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Previsão do Inpe é de que o índice de radiação Ultravioleta se mantenha acima de 11 na PB, que é considerado um nível extremo.
Vanessa Furtado Rizemberg FelipeNas crianças, o protetor solar precisa ser passado a cada duas horas, orienta a dermatologista Zuleika Andrade
Apesar de o verão começar oficialmente apenas
em 21 de dezembro, em dias de céu aberto e sol forte na Paraíba, o
Índice de radiação Ultravioleta (IUV) já chega a níveis extremos, acima
de 11, o que é muito prejudicial à saúde.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em
nove das dez maiores cidades da Paraíba (João Pessoa, \Campina Grande,
Santa Rita, Bayeux, Sousa, Cajazeiras, Guarabira, Cabedelo e Sapé), a
previsão até o dia 4 de dezembro é que o Índice Ultravioleta mantenha-se
em 12, a partir das 10h, ocasionado principalmente pela ocorrência de
sol com poucas nuvens nos próximos dias. Normalmente, quando há nuvens
no céu, esse índice varia entre 6 e 7. Já em Patos, no Sertão, de hoje
até sábado, o IUV deve chegar a 13.
Entre os dias 2 e 4 de dezembro, o índice deve se manter em 12, o que também é considerado extremo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o IUV é considerado
extremo quando varia de 11 a 14, tornando-se potencialmente ofensivo
para o desenvolvimento de doenças na pele ou nos olhos.
De acordo com a dermatologista Zuleika Andrade, o correto é usar no
mínimo um protetor solar com fator 30 no corpo e nada de passar óleo
depois, ainda que a intenção seja o bronzeamento. “Se quiser hidratar a
pele, é melhor um produto que contenha hidratante na fórmula”, diz a
especialista.
Segundo ela, a exposição direta ao sol, principalmente das 10h às
16h, quando o IUV em nível extremos pode causar queimaduras, deve ser
evitada. "Os efeitos do sol são cumulativos, provocando envelhecimento
precoce e até mesmo câncer de pele”, alertou.
Para as pessoas que reclamam que os protetores são ruins de passar
porque ficam grudando nos pelos do corpo, a dermatologista afirma que
não há desculpa para ficar sem proteção, pois existem atualmente no
mercado produtos de excelente qualidade em aerosol, em gel e que
garantem proteção a seco.
“O ideal é que antes da aquisição do produto, seja realizada uma
consulta com dermatologista, pois há um tipo específico para cada pele,
seja ela oleosa, seca, com tendência a espinhas, além de filtros solares
que possuem outros agentes agregadores, como hidratantes e
antioxidantes”, explicou a dermatologista Zuleika Andrade.
Outra preocupação da dermatologista é com as crianças. Com o IUV em
nível extremo, eles devem receber apenas os efeitos saudáveis do sol,
sendo expostos por um curto período de tempo, impreterivelmente antes
das 7h.
"Não existe protetor recomendável para a pele do bebê que é tão
sensível. Já para as crianças, que precisam estar muito bem protegidas, o
protetor precisa ser passado a cada duas horas", conclui a médica.
A administradora de empresas, Yonah Gomes, de 25 anos, não descuida
da atenção com a pele, e passa protetor solar fator 30 no corpo e no
rosto, diariamente antes de se expor ao sol, além de utilizar sempre
óculos para proteger os olhos.
“Há cerca de 2 anos busquei atendimento com uma dermatologista porque
estava sentindo ardência no corpo devido à exposição ao sol. Por ser
muito branquinha, ela recomendou o uso diário de protetor solar fator 30
e óculos também com filtros protetores. De lá para cá não me descuido
nenhum dia. Ainda que no fim de semana a pedida seja pelo mar ou piscina
eu reaplico o produtor e aproveito o sol”, contou.
Para os adeptos de esportes radicais ou ao ar livre, a proteção deve
ser redobrada. Victor Araújo, 30 anos, pratica ciclismo e se preocupa
com a proteção do corpo. Apesar da cor morena e olhos bem pretos, ele
não dispensa nunca os óculos escuros.
“Busco adquirir as roupas de treinamento feitas com tecidos que
possuem proteção solar, e escolho sempre as camisas que possuem mangas
compridas. Os óculos me protegem tanto da incidência direta do sol,
quanto da poeira levantada pelos veículos pesados nas estradas”,
afirmou.
Empresa de telefonia móvel culpa legislação municipal pela não instalação de novas torres para melhora nos serviços oferecidos.
Maria Livia Cunha
Leonardo SilvaAté dezembro deste ano, a Oi pretende investir R$ 78 milhões na Paraíba
Com problemas de cobertura de sinal nas duas maiores cidades da Paraíba,
os diretores da operadora Oi responsabilizaram a legislação municipal
como principal entrave para a instalação de novas antenas (torres) em
Campina Grande, além da burocracia de licenças em João Pessoa. Segundo a
empresa, esses fatores vêm atrapalhando o plano de investimento da
empresa no Estado.
O diretor de relações governamentais da Oi, Frederico de Siqueira,
afirma que a empresa prevê a instalação de 21 torres até o final deste
ano, mas apenas nove foram viabilizadas até agora.
“Elas [torres] são essenciais para a oferta de um serviço de maior
qualidade, com melhor cobertura de sinal. Precisamos construir mais
torres, mas a legislação campinense e a burocracia em João Pessoa são um
entrave neste processo.
Campina Grande já tem o sinal bem comprometido”, revelou.
Segundo a empresa Oi, em Campina Grande, a expectativa era que fossem
instaladas nove antenas de transmissão de sinal, mas apenas duas estão
em funcionamento. De acordo com Hericsson de Lima, das Relações
Institucionais da Oi, na Paraíba os investimentos estão esbarrando na
Lei Municipal 4.129/03, que inviabiliza a instalação dos equipamentos em
muitas áreas da cidade.
“Já investimentos R$ 56 milhões na Paraíba com a ampliação dos
serviços, inclusive com a implantação de lojas próprias, como a que foi
inaugurada em Campina Grande ontem, mas a lei está servindo como um
obstáculo porque não nos permite instalar as antenas em áreas que foram
tecnicamente indicadas”, disse o funcionário da empresa. Ele explicou
que em alguns pontos, a lei não permite a instalação em áreas com prédio
do mesmo tamanho da antena ou em locais muito habitados.
Até dezembro deste ano, a Oi pretende investir R$ 78 milhões na Paraíba e, deste total, R$ 56 milhões já foram gastos no Estado.
O valor é 77% superior ao que foi investido no ano passado.
“Investimentos para a Paraíba não faltam. Queremos ampliar nossa
liderança no Estado e faremos isto, se pudermos”, concluiu o executivo.
OUTRO LADO
Mas segundo o secretário de Ciência e Tecnologia, Emir Candeia, a
empresa, assim como outras operadoras, podem encontrar recursos para a
ampliação dos serviços, sem ferir a legislação.
De acordo com o secretário Emir Candeia, a operadora pode encontrar
outras soluções, inclusive adquirindo tecnologias mais avançadas para
não deixar os clientes sem um serviço de qualidade. “A operadora pode,
inclusive, tentar recursos jurídicos, já que a União trata da legislação
sobre telecomunicações e nenhuma outra lei pode se sobrepor. O problema
é que a operadora está se 'escorando' na legislação municipal, para não
instalar as antenas”, afirmou.
JOÃO PESSOA
Segundo informou a assessoria da Secretaria de Planejamento da
Prefeitura de João Pessoa, a burocracia citada pela Oi se deve,
exclusivamente, à demora na entrega das documentações necessárias à
liberação por parte da própria empresa.
No entanto, parte desses documentos depende de superintendências e
vistorias ligadas à prefeitura. Conforme a legislação municipal, o
licenciamento de cada Estação Rádio Base (ERB ou torre) deve seguir,
dentre outros aspectos, as etapas de obtenção da declaração municipal,
estudo de viabilidade urbanística, licença ambiental prévia, licença de
edificação, licença ambiental de instalação, vistoria da edificação e
licença ambiental da liberação.