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quinta-feira, 2 de março de 2017

Água de esgoto na transposição do São Francisco é tratada, diz comissão

02/03/2017 20h44 - Atualizado em 02/03/2017 20h45
Órgãos temiam que água da transposição fosse contaminada em Monteiro. 
Obras de preparação para recebe águas terminam na próxima semana.

Do G1 PB
 
MPF quer providências para esgoto identificado em canal da transposição do Rio Sãn Francisco, em Monteiro, na Paraíba (Foto: Divulgação/MPF)
Esgoto identificado em canal da transposição do Rio São Francisco,
em Monteiro (Foto: Divulgação/MPF)
Uma comissão formada por órgãos de controle e fiscalização do uso de água e destinação de esgoto da Paraíba realizou uma visita técnica nas áreas que vão receber as águas da transposição do Rio São Francisco. Uma das maiores preocupações dos órgãos era de que a água da transposição fosse contaminada pelo esgoto da cidade de Monteiro depois de chegar a Paraíba. O problema foi flagrado em inspeções anteriores.

Durante a visita, a comissão avaliou que não haverá risco de contaminação da água da transposição. “Essa água escorrendo é de esgoto tratado. Ela não representa um risco, mesmo porque vão entrar 9 mil litros de água por segundo [da transposição] e aqui não tem nem 200 litros por segundo [de esgoto tratado]”, disse o supervisor da Secretaria de Infraestrutura da Paraíba, Berange Arnaldo de Araújo.

Para evitar que o esgoto de algumas casas caiam no canal da transposição e na margem do Rio Paraíba, a Prefeitura de Monteiro está concluindo a construção de fossas em 70 casas próximas ao canal e rio. A previsão é de que tudo esteja pronto até a próxima semana. Depois de Monteiro, a água vai seguir por rios e reservatórios até a região da Mata paraibana, como o Rio Paraíba e os açudes de Poções, Camalaú, Boqueirão, Acauã, Araçagi e ainda deve seguir para um perímetro irrigado em Sapé.

As chuvas registradas na cidade de Monteiro nos últimos dias estão fazendo com que o leito do rio fique encharcado. Isso deve acelerar a chegada da água da transposição no açude de Boqueirão. “Com certeza isso vai acelerar. A natureza sempre fez chover em Monteiro e a água chegou a Boqueirão. Só que havia alguns obstáculos, inclusive o acumulo de areia em algumas partes dessa bacia deste leito do rio. Estamos procurando desobstruir todos os tipos de obstáculos no rio, para facilitar o processo”, disse João Fernandes, presidente da Aesa.
 
Além da ajuda da natureza, estão sendo realizadas obras para abrir canais nas barragens dos açudes de Poções e Camalaú. Com isso, não será necessário aguardar que os açudes sangrem para que a água consiga seguir pelo rio, até Boqueirão. A previsão é de que estas obras também sejam concluídas até a próxima semana.
 
Apesar da esperança de uma melhora no nível de água do açude de Boqueirão. A Cagepa ainda não definiu quando o racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades abastecidas por Boqueirão deve acabar. Depois que chegar em Monteiro, a água deve levar até 45 dias para chegar em Boqueirão, mas com as boas condições naturais e obras esse prazo pode diminuir para menos de 30 dias.
 
“O grande objetivo é saber a quantidade de água que vai chegar nos mananciais, principalmente em no açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), para que a partir daí gente possa planejar toda a distribuição da água em Campina Grande e todas as cidades abastecidas”, contou o gerente regional da Cagepa, Ronaldo Menezes.
 
A fiscalização foi feita por representantes da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Superintendência do Meio Ambiente (Sudema), Departamento de Estrada e Rodagens (DER), Secretaria de Recursos Hídricos e a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa).
  


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Evento em Campina Grande debate gestão de águas com Pnud e gestores

15/02/2017 07h53 - Atualizado em 15/02/2017 07h53

Seminário sobre gestão das águas vai acontecer no auditório da Fiep. 
Grupo norte-americano vai expor projeto hídrico que deu certo no país.

Do G1 PB


A Fiep nasceu na arrancada da indústria do algodão e tem participação ativa nos em todos os eventos que marcam o desenvolvimento do Nordeste (Foto: Ligia Coeli)
Seminário sobre Gestão de Águas ocorre nos dias 15 e 15 de fevereiro,
no auditório da Fiep (Foto: Ligia Coeli/Arquivo)

Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e um dirigente de projetos dos Estados Unidos participam de um seminário sobre gestão de recursos hídricos para prefeitos e secretários municipais de 160 cidades paraibanas. O evento começa nesta quarta-feira (15) no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíb a (Fiep), em Campina Grande, e segue até a quinta-feira (16). Durante o seminário vão ser apresentados modelos internacionais de gestão de águas que podem ser desenvolvidos na região.

Dois temas principais serão abordados no encontro e serão divididos em dois painéis. No primeiro dia será discutido a gestão das águas como fator de desenvolvimento sustentável, soluções e práticas. Já no segundo dia, serão debatidas novas perspectivas de desenvolvimento sustentável da Paraíba com a chegada da Transposição do Rio São Francisco.

Um grupo de estudiosos norte-americanos vão apresentar as instituições brasileiras o projeto Colorado-Big Thompson, uma das obras mais conhecidas de integração de bacias hidrográficas feita nos Estados Unidos. Atualmente as águas do projeto são usadas para agricultura, indústria e uso doméstico do país.

Também participam do encontro representantes do Fiep, Sebrae, Faepa, instituições bancárias, universidades, que apresentarão casos de sucesso de manejo eficiente das águas em áreas com histórico de estiagem.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MPF identifica esgoto em canal da transposição do São Francisco na PB

08/02/2017 18h44 - Atualizado em 09/02/2017 14h56

Prefeitura de Monteiro e a Funasa foram acionadas para tomar providências.
Segundo prefeitura, esgoto é clandestino e moradores serão notificados.

Do G1 PB

Canal da transposição, em Monteiro, está tomado por esgoto (Foto: Artur Lira/G1)
Canal da transposição do Rio São Francisco, em Monteiro,
está tomado por esgoto (Foto: Artur Lira/G1)

A prefeitura municipal de Monteiro, no Cariri paraibano, e a superintendência estadual da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) foram notificadas pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) para explicarem o motivo do esgoto da cidade está escoando para dentro do canal que vai receber a Tranposição das águas do Rio São Francisco. O documento foi encaminhado nesta quarta-feira (8).

O G1 esteve na Cidade de Monteiro, na sexta-feira (3), e flagrou o esgoto no canal, que ainda não recebeu água do Rio São Francisco. Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura de Monteiro, o esgoto é clandestino. A Funasa não atendeu as ligações do G1.
  
O MPF em Monteiro quer informações acerca das providências adotadas para conclusão do saneamento na cidade, tida como uma das obras complementares ao Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf).

Os gestores têm 10 dias para dar resposta ao Ministério Público Federal. O descumprimento da requisição poderá configurar, em tese, o crime de desobediência previsto no artigo 10 da Lei n. 7.347/85, cuja pena varia de um a três anos de reclusão, além de multa.

Esgoto clandestino
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Monteiro, uma inspeção já foi feita junto ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) e constatou que o esgoto que está entrando no canal é clandestino, de pessoas que não ligaram as tubulações de suas residências ao sistema da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), despejando direto no canal.

A prefeitura disse que já identificou cerca de 100 moradias com esta irregularidade e que o MPPB acionou os moradores para tomarem providências. Caso o contrário, os moradores serão acionados judicialmente.

Águas devem chegar em março
Falta menos de um mês para a chegada prevista da água da transposição do Rio São Francisco em Monteiro, o último segmento de canal da obra do Eixo Leste. Segundo o Ministério da Integração Nacional, de lá as águas seguem pelo Rio Paraíba, para as barragens de Poções, Camalaú e Boqueirão - este último tem previsão de receber o volume de água em abril.

MPF quer providências para esgoto identificado em canal da transposição do Rio Sãn Francisco, em Monteiro, na Paraíba (Foto: Divulgação/MPF)
MPF quer providências para esgoto identificado em canal da transposição
do Rio São Francisco, em Monteiro, na Paraíba (Foto: Divulgação/MPF)

Representantes do Pnud debatem gestão de águas em Campina Grande

09/02/2017 10h34 - Atualizado em 09/02/2017 10h34
Evento vai acontecer no auditório da Fiep, nos dias 15 e 16 de fevereiro. 
Grupo norte-americano vai expor projeto hídrico que deu certo no país.

Do G1 PB

A Fiep nasceu na arrancada da indústria do algodão e tem participação ativa nos em todos os eventos que marcam o desenvolvimento do Nordeste (Foto: Ligia Coeli)
Seminário sobre Gestão de Águas ocorre nos dias 15 e 15 de fevereiro,
no auditório da Fiep (Foto: Ligia Coeli/Arquivo)
Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e um dirigente de projetos dos Estados Unidos participam de um seminário sobre gestão de recursos hídricos para prefeitos e secretários municipais de 160 cidades paraibanas. O evento acontece nos dias 15 e 16 no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíb a (Fiep), em Campina Grande. Durante o seminário vão ser apresentados modelos internacionais de gestão de águas que podem ser desenvolvidos na região.
Dois temas principais serão abordados no encontro e serão divididos em dois painéis. No primeiro dia será discutido a gestão das águas como fator de desenvolvimento sustentável, soluções e práticas. Já no segundo dia, serão debatidas novas perspectivas de desenvolvimento sustentável da Paraíba com a chegada da Transposição do Rio São Francisco.

Um grupo de estudiosos norte-americanos vão apresentar as instituições brasileiras o projeto Colorado-Big Thompson, uma das obras mais conhecidas de integração de bacias hidrográficas feita nos Estados Unidos. Atualmente as águas do projeto são usadas para agricultura, indústria e uso doméstico do país.

Também participam do encontro representantes do Fiep, Sebrae, Faepa, instituições bancárias, universidades, que apresentarão casos de sucesso de manejo eficiente das águas em áreas com histórico de estiagem.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Cagepa flagra desvio de água de esgoto para suposta irrigação na PB

26/12/2016 20h10 - Atualizado em 26/12/2016 20h10

Flagrante aconteceu em tubulação de esgoto em Campina Grande.
Cagepa viu água indo para barreiro e suspeita de irrigação com esgoto.

Canos que desviavam esgoto para barreiro foram apreendidos (Foto: Ronaldo Menezes/Cagepa)
Canos que desviavam esgoto para barreiro foram apreendidos
(Foto: Ronaldo Menezes/Cagepa)

Uma fiscalização do Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) flagrou o furto esgoto para uma propriedade privada em Campina Grande, no Agreste paraibano. A água poluída estaria sendo encaminhada um pequeno reservatório e há suspeita de que ela esteja sendo usada para irrigar capim e vegetais. A Cagepa acionou a Polícia Militar, mas não foi autorizada a entrar na propriedade para confirmar onde a água era usada. Os canos que desviavam o esgoto foram apreendidos.
Segundo o gerente regional da Cagepa, Ronaldo Menezes, o flagrante ocorreu nesta segunda-feira (26). Segundo ele, há alguns meses a companhia percebeu uma redução na chegada de esgoto na estação de tratamento de Campina Grande, que fica no Sítio Caiçara.

“Todo o esgoto de Campina Grande vai para a antiga estação de tratamento que fica no Bairro Catingueira. De lá ele é bombeado para a nova estação no sítio Caiçara, que fica a cerca de 8 km. Nesta segunda-feira, nós começamos uma fiscalização e percebemos que havia o desvio do esgoto para dentro de uma propriedade, neste trecho entre as duas estações. Foi possível ver os canos levando a água poluída para um barreiro”, explicou o gerente.

Os canos foram encontrados nas saídas de ar da tubulação e, segundo o gerente, ainda foi possível ver que existem animais sendo criados na propriedade. A vegetação verde levantou a suspeita do uso do esgoto para irrigação, o que vai ser apurado.

Esgoto era desviado da saídas de ar da tubulação da Cagepa (Foto: Ronaldo Menezes/Cagepa)
Esgoto era desviado da saídas de ar da tubulação
da Cagepa (Foto: Ronaldo Menezes/Cagepa)
“Como se trata de uma propriedade privada, a gente não pôde entrar, pois é necessário autorização judicial. Mas, percebemos que havia gado no local e capim. Então foi levantada uma suspeita de que a água pode estar sendo usada para irrigar”, frisou Ronaldo Menezes.

De acordo com a Cagepa, o que mais preocupa a companhia é o uso da água poluída. “A Cagepa destina todo o esgoto para a Estação de Caiçara, que passa por um tratamento e depois é destinada ao meio ambiente sem  causar nenhum dano à natureza. Entretanto, a água que está sendo desviada é de esgoto bruto”, disse o gerente.

A Cagepa acionou a Polícia Militar para acompanhar a fiscalização no perímetro da tubulação de esgoto e também procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência. Ainda segundo Ronaldo Menezes, a Cagepa vai enviar um relatório da fiscalização para o Ministério Público da Paraíba (MPPB).



segunda-feira, 22 de junho de 2015

ANA diz que transposição será solução para NE, mas alerta para profunda crise de abastecimento

21 de junho de 2015

ANA diz que transposição será solução para NE, mas alerta para profunda crise de abastecimento Apontada como a redenção do Nordeste e que quando estiver pronta vai beneficiar mais de 12 milhões de nordestinos nos estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Nordeste, a transposição do Rio São Francisco depende de situações hidrológicas favoráveis em Sobradinho. No entanto, mesmo precisando ser revitalizado, o rio tem condições de garantir o abastecimento da região e matar a sede de milhões de nordestinos.

 
A garantia foi dada pelo presidente da Agência Nacional Águas (ANA), Vicente Andreu. Em entrevista publicada no Correio Brasiliense e reproduzida no PBAgora, ele deixou claro, que a transposição será a solução definitiva para a crise de abastecimento de água no Nordeste.

O presidente da ANA no entanto fez uma alerta. A crise de abastecimento de água veio para ficar, e o País segundo ele precisa se preparar para uma crise hídrica de médio e de longo prazos, com componentes muito complexos”.
 
Segundo ele, 2015 será pior que os anos anteriores. Os brasileiros segundo ele, precisam estar preparados para atravessar um deserto no ano que vem.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista, concedida em Petrolina (PE), às margens do rio São Francisco.

Haverá água para a transposição do São Francisco? 
A quantidade de água a ser utilizada na transposição é de 26m³ por segundo, na primeira fase. A vazão de Sobradinho, no pior momento, será de 900m³ por segundo. Os canais da transposição estão projetados para receberem até 127m³ por segundo. Mas, para operar em mais de 26m³, a transposição precisa de situações hidrológicas favoráveis em Sobradinho. Hoje elas não estão dadas. Portanto, se a transposição começasse a funcionar hoje, a resposta é sim, há água.
 
O ano de 2015 vai ser pior ou melhor que o de 2014?
Aqui na Bacia do São Francisco, a minha opinião é que vai piorar. Porque não houve recarga nos principais reservatórios do Semiárido. Não acumulou água. A perspectiva para o próximo período é de maior gravidade em relação a 2014. Vai exigir que não se diminua nenhuma das medidas que estão sendo tomadas. E é preciso considerar outras medidas ainda mais restritivas. Não se pode contar com uma volta à normalidade que ninguém sabe se virá. O presidente da Sabesp (Jerson Kelman) disse que nosso desafio era atravessar o deserto de 2015. Se soubéssemos que o deserto acaba, seria fácil. E se não acabar? Temos que ter a responsabilidade de dar para as pessoas a dimensão da crise, em lugar de passar um nível de segurança que, na minha opinião, não existe. Essa é uma mensagem desmobilizadora.

A crise veio para ficar?
Precisamos nos preparar para uma crise hídrica de médio e de longo prazos, com componentes muito complexos. Crises de escassez de água vão ocorrer com muito mais frequência, infelizmente. A irregularidade das chuvas veio para ficar. É muito provável que tenhamos que enfrentar períodos de seca mais frequentes. Chove num lugar e não chove noutro. A água no planeta é sempre a mesma. Na Amazônia, há uma sucessão de secas e enchentes. Salvador esteve debaixo d’água, enquanto a 100km dali há escassez. O ciclo hidrológico está alterado e isso potencializa as fragilidades que já existiam. Precisamos mudar nossos padrões de consumo. Fala-se muito no consumo da agricultura, mas 85% da população brasileira mora em cidades, o Brasil é urbano. E os padrões de consumo nas cidades são muito elevados se comparados com os indicadores internacionais. Em São Paulo, hoje, no meio da pior seca já registrada na cidade, cada habitante gasta, em média, 220 litros de água por dia. Isso precisa mudar.

Redação com Correio


 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vistoria flagra desvios de água em açude no Sertão da Paraíba

18/02/2015 18h55 - Atualizado em 18/02/2015 18h55
 
Fiscalização aconteceu no açude de São Gonçalo, em Sousa.
Pelo menos cinco desvios foram retirados.
 
Do G1 PB




Pelo menos cinco desvios de água foram flagrados e retirados após fiscalização realizada no açude de São Gonçalo, em Sousa, Sertão paraibano, na terça-feira (17). A ação foi feita pela Polícia Militar, em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). Até esta quarta-feira (18), não houve prisões.

O reservatório está atualmente com cerca de 9% de sua capacidade, sendo considerado sob situação de observação, de acordo com monitoramento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).
 
A Justiça Federal determinou a realização das fiscalizações para a retirada de bombas que puxam água do açude, devido à seca na região. As vistorias regulares devem evitar que motores elétricos levem água para irrigação ou reservatórios ilegalmente.

Segundo o comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, major Rômulo Ferreira de Araújo, a principal atribuição das equipes de fiscalização é coibir uso dos motores elétricos que são frequentemente instalados às margens do reservatório. O comandante pede ainda que os cidadãos das localidades abastecidas pelo açude de São Gonçalo economizem água e evitem o desperdício.


 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Onze açudes da PB estão secos e outros 24 em estado crítico, diz Aesa

07/02/2015 09h00 - Atualizado em 07/02/2015 09h00 

Relatório apontou que 74 de 121 açudes estão com menos 20% do volume.
Gerente da Aesa explica que não existe possibilidade de fazer análise geral.
 
Do G1 PB
 
Nem os maiores açudes, como o da Gamela, têm resistido à seca deste ano (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Mais da metade dos açudes monitorados estão
em situação crítica (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Onze açudes paraibanos estão secos e outros 24 estão abaixo de 5% da sua capacidade. Conforme relatório de monitoramento da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), atualizado na quinta-feira (5), um total de 35 reservatórios paraibanos estão em estado crítico e outros 39 estão em sob observação, totalizando 74 reservatórios com menos de 20% da capacidade.
 
O gerente de monitoramento dos reservatórios da Aesa, Alexandre Magno, comentou que a situação não pode ser analisada sob uma perspectiva geral, mas caso a caso. “Alguns reservatórios são construídos com prazo de validade, para durarem cerca de um ano, dois anos. Outros de fato podem estar em uma situação crítica por conta da falta de recarga. Por isso não podemos afirmar que a Paraíba passa por um problema com seus reservatórios”, comentou.

A maior parte dos açudes que secaram fica na Região da Borborema da Paraíba. Ao todo, sete reservatórios que entraram em colapso estão na região. Outros três ficam no Sertão da Paraíba e um no Agreste. O levantamento mostra que as chuvas caídas entre a quarta-feira e quinta-feira em 54 cidades da Paraíba não foram suficientes para recarregar os reservatórios. Segundo os dados divulgados pela agência de meteorologia, os maiores índices foram registrados em São José dos Cordeiros, no Cariri paraibano, onde choveu 156,1 mm; e no distrito de São Gonçalo, onde fica o açude localizado no município de Sousa, no Sertão. A área recebeu chuva de 108,9 mm.
 
Os açudes que chegaram a 0% do volume por ordem alfabética são: Algodão, na cidade de Algodão de Jandaíra, no Agreste; Bichinho, em Barra de São Miguel, na Borborema; Bom Jesus, em Carrapateira, no Sertão; Caraibeiras, em Picuí, na Borborema; Lagoa do Meio, em Taperoá, na Região da Borborema; Paraíso, na Cidade de São Francisco, no Sertão; Santa Luzia, na Cidade de Santa Luzia, na Borborema; Serrote, em Monteiro, também na região da Borborema; São José IV, em São José do Sabugi, na Borborema; Taperoá II, em Taperoá, na Borborema Paraibana; e por fim, o açude Novo II, na Cidade de Tavares, no Sertão.

Ainda de acordo com Alexandre Magno, a maior parte dos açudes com volume abaixo de 20% não recebe uma recarga considerável há pelo menos dois anos. “Estamos entrando no nosso período chuvoso agora, em fevereiro. Então é normal que alguns deles estejam abaixo, até porque a demanda aumenta gradativamente com o tempo. Vamos aguardar o período chuvoso e então avaliar a situação”, concluiu o gerente da Aesa.

 Fonte


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Açude de Boqueirão começa a receber água

Publicada em 05/02/2015
Açude de Boqueirão começa a receber água Os moradores de 19 municípios paraibanos já podem comemorar. O açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) já começou a receber água proveniente dos Rios Taperoá e Paraíba, que estão registrando desde ontem à noite fortes enchentes. O açude está em situação crítica e encontra-se com apenas 21,4% de sua capacidade.

O reservatório gerenciado pela Agência Nacional das Águas (ANA), em parceria com a Aesa e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), comporta 411 milhões de metros cúbicos e está com pouco mais de 88 milhões de metros acumulados.

Choveu em vários municípios do Cariri e na cidade de São José dos Cordeiros ocorreu a maior precipitação:152 milímetros. Já em Taperoá, choveu 138,5 milímetros. Segundo a Aesa, a precipitação ocorreu entre a tarde de quarta-feira (4) e a manhã desta quinta-feira (5), sendo a maior dos últimos 21 anos na cidade.

Segundo dados da Aesa, desde ontem choveu em 57 éreas monitoradas. Conforme os meteorologistas, a previsão é de que mais chuvas isoladas ocorram durante a tarde e noite em cidades do Cariri, Sertão e Alto Sertão.

Fonte



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

População desconhece a 'Lei do Desperdício'

 
 
Legislação está em vigor desde 2008 e multa quem fizer mau uso da água em Campina Grande.
Leonardo Silva Leonardo Silva
Uso incorreto da água para realizar atividades domésticas pode trazer graves prejuízos para a comunidade

Lavar calçadas, interior de imóveis, fachadas e veículos utilizando mangueiras, além de ser uma atitude inaceitável em tempos de racionamento, ainda pode valer uma multa para quem for flagrado praticando esses atos. Em Campina Grande, está em vigor desde dezembro de 2008 uma lei que penaliza o desperdício de água por parte dos cidadãos. A regulação aponta para que quem for pego praticando tal medida seja obrigado a pagar uma multa no valor de meio salário-mínimo, o que hoje corresponde à quantia de R$ 362,00.

Apesar de estar em vigor há 6 anos, a lei de número 4.720, de autoria do vereador Olimpio Oliveira, não é conhecida da maioria da população, que desde o início desse mês precisou mudar de hábito por conta da implantação do racionamento de água das 17h dos sábados até as 5h das segundas-feiras.
Segundo o legislador, a sua intenção na época já era inserir o serviço público na fiscalização desses atos, para evitar que a manutenção do desperdício agravasse a situação hídrica de Campina Grande que é a maior cidade abastecida pelo açude de Boqueirão.

"A fiscalização fica por conta da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente para autuar quem jogar água fora. Nós entendemos que é difícil flagrar para imitir a multa, mas com as denúncias de vizinhos que também se preocupam com a utilização correta da água, podemos diminuir o desperdício”, disse o vereador Olimpio.

PREJUÍZOS PARA A COMUNIDADE
O uso incorreto da água para realizar atividades domésticas pode trazer graves prejuízos para a comunidade. Segundo alerta o diretor-regional da Cagepa Borborema, Simão Almeida Barbosa, o uso de 30 minutos contínuos de uma mangueira de jardim pode levar ao consumo de até 600 litros de água, número muito próximo para quem lava o carro também utilizando esse expediente.

Nesse caso, podem ser utilizados até 560 litros para deixar o veículo limpo, quantidade que poderia ser reduzida para no máximo 40 litros caso fossem utilizados baldes.

“Quem utiliza mangueira para lavar calçadas, carros e garagens por exemplo, pode elevar o gasto da água em até quatro ou cinco vezes. A quantidade de água que é desperdiçada é muito grande pelo uso corrente dela, por isso sugerimos que as pessoas usem baldes para reduzir o consumo quando for realizar essas práticas”, disse o diretor-regional da Cagepa que também é fiscalizada pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Campina Grande no que diz respeito aos vazamentos que são detectados pelas equipes de fiscalização da prefeitura.

Segundo Lisandro Navarro de Lima, diretor de fiscalização de Meio Ambiente da PMCG, quando o desperdício de água é oriundo de um vazamento de responsabilidade da Cagepa, a empresa é comunicada e tem até 24h para solucionar o problema, também com a possibilidade de receber uma autuação.
 
 
 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Vereador quer punir com multa quem desperdiçar água em João Pessoa

 

Da Redação, com assessoria

Vereador quer punir com multa quem desperdiçar água em João Pessoa  O vereador Fuba (PT) defendeu da tribuna da Câmara Municipal a punição de até meio salário mínimo por dia, o desperdício  de água em João Pessoa.
 
De acordo com a proposta do petista, a primeira prerrogativa, constitui-se desperdício de água o consumo desnecessário ou a negligência no seu aproveitamento, que poderá ser especificado como lavar a calçada, fachada ou interior de imóvel, ou veículo, utilizando-se de mangueiras comuns; manter torneira desnecessariamente aberta e negligenciar sobre vazamento em tubulação hidráulica.
 
A prerrogativa estabelece que o desperdício de água configure infração para a qual fica estabelecida a multa diária de meio salário mínimo vigente, que será aplicada em dobro, no caso de reincidência.
 
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) fica autorizada para fiscalização e autuação dos infratores. A lei excluirá a lavação de veículos em lava jatos, porém esses estabelecimentos deverão possuir sistema visando à redução do consumo de água ou sua reutilização.


 

sábado, 7 de junho de 2014

Cresce número de famílias sem água

Número de famílias sem água encanada nas residências paraibanas saltou de 210.785, em fevereiro de 2013, para 232.045, em abril deste ano.







Rizemberg Felipe
Dona de casa Fátima Batista, 36 anos, faz parte do grupo de famílias que não dispõem de abastecimento de água
Há um ano, o governo do Estado anunciou investimento de mais de R$ 250 milhões para a construção da 3ª etapa do canal Acauã-Araçagi (Vertentes Litorâneas). A obra visa a beneficiar com o abastecimento de água quase 600 mil pessoas em 38 municípios paraibanos, mas só deve ser concluída em dezembro de 2015, segundo informações do secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, João Azevedo.

Nesse intervalo, o número de famílias sem água encanada nas residências paraibanas saltou de 210.785, em fevereiro de 2013, para 232.045, em abril deste ano. O aumento foi de 10% de famílias nesta situação, conforme dados do Sistema de Informação de Atenção Básica (Siab) do Ministério da Saúde.
 
Apesar de também ter acontecido a ampliação do serviço de abastecimento de água no Estado, os dados do Siab revelam que em todo o Estado, em 2013, existiam 871.767 famílias cadastradas nas áreas de abrangência dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família (ACS/PSF), que através das visitas domiciliares às famílias, identificam a situação de saneamento e moradia. Dessa soma, apenas 660.982 (75,8% do total) contavam com o serviço. Atualmente, das 895.784 famílias cadastradas, somente 680.291 têm água encanada, o que corresponde a 75,9% do total. Isso quer dizer que a ampliação do serviço só alcançou 0,1% dos domicílios.
 
O problema é potencializado quando comparado o número de famílias descobertas pelo abastecimento de água (232.045) nos municípios paraibanos. É como se toda a população de Patos - que tem 100.695 habitantes, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somados aos habitantes de Sousa (65.807), Cajazeiras (60.612) e Emas (3.439) não tivessem água encanada em casa.
No bairro Padre Zé, em João Pessoa, por exemplo, a dona de casa Fátima Batista, 36 anos, faz parte do grupo de famílias que não dispõem de abastecimento de água. Ela precisa buscar água na casa de amigos com o auxílio de um balde para poder dar conta dos afazeres domésticos. “Não tem água encanada em casa. O jeito é contar com a solidariedade dos amigos que me deixam pegar alguns baldes com água, todos os dias, senão, não teria como fazer comida, dar banho nos meus filhos e lavar roupa”, afirmou.
 
A ordem de serviço para a construção da 3ª etapa do canal das Vertentes foi assinada na manhã do dia 17 de junho do ano passado, durante visita do ministro da Integração, Fernando Bezerra. Na ocasião, também foi assinado o Termo de Compromisso para a elaboração do projeto de construção do sistema adutor da Borborema, que prometia levar as águas da transposição até o Curimataú. À época, as informações foram divulgadas na matéria sobre a falta de água encanada nos lares de famílias paraibanas, publicada no JORNAL DA PARAÍBA na edição do dia 18 de junho de 2013.
 
INVESTIMENTOS
O secretário de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, informou que o sistema adutor da Borborema já foi autorizado e a ordem de serviço para a obra será assinada na próxima segunda-feira.

Informou ainda que estão em andamento as adutoras de Boqueirão, Natuba. Aroeiras, Pocinhos, Camalau e Camará, ao todo são 730 km de adutoras.

 
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tribunal de Contas cobra plano de segurança para mananciais da PB


04/06/2014 16h55 - Atualizado em 04/06/2014 16h55 

Determinação da corte foi decorrente de uma auditoria operacional.
TCE apontou uma série de problemas nos reservatórios do estado.
 
Do G1 PB

Em sessão nesta quarta-feira (4), o Tribunal de Contas da Paraíba determinou que a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia elabore planos de segurança para os reservatórios paraibanos. A decisão da corte foi decorrente de uma auditoria operacional realizada em barragens que integram o sistema  de abastecimento do estado.

De acordo com o voto do conselheiro Fernando Catão, relator do caso, o plano deve ser feito em articulação com a Agência Nacional das Águas (ANA) e o Departamento Nacional de Obras Contra Seca (DNOCS).
Catão enumerou problemas nos reservatórios como despejo de esgotos sanitários, assoreamento de bacias em decorrência da escassa vegetação e  ainda a contaminação de água por largo uso de agrotóxicos no entorno das represas. Ele também reclamou da falta de informações sobre as outorgas concedidas a terceiros para o uso das águas.

O G1 procurou a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência Tecnologia, mas até a publicação dessa notícia não havia recebido o retorno do secretário.

O TCE também recomendou ao governador Ricardo Coutinho (PSB) a regularização fundiária das áreas em volta dos mananciais. E ainda que repasse os recursos financeiros e técnicos para fiscalização e proteção das áreas. O órgão também solicitou o estabelecimento de planos de cargos e carreiras da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e da Sudema, “inclusive com a realização de concursos públicos”, segundo o voto do relator.

Também com base no voto do conselheiro Fernando Catão, o TCE emitiu alertas a 94 prefeitos a fim de que promovam a transferência de moradias localizadas, irregularmente, em volta dos reservatórios, que são áreas de preservação permanente.
 
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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vazamentos deixam três bairros de João Pessoa sem água

22/05/2014 11h36 - Atualizado em 22/05/2014 11h36

Equipes de manutenção da Cagepa foram ao local fazer o conserto.
Casos aconteceram na Torre e em Tambauzinho.
 
Do G1 PB
 
Vazamento de água deixou bairros de Tambauzinho e Expedicionários sem água em João Pessoa. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Vazamento de água deixou bairros de Tambauzinho e Expedicionários sem
água em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um vazamento de água na Rua Professor Álvaro de Carvalho prejudicou o abastecimento dos bairros Tambauzinho e Expedicionários nesta quinta-feira (22). O vazamento é num ponto da rede que fica em frente à Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa. Segundo o policial Fernando Soares, o problema durou aproximadamente 4 horas, teria começado por volta das 5h e uma equipe da Cagepa chegou por volta das 9h.
A assessoria de imprensa da Cagepa informou que para fazer o conserto do vazamento precisou fechar a rede e que por isso os bairros de Tambauzinho e Expedicionários ficaram sem água. Mas a previsão de normalização no abastecimento é ao meio-dia desta quinta.

O órgão não tem uma estimativa da quantidade de água desperdiçada, mas explicou que a rede de distribuição, onde o vazamento aconteceu, é de médio porte, com canos de 150 mm.

Ainda segundo a Cagepa, outro caso semelhante aconteceu também na manhã de hoje na Avenida Rui Barbosa, no bairro da Torre, numa rede de mesma estrutura. Uma equipe de manutenção já foi enviada ao local e a previsão de normalização do abastecimento também é por volta do meio-dia.
 
 
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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Moradores reclamam do desperdício de água

Além do desperdício, a água inunda a calçada nas residências localizadas nos pontos mais baixos e pode ser risco de acidentes.


 


Francisco França
Em um percurso de aproximadamente 400 metros, há três vazamentos no sistema de tubulação de água
O fluxo de água corrente ao longo de um trecho da avenida Presidente Félix Antônio, principal via de acesso à rua do Rio, no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, indica o desperdício de água potável e o descaso na infraestrutura no local. Em um dos pontos da via, em um percurso de aproximadamente 400 metros, há três vazamentos no sistema de tubulação de água. Segundo os moradores, o problema foi identificado há mais de uma semana.

 
Além do desperdício, a água que jorra das tubulações expostas inunda a calçada nas residências localizadas nos pontos mais baixos e pode ser risco de acidentes.
 
A casa de Elvis Santos é uma das mais prejudicadas com o vazamento de água. Segundo ele, há mais de 15 dias a tubulação que passa em frente ao imóvel estourou e o acúmulo de água formou uma cratera, comprometendo a estrutura do muro. “Esse buraco aí já está com mais de um metro. Meu sobrinho caiu na semana passada e quase acontece uma tragédia. Esse buraco se formou porque a Cagepa tinha consertado esse vazamento no começo do ano, mas não tinha tapado. Por isso o cano estourou novamente”, reclamou o morador.

A cerca de 70 metros a frente da casa de Elvis, há outro cano estourado, próximo a um ponto de ônibus. Com a água escorrendo no meio da rua, a pista fica escorregadia e representa perigo para pedestres e motociclistas. Morando a poucos metros desse trecho, a dona de casa Maria José Pereira conta que na semana passada o vizinho dela sofreu uma queda de moto ao trafegar na avenida.

“É um perigo essa água correndo direto aí na rua. O menino caiu da moto depois que derrapou na água. Como ele, outras pessoas quase se prejudicam”, alertou.

Em outro trecho da avenida principal da rua do Rio, a costureira Maria de Fátima dos Santos denuncia que o cano estourado em frente a uma revendedora de planos de saúde jorra água limpa desde o último sábado. Segundo ela, os moradores já ligaram para a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para relatar o problema. No entanto, os vazamentos ainda não foram consertados.

“A Cagepa fala tanto em não desperdiçar água, só que eles mesmos estão fazendo isso. Esse cano está desse jeito desde sábado. Muita gente já ligou para reclamar e pedir para eles consertarem. Mas continua do mesmo jeito. É uma tristeza ver tanta água jogada fora”, lamentou a costureira.

A assessoria de comunicação da Cagepa informou que uma equipe de manutenção da empresa visitará ainda hoje a avenida Presidente Félix Antônio para verificar o caso.

Ainda segundo a assessoria, no último sábado foi consertado um outro vazamento que havia no local.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Dilma vistoria nesta terça trechos da transposição do São Francisco

13/05/2014 05h47 - Atualizado em 13/05/2014 09h20 

Presidente visitará trechos em cidades da Paraíba, Ceará e Pernambuco.
Custo previsto da obra é de R$ 8,2 bi e estimativa é que termine em 2015.
 
Juliana Braga e Filipe Matoso Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff faz nesta terça-feira (13) visita de vistoria a trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará. A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

Dilma fará a vistoria nesta terça às obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB) – segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano. Em seguida, a presidente irá visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.

A construção começou em 2007. O projeto de integração do São Francisco tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).
A transposição do São Francisco é, atualmente, dividida em dois eixos: Norte e Leste. O Eixo Norte, de acordo com o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado em fevereiro deste ano, está 50% concluído e o Eixo Leste, 52%, segundo o governo. Além dos eixos, há obras dos chamados subsistemas, responsáveis por levar água dos eixos centrais a estações de tratamento.

Críticas
Ambientalistas e organizações sociais são contrários ao projeto de infraestrutura, com a alegação de que a transposição causaria danos graves ao meio ambiente e a populações mais pobres do sertão nordestino.

O Comitê da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, que tem representantes de todos os estados em que passa o curso d’água, divulgou parecer afirmando que a revitalização do rio em áreas urbanizadas deveria ser prioridade antes da transposição. Segundo o comitê, as margens do São Francisco sofrem com a erosão e isso acarretaria no aumento da quantidade de terra no leito e redução do volume de água, oferecendo risco à navegação e impacto às espécies aquáticas.

Ambientalistas sugerem a necessidade de reduzir o despejo de esgoto não tratado no rio. Caso isso não fosse feito, a transposição levaria para açudes água poluída e não potável.

Para os críticos, as obras estariam impactando negativamente a Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais, e não beneficiaria populações ribeirinhas e indígenas que vivem nessas regiões, já que, segundo as ONGs, o projeto contemplaria principalmente grandes produtores rurais e o setor industrial.
 
TCU apura sobrepreço no Eixo Norte
obras da transposição do sao francisco no CE em janeiro (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Trecho das obras do São Francisco no Ceará,
em imagem de janeiro deste ano
(Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
O Tribunal de Contas da União (TCU) apura contratos assinados entre o governo e empresas responsáveis pelo fornecimento de bombas e construção de sistemas de bombeamento referentes ao Eixo Norte da obra – orçados em R$ 14,4 milhões.

A Secretaria de Fiscalização de Obras Portuárias, Hídricas e Ferroviárias, unidade técnica responsável por acompanhar todos os processos relativos às obras de integração do São Francisco, informou nesta segunda-feira (12) que, desses R$ 14,4 milhões, R$ 8,7 milhões são referentes a indícios de sobrepreço praticado contra a União e R$ 5,7 milhões, a serviços previstos considerados desnecessários ou repetidos.

Segundo o órgão, a União e as empresas já apresentaram explicações, que deverão ser analisadas pelo tribunal. Esses contratos são referentes ao Lote 8, licitação aberta em 2011.

O processo analisou, ao todo, R$ 16,7 milhões, mas R$ 2,3 milhões já retornaram aos cofres públicos.

Ainda segundo o TCU, desde 2005, quando o primeiro processo de fiscalização foi aberto para apurar indícios de irregularidade nas obras, foram encontrados R$ 776,2 milhões em indícios de sobrepreço e serviços desnecessários ou repetidos. No período, foram abertos 20 processos.

O TCU aponta que nos 20 processos foram encontrados projetos básicos deficientes, sobrepreço, deficiência de fiscalização e supervisão e atrasos nas obras.

O tribunal diz em relatório, no entanto, que "benefícios" foram obtidos ao longo desses nove anos, como a descentralização da estrutura de fiscalização, abertura de procedimentos para apurar pagamentos indevidos e realização de ações para melhorar a gestão de contratos.


 

sábado, 29 de março de 2014

Nordeste registra pior seca em 50 anos

Com a produção reduzida a 55.256 toneladas e o rebanho bovino mais afetado do Brasil, Paraíba soma os prejuízos da estiagem. 
 

  

Francisco França
Açudes Coremas Mãe D'Água e Boqueirão estão com mais ou menos 30% de sua capacidade, diz Fetag
Apesar das chuvas das últimas semanas, o Nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos. Segundo o relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), os prejuízos chegam a US$ 8 bilhões de dólares (R$ 18,5 bilhões). 

A situação caótica fez o Brasil entrar no mapa mundial de eventos climáticos extremos de 2013. Parte destas perdas são refletidas na Paraíba, que produziu apenas 55.256 toneladas de grãos em 2013, quando a safra normal seria de 300 mil toneladas.
 
O rebanho paraibano apresentou a maior baixa do país no efetivo bovino (28,6%) entre os anos de 2012 e 2011, passando de 1,354 milhão de cabeças para 967,067 mil. No mesmo período, a Paraíba também obteve redução na produção de caprinos (-18,6%) e ovinos (-16,30%). O Nordeste também registrou a maior queda (-4,5%) entre as regiões brasileiras.
 
Para se ter ideia do valor, o prejuízo na região Nordeste equivale a mais de duas vezes o orçamento total do Estado de Alagoas para o ano de 2014, que foi fixado em R$ 8,3 bilhões.
 
O presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag), Liberalino Ferreira, afirmou que a situação no semiárido é preocupante, e as perdas do rebanho bovino atualmente chegam a 60%.
 
Os animais que restam estão abaixo do peso de abate. “Há 15 dias estava levando cana-de-açúcar e a casca do abacaxi para passar na forrageira e alimentar os animais. Quem não pode fazer isso perde o pouco que tem. Vivemos, em 2012 e 2013 as piores secas que eu presenciei”, destacou Liberalino Ferreira.
 
O presidente da Fetag contou que visitou este ano 180 municípios paraibanos e o que viu foi os maiores mananciais do Estado secos.
 
“Os açudes Coremas Mãe D'Água e Boqueirão estão com mais ou menos 30% de sua capacidade. As chuvas que caíram este mês, chamadas de veranico, estimularam os agricultores a plantar, mas há oito dias que não chove e se continuar assim eles podem perder suas lavouras”, destacou.
 
Segundo Liberalino Ferreira, os grãos que o governo federal prometeu aos nordestinos ainda não chegaram à Paraíba. Mas o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que várias ações estão sendo implementadas para minimizar a situação do sertanejo.
 
Entre elas estão a Venda Balcão de milho disponibilizada aos produtores situados na região amparada pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) até 30 de junho. Ao todo, serão disponibilizados pelo programa até 490 mil toneladas de milho, com limite de aquisição por beneficiário de até 3 toneladas ao mês e preço de venda de R$ 18,12 por saca de 60 kg.
 
ESTIAGEM É A PIOR OCORRÊNCIA DO BRASIL
O mapa virtual elaborado com as piores ocorrências no planeta, aponta que a seca é o único evento extremo no Brasil. Por conta da estiagem, mais de 1.400 municípios decretaram emergência pela falta de água e precisaram ser abastecidas por carros-pipa.
 
Segundo a pesquisa "Produção da Pecuária Municipal", do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a região perdeu 4 milhões de animais em 2012. As chuvas de verão, porém, amenizaram a situação da seca este ano.
 
"Pelo segundo ano consecutivo, a região Nordeste do Brasil experimentou seca severa. A seca deste ano é considerada a pior dos últimos 50 anos. O Planalto brasileiro, região central da América do Sul, experimentou seu maior déficit de chuvas desde que os registros começaram, em 1979", diz o estudo.
 
A OMM cita que o governo precisou intervir com a distribuição de água e comida a sertanejos afetados. "O governo forneceu ajuda alimentar à população afetada em cinco dos nove Estados do Nordeste. Fontes de energia hidrelétrica foram ameaçadas, como barragens no Nordeste que encerraram dezembro de 2012 com apenas 32% da capacidade, abaixo dos 34% considerado suficiente para garantir o abastecimento de energia elétrica", aponta o relatório.

Dificuldade para ter acesso a água

Principal dificuldade no abastecimento dessas famílias é a 'segunda água', que corresponde à quantidade destinada para a plantação. 


  

Um estudo preliminar feito pela Articulação do Semiárido Paraibano (ASA-PB) apontou que cerca de 30 mil famílias que vivem entre os 160 municípios que fazem parte da região ainda encontram dificuldades para ter acesso à água de qualidade. O dado foi apresentado durante a manhã de ontem na mobilização pelo acesso à água, que reuniu centenas de agricultores em Campina Grande, para cobrar mais investimentos em ações de convívio com a seca no Estado.
 
A principal dificuldade no abastecimento dessas famílias, segundo os especialistas apontaram, é a chamada 'segunda água', que corresponde à quantidade do recurso destinada para a plantação de hortaliças e grãos, além da alimentação dos animais.
 
Como explicou Marcelo Galassi, coordenador executivo da ASA-PB, essas 30 mil famílias que passam o ano inteiro com acesso restrito a esse tipo de água acabam encontrando mais dificuldade para desenvolver suas atividades, já que a 'primeira água', a usada para consumo humano, acaba sendo utilizada para outros fins.
 
“Temos 160 municípios nessa região do Semiárido, e no último ano atingimos a marca de 60 mil cisternas de placas construídas, que levam água para mais de 300 mil famílias.
 
Mesmo assim, essas 30 mil famílias, que somam mais de 150 mil pessoas, ainda não têm acesso universal à água pelas dificuldades próprias do nosso Estado. Faltam recursos, alcance maior de programas de cisternas para que essas pessoas possam em uma época do ano utilizar a água dos barreiros e na outra a que fica armazenada nas cisternas de placas”, explicou Marcelo.
 
O secretário de Agricultura do Estado, Agamenon Vieira, disse que está em contato com a Secretaria de Infraestrutura para que sejam acelerados os projetos voltados à construção de cisternas do tipo calçadão e de placas na região do Semiárido. Segundo ele, que está há pouco mais de 30 dias na pasta, o Estado irá passar a desenvolver ações ao lado das organizações dos agricultores para que o convívio com a seca seja minimizado.
 
“Estamos começando um trabalho. Tomei conhecimento dos projetos das cisternas subterrâneas, calçadão e de placas e vamos levá-las para onde existem essas dificuldades”, destacou o secretário.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Túnel que trará água à PB fica pronto em 2015

Obras em Monteiro fazem parte do Eixo Leste da transposição e, segundo o ministro, devem ser concluídas no final do próximo ano.
 

 


Adalberto Marques
Segundo Francisco Teixeira, a Paraíba vai ser beneficiada pelos eixos Leste, no Cariri do Estado, e Norte, no Sertão
O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, visitou ontem as obras da tranposição das águas do rio São Francisco na cidade de Monteiro, Cariri paraibano, e disse que praticamente 100% do Estado será beneficiado com as águas da transposição.

As obras de Monteiro, que fazem parte do Eixo Leste, foram iniciadas este mês e, segundo o ministro, devem ser concluídas no final do próximo ano. No local está sendo construído um túnel com três quilômetros de extensão que trará as águas do São Francisco do Estado de Pernambuco para a Paraíba.
 
“Praticamente 100% do Estado poderá ser atendido pelas águas do São Francisco. Isso não é porque a Paraíba é melhor do que os outros Estados, é porque a Paraíba necessita mais. Hoje é o Estado que tem a menor disponibilidade hídrica do Brasil, com cerca de 200 metros cúbicos por habitante/ano. Então, é o Estado que mais está sofrendo com a seca”, pontuou.
 
Segundo Francisco Teixeira, a Paraíba vai ser beneficiada pelos eixos Leste, no Cariri do Estado, e Norte, no Sertão, existindo também a possibilidade de uma terceira vertente no Estado, que também receberia as águas do São Francisco no Vale do Piancó.
 
O projeto para essa terceira entrada, apresentado pelo governo do Estado ao Ministério da Integração Nacional, ainda está em fase de estudos, mas, segundo Francisco Teixeira, já tem recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
 
“Estamos elaborando o termo de referência para o estudo de viabilidade. O anteprojeto está lá no ministério para, em breve, a gente lançar os estudos e termos eles prontos até meados de 2015 para em 2016 lançar a obra dessa terceira entrada da Paraíba. O recurso para o projeto já está previsto no PAC”, explicou Francisco, reforçando que “com a terceira entrada no Alto Piancó a Paraíba poderá ter quase todos os municípios recebendo o reforço hídrico do São Francisco”.
 
Sobre o prazo de entrega das obras, que já sofreram vários atrasos, o ministro disse acreditar que elas serão entregues na época prevista pelo governo federal, no segundo semestre de 2015.
 
“Aqui no Eixo Leste estamos acelerando o processo, pressionando a empresa para colocar mais gente na obra. Já conseguimos resolver alguns detalhes que tinham de desapropriação, faltam só alguns pequenos detalhes do lado da Paraíba, mas já conseguimos abrir a frente no Estado, que é esse túnel, considerado a obra crítica do Eixo Leste. Esse túnel está sendo escavado em duas frentes. Ele é a obra limite, prevista para terminar em dezembro de 2015”, disse.