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sábado, 11 de março de 2017

Arqueólogos escavam cemitério indígena em Pocinhos, na Paraíba

11/03/2017 16h57 - Atualizado em 11/03/2017 16h57
 
Sítio fica no Lajedo do Cruzeiro e faz parte de um estudo de doutorado.
Objetivo é entender um pouco mais sobre a vida dos índios Cariris.

Do G1 PB
 

Arqueólogos buscam achar vestígios ósseos que expliquem mais dos índios Cariris, em Pocinhos, na Paraíba (Foto: Thomas Bruno/Arquivo Pessoal)
Arqueólogos buscam achar vestígios ósseos que expliquem
mais dos índios Cariris, em Pocinhos, na Paraíba
(Foto: Thomas Bruno/Arquivo Pessoal)

Um sítio arqueológico na cidade de Pocinhos, no Agreste paraibano, teve escavações iniciadas por um grupo de pesquisadores. O local é conhecido como Lajedo do Cruzeiro e consiste em um cemitério dos índios Cariris. O o objetivo do trabalho é coletar materiais ósseos para uma tese de doutorado que será apresentada na Universidade de Coimbra, em Portugal.

O trabalho é desenvolvido pelo Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Estadual da Paraíba (Uepb) com o apoio da Sociedade Paraibana de Arqueologia e Museu de História Natural.

Outro resultado esperado após a escavação é compreender melhor como os índios Cariris viviam, se comportavam, seus hábitos alimentares e que tipos de doenças existiam naquela época.

Para um dos arqueólogos da expedição, o professor Juvandi Santos, explicou que o trabalho deve ir até segunda-feira, mas os primeiros resultados da escavação só devem ser conhecido nos meses seguintes. “Coletamos algumas coisas, os primeiros resultados devem sair em seis meses, pois levamos os materiais coletados para o laboratório” afirmou.

O professor destacou ainda que o trabalho desempenhado vai possibilitar um conhecimento mais profundo do povo paraibano. “Quando se faz um trabalho como esse nós estamos contando um pouco da história desse povo, dando a oportunidade de conhecer as nossas raízes” finalizou.

Judivan Santos revelou também que outros trabalhos de escavação devem ser realizados em outras cidades da Paraíba. Um dos locais escolhidos foi a cidade de Boqueirão, que também possui registros de povoados indígenas da tribo Cariri.


Fonte




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Campina Grande realiza atividades para divulgar direitos dos animais

05/10/2015 09h13 - Atualizado em 05/10/2015 09h13 

Evento acontece desta segunda-feira (5) até sexta-feira (9).
Intenção é incentivar o cuidado aos animais.




 
Do G1 PB


Semana de proteção dos animais tem programação em Campina Grande (Foto: Reprodução / TV Paraíba)
Semana de proteção dos animais tem programação em Campina Grande
(Foto: Reprodução / TV Paraíba)
Começa nesta segunda-feira (5) a Semana de Conscientização do Direito dos Animas em Campina Grande. O evento é promovido pelo Centro de Zoonoses e vai até a sexta-feira (9) com atividades que incentivem o cuidado e a adoção de animais.
  
Durante os três primeiros dias, equipes do Centro de Zoonoses visitam escolas da rede municipal fazendo atividades de educação humanitária, como peças e palestras, distribuindo panfletos sobre a Lei Municipal 5.512, que protege os animais e dá outras orientações.
 
Na quinta-feira (8), o evento acontece no Centro de Tecnologia do Museu Vivo da Ciência e Tecnologia Lynaldo Cavalcanti, no Centro, e terá uma capacitação de educadores e técnico das escolas com foco no direito dos animais com as professoras Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Camila Azevedo e Ana Paula Lacchia.
 
O encerramento acontece no mesmo local a partir das 8h, com apresentação dos trabalhos feitos nas escolas e capacitação e uma palestra com o secretário executivo dos Direitos dos Animais de Recife, Pernambuco, Rodrigo Vidal, sobre políticas públicas para os animais.



domingo, 3 de agosto de 2014

Poluição sonora afeta terminal

Professora da UEPB coordenou pesquisa que aponta que sáude auditiva pode ser colocada em risco nos terminais de ônibus.


 

Utilizar o transporte coletivo nos terminais de passageiros de Campina Grande pode colocar em risco a saúde auditiva dos usuários. É o que aponta pesquisa coordenada pela professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Nayliane Costa.
 

Após 2 meses de coletas de dados no Terminal Integrado de Passageiros e no Terminal Rodoviário Cristiano Lauritzen (Rodoviária Velha), comprovou-se que nos horários de maior movimentação a poluição sonora produzida ultrapassa os limites indicados pela legislação.
 
Segundo o estudo, os dois locais averiguados se localizam em uma zona classificada como diversificada, por concentrar comércio, grande movimentação de pessoas e veículos. Mesmo assim, o limite da produção sonora que não deve superar no período diurno o valor de 65 decibéis (dB), valor que mede a intensidade do mesmo, chegou no Terminal Integrado a uma média de 75 dB, e um pico de 89 dB. Já na Rodoviária Velha a média foi de 71dB, e um pico de 95 dB. Esses valores foram medidos entre as 11h e as 13h entre os meses de dezembro de 2013 e janeiro de 2014.
 
A professora Nayliane Costa apontou que os fatores que contribuem para que esses índices atinjam valores altos são principalmente os motores dos veículos e os ruídos provocados pela frenagem dos ônibus. Ela ainda apontou que o comércio informal que existe nos arredores dos locais tem sua parcela de contribuição para a poluição sonora, mas que o que incomoda o sistema auditivo dos usuários e que pode levar a dano na saúde é principalmente o ruído causado pelos veículos.
 
“Os níveis encontrados estão acima do recomendado pela NBR 10151, além do decreto estadual e da lei complementar municipal. Esses ambientes são desconfortáveis quanto ao ruído e também insalubres. A proximidade das plataformas de embarques, o barulho das frenagens dos veículos e a concentração de veículos nos horários de pico possibilita um risco à saúde dos usuários, como também dos profissionais que trabalham no local. A exposição prolongada nesses locais pode causar perda da audição e outros distúrbios de saúde”, explicou a professora Nayliane Costa.

Além de catalogar os dados obtidos através do aparelho decibelímetro, o estudo também realizou uma pequisa com os usuários do sistema de transportes para que o consumidor avaliasse o nível de poluição produzida nos dois locais. De acordo com os números, 60% das pessoas ouvidas apontaram a poluição sonora como maior desconforto nos dois espaços. “A população se sente incomodada, uma vez que a maioria apontou que passa entre 20 e 60 minutos dentro de um terminal. Por isso que essa superexposição pode ser tão prejudicial à saúde”, acrescentou Nayliane.

Apesar dos dois terminais de passageiros estarem localizados no Centro da cidade, onde existe a lei municipal do silêncio que determina a produção sonora de no máximo 55 dB, as pessoas que denunciam o descumprimento dessa norma ainda não apresentaram queixa ao município. Pelo menos foi o que afirmou Denise de Sena, coordenadora de Meio Ambiente de Campina Grande, que apontou que apesar da maioria das denúncias de poluição no município serem a sonora, esses locais praticamente não são citados.

“Por mês nós recebemos cerca de 90 denúncias. Dessas, 30% são de poluição sonora, mas aqui nunca chegou nenhuma vinda do Terminal Integrado, e em poucas vezes a Rodoviária Velha é citada. Nós ainda não tomamos conhecimento dessa pesquisa, vamos averiguar nos locais para ver se os números apresentados existem, e, se comprovado, vamos tomar alguma medida. A maioria das reclamações são de som alto em bares, residências ou em locais próximos de escolas, que mesmo não estando no Centro, todas já compreendem zonas de silêncio”, explicou Denise de Sena.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Alternativas de uso e captação da água são apresentadas em CG

Evento em alusão ao Dia Mundial da Água está sendo realizado na sede do Instituto Nacional do Semiárido em Campina Grande.





Metodologias alternativas de captação, uso e reutilização da água foram apresentadas ontem em Campina Grande, na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), durante o seminário “Água e Energia”, realizado em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

O evento, organizado em alusão ao Dia Mundial da Água, termina hoje com relatos de técnicos e dos próprios agricultores sobre as técnicas diferenciadas de uso da água e manejo da terra. Amanhã, ativistas plantarão 1.000 árvores no entorno do açude de Boqueirão.

Entre as experiências bem sucedidas estão as barragens subterrâneas. De acordo com o técnico José Afonso Bezerra, do Coletivo Regional do Cariri, são pelo menos 60 barragens construídas em 11 municípios do Cariri paraibano que funcionam como alternativa de captação de água para os produtores da região.

“Temos conseguido através de parcerias com vários órgãos os recursos para construir estas barragens, que têm custo relativamente baixo, em torno de R$ 4 mil a R$ 6 mil. A gente tem utilizado retroescavadeira para fazer a escavação do riacho, depois é colocada uma lona para fechar a passagem da água subterrânea. A experiência foi bem sucedida onde foi aplicada, para abastecimento humano, de animais e também para plantações”, explicou.

Outra alternativa de produção sustentável e de baixo custo apresentada é o “quintal produtivo”, que tem contribuído para aumentar a renda de pequenos agricultores no interior do Estado, como relatou a agricultora Sara Maria Constância, do assentamento São Domingos, no município de Cubati.

“Eu planto vários tipos de ervas e uso a água do poço que temos no sítio para esta pequena plantação. Teve mês que eu já tirei até R$ 2 mil com o que eu planto no meu quintal. É um investimento muito baixo, com R$ 80 é possível começar”, contou.

O diretor do Insa, Ignácio Salcedo, ressaltou a importância do o uso racional. “A água é um bem fundamental para a vida, sobretudo no Semiárido, então é preciso que se aplique o racionamento".

O Dia Mundial da Água é comemorado em 22 de março pela Organização das Nações Unidas (ONU). Durante os dois dias de seminário, serão realizadas palestras, mesas redondas e visitas técnicas de caráter educativo. O público-alvo são professores, agricultores, experimentadores, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes de organizações não governamentais.

O secretário de Estado de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, João Azevedo, lembrou as obras do governo. “São mais de 730 quilômetros de adutoras que estão sendo construídas e 11 cidades que estão recebendo saneamento, entre elas Brejo do Cruz, Coremas, São José de Piranhas, Coxixola. Obras estruturantes e fundamentais para o povo paraibano”, frisou.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Espaço que abrigará elefanta Lady ficará pronto no final de fevereiro

22 jan 2014

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) concluirá no dia 28 de fevereiro as obras do espaço definitivo que abrigará a elefanta Lady dentro do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica. Enquanto o local passa por obra, Lady vem recebendo todos os cuidados de biólogos e veterinários da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). No período que está no Parque, a elefanta já engordou 500 quilos com a dieta fornecida.

A área construída pela PMJP obedece às regras da legislação ambiental e contará com quase dois mil metros quadrados divididos em maternidade, parque, tanque e pontos de fuga que garantirão a privacidade da elefanta.

O secretário de Meio Ambiente da PMJP, Edilton Rodrigues, afirma que o melhor local encontrado para a elefanta são as instalações dentro da Bica. “Estamos trabalhando para concluirmos o espaço até o final de fevereiro. Ela já recebe todos os cuidados de biólogos e veterinários da PMJP para continuar saudável e terá uma vida ainda mais confortável com a mudança para as novas instalações”, declarou.

A área que receberá Lady terá local para banhos de sol, sombra, espaço livre e ainda obstáculos com troncos de madeira, para que o animal possa se exercitar. O local terá também um lago para banho e ambiente para cambiamento, onde o animal é colocado para que os tratadores façam a limpeza do recinto e realize os cuidados veterinários.

Espaço aprovado – O local que a PMJP está finalizando para a elefanta tem sido aprovado por estudiosos e profissionais da área ambiental. O superintendente do Ibama na Paraíba, Ediberto Farias de Novaes, visitou as obras na Bica e afirma que está adequado às normas ambientais. “Estamos confiantes que o espaço construído será a melhor opção para Lady. Enquanto o local não fica pronto, não tenho preocupações quanto ao bem-estar do animal, pois sei que os veterinários e biólogos da Bica estão fazendo o melhor trabalho”, destacou.

Para o professor do curso de Biologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Douglas Zeppelini, a mudança de Lady para o espaço construído pela PMJP garantirá mais qualidade de vida para a elefanta. “Pude ver a área que está em construção e é um espaço muito bom. Esse animal foi retirado de um cativeiro e a área que atualmente está em nada lembra a antiga moradia. Lady está recebendo todos os cuidados adequados e estará melhor instalada com a conclusão da obra”, afirmou.

A bióloga Rita Mascarenhas, da Associação Guajiru, visitou as futuras instalações da elefanta Lady e endossou os elogios para o local. “Nós estamos monitorando o tratamento que a elefanta tem recebido e sabemos que ela recebe alimentação e cuidados adequados. Também verifiquei o novo local e ele é totalmente adequado às necessidades do animal”, disse.

Dieta – Lady recebe uma dieta balanceada, distribuída em cinco refeições diárias. São três refeições a base de frutas e duas refeições de capim. Além isso, três vezes por semana é ofertada uma ração concentrada de farelo de trigo e sal mineral.

Segundo o médico veterinário Thiago Nery, chefe da Divisão de Zoológico do Parque, “essa complementação dá suporte nutritivo, para que o animal atinja uma dieta balanceada. Ao todo são 160 quilos de alimento todos os dias”, complementou.

A elefanta – Lady foi doada à PMJP pelo Circo Europeu. Enquanto a área definitiva não fica pronta, a elefanta recebe todo acompanhamento das equipes de biólogos e médicos veterinários da PMJP. Quando chegou ao Parque, Lady  passou por uma série de exames laboratoriais, tais como sangue, urina e fezes.

A equipe de médicos veterinários detectou um problema oftalmológico provocado pelo excesso de flashes, da época em que ela estava no Circo. Lady foi medicada e já aumentou 500 quilos com a dieta fornecida na Bica.

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sábado, 31 de agosto de 2013

Projeto discute conservação marinha em área de 100 mil hectares na PB

30/08/2013 08h21 - Atualizado em 30/08/2013 08h24 

Floresta de Cabedelo será palco de reunião entre entidades ambientais.
Evento busca avaliar desenvolvimento de projeto de preservação local.
 
Do G1 PB
 
 
Evento Um Dia de Mar no Projeto Extremo Oriental das Américas vai reunir pesquisadores de oito entidades (Foto: Arquivo Pessoal/Marcos de Jesus)
Evento Um Dia de Mar no Projeto Extremo Oriental das
Américas vai reunir pesquisadores de oito entidades (Foto: Arquivo
Pessoal/Marcos de Jesus)

A Floresta Nacional (Flona) da Restinga de Cabedelo será a anfitriã de uma reunião científica nesta sexta-feira (30), para discutir a conservação marinha na Paraíba. Com o tema 'Um Dia de Mar no Projeto Extremo Oriental das Américas', o evento busca avaliar o desenvolvimento de um projeto de preservação desenvolvido no local. A floresta tem mais de 100 mil hectares.
 
Serão recebidos especialistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), além do Diretor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente, da Marinha do Brasil e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA) da Paraíba.

Projeto está alinhado com as metas nacionais e internacionais do ICMBio e do MMA (Foto: Arquivo Pessoal/Herman Recaben)
Projeto está alinhado com as metas nacionais e
internacionais do ICMBio e do MMA  (Foto: Arquivo
Pessoal/Herman Recaben)
A reunião deve identificar quais são as lacunas de conhecimento, as dificuldades na gestão e oportunidades facilitadoras da área estudada. Os participantes também devem propor outras estratégias de gestão. O evento marca ainda a apresentação dos subprojetos do Projeto Extremo Oriental das Américas relacionados à área marinha. Os projetos incluem a criação, no litoral paraibano, de dois parques temáticos: um de mergulho e outro de pesca esportiva. Também  será estudada a possibilidade de implementação de um oceanário no Rio Paraíba.

Projeto Extremo Oriental das Américas
Pensado pela equipe da Flona da Restinga de Cabedelo, o projeto 'Extremo Oriental das Américas' preza pelo desenvolvimento de iniciativas que podem ser aplicadas, de forma conservacionista, à inovação da gestão ambiental local. Apesar de ter um foco em um geossistema estuarino de 160 mil hectares, o projeto está alinhado com metas nacionais e internacionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que considera a região do estuário do rio Paraíba como prioritária para a conservação da biodiversidade.
 
Segundo os idealizadores e coordenadores da iniciativa, envolver a sociedade na gestão da biodiversidade e mensurar os serviços ambientais são estratégias fundamentais para consolidar a ligação dos 260 fragmentos de Mata Atlântica do estuário do rio Paraíba e garantir sua interação ecológica com os ecossistemas marinhos do litoral paraibano.
 
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domingo, 31 de março de 2013

Campina Grande ganhará primeiro Jardim Botânico do país a ser instalado em Bioma de Caatinga

jardim botanico campina grande


O primeiro Jardim Botânico do Brasil a ser montado em um bioma de caatinga funcionará em Campina Grande. A informação é do consultor de projetos Secretaria de Cultura do município, Bruno Vaz Diniz. O sítio ‘Louzeiro’, com uma área de 99 hectares e cercado por seis bairros da zona Norte da cidade, foi a área de preservação ambiental escolhida para sediar o Jardim Botânico da ‘Rainha da Borborema’.

A previsão é de que o local (que já possui uma área desapropriada de 25 hectares) esteja aberto à visitação até o final de 2013. “Essa área do sítio ‘Louzeiro’ que abrange uma faixa de preservação da fauna e flora de Campina Grande. Estamos trabalhamos para desapropriar até 70 hectares, talvez não seja a área toda, os 99 hectares. De qualquer maneira, já é uma área muito grande e estamos na fase de conversar com os moradores da área, além da fase de elaboração e implantação do projeto. A parte de compra é feita pela procuradoria jurídica do município”, declarou Bruno.

Segundo ele, a ação acontece em parceria com a Prefeitura de Campina e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). “Devemos estar com a fundação pronta em breve, que será uma autarquia pública que vai operar o Jardim Botânico. Já pretendemos criar isso agora no mês de abril. Já as obras pioneiras, das edificações, os primeiros plantios de paisagismo deverão acontecer até julho deste ano e com isso, até o final do ano deveremos estar com o local aberto para a visitação”, declarou.

Detalhes do local – A ‘Rainha da Borborema’ já está associada à Rede Brasileira de Jardins Botânicos. O ‘Sítio Louzeiro’, área onde funcionará o Jardim Botânico de Campina Grande, é cercado pelos bairros: Nações, Alto Branco, Conceição, Rosa Mística, Jeremias e Jardim Continental.

Texto: Ligia Coeli

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quarta-feira, 13 de março de 2013

Projeto de extensão do Campus IV revela descaso com meio ambiente no Sertão paraibano

13 mar 2013

O cenário é preocupante. As árvores existentes no Sertão paraibano estão agonizando. Por falta de consciência e desrespeito ao meio ambiente, grande parte da população está agredindo a natureza, causando danos quase que irreversíveis a flora e a fauna sertaneja. Isto é o que aponta o relatório final do projeto “Levantamento quantiqualitativo e fitossanitário das espécies vegetais do Campus IV da UEPB em Catolé do Rocha - PB”.

Coordenado pela professora Fabiana Xavier, o projeto surgiu em 2010 como atividade de extensão do curso de Ciências Agrárias do Campus IV e está em sua fase final. Os resultados parciais dos setores de caprinocultura e apicultura já foram apresentados à comunidade pelos alunos envolvidos na ação. Todos ficaram perplexos com os danos causados ao meio ambiente na cidade.

Luís Alberto Silva Albuquerque, Jair Clério Araújo, Luiz França de Farias, Mirtes Raísla Fernandes Dutra, José Sebastião de Melo Filho, Tarciano Santiago Silva, Geffson Figueredo Dantas, Anne Caroline Linhares, Diego Franklei Oliveira, Luciana Guimarães e Sonaria de Sousa Silva são os estudantes que integram o projeto, que tem previsão para ser concluído no próximo mês de abril, mas que desde o seu início vem revelando um lado triste do sertanejo.

Das mais de 20 mil árvores identificadas no entorno do Campus, muitas estão doentes. Desde julho de 2010, quando teve início a pesquisa, as espécies encontradas com mais frequência foram a Jurema Preta (Mimosa tenuiflora), Marmeleiro (Cydonia vulgaris), Mofumbo (Combretum leprosum), Nim (Azadirachta indica) e Algaroba (Prosopis juliflora).

Dados preocupantes
O resultado do estudo surpreende. Das 64 árvores de Angico pesquisadas, a maioria apresentava marcas de vandalismo com cortes agressivos, em boas condições fitossanitárias, mas com deficiência nutricional. A espécie Aroeira também tem sido maltratada. Todas as 15 árvores identificadas apresentaram poda inadequada e periderme desidratada. Os nove pés de Cajazeira também apresentaram cortes extravagantes e deficiência nutricional.

A Catingueira, árvore típica da região, também tem sido alvo de ataques. As 335 árvores pesquisadas estavam infestadas com ervas daninhas em fase de desenvolvimento e periderme desidratada. O estudo mostrou ainda outros problemas em duas árvores como Cumarú, que estavam em boas condições fitossanitárias, mas apresentam cupins, e em 23 árvores de Juazeiro com cortes extravagantes, poucas folhas, ataque de formigas e cupins, periderme desidratada, deficiência nutricional e presença de cochonilha.

Foram identificados problemas nas árvores de Jucá como cortes no caule, cupins e deficiência nutricional. Nas 103 árvores de Jurema foram vistos cortes agressivos. As 158 Juremas Brancas tinham cortes agressivos, apresentavam deficiência hídrica, deficiência nutricional e periderme desidratada. Já as 570 Juremas Pretas tinham vários cortes agressivos.

Os estudantes ainda identificaram problemas semelhantes em espécies como Maniçoba (29 árvores), Marmeleiro (2.153 árvores), Mororó (939 árvores), Mufumbo (534 árvores), Pau Branco (4 árvores), Pau Ferro (2 árvores), Pau Serrote (9 árvores), Pereiro (34 árvores), Pinhão Manso (20 árvores), Pinhão Branco (6 árvores), Pinhão Mato (8 árvores)  e Umburana (7 árvores). Elas apresentaram desidratação, cortes agressivos, formigueiros, entre outros danos.

Árvores como Abirotam, Algaroba, Algodão Bravo, Angico, Aroeira, Catingueira, Juazeiro, Jucá, Marmeleiro, Umburana, entre outras, também apresentam problemas como galhos secos e com formigas, cupins, cortes extravagantes, poucas folhas, caule ressecado e cortes profundos.

Última etapa
Inicialmente, a ação pretendia replantar algumas áreas em torno da Universidade. Conforme contou a professora Fabiana Xavier, o Campus de Catolé do Rocha é um dos maiores da Instituição e, todos os dias, professores, alunos e funcionários usufruem da paisagem.

A proposta era avaliar a saúde das plantas encontradas no Sítio Cajueiro, especialmente a qualidade e a quantidade das espécies arbóreas, numa investigação científica, voltada ao meio ambiente, tendo como objetivo melhorar a arborização do Campus e, consequentemente, de toda a região, dentro de uma proposta de reflorestamento do local. Mas a atividade foi além das expectativas.

O projeto, conforme revelou a professora Fabiana Xavier, se prepara para entrar na última etapa que será marcada pelo lançamento de um livro elaborado pelos alunos envolvidos no projeto, relatando a experiência feita em torno do Campus e na cidade.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Projeto da UEPB em parceria com o Ministério do Trabalho promove melhoria na vida de catadores

19/12/2012 - 10:08 AM  

O projeto se chama “Mobilização, inclusão e formação de catadores/as de materiais recicláveis da cidade de João Pessoa: uma experiência necessária”

 

Organizar em associações e cooperativas os catadores de materiais recicláveis, que trabalham nos lixões e ruas da cidade de João Pessoa, capacitando-os e oferecendo-lhes melhores condições de trabalho. Este é o objetivo do projeto da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), do Campus V, que será desenvolvido por meio de um convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego, através da Secretaria Nacional de Economia Solidária.
 
O projeto “Mobilização, inclusão e formação de catadores/as de materiais recicláveis da cidade de João Pessoa: uma experiência necessária”, de autoria da coordenadora pedagógica do ensino médio, professora Fátima Araújo, será desenvolvido durante o período de 36 meses, até 2015, beneficiando uma média de 600 catadores da capital do Estado.
 
Dentre as etapas do projeto estão a capacitação de equipe técnica; identificação, sensibilização, mobilização e cadastramento dos catadores de rua, lixões e aterro sanitário de João Pessoa; inclusão dos catadores no cadastro único do Governo Federal, e no Programa Brasil Alfabetizado, no caso dos não alfabetizados; organização de pontos de armazenamento e entrega voluntária de resíduos; campanha de valorização da categoria; criação de um espaço de empreendimento econômico solidário, com galpão, balanças, esteiro, prensa, carrinhos de substituição da tração humana, entre outras ações.
 
Estão previstos ainda cursos com dois módulos de oito horas de duração cada um, abordando temas relativos à economia solidária, erradicação do trabalho infantil, alternativas de enfrentamento à pobreza; curso de formação política, com quatro horas de duração e oficinas temáticas, a serem definidas pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.
 
A iniciativa pretende proporcionar melhores condições de vida e trabalho para os catadores de material reciclável de João Pessoa, fortalecimento sua participação política, incremento de renda, adequação às normas de saúde e segurança no trabalho, inserção dos catadores em políticas sociais, produção científica sobre o tema em questão, entre outros benefícios.
 
De acordo com a coordenadora da iniciativa, professora Fátima Araújo, esse projeto será uma alternativa de combate aos problemas que são vivenciados no cotidiano dos catadores de resíduos de João Pessoa.
 
“A Paraíba é o último estado no ranking de coleta seletiva em todo o Brasil. Além da falta de consciência ambiental e cívica da população, os catadores de materiais recicláveis são obrigados a trabalhar numa situação precária, tendo que vender o material coletado a preços abaixo do real valor de mercado, comprometendo a sua saúde física e a renda familiar, na grande maioria das vezes, não chegando a satisfazer as suas necessidades mais básicas e elementares”, relata a professora Fátima.
 
Neste sentido, a docente enfatiza ainda a necessidade de organização da categoria para que essa realidade possa mudar, e lembra que o projeto a ser desenvolvido pela UEPB atua com essa perspectiva. “É preciso um trabalho que oriente essa categoria sobre uma nova possibilidade de trabalho através das associações e cooperativas, fortalecendo o resultado do seu trabalho e a possibilidade de barganhar um preço melhor à medida que unem forças e aumentam o volume de material. Investir na formação e capacitação para que eles possam adquirir conhecimento capaz de melhorar a sua atuação no mercado de recicláveis se faz essencial” avalia.

Assessoria


 

sábado, 22 de setembro de 2012

Dia da árvore celebra o Rio Piabas

Atividades educativas e manifesto pela preservação da nascente do Riacho das Piabas, fazem parte da programação alusiva ao 'Dia da Árvore'. 


 

No Dia da Árvore, que é comemorado hoje, Campina Grande vai celebrar a nascente do Riacho das Piabas, que ainda possui uma área preservada com 96 espécies arbóreas. Para os ambientalistas, o espaço é o pulmão da cidade, absorvendo grande parte da poluição que é despejada no ar diariamente. Hoje um grupo vai se manifestar a favor da revitalização do ribeiro. A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) também vai promover atividades educativas, com a doação de 950 mudas de árvores para a população.

O ambientalista Fernando Oliveira explicou que o Riacho das Piabas começa na zona rural de Campina Grande, se estendendo desde o distrito de Jenipapo até o bairro da Conceição, onde a mata ainda está preservada. Entre este bairro e o bairro da Catingueira, onde se encontram o médio e baixo leitos do Riacho das Piabas e onde começa a urbanização, o ribeiro está totalmente descaracterizado. “O progresso e o crescimento urbano sem planejamento acabaram interferindo no ecossistema, provocando uma transformação no riacho”, contou.

As práticas da população, como jogar lixo dentro do canal por onde passa o riacho, é um dos problemas mais agravantes e que acaba impossibilitando sua revitalização. Por isso, estudantes e pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) deverão se reunir em vários pontos da cidade, coletando assinaturas para a recuperação do córrego. Um desses pontos será a Praça da Bandeira, com participação do 31º Batalhão do Exército.

A UEPB também está promovendo uma comemoração ao dia, mas que se estenderá pela próxima semana. Segundo a UEPB, 800 mudas ficarão à disposição da população no batalhão do Exército, no bairro da Palmeira, e mais 150 na Embrapa Algodão, no Centenário. Outro projeto intitulado “Um Poema em cada Árvore”, também vai mobilizar a sociedade, através de uma iniciativa à leitura com a utilização das árvores como suporte. O evento vai acontecer no campus da UEPB e nas praças da Bandeira, Clemetino Procópio e Antônio Pessoa. (Isabela Alencar)



 

domingo, 16 de setembro de 2012

Estudantes transformam lixo em adubo no Sertão

Lixo orgânico produzido pelo restaurante universitário, passava por processo de compostagem e era utilizado como fertilizante. 


 
Utilizar a teoria da sala de aula como um mecanismo para contribuir para o meio ambiente foi uma escolha que deu certo para o estudante de Ciências Agrícolas Ariones Clebson de Almeida, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Ele e mais dois colegas desenvolvem um projeto de transformação do lixo em adubo, que está sendo utilizado para a produção de mudas de Cajueiro. Serão 46 mudas plantadas na entrada do campus de Catolé do Rocha, no Sertão paraibano.

A experiência começou como um trabalho para a disciplina de Ecologia e Meio Ambiente e o estudante, que já está na reta final do curso, achou interessante utilizar as técnicas que aprendeu para deixar a sua contribuição para a natureza. “A experiência começou há quatro meses, quando a gente começou a recolher o lixo orgânico do restaurante da universidade. O lixo foi recolhido em baldes e passou por um processo chamado de compostagem, sendo transformado em adubo”, contou.

De 15 em 15 dias, os estudantes recolhiam o lixo e faziam a compostagem, processo que dura algumas semanas, até que a matéria-prima se transformasse em adubo, alimento para as mudas de Cajueiro. Segundo o estudante, restos de alimentos, como as cascas de frutas, verduras e até o pó de café são excelentes elementos para a produção de fertilizante natural.

“Além do aprendizado técnico, essa experiência também nos ensinou que pequenas ações podem fazer muita diferença para o meio ambiente”, disse.

O resultado do trabalho foi a produção de 46 mudas de Cajueiro, que serão plantadas na entrada da UEPB, campus de Catolé do Rocha. A expectativa é de que, além de embelezarem a paisagem, as árvores tragam a possibilidade de um contato maior com a natureza, a melhor qualidade do ar, a diminuição da poluição sonora e absorção das partículas e gases presentes no ar. “Se todos nós fizéssemos a nossa parte, com certeza o meio em que vivemos seria mais agradável, especialmente em áreas tão secas como a nossa. Um pouco de sombra só faz bem”, disse o estudante.


 

domingo, 29 de julho de 2012

Areia Vermelha passa bem

Publicado em 29/07/2012 às 08h00  

Sensibilização da comunidade sobre o turismo sustentável, criação de normas para o uso da ilha, redução dos efeitos de degradação, desenvolvimento de novas habilidades nos processos de aprendizagem e profissionalização. Estes foram alguns dos objetivos alcançados após um ano de atividades do projeto de extensão Educação e Preservação Ambiental do Parque de Areia Vermelha, coordenado pelo professor de Biologia do Ensino Médio do Campus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), José Jaílson de Farias.

A iniciativa é integrada ao Programa de Educação Ambiental do Campus de João Pessoa, coordenado pela professora Fátima Araújo, contando com a parceria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Prefeitura Municipal de Cabedelo e Associação das Tartarugas Urbanas (Guajiru), entre outros.

O projeto foi criado no intuito de desenvolver ações educativas para diminuir os impactos ambientais no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, considerando o grau de degradação atual de sua ilha e o crescente turismo na área metropolitana de João Pessoa.

De acordo com o professor Jaílson de Farias, “todas as ações de orientação e normas de conduta para o uso sustentável do parque contribuíram, de forma significativa, na sensibilização e conscientização do desenvolvimento do turismo ecologicamente correto dos segmentos que utilizam de maneira direta ou indireta o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha”.

O docente destaca, ainda, a importância do engajamento de discentes não só da UEPB como do IFPB e as parcerias firmadas com patrocinadores e financiadores do projeto que atendeu mais de 30 mil pessoas, entre visitantes e comerciantes do parque.

Ao todo, 40 estudantes da graduação em Ciências Biológicas da UEPB, além de alunos dos cursos técnicos em Meio Ambiente e Pesca do IFPB e um aluno de Engenharia Ambiental da UFPB participaram do projeto, que contou com cursos temáticos para formação, treinamento de técnicas de canoagem, reunião com comerciantes e donos de embarcações, oficinas para produção de material educativo, visitas à Areia Vermelha e execução das ações de orientação de normas de uso do parque, nas embarcações, na ilha e nos corais.

Também constituíram etapas do projeto a montagem de estande para apresentação de materiais educativos sobre as ações desenvolvidas no Parque, divulgação dos resultados obtidos e de práticas adequadas à realidade do Parque de Areia Vermelha em escolas de ensino médio, por meio de palestras, feiras de ciências e outros eventos pertinentes, além da análise de dados e planejamento das ações do projeto a cada período de maré.

Por meio da parceria com a Sudema, o projeto da UEPB auxiliou nas ações da campanha 'Conduta Consciente', desenvolvida pelo órgão, cujo slogan deste ano foi 'Não deixe nossa praia vermelha de vergonha'.

Os agentes ambientais atuaram na distribuição de material informativo, com dicas de preservação da vida no parque marinho, indicação de locais para banho e mergulho, corais e estacionamento de embarcações, além da localização de agentes e polícias ambientais.

O trabalho dos agentes ambientais foi realizado tanto no interior das embarcações, durante o percurso, como no banco de areia e nas áreas destinadas ao banho. Os agentes orientavam quanto aos cuidados com os corais, para que as pessoas não pisassem nesses animais, e também para que as embarcações não ancorem nesses pontos.

Os visitantes também foram orientados a não levar nada da ilha, para não causar desequilíbrio ao meio ambiente, não alimentar os peixes, recolher o lixo, desligar o som ou qualquer tipo de ruído durante a permanência na ilha e nadar ou mergulhar nas áreas reservadas, longe do tráfego de embarcações.

A ação foi realizada durante todo o verão até que chegasse o período de chuvas.


 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Poluição pode causar câncer



Pesquisa da UEPB mostra que resíduos desepejados no açude de Bodocongó podem causar câncer na população.

Leonardo Silva
Com mais de 3 milhões de metros cúbicos, açude de Bodocongó está com 80% das suas águas poluídas
Cerca de 80% do açude de Bodocongó, em Campina Grande, já está completamente poluído, segundo a Associação de Proteção ao Meio Ambiente (Apam). Mas o pior foi descoberto através de uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), onde consta que os resíduos despejados pela comunidade local, condomínios e fábricas podem causar câncer.

De acordo com a oncologista Renata Gurgel, um longo período de exposição a um ambiente altamente contaminado pode provocar uma alteração no DNA e desaceleração celular.

O açude já possuiu mais de 3 milhões de metros cúbicos (m³), mas hoje tem pouco mais de 1 milhão de m³, devido à deteriorização ao longo dos anos. Por causa da constante poluição, causada também pelos próprios moradores da cidade, a consequência está sendo ainda mais grave, atingindo comunidades próximas ao manancial, que estão sendo atingidas diretamente, através do surgimento de doenças graves, como o câncer. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada há dois anos pela UEPB.

Segundo a professora do Departamento de Química Verônica Evangelista, uma das coordenadoras do projeto, a pesquisa foi realizada através da coleta de amostras da água, que foram analisadas em laboratório e que apontaram contaminação do açude por derramamento de óleo, além de metais pesados. Ela informou que o contato com a água pode ocasionar contaminação humana por vias dermal, respiratória e oral.

“Grupos de risco estão susceptíveis a adquirir doenças conforme a natureza de alguns componentes serem classificados como carcinogênicos, que podem causar modificações e levá-los ao câncer”, informou.

A oncologista Renata Gurgel informou que, dependendo da quantidade de substâncias tóxicas encontradas no açude, é possível que comunidades próximas ao local adquiram a doença, ao longo dos anos. “Se houver uma grande poluição, com componentes como os metais pesados, é possível que em dez anos de contato direto haja uma alteração no DNA e as células comecem a desacelerar. Esses fatores de poluição podem causar grandes malefícios à saúde, assim como um longo período de exposição ao álcool ou ao tabaco”, explicou.

O secretário de Obras do município, Alex Azevedo, informou que a prefeitura tem um projeto de urbanização do Açude de Bodocongó, em parceria com o governo federal, previsto para ser licitado após o período de eleições. “O projeto de urbanização do Açude de Bodocongó será um investimento de R$ 10 milhões, dos quais R$ 2 milhões serão investidos pela Prefeitura Municipal e nós estamos apenas aguardando o sinal verde do governo federal para licitá-lo.



terça-feira, 17 de julho de 2012

É preciso cuidado com extinção

Pode-se perceber que o impacto sobre as espécies deve ser considerado junto com outros fatores, como a degradação de habitat, diz pesquisador.



Conforme o pesquisador Rômulo Nóbrega, o uso de animais medicinais domésticos não implica em problemas de conservação, mas ele contou que a maioria das espécies medicinais é composta de animais silvestres. Ele explicou que, dentre as espécies medicinais registradas no Brasil, algumas constam na lista oficial das espécies brasileiras ameaçadas de extinção, como o peixe-boi marinho, a tartaruga marinha e o cavalo-marinho.
“É importante frisar que algumas espécies são caçadas para uso medicinal, mas na maioria das vezes, os produtos medicinais são subprodutos de animais usados para outras finalidades.
Embora algumas das espécies medicinais estejam ameaçadas e o uso medicinal seja um fator adicional de pressão sobre essas espécies, pode-se perceber que o impacto sobre as espécies deve ser considerado junto com outros fatores, como a degradação de habitat e captura desses animais para outros fins", observou o pesquisador da UEPB.
A pesquisa foi realizada pelo grupo de pesquisadores do Departamento de Biologia, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e feita na comunidade de Bom Sucesso, em Soledade, no Curimataú paraibano, entre os anos de 2007 e 2008.
Segundo o pesquisador, durante os primeiros contatos com a população local, procurou-se identificar especialistas na medicina popular, maiores conhecedores dos diversos tipos de tratamento e de animais, utilizados nas crenças populares do Nordeste.


domingo, 15 de julho de 2012

Animais são usados no tratamento de doenças

Pesquisa da UEPB identifica várias patologias que podem ser 'curadas' com a zooterapia.




A medicina popular sempre foi um mistério para a ciência, e os trabalhos nessa área ainda são escassos, mas a crença trazida de geração em geração permanece ainda hoje. Um tratamento bastante utilizado, principalmente em municípios do interior nordestino, a zooterapia, utiliza animais na busca pela cura de doenças como a asma, alcoolismo, reumatismo, epilepsia, além de outras, em uma interação de elementos indígenas, africanos e europeus, desde o período de colonização do Brasil. É preciso tomar cuidados na administração desses tratamentos.
Uma pesquisa realizada por professores e alunos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) catalogou 25 doenças e 23 espécies de animais que podem ajudar os seres humanos no tratamento de enfermidades. No catálogo foram citadas espécies de peixe, tipos de mamíferos, répteis e aves, mas segundo o professor e pesquisador Rômulo Nóbrega, em pesquisas realizadas até agora, no Brasil, 326 espécies são usadas no tratamento de 110 doenças.
Ele contou que a zooterapia pode ser definida como o tratamento de doenças humanas, a partir da utilização de produtos de partes do corpo do animal ou de produtos de seu metabolismo, como secreções corporais e excrementos, além de materiais construídos por eles, como ninhos e casulos.
“Documentos históricos indicam que o uso de animais medicinais no Brasil vem desde a colonização. No Brasil, a manifestação da medicina popular e, particularmente, da zooterapia, configura uma interação de elementos indígenas, africanos e europeus, participando da história da medicina desde o princípio da colonização”, contou. O professor informou que muitos tratamentos são conhecidos dos nordestinos, como a utilização do mel de abelha nas doenças do aparelho respiratório; a banha do teju, usada para dor na garganta; ou ainda o sebo do carneiro, que é muito utilizado para o reumatismo.
Outros curiosos e menos conhecidos também foram citados na pesquisa, como a pena da codorniz (ave), que serve para mordida de cobra; ovo de pato doméstico, para o nervosismo e, o papo ou moela do urubu, para falta de ar e alcoolismo.
Na Feira Central de Campina Grande, um dos lugares onde mais se encontra esse tipo de produto, a vendedora Inácia Firmino, de 70 anos, contou que não há um mal que não pode ser tratado com a sabedoria do povo. “Eu sempre me tratei com ervas, partes de animais e sempre melhorei. Estou tomando um remédio de farmácia, mas sinceramente não está adiantando de nada. As pessoas ainda procuram muito essas misturas aqui”, contou a vendedora, que há 58 anos comercializa os produtos.
Segundo o coordenador, a sabedoria popular resultou em uma rica etnomedicina, que ganhou um papel importante nas práticas de saúde de pessoas de diversas classes sociais no País. “Na Paraíba não poderia ser diferente. Os animais foram e continuam sendo utilizados para a confecção de remédios populares", disse. Rômulo.


domingo, 18 de março de 2012

Teste será feito fora do laboratório

Segundo pesquisadora, próximo passo é testar inseticida natural no meio ambiente.

 
 
A próxima etapa da pesquisa desenvolvida pela especialista, que é professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), é testar a eficácia do produto fora dos laboratórios. Embora a eficácia do produto já ter sido comprovada, somente depois que houver aplicabilidade direta da experiência no meio ambiente é que poderá se chegar a uma conclusão acerca de dosagens ideais e condições para aplicação da tecnologia.

“É preciso padronizar o uso do produto. Feito isso, ele terá plenas condições de chegar ao mercado, pois o que se verifica atualmente é o combate ao gorgulho através do uso de substâncias químicas, que podem inclusive contaminar o grão”, explica Elvira Bezerra Pessoa.

Ela informou que ainda não está definida de que forma dará continuidade à pesquisa, já que ainda será preciso definir qual entidade fomentará as outras etapas. “Eu estava focada em defender a pesquisa agora no mês de março. Feito isso, vamos pensar de que forma a pesquisa poderá ter continuidade”, disse.


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