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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na PB, aponta IBGE

16/12/2014 12h54 - Atualizado em 16/12/2014 12h54
 
Paraíba produziu 6 milhões de toneladas do produto, um aumento de 3,9%.
Santa Rita foi a cidade da PB que mais produziu cana-de-açúcar em 2013.
 
Do G1 PB
A cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na Paraíba, conforme mostra a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2013, divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, foram produzidas 6.094.359 toneladas do produto em 2013, um aumento de 3,9% em relação a 2012.

O valor da produção de cana-de-açúcar em 2013 foi de R$ 386 milhões, ainda segundo o IBGE. A área destina à colheita do produto foi de 122.070 hectares, sendo que o rendimento médio é de 49.927 kg por hectare.
 
A cidade paraibana que mais produziu cana-de-açúcar em 2013 foi Santa Rita, com 930 mil toneladas do produto. O valor da produção foi de R$ 58,5 milhões no município. A lista segue com Pedras de Fogo (900 mil toneladas), Sapé (855 mil toneladas) e Rio Tinto (600 mil toneladas).

O segundo produto agrícula com maior produção na Paraíba foi o abacaxi, com uma produção de 285.715 toneladas em 2013. O valor da produção neste ano foi de R$ 325 milhões. Itapororoca é a cidade que mais produziu abacaxi no passado, com 75 mil toneladas produzidas. Porém, a quantidade de abacaxi produzida no estado teve uma queda de 3,03% de 2012 para 2013.

Extração vegetal
O IBGE também divulgou dados sobre a Produção de Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2013. O produto mais explorado na Paraíba é a lenha, com 470.697 toneladas produzidas em 2013. O valor da produção foi de R$ 9,6 milhões.

Em relação aos produtos alimentícios, o mais explorado é a castanha de caju. A Paraíba produziu 239 toneladas do produto em 2013, um crescimento de 4,82% em relação a 2012. O Brasil, no entanto, teve uma queda de 4,03% na produção desse produto.

O produto de extração vegetal que teve o maior aumento de produção na Paraíba em 2013 foi a mangaba, com um crescimento de 6,74%. Em contrapartida, o Brasil teve uma queda de 5,61%. Foram 95 toneladas produzidas na Paraíba em 2013.


 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Queimadas em canaviais deixam mais de 15 mil sem luz na Paraíba

17/11/2014 17h11 - Atualizado em 17/11/2014 17h11 

Suspensão na transmissão aconteceu na tarde do sábado (15).
Essa foi a 6ª ocorrência registrada desde o início da colheita, em agosto. 

Do G1 PB
 
As queimadas em canaviais deixaram mais de 15 mil pessoas sem energia por cerca de meia hora na tarde do sábado (15) em três localidades do Litoral Sul da Paraíba, segundo informou a assessoria da Energisa. O fogo danificou a linha de transmissão da subestação Goianinha/Caaporã e suspendeu o abastecimento em Caaporã, Acaú, Pitimbu e zona rural.

De acordo com a Energisa, essa foi a 6ª ocorrência registrada desde o início da colheita, em agosto. A concessionária de energia informou que, com a colheita em curso, o número de casos de danos na rede elétrica causados pelas chamas aumenta. A média de desligamentos nos últimos quatro anos chega a 20 vezes anuais. O número é considerado alto pelo gerente do Departamento de Manutenção da Transmissão da Energisa, Tércius Cassius Melo de Morais.
 
O maior problema, conforme explica a Energisa, é o descumprimento do decreto que proíbe o uso de fogo em áreas próximas à rede elétrica, numa faixa de segurança de 15 metros do sistema. “Para as linhas de transmissão, a faixa de segurança é de, no mínimo, 6 metros que, somados aos 15 metros do Decreto Estadual, totalizam 21 metros para ambos os lados do eixo da linha de transmissão. Quando esses limites não são respeitados, o calor afeta a composição do ar, provocando curtos circuitos entre os condutores e até mesmo entre os condutores e os postes”, explica Tércius.

Além do desconforto causado pela falta de energia em residências, escolas, lojas comerciais, hospitais e bancos, a falta de luz também afeta a linha de produção das indústrias de grande porte e podem causar queima de equipamentos. As linhas de transmissão e distribuição também são afetadas com a redução da vida útil dos componentes.

A Energisa mapeou toda plantação de cana de açúcar sob as linhas de transmissão que impõe risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica e calcula que 450 mil pessoas estão sujeitas à suspensão no abastecimento por causa das queimadas nos canaviais.
 
Fonte
 
 

sábado, 27 de abril de 2013

Fim da queima da cana pode demitir 28 mil na PB

Na Paraíba, aproximadamente 28 mil trabalhadores poderão ficar sem empregos; estimativa é da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba.


 

Kleide Teixeira
Nordeste emprega 35% da mão de obra do setor no país

A proibição da queima da cana-de-açúcar poderá levar à demissão cerca de 280 mil trabalhadores rurais na região Nordeste, segundo cálculos da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). Na Paraíba, o número de desligamentos chegará a 10% do total (28 mil trabalhadores), segundo estimativa da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan-PB).

O assunto foi abordado durante uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), nessa semana. A expectativa da cadeia produtiva da cana-de-açúcar é que seja definido – e não foi ainda – um prazo para a eliminação das queimadas de canaviais em pequenas propriedades e áreas com declividade superior a 12 graus. De acordo com o presidente da Unida, Alexandre Andrade Lima, o fim desta prática não só aumentará desemprego, mas inviabilizará grande parte das pequenas e médias produções.

No entanto, o presidente do Sindicato da Indústria do Álcool na Paraíba (Sindalcool-PB), Edmundo Barbosa, não acredita que o Estado passará por demissões. Ele explicou que o ministro do STF, Luiz Fux, demonstrou, durante a audiência desta semana, que não seria ponderado tomar uma decisão taxativa e imediatista sobre o fim da queima da cana-de-açúcar.

“Na verdade, nós já estamos convivendo com esta ideia há algum tempo, por isso que esta notícia de 'demissões', perde um pouco da sua força. Esperamos esta mudança para entre 2017 e 2018 e o setor já passa por adaptações e se prepara para a mecanização da colheita”, afirmou.

A Unida, por outro lado, pede por um prazo mais extenso. O órgão de classe defende uma transição da legislação compatível com a realidade de adaptação do setor. O prazo esperado pelos canavieiros é de, no mínimo, 15 anos.

IMPACTO
Embora responda por 12% da produção de cana no Brasil, o Nordeste emprega 35% da mão de obra do setor no país. Neste contexto, vale lembrar que o setor agropecuário contabilizou a segunda maior baixa no emprego formal no trimestre deste ano (-3.447 postos de trabalho no período), na Paraíba. Este foi ancorado pela queda ainda maior no saldo das usinas de cana-de-açúcar na indústria de transformação (-5.815 postos de trabalho) – ampliado no período de entressafra pela forte estiagem. Com a possibilidade de demissões definitivas e dependendo das chuvas e capitalização do setor, o saldo paraibano (admissões menos demissões) pode cair ainda mais até o final do ano.

Segundo Edmundo Barbosa, para evitar que isto aconteça, os trabalhadores da cana-de-açúcar deverão passar por uma requalificação dentro das usinas e deverão ser reposicionados para outras funções. “O fim da queima é defendido, porque esta prática é danosa em alguns aspectos. Mas, o mais importante, é que o trabalho de requalificação dos trabalhadores já começou, já é uma realidade dentro da Paraíba”, assegurou.

Alexandre Lima, por outro lado, afirmou que a maioria dos trabalhadores é analfabeta e terá dificuldade de ser reaproveitada em outros setores. “É preciso sensibilidade para evitar um caos na região", disse.

Canavieiros querem colheita mecanizada
Para o presidente da Asplan-PB, Murilo Paraíso, a colheita mecanizada da cana-de-açúcar facilitaria as operações de corte de cana e a tornaria mais barata em comparação à colheita manual de cana crua. “Ela é possível no estado da Paraíba. A colheita manual é quase que inviável em grande escala, pois diminui em muito o rendimento dos cortadores e até deixa o trabalho mais árduo”, explicou.

Segundo o presidente da Unida, Alexandre Andrade Lima, a colheita mecanizada está longe de se tornar uma realidade compatível com a topografia acidentada da região. “A prática é indispensável nas áreas com declives médios porque as máquinas são incapazes de realizar a ação. Apenas 31% dos canaviais nordestinos apresentam área plana”, acrescentou.

Fora isto, o engenheiro agrônomo da Asplan, Luís Augusto de Lima, ressaltou que os pequenos e médios produtores que são a maioria, não têm recursos para investir nessas máquinas, inviabilizando assim esse tipo de colheita.