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Polícia Ambiental foi chamada para capturar animal na Praia de Tabatinga. Cobra não estava ferida e deve ser libertada em reserva de Mata Atlântica.
Do G1 PB
Jiboia de 3 metros estava em área povoada na praia de Tabatinga, no Litoral Sul (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma jiboia de aproximadamente três metros foi capturada na manhã deste
sábado (7) na imediações da Praia de Tabatinga, na Cidade do Conde, no
Litoral Sul da Paraíba. Segundo informações do Batalhão de Polícia
Ambiental, o animal estava perto de uma pousada. Pessoas que passavam
pelo local avistaram a cobra e acionaram a polícia pelo telefone.
De acordo com o tenente Moreno, da Polícia Ambiental, a captura foi
complexa por se trata de um animal de grande porte. “Deu trabalho, mas
nossa equipe é capacitada para esse tipo de captura e conseguimos
colocá-la na jaula. Ele não estava ferida e após um exame rápido será
libertada de novo na natureza”, comentou.
Ainda segundo o policial, a jiboia será liberada na Reserva de Mata
Atlântica que fica ao lado do Batalhão de Polícia Ambiental, em João
Pessoa. “Como era uma região muito habitada, decidimos trazer a cobra
para o batalhão e iremos soltá-la na mata, que é um habitat natural
dela. A norma do Ibama nos permite esse tipo de procedimento”,
completou.
Cobra foi levada para Batalhão de Polícia Ambiental, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Rochas se desprenderam no domingo (16), na cidade do Conde.
Prefeitura diz que solução depende de ajuda de governos estadual e federal.
Do G1 PB
Trecho da barreira desmoronou na praia de Jacumã, no Conde, Litoral Sul da Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Parte de uma falésia na Praia de Jacumã, no município do Conde,
Litoral Sul da Paraíba, desmoronou no domingo (16). Segundo banhistas
que passavam pelo local, pedaços da barreira se desprenderam e caíram na
areia da praia, mas ninguém ficou ferido. Algumas falésias de praias do
Conde estão sofrendo com a erosão. Além de Jacumã, a Prefeitura do
Conde tem registrado desmoronamentos nas Praias de Carapibus e
Tabatinga.
O secretário do Meio Ambiente e Turismo da cidade, Alexandre Cunha,
explica que o problema com a erosão se dá tanto por problemas com a
infraestrutura das áreas próximas a barreiras quanto pela ação do mar.
Segundo ele, a solução para a questão da degradação não pode ser apenas
de responsabilidade do município, mas de um trabalho conjunto com os
governos estadual e federal, e até com a UFPB.
“Conhecemos o problema, mas não temos profissionais capacitados para
fazer um projeto voltado para área e começar a executá-lo. Sabemos que a
falta de drenagem e saneamento nas proximidades encharcam o solo e
facilitam o desprendimento de rochas. Tem também a ação do mar, que aí
precisaríamos da construção de barreiras para evitar o avanço. É um
problema complexo que precisa de uma ação conjunta”, comentou.
O problema no local é semelhante ao detectado na barreira do Cabo Branco, em João Pessoa. No dia 4 de novembro a prefeitura de João Pessoa interditou parte do trânsito em cima da barreira para evitar a degradação.
O projeto da prefeitura da capital paraibana é desenvolver barreiras
dentro do mar para diminuir o impacto do avanço sobre a área conhecida
como Ponta do Seixas, considerado o ponto mais oriental das Américas.
Maior concentração de casos está em João Pessoa, Cabedelo e Conde.
Cinco barracas da Praia do Poço estão sendo derrubadas nesta terça-feira.
Wagner Lima
Do G1 PB
Ao todo, cinco barracas estão sendo derrubadas nesta segunda-feira (18) na praia do Poço, em Cabedelo (Foto: Walter Paparazzo/G1)
A ocupação irregular de casas e estabelecimentos comerciais no litoral da Paraíba
resultou em 30 ações que estão tramitando na Justiça Federal, segundo a
superintendente do Patrimônio da União, Daniella Bandeira. A maior
concentração de ocupações irregulares está em João Pessoa, Cabedelo
e Conde. Na manhã desta terça-feira (18), o órgão juntamente com as
polícias Civil, Federal, além da Guarda Municipal e equipe de apoio da
Prefeitura de Cabedelo iniciaram a demolição de cinco barracas na Praia
do Poço.
Daniella Bandeira destacou que a Superintendência do Patrimônio da União está realizando o mapeamento do litoral de João Pessoa, Cabedelo e Conde para, em seguida, planejar as remoções.
“No Bessa, nós identificamos novas ocupações de estabelecimentos e a
Sedurb está fazendo o levantamento. Não vamos esperar uma decisão
judicial porque são ocupações recentes”, disse. No Conde, os principais
alvos de fiscalização e monitoramento têm sido as praias de Jacumã,
Tabatinga e Coqueirinho, segundo a Superintendência do Patrimônio da
União (SPU).
Superintendente do Patrimônio da União, Daniella Bandeira, diz que órgão está fazendo levantamento (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Diferente das ocupações irregulares do Bessa, as praias do Cabo Branco e
Tambaú tiveram a sessão de uso aprovada para as duas áreas pela SPU.
Após a formalização, segundo Daniella Bandeira, será iniciado o processo
licitatório que será realizado pela Prefeitura de João Pessoa para
escolher quem ocupará essas áreas de quiosques de forma totalmente
legalizada.
Residências
Em 2010, a Superintendência do Patrimônio da União determinou o recuo
de várias residências que haviam invadido a área de Marinha, na praia do
Bessa. Atualmente, segundo a superintendente do órgão, Daniella
Bandeira, existem seis residências consideradas irregulares que
resultaram em ações na Justiça para resolver o impasse.
Uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada vulnerável.
Vanessa Furtado Fotos: Francisco FrançaDenúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que teriam visualizado pousos
A Superintendência do Patrimônio da União na
Paraíba (SPU-PB) recebeu denúncias de que helicópteros estão pousando no
cânion de Coqueirinho, localizado no Conde, Litoral Sul da Paraíba. O
uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada
vulnerável e já sofre com o desgaste natural causado pela erosão.
Segundo a superintende da SPU, Daniella Bandeira, o caso foi denunciado
para a Aeronáutica que deverá fiscalizar o tráfego aéreo na região.
A denúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que
teriam visualizado o pouso de aeronaves nos finais de semana. A
superintendente pediu a população que, em caso de novas ocorrências, as
denúncias sejam feitas diretamente para a Aeronáutica.
Localizado na praia de Coqueirinho, a formação geológica do cânion se
destaca pela exuberância, e chama atenção de turistas que se encantam
durante as visitações que se intensificam durante o verão. Apesar de
belo, a área sofre com a ação natural da erosão. Segundo o secretário de
Meio Ambiente do Conde, a Prefeitura ainda não dispõe de projeto para
preservação do cânion.
Nos próximos dias, equipes da SPU vão fiscalizar a ocupação na região
do cânion de Coqueirinho. O objetivo da ação é identificar se barracas,
bares e restaurantes retirados da área da União ano passado e que podem
acelerar o processo de degradação ambiental voltaram a ocupar
irregularmente a área do cânion. Contudo, Daniella esclarece que a
superintendência só atua no combate a ocupação de área da União quando
recebe denúncias de órgãos ambientais.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente do Conde, Alexandre
Cunha, a área onde o cânion está localizado pertence a lotes privados.
“A verdade é que o que existe é que quando vamos discutir esse tema e
buscar medidas que minimizarmos os impactos naturais e garantir a
preservação, nos deparamos com o problema de identificar os
proprietários e entrar em acordo com ambientalistas”, declarou o
secretário.
Segundo ele, a erosão que atinge mais fortemente o cânion é provocada
pela ação das chuvas e do vento, e que, portanto, as ações de contenção
devem ser feitas de cima para baixo.
“Aquele é um terreno bem extenso e inclinado, mas que fica distante
cerca de um quilômetro do mar, não sofrendo tanto com o impacto das
ondas. No entanto, no período chuvoso, as águas vão abrindo as voçorocas
e é possível observar claramente as grande valas que se formam e que
deterioram progressivamente e irredutivelmente a formação rochosa”,
explicou o secretário de Meio Ambiente do Conde.
Contudo, o secretário Alexandre Cunha explica que o plano de
preservação do cânion é um projeto a longo prazo principalmente porque a Cidade do Conde tem carências que dificultam a preservação do atrativo
turístico. “Apenas através do saneamento básico, calçamento e drenagem é
que é possível minimizar os impactos no local. Sem contar que não
podemos entrar em terreno privado e impor a contenção”, frisou o
secretário.
Existem obras para melhorar a infraestrutura da área que envolvem
acesso e saneamento além da preservação do meio ambiente, entre elas a
pavimentação da PB-008 até a descida de Coqueirinho. A obra diminuirá o
volume de água que desce para o cânion e contempla a criação de córregos
que canalizam parte das águas da chuva para um córrego, que deságua em
um rio e consequentemente no mar. (Colaborou Luzia Santos)
Sudema inseriu área no Plano de Manejo de Tambaba . O problema da
erosão do cânion de Coqueirinho já chegou ao conhecimento da Secretaria
de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O órgão inseriu a área no
Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, que
ficará pronto no primeiro semestre deste ano, conforme informações do
coordenador de estudos ambientais da Sudema, Thiago Cesar Farias da
Silva.
Atualmente, o Plano de Manejo está na fase de levantamento de
documentação. Com ele, a Sudema buscará normatizar as ações em toda a
área do Litoral Sul da Paraíba, desde a construção de um novo
equipamento, passando pelo levantamento dos pontos críticos de ameaça do
cânion, desde seu início em Tabatinga, até Praia Bela, onde se encerra.
“Nossos técnicos estão elaborando ideias de ação para a recuperação das
encostas do cânion, com o objetivo de reduzir os avanços das voçorocas,
com previsão de apresentação ainda neste primeiro semestre de 2014.
Estamos elaborando o cronograma para então decidir sobre algo mais
concreto, delinear o problema e planejar o orçamento e as ações, que
deverão ser de suavização do talude (parte inclinada do terreno), mas é
tudo ainda muito empírico, talvez sejam necessárias medidas mais
enérgicas, mas ainda não sabemos quais”, afirmou Thiago César Farias da
Silva, coordenador de estudos ambientais da Sudema.