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sexta-feira, 11 de julho de 2014

MPF recomenda retirada de bares da Praia do Jacaré na Paraíba

11/07/2014 21h51 - Atualizado em 11/07/2014 22h02 

Segundo o MPF, bares exercem atividade comercial em área da União.
Donos de bares também devem pagar multa pela ocupação irregular.
 
Do G1 PB com TV Cabo Branco
 

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou na última quinta-feira (10) a retirada de bares na Praia do Jacaré, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa. Inicialmente a informação é de que cinco bares devem ser retirados da área.

Os proprietários podem retirar as estruturas de forma consensual, mas caso haja resistência dos donos dos bares, medidas como a demolição, podem ser adotadas pela Secretaria do Partrimônio da União (SPU). Os comerciantes também devem pagar multa pela ocupação irregular dos locais. De acordo com o Ministério Público Federal, o valor das multas aplicadas deve ser de 10% do valor dos terrenos em valores atualizados.

O MPF deu um prazo de 30 dias para os donos do bares, que começou a contar em 1º de julho, mas há a possibilidade deste prazo ser prorrogado para 60 dias a pedido da Secretaria do Patrimônio da União.
Em entrevista concedida a TV Cabo Branco, a superintendente do Patrimônio da União, Daniela Bandeira, explicou que primeiro vai notificar os donos dos bares, cobrar as multas e esperar a retirada espontânea das estruturas, antes de adotar qualquer outra medida. A Prefeitura de Cabedelo preferiu não se pronunciar sobre o caso, alegando que ainda não recebeu nenhum comunicado oficial.
 
"Essa desocupação, ela tem duas motivações. Tem a motivação patrimonial, que são bens da União, que estão sendo ocupadas de forma irregular, ocupados por particulares em atividades  comerciais sem a devida licitação, então a ocupação é irregular. Por outro lado, tem o aspecto ambiental. Nós sabemos que aquela região é um dos maiores patrimônios ambientais do Estado da Paraíba, uma área de raríssima beleza e que para ter qualquer empreendimento ali, necessita do devido licenciamento ambiental, que também não ocorre, então devido a essa irregularidade sobre esses dois aspectos foi recomendada e está sendo providenciada a desocupação, para que ela ocorra de forma ordenada e cumprindo tanto a legislação patrimonial, como a legislação ambiental", explicou o  procurador José Godoy Bezerra de Souza.

Casos semelhantes
Bar do Surfista é demolido após 30 anos de funcionamento  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Bar do Surfista é demolido após 30 anos de
funcionamento (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma medida semelhante já foi tomada na Praia do Poço, também em Cabedelo. De lá foram retirados sete bares e há a previsão para a retirada de outros 23 que ainda estão no local porque o processo ainda está tramitando na Justiça.
 
A mesma coisa também aconteceu na Praia de Intermares, de onde foi retirado o Bar do Surfista, um bar tradicional que funcionava na praia e que teve que deixar o local por causa da mesma justificativa.


 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Surfista é atacado por peixe-espada em praia da Grande João Pessoa; ele já teve alta

De acordo com o capitão, a vítima sofreu uma perfuração no ombro e teve uma hemorragia

Polícia | Em 16/03/2014 às 17h38, atualizado em 17/03/2014 às 13h15 | Por Hyldo Pereira

     Reprodução/ Emerson Machado/ Facebook


Surfista sendo socorrido
Surfista sendo socorrido
Um surfista foi atacado por um peixe-espada na tarde de domingo (16), na Praia de Intermares, na Cidade de Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa. O acidente foi confirmado pelo capitão Lincoln Vieira, supervisor do Corpo de Bombeiros.
 
De acordo com o capitão, a vítima estava no mar nas imediações do antigo Bar do Surfista quando foi atacada pelo peixe. O rapaz sofreu uma perfuração no ombro e teve uma hemorragia.
 
“Esse tipo de peixe tem uma cauda pontiaguda, parecendo uma espada e muito afiada. O surfista sofreu uma perfuração no ombro, teve uma hemorragia, mas ela foi contida rapidamente pelos dois guarda-vidas que estavam na praia”, disse o capitão.
 
A vítima foi socorrida por uma ambulância do resgate do Corpo de Bombeiros para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. “O jovem foi levado para a unidade consciente e orientado. Ele recebeu os primeiros atendimentos médicos no local, mas necessita passar por uma avaliação médica”, falou o capitão Vieira.
 
Conforme boletim médico divulgado pelo Trauma, o surfista teve alta na manhã desta segunda-feira (17). 


 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Oito meses após ser demolido, Bar do Surfista é reativado, mas está irregular novamente

Ideias que beneficiavam crianças carentes foram suspensas; somente ONG Guajiru que vai ganhar local fixo, fora de Cabedelo

Cidades | Em 28/12/2013 às 20h30, atualizado em 29/12/2013 às 00h10 | Por Alisson Correia

         Alisson Correia

Dono adaptou um trailer para reativar o Bar do Surfista
Dono adaptou um trailer para reativar o Bar do Surfista.
Há mais de oito meses que o Bar do Surfista foi removido da orla da cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, e o dono do estabelecimento ainda não conseguiu se fixar em um local seguro e apropriado, de forma que mantivesse todos os projetos sociais que existiam antes.
Waldi Silva Moreira readaptou a estrutura do estabelecimento com a instalação de um trailer, em um espaço próximo de onde o bar funcionava antes, mas fora da faixa de areia da praia de Intermares. Ainda assim, o local está em situação irregular e pode ser removido novamente pela prefeitura a qualquer momento.
O estabelecimento funcionava de forma irregular na praia de Intermares e foi derrubado em 12 de abril de 2013 pela prefeitura de Cabedelo que cumpriu uma determinação da Justiça, ordenada pela juíza da 3ª Vara Federal de Seção Judiciária da Paraíba, Cristina Maria Costa Garcez.
O bar ganhou muita popularidade porque foi o único que havia restado naquela praia e era responsável por colaborar com o turismo, bem como desenvolver atividades educacionais e esportivas com crianças carentes e abrigar a ONG Guajiru, que desenvolve projetos de pesquisa e preservação de tartarugas marinhas. A ONG ficou por todo esse tempo sem sede, mas vai ganhar um local apropriado na praia de Tambaú, em João Pessoa.
Demolição do Bar do Surfista
Foto: Demolição do Bar do Surfista, em abril de 2013.


Espaço onde funcionava o Bar do Surfista
Foto: Espaço onde funcionava o Bar do Surfista.
Créditos: Alisson Correia.



O responsável pelo Bar do Surfista, Waldi Silva Moreira, disse ao Portal Correio que aguarda a prefeitura de Cabedelo iniciar os processos de licitação que o permitirá disputar um espaço na cidade, mas houve alterações na administração municipal e agora ele não sabe mais quando isso será retomado.
 
Um dos locais cobiçados por Waldi é a Praça do Surfista, um projeto anunciado na época da demolição, mas que ainda não saiu do papel.
Ele revelou que reativou o bar através da instalação de um trailer no local perto de onde estava fixado antes, mas já foi notificado pela prefeitura de Cabedelo para retirar o equipamento das proximidades da praia. “Não sei mais como agir. Se me tirarem daqui vou reunir as pessoas e fazer um protesto; depois que o prefeito deixou o cargo e o outro assumiu não sabemos mais o que vai acontecer para que o projeto da Praça do Surfista seja viabilizado”, explicou Waldi.
O Portal Correio procurou a prefeitura de Cabedelo para falar sobre a Praça do Surfista, mas ninguém foi localizado para esclarecer detalhes do andamento do projeto.
Apenas a secretária de Obras do Município, Érica Gusmão, disse que não tem informações sobre quando ele deverá ser executado. Ela falou ainda que a prefeitura nunca teve nenhuma responsabilidade com o Bar do Surfista, porque se trata de um estabelecimento privado, que deve ter espaço próprio e regular para funcionar, sem provocar prejuízos ambientais.
Projeto da
Foto: Projeto da "Praça do Surfista" onde o bar disputa
um espaço. Créditos: Divulgação
Na época da demolição, em abril de 2013, o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente na Paraíba, Bruno Faro Elói, havia dito que mesmo prestando apoio aos projetos do Bar do Surfista, o órgão não poderia concordar com a permanência do estabelecimento na praia porque estava em ambiente natural que deve ser protegido e preservado. Atualmente, não há nenhum ponto comercial instalado na praia de Intermares.
Projetos educacionais e ONG Guajiru
Pelo menos 20 crianças carentes eram beneficiadas com projetos sociais de educação e esporte desenvolvidos pela Federação Paraibana de Surf, em parceria com o Bar do Surfista. Todas essas ideias foram suspensas após a demolição.
Quem também teve prejuízos após a derrubada do estabelecimento foi a ONG Guajiru, que desenvolve trabalhos e pesquisas para preservação de tartarugas marinhas. Apesar disso, um novo local já é providenciado para instalação desse projeto.
ONG funciona de forma precária na praia, mas vai ganhar local fixo
Foto: ONG funciona de forma precária na Praia de Intermares,
mas vai ganhar local fixo. Créditos: Alisson Correia.
Segundo a bióloga Rita Mascarenhas, a Secretaria do Meio Ambiente de João Pessoa informou que vai conceder um espaço fixo para a ONG na Capital, mas ainda há alguns entraves burocráticos que precisam ser resolvidos.
O secretário do meio ambiente da Capital, Edilton Rodrigues Nóbrega, confirmou que a ONG vai ganhar um quiosque na calçada da Praia de Tambaú.
Ele disse que serão desenvolvidos projetos que envolvem educação ambiental, tratamento de animais doentes para que eles voltem ao habitat natural e sinalização dos locais de desova em pontos específicos das praias da Grande João Pessoa.



sábado, 11 de maio de 2013

Bióloga tira menino das ruas e ele se torna campeão de surfe na Paraíba


10/05/2013 14h08 - Atualizado em 10/05/2013 16h08

Rita Mascarenhas acolheu Fininho e o considera um filho.
Garoto foi alfabetizado e precisava estudar em troca de pranchas e abrigo.
 
Krystine Carneiro 
 
Do G1 PB
 
 
Rita Mascarenhas adotou Fininho, hoje campeão de surfe amador (Foto: Lucas Barros/Globoesporte.com)
Rita Mascarenhas adotou Fininho, hoje campeão de surfe amador
(Foto: Lucas Barros/Globoesporte.com)

Uma bióloga goiana teve a oportunidade de tirar um menino das ruas e acompanhar seu crescimento e vitórias na Paraíba. Rita Mascarenhas ofereceu estudo, disponibilizou sua casa e adotou José Francisco, conhecido como Fininho, como seu filho de coração. Mas o que ela não imaginava era que, com todo esse incentivo, o menino iria se tornar um campeão de surfe amador.

Ele já tinha o potencial, mas sem apoio, não teria condições de chegar lá. Ele aproveitou as oportunidades que a vida ofereceu"
Rita Mascarenhas, mãe adotiva de Fininho
 
 
Em 2012, Fininho foi campeão nordestino de surfe amador e ficou em terceiro lugar no ranking brasileiro. Hoje, aos 18 anos, ele representa o Brasil no Campeonato Mundial de Surfe Amador, que acontece no Panamá. Na segunda-feira (6), ele ficou em segundo lugar, com 9.50 pontos, na 11ª bateria, e passou para a terceira fase do torneio marcando presença do grupo de elite.

Mas quem pensa que o caminho até a vitória foi fácil, está enganado. Fininho morava nas ruas de Cabedelo, na Grande João Pessoa, e, aos 8 anos, pedia comida em frente a uma padaria. “Ele tem pai e mãe, mas ele não podia voltar para casa porque era recebido com surras e o pai dele, viciado em crack, não o deixava ir para a escola“, relatou Rita.

Imagem de 2005 mostra Fininho no Mar do Macaco, praia com ondas ideais para o surfe, aos 10 anos (Foto: Divulgação PBSurf)
Imagem de 2005 mostra Fininho no Mar do Macaco,
praia com ondas ideais para o surfe, aos 10 anos
(Foto: Divulgação PBSurf)
Fininho e outras crianças eram acolhidas por Valdi Silva no Bar do Surfista, bar do qual ele é proprietário, no bairro de Intermares. Ele oferecia comida e pranchas de surfe para os meninos de rua e disponibilizava um quartinho no bar para que Fininho e outro garoto, Thiago Lucas, morassem. Quando Rita conheceu Valdi e o Bar do Surfista, aderiu ao projeto e impôs uma condição para que as crianças ganhassem as pranchas e aprendessem a surfar: o estudo.

“Quem não quisesse estudar, a gente não apoiava. O irmão de Fininho, que tem hoje  17 anos, não quis estudar e hoje é procurado pela polícia”, explicou Rita. No bar, foi fundada a ONG Guajiru, que tinha projetos de proteção de tartarugas marinhas, além da escola de surfe e alfabetização. Doze crianças foram alfabetizadas na época, inclusive Fininho, aos 9 anos.

 
Fininho está disputando o Mundia de Surfe Amador, no Panamá (Foto: Lucas Barros/Globoesporte.com)
Fininho foi convocado para disputar o Mundial de Surfe Amador,
no Panamá (Foto: Lucas Barros/Globoesporte.com)
 
 
Alguns anos depois, os meninos tiveram que deixar de morar no quartinho do bar. Thiago, que tinha uma família mais estruturada, foi viver com uma tia. Fininho, por sua vez, foi acolhido por Rita. “Meu filho biológico veio me dizer que ele não tinha para onde ir e então o chamei. Ele tem o quarto dele, participa de todos os eventos de família, é como se fosse meu filho. E não é só para mim. Todos os meus parentes, minha sogra, o tratam com um integrante da família”, comentou a bióloga, que não adotou o garoto formalmente.

Ao lado de Rita, Fininho comemora título (Foto: Sérgio Aguiar/Divulgação PBSurf)
Ao lado de Rita, Fininho comemora título
(Foto: Sérgio Aguiar/Divulgação PBSurf)

“Fininho sempre foi um menino muito bom, obediente, ávido por aprender. Sempre teve notas boas e lê melhor que a maioria. Até hoje ele surpreende”, disse Rita, com ares de mãe coruja. Ela contou que todos receberam Fininho muito bem, inclusive o marido dela, Douglas Zeppelini. “Sem o apoio dele, nada disso teria acontecido”, ressaltou. Hoje, o rapaz cursa o 1º ano do Ensino Médio e continua se dedicando aos estudos, sempre conciliando com a paixão pelo surfe.

“Me sinto realizada em poder ter feito algo por outro ser humano. Ele já tinha o potencial, mas sem apoio, não teria condições de chegar lá. Ele aproveitou as oportunidades que a vida ofereceu”, pontuou Rita. Ela ainda citou que o outro garoto que morava com Fininho na infância, Thiago Lucas, se tornou campeão brasileiro de Long Board.

 
Fininho foi agregado à família de Rita, mesmo sem adoção formal (Foto: Arquivo Pessoal/Rita Mascarenhas)
Fininho foi agregado à família de Rita, mesmo sem adoção formal
(Foto: Arquivo Pessoal/Rita Mascarenhas)
Campanha
Quando soube que Fininho foi convocado para participar da equipe brasileira no Campeonato Mundial de Surfe Amador, Rita encabeçou uma campanha por meio das redes sociais e do boca-a-boca para conseguir recursos para a viagem. “Fininho brigou muito por esse momento e se todos ajudarem ele vai conseguir representar o Brasil pelo mundo. É um orgulho muito grande para nossa família e nós vamos conseguir realizar essa vontade”, disse à epoca.

A viagem tinha um valor estipulado de US$ 2.000, algo em torno de R$ 4.034. Porém, não foi possível levantar todo esse dinheiro na campanha. As passagens foram pagas com recursos da família e as outras despesas foram supridas pelo próprio Fininho, que vendeu uma moto que ganhou e usou o dinheiro poupado para emergências.


 

sábado, 13 de abril de 2013

Prefeitura executa demolição do Bar do Surfista em Cabedelo, na Paraíba

12/04/2013 10h24 - Atualizado em 12/04/2013 11h27 

Segundo a Justiça Federal, prazo para demolição acabaria dia 18.
Prefeitura de Cabedelo diz que prazo acabaria nesta sexta-feira.
 
Do G1 PB
 
 
Bar do Surfista é demolido após 30 anos de funcionamento  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Bar do Surfista é demolido após 30 anos de funcionamento
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
A Prefeitura Municipal de Cabedelo demoliu na manhã desta sexta-feira (12) o Bar do Surfista, localizado na Praia de Intermares. Para iniciar a demolição, a equipe da prefeitura apresentou o Mandado de Intimação da Justiça Federal que dá ordem ao município para "demolir o estabelecimento comercial, inclusive as fossas, e retirar o aterro da construção, bem como retirar o entulho da demolição". O documento, que determina um prazo de 30 dias para que a ordem se cumpra, foi recebido pela prefeitura no dia 13 de março.

A assessoria de imprensa da Justiça Federal na Paraíba disse que o prazo legal para que o bar fosse demolido acabaria na quarta-feira (18), referente à data em que o mandado foi anexado aos autos do processo. Já o pedido para a prorrogação do prazo para mais 180 dias não foi analisado por conta da inspeção anual ordinária dos processos, que termina nesta sexta-feira (12). A assessoria disse que a ordem de demolição não partiu da Justiça Federal.
 
A advogada do bar, Zilma Barros, disse que todos foram pegos de surpresa. “O Ibama, autor da ação, concordou em ampliar o prazo, que acabaria no dia 18 deste mês, para 180 dias. Então, não há como entendermos uma ação dessas, que pode não ser ilegal, haja vista que a prefeitura de Cabedelo também é ré no processo, mas desrespeitosa".
 
A Secretária de Obras da Prefeitura de Cabedelo, Erika Gusmão, disse que a prefeitura apenas cumpriu uma decisão da Justiça e que o acordo feito com o Ibama, de estender o prazo para 180 dias, foi verbal. “Nós também somos réus no processo e estamos cumprindo uma decisão para que não venhamos a ser penalizados com multas e uma série de outras medidas legais da justiça. Na verdade, nós esperamos até a última instância para tomarmos essa decisão”, explicou.

O superintendente substituto do Ibama na Paraíba, Edberto Farias de Novaes, explicou que a Procuradoria Geral Federal, representante do órgão, foi procurada por representantes do bar para negociar a prorrogação do prazo de demolição. "Quando o Ibama foi consultado, a procuradoria jurídica se manifestou contrária à concessão para se prorrogar o prazo para a demolição, haja vista que esse já é um processo bastante antigo", acrescentou.


Prefeitura também terá que recolher entulho, segundo a ação (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Prefeitura também terá que recolher entulho, segundo a ação
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
 
"Não é apenas um bar que vai embora. São sonhos que foram construídos".
Valdi Moreira, dono do bar
 
 
O dono do bar, Valdi Silva Moreira, disse receber com bastante tristeza a demolição do estabelecimento, que existe há 30 anos. “Não é apenas um bar que vai embora. São sonhos que foram construídos ao longo dessas três décadas, são projetos que foram construídos, que incluíram muitos jovens carentes como o nosso Fininho”, disse.

Valdi também se disse surpreso pela decisão. “O Ibama concordou em ampliar o prazo para 180 dias, o nosso pedido ainda não foi analisado. Eu não entendi até o momento. Eu pergunto quem vai dar continuação a todos os projetos sociais que tínhamos, com a Escolinha da Alfabetização, Escola de Surfe, a Ong Guajiru para defender as tartarugas? A praia vai ficar deserta, sem área de lazer, sem apoio aos caminhantes, já que somos os únicos”, finalizou.


Fonte

 

Cabedelo: Bar do Surfista é demolido

Bar também era a sede de uma ONG de proteção às tartarugas marinhas e abrigava uma escola de alfabetização e surfe para crianças carentes.


 

Fotos: Francisco França
Execução da desocupação da área foi realizada pela Secretaria de Obras e Serviços Urbanos de Cabedelo

Luto e revolta. Esses foram os principais sentimentos expressados pelos moradores de Intermares, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa, ao presenciar a demolição do Bar do Surfista, que funcionava no local há 30 anos, onde também ficava a Organização Não Governamental (ONG) Guajiru - em proteção às tartarugas marinhas e projetos sociais que incentivavam a educação e o surf para meninos carentes. A determinação foi da Justiça Federal na Paraíba, e a execução da desocupação da área foi realizada pela Secretaria de Obras e Serviços Urbanos (Seosur) de Cabedelo.

O dono do bar, Valdi Silva Moreira, estava inconformado e lamentou. “Não é apenas um bar que vai embora. São sonhos que foram construídos ao longo dessas três décadas, são projetos que foram construídos, que incluíram muitos jovens carentes como o nosso Fininho, que hoje é campeão do surf.

Agora, eu pergunto: Quem vai dar continuidade aos nossos projetos sociais, como a Escolinha da Alfabetização, Escola de Surf e a ONG Guajiru para defender as tartarugas?”, indagou, preocupado com o futuro dos jovens de Intermares que encontravam apoio e as refeições diárias no bar, gratuitamente.

A advogada de Valdi, Zilma Barros, reconheceu que o processo já foi transitado em julgado e não cabia mais recursos, no entanto, destacou que já havia solicitado a Justiça um prazo de 180 dias. “Em decorrência de uma inspeção anual interna da Justiça Federal, todos os processos estavam paralisados e seriam retomados na próxima segunda-feira, mas a vontade de derrubar o bar é tão grande que não quiseram esperar. É lamentável, pois são 30 anos de história que só fizeram bem à população”, declarou.
O bancário e ex-surfista profissional, Antônio Vaz, disse que o clima entre moradores, frequentadores e surfistas era de luto. “Infelizmente é muito triste”, lamentou.

A Secretaria de Obras e Serviços Urbanos (Seosur), Érika Gusmão, disse que a Prefeitura esperou o máximo do prazo. “É tanto que estamos aqui com calma, deixando ele retirar as coisas com calma também. Estamos cumprindo uma decisão para que não venhamos a ser penalizados com multas e uma série de outras medidas legais da Justiça”, afirmou.

O procurador Lincon Mendes reforçou a afirmação da secretária de Obras e destacou que como cidadão também está infeliz pela demolição. “Aguardamos escoar o máximo do prazo para que o Valdi pudesse se organizar. Dessa forma, hoje (ontem), estamos aqui de forma passiva para cumprir a determinação, até mesmo porque a Prefeitura também é ré nesse processo e poderíamos responder por crime de desobediência. Sabemos dos projetos e da ONG que eram desenvolvidos aqui e não sentimos alegria com a demolição", disse.

O Bar do Surfista é alvo de uma ação do Ibama, desde 2004, por danos ambientais.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Recesso interno da Justiça Federal na PB adia demolição do Bar do Surfista

10/04/2013 12h00 - Atualizado em 10/04/2013 12h38 

Petição pública que reinvidica mais 180 dias de prazo ainda não foi analisada por juíza. ONG que funcionava no local está à procura de sede.
 
por Andréia Martins Do G1 PB
 
 
Proprietário do bar pede para ficar mais seis meses na orla de Intermares, até que obra do outro lado da rua seja finalizada (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Demolição do bar pode só acontecer em maio. 
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
A ação que prevê a demolição do Bar do Surfista, na Praia de Intermares, está paralisada em decorrência de uma inspeção anual interna da Justiça Federal. Com isso, os prazos previstos para a remoção do bar também estão paralisados.

De acordo com a assessoria de comunicação da 3ª Vara Federal, responsável pelo processo, a intimação para a retirada do local foi recebida pelo proprietário no dia 10 de março. O prazo de 30 dias para a remoção e demolição não contam a partir do recebimento dessa intimação, mas, sim, a partir da data em que o mandado foi juntado aos autos do processo. A assessoria confirma que esse procedimento aconteceu no dia 18 de março. Com isso, o prazo expira no dia 18 de abril.
 
Mas, como a 3ª Vara está em inspeção anual que só deve terminar na próxima sexta (12), todos os prazos processuais ficam suspensos. Desta forma, a data final para a decisão do caso do Bar do Surfista ficará para o início de maio.

A juíza Cristina Maria Costa Garcez recebeu uma petição que reinvidicava a prorrogação deste prazo por mais 180 dias. A assessoria afirma que ela ainda não analisou o documento, mas que a previsão é de que até a próxima segunda-feira (15) a decisão será tomada.

O proprietário do Bar, Valdi Silva Moreira, comemora a repercussão do caso e afirma que está confiante em um resultado favorável. “Isso mostra que o povo não quer que a gente saia daqui. Nosso funcionamento será normal até que tudo seja resolvido. Acho que os banhistas precisam da estrutura que nós oferecemos aqui, pois abrimos espaço para a praia e o povo se desenvolverem”, completa.

A ONG Guajiru, que funcionava nas dependências do bar, já se retirou do local e se manifesta contra a situação. A fundadora da instituição, Rita Mascarenhas, afirma que a briga também envolve a Guajiru e sua importância para a educação e a preservação ambiental. “Levei todo o nosso material para casa e estou apenas com camisetas e informativos para atender aos turistas. As escolas não têm vindo com tanta frequência porque estamos sem estrutura”, lamenta.

Com relação à sede da ONG, Rita explicou que está à espera de um sinal positivo da União e da Prefeitura de Cabedelo , que estão apoiando uma ideia que já existia: a de instalar a entidade dentro de um contêiner reformado.  “Nos reuniremos amanhã com a administração do Porto de Cabedelo e as empresas que podem nos doar o contêiner. É uma solução ecológica e a sede é uma questão primordial para que consigamos outros fomentos e participações em projetos que exijam contrapartida”, finaliza.
 
 
 
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Clientes e surfistas dão 'abraço' em bar contra demolição na Paraíba


07/04/2013 13h53 - Atualizado em 07/04/2013 16h28 

Proprietário pede para ficar mais seis meses na orla de Intermares.
Bar do Surfista tem projetos sociais e sedia a ONG Guajiru.
 
Do G1 PB
 
 
Clientes e surfistas foram a Intermares em defesa do Bar do Surfista (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Clientes e surfistas foram a Intermares em defesa do Bar do Surfista
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Surfistas e clientes deram um “abraço” no Bar do Surfista neste domingo (7) em protesto contra a demolição do local. O bar fica localizado na orla do bairro de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, e a determinação é da Justiça Federal. O movimento deu oportunidade para moradores do bairro e frequentadores do bar manifestarem opinião sobre o caso e foi transmitido ao vivo através da internet.
 
"Queremos só mais seis meses. Não é muita coisa já que a gente já passou 30 anos"
Valdi Silva Moreira, proprietário do Bar do Surfista
 
A Justiça Federal determinou que o bar seja demolido, inclusive as fossas, e que o aterro da construção seja retirado, bem como removido o entulho gerado pela demolição, até o dia 10 de abril. O dono do bar, Valdi Silva Moreira, declarou que queria apenas que fosse concedido um prazo maior, uma vez que a Prefeitura de Cabedelo já aprovou um projeto para relocar o bar para o outro lado da rua.

“Nós entramos com um pedido de conciliação e pedimos que a juíza reconsidere a decisão já que fatos novos surgiram, que é o projeto de construir o bar do outro lado da rua. O Ibama e o MPF [Ministério Público Federal] estão do nosso lado. Queremos só mais seis meses. Não é muita coisa já que a gente já passou 30 anos”, disse Valdi.

Durante a manifestação, Valdi fez questão de lembrar que o Bar do Surfista tem vários trabalhos sociais e destacou o exemplo do surfista Fininho, que foi menino de rua antes de ser acolhido pelo bar.

Ele contou que o menino pedia dinheiro e comida na porta de uma padaria depois que fugiu de casa, aos 7 anos. Para tirar ele e outros meninos das ruas, Valdi emprestava pranchas com a condição de que eles estudassem. Fininho aprendeu a ler e escrever no bar e passou a morar na barraca. Este ano, ele foi convocado para integrar o time brasileiro para o Mundial de Surf do Panamá. “A gente só pede uma ajuda para que essa gente não volte para a para a porta da padaria”, pediu Valdi.

Além de realizar projetos sociais com crianças de rua, o Bar do Surfista é sede da ONG Guajiru, que tem a tarefa de proteger as tartarugas marinhas que visitam e desovam na orla paraibana. A estrutura era importante para a ONG para servir de depósito de material e receber turistas e estudantes. Segundo a fundadora da ONG, Rita Mascarenhas, essa época é o auge da temporada de desova de tartarugas.

Proprietário do bar pede para ficar mais seis meses na orla de Intermares, até que obra do outro lado da rua seja finalizada (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Proprietário do bar pede para ficar mais seis meses na orla de Intermares,
até que obra do outro lado da rua seja finalizada (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Surfistas vão abraçar bar neste domingo para evitar demolição

Proprietário do Bar do Surfista convoca todos para um abraço no local no próximo domingo, tentando atrasar a demolição





Daniel Peixoto
Alexandre Palitot e Valdi Silva
Após a decisão judicial que determinou a demolição do Bar do Surfista, na praia de Intermares, em Cabedelo, o proprietário do local, Valdi Silva Moreira, convoca todos que estão de alguma forma ligados ao bar para comparecerem às 10h do próximo domingo (7), para “dar um abraço no bar”, como disse o próprio Valdi, pedindo o adiamento da demolição.
 

Valdi conta que “será um movimento pacífico. Queremos todos os surfistas, todas as mães, todos os moradores que de algum jeito tem um carinho pelo Bar do Surfista. Pedimos que todos levem as pranchas para darmos um grande abraço e tentar sensibilizar a Justiça”.

“A decisão já foi transitado em julgado, mas queremos que a justiça faça um acordo ou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) já que surgiram novos fatos no processo. Queremos que a justiça nos permita ficar por lá mais 6 meses, até que a Praça do Surfista fique pronta”, explica Valdi.

De acordo com o proprietário o Bar do Surfista faz vários trabalhos no local, como a inclusão de jovens no esporte e outros de cunho ambiental, como o programa que cuida da preservação das tartarugas marinhas, que usam a praia para procriar.

O presidente da Federação Paraibana de Surf, Alexandre Palitot, reafirma que Valdi não tem o desejo de ficar lá, mas que os projetos não podem ficar esse tempo parado, e quer que a justiça o permita de manter “o surf acontecendo, até que a praça fique pronta”.

O processo
A Justiça Federal na Paraíba determinou que o Bar do Surfista, localizado na Praia de Intermares, em Cabedelo, seja demolido, inclusive as fossas, e que o aterro da construção seja retirado, bem como removido o entulho gerado pela demolição, dentro de um prazo de 30 dias. A decisão foi tomada depois que o Tribunal Regional Federal (TRF) negou as apelações por considerar que o processo transitou em julgado.

Valdi Silva Moreira declarou que queria apenas que fosse concedido um prazo maior, uma vez que a Prefeitura de Cabedelo já aprovou um projeto para relocar o bar para o outro lado da rua. O projeto ainda vai ser licitado. “Eu não queria nem ficar, nem brigar, nada mais. O lugar vai ser uma praça, bem bonita, bem organizada. Só queria que eles esperassem”, disse.

Valdi disse ter 17 funcionários diretos que devem ficar sem emprego até que o novo bar fique pronto. “Além disso, nós temos o único banheiro público da Praia de Intermares. É direito do cidadão chegar na praia e ter pelo menos um apoio. E o pessoal tem a segurança de ter gente ali porque quem caminha na calçadinha tem medo”, comentou.

O bar, que já está na Praia de Intermares há 30 anos, terá que ser demolido até o dia 10 de abril, conforme explicou Valdi. Quem vai sofrer também é a ONG Guajiru, que tem a tarefa de proteger as tartarugas marinhas que visitam e desovam na orla paraibana e nasceu no Bar do Surfista há 10 anos.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cabedelo: Bar do Surfista será demolido por determinação da Justiça Federal

Janildo Silva
 
Cebedelo: Bar do Surfista será demolido por determinação da Justiça FederalFoto: Da internet
Um dos símbolos da cultura surf na Paraíba está com os dias contados. O Bar do Surfista, localizado na Praia de Intermares, em Cabedelo, deverá ser demolido nos próximos dias, por determinação da Justiça Federal.

Palco de boa parte das competições de surfistas amadores e celeiro de alguns dos mais importantes talentos do surf na Paraíba, o Bar do Surfista  é alvo de uma ação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) desde outubro de 2004 e depois que o TRF 5ª Região (Tribunal Regional Federal) negou provimento a apelação movida pelo dono do bar, Valdi Silva Moreira, a Justiça Federal da Paraíba entendeu que o processo está transitado em julgado, não cabendo mais recurso.

Conforme mostra a página da Justiça Federal, "Considerando que o TRF5ª Região negou provimento às apelações, e, em consequência ocorreu o trânsito em julgado da sentença, intime-se VALDI SILVA MOREIRA e o MUNICÍPIO DE CABEDELO/PB, para, em solidariedade, demolir o estabelecimento comercial conhecido como "Bar do Surfista" inclusive as fossas, e a retirar o aterro da construção, bem como remover o entulho gerado pela demolição, tudo a ser efetivado às suas expensas, no prazo de 30 dias.", diz o despacho.

O processo é o de nº 0011653-22.2004.4.05.8200, onde a juíza federal, Cristina Maria Costa Garcez assinou a sentença.


 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Esgoto à beira-mar: Estação elevatória de esgoto rompe no Bessa poluindo rio e mar com lixo e fezes

 
 
Clilson Júnior
Esgoto à beira-mar: Estação elevatória de esgoto rompe no Bessa poluindo rio e mar com lixo e fezes
Foto Ilustrativa
Uma estação elevatória de esgoto situada entre os bairros do Bessa e Intermares rompeu neste final da tarde e está causando um dos maiores desastres ecológicos da história da Paraíba. A obra também faz parte do projeto de esgotamento sanitário daquela região, está depositando toda rede de esgotos para uma maceió e consequentemente na praia de Intermares, próximo ao Bar do Surfista.


O síndico de um prédio próximo ao local, disse que a fedentina é insuportável e acha que o local é inadequado, primeiro porque representa uma ameaça ao meio ambiente, como neste caso que houve rompimento e a estação fica, praticamente, na orla marítima.

Um surfista ouvido pela reportagem do ClickPB também achou “um absurdo” o rompimento de esgoto naquela região “onde é, inclusive, ponto de desova de tartarugas marinhas”, objeto de preservação pelo projeto local.

A situação mais preocupante é com relação ao trecho entre o maceió do Bessa ao Bar do Surfista, que está sofrendo bastante com a poluição por causa de coliformes fecais. Segundo os moradores, o problemas de saneamento no Bessa e em Intermares também contribuem para a poluição das praias.

Esgoto no mar


Fonte