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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ônibus tomba em ribanceira e abelhas atacam passageiros na Paraíba

26/11/2014 10h42 - Atualizado em 26/11/2014 10h42

Acidente aconteceu entre Campina Grande e Esperança.
Vítimas tiveram apenas escoriações leves. 

 
Do G1 PB
 

Um ônibus tombou nesta terça-feira (25), entre Campina Grande e Esperança, e um enxame de abelhas atacou as vítimas, que tiveram apenas leves escoriações. O acidente aconteceu na BR-104, no Agreste do estado. Segundo a polícia, as vítimas não foram atingidas e não precisaram de atendimento médico.

O veículo estava indo para Campina Grande, quando, de acordo com o motorista, um dos pneus do veículo estourou e ele perdeu o controle do ônibus, que estava com cerca de 10 passageiros. O automóvel saiu da pista e tombou em uma ribanceira.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu as vítimas, que tiveram apenas escoriações leves. "O problema foi o enxame que estava no local e atacou o ônibus, atrapalhando o socorro", explicou o policial Eduardo Laime.


 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Paraíba já registra 19,3 mil casos de diarreia este ano

Estado já registrou 19.352 casos de Doenças Diarreicas Agudas, 499 a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.


 
Francisco França
Má qualidade da água, sobretudo no interior, está gerando alerta para surto de diarreia
 
A má qualidade da água, sobretudo no interior da Paraíba, está gerando alerta para surtos de diarreia em vários municípios.
 

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), de janeiro a março deste ano foram registrados 19.352 casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), 499 a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram notificados 18.853 casos. Várias ações de controle da qualidade da água estão sendo desenvolvidas pela SES e pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para tentar reverter a situação.

Conforme esclarece a nota técnica sobre DDA encaminhada em 2013 pela SES para os municípios paraibanos, “a ocorrência de no mínimo dois casos com o mesmo quadro clínico após ingestão do mesmo alimento ou água da mesma origem caracteriza-se como surto de doença transmitida por alimento ou água”. Dados do último relatório sobre o quadro de doenças diarreicas no Estado encaminhado pela SES ao Ministério da Saúde, mostram que nas duas primeiras semanas de janeiro de 2014, nove municípios paraibanos estavam em situação de epidemia: Cuité, Nova Floresta, Sossego, Assunção, Campina Grande, Esperança, Bonito de Santa Fé, São João do Rio do Peixe e Uiraúna.

O monitoramento das doenças diarreicas agudas acontece diariamente, segundo informou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Anna Stella Pachá, através de informações encaminhadas pelos gestores municipais online.
 
Entretanto, os dados referentes ao início de março ainda não foram consolidados para atualizar a situação dos municípios em situação epidêmica.
 
A gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES, Bernadete Moreira reforça que a má qualidade da água repercute no agravamento destas doenças. “Isso repercute no aumento do número de casos e no agravamento das doenças diarreicas. Também é responsabilidade dos municípios monitorar e garantir o controle da qualidade da água, verificar a situação dos mananciais, encaminhar as amostras de água. A secretaria vem desenvolvendo várias ações junto aos municípios para sanar este quadro”, disse.

Para o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) Buba Germano, os gestores municipais estão realizando as ações de controle específicas.

“Um surto de diarreia pode acontecer por vários motivos além da qualidade da água, como o próprio período chuvoso, que contribui para a proliferação destas doenças. Todos os municípios dispõem de estrutura de atenção básica para realizar este controle. Desconheço estas situações de epidemia.

Mas é preciso analisar caso a caso a situação de cada município”, afirmou.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

'Cidade Expressa' debate mobilidade urbana em Campina Grande

29/05/2013 11h35 - Atualizado em 29/05/2013 18h15

Seminário acontecerá no dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.
Região metropolitana de Campina Grande foi criada em 2009.
 
Do G1 PB
 
 
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do 'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do
'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Uma solenidade de abertura nesta quarta-feira (29) marcou o início do seminário 'Cidade Expressa' em Campina Grande. O debate visa despertar a atenção para a mobilidade urbana e concretização da região metropolitana de Campina Grande. O evento acontece no próximo dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.



O lançamento do seminário aconteceu na sede da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG) e contou com a presença do vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, do secretário de de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, do consultor em cooperativismo e desenvolvimento regional Rosalvo Meneses Filho e do superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, além da presença de empresários e pesquisadores do tema.

Para o vice-governador, a importância da região metropolitana e do debate em torno da mobilidade urbana passam pela própria preponderância de Campina Grande enquanto entreposto comercial da Paraíba. "É um esforço importante para a geração de emprego e renda. Fico muito feliz pelo compromisso firmado pela nossa cidade. O desenvolvimento da Paraíba passa muito por Campina Grande e precisamos descobrir novos ciclos para alavancar o crescimento da cidade", afirmou Rômulo Gouveia.
 
Segundo o superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, "será prestado todo apoio e adesão do grupo na divulgação das propostas. Campina Grande é uma cidade que precisa dessa discussão em torno da mobilidade". De acordo com o consultor da ACCG, Rosalvo Meneses Filho, é importante que a Região Metropolitana de Campina Grande, criada através da Lei Complementar 92/2009, saia do papel. "Precisamos que se torne instrumento de ação, pensando os problemas que já se acumulam para resolver em um futuro próximo", alegou.
 
O secretário de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, afirmou que a Prefeitura vem tomando medidas que possam ajudar a sanar os problemas de mobilidade e implementar definitivamente a Região Metropolitana. "Queremos parabenizar a iniciativa. Precisamos discutir planos para que o crescimento de Campina Grande não se transforme em transtorno", disse.
 
No próximo dia 7 de junho, a programação contará, dentre os vários debates, com a palestra do ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, o pernambucano doutor em engenharia do transporte Osvaldo Lima Neto, o potiguar doutor em arquitetura Ruskin Freitas, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Helvio Polito Lopes Filho, o vice-presidente do Fórum Nacional das Regiões Metropolitanas, Luciano Pinto, e o secretário de Planejamento da Paraíba, Gustavo Nogueira.

A Paraíba tem 11 regiões metropolitanas regulamentadas por leis: Araruna, Cajazeiras, Esperança, Itabaiana, Guarabira, Vale do Piancó, Sousa, Mamanguape, Patos, João Pessoa e Campina Grande.
 
Seminário Cidade Expressa
Data: sexta-feira (7)
Horário: 8h
Local: Teatro da Facisa

Fonte

 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Projeto recupera mata ciliar do Mamanguape

Projeto Rio Mamanguape abrange sete municípios do Brejo paraibano e já beneficiou cerca de 15 pessoas. 




Há 6 anos um projeto vem trabalhando para a recuperação do Rio Mamanguape, que abrange sete municípios do Brejo paraibano, através da conservação e preservação de suas nascentes. De acordo com o engenheiro civil Lucílio Vieira, da Cooperativa de Projetos, Assistência Técnica e Capacitação do Nordeste – Ltda. (Coopacne), que executa o Projeto Rio Mamanguape, cerca de 15 mil pessoas já foram beneficiadas através da iniciativa, que já começou a recuperar a mata ciliar do rio, degradada por anos com o desmatamento.

Ele explicou que o projeto tem o intuito de ajudar especialmente os agricultores das cidades de Alagoa Nova, Areial, Esperança, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas e Montadas, inclusive com ações educativas e construção ou recuperação de tanques e cisternas. “A grande solução para o abastecimento de água nessas cidades seria a recuperação da Barragem de Camará, já que apesar das chuvas serem consideráveis na região, não existem reservatórios para captar essa água”, informou.
 
As cisternas, uma solução encontrada pelo projeto como solução pontual, estão beneficiando hoje centenas de famílias. Conforme o engenheiro, já foram disponibilizadas entre mil a 1.200 equipamentos do tipo, para a reserva de água. “O trabalho educativo se estende na recuperação da mata ciliar do rio Mamanguape, inclusive com a ajuda dos próprios agricultores. Nós reflorestamos com 50% de plantas nativas, assim como árvores frutíferas e outras que possam também servir como fonte produtiva para os agricultores”, explicou.
 
O Projeto Rio Mamanguape está realizando a II Semana da Água, que aconteceu nas sete cidades do Brejo paraibano, sendo encerrada amanhã, em Lagoa Seca. Conforme a coordenadora da área de Educação da Coopacne, Maria Zélia Araújo, cerca de 600 pessoas, em cada um dos municípios, estiveram presentes ao evento, dentre gestores municipais, educadores, agricultores e estudantes. “Nós realizamos um trabalho de educação para a conservação do meio ambiente, desde o manuseio dos resíduos sólidos, o reaproveitamento da água, passando pelas doenças que podem ser ocasionadas por causa da exposição ao lixo”, disse.
 
O evento está acontecendo no Convento Ipuarana e se estenderá também através de uma oficina sobre as expectativas pertinentes à reedição do Projeto Rio Mamanguape em suas várias áreas de atuação, a partir da 8h, na Câmara de Vereadores, que acontecerá hoje. Amanhã haverá uma concentração ao lado da Secretaria de Ação Social, a partir das 8h, para uma caminhada que percorrerá várias ruas centrais da cidade e será encerrada na Praça da Igreja Matriz da cidade.

Fonte

 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Aesa analisa o assoreamento de reservatórios na Paraíba

Objetivo do estudo da Aesa é analisar o processo de assoreamento dos açudes e detectar o volume real de cada um dos mananciais. 



 


A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) está realizando um trabalho de análise do processo de assoreamento dos açudes da Paraíba, com o intuito de detectar o volume real de cada um dos mananciais. O trabalho foi realizado inicialmente no manancial de Vaca Brava, localizado no Município de Remígio, no Brejo paraibano, mas a maioria dos 60 açudes monitorados pela Aesa também será analisada.

Conforme o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Lucílio Vieira, o procedimento que está sendo realizado para a verificação do assoreamento é chamado de batimetria, que mede a profundidade dos mananciais, detectando qualquer obstrução nos açudes. No Brasil, o assoreamento é uma das principais causas de morte de rios e mananciais, causado inclusive pela ação do homem, através do desmatamento e construções inadequadas.

“O assoreamento provoca um controle errado da quantidade de água de um manancial. Nossa análise pretende identificar qual a capacidade real dos açudes, muitos como o de Vaca Brava, que abastecem uma grande quantidade de pessoas e que estão obstruídos muitas vezes por sedimentos”, informou. Ele contou que o processo foi iniciado em Vaca Brava, que abastece os municípios de Remígio e Esperança, com capacidade de três milhões de m³, mas que está com menos de 50% do total do seu volume.

“O trabalho também será feito na maioria dos açudes monitorados pela Aesa”, informou. Ele contou que o resultado das análises será divulgado em breve. Ontem pela manhã, o presidente da Aesa, Moacir Rodrigues, participou de inspeções nos açudes de Boqueirão e Vaca Brava. As vistorias são de rotina e realizadas por técnicos e engenheiros da Agência


sábado, 12 de janeiro de 2013

Açudes estão com 36% do volume e 10 estão em colapso na Paraíba

12/01/2013 12h13 - Atualizado em 12/01/2013 12h13

Segundo Aesa, 10 reservatórios estão impedidos de abastecer população.
Volume baixo é comparado aos índices registrados na seca de 1998.
 
Do G1 PB
 
 
Açude de Coremas é o maior reservatório hídrico da Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude de Coremas, maior reservatório da PB, está com 43,7%
da capacidade (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Os 122 reservatórios hídricos da Paraíba estão com 36,42% de sua capacidade, que é de 3,9 bilhões de metros cúbicos de água. Dez açudes da Paraíba estão em colapso, apresentando volume abaixo de 5%, considerado crítico pela gerência de bacias hidrográficas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). A situação dos reservatórios é comparada pelo órgão à seca enfrentada em 1998.
 
O racionamento no abastecimento de água atinge 13 cidades (Riachão, Monte Horebe, Alagoa Grande, Pilões, Nova Palmeira, Dona Inês, Campo de Santana, Araruna, Esperança, Remígio, Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro) e 10 distritos paraibanos, segundo a assessoria de comunicação da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nas regiões do Agreste e Semi-Árido do estado.
 
De acordo com o gerente de bacias Lucílio dos Santos Vieira, o atual volume dos mananciais na Paraíba é semelhante à seca registrada na Paraíba em 1998. "Os açudes em situação crítica estão em colapso, pois não atendem mais à população e estão com volume insuficiente", afirmou.
 
Os últimos índices pluviométricos registrados no estado não devem possibilitar nenhuma recuperação destes reservatórios hídricos, segundo a Aesa. "As últimas chuvas foram insuficientes para refletir nos açudes, pois são concentradas e de baixa intensidade. Isso porque a água tem primeiro que chegar no leito do rio, que já está muito seco, depois é que chega ao açude. Somente quando houver intensidade de chuvas é que deve se refletir nos volumes dos reservatórios. A gente compara este volume à seca de 1998", explicou Lucílio dos Santos Vieira.

Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo
climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Segundo o relatório da reunião de previsão climática da Aesa, realizada em dezembro do ano passado, a seca deve continuar assolando a Paraíba neste início de ano. O orgão acredita que haverá escassez de chuvas até fevereiro e a partir do início de março deverá voltar a ser registrado um índice pluviométrico regular. Os meteorologistas acreditam ainda que o ano terá condições climáticas um pouco melhores que 2012 e preveem o início das chuvas a partir de março.

Em situação crítica
Teixeira - Açude Bastiana 3,0%
Barra de São Miguel - Açude Bichinho 4,2%
Cachoeira dos Índios - Açude Cachoeira da Vaca 2,5%
São João do Rio do Peixe - Açude Chupadouro 1,8%
Ouro Velho - Açude Ouro Velho 1,7%
Prata - Açude Prata II 4,3%
Teixeira - Açude Sabonete 2,8%
Monteiro - Açude Serrote 1,6%
Teixeira - Açude São Francisco II 0,6%
São José do Sabugi - Açude São José IV 0,0%

  
Mesmo com a água se tornando lama, sertanejo ainda tenta a sorte em pescaria (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude da Gamela, que abastece o Município de Triunfo,
está em colapso. (Foto: Taiguara Rangel/G1)



Fonte

sábado, 10 de novembro de 2012

Açudes secam na Paraíba

Com a seca dos açudes, sistema de abastecimanto de água entrou em colapso; apenas carros-pipa estão abastecendo a região. 


 


Leonardo Silva
Serviço de abastecimento prestado pelos caminhões-pipa é insuficiente para atender à demanda


A população do município de Triunfo, localizado na microrregião de Cajazeiras, a 475 quilômetros de João Pessoa, está sem abastecimento de água e não há previsão para o serviço ser normalizado. O sistema entrou em colapso após o Açude Gamela, principal manancial da área, atingir o nível mínimo de armazenamento e ficar impossibilitado de fornecer água aos mais de 9 mil habitantes do município.

A população está sendo atendida, exclusivamente, por carros-pipa. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Deusdete Queiroga. O problema foi causado pela estiagem, que já castiga a Paraíba desde o começo deste ano. Outras 12 cidades já estão sofrendo com o racionamento de água e correm o risco de também suspenderem definitivamente o serviço, se a seca se prolongar no Estado.

Esperança, Remígio, Malta, Lagoa de Dentro, Bananeiras, Caiçara, Solânea, Conceição e alguns distritos localizados em volta dessas cidades só possuem água na torneira durante alguns dias da semana. Nessas localidades, o abastecimento é complementado por carros-pipa, fornecidos pelo Exército Brasileiro e Governo do Estado.

No entanto, o serviço é insuficiente para atender à demanda, como explica o prefeito eleito de Conceição, Nelson Lacerda. “O carro-pipa não dá para a população toda. As pessoas precisam pagar R$ 150,00 pela água de um carro-pipa, que só dura 10 dias.

Esse valor já penaliza o agricultor que está maltratado, sem água, sem produzir nada e vendo o rebanho morrer”, lamenta Lacerda.

Dos 223 municípios paraibanos, 198 decretaram estado de emergência por causa da seca. Inicialmente, a decretação dessa situação era válida apenas por 90 dias e o prazo seria encerrado no último final de semana. No entanto, o governo resolveu prorrogar por mais 180 dias o estado de emergência das cidades, em virtude do agravamento da situação.

Com a prorrogação, o Estado pretende receber R$ 34,8 milhões do Ministério da Integração Nacional, para combater os danos deixados pela seca. “Esse valor será usado no abastecimento de carros-pipa e na compra de ração para animal. Nossa expectativa é que o governo aprove a liberação total ou parcial desse recurso ainda neste mês. Não há tempo para esperar, porque precisamos pagar os pipeiros e continuar com as ações de assistência que já estamos realizando no Estado”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Efraim Morais.

Morais ainda destacou que, desde que os 198 municípios decretaram o estado de emergência, o governo federal já enviou R$ 10 milhões para a Paraíba. Entre outras ações, esse dinheiro foi usado na compra de 19 mil toneladas de ração animal, que vêm sendo distribuídas gratuitamente entre os criadores. Além disso, o Estado iniciou a construção de 406 poços tubulares e subsidiou a venda de outros dois tipos de alimentação do rebanho. A “torta de algodão” e o farelo de soja estão sendo comercializadas por órgãos do governo com 50% de desconto em relação ao preço de mercado.

Além dos R$ 34,8 milhões solicitados, a Paraíba deverá receber verbas do Programa de Aceleração do Crescimento Prevenção, criado pelo governo federal, com a finalidade de ajudar os Estados a resolverem os problemas da seca. 


 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vazamento deixa seis municípios sem água

Vazamento deixou mais de 42,1 mil pessoas sem água; Cagepa suspeita de ação criminosa. 


 

 
Um vazamento na rede de abastecimento da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) deixou mais de 42,1 mil pessoas sem água por dois dias em seis municípios do Estado. O vazamento afetou os moradores das cidades de Soledade, Cubati, Seridó, São Vicente do Seridó, Olivedos e Pedra Lavrada.


A suspeita da Cagepa, segundo a assessoria de imprensa da companhia, é de que o vazamento não tenha sido acidental e sim criminoso. O problema começou na última terça-feira (30) e a previsão da Cagepa é de que o abastecimento em toda a região seja totalmente restabelecido até a manhã de hoje.

Já em Cabaceiras, outros 5.035 moradores estão sem água nas torneiras há 30 dias por causa dos desvios de água na adutora da Cagepa. A previsão é de que o abastecimento seja normalizado até o final de semana. Segundo Alexandrina Formiga, gerente regional da Cagepa em Campina Grande, o município enfrenta constantes problemas devido à ação de moradores da região que perfuram a tubulação da adutora para desviar água, principalmente para a irrigação de pequenas plantações. Com a estiagem, o problema se agrava, gerando a falta de água potável nas torneiras.

A estiagem também está afetando o abastecimento de água nas cidades de Remígio e Esperança, no Brejo Paraibano. Os dois municípios estão enfrentando um racionamento de água por tempo indeterminado. O abastecimento está sendo interrompido todas as segundas e terças desde o último dia 23 de outubro.

No município de Diamante, no Sertão do Estado, o abastecimento deverá ser retomado hoje, após os mais de um mês de falta de água devido à estiagem, que baixou nível do Rio Piancó. Para garantir o fornecimento de água, a Agência Executiva de Gestão das águas da Paraíba (Aesa) autorizou a abertura das comportas de três mananciais da região.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cagepa anuncia racionamento de água em cidades e distritos da PB

22/10/2012 17h31 - Atualizado em 23/10/2012 16h19

Algumas cidades só terão abastecimento uma vez por semana.
Veja como vai funcionar o racionamento em cada um dos locais.

Do G1 PB


Em reunião na manhã desta segunda-feira (22), a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) decidiu que as cidades de Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Caiçara, Logradouro e Cachoeirinha vão sofrer racionamento de água a partir desta terça-feira (23). Os distritos de Rua Nova, em Belém, e de Braga, em Monte Horebe, também terão o sistema implantado.

A Cagepa já havia informado na última sexta-feira que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, do Agreste paraibano, serão atingidos pelo racionamento.

Os municípios de Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro, abastecidos pelo manancial de Canafístula II, ficarão sem água nos finais de semana. O racionamento nessas localidades terá início no próximo sábado (27). Vai faltar água sempre às 18h do sábado e o abastecimento só voltará na segunda-feira, às 18h.
 
O açude Canafístula II está atualmente com apenas 39% de sua capacidade. A cagepa informou que se o racionamento não fosse feito, a água só daria para abastecer os municípios até o final de janeiro do próximo ano e com o racionamento a água é suficiente para abastecer até o começo de março de 2013.
Já Rua Nova, Caiçara e Logradouro, que são abastecidas pela Lagoa do Matias, terão o sistema de racionamento implantado nesta terça-feira (23). Nestes locais, o racionamento sempre funcionará no sistema de quatro dias com abastecimento e três dias com a interrupção, sempre no horário das 7h da terça até as 7h da sexta, e deve continuar acontecendo até que o volume de água aumente.

A Lagoa do Matias está com apenas 41% de sua capacidade, em situação de alerta.

O racionamento acontecerá de forma mais crítica nas comunidades rurais de Cachoeirinha e Braga, onde só haverá abastecimento de água pela Cagepa em um dia da semana, na quarta-feira, durante 24 horas.

Objetivo
A assessoria de imprensa da Cagepa informou que a ideia do racionamento é evitar que ocorra um novo colapso, como aconteceu em 2011, entre os sistemas que abastecem esses locais, quando as cidades tiveram que ficar sendo abastecidas com carro pipa. “Se o racionamento fosse feito em 2010 essas cidades não teriam sofrido esse colapso e sofrido de maneira mais drástica em 2011”, disse a assessoria.

Estiagem
Em maio deste ano, o governo decretou situação de emergência em 195 dos 223 municípios da Paraíba e medidas como o racionamento de água e abastecimento com carros-pipa já foram adotadas. Os meteorologistas afirmam que as regiões mais afetadas são Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. No período que deveria chover mais no Cariri e Curimataú, choveu 58,74% abaixo da média esperada.

De acordo com a Defesa Civil da Paraíba, a lista de cidades em situação de emergência por causa da seca deve deve ser atualizada em novembro, quando se encerram os prazos do decreto e as prefeituras apresentarem dados sobre as situações nos municípios.

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sábado, 20 de outubro de 2012

Dois municípios da Paraíba vão sofrer racionamento de água, diz Cagepa

19/10/2012 10h20 - Atualizado em 19/10/2012 10h20 

Esperança e Remígio e mais três distritos devem adotar sistema.
Segundo Cagepa, racionamento se deve ao baixo nível de água em açude.

Do G1 PB

A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou nesta sexta-feira (19) que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, todas localizadas no Agreste paraibano, devem adotar um sistema de racionamento de água. De acordo com a Cagepa, um cronograma será amplamente divulgado a partir da próxima segunda-feira (22), para que a população desses municípios e distritos tomem conhecimento de como proceder diante do racionamento.

Conforme notícia divulgada nos perfis de redes sociais da Cagepa, o racionamento se deve ao baixo volume de água armazenada no Açude Vaca Brava, responsável pelo abastecimento das cidades que vão precisar racionar água. Os municípios de Remígio e Esperança estão localizados na microrregião paraibana do Curimataú, uma das mais afetadas pela estiagem no estado.

Fonte