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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Trabalhadores do antigo lixão voltam a protestar por atraso de benefícios

Quinta-Feira, 01 de novembro de 2012 23h54

Fonte: Da Redação


Paraibaonline
Os trabalhadores do antigo lixão de Campina Grande voltaram a protestar nesta quinta-feira (01), por causa do atraso no repasse de cestas básicas e cheques que a prefeitura repassa para esta comunidade desde que o lixão foi desativado.

Eles alegam que deveriam receber por parte da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) a quantia de R$ 100,00 por mês e uma cesta básica, mas que a ajuda está em atraso há três meses.



Fonte


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ex-catadores cobram pagamento de auxílio

Além do atraso no pagamento do auxílio, ex-catadores cobram galpões de reciclagem que ainda não foram construídos pela prefeitura. 

 

 
Mais de 100 moradores que trabalhavam no antigo lixão de Campina Grande, no bairro do Mutirão, localizado na Alça Sudoeste da cidade, se concentraram na manhã de ontem na sede da Secretaria de Ação Social (Semas) para cobrarem o pagamento de um cheque assistencial que os ex-catadores passaram a receber como auxílio por não trabalharem mais no local. Por mês, cerca de 240 pessoas recebem uma ajuda do governo municipal no valor de R$ 100,00, mais uma cesta básica. Contudo, há três meses que os assistidos vinham recebendo apenas os alimentos.

De acordo com Sonáli Oliveira, 30 anos, desde fevereiro foi realizado um cadastro no bairro para que os trabalhadores que tiravam seu sustento do lixo começassem a receber o auxílio. Mas, há três meses, a Semas passou a atrasar o pagamento, o que gerou a revolta dos moradores, que exigem o pagamento. Além disso, ela lembrou que os ex-catadores ainda aguardam a construção dos galpões de reciclagem que vão servir para empregar quem está atualmente desempregado.

“Eles pagavam no início do mês, mas esse já é o terceiro mês que atrasa e a gente fica sem condições de ter o que comprar para comer. Esse benefício não atendeu todo mundo, já que tem mais gente que trabalhava no lixão, mas que não entrou no cadastro. Ainda mais, prometeram que em 90 dias iriam construir quatro galpões de reciclagem para a gente trabalhar, mas até agora não foi erguido nada, e nós continuamos desempregados”, afirmou Sonáli Oliveira.

O secretário da Semas, Robson Dutra, explicou que o atraso do pagamento dos cheques assistenciais aconteceu devido a uma consulta jurídica que a pasta realizou já que ao longo do período eleitoral existem restrições para determinados programas desse gênero. Ele ainda acrescentou que a Secretaria também enfrentou alguns problemas com equipamentos de registro dos cheques pagos, mas prometeu que até hoje tudo seria solucionado.

“Primeiro nós estávamos esperando um parecer jurídico para sabermos se poderíamos continuar pagando o auxílio por conta do período eleitoral. Recebemos um documento liberando e vamos voltar a pagar. Só que tivemos um problema com o equipamento para documentar os cheques e por isso atrasou mais um pouco, mas vamos colocar em dia até amanhã”, falou o secretário. Ele acrescentou que por conta das eleições não será possível construir os galpões de reciclagem ainda esse ano.


 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Lixo a céu aberto é o tipo de poluição que mais incomoda

Pesquisa realizada em CG mostra que lixo a céu aberto, é o tipo de poluição que mais incomoda a população.




Uma pesquisa realizada no último mês de junho por alunos do Colégio Teensite, com 380 moradores de Campina Grande, constatou que o tipo de poluição que mais incomoda a sociedade é a do lixo depositado a céu aberto. Pelo menos foi o que apontaram 42,6% dos entrevistados, que também confirmaram um número preocupante para o futuro do meio ambiente na cidade. Apenas 15,8% afirmaram ser um defensor da natureza.

Coordenada pelo professor de matemática, Dinary Schneweiss, a proposta da pesquisa Meio Ambiente no Meu Ambiente foi inicialmente conscientizar os estudantes da escola, para depois, com o resultado dela buscar propagar a necessidade de preservação de áreas vitais para a vida em sociedade. “Se a maioria das pessoas afirmam que não fazem nada para defender o meio ambiente, isso é preocupante. Assim como o maior vilão da poluição ser o lixo jogado em terrenos a céu aberto”, confirmou o professor.

O resultado dessa pesquisa traduziu a realidade de várias localidades do município onde diversos terrenos sem muro são transformados em depósitos de lixo. O comerciante Humberto Barbosa, 42 anos, morador do bairro de Bodocongó, é vizinho de um desses locais e não esconde os transtornos que passa por conta da presença dos restos que são despejados no local. “Na minha casa tudo é fechado para impedir a entrada de ratos, porque por aqui é normal. E quem tem criança em casa fica com medo por conta de doenças”, disse o morador da rua Manoel Joaquim Ribeiro.

Já a dona de casa Maria do Socorro denunciou que se houvesse participado da pesquisa também apontaria a poluição do lixo como principal preocupação. “Quem sofre com essa sujeira são os moradores próximos dos terrenos, porque quem mora longe vem e joga o lixo no terreno. A coleta passa, mas as pessoas não respeitam de jeito nenhum”, confirmou.

Com o resultado da pesquisa, o professor Dinary espera que Organizações Não Governamentais (ONGs), bem como órgãos públicos ligados ao meio ambiente, possam estabelecer metas e estratégias para mudar esse panorama. “Quase a metade das pessoas que participaram da pesquisa admitiram que não sabem o que fazer para reciclar o próprio lixo. Se não existe uma educação nesse sentido, nós deveremos ter implicações graves no futuro, já que a produção de lixo é cada vez maior”, acrescentou.

A representante da coordenadoria de Meio Ambiente de Campina Grande, Marília Pereira, afirmou que está em processo de conclusão o projeto de coleta seletiva que será implantado na cidade para que o lixo produzido seja melhor aproveitado. Já o secretário de Serviços Urbanos, Fábio Almeida, afirmou que Campina produz um total entre 15 e 17 mil toneladas de lixo por mês, e que existe regularidade na coleta dos bairros com dez carros de transporte para o lixo e 14 caçambas.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Catadores continuam no antigo lixão de CG

Mesmo com o lixão fechado há seis meses, catadores insistem em ficar no lixão em Campina Grande.





Depois de seis meses desativado, o antigo lixão de Campina Grande ainda abriga catadores que retiram do local os restos do entulho. Com muita dificuldade, eles cavam a terra buscando resquícios do que ainda pode ser reciclado e continuar no local foi a única alternativa que encontraram para conseguir o sustento da semana. O lixo da cidade está sendo levado para o aterro sanitário do município de Puxinanã, no Agreste.

De acordo com o secretário municipal de Assistência Social (Semas), Robson Dutra, 223 famílias que trabalhavam no local estão recebendo mensalmente cestas básicas, mas o benefício financeiro foi suspenso temporariamente. Os catadores reclamaram do atraso na entrega dos benefícios.

Escondidos nos fundos do antigo lixão de Campina Grande, seis catadores ainda insistem em retirar o que ainda restou dos entulhos. Eles informaram que sem emprego, não encontraram outra alternativa para continuar sobrevivendo. “Estou aqui há mais de 40 anos e infelizmente nunca consegui um emprego de verdade. Isso não é opção pra ninguém, mas a gente não pode escolher. Ficou mais difícil para todos os catadores depois que retiraram o lixo daqui. O que a gente ainda busca são pedaços de ferro ou o que ainda puder ser reciclado. Ainda mais os benefícios que a prefeitura nos oferece está atrasado”, contou a catadora Laura Pereira da Silva, 63 anos.

Desde os 10 anos de idade trabalhando no antigo lixão, o catador Isaíldo Souza, 39 anos, contou que o benefício concedido pela prefeitura não é suficiente para o sustento de sua família. “Ajuda sim, mas não é suficiente porque tenho três filhos para sustentar.

O jeito foi cavar a terra do lixão para tentar encontrar alguma coisa que sirva para a venda. Eu chegava a tirar mais de um salário mínimo por mês antes, mas agora somente uns R$ 200”, lamentou.

No local trabalhavam 223 famílias que estão sendo beneficiadas pela prefeitura, mas segundo o secretário da Semas, a ajuda de R$ 100 teve que ser suspensa temporariamente. “Nós precisamos de uma dotação orçamentária para continuar com o benefício financeiro, o que deve ser aprovado pela Câmara Municipal, mas as cestas básicas continuarão a ser doadas”, contou. Ele informou que as cestas serão entregues às famílias hoje pela manhã. O secretário também explicou que os benefícios só serão cortados quando os galpões, que deverão servir como fonte de trabalho para os catadores, estiverem prontos.

O secretário de Obras, Alex Azevedo, informou que os galpões, que vão oferecer postos de trabalho aos catadores, só serão construídos após o fim do processo licitatório e o resultado da licitação deve sair em 15 dias. “Pretendemos construir 12 galpões nos bairros mais carentes da cidade, inclusive o bairro do Mutirão, e após a homologação do processo, será dada a ordem de serviço para iniciar a construção. Quando os galpões estiverem concluídos, o trabalho com as cooperativas vai começar imediatamente, e nós pretendemos que isso ocorra com o máximo de urgência possível”, disse o secretário.