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quarta-feira, 19 de julho de 2017

ANA autoriza irrigação com água da transposição e fim de racionamento na PB

Açude de Boqueirão ainda não saiu do volume morto, mas Cagepa já tem autorização de vazão.

Por G1 PB


Resolução da ANA autorizou Cagepa a retirar a vazão suficiente para que órgão encerre racionamento de água na região (Foto: Artur Lira/G1/Arquivo)
Resolução da ANA autorizou Cagepa a retirar a vazão suficiente para que
órgão encerre racionamento de água na região
(Foto: Artur Lira/G1/Arquivo)

O Diário Oficial da União divulgou na terça-feira (18) uma resolução da Agência Nacional da Águas (ANA) autorizando que uso da água da transposição do Rio São Francisco para irrigação na Paraíba. Também foi liberada uma vazão suficiente para que a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) finalize o racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades. A nova resolução já está em vigor e é válida até 26 de março de 2018.

A resolução é aplicada em toda a área do sistema hídrico do Rio Paraíba, em Monteiro, até o açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão. Para a irrigação, a resolução vai beneficiar mil agricultores para a prática de irrigação para agricultura familiar, na qual cada família de agricultores vai pode plantar e irrigar até meio hectare.

O modelo de irrigação liberado vai ser limitado às técnicas de gotejamento e microaspersão. O descumprimento das regras pode resultar em infração, onde os agricultores serão punidos como embargo, lacre de bombas, apreensão de equipamentos e multas em dinheiro. Os órgãos também vão ficar responsáveis por controlar o uso da água na irrigação.

A medida vai valer até o dia 26 de março de 2018, quando termina a fase chamada de pré-operação do Rio São Francisco, ou seja, enquanto não é cobrada taxa pelo uso das águas transpostas. Depois disso, a irrigação vai depender de uma nova resolução. 


Mesmo com autorização, Cagepa informou que só vai encerrar racionamento quando açude sair do volume morto (8,2%)  (Foto: Artur Lira /G1)
Mesmo com autorização, Cagepa informou que só vai encerrar racionamento
quando açude sair do volume morto (8,2%) (Foto: Artur Lira /G1)

Racionamento
Através da resolução, a Ana também autoriza que a Cagepa possa retirar uma média mensal de até 1.300 litros de água por segundo do açude de Boqueirão. Essa vazão é suficiente para que seja encerrado o racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano. 

Apesar de já ter a permissão da ANA, a Cagepa informo que só vai encerrar o racionamento quando o açude de Boqueirão sair do volume morto, ou seja, quando ele chegar ao nível de pelo menos 8,2% da capacidade total. Nesta quarta-feira (19) o manancial está com 7,3%.

Reunião

As novas normas da resolução publicadas foram discutidas e decididas durante uma reunião realizada em 7 de julho deste ano, na cidade de Boqueirão, no Cariri paraibano, entre a ANA, Cagepa, Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e Ministério Público da Paraíba (MPPB), além de agricultores da região.


 
 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Transposição do Rio São Francisco concluiu metade do caminho até a PB

14/02/2017 20h13 - Atualizado em 14/02/2017 20h50

Dos 208 quilômetros do Eixo Leste, a água passou por 100 km da obra.
Água sai de Petrolândia (PE) até a cidade de Monteiro, no Cariri da Paraíba.

Do G1 PB


Canal da transposição desaguando em lago do eixo leste da obra em Pernambuco (Foto: Artur Lira/G1)
Canal da transposição desaguando em lago do eixo leste da obra,
em Pernambuco (Foto: Artur Lira/G1)
As águas do Rio São Francisco percorreram metade do caminho da transposição no Eixo Leste, entre a Cidade de Petrolândia, no Sertão pernambucano, até a Cidade Monteiro no Cariri da Paraíba. Dos 208 quilômetros de extensão da obra iniciada em 2007, a água percorreu mais de 100 km. A informação foi confirmada nesta terça-feira (14) pelo setor de engenharia da empresa responsável pela obra.

O prazo estabelecido pelo Ministério da Integração é de que as águas cheguem à Cidade de Monteiro até o dia 6 de março. Depois, a água vai seguir o rumo natural passando pelos açudes de Poções, Camalaú, Boqueirão, seguindo pelo Rio Paraíba.
 
Nesta terça-feira (14) a água havia chegado ao Lago Bagres. Ele é o sétimo dos 12 lagos construídos ao longo do eixo leste da transposição.

A água captada do Rio São Francisco passa por seis estações elevatórias de água, cinco aquedutos, 23 segmentos de canais e ainda 12 reservatórios.
 
A intenção da criação dos reservatórios é beneficiar as comunidades onde foram construídos e também garantir que a água não pare de correr pelos canais, caso seja necessário fazer algum reparo no trecho.
 
Os 12 reservatórios são: Areais, Braúnas (o maior deles, com capacidade para mais de 14 milhões de metros cúbicos de água), Mandantes, Salgueiro (5,2 milhões de m³), Muquem, Cacimba Nova, Bagres, Copití, Moxotó, Barreiros, Campos (o segundo maior com 8 milhões de m³) e Barro Branco.
ANA libera uso da água do açude de Boqueirão, na Paraíba (Foto: Reprodulção/TV Paraíba)
Boqueirão está com apenas 4% do volume total de
água (Foto: Reprodulção/TV Paraíba/Arquivo)

Boqueirão
O açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, deve receber água da transposição em abril, segundo a previsão do Ministério da Integração Nacional. O reservatório está com 4% da capacidade.
 
O manancial tem capacidade para armazenar 411.686.287 metros cúbicos de água, mas, nesta terça-feira (14) está com 16.335.883, segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).

Boqueirão abastece Campina Grande e outra 18 cidades do Agreste. Por conta do baixo nível de água, as cidades abastecidas estão em racionamento de água desde o mês de dezembro de 2014. Além da pouca oferta, a qualidade da água tem sido uma preocupação e a Companhia de Águas de Esgotos da Paraíba (Cagepa) tem feito um intenso tratamento para retirar cianobactérias e cianotoxinas da água.
 
Poções e Camalaú
Ainda de acordo com a Aesa, o açude de Poções, em Monteiro, tem capacidade para armazenar 411.686.287 metros cúbicos de água está com apenas 16.335.883, o que representa 4,6% do volume total. Já o açude de Camalaú, no Cariri, está com 7,5% da capacidade. Ele tem capacidade para 48.107.240 metros cúbicos e está com 3.589.491 nesta terça-feira.



quinta-feira, 21 de maio de 2015

ANA quer ampliar racionamento do abastecimento de Boqueirão na PB

20/05/2015 18h40 - Atualizado em 20/05/2015 18h40
 
Agência Nacional das Águas recomendou novas medidas.
Diretoria da Cagepa fará reunião para definir possível ampliação. 
 
Do G1 PB
 
Foi defendida pela Agência Nacional das Águas (ANA), nesta terça-feira (20), a ampliação do racionamento do abastecimento das cidades atendidas pelo açude de Boqueirão, na Paraíba. Medidas de contenção do consumo de água também foram recomendadas pela agência. De acordo com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a proposta será debatida em reunião da diretoria, a ser agendada.
 
Segundo a ANA, houve atraso na adoção de medidas para o enfrentamento da crise hídrica na região. O açude Epitácio Pessoa, localizado no município de Boqueirão, abastece 19 municípios e atualmente está com 19,1% de sua capacidade, segundo levantamento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) da Paraíba.
 
O diretor regional da Cagepa de Campina Grande, Simão Almeida, destacou dois pontos principais na pauta da reunião. "A ANA reconhece que continua havendo irrigação no Açude de Boqueirão, mas julga o volume insignificante, e recomendou a ampliação do racionamento. Esse relatório será encaminhado para análise da Cagepa, submetido pela diretoria a instância superior para definir", disse.
 
A proposta prevê o corte no abastecimento no período compreendido entre os sábados e as terças-feiras, um dia a mais que o modelo de racionamento atual. "Com isso, estaremos postergando o volume da barragem e, em vez de atingirmos a reserva técnica em dezembro. Ampliamos [o racionamento] para 60 horas e ganhamos 43 dias, só chegando na reserva em janeiro, baseados na possibilidade de chuvas que podem recarregar o açude durante esse período", explicou Simão Almeida.
 
A ANA também detalhou outras recomendações visando a promoção de ações de economia da água de Boqueirão. Algumas das sugestões foram o monitoramento da qualidade da água, o controle do desperdício, a fiscalização para evitar o furto e roubo de água do açude, o uso de fontes alternativas de abastecimento (carros-pipa e cisternas) e o incentivo tarifário para usuários que economizam ou multa para os que mais gastam, além de aumento da tarifa de água.
 
Reuso de água de esgoto
A Cagepa e a Coteminas anunciam nesta quinta-feira (21) uma parceria, que pretende ser expandida para outras empresas. "Aproveitamos para anunciar que amanhã anunciamos essa parceria em um sistema para tratar de reuso da água de esgoto, para utilização no processo industrial da Coteminas. Dai para frente, queremos agregar outras empresas em parceria com a Cagepa", informou o diretor Simão Almeida.
 
Fonte
 
 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Açude de Boqueirão começa a receber água

Publicada em 05/02/2015
Açude de Boqueirão começa a receber água Os moradores de 19 municípios paraibanos já podem comemorar. O açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) já começou a receber água proveniente dos Rios Taperoá e Paraíba, que estão registrando desde ontem à noite fortes enchentes. O açude está em situação crítica e encontra-se com apenas 21,4% de sua capacidade.

O reservatório gerenciado pela Agência Nacional das Águas (ANA), em parceria com a Aesa e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), comporta 411 milhões de metros cúbicos e está com pouco mais de 88 milhões de metros acumulados.

Choveu em vários municípios do Cariri e na cidade de São José dos Cordeiros ocorreu a maior precipitação:152 milímetros. Já em Taperoá, choveu 138,5 milímetros. Segundo a Aesa, a precipitação ocorreu entre a tarde de quarta-feira (4) e a manhã desta quinta-feira (5), sendo a maior dos últimos 21 anos na cidade.

Segundo dados da Aesa, desde ontem choveu em 57 éreas monitoradas. Conforme os meteorologistas, a previsão é de que mais chuvas isoladas ocorram durante a tarde e noite em cidades do Cariri, Sertão e Alto Sertão.

Fonte



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Poluição em leito de rio que abastece açude na PB preocupa população

21/01/2015 18h09 - Atualizado em 21/01/2015 18h09 

Quando chove, restos de animais de matadouro são levados até o riacho.
Lixão do município fica próximo ao Riacho do Gravatá.
 
Do G1 PB


Em São Domingos do Cariri, na Paraíba, a 223 quilômetros de João Pessoa, uma situação tem assustado alguns moradores da cidade: resíduos poluentes são despejados no Riacho do Gravatá, que deságua no leito do Rio Paraíba e, consequentemente, desemboca no Açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, que abastece várias cidades do Agreste paraibano.

Segundo moradores, um dos problemas da cidade está nos matadouro de animais. Restos dos animais são jogados em um terreno irregular atrás do prédio do Matadouro municipal, que fica a menos de 50 metros do leito do Riacho do Gravatá. Quando chove, os restos de animais são levados até o riacho.

O líquido poluente usado no matadouro é despejado no esgoto comum que fica a céu aberto. O agricultor Adalberto Pereira, que mora ao lado do Matadouro, relata os problemas sofridos por ele. "Tem dias que eu não consegue ficar dentro de casa. Quando o esgoto enche, sinto tudo dentro de casa", contou.
 
Outro problema de São Domingos do Cariri é o lixão do município, que fica próximo ao Riacho do Gravatá. Todos os resíduos sólidos da cidade são despejados no local. O catador de lixo José Alves, que trabalha no loca, conta que já encontrou de tudo no lixão: de cabeças de gado a lixo hospitalar. Ele também se preocupa para onde vai esse lixo. "No fim das contas para na gente, que é quem consome", afirmou.
 
Além do lixão, outro problema apontado pelos moradores é o esgoto. Os dejetos são despejados em valões, que depois desaguam no Gravatá. Para Givanildo Marcones, morador de São Domingos, a água do riacho não serve nem para os animais. "Nós usamos a água do Gravatá para os animais beberem, mas não dá mais para eles beberem. Muito menos para o consumo humano", relatou.
 
O Plano Municipal de Resíduos de São Domingos do Cariri foi aprovado em 2013, mas até agora não foi executado. O prefeito do município, José Ferreira, minimiza falando que tem até 2016 para colocar o projeto em prática. "O Ministério Público nos deu até o ano que vem. Também já estamos em fase de licitação. Mas nós somos de uma cidade que tudo é mais difícil", explicou.
 
O próprio prefeito confirma que todos esses problemas odem afetar o projeto de transposição do Rio São Francisco, que vai passar pela região, mas ele garante que o projeto já foi preparado e agora espera a orientação de uma equipe da transposição.


sábado, 29 de março de 2014

Nordeste registra pior seca em 50 anos

Com a produção reduzida a 55.256 toneladas e o rebanho bovino mais afetado do Brasil, Paraíba soma os prejuízos da estiagem. 
 

  

Francisco França
Açudes Coremas Mãe D'Água e Boqueirão estão com mais ou menos 30% de sua capacidade, diz Fetag
Apesar das chuvas das últimas semanas, o Nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos. Segundo o relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), os prejuízos chegam a US$ 8 bilhões de dólares (R$ 18,5 bilhões). 

A situação caótica fez o Brasil entrar no mapa mundial de eventos climáticos extremos de 2013. Parte destas perdas são refletidas na Paraíba, que produziu apenas 55.256 toneladas de grãos em 2013, quando a safra normal seria de 300 mil toneladas.
 
O rebanho paraibano apresentou a maior baixa do país no efetivo bovino (28,6%) entre os anos de 2012 e 2011, passando de 1,354 milhão de cabeças para 967,067 mil. No mesmo período, a Paraíba também obteve redução na produção de caprinos (-18,6%) e ovinos (-16,30%). O Nordeste também registrou a maior queda (-4,5%) entre as regiões brasileiras.
 
Para se ter ideia do valor, o prejuízo na região Nordeste equivale a mais de duas vezes o orçamento total do Estado de Alagoas para o ano de 2014, que foi fixado em R$ 8,3 bilhões.
 
O presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag), Liberalino Ferreira, afirmou que a situação no semiárido é preocupante, e as perdas do rebanho bovino atualmente chegam a 60%.
 
Os animais que restam estão abaixo do peso de abate. “Há 15 dias estava levando cana-de-açúcar e a casca do abacaxi para passar na forrageira e alimentar os animais. Quem não pode fazer isso perde o pouco que tem. Vivemos, em 2012 e 2013 as piores secas que eu presenciei”, destacou Liberalino Ferreira.
 
O presidente da Fetag contou que visitou este ano 180 municípios paraibanos e o que viu foi os maiores mananciais do Estado secos.
 
“Os açudes Coremas Mãe D'Água e Boqueirão estão com mais ou menos 30% de sua capacidade. As chuvas que caíram este mês, chamadas de veranico, estimularam os agricultores a plantar, mas há oito dias que não chove e se continuar assim eles podem perder suas lavouras”, destacou.
 
Segundo Liberalino Ferreira, os grãos que o governo federal prometeu aos nordestinos ainda não chegaram à Paraíba. Mas o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que várias ações estão sendo implementadas para minimizar a situação do sertanejo.
 
Entre elas estão a Venda Balcão de milho disponibilizada aos produtores situados na região amparada pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) até 30 de junho. Ao todo, serão disponibilizados pelo programa até 490 mil toneladas de milho, com limite de aquisição por beneficiário de até 3 toneladas ao mês e preço de venda de R$ 18,12 por saca de 60 kg.
 
ESTIAGEM É A PIOR OCORRÊNCIA DO BRASIL
O mapa virtual elaborado com as piores ocorrências no planeta, aponta que a seca é o único evento extremo no Brasil. Por conta da estiagem, mais de 1.400 municípios decretaram emergência pela falta de água e precisaram ser abastecidas por carros-pipa.
 
Segundo a pesquisa "Produção da Pecuária Municipal", do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a região perdeu 4 milhões de animais em 2012. As chuvas de verão, porém, amenizaram a situação da seca este ano.
 
"Pelo segundo ano consecutivo, a região Nordeste do Brasil experimentou seca severa. A seca deste ano é considerada a pior dos últimos 50 anos. O Planalto brasileiro, região central da América do Sul, experimentou seu maior déficit de chuvas desde que os registros começaram, em 1979", diz o estudo.
 
A OMM cita que o governo precisou intervir com a distribuição de água e comida a sertanejos afetados. "O governo forneceu ajuda alimentar à população afetada em cinco dos nove Estados do Nordeste. Fontes de energia hidrelétrica foram ameaçadas, como barragens no Nordeste que encerraram dezembro de 2012 com apenas 32% da capacidade, abaixo dos 34% considerado suficiente para garantir o abastecimento de energia elétrica", aponta o relatório.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Assoreamento do açude Epitácio Pessoa mobiliza Borborema Energética e Prefeitura de Boqueirão

23/08/2013 - 19:28

Haverá uma reunião para discutir o plantio de mudas na margem do açude. 


 A fim de revitalizar o açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, no interior da Paraíba, o vice- prefeito do município, João Marcos de Freitas, estará reunido neste sábado (24), com o professor e responsável técnico do viveiro da termelétrica Borborema Energética, Ivan Coelho Dantas, às 8h. A intenção do encontro é firmar uma parceria entre a prefeitura e a usina, para arborizar a mata ciliar do açude e, dessa forma, diminuir o assoreamento.

A iniciativa partiu de um cidadão de Boqueirão, Pedro Afrígio. Ele desenvolve, desde 2007, um trabalho voluntário que consiste em plantar mudas por toda cidade. “Tenho um viveiro manual e cultivo, todo ano, cerca de duas mil mudas que distribuo para entidades ou planto na cidade. Percebi que o que está levando a água do açude é a evaporação, e plantar árvores pode ajudar a diminuir isso”, disse.

Pedro ainda contou que procurou a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), a qual já havia firmado outras parcerias, e sugeriram que ele criasse um projeto. Ele criou o projeto Oito Verde e foi orientado a falar com o professor de Botânica da União de Ensino Superior de Campina Grande (Unesc) e aposentado pela UEPB, Ivan Coelho, que também é responsável pelo viveiro da Borborema Energética.

De acordo com Ivan, o voluntário o procurou e fez o pedido para que o viveiro da Borborema Energética contribuíssem com doação de mudas. No Código Florestal consta que em torno dos mananciais devem ter pelo menos 30 metros de cobertura verde. A previsão é que serão necessárias mil mudas para a revitalização do açude, mas essa quantidade só será definida durante a reunião. “O assoreamento do açude está muito acentuado e o plantio dessas mudas é indispensável para reverter isso”, explica Ivan.
 
A previsão é de que as mudas serão plantadas no dia da árvore, que é comemorado em 21 de setembro. Na ocasião, será realizado um mutirão no município. O açude Epitácio Pessoa é responsável por abastecer 17 municípios da Paraíba, dentre eles Campina Grande.
 
da Redação (com assessoria)

Fonte

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Água de Boqueirão vai ser racionalizada

Só será possível o uso da água para irrigação no limite de cinco hectares até fevereiro de 2014, de acordo com a ANA. 





Leonardo Silva
Medida visa evitar um futuro colapso no abastecimento da região

Irrigantes que sobrevivem da água do açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) terão que racionalizar a água a partir dos próximos dias, na tentativa de evitar um futuro colapso no abastecimento da região.
 
De acordo com o superintendente de Regulamentação da Agência Nacional de Água (ANA), Rodrigo Flecha, só será possível o uso da água para irrigação no limite de cinco hectares até fevereiro de 2014, quando se inicia o período chuvoso. Os produtores que não cumprirem a determinação, poderão ser multados e terem seus equipamentos apreendidos.
 
A providência foi articulada durante uma audiência no Ministério Público Estadual, através das promotorias do Meio Ambiente e do Consumidor, ontem pela manhã. Conforme o superintendente da ANA, Rodrigo Flecha, haverá um trabalho conjunto entre diversos órgãos, como a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), iniciando pelo cadastramento dos irrigantes, que ocupam mais de 500 propriedades na região do Açude de Boqueirão e fiscalização a partir do dia 1º do próximo mês.
 
“Nós definimos um conjunto de ações que vamos validá-las com a Associação dos Irrigantes também. A Cagepa também tem que fazer o ser 'dever de casa'. Nós vamos manter a vazão da adutora de Campina Grande, mas a Cagepa vai ter que fazer campanhas educativas, vai ter que aumentar a instalação de hidrômetros. Com os irrigantes, informar que a irrigação só vai poder ser feita com até cinco hectares e para isso, vamos publicar boletins oficiais para acompanhamento dos níveis de reservatórios. A situação ainda está confortável, mas merece vigilância e atenção da parte de todos, sobretudo da população, que deve fazer a sua parte”, disse Rodrigo Flecha.
 
De acordo com ele, Boqueirão ainda está com 201 milhões de metros cúbicos (m³ )ou 48% do seu volume total. O superintendente explicou que ainda não existe a necessidade de racionamento, mas a água precisa ser racionalizada. “Nós observamos que muitos agricultores sobrevivem do que plantam e tirar essa água deles poderia causar um problema social”, contou. Segundo o que foi acordado, essa redução do uso da água deverá ser fiscalizada, possivelmente com o apoio da Polícia Ambiental, em todas as áreas demarcadas. Conforme o diretor do Dnocs, em Boqueirão, Jacobino Moura, hoje o açude perde sete milhões de m³ de água, por mês, mas no final de agosto, quando o clima começa a esquentar novamente, esse número pode aumentar para até 16 milhões de m³.

Segundo o diretor-presidente da Aesa, João Vicente Machado, se não houver mais recarga de água e sem racionalização, o manancial poderá passar para seu volume “morto” (cerca de 14% do volume total), em janeiro de 2015. O diretor, que também fez parte da diretoria da Cagepa, informou que a Companhia realizará uma série de serviços e atividades, na tentativa de controlar mais o uso da água, como a instalação de 30 mil hidrômetros, em Campina Grande, além do reaproveitamento da água utilizada para a lavagem dos seus filtros, que chega a ser de 90 litros por segundo.

Conforme a ANA, hoje a Cagepa utiliza 1.450 litros de água por segundo, mais do que foi outorgado pela agência, que era de 1.230 l/s, e cerca de 42% desse total acaba sendo desperdiçado com perdas físicas e não físicas. “São os vazamentos, ligações clandestinas, desperdício de água pela própria população”, frisou o superintendente da ANA. Para o promotor do Meio Ambiente, Eulâmpio Duarte, uma das alternativas que poderiam ser criadas pelo governo estadual, seria a criação de um auxílio que pudesse ser encaminhado aos pequenos agricultores, que necessitam da água de Boqueirão para irrigar suas pequenas plantações.
 
“Por que não, em uma necessidade premente, como uma seca, por que o governo não pode subsidiar os pequenos irrigantes, que inclusive não são muitas pessoas, aproximadamente 300 a 400 pessoas, que ficariam satisfeitas com um subsídio de um salário mínimo, por exemplo?”, questionou. A intenção dos órgãos é continuar realizando reuniões bimestrais, para avaliar se o que foi proposto funcionará. Uma nova reunião foi marcada para o dia 15 de agosto, no Ministério Público em Campina.




 

sábado, 1 de junho de 2013

Sete açudes da Paraíba serão revitalizados

01/06/2013 - 16:17

Obra está dentro do Projeto da Transposição do Rio São Francisco


De acordo com informações do Ministério da Integração Nacional, sete açudes paraibanos passarão por um processo de revitalização. A intervenção faz parte do Projeto da Transposição do Rio São Francisco (PISF), e também irá revitalizar outros 14 açudes localizados nos estados por onde passarão as águas do Rio São Francisco. No total serão gastos R$ 23,5 milhões.
 
Entre os estados, a Paraíba é o que possui mais açudes beneficiados. São eles: Acauã, Boqueirão, Coremas, Lagoa do Arroz, Mãe D´água, Poções e São Gonçalo.

As águas da Transposição do Rio São Francisco poderão chegar à Paraíba ainda no final do segundo semestre do próximo ano, conforme o ministro. A previsão é de que toda obra seja concluída em 2015.
 
O Ministério da Integração reconhece que existem obras paradas e que as interrupções atrasaram a transposição, mas garantiu que os esforços estão concentrados no sentido de evitar atrasos e cumprir com os prazos estabelecidos.
 
da Redação
WSCOM Online