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O Ibama
pretende fazer uma vistoria no Canal de Manaíra para averiguar in loco a
situação relacionada à presença de caramujos no local depois de
reportagem do ClickPB
Os caramujos foram encontrados no Canal de Manaíra, em João Pessoa
(Foto: Walla Santos)
Uma equipe de fiscalização do Ibama pretende fazer uma
vistoria no Canal de Manaíra para averiguar in loco a situação
relacionada à presença de caramujos no local depois de reportagem do
ClickPB publicada nesta segunda-feira (18).
De acordo com Ronilson José da Paz, analista ambiental do Ibama, a espécie que o ClickPB encontrou é a Pomacea lineata, que é diferente do Caramujo Africano. Esta espécie é aquática, ao contrário do Caracol Africano, que é terrestre.
Ele afirma que apesar da grande quantidade de caramujos encontrada no
local, atualmente “não tem risco de infestação”. Ronilson também
destaca que detectou duas espécies diferentes de caramujos através das
fotos.
O Ibama segue monitorando o aparecimento das espécies de caramujos em
João Pessoa. O caracol africano, de acordo com Ronilson José, “diminuiu
bastante nos últimos seis anos. Parece que a população perdeu o medo”.
Com o
objetivo de informar às pessoas sobre o controle e combate do caracol
gigante africano (Achatina fulica), a Prefeitura Municipal de João
Pessoa
Com o objetivo de informar às pessoas sobre o controle
e combate do caracol gigante africano (Achatina fulica), a Prefeitura
Municipal de João Pessoa (PMJP), em parceria com o Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), montou um
plano de ação para os anos de 2015 e 2016.
Técnicos da
Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e Ibama vão ministrar oficinas
educativas, com foco nas informações sobre o caracol africano,
incidência, riscos à população, orientações sobre como deve ser feita a
catação e o extermínio. Serão realizadas oficinas com diretores e
professores das escolas da rede municipal de ensino de João Pessoa,
dividida entre as 13 regiões adotadas pela PMJP para a realização do
Orçamento Participativo (OP).
Controle e extermínio - As
oficinas trarão informações sobre o que é o caracol africano, porque
está presente no Brasil, como se prolifera e as medidas sustentáveis de
combate. Os caracóis gostam de se alojar em locais úmidos e com sombra,
de preferência em meio a entulhos, e são considerados hoje pragas
urbanas, como ratos e baratas.
O biólogo da Semam, Cláudio
Almeida, ressaltou que durante as oficinas "vamos desmistificar algumas
crenças, como por exemplo, sobre a queima dos caracóis. Essa não é a
forma mais adequada de extermínio, pois provoca combustão e poluição
atmosférica. As pessoas estão jogando sal sobre os caracóis e essa
também não é a maneira adequada de exterminá-los. Para acabar com os
caracóis é simples, basta mergulhar os bichos por trinta minutos numa
mistura de sabão em pó com água, fazendo com que morram asfixiados.
Depois de mortos os caracóis devem ser enterrados", concluiu.
Cláudio
Almeida ressaltou ainda que é preciso muito cuidado durante a catação,
que deve ser feita de forma manual e com luvas. Todas as oficinas serão
ministradas com uso de materiais de proteção e serão feitas por técnicos
especializados.
Para a secretária de Meio Ambiente, Daniella
Bandeira, "essa é uma oportunidade única, em que estamos unindo forças,
atendendo a uma parceria coordenada pelo Ibama, com o objetivo de
contribuirmos para a saúde da população".
CALENDÁRIO DAS OFICINAS 2015 A primeira oficina será ministrada no dia 20 de julho, às 19h, no Teatro Ednaldo do Egypto, em Manaíra. 21/07/2015 - 19h - Escola Municipal Anita Trigueiro - Altiplano 22/07/2015 - 19h - Escola Municipal Davi Trindade - Mangabeira 23/07/2015 - 19h - Escola Municipal Noema Tinoco 24/07/2015 - 19h - Escola Municipal João Monteiro da Franca - Conjunto Vieira Diniz 27/07/2015 - 19h - Escola Municipal Dumerval Trigueiro Mendes - Rangel
Zoonoses e Emlur farão mutirões diários para recolhimento da espécie.
Biólogo recomenda que luvas sejam usadas para o manuseio do animal.
Do G1 PB com TV Cabo Branco
Desde o mês de julho, a praia do Cabo Branco, João Pessoa,
uma grande quantidade de caramujos-africanos estão sendo encontradas,
no início da manhã ou no final da tarde. Segundo o Centro de Vigilância
Ambiental e Zoonose, a infestação acontece por conta da vegetação e do
clima propícios, e, a partir desta segunda-feira (2), mutirões estão
sendo feitos diariamente para o recolhimento da espécie na praia.
A educadora física Cybelle Navarro usa o espaço da praia para dar aulas
e afirma que a realidade é assustadora. “Trabalho aqui há quatro anos e
nunca vi esse descontrole na população de caramujos aqui. Os alunos se
assustam e acaba sendo perigoso”, contou.
Ela confirmou que o número de caramujos começou a aumentar em julho.
“Mas só em agosto eu realmente fiquei assustada e procurei o pessoal da
Zoonose. Eu e outros professores chegamos uma hora antes das aulas,
todos os dias, para fazermos um mutirão. Todos os dias nós capturamos
entre 10 kg e 15 kg de caramujos”, explica.
Ronílson José da Paz, biólogo do Ibama, recomenda que as pessoas
protejam as mãos para manusear os animais. “É recomendável que seja usada
uma luva ou algum saco plástico, já que eles transmitem doenças. Para a
eliminação do animal, aconselhamos que coloquem as espécies em um balde
com água e sabão, que em pouco tempo eles morrem", explica.
O biólogo explica que o caramujo transmite dois vermes: um causador é
da meningite e o outro pode produzir perfurações intestinais,
provocando, em casos mais graves, até a morte. No entanto, no Brasil não
há registros de doenças provocadas por eles. Com a grande quantidade, é
necessário o auxílio dos órgãos de meio ambiente para esse controle. A
partir de hoje, no fim da tarde, a Emlur e a Zoonoses farão catação na
região.
Introdução ao Brasil
Ronílson conta ainda que a espécie chegou no país através de uma
proposta de transformar os animais em escargot, para serem consumidos em
restaurantes. “Como a população não tem o hábito de comer esse
alimento, a produção foi grande demais e não conseguiu ser
comercializada. Depois, os caramujos foram literalmente jogados no mato,
provocando essa invasão, já que são animais de forte resistência e
prolífica”, conta.