As notícias reproduzidas pelo blog Meio Ambiente da Paraíba têm o objetivo de oferecer um panorama do que é publicado diariamente sobre o meio ambiente da Paraíba e não representam o posicionamento dos compiladores. Organizações e pessoas citadas nessas matérias que considerem seu conteúdo prejudicial podem enviar notas de correção ou contra-argumentação para serem publicadas em espaço similar e com o mesmo destaque das notícias anteriormente veiculadas.
Entre os pássaros, havia espécies ameaçadas de extinção.
Animais foram levados para unidade do Ibama
Do G1 PB
Cem pássaros de diversas espécies, inclusive ameaçadas de extinção, a
exemplo do galo de campina, foram apreendidas por uma equipe da Polícia
Rodoviária Federal (PRF) no final da tarde deste sábado (4), em cinco
residências no município de Santa Luzia, Sertão paraibano.
De acordo com informações da PRF, as aves eram mantidas em cativeiro e
foram localizadas pelos policiais através de denúncias anônimas. Ao
chegar aos locais indicados pelos denunciantes, próximo a um trecho da
BR-230 que passa pelo município, os policiais encontraram diversas
espécies, como galo de campina, concrizes, canários da terra e sabiás.
Os animais foram levados para uma unidade do Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) localizada na
cidade de Sousa, também no Sertão, onde devem receber cuidados para
depois serem devolvidas à natureza.
Já as pessoas detidas em flagrante responsáveis pelo crime ambiental,
estão sujeitas a multas no valor de R$ 500 por ave apreendida e podem
ainda ser condenadas com penas que variam de seis meses até um ano de
detenção.
Relatório apontou que 74 de 121 açudes estão com menos 20% do volume.
Gerente da Aesa explica que não existe possibilidade de fazer análise geral.
Do G1 PB
Mais da metade dos açudes monitorados estão em situação crítica (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Onze açudes paraibanos estão secos e outros 24 estão abaixo de 5% da
sua capacidade. Conforme relatório de monitoramento da Agência Executiva
de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), atualizado na quinta-feira (5),
um total de 35 reservatórios paraibanos estão em estado crítico e outros
39 estão em sob observação, totalizando 74 reservatórios com menos de
20% da capacidade.
O gerente de monitoramento dos reservatórios da Aesa, Alexandre Magno,
comentou que a situação não pode ser analisada sob uma perspectiva
geral, mas caso a caso. “Alguns reservatórios são construídos com prazo
de validade, para durarem cerca de um ano, dois anos. Outros de fato
podem estar em uma situação crítica por conta da falta de recarga. Por
isso não podemos afirmar que a Paraíba passa por um problema com seus
reservatórios”, comentou.
A maior parte dos açudes que secaram fica na Região da Borborema da
Paraíba. Ao todo, sete reservatórios que entraram em colapso estão na
região. Outros três ficam no Sertão da Paraíba e um no Agreste. O
levantamento mostra que as chuvas caídas entre a quarta-feira e quinta-feira
em 54 cidades da Paraíba não foram suficientes para recarregar os
reservatórios. Segundo os dados divulgados pela agência de meteorologia,
os maiores índices foram registrados em São José dos Cordeiros, no
Cariri paraibano, onde choveu 156,1 mm; e no distrito de São Gonçalo,
onde fica o açude localizado no município de Sousa, no Sertão. A área
recebeu chuva de 108,9 mm.
Os açudes que chegaram a 0% do volume por ordem alfabética são: Algodão, na cidade de Algodão de Jandaíra, no Agreste; Bichinho, em Barra de São Miguel, na Borborema; Bom Jesus, em Carrapateira, no Sertão; Caraibeiras, em Picuí, na Borborema; Lagoa do Meio, em Taperoá, na Região da Borborema; Paraíso, na Cidade de São Francisco, no Sertão; Santa Luzia, na Cidade de Santa Luzia, na Borborema; Serrote, em Monteiro, também na região da Borborema; São José IV, em São José do Sabugi, na Borborema; Taperoá II, em Taperoá, na Borborema Paraibana; e por fim, o açude Novo II, na Cidade de Tavares, no Sertão.
Ainda de acordo com Alexandre Magno, a maior parte dos açudes com
volume abaixo de 20% não recebe uma recarga considerável há pelo menos
dois anos. “Estamos entrando no nosso período chuvoso agora, em
fevereiro. Então é normal que alguns deles estejam abaixo, até porque a
demanda aumenta gradativamente com o tempo. Vamos aguardar o período
chuvoso e então avaliar a situação”, concluiu o gerente da Aesa.
O investimento total nos projetos chega a R$ 300 milhões.
O Estado da Paraíba se prepara para receber três novos parques eólicos.
Conforme resultado do último leilão nacional de energia, três
municípios paraibanos serão contemplados com investimentos em usinas
eólicas, com potencial total para geral 90 MW de energia.
Os empreendimentos serão construídos pelo grupo Força Eólica do Brasil,
formado pelas empresas Neoenergia e Iberdrola, nos Municípios de São
José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó. O investimento total nos
projetos é de R$ 300 milhões, para que eles estejam funcionando até o
final de 2017.
Além da construção das usinas, o estado deve passar por outras
melhorias, que viabilizem e facilitem a estruturação para que seja
possível produzir energia limpa com qualidade. Para isso, o governador
da Paraíba, Ricardo Coutinho, garantiu que o estado investirá em
infraestrutura, licenciamentos e na formação de mão-de-obra qualificada.
O potencial dos novos parques eólicos é grande. De acordo com a
diretora de Operações da Força Eólica do Brasil, Laura Porto, apenas a
usina instalada na região do Vale do Sabugi será capaz de fornecer
energia limpa para 150 mil pessoas.
O grupo, responsável pelos projetos paraibanos, já possui 16 projetos
de energia eólica apenas no Nordeste brasileiro. A capacidade combinada
já alcança 462 MW, suficientes para abastecer 873 mil casas.
Com informações da Secretaria de Comunicação da Paraíba
São José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó vão receber os parques.
Novo conjunto de parques vai ter 90 megawatts de potência.
Do G1 PB
A Paraíba deve ganhar três parques eólicos, com potência de 30
megawatts cada, até 2019. Os parques Lagoa I e II e Canoas vão funcionar
nas cidades de São José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó.
A vencedora do Leilão A-5 foi a Força Eólica do Brasil, empreendimento
conjunto formado pelo grupos Neoenergia e Iberdrola. Ainda não há
previsão para o início das obras, mas, de acordo com a Neoenergia, os
parques devem começar a operar em 2019.
As empresas vão investir 150 milhões de euros (US$ 186 milhões) no
projeto, disse a Iberdrola em comunicado. Segundo a Neoenergia, com
estes novos empreendimentos, a Força Eólica totalizará 16 parques de
geração de energia a partir dos ventos no Nordeste, alcançando uma
capacidade combinada de 462 megawatts, o equivalente ao consumo de 873
mil lares.
Conhecida mundialmente por servir de cenário para o curta-metragem
"Aruanda" (1960) - documentário de Linduarte Noronha -, a serra que
abriga a comunidade quilombola "Talhado", localizada na zona rural do
município de Santa Luzia, será palco do "2º Eco Pedal Talhado", no
próximo dia 10 de março. O evento já se consolida como um dos mais
importantes para os praticantes do ciclismo, no Sertão paraibano.
Este ano, são esperados em torno de 250 participantes. Ciclistas de
várias regiões da Paraíba, além dos Estados do Rio Grande do Norte e de
Pernambuco já confirmaram presenças. A primeira edição do evento, em
2012, registrou pouco mais de 200 participações.
De acordo com um
dos organizadores do "EcoPedal Talhado", o advogado Petrônio Nóbrega, o
evento tem o objetivo de se tornar uma grande confraternização entre os
praticantes do esporte, que cresce a cada dia em todo o Estado. "Além da
pratica sadia do ciclismo, o evento tem esse cunho de promover um
grande encontro entre os adeptos do pedal", salienta.
Percurso
O
"Eco Pedal Talhado" dispõe de dois percursos parecidos, porém, o que
muda é à distância e o nível de dificuldade. O primeiro possui 55
quilômetros e é indicado pela organização aos ciclistas de nível técnico
elevado, que curtem uma boa trilha de montain bike com dificuldade moderada. Já o outro é de 42 km, indicado para os praticantes de nível intermediário.
Além
disso, o aspecto visual do local chama a atenção dos participantes. A
trilha é composta de serras, além de vegetação seca, forte presença de
arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas, proveniente da
caatinga que assola a região do semiárido nordestino.
"O que seria então uma trilha de percurso técnico e dificuldade
moderada? O percurso é um mix de tudo isso e foi à solução encontrada
pela organização do evento, juntar algumas trilhas e assim fazer um
caminho só pela enigmática Serra do Talhado, com trechos suaves, algumas
subidas e muitos períodos técnicos em suas ladeiras, para que todos que
se inscrevam no evento, consigam fazer o trajeto de forma tranquila,
porém, com algumas dificuldades para apimentar um pouco o evento", diz
Petrônio Nóbrega.
Inscrições
As inscrições para o "2º Eco Pedal Talhado" estão abertas. O
valor é de R$ 50 por ciclista. Todos os inscritos receberão camisetas
personalizadas do evento. Além disso, os participantes contarão com um
café da manhã reforçado, e com o apoio de ambulâncias e uma equipe de
socorristas, pontos de hidratação e carros para o transporte dos
ciclistas que não conseguirem concluir o percurso.
Os
interessados podem se inscrever individualmente ou por equipes. Já
confirmaram participação grupos dos municípios de João Pessoa, Campina
Grande, Juripiranga, Bananeiras, Sôlanea, Guarabira, Alagoinha, Sapé,
Patos, Sousa, Cajazeiras, Picuí e São Mamede, todos da Paraíba; além de
Recife e Timbaúba, em Pernambuco; e de cidades como Natal, Parelhas,
Currais Novos, Jaçanã e Tangará, no Rio Grande do Norte.
Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar suposta irregularidade.
Lixo estaria causando problemas de saúde à população quilombola.
Do G1 PB
O Ministério Público Federal na Paraíba
instaurou um inquérito civil público para apurar supostas
irregularidades no despejo de lixo nas proximidades de uma comunidade
quilombola localizada na cidade de Várzea, região da Borborema. O
problema estaria sendo causado pela prefeitura de Santa Luzia,
município vizinho. A abertura do inquérito ocorreu por meio de uma
portaria publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (13).
O inquérito civil público foi instaurado pelo procurador Marcos
Alexandre Bezerra Wanderley de Queiroga, da Procuradoria da República de
Campina Grande. Ele afirma na portaria que o despejo do lixo próximo ao
Quilombo da Pitombeira estaria “causando graves problemas à saúde da
população local”.
De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária na
Paraíba (Incra-PB), 203 famílias vivem no Quilombo da Pitombeira. A área
atualmente está em fase de estudo antropológico, etapa que antecede o
reconhecimento oficial da União como remanescente de quilombo. Segundo
Regina Lúcia Marques, que faz parte do setor de Serviço de Regularização
de Territórios Quilombolas do Incra, o problema em Várzea já ocorre há alguns anos. “Fizemos inclusive algumas notificações, mas nada foi resolvido até agora”, disse.
Regina afirmou que já esteve algumas vezes no Quilombo da Pitombeira e
ouviu relatos dos moradores do local sobre o problema do lixo. “A
comunidade toda sofre. A maioria das vezes que eu estive lá ouvi várias
lamentações dos moradores”, ressaltou a funcionária do Incra-PB.
A prefeitura de Santa Luzia admitiu que realmente coloca lixo nas
proximidades do Quilombo da Pitombeira, mas disse que não está cometendo
nenhuma irregularidade. Segundo o chefe de gabinete Maécio Medeiros, os
resíduos são colocados em um terreno pertencente a administração
municipal, recebendo o tratamento adequado. “Eles são colocadas dentro
de valas e depois cobertos”, afirmou
Ainda de acordo com Maécio, na mesma área que está sendo usada como
lixão a prefeitura de Santa Luzia vai implantar um aterro sanitário, que
está com as obras em andamento e deve estar pronto para funcionar até
agosto deste ano, que conta com a permissão da Sudema. O chefe de
gabinete disse também que a prefeitura está tranquila com o inquérito do
MPF. “Toda denúncia deve ser apurada, o papel do Ministério Público é
investigar”, pontuou.
O inquérito do MPF para apurar o problema no Quilombo da Pitombeira se
originou em um procedimento administrativo aberto em 2012. De acordo com
o procurador Marcos Alexandre, foram solicitadas informações ao Incra e
ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Também foi pedido que a
Sudema e o Ibama realizem fiscalização no local.
O caso começou a ser apurada após uma denúncia de um antropólogo
professor da Universidade Federal de Campina Grande. A investigação pode
ser concluída em até um ano.
Na semana passada o Incra reconheceu mais de 300 hectares de terra como
áreas de comunidade quilombola na Paraíba. Os territórios estão
localizados nas cidades de Riachão do Bacamarte, Quilombo Grilo; e Mogeiro,
Quilombo Matão. Segundo o setor de Serviço de Regularização de
Territórios Quilombolas do Incra-PB, 28 processos de reconhecimento
tramitam no órgão.
30/11/2012 - 00:20 - Atualizado em 30/11/12 - 08:29
Internautas comemoram início das chuvas nas redes sociais
Pancadas de chuva registrada no início
da noite desta quinta-feira (29) animaram moradores das regiões do
Sertão, Cariri e Curimataú paraibano. O fato foi bastante comemorado por internautas destas regiões, que postaram inúmeras fotos nas redes sociais.
Além do início das chuvas, que neste período são chamadas de
trovoadas no Sertão e Cariri, os internautas também comemoraram a
mudança do clima, uma vez que as temperaturas começaram a cair.
Entre as cidades citadas pelos internautas estão Patos, Santa Luzia,
Triunfo, São Bento, Monteiro, Sumé, Poço de José de Moura, São José dos
Cordeiros e Soledade.
“Nas cidades de Patos e Santa Luzia está chovendo”, comemorou o twitteiro Dan Barbosa.
“Que cheiro bom é o cheiro da chuva”, disse Toni Lúcio.
Sáb, 23 de junho de 2012 10:10 | Escrito por Ronaldo Magella
Trilhas
da Mineração no Seridó é o nome do livro que o pesquisador e geólogo
José Aderaldo de Medeiros Ferreira lançou ontem, às 17 horas, na Cidade
de Santa Luzia, no sertão paraibano. A publicação explora uma realidade
econômica e social dos moradores da região, mas ainda desconhecida pelo
resto do país.
“É assim o Seridó: seco, sofrido, árido,
onde a sobrevivência é difícil. Mas o território é querido e amado por
todos os que lá nasceram e até pelos descendentes das famílias que
desbravaram suas terras. Eles souberam conviver com secas e
dificuldades, geraram mentes fortes de uma cultura pujante e
extremamente arraigada aos seus costumes”, destaca Aderaldo.
O livro tem o apoio do Sebrae na
Paraíba, que trabalha um Arranjo Produtivo Local (APL) de Minerais no
local. “A partir da exploração mineral em pleno Seridó brasileiro, uma
rica e sofrida região, a história se desenvolve. As riquezas encontradas
no subsolo do local são o meio de sobrevivência de muitos moradores.
Por isso, o Sebrae achou importante apoiar esta obra”, ressaltou o
gestor do APL, Marcos Magalhães.
Mais do que trazer informações técnicas e
científicas, Aderaldo também aproveita a obra para contar histórias.
“No livro, personagens famosas e pessoas anônimas se envolvem com os
mineradores. Tem também a história de um ninho de cobra preta, conhecida
como mussarana”, comentou Marcos.
Trilhas da Mineração no Seridó também
conta episódios extravagantes de exploradores de jazidas, os chamados
noveau riche, e "causos" de malandragens que vitimaram pessoas menos
experientes. Aderaldo conta, por exemplo, o caso de Joãozinho, que
comprou pedras próprias para bijuterias pensando que eram valiosas.
A
Promotoria do Meio Ambiente de Santa Luzia baixou uma portaria
proibindo o uso indevido de aparelhos sonoros ou sinais acústicos fora
dos padrões legais, que estejam perturbando o sossego ou a tranquilidade
das pessoas em toda a cidade de Santa Luzia. De acordo
com a promotora Carmem Eleonora Perazzo, a portaria foi baixada porque o
abuso de instrumentos sonoros na praça principal de Santa Luzia, nos
fins de semana, está causando prejuízo aos cidadãos, e inúmeras
reclamações chegaram à Promotoria.
A portaria
determina ainda a proibição do uso de todo e qualquer tipo de som que
possa ser ouvidos à distância de 5 metros, e em qualquer horário, seja
de dia ou de noite, de segunda à segunda-feira, na praça principal de
Santa Luzia, em virtude dos transtornos ocasionados aos moradores da
cidade e visitantes. Os policiais militares devem recolher os
instrumentos sonoros que estejam desrespeitando tais normas e os
enviando à delegacia de polícia local para as providências.
Outra
determinação da portaria é a condução coercitiva do infrator à delegacia
de polícia com a consequente lavratura do TCO (termo circunstanciado da
ocorrência) e a tomada de seu compromisso de comparecer a audiência
preliminar dos juizados especiais, bem como a apreensão do veículo
perturbador ou instrumento utilizado para tal e o seu recolhimento nas
dependências da delegacia de polícia do município.
De acordo com a
portaria, o veículo só poderá ser liberado pela autoridade policial ou
pelo Juiz da comarca, desde que a documentação esteja em ordem e não
pairem dúvida sobre a legalidade. Caso o veículo não esteja com a
documentação em dia, o referido veículo deverá ser encaminhado ao Detran
para as devidas providências administrativas.
A Polícia
Militar deverá realizar, durante dois meses seguidos, a partir do
próximo final de semana, abordagens nos carros que veiculam som abusivo
na cidade, com o envio da comunicação das apreensões dos referidos sons e
pessoas ao Ministério Público para acompanhamento.