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Segundo
presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Paraíba
(ABIH-PB), 30% dos hotéis de João Pessoa utilizam energia solar para o
aquecimento da água.
Ao todo são 35 professores da rede pública de Rio Tinto.
Ação quer sensibilizar comunidades da Barro do Rio Mamanguape.
Do G1 PB
Educadores são sensibilizados para a importância de preservar a região. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Um grupo de 35 professores do ensino fundamental da rede pública de Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba,
está participando de oficinas de sensibilização em Educação Ambiental. A
capacitação acontece até a sexta-feira (11) e é promovida pelo Projeto
Viva o Peixe-Boi Marinho, que está sendo executado pela Fundação
Mamíferos Aquáticos no litoral paraibano para evitar a extinção do
peixe-boi marinho no Nordeste do Brasil.
O objetivo das oficinas é sensibilizar as comunidades que integram a Barra do Rio Mamanguape,
considerada Área de Proteção Ambiental Federal, sobre a importância da
conservação da biodiversidade e proteção ao habitat do peixe-boi
marinho. Na oportunidade, os professores estão tendo acesso a
informações sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável, educação
ambiental e aspectos ecológicos dos peixes-bois marinhos.
Além disso, os participantes também estão se inteirando sobre a
importância da APA da Barra do Rio Mamanguape para a população e para a
manutenção da biodiversidade e aprender algumas técnicas de
arte-educação ambiental e atividades criativas que poderão ser
desenvolvidas com seus alunos.
Oficina ensina técnicas lúdicas para serem usadas em sala de aula. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Numa parceria com a Secretaria de Educação de Rio Tinto, os encontros
acontecem sempre às sextas-feiras, na escolinha da Barra de Mamanguape,
das 8h às 16h. Os professores contemplados são das comunidades da Barra
de Mamanguape, Praia de Campina, Lagoa de Praia, Tanques, Tavares,
Cravaçu, Aritingui, Pacaré e Peba.
Entre julho e setembro, o Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho também
promoveu, na Barra de Mamanguape, a Oficina de Agentes Ambientais, que
capacitou 21 jovens das comunidades locais. Ao final da oficina, os
alunos desenvolveram pequenos projetos ambientais para conservação do
meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da localidade. O Projeto
Viva o Peixe-Boi Marinho vem atuando no litoral paraibano, desde
fevereiro deste ano, com ações inovadoras que incluem desenvolvimento de
pesquisa e tecnologia, educação ambiental, sustentabilidade, promoção
da cidadania e inclusão social.
ONG apresenta projeto à comunidade nesta terça-feira (16).
Ação envolve pesquisa e defesa da espécie e educação ambiental.
Do G1 PB
Projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' realiza ação em Barra de Mamanguape (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)
Os moradores da Barra de Mamanguape conhecem na manhã desta terça-feira
(16) um projeto de preservação do peixe-boi marinho que vai oferecer
oficinas de educação ambiental e atividades de pesquisa sobre a espécie,
que habita a região. A ação faz parte do projeto 'Viva o Peixe-Boi
Marinho' e é realizada pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). Barra
de Mamanguape, que é considerada Área de Proteção Ambiental (APA), é a
primeira região contemplada para abrigar o projeto no Brasil. A
atividade desta terça acontece na Colônia de Pescadores.
Equipe faz estudo e avaliação dos contaminantes (Foto: Divulgação/FMA)
Segundo o coordenador executivo do projeto e diretor-presidente da FMA, João Carlos Gomes Borges, a Barra de Mamanguape
tem uma grande presença de peixes-boi marinhos por manter atributos
ecológicos que asseguram a ocorrência desta espécie. “No entanto,
percebemos que a região vem passando por mudanças, alterações,
influências ligadas a questões antrópicas. Este projeto foi muito
discutido, bastante pensado e tem referenciais de estratégia
internacional e nacional para a conservação dos sirênios”, diz.
As atividades de educação ambiental estão programadas para começar dia
23 e serão desenvolvidas pela equipe do projeto, que inclui uma
coordenação científica, uma médica veterinária e uma educadora
ambiental, além da equipe de pesquisadores para análise, estudo e
avaliação dos contaminantes e das áreas de forrageio do local. O projeto
ainda inclui o trabalho de engenheiros que vão desenvolver uma
tecnologia de localização e rastreamento do peixe-boi marinho para
melhoria dos estudos com efeitos voltados para conservação da espécie.
O trabalho também vai envolver atividades de inclusão social, com
capacitação sobre gestão empresarial na Eco Oficina Peixe-Boi &
Cia.“A nossa equipe já está instalada na Barra de Mamanguape desde maio.
Estamos montando escritório, fazendo articulações no local e alguns
estudos prévios”, explica o coordenador.
Sudema informou que água não causou as mortes. Só resta um animal no Projeto Peixe-boi Marinho, que também está doente.
Do G1 PB
Outro peixe-boi morre na Paraíba
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Morreu no sábado mais um peixe-boi do Projeto de Barra do Rio
Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. A causa da morte de 'Miriri',
como era apelidado o animal, e dos outros dois peixes-boi que morreram
no mesmo local no dia 7 de julho, ainda não foi descoberta. A reserva
informou nesta sexta-feira (20) que só resta 'Tita', um peixe-boi fêmea,
que também está muito doente, mas não vai ser transferida porque corre
risco de morrer no caminho.
As visitas ao Projeto Peixe-boi Marinho estão suspensas até que sejam
entregues os laudos com as causas da morte dos animais. A
Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) informou na
terça-feira (17) que fez uma análise da água coletada na área de
proteção ambiental de Barra de Mamanguape, no município de Rio Tinto e que não há indício de contaminação que justifique a morte de dois peixes-boi.
A água foi coletada em pontos de influência direta ao local onde viviam
os animais. A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema
realizou análises físico-química, bacteriológica e de metais nas
amostras coletadas no Rio do Saco, no Rio Gamboa e no mar localizados no Município de Rio Tinto e que alimentam o viveiro do Projeto Peixe Boi.
Também passaram pelo mesmo processo analítico as amostras coletadas no
viveiro dos animais e do poço, de onde é retirada a água para a
hidratação dos peixes-boi.
Animais podem
ter morrido por contaminação na água ou alimentos; corpos foram
necropsiados e amostras coletadas para determinar a causa da morte.
Nathielle Ferreira
Rizemberg FelipeONG que administra a área de preservação ambiental aguarda resultados de exames para saber causa das mortes
A contaminação da água é uma das principais suspeitas da morte dos dois
peixes-bois marinhos, que foi registrada último sábado, na área de
preservação ambiental que funciona na Barra de Mamanguape, na cidade de
Rio Tinto, a 64 quilômetros de João Pessoa. O local é administrado por
uma Organização Não Governamental (ONG), em parceria com o Ministério do
Meio Ambiente.
Os corpos dos animais foram removidos para um instituto de pesquisas
que funciona em Itamaracá, em Pernambuco, e necropsiados no domingo.
Além da necropsia, os especialistas coletaram amostras da água do rio
Mamanguape, de alimentos e de água doce que era fornecido aos animais. O
material está sendo examinado, mas ainda não há previsão para a
divulgação dos resultados. Já a água está sendo examinada pela
Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e o
resultado pode demorar de um até cinco dias.
Segundo o chefe da Área de Preservação Ambiental da Barra de
Mamanguape, sediada no Rio Tinto, Sandro Roberto da Silva Pereira, os
animais começaram a morrer no início da noite de sábado. “O primeiro que
foi a óbito foi 'Cacau', um peixe-boi menor, com cerca de 200 quilos,
fêmea. Ele teve uma morte rápida. Duas horas depois, quem morreu foi
'Guape' (macho), um peixe-boi que tem 400 quilos e era o principal
atrativo da visitação”, disse
Eles estavam em um cativeiro, com aproximadamente 100 metros de
comprimento, que fica às margens do rio Mamanguape. No mesmo local,
havia outros dois animais (um casal). Um deles apresentou os mesmos
sinais de debilitação. “Ele ficou sem querer comer, sem beber água e
fazendo movimentos giratórios, comportamento semelhante aos que
morreram. Mas, imediatamente, os veterinários foram mobilizados para
salvar os dois que sobraram. Aquele que estava debilitado recebeu
medicação que combate toxinas e, agora, os dois estão bem, se
alimentando e bebendo água”, contou Sandro Roberto.
De acordo com o pesquisador, essas foram as únicas mortes registradas
em cativeiro ao longo de 30 anos de existência do Projeto Peixe-Boi.
Ele acrescenta que há várias hipóteses para a causa da mortandade.
“Ainda é precipitado, de nossa parte, fazer qualquer comentário sobre
as causas da morte, porque estamos fazendo análises e investigações
sobre isso. Mas, pela característica da morte, por ter sido muito
rápida, há a possibilidade disso ter sido causado por doença, vírus ou
presença de toxinas ou nos alimentos fornecidos aos animais ou na água, a
deixando contaminada. Só o resultado dos exames é que esclarecerá
isso”, declarou.
PREOCUPAÇÃO
Até 2010, a Área de Preservação Ambiental da Barra de Mamanguape era
administrada pela ONG Fundação Mamíferos Aquáticos, presidida atualmente
pelo médico veterinário João Carlos Borges. O trabalho era feito em
parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBIO), ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Em 2010, porém, o
governo federal resolveu substituir os serviços da ONG e contratou o
Centro de Mamíferos Aquáticos, outra Organização Não Governamental, que é
a atual responsável pelas atividades de preservação na Barra de
Gramame.
Com as duas mortes registradas, aumentou a preocupação com a extinção
do peixe-boi. O veterinário João Carlos Borges disse que, em recente
levantamento feito pelos especialistas na área, ficou constatado que
existem apenas cerca de 460 animais dessa espécie na área que
compreendem os Estados de Alagoas a Piauí. Na Paraíba, não há dados
precisos sobre o número desses indivíduos, mas a suspeita é que eles não
passem de 30.
“Esses animais são costeiros e vivem principalmente em áreas próximas
a praias e ao rio de Mamanguape. Já fazem parte da lista de animais
ameaçados de extinção. Esses dois óbitos, repentinos e precoces,
precisam ser bem investigados e esclarecidos à sociedade”, comentou
João Carlos.
Pesquisadores pedem que além da investigação sobre as mortes dos peixes-bois, sejam realizadas melhorias no cativeiro.
Nathielle Ferreira
Rizemberg FelipeCoordenador da Área de Preservação Ambiental diz que mortes não estão relacionadas com falta de estrutura
Para a pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Thaís
Garcia, além de realizar uma investigação minuciosa sobre a mortandade
no cativeiro dos peixes-bois, as autoridades responsáveis também
precisam melhorar as instalações da Área de Preservação Ambiental. Ela é
coordenadora de um projeto de extensão que beneficia pescadores do Rio
Tinto e conta que o local onde é feita a assistência aos peixes-bois é
deficitário.
“Não há equipamentos, laboratórios e nem a presença permanente de
veterinários e biólogos. Tudo que acontece aqui é preciso acionar as
equipes que ficam em Itamaracá. Os exames também são feitos em
Pernambuco. Nas instalações da Área de Preservação Ambiental existe
apenas uma casa que funciona mais como ponto de apoio dos funcionários e
nada mais”, lamenta.
Já o chefe da Área de Preservação Ambiental, Sandro Roberto da Silva
Pereira, rebate as críticas. Ele explicou que o Projeto Peixe-Boi
funciona em diferentes linhas de trabalho. Uma equipe é especializada
por fazer o resgate de animais que ficaram encalhados e correndo risco
de morte. Eles são levados para um centro de tratamento que fica em
Itamaracá e ficam no local até serem totalmente recuperados. A próxima
fase é entregar o animal ao mar ou rio, para eles seguirem a vida
normal. No entanto, antes disso, os peixes-bois são enviados para um
cativeiro natural, onde são monitorados, alimentados e readaptados a
viver no mar.
“A base da Paraíba funciona para isso. É um cativeiro de readaptação
de animais por mais de seis meses e, depois, são devolvidos ao mar. Não é
necessário ter uma base de laboratório ali. Os veterinários vêm de
Pernambuco, regularmente, para fazer visitas. Em 2011, foram devolvidos
quatro animais ao oceano”, disse Sandro Roberto.
Em 2011 houve óbito de peixe-boi na Barra de Mamanguape, mas a morte
ocorreu quando o animal foi solto no mar. A suspeita é que o animal
tenha consumido plástico. “Depois de soltar, ainda monitoramos os
peixes-bois por dois anos, graças a rádio que prendemos ao corpo dele. É
claro que nossa estrutura poderia melhorar, mas as duas mortes
registradas no sábado não foram causadas por qualquer falta de
estrutura”, destacou Sandro Roberto.
Ciência e Tecnologia | Em 11/07/12 às 18h30, atualizado em 11/07/12 às 18h33 | Por Secom-PB
Na terça-feira (10), uma equipe da Sudema esteve no local e realizou uma inspeção técnica
Equipes
da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), do
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e da
Área de Proteção Ambiental (Apa) estão investigando as causas das mortes
de dois peixes bois, no último dia 7, na Área de Proteção Ambiental da
Barra de Mamanguape, no município de Rio Tinto.
Na terça-feira
(10), uma equipe da Sudema esteve no local e realizou uma inspeção
técnica, além da coleta de água em seis pontos que poderiam indicar se
houve ou não contaminação da área.
As análises do material,
coletado pela Sudema, estão sendo realizadas no Laboratório da
Coordenadoria de Medições Ambientais, na sede da Sudema em João Pessoa,
e devem ser concluídas até o fim da semana.
Peixes-boi morreram no fim de semana na Barra do Rio Mamanguape.
Visitas estão suspensas até entrega de laudos com as causas das mortes.
Do G1 PB
Estão suspensas as visitas ao Projeto Peixe-Boi Marinho da Barra do Rio
Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. A medida foi tomada após a
morte de dois animais no último fim de semana na unidade. "Foram mortes
muito rápidas e inesperadas, pois os animais estavam bem até então", o
diretor da Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape,
Sandro Roberto.
Segundo Sandro, as visitas estão suspensas até que sejam entregues os
laudos com as causas das mortes dos animais. Outros dois peixes-boi que
sobreviveram estão sob cuidados e provavelmente serão encaminhados para o
Centro de Mamíferos Aquáticos em Pernambuco.