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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Paraibano busca apoio para fazer mestrado e pesquisa no Paraná


Graduado em 2016, aos 23 anos, em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Paraíba, o pessoense  Nyelson Nonato (foto) foi aprovado para cursar Mestrado em Bioenergia na Universidade Federal do Paraná. De família humilde, precisou recorrer ao financiamento coletivo via Internet para bancar as despesas iniciais - estimadas para um mês - de acomodação em Curitiba, a capital paranaense.

Um apaixonado pela natureza, e cidadão determinado, hoje ele trabalha pesquisando o cultivo de microalgas para fins biotecnológicos, a exemplo da aplicação na farmacologia, indústrias  alimentícias e de biocombustíveis.  E acumula, também, experiência com o cultivo e taxonomia de peixes recifais, ecologia e monitoramento de recifes de corais.

Seu grande objetivo, agora, é conseguir, por meio de novas metodologias e tecnologias científicas, desenvolver ferramentas no cultivo de espécies de microalgas nativas das regiões Sul e Nordeste do Brasil que permitam testar a sua capacidade de produção de lipídeos, proteínas e carboidratos. A seleção de espécies potencialmente produtoras desses compostos é o caminho para  direcionar o seu uso à produção de biocombustíveis.

Na Universidade Federal do Paraná, fará parte do laboratório do Dr. Luiz Pereira Ramos, renomado pesquisador do Departamento de Química que trabalha com aproveitamento tecnológico de recursos renováveis. Lá, a ênfase é em química da madeira, biocatálise e na produção de biocombustíveis líquidos (bioetanol e biodiesel) de primeira, segunda e terceira (microalgas) gerações.

Nyelson Nonato conta que na infância queria ser veterinário. Depois, adolescente, colecionou as melhores notas em Ciências Naturais. Virou monitor de Biologia no ensino médio. E, finalmente, ano passado, conseguiu graduar-se em Ciências Biológicas.


Até aqui, conquistas por mérito pessoal e apoio familiar, principalmente da mãe que pôs a educação do filho sempre à frente do melhor brinquedo ou da roupa nova. Mas, nesta nova etapa, um  gesto de generosidade anônima e cidadã pode alçar, em pouco tempo, o dedicado pesquisador paraibano à galeria dos destacados cientistas nacionais. Foco e determinação ele já mostrou que tem, começando por sua aprovação na concorrida seleção do Mestrado da UFPR, como mostra este documento:



Além disso, com absoluta transparência Nyelson demonstra quanto precisa e de que forma utilizará o dinheiro arrecadado. Veja:

A campanha de Nyelson está no Catarse, primeira e maior plataforma brasileira de crowdfunding (financiamento coletivo via Internet).

Os dados bancários para adesão à causa:
  • Banco do Brasil  – Conta/Poupança: 30.595-2 – Agência: 1619-5

  
 Fonte 


terça-feira, 20 de maio de 2014

Bica reabilita aves apreendidas

Local recebe os animais que são apreendidos pela Polícia Ambiental ou que passaram pelo Cetas do Ibama. 



Foi criado no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) o Centro de Reabilitação de Aves Silvestres (Ceras). O local recebe os animais que são apreendidos pela Polícia Ambiental ou que passaram pelo Centro de Triagem de Animais Selvagens (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
Geralmente, as aves apresentam quadro de debilitação ou até mesmo mutiladas por terem vivido em cativeiro ou ainda vítimas de tráfico e acidentes. Ao chegarem ao parque, é realizado um tratamento, com exames clínicos, laboratoriais e testes de condicionamento físico. Em seguida, o animal passa por uma avaliação para verificar se existe a possibilidade de soltura, ou não, na natureza.
 
“As que não têm chance de soltura, porque vieram de cativeiro muito mansas ou com alguma deficiência que não permite a ave ser solta, são utilizadas para a realização de educação ambiental com alunos de escolas e universidades”, explicou Roberto Citelli, veterinário do parque.
 
Quando a Polícia Ambiental entrega o animal encaminhado pelo Cetas, junto vem um documento no qual consta o local em que a ave foi encontrada. Por esse motivo, os técnicos da Bica priorizam soltá-la neste mesmo ambiente ou procuram uma mata mais próxima.
 
Além de promover uma vida mais saudável aos animais, com a prática dos exercícios de voos livres e de caça, são realizadas exibições com o intuito de explicar o trabalho realizado pela equipe, proporcionando para os visitantes noções de cuidados e respeito com o meio ambiente.
 
O Centro de Reabilitação conta com dois médicos veterinários e três estagiários de Biologia.