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quarta-feira, 5 de abril de 2017

'João Pessoa Carbono Zero' distribui mudas de árvores e lança selo de qualidade

Lançamento acontece neste domingo, no Parque da Lagoa.
 
Lançamento do
Lançamento do "João Pessoa Carbono Zero" acontece no
Parque da Lagoa (Foto: Diogo Almeida/G1) 
 
 
 
O programa "João Pessoa Carbono Zero" será lançado no domingo (9), no Parque da Lagoa. A ação conta com distribuição de mudas de árvores nativas e técnicos estarão à disposição da população para esclarecer dúvidas e outras questões relativas ao programa. Na ocasião, também será lançado o selo de qualidade “Empresa Amiga do Meio Ambiente”.

A campanha da TV Cabo Branco em parceria com a Prefeitura de João Pessoa, lançada em março, para o plantio de 30 mil mudas de árvores em João Pessoa, integra o programa.

A política ambiental de João Pessoa será norteada conforme o programa elaborado pelos técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam). O projeto contém as ações da prefeitura para preservação e recuperação do meio ambiente, bem como as diretrizes para a política de desenvolvimento sustentável da cidade para o período 2017 a 2020.

No local de lançamento, a distribuição de mudas de árvores será feita na "Tenda Verde". Já o selo “Empresa Amiga do Meio Ambiente” será o instrumento que a Semam vai utilizar para certificar e reconhecer as empresas e os empreendimentos que cumprirem todas as etapas do licenciamento ambiental.

Carbono Zero
O João Pessoa Carbono Zero contém o detalhamento das ações de preservação e recuperação ambiental da cidade e tem como foco principal contribuir para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) produzidas aqui na capital. As ações do programa têm um caráter prático, como atividades de recuperação ambiental das nascentes de rios e áreas degradadas, plantio e distribuição de mudas de árvores nativas e reordenamento de estabelecimentos comerciais da orla da cidade.

Já como parte das ações do Carbono Zero, a Semam promoveu o plantio de 250 mudas de coqueiros na orla do Cabo Branco e no Dia Mundial da Água deu início ao diagnóstico da nascente do Rio Cuiá. Outras ações serão desenvolvidas, como o inventário da emissão dos gases de efeito estufa (GEE). A partir desse inventário, outras ações serão incorporadas, em busca do equilíbrio das emissões poluidoras, para contribuirmos com um ambiente mais limpo e preservado, abrangendo diversos bairros da cidade. 


 

domingo, 23 de agosto de 2015

Naufrágio que matou 35 pessoas na Lagoa de JP faz 40 anos; testemunhas relembram




Acidente aconteceu durante as comemorações do Dia do Soldado e marcou a história da capital paraibana


 
Cidades | Em 22/08/2015 às 17h20, atualizado em 23/08/2015 às 13h24 | Por Amanda Gabriel
 

1 - Jorge Andrade (Divulgação); 2 e 3 - Arquivo
Tragédia na Lagoa completa 40 anos nesta segunda-feira
Tragédia na Lagoa completa 40 anos nesta segunda-feira.
Há exatos 40 anos uma tragédia marcava a história da capital paraibana. Trinta e cinco pessoas, das quais 29 eram crianças, morreram afogadas após o naufrágio de uma embarcação na Lagoa do Parque Solon de Lucena.

Era domingo, dia 24 de agosto de 1975. Centenas de pessoas estavam na área central da cidade para acompanhar os eventos em comemoração ao Dia do Soldado. O Exército Brasileiro havia preparado uma exposição de armas, canhões, viaturas, carros de combate, armadilhas de caça e pesca e galeria de fotos. Mas a atração que chamava mais atenção do público era outra: os passeios nas águas da Lagoa a bordo de uma portada.

Por volta das 17h15, quando a embarcação fazia sua última viagem, houve um alarme de que estaria entrando água no barco – possivelmente por causa de aberturas acidentais – o que gerou pânico, segundo nota divulgada no dia seguinte ao naufrágio pelo 1º Grupamento de Engenharia. O texto dizia que “um grande número de pessoas deslocou-se para frente da portada, fazendo com que ela submergisse”.

O jornalista e escritor Gilvan de Brito era repórter do jornal Correio da Paraíba na época do acidente e fez a cobertura jornalística do acontecimento. A ele, a versão do Exército não convence. 

"Cerca de 200 pessoas estavam na embarcação, apesar da capacidade dela ser de apenas 60 passageiros. Além disso, não era uma barca apropriada para transportar pessoas, mas sim materiais, equipamentos. Nem coletes salva-vidas os militares disponibilizaram, ou seja, fica claro que o que houve ali foi uma negligência. Porém, esses detalhes não foram divulgados na época, já que vivíamos uma ditadura militar e os textos eram censurados caso desagradassem minimamente o governo", diz.

Em conversa com o Portal Correio, o escritor relembra as cenas que testemunhou em 24 de agosto de 1975: “De longe não era possível ver sequer o lastro da embarcação, por causa do grande número de ocupantes da barca. Quando a embarcação já se encontrava em um local mais profundo, as pessoas que estavam em terra começaram a se preocupar porque observaram que o barco estava desaparecendo. Das margens da Lagoa, ouvíamos apelos e gritos vindos do barco”, conta.

Gilvan de Brito relata ainda que, ao perceber que o barco estava afundando, foi até a Rádio Tabajara e lá avisou ao Corpo de Bombeiros sobre o acidente. "Quando cheguei estava acontecendo a transmissão do jogo entre Campinense e CSA, de Alagoas. Interrompemos a narração para comunicar os ouvintes sobre a tragédia e avisamos aos Bombeiros. Em poucos minutos eles chegaram à Lagoa e começaram o resgate das vítimas", lembra.

Policiais militares e pessoas que observavam o passeio também atuaram na operação. A dona de casa Claudecy Ventura, de 57 anos, estava entre as testemunhas da tragédia. Ela recorda o clima de desespero que tomou conta dos presentes no Parque Solon de Lucena.

Apenas um bote inflável prestava socorro às vítimas; multidão observava a operação
Foto: Apenas um bote inflável prestava socorro às vítimas; multidão observava a operação
Créditos: Arquivo/Jornal Correio da Paraíba
“Havia muita gente no entorno da Lagoa. Pessoas que já estavam lá acompanhando o passeio e outras que foram ao local depois de ficar sabendo do acidente. A todo o momento era possível ouvir gritos de pessoas que haviam perdido entes queridos na tragédia. E mesmo quem não conhecia as vítimas ficou bastante comovido, principalmente durante a retirada dos corpos da Lagoa. Foi uma cena muito impactante”, lembra.

Entre as vítimas fatais estava uma vizinha dela e o sargento Reginaldo Calixto, com quem tinha amigos em comum. Ele trabalhava no resgate das vítimas quando foi agarrado por uma jovem e acabou se afogando. Antes de morrer, o militar conseguiu salvar três crianças. O comandante da barca, sargento Edesio Basseto, e o soldado do Exército Carlos Alberto Nóbrega também morreram no acidente.

Morte dos policiais militares foi destaque no Correio da Paraíba
Foto: Morte dos policiais militares foi destaque no Correio da Paraíba
Créditos: Arquivo/Jornal Correio da Paraíba

Luto 
Por causa do clima de comoção que tomou conta da cidade, autoridades decretaram luto oficial. Naquele ano, não houve o tradicional desfile cívico em comemoração à Independência do Brasil. A decisão foi tomada pelo governo do Estado Guarnição Militar, Secretaria da Educação e Cultura e Polícia Militar.

Autoridades decretaram luto oficial e cancelaram desfile de 7 de setembro
Foto: Autoridades decretaram luto oficial e cancelaram desfile de 7 de setembro
Créditos: Arquivo/Jornal Correio da Paraíba

Além do luto, o medo de uma nova tragédia atingiu os pessoenses. "Na época existia um projeto de implantação de pedalinhos na Lagoa, mas isso assustou muito as pessoas. Era falado que um novo acidente iria ocorrer e fazer mais vítimas naquele local. Depois de uma certa polêmica, acabaram desistindo do projeto", destaca Gilvan de Brito.
 
Arranjo de tábuas onde os pedalinhos iriam aportar foi chamado de 'Plataforma para Morte' pela população
Foto: Arranjo de tábuas onde os pedalinhos iriam aportar foi chamado de "Plataforma para Morte" pela população
Créditos: Arquivo/Jornal Correio da Paraíba

Justiça
De acordo com documento divulgado em 2011 pela Comissão de Gestão Documental da Justiça Federal na Paraíba, familiares das vítimas entraram com ações judiciais, visando ao recebimento de indenizações. O direito à reparação foi reconhecido nas decisões dos juízes Francisco Xavier Pinheiro e Ridalvo Costa, que responsabilizaram a União pelo acidente.

“As sentenças fundamentaram-se na teoria da responsabilidade civil objetiva com base no risco administrativo. Para essa teoria é exigida apenas a prova do dano, sem concurso da vítima, provocado por preposto da pessoa jurídica de direito público. A União foi condenada ao pagamento de pensões, segundo critérios definidos em cada situação”, explica o relatório.

Marco histórico
Para o jornalista Gilvan de Brito, não há dúvidas de que o naufrágio na Lagoa figura entre as maiores tragédias já registradas no estado. "Vejo esse como um dos casos mais emblemáticos da nossa cidade. Em termos de dimensão e comoção popular, talvez perca apenas para uma epidemia de cólera, que vitimou cerca de 40 mil pessoas em todo o estado, em meados de 1856".

Ele lembra que o acontecimento foi destaque nos principais jornais e revistas do país. "No mesmo dia do acidente enviei uma matéria para o Diário de Pernambuco e eles tinham uma agência de notícias, então rapidamente vários outros veículos tomaram conhecimento da tragédia e enviaram seus repórteres para cá. Folha de S. Paulo, O Globo, Veja e Manchete foram alguns dos veículos que cobriram esse fato", conta.

O naufrágio na Lagoa do Parque Solon de Lucena também foi relatado no livro 'Opus Diaboli - A Lagoa e Outras Tragédias', escrito pelo jornalista e lançado em 2011.


 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Prazo para retirada de bares e fiteiros de parque na PB termina nesta quinta

30/07/2015 17h12 - Atualizado em 30/07/2015 17h12 

Apesar disso, TV Cabo Branco conferiu que alguns continuam trabalhando.
Eles devem ser relocadas para outros pontos da cidade de João Pessoa.
 
Do G1 PB



Termina nesta quinta-feira (30) o prazo para a retirada dos 21 fiteiros e 42 quiosques do Parque Solon de Lucena, em João Pessoa. No entanto, a TV Cabo Branco conferiu que alguns deles continuam funcionando normalmente. Segundo um dos comerciantes do local, Garcés Filho, realmente o prazo era esta quinta-feira, mas ele não vê necessidade de correria. “Os acordos de retiradas já estão todos feitos,  lá para o dia 13 vão começar as retiradas para os novos locais”, disse ele.
  
O comerciante disse esperar que os doze donos atuais de quiosques da região possam voltar após as obras de revitalização do Parque Solon de Lucena, uma vez que novos estabelecimentos vão ser criados no local, segundo o planejamento da Prefeitura da capital paraibana.
 
Além dos quiosques, os fiteiros, de acordo com a prefeitura, devem ser distribuídos nos mercados públicos e Terminal de Integração do Varadouro, mas também continuavam no local mesmo com o encerramento do prazo. Apesar disso, Reginaldo Julio, que é um dos donos de fiteiros, explicou que todos os donos deste tipo de comércio têm um novo local para ficar, vão sair todos juntos e estão felizes com a situação.
 
Durante o sábado (25) e o domingo (26), a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) de João Pessoa trabalhou auxiliando na mudança dos comerciantes e fazendo a demolição dos quiosques.
 
Segundo a Sedurb, a ação de retirar todos os quiosques e fiteiros da Lagoa é necessária para realizar a próxima etapa da obra de urbanização do Parque Solon de Lucena. “Todo esse processo de mudança e adaptação está sendo acompanhado pela Sedurb. Estamos dialogando com os comerciantes e informando a necessidade do procedimento e queremos também contar com a ajuda deles”, ressaltou o secretário adjunto de Desenvolvimento Urbano, José Bezerra, que acompanhou a ação.


 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Prefeitura conclui obras de dragagem da Lagoa, no Centro de João Pessoa

15/12/2014 16h37 - Atualizado em 15/12/2014 16h37 

Dragagem foi finalizado nesta segunda-feira (15).
Agora vão ser realizadas obras de construção do túnel.
 
Do G1 PB

Nesta segunda-feira (15) foi concluído o serviço de dragagem na Lagoa do Parque Solon de Lucena, em João Pessoa. O trabalho de desassoreamento fez com que a profundidade do reservatório fosse elevada para 3,8 metros com objetivo de evitar alagamentos, um dos problemas históricos em períodos de chuvas na região.
Após a dragagem, as obras de construção do túnel vão seguir, já que a obra é considerada peça chave para acabar com o risco de alagamento no período de chuva mais intensa. A obra, que já atingiu 182 metros de escavação utilizando um método de trabalho não destrutivo, vai garantir o escoamento do excesso de água da Lagoa.
 
O túnel, que vai começar na Avenida Padre Meira e se estender até a Avenida Guedes Pereira, em frente ao Paço Municipal, deve se integrar à rede de canais que escoam as águas pluviais até o Rio Sanhauá. No total, ele terá 684 metros, dos quais 160 já foram escavados. “Esta é uma obra que vai trazer um impacto muito positivo no projeto final de revitalização do Parque Solon de Lucena e que tem sido muito exitosa por estar sendo realizada sem afetar a vida da população”, ressaltou o secretário municipal da Infraestrutura, Cássio Andrade.
 
Na primeira etapa da obra foi realizada a construção de um poço vertical, localizado na Avenida Padre Meira, entrada para o anel interno da Lagoa. O poço tem oito metros de profundidade e dá acesso ao túnel, que tem dois metros de diâmetro, o suficiente para que homens e máquinas possam transitar com segurança.


 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cerca de 17 mil novas árvores são plantadas em João Pessoa em 2014

14/12/2014 09h18 - Atualizado em 14/12/2014 09h18 

Espécies de Ipês são os mais procurados pelos moradores.
Semam orienta sobre plantas mais adequadas para cada local.
 
Do G1 PB
 
Ipês roxos e cor-de-rosa já floresceram em João Pessoa (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Ipês roxos estão entre os mais populares entre moradores
(Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)

Cerca de 17  mil novas árvores foram distribuídas em áreas de recuperação de João Pessoa em 2014. Ela foram plantadas distribuídas em áreas de recuperação, a exemplo do Parque Cuiá e de Jacarapé, e em áreas urbanas, que contemplam praças, canteiros centrais e calçadas residenciais.
 
De acordo com o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento (Divar) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam), Anderson Fontes, as espécies dos Ipês (roxo, rosa, amarelo ou branco) são as mais procuradas pela população para o plantio. Seguido pelo pau-brasil, oitizeiro, mangueiras e jambeiros.
 
Lagoa deve ser revitalizada e trânsito migrará para outros pontos do Centro (Foto: Juliana Brito/G1)
Espécies precisam ser adequadas
ao local (Foto: Juliana Brito/G1)
Apesar disso, Fontes alerta que antes de plantar a nova árvore, a Semam indica qual a planta mais adequada para o local, evitando assim sua retirada no futuro. “Este ano, 63 árvores precisaram ser retiradas. Ou porque a árvore estava com algum problema na sua estrutura ou porque foi plantada em local inapropriado”, explica Fontes.
 
Para adquirir uma muda, a pessoa ou instituição interessada deve seguir até o Viveiro Municipal de Plantas Nativas da Prefeitura de João Pessoa, localizado no bairro Valentina Figueiredo, próximo ao Sesc Gravatá. O serviço é gratuito.

Sobre os Ipês
Ao todo existem 1.600 exemplares da espécie espalhados por toda João Pessoa. Durante a Semana da Primavera, que aconteceu em setembro deste ano, foram plantados na capital paraibana 50 novas mudas de ipês, principalmente na região do Parque Solon de Lucena.

O resultado deste trabalho começou a ser observado pela população desde novembro com a floração dos ipês roxos e rosas. Agora a expectativa está para a floração dos ipês amarelos e brancos, que devem ocorrer até o final deste mês.
 
Fonte
 
 

sábado, 13 de setembro de 2014

IAB-PB pede suspensão de obra de reforma da Lagoa em João Pessoa

12/09/2014 17h46 - Atualizado em 12/09/2014 17h46 

Prefeitura só tem autorização para obras de infraestrutura, diz instituto.
Presidente defende concurso público para a escolha do projeto. 

Do G1 PB
 
Segunda fase do projeto de revitalização da Lagoa conta com píer, mirante para exercício e contemplação da natureza, área para apresentações artísticas, teatro de arena e área infantil, entre outros (Foto: Divulgação/PMJP)
2ª fase do projeto de revitalização conta com píer, mirante para exercício
e contemplação da natureza, área para apresentações artísticas,
teatro de arena e área infantil, entre outros (Foto: Divulgação/PMJP)
 
O departamento Paraíba do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PB) protocolou, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), um pedido de embargo das obras de revitalização e modernização do Parque Solon de Lucena, a Lagoa, em João Pessoa. Segundo o presidente do instituto, Fabiano de Melo, a Prefeitura não tem autorização do Iphaep para realizar reformas no local.
  
Segundo o presidente, existem duas obras, uma de infraestrutura, que é a dragagem da Lagoa, em que estão dando mais profundidade e criando um dreno para evitar que ela transborde com as chuvas, e a outra é a reforma do Parque, que são as imagens que a Prefeitura tem divulgado.
 
"O que foi discutido e autorizado no Iphaep é a reforma de estrutura, a subterrânea. A troca de piso, o píer, as quadras e os equipamentos, o que eles estão chamando de ‘revitalização’ - que é um termo equivocado porque lá já existe vida -, essa reforma em si não foi nem passada para o Iphaep. O que a gente está questionando é como a Prefeitura anuncia uma obra, divulga essas imagens, de um projeto que não chegou nem no órgão que autoriza”, disparou.

Fabiano explicou que todo o Parque Solon de Lucena e o conjunto do Lyceu são tombados e para serem reformados precisam seguir uma série de regras. “Divulgar essas imagens é super leviano. Vamos dizer que eles conversem com o Iphaep e o órgão proíba o deck de madeira. Como a população vai ficar? Ela já recebeu a notícia que vai ter o deck. E não é culpa do Iphaep, é de quem não cumpriu o trâmite necessário, mínimo”, disse.
 
O que a gente está questionando é como a Prefeitura anuncia uma obra, divulga essas imagens, de um projeto que não chegou nem no órgão que autoriza"
Fabiano de Melo,
presidente do IAB-PB
 
O IAB também questiona a autoria do projeto da reforma do Parque Solon de Lucena. Segundo Fabiano de Melo, é necessário que seja feito um concurso público de projetos, com a participação da população. “O IAB no Brasil todo defende que os projetos importantes, de grande escala para a cidade, sejam feitos a partir de uma discussão com a população e não entre quatro paredes por um arquiteto que ninguém conhece e que vai fazer as coisas da cabeça dele”, ressaltou, lembrando da reforma do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, cujo projeto foi escolhido por meio de um concurso.

“O caso da Lagoa é muito sério porque é o cartão postal da cidade. Por mais que a Prefeitura faça projetos arbitrários, como foi caso da Avenida Beira Rio, o caso da Lagoa é mais grave porque é um símbolo”, comentou.

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan) e a assessoria de imprensa informou que o órgão ainda não foi notificado e que só vai se pronunciar quando tiver oficialmente conhecimento sobre o pedido de embargo.

Projeto da reforma ainda não foi autorizado pelo Iphaep, diz IAB (Foto: Divulgação/PMJP)
Projeto da reforma ainda não foi autorizado pelo Iphaep,
diz IAB (Foto: Divulgação/PMJP)
O projeto
As obras de infraestrutura do Parque Solon de Lucena tiveram início em abril deste ano. A primeira fase do projeto compreende o trabalho de desassoreamento, com a retirada de toneladas de areia e detritos da Lagoa. O objetivo é solucionar os problemas de inundação no período de chuva.

A segunda fase do projeto prevê a construção de um píer às margens da lagoa, um mirante para exercício e contemplação da natureza, área para apresentações artísticas, teatro de arena e área infantil. Ainda está prevista a construção de uma área para o comércio de artesanato e quiosques de alimentação, além de uma área com quadra poliesportiva, vôlei de praia, pista de cooper, pista de skate, ciclovia, local para aluguel de bicicletas e esporte náuticos, como pedalinho, caiaques e canoagem.

A Prefeitura também pretende fazer o reflorestamento do Parque e reforçar a iluminação e a segurança. O investimento total é de R$ 40 milhões, segundo informações da Seplan.
 
Fonte
 
 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Mais de 52 mil toneladas de resíduos foram retirados da Lagoa

Esta semana foi iniciado o trabalho de desassoreamento, dentro do projeto de reforma do parque.
 

Rizemberg Felipe
Enquanto prossegue o trabalho de desassoreamento, paralelamente será feita a construção do muro que impedirá o despejo de esgotos
Mais de 52 mil toneladas de resíduos foram retirados da Lagoa do Parque Solon de Lucena desde que foram iniciadas as obras de reforma do local.  Isso representa cerca de 30% do volume que deverá ser recolhido até o fim da obra, que elevará para 3,5 metros a profundidade da Lagoa. Nesta fase, uma balsa está sendo utilizada para que uma draga recolha os resíduos nas áreas mais centrais da Lagoa. Esta semana foi iniciado o trabalho de desassoreamento.

O projeto de revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena é dividido em várias etapas, muitas delas simultâneas. Enquanto prossegue o trabalho de desassoreamento, paralelamente será feita a construção do muro que impedirá o despejo de esgotos na Lagoa (o anel sanitário) e a perfuração do túnel para o escoamento das águas com destino ao Rio Sanhauá. A estrutura vai dar mais eficiência ao transporte das águas excedentes.

A construção do anel sanitário e do túnel começa no dia 18 deste mês. Segundo o secretário de infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade, para a construção do túnel, a Prefeitura de João Pessoa vai usar um “método não destrutivo”.

“Na segunda etapa será desenvolvido o plano de urbanização, onde a Lagoa será transformada em um parque com opções de esporte, lazer, cultura e artes. O objetivo é transformar o espaço em uma opção de entretenimento para melhorar a qualidade de vida da população. Tudo isso, com iluminação e segurança de alto padrão”, destacou Cássio Andrade.

O Projeto
O Parque Solon de Lucena (Lagoa) está passando pela primeira grande revitalização em quase 100 anos. O último projeto desse porte elaborado para o local foi em 1924, feito pelo engenheiro Saturnino de Brito, que só foi executado na década de 30.

De acordo com o projeto de revitalização, no local será construído um píer às margens da lagoa, um mirante para exercício e contemplação da natureza, área para apresentações artísticas, teatro de arena e área infantil. Após essa fase terá a construção de uma área para o comércio de artesanato e quiosques de alimentação.

Além disso, o projeto terá ainda a construção de uma área com quadra poliesportiva, vôlei de praia, pista de cooper, pista de skate, ciclovia, local para aluguel de bicicletas e esporte náuticos, como pedalinho, caiaques, canoagem e ainda o reflorestamento do Parque. Tudo isso com iluminação e segurança de alto padrão. O investimento total é de R$ 40 milhões.

O secretário de Planejamento, Rômulo Polari, explicou que a segunda etapa corresponde ao plano de urbanização. “João Pessoa voltará a ter um dos mais belos cartões-postais. A população ganhará mais que um espaço público, mas uma opção de lazer, descanso e contemplação da natureza. Pretendemos ainda implantar memoriais dos grandes vultos da cultura paraibana”, contou. As obras desta etapa serão iniciadas ainda neste semestre.

sábado, 23 de março de 2013

Palmeiras imperiais da Lagoa recebem tratamento contra fungos

Secom-JP

Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) estão monitorando e fazendo tratamento das palmeiras imperiais da Lagoa do Parque Sólon de Lucena. Neste domingo (24), a partir das 7h, eles farão a poda com limpeza das folhas e também a retirada de 10 árvores infectadas com o fungo Thielaviopsis paradoxa.

Há registros de que esse mesmo fungo infectou palmeiras imperiais nas cidades de Teresina (PI), em 1999, e Fortaleza (CE), em 2002, e agora em João Pessoa. O engenheiro agrônomo e  chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Semam, Anderson Fontes, destacou ainda que "as árvores estão recebendo tratamento, com irrigação, adubação em quantidade ideal para fortalecer o solo e aplicação de fungicida à base de cobre", contou.

 O fungo que atacou as palmeiras seca as árvores, que sofrem com o que os técnicos chamam de "quebra-do-pescoço" (quebramento na região do palmito), tombamento progressivo das folhas e ainda caule com ferimentos.

Legislação - Para a retirada das árvores os técnicos da Semam tomam como base o Código Municipal de Meio ambiente de João Pessoa (Portaria nº 37-N/1992/IBAMA) e a Lei da Mata Atlântica (Lei nº 428/2006), que autorizam a retirada e o tratamento de árvores doentes.


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ipês amarelos passam por exames de ultrassom para verificar doenças

Sedurb e Semam monitoram estado de saúde dos ipês da Lagoa do Parque Solon de Lucena com exames de ultrassom. 


Francisco França
Exames fazem parte do programa Poda Programada

Os 86 ipês amarelos que compõem a paisagem do Parque Solon de Lucena (Lagoa), em João Pessoa, estão passando por um processo de monitoramento, através de exames de ultrassom, que fazem uma leitura no interior da planta para verificar o estado de saúde e descobrir se ela apresenta alguma doença. A ação que prevê cuidados específicos de conservação das espécies centenárias foi iniciada na manhã de ontem e faz parte do programa anual 'Poda Programada' da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) do município, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam).
De acordo com o engenheiro agrônomo da Divisão de Paisagismo da Sedurb, Anderson Fontes, no ano passado 300 árvores foram avaliadas, por meio do mesmo projeto, onde apenas quatro delas foram diagnosticadas com um elevado grau de risco de tombamento, onde não mais apresentavam possibilidades de tratamento. “Essas quatro árvores eram da espécie castanhola, que devido à situação apresentada foram retiradas do local e substituídas pela espécie sibipiruna, que são árvores nativas da Mata Atlântica”, afirmou.
Anderson Fontes acrescentou que nas demais 296 árvores foram realizados tratamentos, como podas de limpeza, descupinização, aplicação de fungicida à base de cobre e em alguns casos foi feita ainda a dendrocirurgia para tampar os ferimentos da árvore.
Segundo o engenheiro agrônomo, a ação deste ano também vai avaliar 300 árvores em João Pessoa, no entanto, ele estima que todas elas serão no Parque Solon de Lucena (Lagoa).
“Provavelmente, os 300 exames de ultrassom previstos para este ano serão feitos na Lagoa, devido ao projeto de urbanização da área, já anunciado polo atual prefeito”, declarou.
Conforme detalhou Anderson Fontes, na Lagoa existe um legado ambiental com aproximadamente 932 árvores, distribuídas em uma média de 32 espécies.
Ainda de acordo com Anderson Fontes, as árvores passam inicialmente por um estudo exterior, em que através da avaliação do técnico é possível identificar alguns problemas e em seguida é feito o estudo interno (ultrassom). “Depois de termos a avaliação concluída de cada árvore, iniciaremos os tratamentos específicos em cada uma delas, mas somente após este período de floração”, disse ao acrescentar que o exame de ultrassom dura apenas cinco minutos, “a demora maior é na instalação do equipamento”.
Anderson Fontes informou que as árvores mais antigas estão localizadas na região central da cidade, principalmente nas avenidas Getúlio Vargas, Tabajara, Eurípedes Tavares, Epitácio Pessoa, Maximiniano Figueiredo, João Machado, Monsenhor Walfredo Leal e Odon Bezerra, além do Parque Solon de Lucena (Lagoa) e da Praça da Independência. Para concluir, ele fez um alerta à população.
“Queremos reforçar a atenção daqueles que usam as sombras das árvores da Lagoa para descansar, estudar, entre outras atividades, para que também as preservem, pois muitas delas apresentam grandes feridas no tronco, além de outras agressões promovidas pela própria população. Um exemplo dessa interferência humana são os sinais de fogo que encontramos próximo à raiz de algumas delas”, destacou.


 

Ipês são monitorados a partir desta terça-feira em João Pessoa

22/01/2013 09h34 - Atualizado em 22/01/2013 09h34 

Objetivo, segundo a Prefeitura da capital, é a detecção de doenças.
Serão monitoradas 86 árvores da Lagoa, no Centro de João Pessoa.
 
Do G1 PB
 
 
Ipês do Parque Solon de Lucena começaram a florir (Foto: Divulgação/Secom-JP)
Ipês do Parque Solon de Lucena vão ser vistoriados a partir
desta terça-feira (22)  (Foto: Secom-JP)

Os 86 ipês do Parque Solon de Lucena, a Lagoa, no Centro de João Pessoa, estão sendo monitorados a partir desta terça-feira (21). A ação vai ser realizada pelas Secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Meio Ambiente (Seman). A ação acontece após a Seman ter constatado que os ipês não estavam florindo. A poluição e o clima seco foram apontados pelo órgão como as prováveis causas da não floração.
 
De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, entre os cuidados específicos para a conservação dessas espécies centenárias, vão ser feitos exames de ultrassom, que fazem uma leitura no interior da planta e verificam o estado de saúde dela.
 
Segundo o engenheiro agrônomo da Divisão de Paisagismo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Anderson Fontes, todas as árvores da família das bignoniáceas, como os ipês vão ser vistoriadas na Lagoa. “Verificaremos o estado fitossanitário dos 86 ipês amarelos da área. O objetivo é detectarmos alguma deterioração na árvore, ou mesmo doenças”, informou.

Fontes disse ainda que algumas delas vão ser podadas depois do exame, mesmo não apresentando nenhum problema de saúde. “Nas árvores que precisarem, faremos as podas de contenção de copa, que reduz de 20% a 40% dos galhos, como medida de manutenção e para evitar que os mais pesados tombem, além de promover a segurança de pedestres e veículos”, finalizou.


 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Antes da posse, Luciano Cartaxo anuncia R$ 30 milhões para recuperar a Lagoa

01/01/2013 - 19:10 - Atualizado em 01/01/13 - 19:33

Cartaxo disse ainda que a recuperação da Lagoa está dentro de um projeto maior, Cidade Jardim 


Antes de ser empossado como prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), anunciou durante entrevista a imprensa, que tem recursos na ordem de R$ 30 milhões para recuperação completa do Parque Solon de Lucena (Lagoa). Os recursos são provenientes do Ministério das Cidades e de acordo com o prefeito foram conseguidos graças as várias viagens e audiências em Brasília durante o período de transição.
 
Cartaxo disse ainda que a recuperação da Lagoa está dentro de um projeto maior que restabelecer o reconhecimento de João Pessoa como cidade verde. "Temos um projeto interessantíssimo que é o Cidade Jardim, onde vamos colocar muito verde nas principais avenidas e praças da cidade".
 
O novo prefeito revelou ainda que já na próxima semana tem uma audiência agendada como o ministro dos Esportes, Aldo Rabelo. "Enfim tem um calendário de ações já pronta para os cem dias de governo, inclusive com inaugurações de algumas casas e outras obras que nós vamos dar continuidade".
 
A solenidade de posse foi aberta pelo Coral Vozes da Infância, da escola municipal de artes. Em seguida, o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Durval Ferreira (PP), abriu a sessão de posse. O primeiro secretário, vereador Benilton Lucena (PT), leu a ordem do dia e foi muito aplaudido quando saudou a militância do PT que se fez presente a posse.

da Redação
WSCOM Online


 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Parque Solon de Lucena com lixo acumulado

O lixo tomou conta de um cartões postais de João Pessoa.


 
 

O Parque Solon de Lucena, Lagoa, que fica no Centro de João Pessoa, amanheceu com lixo acumulado nas calçadas ontem, após as compras da véspera de Natal. Quem passava pelo local pôde ver sacos plásticos, papelões e lixo orgânico espalhados pelas ruas. Funcionários da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) , que não quiseram se identificar, afirmaram que a coleta não foi feita porque o caminhão que faz o recolhimento no local estava quebrado.
De acordo com Carlos Ferreira, dono de uma das barracas que funcionam no Parque Solon de Lucena, a sujeira encontrada nas calçadas na manhã de Natal não é comum. Ele se disse surpreso com o lixo espalhado, pois a coleta é sempre feita à noite.
“Para a gente esse lixo não atrapalha, pois o recolhimento é sempre feito. Não sei o que houve, mas acredito que deve ter sido por causa do Natal. Todo mundo tem o direito de comemorar, não é? Os grandes responsáveis por estar tudo espalhado deste jeito são os catadores, que rasgam os sacos, recolhem o que querem e deixam tudo como você está vendo”, afirmou o comerciante.
Outra pessoa que defendeu o trabalho da Emlur no local foi Maria Aparecida, que também tem uma barraca no anel externo da Lagoa. Segundo ela, o lixo encontrado, na manhã de ontem, não chega a atrapalhar a freguesia do seu estabelecimento.
“Sujeira nunca é uma coisa boa. Mas aqui está tudo sempre limpinho. A prefeitura sempre passa aqui e recolhe. Então não chega a nos atrapalhar, não”, disse Maria Aparecida.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

JP ganha mais de 400 novas árvores

Ação desenvolvida pela Semam visa a tornar João Pessoa uma das cidades mais verdes do mundo.



João Pessoa vai ganhar mais de 400 mudas e árvores. A ação, intitulada “João Pessoa mais verde, 427 mudas plantadas” e desenvolvida pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura Municipal, começou com o plantio de 17 palmeiras imperiais no anel interno do Parque Solon de Lucena (Lagoa), durante essa semana. Até o fim de agosto, as principais vias, canteiros e praças, em 14 áreas diferentes de sete bairros e duas comunidades da capital, receberão árvores e mudas.

Segundo a secretária adjunta da Semam, Welintânia Freitas, em algumas áreas, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) está preparando calçadas e canteiros para receber as mudas. No entorno da escola Alice Carneiro, em Manaíra, serão plantadas 34 árvores. “A ação também pretende orientar sobre a importância da preservação ambiental”, disse.

 A meta, de acordo com ela, é tornar João Pessoa uma das cidades mais verdes do mundo e seguir as diretrizes do Plano da Mata Atlântica. “Temos esse potencial, pois é comum a preservação de árvores nas residências de João Pessoa.

Precisamos dar continuidade a um trabalho que já existe, estimulando ainda mais a população”, destacou.

Serão plantadas mudas nos bairros de Mandacaru, Padre Zé, Roger, Manaíra, Bessa, Alto do Mateus e Jardim Veneza, como também nas comunidades Colinas do Sul e Cidade Verde, perto de Mangabeira. No Alto do Mateus, por exemplo, serão plantadas mudas no Centro de Referência de Educação Infantil Maria de Lourdes, no campo de futebol Jabiracão e, ainda, na Praça 5 de Junho.

O projeto é feito em parceria com a Seinfra, Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e com a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur).

domingo, 15 de julho de 2012

Justiça manda retirar 21 barracas

Mas ainda é possível esbarrar em carrinhos de ambulantes no meio das ruas, dificultando o tráfego de pessoas.


Manter as calçadas livres para a passagem de pedestres na Lagoa é uma prerrogativa da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). Mas, por enquanto, ainda é possível esbarrar em carrinhos de ambulantes no meio das ruas, inclusive as mais movimentadas, dificultando o tráfego de pessoas. Cenas que podem ser vistas nas proximidades da loja de departamento C&A Modas e do Hiper Bompreço, para não citar os demais pontos.
O secretário Américo Falcão disse que o trabalho de ordenamento na Lagoa é feito a todo tempo. “Estamos com agentes nas ruas, orientados a pôr em prática uma política educativa de abordagem para garantir a acessibilidade e a livre passagem dos pedestres”, declarou. O secretário admitiu que isso ainda não é realidade no Centro de João Pessoa, mas disse que os agentes procuram conscientizar os ambulantes sobre a importância e necessidade de manter livres as calçadas.
Falcão também falou da retirada de 21 barracas do Parque Sólon de Lucena, conforme decisão judicial de 22 de junho. “O prazo vai expirar em 90 dias e as barracas, dessa vez, terão de sair”, afirmou o secretário. A 'queda de braço' entre ambulantes e prefeitura se estende há mais de dois anos. Conforme Falcão, os ambulantes serão relocados para boxes no Centro Comercial do Varadouro”, informou. A decisão foi proferida pelo desembargador José Ricardo Porto.


Violência assusta quem precisa passar no local

Cartão postal que tanto encanta turistas pelo Brasil afora tem outro significado para os pessoenses: insegurança.




O cartão postal que tanto encanta turistas pelo Brasil afora tem outro significado para os pessoenses: insegurança. A Lagoa, ao longo dos anos, não ficou imune à violência urbana e se tornou palco de pequenos assaltos em plena luz do dia. Comerciantes da área revelam que o consumo de drogas ocorre sem cerimônia, a qualquer hora. Sem contar os casos de agressão e de homicídio já registrados no local.
Quem precisa pegar ônibus no local sabe que o cuidado tem de ser redobrado para que não seja alvo de assalto. À medida que escurece, a sensação de insegurança aumenta. Os funcionários das lojas reclamam da falta de policiamento na Lagoa, o que favorece a ação de bandidos e de adolescentes infratores. “Vou rezando até a parada de ônibus. Sempre que possível, espero outros colegas para não ir sozinha, tenho medo”, declarou a comerciária Flávia Lima.
O presidente da Associação dos Comerciantes e Ambulantes da Lagoa, Juarez Pereira, disse que a falta de iluminação em alguns postes acaba trazendo mais violência para o Parque Sólon de Lucena a partir das 18h. “É assalto a toda hora, mas o problema fica pior ao anoitecer, quando o fluxo de pessoas diminui no local”, declarou.
Uma reclamação recorrente na Lagoa, conforme o presidente da associação, é a falta de policiais. “É muito precário o policiamento por aqui, pode perguntar para a população”, denunciou. Segundo ele, o único posto policial instalado no parque, nas proximidades da parada de ônibus, quase sempre está fechado, o que revolta ainda mais as pessoas que passam pelo local. “O posto é só de enfeite”, disse Juarez, pedindo providências das autoridades. No dia em que a reportagem esteve na Lagoa o posto estava aberto e havia pelo menos seis policiais fazendo rondas.
Uma ambulante que não quis se identificar disse que passou a ir embora mais cedo porque não se sente segura na Lagoa. “Aqui é muito perigoso. O posto policial não tem hora certa para abrir e aí os bandidos se aproveitam para assaltar as barracas e o pessoal que espera ônibus”, denunciou. A dona de casa Marlene Diniz também disse se sentir insegura na Lagoa. “Só a proteção de Deus para nos livrar do mal”, opinou.



No inverno é comum a Lagoa transbordar

Veículos ficam impedidos de circular pelo anel interno e o fluxo de pessoas se concentra na parte do anel externo.




Toda vez que chove, uma cena se repete bem no coração da cidade. Algumas horas de chuva e a Lagoa transborda, causando sérios transtornos à população. O local fica praticamente intransitável. Os veículos ficam impedidos de circular pelo anel interno e o fluxo de pessoas se concentra na parte do anel externo. Uma situação que já não causa surpresa, mas que não tem previsão de conserto.
De acordo com o secretário Marcelo Cavalcanti, da Seinfra, a causa do problema está em um canal feito pelo engenheiro Saturnino de Brito (o qual fez grandes obras de drenagem em João Pessoa). “Em determinado ponto da drenagem, nas imediações do viaduto Damásio Franca com a rua General Osório, houve um afundamento da galeria, o que provoca o estrangulamento da rede”, destacou.
Conforme o secretário, foi elaborado um projeto para tentar solucionar o transbordamento da Lagoa, mas que está sendo repensado. “A execução dele é bem difícil por conta do percurso.
Estamos estudando outra possível solução menos traumática”, afirmou Cavalcanti.
Em relação às calçadas esburacadas, o secretário disse que a conservação é feita a todo tempo, sem interrupções, mas que os projetos de urbanização são de responsabilidade da Seplan.
Entretanto, o secretário responsável por essa pasta, Aldo Prestes, até o fechamento desta edição, não atendeu às ligações para dar sua versão sobre o assunto.


Projetos para Lagoa não são executados

Lagoa sofre com os mesmos problemas de décadas passadas; muitas obras já foram anunciadas, mas poucas saíram do papel.


Rizemberg Felipe

Um cartão postal abandonado. É essa a impressão de quem passa pela Lagoa do Parque Sólon de Lucena, no Centro de João Pessoa. A estrutura precária, o trânsito desordenado e a violência mostram que o local ainda sofre com os mesmos problemas de décadas passadas. Muitas obras já foram anunciadas, como a passagem exclusiva para ônibus no anel interno e a reurbanização do local, mas na prática, pouca coisa saiu do papel.
Pela demora na execução dos projetos de melhoria, a população parece desacreditada quando o assunto em questão é a Lagoa.
As secretarias de Planejamento (Seplan), Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Infraestrutura (Seinfra) da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) não têm previsão de projetos a curto ou médio prazo para o Parque Sólon de Lucena e, algumas vezes, chegam a divergir sobre o que é melhor para o local.
Um dos grandes projetos anunciados para a Lagoa foi anunciado no ano passado, pelo prefeito Luciano Agra. O 'Caminho Livre' prevê a diminuição do fluxo de veículos que convergem para a Lagoa, além da remoção do tráfego no anel interno, que seria destinado apenas para ônibus. Os demais veículos passariam pelo anel externo. Um ano após o anúncio, nada foi feito e o trânsito na Lagoa, principalmente na hora do rush continua caótico, com vias congestionadas e motoristas estressados.
Conforme explicou o superintendente Nilton Pereira, da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), a parte de estudos já foi concluída, e que a execução é de responsabilidade da Seinfra.
“O que cabia à nossa pasta já foi feito, agora é com a Seinfra, que precisa licitar e executar a obra”, declarou. Por sua vez, o secretário Marcelo Cavalcanti, da Seinfra, disse que recebeu o projeto, mas que ainda não há previsão para concretizá-lo.
O trânsito é apenas um dos pontos a serem resolvidos na Lagoa. A estrutura precária, com calçadas esburacadas e grades quebradas é outro motivo de reclamação entre comerciantes e a população em geral. “Acho que deveriam fazer uma obra aqui na Lagoa, porque a gente percebe um local abandonado, sem cuidado nenhum”, disse o comerciante André Pereira, que há dez anos vende óculos de sol na Lagoa.
A manicure Jaqueline Santiago, que trabalha em um salão de beleza nas proximidades, também lamenta as condições estruturais do local. “Parece que a Lagoa é um problema sem solução. Muito se discute, mas nada é feito, nem acredito mais que um dia isso vai mudar”, declarou. As calçadas quebradas acabam sendo um problema ainda maior para quem tem alguma dificuldade de locomoção.
O presidente da Associação dos Comerciantes e Ambulantes da Lagoa, Juarez Pereira, reclamou da precariedade da estrutura.
Disse ainda que a associação tenta, junto à prefeitura, uma solução, mas que por enquanto nada foi realizado. “A associação fez alguns reparos nas calçadas, mas foi apenas um paliativo”, frisou.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Semob mapeia pontos críticos da cidade por conta da chuva e orienta motoristas

Quinta, 28 de Junho de 2012 - 08h35

A forte chuva que cai desde a noite de ontem causou um verdadeiro caos na cidade de João Pessoa e outras localidades da Região Metropolitana. Várias ruas estão alagadas impedinto o tráfego de veículos. Alguns deslizamentos de barreiras aconteceram nas proximidades de rodovias e comunidades. A Secretaria de Mobilidade Urbana de João Pessoa (SEMOB) está orientando a população e motoristas sobre os pontos mais críticos e outros problemas que estão acontecendo na cidade. 

A Semob via twitter informa que o anel interno da Lagoa do Parque Solon de Lucena está completamente alagado, estando interditado para o tráfego de veículos. Na Avenida Sanhauá, no bairro do Varadouro, em frente à Estação Ferroviária o trânsito foi suspenso. Toda a área está alagada. Os veículos que se dirigem para o local estão sendo desviados pela Rua do Rosário.

Foto: Lagoa transbordou


A Rua das Trincheiras, também nas imediações do Centro da cidade, está totalmente engarrafada. A Semob avisa que os condutores de veículos devem evitar passa pela avenida. Os agentes da Secretaria estão orientando os desvios no trecho.

Em diversos pontos da cidade os agentes da mobilidade estão monitorando o trânsito por conta da chuva intensa e dos transtornos provocados pelos alagamentos. No final da Avenida Beira Rio, apesar de ainda haver água na pista, o trânsito está fluindo lentamente.

O Trecho da Av. Beira Rio antes da rotatória do Altiplano e Cabo Branco continua alagado e intransitável. Os motoristas devem eviter passar pelo trecho. Já na Rua Tito Silva próximo ao rio Jaguaribe, apenas uma faixa da via está liberada. O fluxo continua lento na ladeira que liga os bairros de Castelo Branco e Miramar, estando os agentes da Semob no local. A Secretaria de Infraestrutura  (Seinfra) está realizando a limpeza do rio Jaguaribe, na avenida Tito Silva.

O trânsito está fluindo normalmente nas avenidas Epitácio Pessoa, Flávio Ribeiro Coutinho (Retão de Manaíra), Pedro II e no Viaduto do Cristo Redentor.

Dicas de segurança
A Secretaria de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) dá algumas dicas aos motoristas. As recomendações básicas para dirigir no meio de um temporal, ou mesmo com a pista molhada, é necessário calma, prudência e muito cuidado para evitar acidentes. Os condutores de veículos devem diminuir a velocidade, acender o farol, ligar o limpador de pára-brisa, o desembaçador e manter a distância dos veículos que estiverem à frente.

Além da chuva, serviços da Cagepa estão sendo executados pela cidade. Obras são realizadas na Rua João da Mata, nas proximidades da Rua Capitão José Pessoa, no bairro de Jaguaribe que está completamente obstruída. O tráfego no local está em meia pista sendo aguardada a conclusão do recapeamento asfáltico.  O desvio está sendo feito pela Rua Índio Piragibe, passando pelo Centro Administrativo Estadual. Uma equipe da Semob está no local.

Para informações e reclamações sobre trânsito, transportes e mobilidade, a população deve ligar para o disk Semob, através do telefone 0800-2811518. A ligação é gratuita.

Emmanuel Noronha

Fonte


Por conta das chuvas na PB, barreira desliza e interdita trecho da BR-230

28/06/2012 07h49 - Atualizado em 28/06/2012 10h37

Deslizamento aconteceu no km 19 da rodovia em João Pessoa.
Vários pontos de alagamento foram registrados nesta quinta-feira.

Do G1 PB


Uma parte da barreira localizada às margens da BR-230 em João Pessoa, deslizou na manhã desta quinta-feira (28). De acordo com o Corpo de Bombeiros, um trecho da rodovia foi interditado. O deslizamento foi provocado pelas fortes chuvas que começaram na noite da quarta-feira (27) e seguem na manhã desta quinta-feira.

A Polícia Rodoviária Federal, informou que o deslizamento aconteceu no km 19 e os dois sentidos da rodovia estão interditados. A PRF pediu para os motoristas evitarem transitar pelo local. Por volta das 10h, a PRF informou que o trânsito estava liberado no sentido de João Pessoa para Campina Grande. Já no sentindo João Pessoa para Cabedelo estava interditado. Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local do acidente.
 
Moradores da comunidade São Rafael interditaram um trecho da Avenida Pedro II em João Pessoa. Por conta das chuvas, várias casas da região alagaram e os moradores reivindicam um auxílio dos órgãos públicos. A Defesa Civil de João Pessoa foi informada da situação e enviou equipes para o local. Por volta das 10 h a Superintendência Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) informou que o  trânsito na Av. Pedro II estava normalizado.

Lagoa amanheceu transbordada por conta das fortes chuvas (Foto: Daniel Peixoto/G1)
Lagoa amanheceu transbordada por conta das fortes chuvas (Foto: Daniel Peixoto/G1)

Ainda na manhã desta quinta, uma árvore tombou no bairro Manaíra e interditou uma rua do bairro. A Lagoa, do Parque Solon de Lucena, no Centro da capital, transbordou e o anel interno está alagado. Uma das palmeiras do Parque Solon de Lucena também caiu. A Superintendência Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) informou que o trânsito está sendo desviado.

Árvore caiu no bairro Manaíra em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Árvore caiu no bairro Manaíra em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Na Rua Adalgisa Carneiro Cavalcante, área conhecida como Ladeira do Cuiá, o rio transbordou e prejudica o acesso. Ainda segundo a Semob, a Avenida Sanhauá, no Varadouro, em frente à Estação Ferroviária está interditada assim como a Avenida Beira Rio. Na rua Sérgio Guerra, uma das vias principais do bairro Bancários, o trânsito está congestionado.

A Polícia Rodoviária Federal informou por volta das 9h35 desta quinta-feira que o trânsito também está lento no km 32 da BR-230, no sentido João Pessoa para Bayeux. O motivo do congestionamento é o alagamento na rodovia.

Em caso de emergência o telefone da Defesa Civil de João Pessoa é o 0800 285 9020.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mais alagamentos na capital

Chuvas continuam a causar transtornos em JP. 
Na comunidade Riacho da Bomba casas foram inundadas e famílias retiradas do local.

 


No Parque Solon de Lucena, a Lagoa transbordou e os
veículos tiveram dificuldades de transitar
Pelo quarto dia consecutivo, os moradores de João Pessoa enfrentaram transtornos causados pelas chuvas, que já estão acima da média e ocorrendo em diversos pontos do Estado. Na capital, houve alagamentos em comunidades carentes e famílias foram levadas às pressas para uma escola pública. No Parque Solon de Lucena, a Lagoa transbordou e os veículos tiveram dificuldades de transitar. Um carro quebrou no local, quando tentava passar sobre os pontos alagados.

Na avenida Ayrton Senna, uma galeria pluvial cedeu em virtude da pressão das águas e deu origem a um buraco que deixou parte do asfalto instável. O trânsito teve que ser desviado e condutores que seguiam no sentido Praia-Centro enfrentaram congestionamentos em vários trechos do bairro de Mandacaru.

Na avenida Tancredo Neves, no trecho próximo à comunidade Rio da Bomba, o asfalto cedeu e o tráfego foi interrompido. Hoje, o trânsito deve voltar ao normal.

As chuvas ainda derrubaram cinco árvores na capital.

Em virtude dos problemas causados pelas chuvas, equipes de vários órgãos da Prefeitura de João Pessoa permaneceram em alerta durante o dia inteiro. Na manhã de ontem, técnicos da Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana (Emlur) e das Secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), do Desenvolvimento Social (Sedes) e da Defesa Civil Municipal estiveram na comunidade Riacho da Bomba, localizada no Jardim 13 de Maio, onde aproximadamente 20 casas foram invadidas pelas águas do rio que margeia o local. Em alguns pontos, o nível da água subiu mais de 60 centímetros.

Seis famílias aceitaram sair do lugar e foram removidas, ainda embaixo de chuva, para a Escola Estadual Padre José Coutinho, que fica no mesmo bairro, e estava sem funcionar devido ao reordenamento escolar feito pela Secretaria de Educação do Estado, este ano. Caminhões e funcionários da Prefeitura fizeram a mudança.

No entanto, as 14 famílias que tiveram as casas alagadas se recusaram a sair da comunidade. “Já alertamos sobre os riscos.

Essas pessoas estão em casas precárias, feitas de taipa que podem desabar a qualquer momento, mas elas nos disseram que só sairão daqui, mortas”, disse o coordenador da Sedurb, Eloi de Brito.
Entre os moradores que aceitaram ir para um abrigo, estava a dona de casa Alexsandra do Nascimento. Casada e mãe de dois filhos, a jovem contou, com os olhos cheios de lágrimas, que foi surpreendida com a enchente no meio da noite. “Ninguém dormiu.

A água molhou tudo e estou muito aperreada. Passei dois anos para construir a minha casinha, agora, é muito doloroso ver tudo sendo destruído, mas eu confio em Deus e sei que Ele vai me amparar”, disse.

Fonte