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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

'Banco Mãe de Sementes' deve beneficiar 5 mil agricultores de 14 cidades da PB

Banco funciona no Sítio Quicé, entre Lagoa Seca e São Sebastião de Lagoa de Roça e representou investimento de R$ 1,5 milhão.
Por G1PB


Inauguração Banco Mãe de Sementes (Foto: Francisco Franca / Secom)
Inauguração Banco Mãe de Sementes (Foto: Francisco Franca / Secom)
 
Foi inaugurado na quarta-feira (27) o Banco Mãe de Sementes, que deve beneficiar cerca de 5 mil agricultores de 14 municípios do Polo da Borborema, na Paraíba. O banco funciona no Sítio Quicé, entre os municípios de Lagoa Seca e São Sebastião de Lagoa de Roça e é fruto de um investimento de R$ 1,5 milhão em parceria entre os governos estadual e federal.

“As sementes naturais estão relacionadas com a sobrevivência, com o desenvolvimento local e cuidam da biodiversidade. Elas precisam ser valorizadas e necessitam de políticas públicas que preservem esse tipo de agricultura”, afirmou o governador Ricardo Coutinho durante o evento de inauguração.

Na ocasião, o governador assinou Termo de Autorização de uso do local e de equipamentos pelos agricultores. O local vai agregar a produção de diversas comunidades e proporcionar condições mais adequadas para os agricultores. 


O Banco Mãe de Sementes serve para armazenar as sementes produzidas pelos agricultores, de maneira adequada. (Foto: Francisco Franca / Secom )
O Banco Mãe de Sementes serve para armazenar as sementes produzidas pelos agricultores,
de maneira adequada. (Foto: Francisco Franca / Secom)
 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Ações da Emater são destaque no Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 - 09:28
As ações e o trabalho que a Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater realiza para a formação de uma rede da agroecologia sustentável junto aos agricultores familiares foram apresentadas na manhã da quarta-feira (13), durante o Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - Congestas 2016, que aconteceu no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba.

Entre os conferencistas, a bióloga e extensionista rural da Emater, Sandra Vidal, que falou sobre “Agroecologia – Princípios e Conceitos”, levando ao conhecimento dos participantes, as experiências no campo das práticas agroecológicas, a organização da cadeia produtiva e a assistência técnica continuada.

Sandra destacou, entre outras iniciativas executadas pela Gestão Unificada, o acompanhamento das políticas públicas, o assessoramento e gestão das atividades agropecuárias, seguindo todas as ações definidas pelo Programa Assistência Técnica e Extensão Rural e também os programas de aquisição de alimentos PNAE e PAA, a recuperação de áreas degradadas, construção de barragens subterrâneas, feira de comercialização de produtos da agricultura familiar etc.

Outra ação que chamou a atenção foi o Projeto Ecoprodutivo, idealizado pela atual direção da Gestão Unificada, presente em seis comunidades rurais, inclusive assentamentos e comunidades quilombolas.

A experiência de venda direta ao consumidor pelos próprios agricultores, como acontece com a comunidade quilombola Bonfim, no município de Areia, despertou o interesse de alguns participantes do congresso. Com a colaboração do Coletivo Gaia Parahyba, as 22 famílias da Bonfim são organizadas para fazerem suas vendas diretas aos consumidores, a partir das próprias produções agrícolas.

No encerramento do debate, participantes ressaltaram, espontaneamente, o papel da extensão rural praticada pela Emater junto aos agricultores familiares e, de modo geral, em favor da melhoria da qualidade de vida da população que passa a consumir alimentos saudáveis, a ter uma consciência ambiental.

O objetivo do Congresso, o sexto que acontece seguidamente, tem por objetivo debater a importância da gestão ambiental para a garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado, economicamente viável e socialmente justo para esta geração e as futuras. O evento contou com o apoio da Sudema, Universidade Federal da Paraíba, do Ibama e outros órgãos.

Repercussão – O biólogo Ronilson José da Paz, coordenador do Congestas 2016, disse que a palestra de Sandra Vidal foi importante para o conhecimento das ações da Emater com relação à sustentabilidade ambiental, principalmente com relação à agroecologia, uma vez que o uso adequado dos recursos naturais e a adoção de técnicas corretas de manejo da água, dos solos e dos agroquímicos permitirão ao homem do campo uma melhor gestão ambiental, propiciando a segurança alimentar e a sua fixação no ambiente, como vem sendo executados pela empresa estadual de extensão.

Lembrou que a extensionista recordou que a Emater executa ações como a formação de cidadãos preparados para preservar o meio ambiente, a consolidação de sistemas de produção sustentáveis com a adoção de práticas conservacionistas.

E também orienta a utilização de defensivos agrícolas alternativos e menos danosos à saúde do homem e ao meio ambiente, a destinação correta dos resíduos orgânicos e sólidos, a orientação de produção de alimentos seguros. Igualmente, faz a orientação para cumprir a legislação ambiental em todo o processo produtivo, tem feito um diferencial, que vem melhorando a economia do homem do campo.
 
 
 

Ações da Emater são destaque no Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental

 
As ações e o trabalho que a Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater realiza para a formação de uma rede da agroecologia sustentável junto aos agricultores familiares foram apresentadas na manhã da quarta-feira (14), durante o Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - Congestas 2016, que aconteceu no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba.
Entre os conferencistas, a bióloga e extensionista rural da Emater, Sandra Vidal, que falou sobre “Agroecologia - Princípios e Conceitos”, levando ao conhecimento dos participantes, as experiências no campo das práticas agroecológicas, a organização da cadeia produtiva e a assistência técnica continuada.
1481-a.jpgSandra destacou, entre outras iniciativas executadas pela Gestão Unificada, o acompanhamento das políticas públicas, o assessoramento e gestão das atividades agropecuárias, seguindo todas as ações definidas pelo Programa Assistência Técnica e Extensão Rural e também os programas de aquisição de alimentos PNAE e PAA, a recuperação de áreas degradadas, construção de barragens subterrâneas, feira de comercialização de produtos da agricultura familiar etc.
Outra ação que chamou a atenção foi o Projeto Ecoprodutivo, idealizado pela atual direção da Gestão Unificada, presente em seis comunidades rurais, inclusive assentamentos e comunidades quilombolas.
A experiência de venda direta ao consumidor pelos próprios agricultores, como acontece com a comunidade quilombola Bonfim, no município de Areia, despertou o interesse de alguns participantes do congresso. Com a colaboração do Coletivo Gaia Parahyba, as 22 famílias da Bonfim são organizadas para fazerem suas vendas diretas aos consumidores, a partir das próprias produções agrícolas.
No encerramento do debate, participantes ressaltaram, espontaneamente, o papel da extensão rural praticada pela Emater junto aos agricultores familiares e, de modo geral, em favor da melhoria da qualidade de vida da população que passa a consumir alimentos saudáveis, a ter uma consciência ambiental.
DSC_0546.JPGO objetivo do Congresso, o sexto que acontece seguidamente, tem por objetivo debater a importância da gestão ambiental para a garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado, economicamente viável e socialmente justo para esta geração e as futuras. O evento contou com o apoio da Sudema, Universidade Federal da Paraíba, do Ibama e outros órgãos.
Repercussão - O biólogo Ronilson José da Paz, coordenador do Congestas 2016, disse que a palestra de Sandra Vidal foi importante para o conhecimento das ações da Emater com relação à sustentabilidade ambiental, principalmente com relação à agroecologia, uma vez que o uso adequado dos recursos naturais e a adoção de técnicas corretas de manejo da água, dos solos e dos agroquímicos permitirão ao homem do campo uma melhor gestão ambiental, propiciando a segurança alimentar e a sua fixação no ambiente, como vem sendo executados pela empresa estadual de extensão.
Lembrou que a extensionista recordou que a Emater executa ações como a formação de cidadãos preparados para preservar o meio ambiente, a consolidação de sistemas de produção sustentáveis com a adoção de práticas conservacionistas.
E também orienta a utilização de defensivos agrícolas alternativos e menos danosos à saúde do homem e ao meio ambiente, a destinação correta dos resíduos orgânicos e sólidos, a orientação de produção de alimentos seguros. Igualmente, faz a orientação para cumprir a legislação ambiental em todo o processo produtivo, tem feito um diferencial, que vem melhorando a economia do homem do campo.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Paraibano usa método natural de adubação e combate a pragas

08/04/2015 11h24 - Atualizado em 08/04/2015 11h24 

Agricultor faz mistura de esterco e compostagem.
Parceira com a Emater facilita a irrigação.
 
Do G1 PB
 

http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2015/04/paraibano-usa-metodo-natural-de-adubacao-e-combate-pragas.html

O agricultor José Carlos da Silva, da Zona Rural do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, usa um método natural de adubação e combate a pragas na sua plantação, onde ele cultiva milho, feijão, inhame, alface e outras hortaliças. O lavrador faz uma mistura manual de materiais e objetos que não usam agrotóxicos.

Em um recipiente o agricultor coloca casca de castanha, calda bordalisa e sulfato de cobre. A mistura é batida com água e depois é colocada em uma bomba que comporta 20 litros e que irriga a plantação e combate as pragas.

Para adubação, tudo é natural, de acordo com José Carlos. "Eu uso esterco de gado, esterco de galinha e compostagem, que é o resto de folhas que eu junto e coloco na terra e deixo um tempo e ela vira terra vegetal," explicou o agricultor.
 
O único problema para a plantação orgânica de José Carlos era o óleo diesel usado no motor que bombeia a mistura batida para irrigação. O agricultor procurou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) que lhe ajudou na criação de uma solução.

Como o terreno da propriedade é inclinado, a Emater montou um aparelho chamado carneiro hidráulico. Nesse método, a força da água em declive é usada para fazer o bombeamento, além de não ter o barulho do motor.

Com o novo material, o agricultor vai economizar cerca de R$ 600 por mês e o valor do investimento feito junto à Emater será recuperado em dois meses. O plantio também vai dar mais retorno.

Para ter o auxílio do órgão, o agricultor deve se dirigir ao escritório da Emater. "Uma entrevista é feita para analisar o que realmente a plantação produz e do que precisa para aprimorá-la. Técnicos e Agrônomos comparecem à propriedade e um estudo é feito", explicou o diretor técnico da Emater, Vlaminck Saraiva.



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Comissão monitora árvores do Campus I da UFPB em João Pessoa


20/05/2014 22h30 - Atualizado em 20/05/2014 22h40 

Monitoramento começou após uma árvore de grande porte desabar.
Árvore que caiu estava com o tronco fragilizado por larvas e fungos.




 
Do G1 PB com TV Cabo Branco
 

A comissão de gestão ambiental da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está monitorando 27 árvores de grande porte que ficam no Campus I da instituição, em João Pessoa.

O objetivo é evitar que mais uma árvore caia, como ocorreu no início deste mês de maio, quando um tronco desabou sobre a rede elétrica.

A área onde árvore caiu fica próximo da Biblioteca Central do Campus, onde era realizda uma feira agro-ecológica, o local ainda está interditado devido ao incidente, que  não deixou feridos, mas a comunidade universitária ficou assustada.

"Foi um susto grande, imagina, isso aqui é uma feira, se tivesse acontecido na hora do movimento na feira, o estrago teria sido muito maior", comentou o coordenador de serviços da UFPB, Reginaldo Meireles.

O acidente chamou a atenção para a fragilidade do tronco da árvore, que estava praticamente oco devido a ação de fungos e larvas. Com isso, a preocupação se estendeu para as demais árvores de grande porte no Campus, que também podem estar comprometidas.

As árvores que são da mesma espécie da que caiu podem alcançar até 35 metros de altura. A larva encontrada no tronco ainda está sendo identificada, um besouro diferente também foi observado nas árvores.

"Esse é um trabalho que a Comissão de Gestão Ambiental está iniciando e vai fazer em todo o Campus um monitoramento com uma olhar mais crítico do estado em que se apresentam as árvores", explicou o engenheiro Antônio Borba.


sábado, 31 de agosto de 2013

PB tem seis praias impróprias para banho no fim de semana, diz Sudema

31/08/2013 06h00 - Atualizado em 31/08/2013 06h00

Em João Pessoa, Bessa, Manaíra e Cabo Branco devem ser evitadas.
Outras 50 praias foram consideradas próprias à balneabilidade.

Do G1 PB
 
 

Praia do Bessa também foi uma das escolhidas para curtir o começo do verão (Foto: Daniel Peixoto/G1)
Praia do Bessa, na capital, está entre as que devem
ser evitadas (Foto: Daniel Peixoto/G1)
No litoral paraibano, seis praias monitoradas pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) estão classificadas como impróprias para o banho. O relatório divulgado nesta sexta-feira (30) informa que as praias do Jacaré, em Cabedelo; do Maceió, no município de Pitimbu, e de Costinha, em Lucena, devem ser evitadas pelos banhistas. Já em João Pessoa, estão classificadas como impróprias as praias do Bessa I, Manaíra e Cabo Branco.
  
Na Praia do Jacaré, deve ser evitada a área localizada na margem direita do estuário do Rio Paraíba e, no município de Pitimbu, os banhistas devem respeitar a distância de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho.
 
A mesma distância deve ser respeitada em relação ao mangue no município de Lucena. Em João Pessoa, o mesmo é aconselhável na área do Maceió do Bessa e do contorno da Av. Cabo Branco, além de toda a extensão da Praia de Manaíra, consideradas impróprias à balneabilidade.

As demais 50 praias da orla paraibana estão classificadas como próprias para o banho, variando entre as categorias: excelente, muito boa e satisfatória. A Sudema também recomenda aos banhistas que, mesmo nesses locais, sejam evitados os trechos de praia localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.

O monitoramento é realizado semanalmente pela equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais nos municípios localizados em centros urbanos com grande fluxo de banhistas: João Pessoa, Lucena e Pitimbu. Nos demais municípios do litoral paraibano, a análise é feita mensalmente.
 
Fonte


sábado, 17 de agosto de 2013

Preço de orgânicos cai até 72% em feira agroecológica

Durante o mês de março deste ano, hortifrútis tiveram sua maior alta e os produtos orgânicos já podem ser encontrados com preço 25% a 72,2% mais barato. 





Rizemberg Felipe
Alguns itens, como o tomate, chegam a ser encontrados até 72,2% mais em conta que os comprados 5 meses atrás
A opção de hortifrútis mais saudáveis, como são conhecidos os produtos agroecológicos (orgânicos), está em média de 25% a 72,2% mais barato nas feiras livres agroecológica da Paraíba, no comparativo com o mês de março, período em que os produtos tiveram a maior alta de preços. Alguns itens, como o tomate, chegam a ser encontrados até 72,2% mais em conta que os comprados 5 meses atrás, segundo informações da Associação dos Agricultores da Várzea Paraibana (Ecovárzea), que representa o maior grupo de feirantes agroecológico do Estado.

Símbolo da alta da inflação no setor de hortifrútis, o tomate até pouco tempo era evitado por boa parte dos consumidores, devido ao robusto valor de compra do produto, que chegou a custar R$ 11 o quilo. O orgânico hoje pode ser encontrado a R$ 3,00/kg, valor que anima muitos compradores.
 
A professora e dona de casa Luzinete Rodrigues faz parte deste grupo de consumidores e diz preferir os orgânicos pelos benefícios que trazem à saúde. “A gente compra porque confia que são mais saudáveis, livre de agrotóxicos. Toda sexta-feira venho comprar tomate, alface e folhas em geral. Como eles estão mais baratos, a gente fica mais folgada para comprar mais produtos. Hoje já posso comprar o tomate, porque alguns meses atrás tava caro demais”, disse.
 
Armada toda sexta-feira, das 5h às 14h, a feira de orgânicos localizada por trás do bloco principal do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), está vendendo este mês cerca de 3,5 toneladas por dia.
 
Entre os meses de março e junho, o volume diário de produtos não passava de 1,5 tonelada.
 
SECA AFETOU
Um dos 27 feirantes do local, Assis Barbosa de Melo, que preside a Ecovárzea, afirma que o barateamento dos orgânicos está diretamente ligado à produção dos alimentos, que, por ser complexa, em relação aos vegetais convencionais, costuma sofrer mais com as alterações climáticas. “A seca nordestina afetou a produção de uma forma geral. Não foram só os orgânicos que sofreram. O problema é que os alimentos orgânicos são mais sensíveis e por isso costumam ser mais prejudicados, tanto com a seca como com a mudança rápida do clima”, disse Assis de Melo.
 
VARIAÇÃO CLIMÁTICA
De acordo com o feirante, o biofertilizante utilizado na agricultura orgânica é um produto de fraca potência, comparado com os fertilizantes convencionais, logo sua eficácia é alterada pelas variantes climáticas. “Se a terra está fria e de repente o sol fica muito forte o biofertilizante pode perder o efeito. Aí a hortaliça estraga e vão poucos produtos para venda. Como tem poucos, os preços costumam ficar mais altos”, explicou Assis.
 
Além da variação climática, a competição com os vegetais tradicionais também interfere nas compras dos produtos orgânicos. “O orgânico às vezes não é tão bonito em comparação ao comum, porque o fertilizante dele é leve e não interfere na forma. Já o produto normal aparenta ser mais bonito por causa do excesso de químicos que ele leva”, contou Assis de Melo.
 
O feirante explicou que o biofertilizante utilizado no tomate orgânico, por exemplo, só age na casca do produto, tem ação superficial, portanto é inofensivo, ao contrário do tomate convencional que tem químicos em excesso. “A mosca branca é a pior praga para os tomateiros. No tomate orgânico, o biofertilizante protege o produto por fora, de forma leve, por isso ele nem sempre é bonito. Já o fertilizante comum protege fora e dentro do tomate. Eles ficam bem mais bonitos, mas não são saudáveis".
 
OFERTA VAI CRESCER NO 2º SEMESTRE
Com a diminuição das fortes chuvas da temporada, a tendência é que a produção dos orgânicos aumente nos próximos meses, segundo a previsão do presidente da Ecovárzea. “Nos próximos 3 meses acreditamos que sejam vendidos 4,5 toneladas de produtos por dia em cada feira, porque nessa época o clima está melhor para produção”, disse Assis de Melo.
 
RESISTÊNCIA
Nos supermercados, entretanto, ainda há dificuldade de se encontrar os produtos. De acordo com o presidente da Associação de Supermercados da Paraíba, Cícero Bernardo, os alimentos orgânicos ainda são inacessíveis aos consumidores mais humildes, o que limita a comercialização do produto.
 
“Como o custo é mais caro, nem todas as lojas têm perfil para trabalhar com esse produto. Eles são mais voltados para grandes supermercados, como Carrefour e Pão de Açúcar, por exemplo. Para uma loja menor fica inviável o investimento, porque o perfil de consumidor desses estabelecimentos prefere comprar os produtos convencionais, que são mais baratos”.
 
Entretanto, o gestor de orgânicos do Sebrae, Pablo Queiroz, afirmou que a tendência é que esse perfil de mercado mude com o passar dos anos. “Estamos passando por um momento de conversão, onde cada vez mais se investe nos alimentos orgânicos. Este ano, tivemos um aumento nacional de 2 milhões em produção desses alimentos. Com o aumento da produção, a diferença de preços entre orgânicos e tradicionais tende a cair e o consumidor vai poder ter acesso a esses produtos”, previu.  (Especial para o Jornal da Paraíba)

sábado, 15 de junho de 2013

Garimpo e agricultura causam desertificação em Picuí, diz pesquisa da UFCG

 

UFCG
 
Um trabalho científico desenvolvido na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) aponta a extração de minérios e o cultivo de espécies como agave e algodão como fatores importantes na desertificação de áreas do interior nordestino.
 
O estudo, realizado no município paraibano de Piauí, utilizou técnicas avançadas de geoprocessamento, associando análises espaciais em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) com Sensoriamento Remoto, para produzir um mapa de classificação dos novéis de degradação do solo.
 
Verificou-se que a degradação ambiental dos solos pelo garimpo a significativa, mais não mais expressiva do que a degradação das terras pelos meios convencionais de cultivo da agriculturas, observa o doutorando em Recursos Naturais, Thyago de Almeida Silveira, autor da pesquisa.
 
O trabalho, intitulado Estimativa das áeas em Processo Degradaçao Ambiental por Garimpo e Agricultura no Município de Picuí, será apresentado em setembro na Universidad Nacional Agraria La Molina, em Lima, Peru, durante o IV Congreso Latinoamericano de Agroecologia.


 

domingo, 26 de maio de 2013

PMJP incentiva produção e consumo de alimentos orgânicos


Domingo, 26 de maio de 2013 20h53

A Secretaria do Trabalho, Produção e Renda (Sedesp) da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) promove, a partir desta segunda-feira (27), a Semana dos Alimentos Orgânicos. A prefeitura apoia o evento criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que está em sua nona edição, realizado simultaneamente em todo o País.

“Há oito anos fazemos este evento para incentivar o consumo de alimentos orgânicos, que são livres de agrotóxicos e, portanto, recomendáveis à saúde”, afirmou o secretário de Trabalho, Produção e Renda, Raimundo Nunes.

O evento começa com uma panfletagem na manhã de segunda-feira (27), no Parque Solon de Lucena. No dia seguinte, às 6h, a ação ocorrerá na Feira Agroecológica Itinerante em frente ao Shopping Sebrae, no Bairro dos Estados. Às 14h haverá uma palestra sobre os orgânicos na Escola Antônio do Socorro Machado, na rodovia PB 008, em Paratibe. O palestrante será o presidente da Comissão dos Alimentos Orgânicos na Paraíba, Virgínio Carneiro.

Na quarta-feira (29) haverá um café da manhã, a partir das 6h, na Praça Alcides Carneiro, em Manaíra. Estarão presentes representantes do Mapa, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho de Segurança Alimentar (Consea), além das associações agrícolas, como a Associação Agrícola de Engenho Velho, Associação de Camponeses do Assentamento Frei Anastácio II e a Cooperativa dos Produtores Agroecológicos de João Pessoa (Prohort).

Conforme o diretor de Agricultura Familiar, Ancelmo Rodrigues, a Secretaria do Trabalho auxilia os agricultores e criadores de animais da área do Cinturão Verde, dando assistência técnica, sobretudo, para a realização de práticas sustentáveis. Além disso, há a linha de crédito Cinturão Verde do Empreender-JP, e intermediação de comercialização de seus produtos.

“Nós incentivamos a produção agroecológica, que é uma etapa intermediária para a produção efetivamente orgânica, porque causa menos impactos ao meio ambiente e preserva a saúde das pessoas, já que o alimento é mais saudável”, disse a gerente de mobilização e fomento da diretoria de Agricultura Familiar, Rosiane Cruz.

Programação Semana dos Alimentos Orgânicos
 
Data    Local    Atividade       Horário
 
27/05 Parque Solon de Lucena Panfletagem 8h às 10h
28/05 Shopping Sebrae Panfletagem 6h às 7h
28/05 Escola Antônio do Socorro Machado, na PB 008 Palestra sobre orgânicos 14h às 16h
29/05 Praça Alcides Carneiro, em Manaíra Café da manhã 6h às 10h
30/05 Busto de Tamandaré Panfletagem 6h às 8h
31/05 Praça da Paz Panfletagem 6h às 7h
01/06 Mercado do Valentina Panfletagem 6h às 7h
 
Fonte: Da Redação com Secom/JP 
 
 

 



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mercado de orgânicos ganha força

Estado tem 40 feiras agroecológicas e potencial de crescimento do mercado, sendo grande oportunidade para elevar renda da agricultura familiar.





Kleide Teixeira
Nos supermercados, segmento está em franco crescimento

Os alimentos livres de agrotóxicos ganham cada vez mais espaço nas refeições dos paraibanos e também nas prateleiras dos supermercados. O mercado de orgânicos aparece como uma das grandes oportunidades para elevar a renda da agricultura familiar. De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada das principais culturas na Paraíba é de 79,4 mil hectares para a perspectiva 2012/13). No Estado, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apenas 4,373 mil hectares são utilizados para o cultivo de orgânicos.
Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Agrário mostrou que, no país, o mercado de orgânicos movimenta cerca de R$ 500 milhões – com crescimento anual de até 20%. Estes dados, segundo o membro da Comissão de Produção Orgânica do Mapa, Newton de Novais, comprovam o potencial do mercado da alimentação saudável. “A produção paraibana de orgânicos, se incluirmos os pequenos produtores da agricultura familiar, chega a 7 mil hectares. Apesar de crescer um pouco com a inclusão deste segmento, ainda é muito modesta frente à demanda do Estado. Ela tem, portanto, muito espaço para crescer”, comentou Novais.
O Mapa contabiliza apenas 40 feiras agroecológicas no Estado para alimentar uma população de 3,7 milhões de pessoas. Talvez motivada por este fator, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirma que, atualmente, o setor é a grande fonte destes produtos para o consumidor brasileiro, chegando à marca de R$ 1,12 bilhão em vendas no ano passado.
A gerente comercial de orgânicos do Pão de Açúcar, Sandra Caires, conta que o supermercado investe, atualmente, em 700 itens de alimentos orgânicos, tendo como fornecedores principalmente produtores locais.
“Nosso principal fornecedor na Paraíba é a Moco Agropecuária, que trabalha com a marca Fazenda Tamanduá e produz nas cidades de Campina Grande, Patos e Sousa. Hoje, ele abastece ainda lojas Pão de Açúcar em Pernambuco e Rio Grande do Norte”, explica.
Para o presidente da Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), Cícero Bernardo, o segmento está em franco crescimento e o consumidor vai até os supermercados em busca deste tipo de alimento. A prova disto é que, conforme informações do Grupo, o Pão de Açúcar fechou o mês de outubro com 132% de crescimento na Paraíba, em comparação ao mesmo período de 2011.
“A companhia mantém um programa de identificação, treinamento e capacitação de fornecedores há sete anos. Muitos deles recebem nosso acompanhamento desde o início da produção, recebendo as informações necessárias para o cultivo de orgânicos e até para a comercialização”, comentou.


Fonte


 

Produto certificado é entrave

Maior dificuldade para as empresas que desejam investir na cadeia produtiva dos orgânicos é encontrar fornecedores certificados. 



Segundo a gerente de Orgânicos do Pão de Açúcar, Sandra Caires, a maior dificuldade para as empresas que desejam investir na cadeia produtiva dos orgânicos é encontrar fornecedores certificados, com estrutura logística e comercial capaz de atender as lojas da rede com um mix de produtos diversificados. “Pão de Açúcar trabalha com o segmento de orgânicos há 20 anos e temos como meta desenvolver esse segmento em nossas lojas. Queremos trazer uma alternativa saudável ao consumidor. Portanto, temos agrônomos especializados em campo que auxiliam os produtores orgânicos e ajudam nas informações necessárias para plantio, logística e comercialização – uma vez que muitos são pequenas ou médias propriedades – e temos total interesse em receber novos produtores para parcerias comerciais”.
 

Tanto Cícero Bernardo como Newton Novais concordam que o maior entrave para o desenvolvimento do setor é mesmo o acesso das empresas aos fornecedores. Há demanda, mas a produção ainda é pequena, ainda existem poucos produtores.

Fonte

sábado, 3 de novembro de 2012

Cooperar apoia produção agroecológica em Conceição

03/11/12 - 12:08

Investimentos iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil

 

Na comunidade Cacimba Nova, em Conceição, Sertão paraibano, a agroecologia é a palavra de ordem para os produtores  rurais. As famílias produzem tomate, cebola, batata doce, cenoura, feijão, dentre outros produtos. A água para irrigação é captada no açude Videl, um manancial construído nos anos 1980 e que modificou a realidade da comunidade. Em plena seca dos anos 1990, os agricultores de Cacimba Nova exportavam toneladas de cenoura para o Estado do Paraná.

A produção agrícola naquela comunidade recebeu recentemente novo impulso por meio de apoio do Projeto Cooperar. Os investimentos iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil. Com a orientação de técnicos do Cooperar, as famílias de produtores rurais estão implantando técnicas alternativas de agroecologia, bem como práticas de conservação do solo.

O presidente da Associação Comunitária Cacimba Nova, João Costa, destacou que a produtividade está recebendo um forte impulso via a ajuda financeira do Cooperar e do Banco Mundial. “O Governo do Estado tem sido exemplar no aspecto da produtividade e nós queremos mais produção e, acima de tudo, ajudar a desenvolver o Sertão tão sofrido”, declarou.

João Costa, esposa, filhos e demais famílias da comunidade buscam com os benefícios trabalhar sempre com a agroecologia, tendo o devido acompanhamento de técnicos da Emater, do Cooperar. “Vou fazer um projeto bem maior, de expansão, e por em prática tudo o que nos foi ensinado para convivermos melhor com a natureza”, acrescentou.

Produção – Os principais produtos de Cacimba Nova são tomate, batata doce e cenoura, porém, as famílias também plantam melancia, pimentão, feijão e abóbora. Em determinadas safras, a comunidade chega a produzir cerca de 30 toneladas de tomate e batata por hectare. A produção é vendida para os mercados de Cajazeiras, Patos, Campina Grande e Serra Talhada (PE). “O Nordeste tem solução e Cacimba Nova, com seu projeto de irrigação e o apoio do Cooperar, está dando exemplo de como se faz desenvolvimento rural sustentável”, afirmou João Costa. De forma direta, a associação é composta por 12 famílias.

Por meio da contribuição do Cooperar, jovens da região que precisaram partir para o Sudeste do país já estão retornando às suas famílias para atuar na agricultura irrigada. Agora, com gerenciamento adequado para gerar maior lucratividade e até criar renda para outras famílias.

O coordenador geral do Projeto Cooperar, Roberto Vital, e o representante do Banco Mundial, Eduard Bresnyan, visitaram na semana passada a comunidade Cacimba Nova e avaliaram que a experiência daquelas famílias de fato é promissora, por isso é referência na região e deve ser exemplo em todo o Vale do Piancó. “O Cooperar atendeu a demanda da comunidade porque observou que havia potencial, a partir de um pequeno investimento, para começar o processo educativo de produção de agroecologia”, afirmou Roberto Vital. 

Eduardo Bresnyan avaliou que a comunidade realiza um desenvolvimento integrado. “Organizados, os agricultores enfrentam os desafios da seca no Sertão e isto é modelo para outras cidades”, observou. 

A agricultora Vera Lúcia Costa é uma das mulheres de Cacimba Nova que no dia-a-dia trabalha na roça dividindo as tarefas com os homens. Selma Leite Costa, professora de Biologia e esposa do presidente João Costa, tem transferido seus conhecimentos na área ambiental aos agricultores familiares. “Nós queremos ter um ambiente saudável, devolvendo à natureza tudo o que ela nos deu. É um compromisso nosso”, disse.

Sônia Maria Alves Dantas Dias é facilitadora do método ITOG – Investimento, Tecnologia, Organização e Gestão. Por meio de uma ONG, ela presta consultoria ao Cooperar. A bióloga ensina os beneficiários do Cooperar a serem bem sucedidos a partir de um plano de ação.

Da Redação (com Assessoria)
WSCOM Online


 Fonte

 

Agricultores aprendem técnicas de produção orgânica na Paraíba

02/11/2012 21h21 - Atualizado em 02/11/2012 21h21
 
Evento ensinou aos produtores rurais técnicas de produção sustentável.
Produtores aprenderam na prática o uso das novas técnicas. 

Do G1 PB
 

Produtores rurais e pesquisadores paraibanos estão desenvolvendo e compartilhando experiências no cultivo de legumes e hortaliças sem uso de agrotóxicos.

A Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, evento começou no centro de convenções Raimundo Asfora em Campina Grande e foi realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PB) em parceria com outras instituições. O principal objetivo trazer mais informações aos agricultores sobre a produção de alimentos orgânicos e o ensino de técnicas sustentáveis.

Em um dia de campo, pequenos produtores de outras cidades do Estado, visitaram a propriedade do agricultor Antônio Rodrigues que fica no município de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, para assistirem na prática como são aplicadas as novas técnicas de cultivo sem veneno para combater as pragas.

Há três anos o projeto, que disponibiliza instrução, assistência técnica e toda a parte de irrigação' adotou a propriedade do senhor Antônio Rodrigues, onde são cultivadas mais de 40 tipos de verduras e legumes orgânicos.
 
O agricultor que hoje tem uma produção 100% orgânica disse que não foi sempre assim, e que antes ele costumava gastar muito dinheiro com a compra dos defensivos agrícolas para sua plantação de hortaliças. “Eu já usei veneno de R$ 5 a R$ 1,2 mil eu não podia comprar um quilo, comprava 200 gramas e pulverizava”. Comentou o agricultor, que vende seus produtos para os municípios de Campina Grande e Lagoa Seca.

Para o agroecólogo Renato Alberque o projeto é importante pois além de trabalhar os conceitos de sustentabilidade também contribui com a vida social dos produtores rurais, além de trazer produtos de melhor qualidade para a mesa dos consumidores. “Vem trazendo o beneficio de vida, trabalhando com o produto orgânico, sem nenhum tipo de insumo, nenhuma qualidade de agroquímico e trazendo o social, quando a gente trata com agroecologia, a gente vê muito a questão social do produtor, que é o bem estar, que é a questão de eliminar o atravessador, que ele tenha o acesso a economia, que ela faça suas feiras e venda para as compras institucionais.”


 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Agricultores atestaram experiência agroecológica

Baseada em conceitos de sustentabilidade, propriedade produz alimentos sem agrotóxicos e oferece mais saúde. 

 






Depois de participarem da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que envolveu mais de 400 produtores agrícolas, dezenas de agricultores e técnicos em agroecologia visitaram uma propriedade na zona rural de Lagoa Seca, no Brejo, na manhã de ontem e atestaram a eficiência da atividade agroecológica na produção de alimentos.

Foi esse o exemplo de Antonio Rodrigues de Araújo, 61 anos, que planta 49 tipos de alimentos sem a utilização de agrotóxicos e oferece saúde aos consumidos dos produtos e trabalhadores de sua propriedade.

Focado em projetar sua produção utilizando conceitos de sustentabilidade, com sistema de irrigação por gotejamento direto na raiz, preparação da terra para renovação de nutrientes e utilização do território sem desperdício de área ou produtos, Antonio Araújo apresentou as experiências com a intenção de ajudar colegas produtores. “Essa troca de experiências é muito importante para todos nós. Se eu tenho uma dificuldade na minha plantação, pode ser que outro produtor possa ter superado este mesmo problema, e irá me orientar para superar essa dificuldade”, afirmou o produtor que só na produção de verduras cultiva 32 espécies diferentes, além de há mais de 10 anos ter deixado de utilizar agrotóxicos e passado a combater pragas utilizando óleo de soja e castanha, urtigas e outros compostos.

Para Renato Albuquerque, agroecólogo, os produtores que passam a desenvolver esses tipos de ações em suas plantações têm uma maior possibilidade de aumentar sua produção, melhorar a qualidade dos seus produtos e ainda participar de políticas de sustentabilidade.


 

sábado, 11 de agosto de 2012

Estudantes do CDSA aplicam na prática os conceitos da Agroecologia através da produção sustentável

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UFCG

Um projeto em andamento no Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da Universidade Federal de Campina Grande, em Sumé, está proporcionando a estudantes do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia a experimentação de técnicas de cultivo de vegetais de forma orgânica e consorciados com a criação de galinhas caipiras e utilização de irrigação por declive. Trata-se do Programa "Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS)", instalado no Centro através de parceria do Núcleo de Produção Agropecuária do CDSA com o SEBRAE.

Esta unidade do PAIS está permitindo que estudantes do curso de Tecnologia em Agroecologia possam exercitar os conteúdos vistos em sala de aula. Além de ampliar os seus conhecimentos, o projeto permite a aplicação do conceito de sustentabilidade e de alternativas de produção para as comunidades rurais, uma vez que há a integração dos alunos com alguns produtores da região que também receberam o experimento.

Os alunos Vera Lúcia Nunes, Carolina Monteiro, Daniel Vilar, Hérica Rayane, Rodolfo Antonino, Márcio Fernandes, Ezequiel Sóstenes, Romário Lacerda e Larissa Brito, todos do 5º período do curso de Tecnologia em Agroecologia do CDSA, orientados pela professora Carina Seixas Dornelas, coordenadora do curso, participam do projeto, destes, cinco são bolsistas e os demais voluntários. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, esses estudantes passaram por uma capacitação para a instalação e manutenção da Unidade. No local, já estão sendo produzidas diversas hortaliças e legumes.

Os estudantes estão adquirindo conhecimento diariamente, exercitando e experimentando as técnicas agroecológicas, buscando alternativas que gerem equilíbrio e controle biológico de pragas sem o uso de agrotóxicos. "Essa prática tem o objetivo de evitar a dependência de insumos externos no processo de produção e isso para nós, é um aprendizado ímpar, quando podemos vivenciar a realidade vivida pelos produtores do campo", disse Vera Lúcia.

"Para os estudantes o projeto objetiva o desenvolvimento e implementação de sistemas agrícolas sustentáveis, os quais dependem de mudanças profundas do paradigma local e regional. A utilização do conceito de sustentabilidade exige uma reflexão sobre a possibilidade de se instituir políticas públicas para alcançar um desenvolvimento rural de caráter sustentável, o PAIS vem transformando realidades rurais, proporcionando uma melhoria na alimentação, na produção e participação na economia local através de vendas dos produtos em feiras agroecológicas", lembra Vera Lúcia Nunes. "Nós, que estamos envolvidos nesse projeto, temos a certeza de que é preciso que a produção seja competitiva economicamente, e não há motivo algum para que não seja, há exemplos de redução de custos e aumento da lucratividade com a adoção de princípios agroecológicos".

A professora Ana Cristina Chacon Lisboa, coordenadora do Nupagro, falou que é mais uma oportunidade para que os alunos possam praticar e aprender sobre o manejo das hortaliças e da produção de galinhas. Ela informou que esses alunos também atuam no projeto prestando assistência técnica aos produtores rurais que também receberam do SEBRAE unidades desse sistema. "Os alunos estão sempre no intercâmbio entre o PAIS e o produtor rural, funcionando da seguinte forma: o aluno vai até o produtor e quando detecta uma praga ou uma doença nas plantas ou nas galinhas, trazem o problema para avaliação por professores das áreas de estudo envolvidas. É feita a discussão do problema para que seja indicada a solução ao produtor".

De acordo com o estudante Ezequiel Sóstenes, o PAIS é um projeto que trabalha de forma bem próxima ao tripé do desenvolvimento sustentável que é uma produção ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. Ele explica que "é economicamente viável porque todo o processo de produção requer um custo mínimo para o agricultor e ele recebe do Sebrae a maior parte dos equipamentos necessários para essa produção, tendo como contrapartida apenas alguns incrementos nessa produção como no caso, a construção para a base da caixa de água; é um projeto ambientalmente correto porque requer um espaço pequeno para a produção, ou seja, o desmatamento  não é necessário, haja vista que as pequenas propriedades da nossa região em geral já dispõem dessa área; por fim, é um projeto também  socialmente justo porque abraça as famílias mais carentes, o custo de produção é mínimo e também é trabalhada a questão da segurança alimentar em que essas famílias poderão aumentar e melhorar sua alimentação decorrente da produção advinda do PAIS e ainda poderão comercializar os produtos excedentes".

O estudante Daniel Vilar, disse que a participação dos alunos no projeto potencializa todo conhecimento que é apreendido em sala de aula. Ele lembra que "a sociedade é quem ganha com isso, pois contará com assistentes técnicos capacitados, já que a união da prática com a teoria vai permitir um melhoramento profissional. Esse sistema de plantio/criação de galinhas é uma tecnologia social que tem eficácia comprovada. Estamos vivenciando isso".

Na outra ponta do projeto, o agricultor Pedro Ferreira de Lima (54 anos), que está produzindo pimenta, couve, couve-flor, brócolis, alface, rabanete, tomate, pimentão, berinjela e outras hortaliças sem o uso de agrotóxicos, diz que vê vantagem nesse projeto e destaca a economia de água e de energia, pois "para a irrigação do plantio não é necessário o uso de bomba elétrica e é feito por gotejamento. Tenho outras plantações no meu sítio e acho que com esse sistema elas crescem mais rápido. Dá para irrigar duas vezes ao dia e sem desperdício de água. Estou produzindo para consumo da família mesmo e o que sobra, levo para vender na feira da cidade".



domingo, 17 de junho de 2012

Cinturão Verde inicia estudos sobre nascentes ameaçadas

Técnicos do programa iniciarão levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.



Da Redação
Com informações da Secom/JP


Como parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), o programa Cinturão Verde vai instalar uma nova horta agroecológica na comunidade de Mumbaba, região devastada por areais.

Na ocasião, os técnicos do programa iniciarão um levantamento georreferencial das nascentes da bacia do Rio Mumbaba que estão ameaçadas pela ação dos areeiros da área.

Na opinião do coordenador do Cinturão Verde (linha de crédito especial do programa municipal de crédito orientado Empreender-JP), Roberto Vital, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma oportunidade para lembrar a importância de políticas públicas para reduzir o impacto da sociedade sobre a natureza.

Segundo Roberto Vital, em outubro de 2006, no Vale do Piancó, numa extensão de aproximadamente 10 quilômetros entre Conceição e Ibiara, foram contados 16 focos de queimadas, futuros pontos de proliferação do processo de desertificação.

“E isto só pode ser contido e revertido a partir de intenso programa governamental de capacitação e difusão de tecnologia de base agroecológica”.

Na Zona da Mata, a situação é ainda mais preocupante. Com a devastação da floresta para dar lugar aos canaviais (uma das base da economia local), a Paraíba herdou um ambiente desmatado, de solos sedimentares e estrutura arenosa que precisa de cobertura vegetal permanente para preservar a propriedade de retenção de água, assegurando a perenidade dos poucos rios.

De acordo com o coordenador do Cinturão Verde, a proliferação de campos de extração criminosa de areia detrmina a morte dos rios, como já aconteceu com o rio Marés. Ele também acredita que o Rio Mumbaba também está condenado caso não acontece alguma ação política de preservação.

Cinturão Verde
Desde 2005, quando foi criada, a linha de crédito do Empreender-JP voltada aos pequenos agricultores liberou R$ 1,2 milhões através de 315 operações de crédito contratadas com recursos do Pronaf (Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar) e do Fundo Municipal de Incentivo aos Pequenos Negócios. Além dos financiamentos, o Cinturão Verde também desenvolve eventos de capacitação, assistência técnica agronômica, zootécnica e gestacional.

Fonte

sábado, 16 de junho de 2012

Projeto vai criar 50 unidades

Além do ambiente de feira, os agricultores participarão de um encontro onde trocarão experiências.

Publicado em 16/06/2012 às 06h00 

Neste ano, mais 50 unidades do projeto Agroecológico Integrado Sustentável serão instaladas nas cidades de Campina Grande e Lagoa Seca.

Além do ambiente de feira, os agricultores participarão de um encontro. “Como eles devem se organizar em feiras e torná-las mais um canal de comercialização? Essa é uma questão a ser discutida com os produtores”, afirmou o analista do Sebrae.

Segundo ele, os produtores de Monteiro e Sumé estão mais à frente nas vendas, com faturamento de R$ 800 a R$ 2,5 mil mensalmente. No encontro, as experiências destes produtores serão apresentadas.

“Os produtores das outras cidades, em sua maioria, conseguem um salário mínimo por mês no começo do projeto Pais, podendo crescer e chegar no patamar dos outros”, explicou. O projeto está conseguindo inserir produtores na empresa Rio de Una, do Paraná, além de evitar o êxodo da família agroecológica por causa da escassez dos recursos.



Cariri une festa junina à feira de produtos orgânicos

São João Agroecológico será realizado no Cariri paraibano, a partir deste sábado (16) nas cidades de Congo, Sumé e Monteiro. 

Publicado em 16/06/2012 às 06h00 

Um projeto para unir a cultura junina com a feira, principal local de comércio para os produtos da agricultura. Assim é o São João Agroecológico, que será realizado no Cariri paraibano a partir deste sábado. O objetivo é conscientizar a população de três cidades - Congo, Sumé e Monteiro - sobre os benefícios do consumo de produtos orgânicos.

A primeira cidade a receber o evento será o Congo. A partir das 5h, os moradores poderão comprar cenoura, batatinha e muita verdura com a música regional ao vivo. Até o meio-dia, as pessoas poderão aproveitar as ofertas no município e nas outras duas cidades, no dia 18, em Sumé e no dia 20, em Monteiro.

“Pretendemos reunir o maior número de pessoas possível. A importância deste evento para o agricultor é a certeza que o Sebrae e as instituições parceiras estão apoiando estas ações de comercialização dos produtos orgânicos”, disse o gestor do projeto Agroecológico Integrado Sustentável (Pais) do Sebrae, o analista João Bosco da Silva.
 
Segundo ele, existem mais de 100 unidades desta metodologia nas cidades de Monteiro, Sumé, São João do Cariri, Serra Branca e Campina Grande.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Política de orgânicos é tímida na Paraíba

A única ação específica sobre o assunto prevista para este ano acontece em julho.

Publicado em 14/06/2012 às 09h00

Para o secretário de Estado da Agricultura, Marenilson Batista, a secretaria recebe orientação do governo da Paraíba para avançar com a produção agroecológica no Estado. Por enquanto, a única ação específica sobre o assunto, prevista para este ano, acontecerá em julho durante a 'Semana da Agricultura'.
“Pretendemos lançar uma campanha em prol dos alimentos saudáveis”, diz. Dentre o que é feito neste sentido, atualmente, o secretário comenta que existe uma orientação técnica para os produtores. “Também fazemos cursos e o financiamento do Cooperar – que faz investimentos não-reembolsáveis – dá preferências àqueles que trabalhem com orgânicos”.
Já o consultor do Sebrae, Newton Novais, afirma que o Sebrae trabalha desde 2004 com o incentivo à produção agroecológica.
Ao todo, contabiliza 400 famílias – distribuídas na Zona da Mata e em outros sete municípios – que recebem orientação, consultoria e apoio na comercialização destes alimentos. Pablo Queiroz, gestor do projeto de horticultura do Sebrae, na Zona da Mata, afirma que o governo paga 30% a mais por produtos orgânicos destinados à merenda escolar. “De fato, existem algumas ações, mas é um trabalho que ainda exige muitas outras atitudes. Ainda estamos enraizados na cultura do agrotóxico”, expõe.
Segundo o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, divulgado no ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos por ano, o que representa, segundo a pesquisa, um envenenamento constante da população e um problema sério para a Saúde Pública.

Fonte

Produtos orgânicos ainda são insuficientes na PB

Mesmo a Paraíba sendo o maior produtor de produtor orgânicos do Nordeste, volume não reduz forte importação de hortifrutis.

Publicado em 14/06/2012 às 09h00



Francisco França
Na Paraíba, são realizadas cerca de 40 feiras agroecológicas semanalmente

A Paraíba foi destaque regional na pesquisa do Sebrae na produção de produtos agroecológicos no Nordeste, ocupando a primeira colocação. No entanto, apesar da posição na região, o volume do Estado é pequeno e insuficiente para suprir a demanda da população que consome ainda fortemente os produtos tradicionais, com adição de agrotóxicos. “Atualmente, o Estado ainda importa 85% dos hortifrutigranjeiros que consome”, estima o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa-PB), Mário Borba.
 
Para o presidente da Faepa-PB, faltam ao Estado incentivos e políticas públicas. “Nós começamos a ver o governo do Estado se articulando para melhorar a situação, mas a Paraíba ainda importa a maior parte dos produtos de granja. Ou seja, se nossa produção é baixa, só podemos continuar comprando de fora”, comenta.
 
Segundo a Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa-PB), em 2011, hortaliças e frutas representaram 96,21% do total de produtos mercantilizados pelas centrais de abastecimento (152,095 mil toneladas de frutas e 134,983 mil de hortaliças). Com a agricultura limitada e a obrigação de compra, a Paraíba deixa de gerar internamente renda, empregos e de elevar o mercado interno com a produção de 'hortifrutis', deixa ainda de investir e de dar preferência aos alimentos mais saudáveis, a exemplo dos orgânicos e com maior valor agregado.
 
O consultor em agricultura do Sebrae-PB, Newton Novais, diz que os alimentos orgânicos costumam render 30% a mais para o produtor rural no valor de venda, no comparativo com os tradicionais.
 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento contabiliza apenas 40 feiras a groecológicas no Estado para alimentar uma população de 3,7 milhões de pessoas.
 
No ministério, a área de orgânicos no Estado é de 149 hectares de área plantada, além de duas grandes fazendas, que abastecem os supermercados de Campina Grande e João Pessoa.
 
O consultor do Sebrae enumera dois fatores principais para a baixa produção agroecológica no Estado. “Existe uma resistência por parte dos produtores que não têm garantias de uma colheita sem agrotóxico, e falta uma divulgação sobre a importância de se consumir esses alimentos”, comenta.

O presidente da Associação de Supermercados da Paraíba, Cícero Bernardo, acredita que os produtos ainda são inacessíveis para a maior parte da população. “O consumidor ainda compra pelo preço e os tradicionais sobre orgânicos ainda levam vantagem", frisou.