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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Jiboia de 3 metros é capturada perto de pousada no Litoral Sul da Paraíba

07/02/2015 13h41 - Atualizado em 07/02/2015 13h41

Polícia Ambiental foi chamada para capturar animal na Praia de Tabatinga.
Cobra não estava ferida e deve ser libertada em reserva de Mata Atlântica.
 
Do G1 PB
 

Jiboia de 3 metros estava em área povoada na praia de Tabatinga, no Litoral Sul (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Jiboia de 3 metros estava em área povoada na praia de Tabatinga,
no Litoral Sul (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma jiboia de aproximadamente três metros foi capturada na manhã deste sábado (7) na imediações da Praia de Tabatinga, na Cidade do Conde, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo informações do Batalhão de Polícia Ambiental, o animal estava perto de uma pousada. Pessoas que passavam pelo local avistaram a cobra e acionaram a polícia pelo telefone.
 
De acordo com o tenente Moreno, da Polícia Ambiental, a captura foi complexa por se trata de um animal de grande porte. “Deu trabalho, mas nossa equipe é capacitada para esse tipo de captura e conseguimos colocá-la na jaula. Ele não estava ferida e após um exame rápido será libertada de novo na natureza”, comentou.

Ainda segundo o policial, a jiboia será liberada na Reserva de Mata Atlântica que fica ao lado do Batalhão de Polícia Ambiental, em João Pessoa. “Como era uma região muito habitada, decidimos trazer a cobra para o batalhão e iremos soltá-la na mata, que é um habitat natural dela. A norma do Ibama nos permite esse tipo de procedimento”, completou.

Cobra foi levada para Batalhão de Polícia Ambiental, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Cobra foi levada para Batalhão de Polícia Ambiental,
em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Fonte

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Parte de falésia na praia de Jacumã desmorona no Litoral Sul da Paraíba

17/11/2014 13h16 - Atualizado em 17/11/2014 13h16 

Rochas se desprenderam no domingo (16), na cidade do Conde.
Prefeitura diz que solução depende de ajuda de governos estadual e federal. 

Do G1 PB



Trecho da barreira desmoronou na praia de Jacumã, no Conde, Litoral Sul da Paraíba  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Trecho da barreira desmoronou na praia de Jacumã, no Conde,
Litoral Sul da Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Parte de uma falésia na Praia de Jacumã, no município do Conde, Litoral Sul da Paraíba, desmoronou no domingo (16). Segundo banhistas que passavam pelo local, pedaços da barreira se desprenderam e caíram na areia da praia, mas ninguém ficou ferido. Algumas falésias de praias do Conde estão sofrendo com a erosão. Além de Jacumã, a Prefeitura do Conde tem registrado desmoronamentos nas Praias de Carapibus e Tabatinga.
 
O secretário do Meio Ambiente e Turismo da cidade, Alexandre Cunha, explica que o problema com a erosão se dá tanto por problemas com a infraestrutura das áreas próximas a barreiras quanto pela ação do mar. Segundo ele, a solução para a questão da degradação não pode ser apenas de responsabilidade do município, mas de um trabalho conjunto com os governos estadual e federal, e até com a UFPB.
 
“Conhecemos o problema, mas não temos profissionais capacitados para fazer um projeto voltado para área e começar a executá-lo. Sabemos que a falta de drenagem e saneamento nas proximidades encharcam o solo e facilitam o desprendimento de rochas. Tem também a ação do mar, que aí precisaríamos da construção de barreiras para evitar o avanço. É um problema complexo que precisa de uma ação conjunta”, comentou.
 
O problema no local é semelhante ao detectado na barreira do Cabo Branco, em João Pessoa. No dia 4 de novembro a prefeitura de João Pessoa interditou parte do trânsito em cima da barreira para evitar a degradação. O projeto da prefeitura da capital paraibana é desenvolver barreiras dentro do mar para diminuir o impacto do avanço sobre a área conhecida como Ponta do Seixas, considerado o ponto mais oriental das Américas.
 
Fonte
 
 

terça-feira, 18 de março de 2014

Justiça Federal tem 30 ações por ocupação irregular do litoral da PB

18/03/2014 10h12 - Atualizado em 18/03/2014 12h37 

Maior concentração de casos está em João Pessoa, Cabedelo e Conde.
Cinco barracas da Praia do Poço estão sendo derrubadas nesta terça-feira.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
  
Ao todo, cinco barracas estão sendo derrubadas nesta segunda-feira (18) na praia do Poço, em Cabedelo, por ordem judicial (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ao todo, cinco barracas estão sendo derrubadas
nesta segunda-feira (18) na praia do Poço,
em Cabedelo (Foto: Walter Paparazzo/G1)
A ocupação irregular de casas e estabelecimentos comerciais no litoral da Paraíba resultou em 30 ações que estão tramitando na Justiça Federal, segundo a superintendente do Patrimônio da União, Daniella Bandeira. A maior concentração de ocupações irregulares está em João Pessoa, Cabedelo e Conde. Na manhã desta terça-feira (18), o órgão juntamente com as polícias Civil, Federal, além da Guarda Municipal e equipe de apoio da Prefeitura de Cabedelo iniciaram a demolição de cinco barracas na Praia do Poço.
Daniella Bandeira destacou que a Superintendência do Patrimônio da União está realizando o mapeamento do litoral de João Pessoa, Cabedelo e Conde para, em seguida, planejar as remoções.

“No Bessa, nós identificamos novas ocupações de estabelecimentos e a Sedurb está fazendo o levantamento. Não vamos esperar uma decisão judicial porque são ocupações recentes”, disse. No Conde, os principais alvos de fiscalização e monitoramento têm sido as praias de Jacumã, Tabatinga e Coqueirinho, segundo a Superintendência do Patrimônio da União (SPU).

Superintendente do Patrimônio da União na Paraíba, Daniella Bandeira (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Superintendente do Patrimônio da União,
Daniella Bandeira, diz que órgão está fazendo
levantamento (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Diferente das ocupações irregulares do Bessa, as praias do Cabo Branco e Tambaú tiveram a sessão de uso aprovada para as duas áreas pela SPU. Após a formalização, segundo Daniella Bandeira, será iniciado o processo licitatório que será realizado pela Prefeitura de João Pessoa para escolher quem ocupará essas áreas de quiosques de forma totalmente legalizada.

Residências
Em 2010, a Superintendência do Patrimônio da União determinou o recuo de várias residências que haviam invadido a área de Marinha, na praia do Bessa. Atualmente, segundo a superintendente do órgão, Daniella Bandeira, existem seis residências consideradas irregulares que resultaram em ações na Justiça para resolver o impasse.
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SPU denuncia pouso de helicópteros no cânion

Uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada vulnerável.


 


Fotos: Francisco França
Denúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que teriam visualizado pousos
 
A Superintendência do Patrimônio da União na Paraíba (SPU-PB) recebeu denúncias de que helicópteros estão pousando no cânion de Coqueirinho, localizado no Conde, Litoral Sul da Paraíba. O uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada vulnerável e já sofre com o desgaste natural causado pela erosão. Segundo a superintende da SPU, Daniella Bandeira, o caso foi denunciado para a Aeronáutica que deverá fiscalizar o tráfego aéreo na região.
 

A denúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que teriam visualizado o pouso de aeronaves nos finais de semana. A superintendente pediu a população que, em caso de novas ocorrências, as denúncias sejam feitas diretamente para a Aeronáutica.
 
Localizado na praia de Coqueirinho, a formação geológica do cânion se destaca pela exuberância, e chama atenção de turistas que se encantam durante as visitações que se intensificam durante o verão. Apesar de belo, a área sofre com a ação natural da erosão. Segundo o secretário de Meio Ambiente do Conde, a Prefeitura ainda não dispõe de projeto para preservação do cânion.

Nos próximos dias, equipes da SPU vão fiscalizar a ocupação na região do cânion de Coqueirinho. O objetivo da ação é identificar se barracas, bares e restaurantes retirados da área da União ano passado e que podem acelerar o processo de degradação ambiental voltaram a ocupar irregularmente a área do cânion. Contudo, Daniella esclarece que a superintendência só atua no combate a ocupação de área da União quando recebe denúncias de órgãos ambientais.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente do Conde, Alexandre Cunha, a área onde o cânion está localizado pertence a lotes privados. “A verdade é que o que existe é que quando vamos discutir esse tema e buscar medidas que minimizarmos os impactos naturais e garantir a preservação, nos deparamos com o problema de identificar os proprietários e entrar em acordo com ambientalistas”, declarou o secretário.
Segundo ele, a erosão que atinge mais fortemente o cânion é provocada pela ação das chuvas e do vento, e que, portanto, as ações de contenção devem ser feitas de cima para baixo.
 
“Aquele é um terreno bem extenso e inclinado, mas que fica distante cerca de um quilômetro do mar, não sofrendo tanto com o impacto das ondas. No entanto, no período chuvoso, as águas vão abrindo as voçorocas e é possível observar claramente as grande valas que se formam e que deterioram progressivamente e irredutivelmente a formação rochosa”, explicou o secretário de Meio Ambiente do Conde.
 
Contudo, o secretário Alexandre Cunha explica que o plano de preservação do cânion é um projeto a longo prazo principalmente porque a Cidade do Conde tem carências que dificultam a preservação do atrativo turístico. “Apenas através do saneamento básico, calçamento e drenagem é que é possível minimizar os impactos no local. Sem contar que não podemos entrar em terreno privado e impor a contenção”, frisou o secretário.
 
Existem obras para melhorar a infraestrutura da área que envolvem acesso e saneamento além da preservação do meio ambiente, entre elas a pavimentação da PB-008 até a descida de Coqueirinho. A obra diminuirá o volume de água que desce para o cânion e contempla a criação de córregos que canalizam parte das águas da chuva para um córrego, que deságua em um rio e consequentemente no mar. (Colaborou Luzia Santos)

Sudema inseriu área no Plano de Manejo de Tambaba . O problema da erosão do cânion de Coqueirinho já chegou ao conhecimento da Secretaria de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O órgão inseriu a área no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, que ficará pronto no primeiro semestre deste ano, conforme informações do coordenador de estudos ambientais da Sudema, Thiago Cesar Farias da Silva.

Atualmente, o Plano de Manejo está na fase de levantamento de documentação. Com ele, a Sudema  buscará normatizar as ações em toda a área do Litoral Sul da Paraíba, desde a construção de um novo equipamento, passando pelo levantamento dos pontos críticos de ameaça do cânion, desde seu início em Tabatinga, até Praia Bela, onde se encerra.

“Nossos técnicos estão elaborando ideias de ação para a recuperação das encostas do cânion, com o objetivo de reduzir os avanços das voçorocas, com previsão de apresentação ainda neste primeiro semestre de 2014. Estamos elaborando o cronograma para então decidir sobre algo mais concreto, delinear o problema e planejar o orçamento e as ações, que deverão ser de suavização do talude (parte inclinada do terreno), mas é tudo ainda muito empírico, talvez sejam necessárias medidas mais enérgicas, mas ainda não sabemos quais”, afirmou Thiago César Farias da Silva, coordenador de estudos ambientais da Sudema.