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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Palestra ensina método para uma correta destinação de pilhas e baterias

Foto: Daiane Sousa
A palestra foi ministrada na sexta-feira (26), pelo mestre em Biologia e Analista Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama-PB), Ronilson José da Paz, na sala Bessa da Expotec 2016 e trouxe um método simples para um rejeite correto de pilhas e baterias, já que o descarte incorreto desses materiais pode trazer prejuízos ambientais e à saúde humana.

As propostas da apresentação foram orientar as pessoas a agir da maneira correta diante dessa situação e tentar fazê-las entender o quanto é grave descartar materiais assim de forma inadequada. Algumas substâncias contidas neles, como o mercúrio, chumbo e lítio, podem poluir o meio ambiente por anos, além de também atingir a saúde dos seres humanos, segundo Ronilson.

Ele ainda comentou que “essas substâncias, ao serem despejadas em mares, por exemplo, podem ser absorvidas por vários animais que são de consumo humano, como os moluscos. Eles possuem a característica de serem bioacumuladores e tudo isso acaba sendo passado para a pessoa que o consome”.

Esses componentes podem causar doenças graves, como anemia, distúrbios respiratórios e prejuízos no desenvolvimento mental de crianças. Diante dessa situação o Biólogo ensinou um método prático e barato que pode ser feito através da utilização de garrafas pet: com um pequeno recorte ou a entrada da própria, é possível colocar as pilhas e baterias na mesma até encher. Feito isso, procura entregar a garrafa ao agente de limpeza, informando o material contido nela, para que ele não seja despejado em aterro sanitário e, sim, em local adequado.

O palestrante alertou para o fato das empresas que fabricam esses materiais. Elas são obrigadas por lei a fazer a logística reversa, ou seja, oferecer aos clientes local de despejo adequado após o uso dos produtos. A má destinação é um grande problema e pode ser encontrado em vários ambientes das cidades, porém pode ser reduzido com uma boa divulgação dos locais disponíveis para despejo e construção de projetos voltados para ele, como ressaltou o estudante do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Diego Morais: “existem locais de destinação em João Pessoa, como o IFPB, no bairro de Jaguaribe”.

Ele ainda falou o quanto às colocações de Ronilson o incentivaram. “Sou aluno de Controle Ambiental e penso em desenvolver um projeto voltado para esse problema em conjunto com o Shopping Terceirão, pois é um local onde pode ser encontrado muito despejo inadequado”, afirmou. A palestra foi encerrada com a abertura de perguntas aos participantes da mesma.

Carolina Jurado (CPJ-UFPB)/Assessoria Expotec


 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Prefeitura quer criar aterro sanitário

PMCG deve apresentar o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos em abril; aterro é uma das principais necessidades.
 

 


Leonardo Silva
Em média 500 toneladas de lixo são transportadas até o aterro em Puxinanã, por dia
 
O Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGRS) de Campina Grande será apresentado à Câmara Municipal no dia 1º de abril e prevê a implantação do aterro sanitário da cidade e a construção de quatro unidades de coleta, separação e tratamento de lixo, que serão distribuídas por região – Norte, Sul, Leste, Oeste. O plano também prevê a instituição da coleta seletiva no município, já a partir do início de 2015. Ontem pela manhã, o secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Geraldo Nobre, apresentou os estudos que nortearão a elaboração do plano durante solenidade na sede do Instituto de Previdência do Servidor Municipal (Ipsem).

De acordo com o secretário Geraldo Nobre, o aterro sanitário é uma das principais necessidades traçadas pelo plano, mas só deve ser instalado a longo prazo. Segundo ele, o lixo de Campina continuará a ser encaminhado para o aterro de Puxinanã, no Agreste – que continua funcionando por força de liminar –, por tempo indeterminado.
 
“A construção do aterro requer um investimento da ordem de R$ 12 milhões e uma área de 100 hectares. Campina não tem estes recursos, teremos que buscá-los junto ao governo federal, mas somente após a elaboração de um projeto que precisa estar em consonância com as exigências de vários órgãos ambientais. Não é uma ação imediata, assim como o prognóstico não é conclusivo. A própria legislação preconiza que as prefeituras têm prazo de 20 anos para aplicação do plano, com revisão a cada 4 anos”, explicou.
 
Nobre acrescentou que a prefeitura gasta cerca de R$ 400 mil por mês para encaminhar o lixo coletado na cidade até o aterro de Puxinanã. Em média 500 toneladas são transportadas até o aterro, por dia, conforme o secretário.

“A coleta em Campina é feita em 25 roteiros, contamos com 14 caminhões coletores, 12 caminhões caçamba, duas retroescavadeiras, duas motos e duas pás mecânicas. Uma das coisas positivas que o diagnóstico traçou é que 95% do município está coberto pela coleta regular”, completou. O PGRS é elaborado de acordo com a Lei de Saneamento Básico 11.445/2007 e com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, com objetivo de melhorar a coleta, o transporte, o manejo e a disposição final dos resíduos sólidos.

CG CONTA COM 962 TERRENOS BALDIOS
O secretário Geraldo Nobre informou que Campina tem 962 terrenos baldios e eles representam um dos principais problemas na coleta de resíduos sólidos da cidade, porque viram grandes depósitos de lixo a céu aberto. Segundo ele, a prefeitura realiza limpeza periódica destes locais, mas o lixo volta a se acumular e representa um custo extra para a prefeitura.

“Metade do lixo que segue para Puxinanã é coletada nestes terrenos, que são particulares. A prefeitura irá notificar os proprietários para que eles cerquem os terrenos com muros e façam a limpeza periódica do local. Daremos prazo de 90 dias a partir da notificação, sob pena de multa que pode variar entre 1 e 100 unidades fiscais”, esclareceu.

Para facilitar a coleta nos bairros, o PGRS prevê a construção de quatro unidades de coleta e tratamento, que poderão gerar até 100 postos de trabalho, cada uma. Os galpões deverão ter investimento médio de R$ 500 mil.