Mostrando postagens com marcador Unidades de Conservação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Unidades de Conservação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Bombeiros confirmam que incêndio no Pico do Jabre, na PB, foi criminoso

22/09/2016 17h25 - Atualizado em 22/09/2016 17h25
Equipes encontraram baldes, garrafas e tecidos com combustíveis. 
Área de preservação ambiental é o ponto mais alto da Paraíba.

Do G1 PB



Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba/Arquivo)
O Corpo de Bombeiros confirmou nesta quinta-feira (22) que foi criminoso o incêndio que atingiu a área de preservação ambiental do Pico do Jabre, na cidade de Matureia, no Sertão paraibano. No local foram encontrados baldes, tecidos e garrafas com combustível. Ainda de acordo com o órgão, moradores perceberam a presença de dois homens em uma moto, próximo aos locais onde os focos de incêndio foram iniciados. Os bombeiros informaram que o incêndio da região foi controlado nesta tarde.
 
De acordo com o comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4ºBBM), o tenente-coronel Saulo Laurentino, desde que o incêndio começou, na tarde da sexta-feira (16), as equipes perceberam um comportamento anormal nas chamas, com aparição de focos de incêndio em lugares distintos.
 
“Nossos peritos já haviam notado isso e começaram a suspeitar. A confirmação começou a surgir na noite da terça-feira, quando uma moradora informou que viu dois homens em uma moto com alguns objetos em uma parte do pico e que logo após a saída deles, um incêndio começou a tomar conta da vegetação onde eles estavam”, disse ele.
 
Segundo o comandante, a união desta informação, com o encontro dos produtos inflamáveis e o levantamento feito pela equipe de peritos do Corpo de Bombeiros confirmaram que o incêndio foi criminoso. “Não há dúvidas para nós que participamos do combate de que foi um incêndio doloso, criminoso”, disse o comandante.
 
Fogo controlado
Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, na tarde desta quinta-feira (22), o incêndio da região foi controlado, mas as equipes vão continuar na área pelo menos até esta sexta-feira (23) para evitar que algum foco seja retomado e inibir novas ações criminosas. A estimativa do Corpo de Bombeiros é de que, em seis dias, as chamas atingiram uma área de 40 hectares.
 
Inquérito Policial
Com a confirmação de que o incêndio no Pico do Jabre foi criminoso, o Corpo de Bombeiros preparou um laudo pericial e encaminhou o documento, na manhã desta quinta-feira, para a Polícia Militar, com o objetivo de pedir rondas no local, e também para a Polícia Civil. O delegado André Rabelo confirmou ao comandante do Corpo de Bombeiros que vai abrir um inquérito para investigar o caso. Como o incêndio ocorreu em uma área de preservação ambiental, o Batalhão de Polícia Ambiental da Paraíba também foi comunicado.
 


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Bombeiros suspeitam de incêndio criminoso no Pico do Jabre, na PB

21/09/2016 17h23 - Atualizado em 21/09/2016 17h26
 
Equipe do Corpo de Bombeiros encontrou baldes com combustível no local.
Incêndio que atingiu ponto turístico no Sertão da Paraíba já dura cinco dias.
 
Do G1 PB



Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba/Arquivo)

O Corpo de Bombeiros suspeita que pode ter sido um ato criminoso o incêndio que já dura cinco dias no Pico do Jabre, na cidade de Teixeira, Sertão paraibano. A hipótese informada nesta quarta-feira (21) surgiu depois que equipes de combate ao incêndio encontraram baldes com combustíveis na região. O incêndio começou na tarde da sexta-feira (16).

Segundo o Batalhão do Corpo de Bombeiros de Patos, no Sertão, todos os dias 50 homens estão se empenhando no combate às chamas, com apoio dos batalhões de João Pessoa, Sousa e Cajazeiras. De acordo com o oficial de operações tenente Jamir Laurentino, as equipes acharam estranho a aparição de novos focos de incêndio na região, durante a operação.

“As equipes começaram a achar estranho, pois quando o fogo era controlado em uma região, um novo foco aparecia a cerca de 2 quilômetros. Nesta terça-feira (20) foram encontrados baldes com combustível e isso levantou a suspeita de que alguém esteja ateando fogo na região, caracterizando um incêndio criminoso”, disse ele.

Por conta da suspeita, nesta quinta-feira (22) a região atingida pelas chamas vai passar por uma perícia específica de uma equipe do Corpo de Bombeiros, que pode indicar a ocorrência de incêndio criminoso. “A polícia já foi comunicada da suspeita e dependendo do que for apurado nessa perícia as medidas vão ser tomadas. Vale destacar que ainda não existe nada confirmado. É apenas uma suspeita”, desse o tenente.

Conforme o Corpo de Bombeiros, o local é de difícil acesso e possui uma mata nativa. A vegetação seca dificulta o trabalho de combate as chamas. O oficial de operações do Corpo de Bombeiros acredita que se a situação seguir sob controle, todo o fogo seja apagado até a sexta-feira (23).

Água usada na operação
Ainda de acordo com o tenente Jamir Laurentino, devido à seca que assola a região do Sertão da Paraíba, a água que está sendo usada na operação de combate ao incêndio no Pico do Jabre é de vários açudes pequenos da região, que não são usados para o abastecimento das cidades, e de poços artesianos. Como o local é de difícil acesso para a chegada de caminhões, os combatentes usam mochilas e abafadores para apagar as chamas.


 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Incêndio no Pico do Jabre, no Sertão da Paraíba, já dura quase três dias

19/09/2016 09h56 - Atualizado em 19/09/2016 10h10
Incêndio começou na sexta-feira (16), mas apenas um foco se mantém.
Corpo de Bombeiros já controlou maioria dos focos.

Do G1 PB


Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)

Já dura quase três dias o incêndio florestal que atinge o Pico do Jabre, um dos principais pontos turísticos da Paraíba, que fica entre as cidades de Matureia e Teixeira, na Região do Sertão, mas apenas um foco de fogo permanece nesta segunda-feira (19). O início do fogo registrado foi registrado às 14h da sexta-feira (16) e até a manhã desta segunda-feira equipes do Corpo de Bombeiros se revezavam no combate.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Saulo Laurentino, o fogo já está sendo controlado. "No início existia quatro grandes focos e após o começo da operação e todo um trabalho realizado, só temos um. Mas ainda requer cuidados porque o fogo está perto de atingir a parte norte do Pico do Jabre", explicou.

Pelo menos 60 militares trabalham no local, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O fogo ainda ameaçou antenas de telefonia, TV, rádio e internet. "No princípio houve essa grande preocupação, mas conseguimos afastar as chamas. Ainda não podemos garantir que as torres não vão ser atingidas, mas a probabilidade é muito pequena", disse Saulo Laurentino.
 
O Corpo de Bombeiros informou que ainda não há expectativa de apagar totalmente as chamas. Na terça-feira (20), mais militares de outras cidades vão ser deslocados para o combate.


sábado, 30 de janeiro de 2016

Justiça da Paraíba garante preservação do Parque de Areia Vermelha

29/01/2016

 


O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio de um despacho publicado no Diário Oficial da Justiça nessa quinta-feira (17), derrubou os efeitos das duas decisões liminares concedidas pela 1ª instância da Comarca de Cabedelo, que suspendiam as determinações da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. Com isso, passa a vigorar tanto o termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado em novembro do ano passado quanto à resolução de uma portaria da Sudema que dita proibições e regras do uso do espaço.  

“O Estado recupera nesse momento uma área pública, que é de domínio público, que é da população, para devolvê-la a sociedade”, disse o superintendente da Sudema, João Vicente Machado Sobrinho. 

Segundo o secretário executivo de Turismo do Estado, Ivan Burity, essa decisão foi o sinal verde dado pela Justiça ao Estado para que possa cumprir a proteção do local, uma vez que Areia Vermelha é um Parque Estadual. “Isso é o que a Sudema está tentando fazer, de estabelecer regras para a visitação, regras para o uso sustentável daquela unidade de conservação que vem sendo degradada de forma realmente de forma inaceitável”, afirmou. 

Para o secretário executivo de Meio Ambiente, Fabiano Lucena, a medida abre precedente para ampliar a proteção em outras áreas do litoral pessoense. “Essa vitória é emblemática por isso. Não adiantava de nada o Governo do Estado falar, como nós já vínhamos falando em ampliação do território protegido se tínhamos uma unidade de mais de 15 anos e não acontecia nela de fato a proteção ambiental”, destacou, frisando que o trabalho de proteção com o apoio da Sudema, da Secretaria do Turismo, da Secretaria do Meio Ambiente e Polícia Ambiental. 

A partir de agora, segundo Fabiano Lucena, no primeiro momento haverá uma conscientização das pessoas que visitam e trabalham no local que será feita pela Coordenadoria e Polícia Ambiental. Será um trabalho de educação ambiental e na desobediência vai ser aplicada uma medida administrativa. O descumprimento das regras é considerado crime ambiental. O consumo de alimentos deve ser feito dentro das embarcações.

Futuro incerto
A comerciante Maria José de Andrade teme perder a fonte de renda com a proibição. “Todos são pai e mãe de famílias. Estou com a energia prestes a ser cortada e não tenho como resolver. Eu dependo de Areia Vermelha para sobreviver. Fico desesperada porque tenho medo de faltar o pão na mesa para os meus filhos”.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ônibus escolar é depredado durante visitação de estudantes ao Pico do Jabre

24 de agosto de 2015, 08:49
 


Um fato lamentável foi registrado na última sexta-feira, dia 21, quando professores da Escola Estadual Sebastião Guedes da Silva, localizada em Teixeira (PB), realizaram uma aula de campo com estudantes da referida escola para o Pico do Jabre, em Matureia (PB), no entanto, tiveram o ônibus depredado por vândalos.

De acordo com informações dos professores, o ônibus foi deixado no início da estrada em calçamento que dá acesso ao Pico do Jabre e os envolvidos no projeto subiram a pé até o cume. Quando os estudantes e os professores voltaram da pesquisa, que está dentro do Projeto Eco Trilha, encontraram a destruição no ônibus que teve janelas quebradas, pneu furado e o mais grave: colocaram terra no motor e danificaram a bateria.

O fato deixou a todos indignados, pois o principal ponto turístico do sertão paraibano se encontra sem segurança e dá margem para a atuação de vândalos e criminosos que atacam o patrimônio público e privado de forma impune.

Após várias horas e contando com a solidariedade de outras pessoas da cidade de Teixeira e também das imediações do Pico do Jabre, entre as quais os proprietários do Casarão do Jabre, os estudantes e os professores conseguiram com muitos esforços voltar a Teixeira.

Os professores se revoltaram com o ocorrido que frustrou a atividade escolar e lamentaram o abandono, a insegurança e a destruição no Pico do Jabre.

A Campanha Vamos Salvar o Pico do Jabre ainda está aberta e todos os que desejarem podem contribuir com o abaixo-assinado clicando em: https://www.change.org/p/governo-do-estado-da-para%C3%ADba-vamos-salvar-o-pico-do-jabre-959102e2-76e7-4a6c-90ab-6873d57bfc66


Jozivan Antero – Patosonline.com




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Abaixo-assinado na internet solicita recuperação de ponto mais alto da PB

11/08/2015 08h34 - Atualizado em 11/08/2015 09h41
 
Campanha pede revitalização do Pico do Jabre, em Maturéia, no Sertão.
Lixo, pichações e caça predatória são alguns dos problemas, diz campanha. 
 
 





Uma campanha pela internet está colhendo assinaturas para um preenchimento de um abaixo-assinado para a revitalização do Pico do Jabre, o ponto mais alto da Paraíba, localizado no município de Maturéia, no Sertão. O objetivo da mobilização é pressionar o governo estadual para tornar realidade a lei de 2002 que transforma uma área de 851 hectares em torno do pico como parque estadual.
  
De acordo com o criador do abaixo-assinado, John Medcraft, as “antenas gigantes e ilegais desgraçam o visual do ponto mais alto da Paraíba, a caça e tráfico de fauna vão de vento em popa e o desmatamento e o lixo fazem o nome Unidade de Conservação uma farsa”. Bruno Wanderley, secretário de Meio Ambiente de Maturéia, destacou que o potencial turístico da área não está sendo usado por conta da situação de abandono.

É fácil encontrar lixo no local. Em reportagem da TV Paraíba exibida nesta terça-feira, em poucos minutos, Bruno Wanderley conseguiu recolher uma sacola de lixo. “Além do material que o público que visita o pico joga, a caça predatória tem matado espécies que só são possíveis de encontrar na região. Uma cobra foi catalogada somente no Pico do Jabre. Uma pesquisadora também catalogou uma borboleta que só é vista aqui, mas esses animais estão desaparecendo”, comentou o secretário.
Abaixo-assinado tinha mais de 15 mil assinaturas até a manhã desta terça-feira (Foto: Reprodução)
Abaixo-assinado 'Vamos salvar o Pico do Jabre!'  tinha
mais de 15 mil assinaturas até a manhã desta
terça-feira (Foto: Reprodução)
O abaixo-assinado pode ser acessado por aqui. Para participar da campanha é preciso preencher com nome e sobrenome, email e marcar a cidade onde mora. Até esta terça-feira (11), mais de 15 mil pessoas tinham aderido à campanha, que pede a desapropriação e revitalização da área por meio da efetivação do parque. Em contato com a TV Paraíba, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) informou que providências estão sendo tomadas, mas não deram prazos. Um estudo também está sendo feito para medir o impacto das antenas de transmissão instaladas no pico.
No texto da página da campanha, o criador explicou no final de julho que o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho concordou em efetivar o Parque do Pico do Jabre, transformando a área em unidade de conservação, assim como indenizar os proprietários de terra. “Queremos que o governo, enquanto não regulariza o parque, ative o Pelotão de Polícia Ambiental para combater desmatamento, caça, tráfico de fauna e pixadores. Embargue qualquer outra construção de antena e tirar todas que não tem licença ambiental da Sudema e convidar o Ibama para somar forças”, concluiu.


 

sábado, 8 de agosto de 2015

Campanha em prol da preservação do Pico do Jabre promete agilizar processo de implantação do parque

07 de agosto de 2015, 22:32


A campanha de preservação em favor do Pico do Jabre, localizado próximo ao Município de Maturéia-PB, está a cada dia tomando corpo e mobilizando diversos poderes em prol dessa causa.
 
O Pastor John Philip Medcraft, um dos defensores da ideia, disse que o processo para criação do Parque Pico do Jabre está indo bem.
 
“Já tivemos três visitas, duas da SUDEMA de Patos e uma de uma comitiva muito grande vinda de João Pessoa, o governador realmente está mobilizando seu pessoal para buscar os proprietários das antenas instaladas lá no topo do pico e, além disso, está havendo uma conscientização do problema e consequentemente uma união do povo, inclusive resultando em mais de quinze mil assinaturas no abaixo assinado. Também temos o pessoal da universidade e do governo municipal engajados nisso. Nós queremos que a Unidade de Conservação Parque Pico do Jabre saia do papel para a realidade”, explicou.
 
Segundo a professora da UFCG, Maria do Carmo, a flora do Pico do Jabre não está incluída na Caatinga, mas dentro dos domínios da Mata Atlântica.
 
“Nosso trabalho mostrou a singularidade da flora daquela região, espécies que ocorrem quando comparamos com outras matas de altitude, com outras florestas de altitude da região nordeste. E detectamos também que existem algumas áreas onde a flora está sendo modificada pela ação humana. A degradação tem diminuído a riqueza de algumas áreas. Isso mostra que aquela área precisa ser preservada. A riqueza de espécies arbóreas que temos estudado mostra que a riqueza é muito maior em números de espécies”, afirmou.
 
 

sábado, 27 de junho de 2015

"Temos que juntar as forças e defender os bichos e as árvores", diz Pastor John sobre a Campanha Vamos Salvar o Pico do Jabre

27 de junho de 2015, 09:28

O Pastor John Philip Medcraft foi o entrevistado na noite desta sexta-feira, dia 26, no programa Polêmica, levado ao ar das 18 às 19h00 na Rádio Espinharas de Patos. John está encabeçando, juntamente com outros ambientalistas, uma campanha para que algo seja feito pelos governos para impedir a devastação no Pico do Jabre, localizado no Município de Mutureia (PB).
 
O Pico do Jabre é o ponto natural mais alto da Paraíba e um dos mais bonitos cartões postais do sertão. Essas particularidades têm atraído centenas de pessoas para desfrutar da vista privilegiada e da paisagem peculiar.

Por falta de leis e criação de mecanismos de defesa da fauna e da flora, o Pico do Jabre também tem sido alvo de devastação, caça indiscriminada, derrubada de árvores, problemas com lixo deixado por visitantes e enfrentado problemas com as próprias empresas de telecomunicações que exploram o lugar, pois restos de equipamentos, quantidade excessiva de antenas e construções irregulares tem poluído visualmente e ambientalmente o local.

De acordo com John Philip se faz necessário, a princípio, a criação de um parque estadual através do Governo do Estado da Paraíba, pois uma medida tomada em 2002 para tal criação do parque não fez as indenizações e demais meios que garantissem a efetiva criação, desde então, as terras pertencem a particulares que usam como bem entendem cada espaço não faz a preservação necessária.

Um abaixo-assinado está sendo disponibilizado na internet para os que desejarem cobrar do Governo do Estado da Paraíba medidas que promovam a preservação do Pico do Jabre. Assine através do seguinte endereço:  https://www.change.org/p/governo-do-estado-da-para%C3%ADba-vamos-salvar-o-pico-do-jabre-8d836171-1540-4eda-9a88-368b190a9ea2


Jozivan Antero – Patosonline.com


domingo, 29 de março de 2015

Reserva apresenta laços entre Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga

Em 29 de março de 2015 às 13:50

Do Redeeconews.com no Nordeste

Abelha-azul na Rebio Guaribas Foto: LSoares/Redeeconews.com
Numa paisagem dominada por vastos canaviais, três áreas descontínuas de Mata Atlântica despontam como sinais de sobrevivência da floresta a aproximadamente 50 quilômetros da capital paraibana, João Pessoa: elas formam a Reserva Biológica Guaribas, administrada pelo Instituto Chico Mendes para Conservação e Biodiversidade (ICMBio).  Duas dessas áreas estão localizadas no Município de Mamanguape (PB). A terceira, separada das demais pela BR-101, é praticamente envolvida pela zona urbana de Rio Tinto (PB).  Juntas, somam 4.028 hectares.

O desmatamento e a caça provocaram o desaparecimento de algumas espécies na região,  como porcos-do-mato, veados, anta, primatas e grandes carnívoros, entre eles as onças.
 
Guariba-de-mãos-ruivas
A Rebio Guaribas abriga centenas de espécies vegetais e animais, muitas incluídas na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Uma delas, o guaribas-de-mãos-ruivas (Allouata belzebul) inspirou o nome da reserva. Eles são raros no Nordeste, até mesmo nesse recorte preservado do bioma. E foi pura sorte a equipe do Redeeconews.com conseguir gravar imagens de um pequeno grupo desses primatas nas copas das árvores, após uma longa trilha (clique aqui para acessar vídeo).

Outra raridade, fotografada só a grande distância pela nossa equipe,  foi um único inseto reluzente, de cor verde-azulada, visitando flores por um breve instante. Pela foto, o analista ambiental do ICMBio, Afonso Leal, identificou de imediato como sendo uma abelha (Ordem Hymenoptera, superfamília Apoidea), “por causa das pernas posteriores dilatadas e o aparelho bucal longo”. Ele enviou a foto ao entomólogo Celso Feitosa Martins, professor da Universidade Federal da Paraíba, que confirmou a informação. Martins acrescentou que a abelha pertence à tribo Euglossini. As espécies dessa tribo estão entre as mais importantes pelo trabalho de polinização de muitas espécies nativas de florestas tropicais. São conhecidas como “abelhas das orquídeas”, porque os machos apresentam uma íntima relação com as flores de um grande número de espécies da família Orchidaceae.

Cerrado e Caatinga na Mata

Coroa-de-frade
Quem entra na reserva pela primeira vez se surpreende. A vegetação própria da Mata Atlântica mostra forte ligação com formações da Caatinga, a vegetação típica do semiárido, ou do Cerrado, encontrando-se espécies como Melocactus depressus (uma das espécies de coroa-de-frade) Acacia (Acácia), Anadenanthera (Angico-do-cerrado), Croton (Sangra d’água), Spondias (cajá), Hymenaea courbaril (Jatobá), Tabebuia avellanedae (Pau d’árco roxo), entre outras.

Foto: LSoares/Redeeconews.com
Nas três áreas e seu entorno, a vegetação é constituída por formações secundárias florestais e savânicas, áreas de tensão ecológica existentes nos contatos entre essas duas formações e sistemas secundários ou antrópicos, aqueles modificados pela intervenção humana.

O relevo também chama a atenção. Predominam planícies fluviais e marinhas - com grande acúmulo de sedimentos de origem marinha, fluvial e lacustre - e os tabuleiros costeiros, que possuem uma cobertura arenosa branca com aproximadamente um metro de espessura, encobrindo sedimentos areno-argilosos. De acordo com o Plano de Manejo da reserva, o Cerrado encontrado nos tabuleiros reforça a hipótese dessas áreas serem remanescentes de uma distribuição mais ampla e antiga dos domínios dos Cerrados.

Na região chove entre 1.750 e 2.000 milímetros anuais. A estiagem dura geralmente entre dois e três meses, de outubro a dezembro. A evapotranspiração é elevada, com temperaturas que variam de 24 °C a 36 °C.

Pesquisas - Várias pesquisas importantes são realizadas com a participação da equipe da Rebio Guaribas. Uma delas, em andamento, faz parte do Projeto Malha, em parceria com a

Mangaba
Universidade Federal de Lavras (MG), que abriga o Centro Brasileiro de Ecologia de Estradas, coordenado pelo professor Alex Bager. Os pesquisadores estão coletando dados sobre atropelamentos de fauna nas rodovias do entorno.

"Há também interação com universidades federais e estaduais do Rio do Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, entre outras. Em um dos trabalhos, pesquisadores da UFPB e da Fiocruz realizam expedições num estudo sobre Leishmania e Tripanossoma na Mata Atlântica. Há ainda pesquisas com insetívoras (Drosera) e um importante trabalho com ecologia de pequenos mamíferos, que irá estudar como essa fauna se comporta entre a reserva biológica e o canavial", disse o chefe da Rebio, Getúlio Freitas.

Espécies – Atualmente, os analistas ambientais do ICMBio estão fazendo um novo levantamento das espécies da Rebio Guaribas, juntamente com profissionais de várias instituições que desenvolvem ou desenvolveram pesquisas de mestrado e doutorado nas três áreas da reserva.

Mas o levantamento original dá uma dimensão da importância da área preservada:  espécies como Manilkara salzmanii (Massaranduba), Tabebuia spp. (Pau d’arco), Apuleia leiocarpa (Jitaí-amarelo), Bowdichia virgilioides (Sucupira), Brosimum discolor (Quiri), Ficus sp. (Gameleira), Cariniana legalis (Jequitibá Rosa) e Lecythis luschnathii (Sucupira) destacam-se pelo elevado porte dos indivíduos com que são frequentemente encontrados no interior da floresta.

Entre as espécies mais importantes em densidade destacam-se Ocotea bracteosa (Louro), Caesalpinia echinata (Pau Brasil), Protium heptaphyllum (Amescuaba/Amesclão), P. spruceanum (Amescla de resina, cheiro) e Inga blanchetiana (Ingá caixão).

Vegetação na área de tabuleiro Foto: LSoares
No sub-bosque, predominam Piper arboreum e P. caldense (ambas, Pimenta-de-macaco), enquanto que no estrato herbáceo-arbustivo, Heliconia acuminata (Flor-papagaio) e H. hirsuta (Três hastes), além de várias espécies de Pteridophytas.

Das espécies arbóreas e arbustivas mais abundantes, destacam-se Anacardium occidentale (caju), Byrsonima sp (murici), Curatella americana (Caju bravo), Hancornia speciosa (Mangabeira) e Ouratea hexasperma (Bate butá).

Histórico
Rebio Guaribas Foto: LSoares/Redeeconews.com
O documento que define o plano de manejo da Rebio Guaribas relata que, nos séculos XVI e XVII, o litoral paraibano foi alvo da introdução do cultivo da cana-de-açúcar, especialmente nas várzeas dos rios Paraíba, Mamanguape, Una Miriri, Camaratuba e Gramane.  Os rios Camaratuba e Mamanguape são os mais próximos à Rebio Guaribas e estão diretamente relacionados às comunidades do entorno da reserva.

O solo e o clima favoráveis fizeram com que a indústria canavieira se desenvolvesse no litoral paraibano, desencadeando o surgimento dos primeiros engenhos. Do século XVI até o século XX, processos contínuos de expulsão do agricultor tradicional descapitalizado e dos grupos indígenas ocorreram à medida que a monocultura da cana-de-açúcar ia sendo estabelecida. Ainda assim, conviviam no mesmo espaço agrário os grandes monocultores, os pequenos e dependentes agricultores e os índios  Potiguara.

No século XX, os conflitos relativos ao uso do espaço e dos recursos ambientais tornaram-se mais acirrados.

No início da década de 1960, o modelo colonizador já havia destruído grande parte da Mata Atlântica em favor da plantação da cana-de-açúcar, mas o cultivo se limitava às várzeas de solos aluviais e algumas encostas do tabuleiro. Nessa época, apenas cinco usinas dominavam todo o cenário do litoral paraibano.

Os solos pobres e arenosos da região, na visão da época, garantiam a presença de muitas lavouras de subsistência e de extratos de Mata Atlântica, já que os mesmos não eram aproveitados pelos produtores da cana.

Proálcool e pressões
Um novo impacto na região ocorreu em 1975, com a criação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), lançado com o objetivo de conter gastos com a importação de petróleo. O governo federal ofereceu créditos subsidiados aos produtores de cana-de-açúcar e desencadeou um novo ciclo de ocupação das terras anteriormente destinadas à pequena agricultura, ocupação indígena e áreas de vegetação natural, provocando alterações na dinâmica e na organização do espaço rural da porção oriental do Estado da Paraíba.

Somente em janeiro de 1990 foi oficialmente criada a Reserva Biológica Guaribas. O processo de implantação se iniciou com a transferência definitiva das terras que anteriormente constituíam reservas legais de assentamentos do INCRA nos municípios de Mamanguape e Rio Tinto para a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA).

Projeto prevê interligar áreas 1 e 2
Os três fragmentos que formam a Rebio Guaribas são denominados Sema 1, 2 e 3 (alusão à antiga Secretaria Especial de Meio Ambiente, que antecedeu o Ministério do Meio Ambiente).

Atualmente, existe a expectativa de interligar as áreas de reserva em Mamanguape (Sema 1 e 2), para ampliar as condições de sobrevivência das espécies, ameaçadas pela fragmentação causada por rodovias (BR-101 e rodovias estaduais), cultivos agrícolas e atividades industriais.

Apesar da fiscalização, outras ameaças também persistem: a caça, a retirada de madeira e alguns incêndios na mata.  Uma pequena equipe de brigadistas trabalha para proteger as plantas e os animais. Eles dizem que as investidas diminuíram, mas reconhecem que ainda falta muito para acabar.

Fonte


sábado, 17 de janeiro de 2015

Revitalização do Rio Paraíba e implementação de Unidades de Conservação são metas do Governo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 - 17:03




A revitalização do Rio Paraíba, a criação, delimitação e a implementação de Parques Estaduais são os eixos prioritários da Secretaria Executiva do Meio Ambiente, além do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, em elaboração, e o programa de combate à desertificação do semiárido paraibano.


De acordo com o secretário executivo do Meio Ambiente, Fabiano Lucena, o Parque Estadual tem grande importância para o estado.  “O Parque Estadual das Trilhas, recém-criado, é o maior dos parques e, sem dúvida alguma, tem uma importância singular, sobretudo para as pessoas que praticam o ciclismo e outros esportes naquela área”, destacou.
 
Com a criação do Parque das Trilhas, João Pessoa passa a ser uma das cidades do Brasil com maior área de Mata Atlântica protegida por unidade de conservação. Somando o parque com a reserva Mata do Buraquinho, são mil hectares de floresta conservados.

O parque tem sofrido invasões. Pessoas estão retirando areia do local de forma irregular, já que a área é de preservação ambiental. “É preciso uma ação imediata do poder público no sentido de dar solução a esses problemas”, acrescentou o secretário Fabiano Lucena.

O governador Ricardo Coutinho assinou o decreto que cria a Unidade de Conservação Parque Estadual das Trilhas dos Cinco Rios em setembro de 2014. A meta é fazer a preservação da segunda mais importante área remanescente da Mata Atlântica. Antes de o decreto ser assinado, a proposta foi submetida a uma consulta pública.
 
O nome do Parque faz referência aos rios existentes dentro da área de conservação – Cuiá, Aratu, Jacarapé, Mangabeira e Mussuré. A unidade também abriga os Riachos Sanhauá e Estivas. Dentro de todo esse território, existem trilhas já utilizadas pela comunidade.

Além do Parque das Trilhas, a Paraíba tem as seguintes Unidades de Conservação:

- Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro, 607 hectares, localizada no Município de Areia.
- Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho, 1.500 hectares, em Rio Tinto.
- Parque Pico do Jabre, 500 hectares, em Matureia e Mãe d’Água.
- Monumento Natural Vale dos Dinossauros, 40 hectares, na Cidade de Sousa.
- Parque Estadual Pedra da Boca,157,3 hectares, no Município de Araruna.
- Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo.
- Jardim Botânico Benjamim Maranhão 329,4, em João Pessoa.
- Parque Estadual da Mata do Xém-Xém, 182 hectares, na Cidade de Bayeux.

O Estado da Paraíba tem diversas áreas com potencias para criação de novas Unidades de Conservação. É grande a diversidade de paisagens distribuídas entre áreas úmidas (Manguezais, Cerrado, Mata da Restinga, Mata Atlântica, Brejos de Altitudes e Matas Serranas) e áreas semiáridas, com cobertura florestal de caatinga, apresentando uma estratificação entre a caatinga arbórea fechada das serras e a caatinga arbustiva aberta.
 
Após a conclusão do mapeamento e diagnóstico florestal, o estado vem selecionando áreas que apresentam potencialidades para a criação de novas Unidades de Conservação.



 

quinta-feira, 13 de março de 2014

1º Paraíba Birdwatching acontece em abril

12/03/2014

Redação do DT com Agências

Embora estejam disponíveis os atrativos da natureza, a existência de uma um
novo nincho de mercado como Birdwatching é indispensável. Foto: Africa Geografic.

O 1º Paraiba Birdwatching- Turismo de Observação de Aves será realizado dias 18/19/20 e 21 de abril de 2014, no Parque Estadual Pico do Jabre - Unidade de Conservação (UC) localizada no Município Brasileiro de Matureia, no Estado da Paraíba.
 
Tendo como anfitrião o Casarão do Jabre, o Sertão e as Aves Sertanejas, será um evento único, indicado para tanto para universitários e profissionais do Turismo, Biologia, Fotografia, Jornalismo e integrantes do trade turístico. O evento tem como objetivo valorizar o Turismo da Região, Bioma Caatinga e suas Espécies de Aves Raras.
 
Segundo o coordenador do evento, turismólogo Dorgival Macedo Filho, a Indústria do Turismo é uma das alternativas econômicas que o sertão paraibano possui e precisa implantar. "Atualmente o turismo está mais restrito à região litorânea próxima a capital João Pessoa. É necessário que se realize um trabalho que contemple as demais Regiões, como forma de interiorizar a atividade. Um evento desse porte surge para nortear profissionais, gestores e toda cadeia produtiva do Setor", afirma o profissional.
 
Ainda, segundo ele, embora estejam disponíveis os atrativos da natureza, a existência de um novo nicho de mercado como Birdwatching é indispensável para complementar as atrações, gerando demanda e atraindo o Turista.
 
"Conscientizar, Sensibilizar e Mobilizar a população para a Importância do Bioma Caatinga, cuidando da Sustentabilidade do Meio Ambiente, com foco direcionado para a Cadeia Produtiva e Alimentar do Bioma, mudando conceitos e apresentando a Caatinga com seus produtos in natura e seus encantos mil", informa.

Os contatos para participar do 1º Birdwatching da Paraíba são: 83 8754 6695/9954 2243



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sudema assina convênio de compensação ambiental com indústria cimenteira

Escrito por Laylson Ismar
  
Sex, 7 de fevereiro de 2014 18:50   
A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) assinou, nesta quinta-feira (6), o Termo de Compromisso para Compensação Ambiental com a InterCement (antiga Cimpor) concretizando o primeiro convênio dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A construção da nova indústria de cimento Caxitu está localizada no município do Conde.

Esta é uma iniciativa em que o empreendedor assume a obrigação de cumprir a compensação ambiental decorrente do licenciamento do empreendimento que pode causar impactos ambientais. O valor desembolsado pela InterCement foi de aproximadamente R$ 1.400.000,00, que será revertido para beneficiamento das Unidades de Conservação (UC) mantidas pela Sudema.

Os recursos serão aplicados para a aquisição de um catamarã para o Parque Estadual Marinho Areia Vermelha (Pemav), bem como a produção do seu plano de manejo e da Área de Preservação Ambiental de Tambaba. Além disso será possível a compra de uma viatura 4×4 para apoiar as pesquisas científicas dentro das UCs estaduais.

“O catamarã será desenvolvido por um engenheiro naval e produzido por um estaleiro. Já os planos de manejo serão estudados por nossos técnicos analisando todas as problemáticas da região, seus impactos ambientais, animais, plantas, fluxo de pessoas para gerar subsídios para a criação de normas de conduta, programas de ação e conservação nas unidades prevista em lei. A média é que fique pronto no prazo de um ano”, pontuou o coordenador de Estudos Ambientais da Sudema, Thiago Silva.

A assinatura do termo marca um momento histórico na gestão de Unidades de Conservação na Sudema, pois é a primeira vez que o procedimento segue todos os trâmites previstos no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000, Decreto nº 4.340/2002, Decreto nº 6.848/2009). Os itens que serão adquiridos com o termo colabora no cumprimento das metas do planejamento estratégico da Sudema na implantação das UCs Estaduais e, ainda, com termo de compromisso celebrado com o Ministério Público Estadual de Cabedelo que solicita a implantação do Pemav.
Novas aquisições – O catamarã permitirá o deslocamento para Areia Vermelha em qualquer horário, além de ter estrutura de dormitório e escritório, podendo ser uma base flutuante para as atividades e gestão, pesquisa, educação ambiental e fiscalização. Já a viatura proporcionará aos pesquisadores aumentar a capacidade de pesquisas em áreas protegidas que ainda não eram acessadas e descobrir novas áreas de estudo.

Thiago Silva ainda destacou que a compensação é realizada de forma transparente e democrática. O cálculo é feito junto com o empreendedor podendo ser repassado de maneira direta – depósito em conta do órgão ambiental destinado exclusivamente para as UCs – ou em aquisição de equipamentos. “É uma contrapartida que ganha o Estado com desenvolvimento sustentável e o empreendedor. Queremos estimular o setor privado para a conservação ambiental e mostrar a seriedade e responsabilidade em que trabalham os órgãos ambientais”, finalizou.



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Parques ecológicos degradados

Área de preservação para a manutenção da fauna e flora características da Zona da Mata, cede lugar a ocupações irregulares, acúmulo de lixo e retirada de recursos naturais.



 


A placa com o alerta de que é proibido desmatar, caçar e construir, segundo manda a legislação, parece ter sido ignorada nos Parques Estaduais do Aratu e Jacarapé, em João Pessoa, e na Mata do Xém-Xém, em Bayeux, na Região Metropolitana. O que deveria ser área de preservação para a manutenção da fauna e flora características da Zona da Mata, cede lugar a ocupações irregulares, acúmulo de lixo e retirada de recursos naturais. A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), órgão responsável pela gestão dos parques, admite a precariedade na fiscalização, o que deixa os locais vulneráveis às intervenções humanas.
 
A situação mais crítica é a do parque do Aratu, no bairro de Jacarapé, na capital. Com 341 hectares de extensão, conforme informações da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), o parque abriga espécies de árvores características da Mata Atlântica e ainda de mangue. Contudo, a área está ameaçada pela ocupação irregular de dezenas de famílias, acúmulo de lixo e “depósito” de entulho de construção civil.

No interior do parque, trechos onde havia vegetação nativa transformaram-se em pequenos lotes para a construção de casebres e outros viraram até lavouras. O agricultor Alfredo Belarmino, de 77 anos, conta que chegou no Parque do Aratu há quase 20 anos. Ele cercou dois terrenos e vive do plantio de raízes. Assim como o idoso, pelo menos outras 20 famílias repetiram o mesmo ato e ocuparam vários terrenos da área verde.
 
“Fui um dos primeiros a chegar aqui. Depois foram chegando outras pessoas e até hoje muita gente que não tem onde morar, vem para cá. Eles vão chegando, montando as barracas e de repente constroem as casinhas”, disse o agricultor. A “urbanização” no Aratu é visível e várias “estradas de acesso” foram abertas no meio da mata. Em outros espaços, o lixo doméstico, plásticos, metais e restos de cimento se espalham entre as árvores.
 
A história da dona de casa Inácia Rodrigues confirma a situação relatada pelo agricultor. Desempregada, com sete filhos e sem ter onde morar, há seis anos ela construiu um casebre dentro da área do parque para abrigar a família. A poucos metros da casa dela, outras duas residências estão começando a ser construídas.
Com as ocupações irregulares, a falta de coleta de lixo e outros problemas de infraestrutura afetam os moradores. “Parece que a gente não existe. Não temos nada. Como não tem coleta, o jeito é queimar o lixo ou enterrar”, disse a dona de casa.
 
E o descarte inadequado de resíduos se repete na área de proteção vizinha, o Parque Estadual de Jacarapé, e na Mata do Xém-Xém. Moradores e comerciantes das proximidades denunciam que pessoas vindas de outros locais é que são os responsáveis por jogar o lixo às margens da área verde.
 
“Essas pessoas vem à noite, de carro, jogam o lixo aqui e vão embora. A gente já tem consciência que não podemos jogar o lixo na mata e colocamos as sacolas perto da pista para o carro da prefeitura recolher”, disse Shirlene Franklin, que mora em um sítio próximo à Mata do Xém-Xém. No Jacarapé, o lixo que agride a mata vai desde lixo doméstico até objetos eletrônicos, como aparelhos de televisão e computadores.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Parque do Róger ainda não saiu do papel

Antigo lixão deveria ser transformado em parque ecológico, mas após uma década a população ainda não foi beneficiada com o espaço. 


Francisco França
Moradores cobram a execução do projeto, que dez anos após seu anúncio não foi executado

A recuperação da área do antigo 'Lixão do Róger', em João Pessoa, que vai desde a remediação do solo, e que visa a conter e evitar a contaminação com o líquido proveniente dos resíduos sólidos (chorume) no espaço onde foram depositadas toneladas de lixo no passado, até a transformação do local em um parque ecológico, ainda não saiu do papel, há mais de 10 anos.
 
A Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) reconhece a estagnação do projeto e afirma que o mesmo precisa passar por adaptações.
 
Moradores da comunidade do 'S', localizada no entorno do antigo lixão, cobram a execução do projeto que aponta várias melhorias para a população com a conclusão do mesmo, a exemplo da dona de casa Maria Francisca, 40 anos, que reside com mais seis pessoas, sendo duas crianças, logo na entrada da comunidade, próximo ao portão de entrada do antigo lixão, há 21 anos.
 
“Faz tempo que ouço falar nesse parque, mas até agora não vimos nada. Só a desativação do lixão. A construção desse parque iria resultar em muitos benefícios para os moradores daqui. Um deles seria a diminuição do uso de drogas aí dentro (do lixão) e também teríamos um local seguro de diversão para as crianças”, declarou.
 
Outro morador que preferiu não se identificar disse que a única coisa que vê sendo feita é o bloqueio de pessoas que às vezes querem entrar no local para despejar resíduos sólidos. “Tem um pessoal fazendo essa fiscalização, ninguém entra para jogar mais nada aí e isso é bom, mas dizer que estão trabalhando para recuperar a área... Eu só acredito quando ver esse tal parque pronto”, disse.
 
De acordo com o diretor operacional da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), Mozart de Castro, a área do antigo lixão do Róger foi divida em cinco células para facilitar a realização da remediação do solo contaminado, das quais duas células já foram finalizadas, uma está em fase de conclusão e outras duas ainda serão iniciadas.
 
“De fato não foi feito muita coisa ainda, mas estamos inicialmente concluindo essas remediações, para poder darmos continuidade às ações.
 
Depois de findada essa fase, iniciaremos a implantação do projeto, em si, com a construção de estações ecológicas, museus e o que mais puder ser agregado ao local”, reconheceu.
 
Nesse intervalo, Mozart de Castro ressaltou que o projeto está sendo estudado pela equipe de engenharia para readaptá-lo. “O estudo inicial foi feito em 2003 e de lá pra cá muita coisa mudou. Temos que rever e adaptá-lo ao tempo. Por esse motivo ainda não temos previsão para o início efetivo das obras. Estamos analisando, readaptaremos e, então, iniciaremos os trabalhos de execução do parque”, frisou.
 
“Por enquanto, estamos dando continuidade à remediação da área e controlando a entrada de resíduos, até que tenhamos uma definição mais concreta do que será executado”, completou.
 
Danos ambientais. Para o vice-presidente da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), Antônio Augusto de Almeida, o retardo na conclusão da remediação do solo acaba cometendo danos ambientais, uma vez que o objetivo da remediação é fazer a contenção da área onde o lixo era armazenado de forma incorreta, evitando que chorume contamine a área de mangue do Rio Sanhauá e os lençóis freáticos.
 
“Entendemos que esse não é um problema de hoje, mas de anos, entretanto, embora a prefeitura tenha uma secretaria de Meio Ambiente, está deixando a desejar no que diz respeito às políticas públicas que prezam pelo meio ambiente. Além disso, vem a questão social também, já que aquelas famílias que vivem no entorno do antigo Lixão do Róger precisam de atenção e de meios que possam inseri-las de forma digna na sociedade”, pontuou.

sábado, 12 de outubro de 2013

Ambientalistas denunciam invasão de área ao lado do Centro de Convenções de João Pessoa

Ocupação geraria desconfortos para o Centro de Convenções, prevê técnico 


A reportagem do WSCOM  recebeu desde ontem emails e torpedos de ambientalistas ligados ao segmento de Trilhas na região do Altiplano na direção a Jacarapé de que dezenas de árvores foram derrubadas por dezenas de pessoas para instalar de área ocupada por sem-tetos visando a construir moradias.

- São inúmeras as pessoas constatando a denúncia - disse um funcionário do IBAMA pedindo para não ser identificado.

Com a invasão, segundo disse, o local se transformará em Favela e incômodo para o Governo porque repercutirá no Centro de Convenções.

Funcionários e o Secretario de Meio Ambiente do Governo não foram localizados.

Da Redação
WSCOM Online

Fonte

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Registros do Cretáceo

Algas ajudaram a preservar pegadas de dinossauro na Paraíba 
 
IGOR ZOLNERKEVIC | Edição 209 - Julho de 2013
   
Para quem quiser deixar uma marca duradoura de sua existência na Terra, fica a dica: caminhe à beira de um lago, onde houver lama ou areia fina e molhada, coberta de limo. Centenas de dinossauros fizeram isso, e suas pegadas permanecem intactas, gravadas nas rochas do sertão nordestino, no município de Sousa, interior da Paraíba, graças à ação das algas verdes e azuis do limo onde pisaram há mais de 100 milhões de anos.
  
Trilha fossilizada no Vale dos Dinossauros, no município de Sousa
Trilha fossilizada no Vale dos Dinossauros,
no Município de Sousa. © FABIO COLOMBINI
A conclusão é dos paleontólogos Ismar Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Giuseppe Leonardi, do Instituto Cavanis, em Kinshasa-Ngaliema, na República Democrática do Congo. Em parceria com o geólogo Leonardo Borghi, da UFRJ, eles apresentaram, em artigo publicado em maio deste ano na revista Cretaceous Research, a primeira prova material da importância do limo na preservação de pegadas fósseis. O filme gelatinoso criado pelos microrganismos crescendo sobre a lama pisada teria impedido que as pegadas fossem apagadas pelo vento e pela chuva, antes que ela endurecesse e fosse recoberta por uma nova camada de sedimento que a protegeria da erosão.
 
“É incrível como microrganismos ajudaram a registrar a vida de alguns dos maiores animais que já viveram”, comenta Leonardi, considerado um dos principais especialistas em icnologia, o estudo de marcas deixadas por animais extintos, os chamados icnofósseis, para determinar sua postura e comportamento. Foi por meio de pegadas, por exemplo, que os paleontólogos deixaram de montar incorretamente os esqueletos fósseis nos museus. Antigamente achava-se que os dinossauros andavam como os crocodilos, arrastando o ventre e a cauda no chão. As pegadas, no entanto, mostram que as criaturas andavam com a cauda e corpo suspensos, com seu peso distribuído igualmente sobre as patas.
 
As pegadas de Sousa foram descritas pela primeira vez em 1924, pelo engenheiro de minas Luciano Jacques de Moraes. O estudo dessas marcas, entretanto, só começou em 1975, quando Leonardi passou um ano explorando a região. Nascido na Itália em uma família de geólogos e paleontólogos, Leonardi, 74 anos, sempre dividiu seu tempo entre a carreira de pesquisador e a de padre católico. Ele se prepara para lançar um livro sobre Sousa, escrito em colaboração com Carvalho, ao mesmo tempo que atua na educação de crianças no Congo.
 
As rochas de Sousa se formaram a partir de sedimentos acumulados em um vale aberto no início da separação entre a América do Sul e a África, no começo do chamado período Cretáceo. Entre 142 milhões e 130 milhões de anos atrás, o vale abrigava rios e lagos, atraindo a fauna da região. Sua lama transformada em rocha registrou a passagem de quase 400 indivíduos — dinossauros, crocodilos, sapos e tartarugas. Também há marcas de ondulações produzidas por água corrente e até pequenos buracos criados por gotas de chuva.
 
Cenas do passado
Não há, porém, ossadas fósseis em Sousa, ao contrário do que ocorre na bacia sedimentar vizinha do Araripe, no Ceará, local da descoberta de muitos dinossauros do Cretáceo. Leonardi explica que os sedimentos e o ambiente das bacias eram distintos. O ambiente mais ácido de Sousa corroía os ossos, enquanto no Araripe enxurradas arrastavam e soterravam rapidamente as carcaças dos animais, mantendo os ossos em condições favoráveis à petrificação.
 
“Em geral, os fósseis são registros da morte, enquanto as pegadas são registros da vida”, afirma Carvalho. Dificilmente as pegadas permitirão identificar a espécie do animal que as produziu. Mesmo assim, os pesquisadores conseguem classificá-las de acordo com certos grupos de dinossauros e, em locais onde há muitas delas, podem reconstruir cenas do passado.
 
© ARIEL MILANI MARTINE
O cotidiano dos dinossauros de Sousa lembra a vida dos grandes mamíferos das savanas africanas de hoje. Há trilhas feitas por bandos numerosos de saurópodes, imensos herbívoros quadrúpedes, semelhantes aos brontossauros. Em certo local é possível notar que um saurópode adulto diminuiu sua marcha para acompanhar o passo de um filhote. Em outros pontos, esses bandos são perseguidos por pequenos grupos de terópodes, carnívoros bípedes parecidos com tiranossauros ou velocirraptores. Mais ativos que os herbívoros, os terópodes deixaram mais pegadas registradas, apesar de provavelmente terem sido em menor número.
 
“Essas marcas são estruturas tão delicadas, tão fáceis de serem apagadas pelas intempéries”, diz Carvalho. “Queríamos entender como foram preservadas.” Segundo ele, os pesquisadores costumavam concordar que, para as pegadas serem preservadas, bastava que o sedimento onde estavam impressas tivesse certas características especiais. Ele deveria ser fino, úmido e plástico na medida certa, como a argila. Todos os estudos experimentais feitos até agora, porém, demonstram que isso muitas vezes não é o suficiente.
 
De uma década para cá, começaram a aparecer evidências de que as pegadas menos erodidas são aquelas cobertas por limo. Em 2009, por exemplo, um grupo de arqueólogos suíços observou exatamente isso ao estudar o endurecimento de pegadas humanas impressas há poucos anos na beira de lagos no Caribe e no Oriente Médio. Carvalho notou algo semelhante na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Outros paleontólogos começaram a suspeitar de que as chamadas esteiras microbianas que compõem o limo funcionariam como uma cola entre os grãos do sedimento, preservando os traços das pegadas, além de os protegerem contra o vento e a chuva. Os microrganismos ajudariam ainda na petrificação, acumulando o cálcio que endurece o sedimento.
 
Carvalho e seus colegas descobriram a primeira evidência material do fenômeno ao analisarem ao microscópio as lâminas de rochas extraídas de um poço na Fazenda Cedro, em Sousa. Encontraram várias camadas de microbialitos, um tipo de rocha formado a partir dos restos de esteiras microbianas do Cretáceo.
 
Outra evidência indireta é a presença em Sousa de fósseis de conchostráceos, um crustáceo protegido por duas conchas, aparentado de caranguejos e camarões. Os conchostráceos existem até hoje e quase nunca ultrapassam meio centímetro de comprimento. Uma das espécies de Sousa, porém, atinge 4,5 centímetros. Carvalho acredita que os conchostráceos de Sousa cresceram tanto por conta do ambiente de águas quentes, calmas e ricas em nutrientes que favoreceram a proliferação das esteiras microbianas nas margens dos lagos onde os dinossauros pisavam.
 
Mais limo, mais detalhes
As pegadas mais ricas em detalhes, que vistas bem de perto revelam de marcas de unhas a ranhuras da planta das patas e dos dedos, seriam aquelas formadas onde as esteiras teriam crescido mais. O limo teria ajudado a preservar também as rebordas que aparecem em volta de algumas pegadas. As rebordas são feitas da lama espirrada quando o animal pisou e podem informar seu peso.
 
Além do sedimento argiloso e das esteiras microbianas, os ciclos de deposição dos sedimentos seguindo as estações secas e chuvosas também ajudou a preservar as pegadas em Sousa. Pegadas eram gravadas e endurecidas durante a estação seca, para então serem enterradas por uma nova camada de sedimento trazida pelas chuvas. A nova camada serviria então de substrato para gravar mais pegadas na estação seca seguinte. Em um local conhecido como Passagem das Pedras, em Sousa, Leonardi escavou 25 dessas camadas com pegadas, produzidas por variações cíclicas na borda de um lago.
 
Carvalho, cuja pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), espera agora examinar lâminas de rochas de outros lugares do mundo com pegadas fósseis. O maior deles fica em Sucre, na Bolívia. “Tenho quase certeza de que os microbialitos estão presentes lá”, diz.
 
“As esteiras microbianas estão na moda”, comenta o paleontólogo Marcelo Adorna Fernandes, da Universidade Federal de São Carlos, cujo laboratório possui a maior coleção de icnofósseis do país, muitos deles coletados no interior paulista, principalmente em Araraquara, onde foram descobertas pegadas até em rochas das calçadas da cidade. Fernandes conta que espera analisar em breve o que ele acredita ser rastros deixados por invertebrados ao rasgarem esteiras microbianas crescendo no fundo dos lagos glaciais, que deram origem às rochas sedimentares conhecidas como os varvitos de Itu.

Artigo científico
CARVALHO, I. et al. Preservation of dinosaur tracks induced by microbial mats in the Sousa Basin (Lower Cretaceous), Brazil. Cretaceous Research. Publicado on-line. 10 mai. 2013.



 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Biólogo lança livro que ajuda a entender criação das Unidades de Conservação

19 jul 13
 
O livro “Roteiro para Criação de Unidades de Conservação Municipais” será lançado nesta sexta-feira (19), às 19h, na Sala de Convenção 2 da Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A obra, que será lançada com apoio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), foi elaborada pelo biólogo paraibano João Carlos Costa Oliveira, mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Para o secretário de Meio Ambiente, Edilton Nóbrega “o Roteiro é imprescindível porque contribui para que o cidadão entenda como são criadas as Unidades de Conservação. Quem trabalha com Educação Ambiental sabe que informação é um instrumento de cidadania, de transformação”, concluiu.

Com uma linguagem acessível o livro também pode ser útil para os gestores ambientais, fornecendo todas as condições para que os técnicos conduzam os processos de criação das Unidades de Conservação. Com doze capítulos, ele traz a fundamentação legal, textos da Constituição Federal sobre os espaços especialmente protegidos, leis ambientais e ainda orientações sobre procedimentos para elaboração do mapa e memorial descritivo das Unidades de Conservação.

A União Mundial para Conservação da Natureza (International Union for Conservation of  Nature – IUCN) definiu categorias para as áreas protegidas no mundo:  Reserva Natural Estrita, Área de Vida Selvagem, Parque Nacional, Monumento Natural, Área de Gestão de Habitat/Espécies, Paisagens Terrestres/Marinhos Protegidos e Área Protegida de Recursos Geridos. O Roteiro para Criação de Unidades de Conservação Municipais atende as diretrizes utilizadas nos processos de criação de unidades de conservação e orienta sobre o passo a passo para que os gestores públicos inscrevam a Unidades de Conservação no cadastro nacional.

Sobre o autor – João Carlos Costa Oliveira é biólogo e trabalhou na Fundação Biodiversitas, Ibama e Ministério do Meio Ambiente. Desde 2011 desenvolve atividades no Instituto Brasília Ambiental, onde atualmente é assessor especial do Licenciamento Ambiental.

O livro “Roteiro para Criação de Unidades de Conservação Municipais” foi elaborado com apoio da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

ICMBio e Prefeitura de Cabedelo (PB) celebram parceria

Victor Souza
victor.souza@icmbio.gov.br

João Pessoa-PB (03/07/2013) - Ocorreu no dia 21 de junho, no auditório da sede da Floresta Nacional (FLONA) da Restinga de Cabedelo (PB), o ato de assinatura do Termo de Reciprocidade entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Prefeitura Municipal de Cabedelo. O documento foi assinado pelo chefe da unidade de conservação (UC), Fabiano Gumier Costa e o prefeito da cidade, José Maria de Lucena Filho. Celebrando a parceria entre as duas partes, que já vêm trabalhando conjuntamente em iniciativas de política conservacionista, como o Projeto Extremo Oriental das Américas, o Termo de Reciprocidade oficializa a cooperação técnico-científica e pedagógica entre o ICMBio e o município de Cabedelo, prevendo o desenvolvimento de ações integradas nas áreas de educação, ciência, tecnologia, meio ambiente, turismo sustentável, patrimônio natural, descentralização cultural e participação da sociedade, entre outras.
 
De acordo com Orione Álvares, analista ambiental da floresta nacional, entre estas ações está o apoio técnico-científico que o Projeto Extremo Oriental das Américas dará para a Prefeitura de Cabedelo no desenvolvimento de seu Plano de Gestão Ambiental Municipal. "Com a participação de três secretarias municipais, o Laboratório de Ecologia Aplicada da Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo está realizando o mapeamento das Áreas de Preservação Permanente (APP) de todo o município, utilizando imagens de satélite de alta resolução", revela Orione, coordenador do projeto supracitado. "Outras ações importantes também estão em desenvolvimento, como o apoio na elaboração do plano de manejo das unidades de conservação municipais e na seleção de áreas para implantação dos píeres de atracação no litoral cabedelense", acrescenta o analista ambiental.
 
O prazo de vigência do Termo de Reciprocidade será de cinco anos, contados a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado por igual período e/ou alterado, mediante lavratura de Termo Aditivo, com a devida justificativa, nos termos da legislação vigente.
 
Situada no litoral da Paraíba, Cabedelo concentra grande importância regional para o ICMBio por também abrigar as sedes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBio); da Coordenação Regional 6 (CR-6) - responsável por prover suporte e apoio técnico e gerencial a 34 UC federais situadas nos Estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, parte da Bahia e parte do Piauí; e da Unidade Avançada de Administração e Finanças - 1ª Região (UAAF1) - que gerencia recursos orçamentários e financeiros de 52 UC federais, três Centros de Pesquisa especializados (com seis bases) e duas Coordenações Regionais (CR-5 e CR-6), todos distribuídos pelos nove Estados do Nordeste.


Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280
Comunicação ICMBio Nordeste
(83) 3245-2847 / 3245-1927



domingo, 9 de junho de 2013

Além de turva, água tem coliformes fecais

Problemas de esgotos da cidade agravam a situação no Parque de Areia Vermelha.






A pesquisa realizada pela equipe da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostrou também que a água do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha está tão turva que a luz do sol não alcança os corais. Além disso, os pesquisadores constataram o alto índice de coliformes fecais nessas águas.

“Os problemas de esgotos da cidade acabam agravando a situação, pois muita sujeira vai para os rios”, disse o professor Tarcísio Cordeiro. “Muitas casas em João Pessoa têm o esgoto ligado à rede pluvial, quando a chuva chega, leva tudo para o mar”, acrescentou.
 
O problema da poluição ambiental é considerado muito sério pelos pesquisadores. “Todo o impacto que se produz no continente afeta a sobrevivência dos recifes. Já estamos em uma situação crítica, os governos se mostram incompetentes diante dessa realidade”, criticou Cordeiro. Segundo ele, o aquecimento global acima de 2 graus vai ser doloroso para o mundo. “Acima disso é caótico, não teremos capacidade de administrar”, afirmou.
 
O professor defendeu também que se a consciência da população não mudar no que diz respeito à preservação ambiental, os governos terão que gastar milhões (ou até bilhões) na construção de recifes artificiais”, declarou. “A recuperação demanda um enorme impulso à gestão costeira integrada, que implica em mudança de hábitos e processos”, argumentou.
 
Se a água é mantida limpa, a quantidade de impactos é reduzida consideravelmente e os corais adquirem mais capacidade, ficam mais resistentes, por assim dizer. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, os corais que estão há seis, sete metros de profundidade não têm mais luz. Segundo o professor, não resta dúvida que os passeios turísticos interferem negativamente na proteção de Areia Vermelha.
 
Depois do período de coleta e análise, a equipe da UFPB chegou à conclusão que a qualidade da água do Parque Areia Vermelha está bastante deteriorada, com valores de turbidez muito elevados, isso ao se comparar com o que vem sendo observado em outros recifes, onde, segundo os pesquisadores, apesar de ter água mais transparente, já mostram sinais de estresse.
 
SUDEMA TENTA REDUZIR IMPACTOS
Através de campanhas educativas, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) tenta reduzir os impactos negativos em Areia Vermelha. Vitor Andrade, da coordenação de estudos ambientais do órgão, disse que por meio do projeto Conduta Consciente, que leva alunos para o local, a Sudema desenvolve campanhas educativas com os visitantes, proprietários de embarcações e donos de bares que funcionam na ilha.
 
Segundo ele, a falta de educação é mais recorrente entre os visitantes que moram na Paraíba, e não pelos turistas. “Parece que quem vem de fora tem mais consciência do que as pessoas que moram aqui. O que a gente observa é que muitos paraibanos não se preocupam em preservar, não jogando casca de amendoim ou lata de cerveja, por exemplo, porque se sentem donos da área. O turista, por outro lado, em sua maioria, mostra um comportamento diferente”, afirmou.
 
A parceria com a Polícia Ambiental também se faz necessária para coibir abusos em Areia Vermelha. “Os policiais têm a missão de proibir a circulação de pessoa na área dos corais e também de fiscalizar os bares, para que recolham todo o lixo produzido durante o dia”, explicou Andrade. Diariamente são seis bares em funcionamento em Areia Vermelha.
 
Apesar do esforço, a falta de um plano de manejo limita a atuação do órgão. De acordo com Andrade, a elaboração do plano deve ser iniciada até o final deste ano. É esse documento que impõe regras e define capacidade de cargas, disciplina o turismo e traça uma série de normais e planos para a área. Sem isso, a própria Sudema se perde na fiscalização. O projeto Conduta Consciente deve ser retomado no próximo verão.
 
DECRETO
Por meio do Decreto 21.263/2000 foi criado o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, que atrai milhares de visitantes durante o ano inteiro. É lá que está uma significativa biodiversidade marinha associada a recifes de corais, segundo informações da Sudema. O próprio órgão reconhece o problema da poluição e excesso de pesca, que implicam em graves ameaças aos recifes de corais.
 
ESPÉCIES
Além de, pelo menos, nove espécies de corais, em Areia Vermelha também há nove tipos de esponjas-do-mar, 41 de moluscos, 31 de crustáceos, 55 de peixes, entre outros grupos da fauna recifal. A Sudema reconhece o problema da destruição física causada pelo tráfego marítimo de barcos e temperatura acima do normal.