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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Municípios fazem 'Dia D' contra a demora nas obras da transposição

Intenção dos protestos é cobrar celeridade no andamento dos trabalhos nos eixos Norte e Leste, que passam pela Paraíba.
 





Inconformados com o atraso nas obras da transposição das águas do Rio São Francisco, que pretende solucionar a falta de água em 54 municípios da Paraíba, a população de várias cidades do Sertão e Cariri do Estado, apoiados por organizações comunitárias e pela Igreja, vai promover na manhã de hoje o 'Dia D' de protestos contra a demora na conclusão dos serviços. A intenção é cobrar celeridade no andamento dos trabalhos nos eixos Norte e Leste, que passam pela Paraíba.
 
De acordo com o padre Djacy Brasileiro, pároco da Cidade de Pedra Lavrada, um dos municípios onde os cidadãos protestarão contra os atrasos nas obras, a intenção é mostrar para as autoridades que o povo continua esperando pelo andamento dos serviços, já que com os prejuízos trazidos pela última estiagem, a situação de milhares de famílias piorou bastante.
 
“Entramos em contato com várias cidades não só da região do Vale do Piancó, como também do Sertão e Cariri paraibanos, e vamos realizar uma passeata a partir das 10h. A concentração será em frente às paróquias das cidades, e nosso propósito é relembrar a necessidade da conclusão dessa obra para milhares de pessoas. Continuaremos cobrando das autoridades, porque os agricultores não irão suportar uma outra seca como esta última que ainda estamos enfrentando”, disse o padre.
 
A preocupação de padre Djacy reflete-se no resultado de um relatório organizado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), divulgado no mês de novembro do ano passado.
 
Segundo o texto, dos dez lotes que compõe o eixo norte, quatro estavam paralisados, e apenas um havia sido concluído. Já o eixo sul, dos seis lotes que recebem as obras da transposição, dois estavam parados. Segundo acrescentou o padre Djacy Brasileiro, essas localidades estagnadas são justamente as que prejudicam o povo paraibano.

domingo, 11 de novembro de 2012

Pó de sílica ameaça a saúde dos paraibanos

Silocose atinge cada vez mais os trabalhadores que não usam equipamentos de proteção

 

 




Uma doença que não tem cura e cada vez mais tem atingido trabalhadores da mineração paraibana. É a silicose, doença respiratória causada pela aspiração de pó de sílica, cristal comum encontrado nos leitos de rocha. Nas cooperativas de mineração, a estimativa é que número de trabalhadores não chegue a 50. Contudo, quando o assunto é a extração irregular, pode chegar a mais de mil, segundo os representantes das sete cooperativas no Estado.

“Temos sete cooperativas criadas na Paraíba, mas que juntas não devem somar mais de mil mineradores. Diferente dos mais de cinco mil que extraem irregularmente nos garimpos”, disse Marcelo Falcão, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM). Ele acrescentou que o número de trabalhadores que não participam de cooperativas e que extraem os minérios de forma irregular é inversamente proporcional àqueles que se organizam em grupo e se preparam para a extração de forma legal.

As cooperativas agregam mineradores nas cidades de Frei Martinho, Picuí, Nova Palmeira, Pedra Lavrada, Junco do Seridó, Assunção e Várzea. Nelas, os trabalhadores são orientados e participam de treinamentos para usarem todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como capacete, óculos, luvas, botas e, principalmente, a máscara, que impede o contato da sílica com o sistema respiratório.

“Nosso principal gargalo é a cultura do trabalhador que diz não se adaptar ao uso desses equipamentos. Nós estamos em um processo de mudança que vai desde o trabalho rudimentar até as orientações que oferecemos nos treinamentos em parcerias com instituições públicas e privadas. Só que muita coisa poderia ser evitada se os mineradores adotassem algumas práticas, como molhar o local para eliminar a poeira, procurar o médico regularmente, entre outras”, destacou o presidente.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vazamento deixa seis municípios sem água

Vazamento deixou mais de 42,1 mil pessoas sem água; Cagepa suspeita de ação criminosa. 


 

 
Um vazamento na rede de abastecimento da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) deixou mais de 42,1 mil pessoas sem água por dois dias em seis municípios do Estado. O vazamento afetou os moradores das cidades de Soledade, Cubati, Seridó, São Vicente do Seridó, Olivedos e Pedra Lavrada.


A suspeita da Cagepa, segundo a assessoria de imprensa da companhia, é de que o vazamento não tenha sido acidental e sim criminoso. O problema começou na última terça-feira (30) e a previsão da Cagepa é de que o abastecimento em toda a região seja totalmente restabelecido até a manhã de hoje.

Já em Cabaceiras, outros 5.035 moradores estão sem água nas torneiras há 30 dias por causa dos desvios de água na adutora da Cagepa. A previsão é de que o abastecimento seja normalizado até o final de semana. Segundo Alexandrina Formiga, gerente regional da Cagepa em Campina Grande, o município enfrenta constantes problemas devido à ação de moradores da região que perfuram a tubulação da adutora para desviar água, principalmente para a irrigação de pequenas plantações. Com a estiagem, o problema se agrava, gerando a falta de água potável nas torneiras.

A estiagem também está afetando o abastecimento de água nas cidades de Remígio e Esperança, no Brejo Paraibano. Os dois municípios estão enfrentando um racionamento de água por tempo indeterminado. O abastecimento está sendo interrompido todas as segundas e terças desde o último dia 23 de outubro.

No município de Diamante, no Sertão do Estado, o abastecimento deverá ser retomado hoje, após os mais de um mês de falta de água devido à estiagem, que baixou nível do Rio Piancó. Para garantir o fornecimento de água, a Agência Executiva de Gestão das águas da Paraíba (Aesa) autorizou a abertura das comportas de três mananciais da região.

Fonte


terça-feira, 1 de maio de 2012

Paraíba tem nove mil garimpeiros informais

Trabalhadores estão dispersos pela região do Seridó , condições de trabalho são precárias.

Publicado em 29/04/2012 as 11h38
 

O sonho de gerar riqueza a partir do trabalho com a terra passa pela cabeça de muitos trabalhadores. Mas, para os garimpeiros, isso é mais que um anseio, é uma tarefa diária que não se resume apenas à busca pelo ouro. Na região do Seridó do Estado, muitos paraibanos se dividem entre o trabalho na agricultura e nas minas de extração de quartzito e cristal de rocha. Segundo um projeto da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), coordenado pelo professor Antônio Pedro Ferreira Sousa, mais de 9 mil trabalhadores informais mal remunerados estão distribuídos em 17 municípios daquela região que corre o risco de sofrer consequências ambientais pelo trabalho desordenado.

“A informalidade é muito grande, o que continua depredrando um patrimônio que pertence a União. O que nós estamos buscando é trazer esses trabalhadores para a formalidade”, explicou o professor.

Desde 2008, o projeto Desenvolvimento da Pequena Mineração do Seridó Paraibano no Âmbito do Arranjo Produtivo Local, possibilizou a criação de 7 entidades nos municípios de Picuí, Várzea, Junco do Seridó, Frei Martinho, Assunção, Nova Palmeira e Pedra Lavrada; elas reúnem mineradores que dividem desde os custos, até os lucros da extração de quartzito. “Aquela área chega a alcançar 20 mil quilômetros quadrados, e isso dificultou muito o nosso levantamento. A maioria desses garimpeiros vive em condições de miséria, e nosso objetivo foi apresentar algumas alternativas para que eles tenham um aumento significativo de renda”, acrescentou Antonio Pedro.

Uma dessas possibilidades é a produção de mosaicos que aproveitam grande parte do mineral que é extraído. Além de diminuir o impacto ambiental, os trabalhadores podem ter um acréscimo em sua renda de mais de 1000%. “Nós podemos reduzir a zero as perdas, porque além de proporcionar uma transformação na maneira de lidar com os minérios, nós vamos inserir uma política de sustentabilidade para melhorar o nível de vida desses pequenos produtores", ressalta o pesquisador da UFCG, Antônio Pedro Sousa.