Ontem, o Brasil comemorou o Dia da Consciência Negra, mas as marcas da escravidão, que durou anos, ainda permanecem na expressão dos que viveram essa fase, que permaneceu mesmo depois de 124 anos da abolição. Na Paraíba, existem 38 quilombos registrados, com 2.693 famílias e aproximadamente 12 mil pessoas. Nestas comunidades a repressão e o esquecimento ainda estão vivos e marcam histórias de vidas como a da ceramista Maria de Lourdes Tenório, de 67 anos, moradora do quilombo Grilo, no município de Riachão do Bacamarte, no Agreste paraibano.

Durante a infância, Maria de Lourdes sofreu inúmeras adversidades, incluindo a fome e a perseguição dos “brancos” fazendeiros. Entre uma lembrança e outra, a ceramista, que apresentou seu trabalho no Museu de Artes Assis Chateaubriand ontem pela manhã, contou que um dos maiores absurdos que viveu foi a exploração do trabalho pelos donos da terra. “A gente trabalhava cinco dias da semana para os donos da terra e dois pra gente. No final das contas, a gente continuava escravo”, lembrou.

Mas os problemas não acabavam com o abuso do poder e se estendiam até a casa dos quilombolas, onde um prato de comida era um luxo de poucos. “A gente colhia muito pouco e tinha que passar com uma refeição por dia. Muitas vezes a comida era só farinha com rapadura”, disse. A falta de terras próprias foi sempre o principal empecilho dos negros, que mesmo em pleno século 21, ainda enfrentam situações de humilhação, como na comunidade negra Senhor do Bonfim, localizada em Areia, Brejo paraibano. Um dos moradores do local, José Sebastião Gomes, 46, que revelou o último conflito entre os quilombolas e os proprietários da terra onde vivem.

“Em 2003, o dono da terra morreu e a herança teve que ser partilhada. Um dos proprietários queria expulsar as 25 famílias que moram lá e durante o conflito, nós fomos humilhados e sofremos até ameaças de morte e violência física. A gente sente que as leis ainda não chegaram até nós”, lamentou. Para a socióloga e diretora da Associação de Apoio às Comunidades Afrodescendente da Paraíba, Francimar Fernandes, em muitas localidades esquecidas, a escravidão ainda não acabou, seja através da exploração do ser humano ou ainda da falta de políticas públicas que sejam aplicadas para o desenvolvimento destas comunidades.
 


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

880,7 mil paraibanos não têm água tratada

Sem aceso à água tratada, 23,38% da população paraibana, precisa recorrer a poços e outros tipos de fontes para garantir abastecimento.


 
Rizemberg Felipe
De acordo com dados do IBGE, a Paraíba possui 57.089 domicílios sem água encanada
Por outro lado, a pesquisa apontou que 829.018 domicílios são atendidos pela rede pública de fornecimento de água. Ao todo, são 2.901.563 paraibanos que dispõem desse serviço, já que o IBGE calcula que cada moradia possui, em média, 3,5 habitantes.

Das pessoas que não têm água encanada em casa, a maior parte recorre a poços ou nascentes naturais, existentes dentro da propriedade. São 57.089 domicílios nessa situação, o que corresponde a 199.811 pessoas, segundo estimativa do IBGE. A maior quantidade de casas, nestas condições, está localizada nas cidades de Jericó (6.795), Pedras de Fogo (2.494), São Sebastião de Umbuzeiro (2.366), Santa Rita (2.113), Mamanguape (1.699), Mari (1.468), São José do Rio do Peixe (1.191), Areia (1.097) e Baía da Traição (963).

Outras 50.988 moradias também são atendidas por poços ou nascentes naturais, no entanto, localizadas longe das propriedades, o que obriga que 178.458 habitantes precisem se deslocar, por alguma distância, para fazer o transporte de latas e baldes cheios com a água. Ainda de acordo com IBGE, a maioria dessas pessoas que não têm acesso à água encanada vive na zona rural.

Entre essas pessoas está a dona de casa Maria das Mercês da Silva, 59 anos. Ela mora numa comunidade conhecida como “Ilha dos Pescadores”, localizada às margens da PB 008, na divisa de João Pessoa e Conde. No local, só há apenas três casas, que não são atendidas por tratamento de água. Os moradores precisam recorrer a lago e a um poço artesiano, construído na área.

“Todos os dias, eu pego meu balde, coloco na cabeça e vou atrás da água. Preciso caminhar uma meia hora para ir e voltar. É um sofrimento grande, mas não tem jeito. Faz 23 anos que vivo assim”, lamenta.

Na precária casa, feita de taipa, Maria das Mercês vive com dois adultos e duas crianças, que já apresentaram na saúde as consequências da falta do tratamento de água. “Minha neta vive com dores de barriga. Acho que é por causa dessa água mesmo, que é muito barrenta. Meu sonho é que um dia a água encanada chegasse aqui, mas isso é muito difícil”, diz a dona de casa.

Perto dali, outra área também sofre a falta da água de qualidade, apesar de estar localizada em zona urbana. Mesmo atendida pela rede da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Comunidade de Paratibe, localizada ao lado do bairro do Valentina Figueiredo, precisa recorrer a poços artesianos.

Segundo a moradora Jorlane Nascimento Pereira, 23 anos, o motivo disso são as constantes faltas de água que ocorrem na região. “Aqui, falta água umas três vezes por semana. Às vezes, ficamos o dia todo sem uma gota de água na torneira. Por isso, tiramos água no poço”, diz.

O poço ao qual Jorlane se refere fica no quintal da casa e possui 25 metros de profundidade. Apesar da estrutura ficar perto de uma fossa, a água retirada é usada sem tratamento doméstico prévio. “A gente tira a água para beber, tomar banho, limpar a casa e fazer comida. Não colocamos água sanitária e nem fervemos, não", explica a dona de casa.


 

sábado, 21 de julho de 2012

Bananeiras abre programação do Caminhos do Frio na Paraíba

21/07/2012 07h41 - Atualizado em 21/07/2012 07h41
 
Turistas poderão participar do Festival Gastronômico e de trilhas ecológicas.
Caminhos do Frio vai passar por seis cidades do Brejo paraibano.

Do G1 PB 

Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural (Foto: Arquivo/Sesc)
Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural
(Foto: Arquivo/Sesc)
Começa na segunda-feira (23) o projeto 'Rota Cultural Caminhos do Frio'. Bananeiras, cidade localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, inicia as atividades do projeto com a programação “Aventuras e Arte na Serra”, entre os dias 23 e 29 de julho.

Na cidade, os turistas poderão participar do Festival Gastronômico, de trilhas ecológicas, de oficinas culturais e de apresentações teatrais e musicais, como da Orquestra Sanfônica e show da banda Cabruêra. A programação pode ser conferida na íntegra no site do evento.

Segundo divulgou a organização do evento, Bananeiras tem uma altitude de 526m e possui clima frio úmido, com temperatura média de 28°C no verão e 10°C no inverno. De acordo com a gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, o Caminhos do Frio promove o desenvolvimento sustentável do turismo nas cidades que fazem parte do roteiro, contribuindo para que a comunidade local seja beneficiada com o incremento econômico e cultural. “Na programação, por exemplo, temos apresentações teatrais de crianças das cidades, que desenvolvem desde cedo um trabalho artístico que pode ter continuidade ao longo da vida”, disse a gestora.
Caminhos do Frio
Até o dia 2 de setembro, cerca de 30 mil turistas devem participar das atividades em seis cidades do brejo paraibano. Bananeiras, Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande e Alagoa Nova são as que fazem parte do roteiro. As seis cidades juntas irão movimentar mais de R$200 mil apenas na área cultural, oferecendo uma vasta programação.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bananeiras abre o Caminhos do Frio na próxima segunda-feira

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°

 
Chegou a hora de vestir o agasalho, subir a serra e desfrutar da rota cultural 'Caminhos do Frio' que começa nesta segunda-feira(23) na cidade de Bananeiras. O projeto leva na bagagem shows, teatro, dança, cinema, poesia, literatura, artesanato, gastrononomia, oficinas, exposições, trilhas, ecoturismo e visita aos engenhos. A sétima edição do roteiro parte de Bananeiras e depois segue para as cidades de Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande, e encerra no dia 02 de setembro em Alagoa Nova.

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°. Durante a temporada a região do Brejo paraibano deverá receber a visita de cerca de 30 mil turistas. Além de divulgar a cultura da região, o intuito do projeto também é lançar novos artistas e dinamizar a economia local. 'Caminhos do Frio' é praticamente a única rota turística do Estado e já é conhecida internacionalmente. A expectativa do Fórum do Turismo Sustentável do Brejo da Paraíba é que cerca de R$ 1,5 milhões sejam movimentados durante os 42 dias do evento.

Bananeiras, a quase 30 km dali e a 552 metros sobre o nível do mar, é o primeiro destino que merece uma visita. Esse município de passado colonial, recortado por ladeiras e sobrados do século 19, foi o maior produtor de café de toda a Paraíba e abriga um casario com 80 construções catalogadas pelo IPHAEP.

A região abriga também o histórico engenho Goiamunduba que, desde 1877. A cidade ainda conta com outras construções históricas como um túnel de trem de 1922 e um cruzeiro do final do século 19 localizado a 507 metros de altura, além da Cachoeira do Roncador, uma queda d’água de 45 metros.

AVENTURA E ARTE - A programação em Bananeiras começa na segunda, 23, com um dia dedicado ao cinema, com destaque para o lançamento oficial do curta-metragem “Flor”, do diretor Silvio Toledo.

O filme faz uma releitura da lenda "Comadre Florzinha", e foi quase todo filmado na cidade entre fevereiro e março deste ano, em pontos como a Mata da Bica, Cachoeira do Roncador e Cruzeiro de Roma.

“Flor” é um projeto transmídia, sem fins lucrativos, para produção de um curta-metragem em cinema digital adaptado do folheto de cordel 'Comadre Florzinha – Um romance na Serra das Flechas', de Vanderley de Brito e com aproximadamente 15 minutos de duração.

O filme traz uma novidade que é a aplicação de efeitos especiais para retratar uma personagem da fantasia do folclore nordestino, além de uma abordagem em romance diferente da abordagem de terror que o mito costuma ter.

Em Bananeiras, a programação do 'Caminhos do frio' apresenta também durante uma semana shows com Paulo Vinícios, Cabruêra, Gitana Pimentel, Sonora Sambagroove e Orquestra Sinfônica Infantil da Paraíba; e ainda exposição fotográfica, espetáculos de teatro infantil, trilha ecológica, festival gastronômico e oficinas cuturais.

Rota do Caminhos do Frio 2012:

Bananeiras – 23/07 a 29/07
Serraria – 30/07 a 05/08
Pilões – 06/08 a 12/08
Areia – 13/08 a 19/08
Alagoa Grande – 20/08 a 26/08
Alagoa Nova – 27/08 a 02/09