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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Dia da agricultura familiar tem música e feira de orgânicos em João Pessoa

Programação acontece na Cecaf, no José Américo, e inclui serviços de saúde.
Por G1 Paraíba

Produtos orgânicos vão ser vendidos na feira (Foto: Fotos Jansen Lube/ Secom PMS)
Produtos orgânicos vão ser vendidos na feira
(Foto: Fotos Jansen Lube/ Secom PMS)
O dia da agricultura familiar vai ser celebrado nesta quinta-feira (27) com programação na Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), em João Pessoa que inclui apresentação de músicos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e de quadrilha junina do Município de Jacaraú.
As atividades começam às 8h e incluem, além da tradicional oferta da produção de agricultores familiares da cidade, aferição de pressão e testes rápidos de saúde, apresentações culturais e distribuição gratuita de plantas.

O evento celebra também os dois anos de funcionamento da Central, no José Américo. “Começamos com apenas 42 comerciantes, hoje são 132 produtores rurais, de 28 municípios paraibanos, comercializando na Cecaf”, destaca a coordenadora da Central, Rogeany Gonçalves.

Cerca de 30% dos produtos oferecidos na Cecaf são orgânicos e agroecológicos, produzidos com o auxílio de oficinas práticas e teóricas que são oferecidas aos agricultores para conscientizar sobre a importância de não utilizar agrotóxicos nas plantações. 

Fonte

 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

São João do Tigre está entre municípios que mais conservam a Mata Atlântica







De acordo com os dados, a cidade com maior desmatamento foi Matacara, que fica no Litoral Norte paraibano, a 105 km de João Pessoa, onde foram desmatados 49 hectares de restinga. Os municípios de Baía da Traição, Mataraca, Jacaraú e Itabaiana são os que mais desmataram áreas de Mata Atlântica entre os anos de 2014 e 2015 na Paraíba. Os dados fazem parte do Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, um estudo elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). Os dados mostram que juntos, esses municípios foram responsáveis pela perda de 60 hectares de Mata Atlântica, área equivalente a 64 campos de futebol. 
 
De acordo com os dados, a cidade com maior desmatamento foi Mataraca, que fica no Litoral Norte paraibano, a 85 km de João Pessoa, onde foram desmatados 49 hectares de restinga. Em Baía da Traição, também no Litoral Norte, a 90 km de João Pessoa, desmatamento de sete hectares de mata.
Em Jacaraú, também no Litoral Norte, a 97 km de João Pessoa, a diminuição da Mata Atlântica foi em três hectares de mata. Já em Itabaiana, no Agreste paraibano, a 92 km de João Pessoa, o desmatamento foi de 1 hectare de mata.

Ainda segundo os dados, os municípios de São Sebastião do Umbuzeiro, Cabedelo, São João do Tigre e Bayeux são os quatro que mais conservam as áreas de Mata Atlântica, com, respectivamente, 67%, 32,8%, 32,2% e 28% das suas áreas naturais preservadas.

Questionada pelo Portal Correio sobre os dados do estudo, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente na Paraíba (Sudema) afirmou que as áreas de Mata Atlântica em Baía da Traição e Mataraca são reservas indígenas, por isso são de responsabilidade do governo federal.

“A Sudema esclarece que as áreas de Mata Atlântica, localizadas nos municípios de Mataraca e Baía da Traição são reservas indígenas, sendo de competência dos órgãos ambientais federais a sua fiscalização. Dentro de João Pessoa, contamos com quatro Unidades de Conservação (UC) e em outras áreas do Estado, temos mais seis UC, isso representa cerca de 20.304,60 hectares protegidos, locais que sequer foram citados no relatório. Com isso, a Sudema pede à população que denuncie qualquer crime ambiental, que por ventura seja presenciado”, declarou a Sudema.

Procurado pelo Portal Correio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão federal responsável pela fiscalização e combate ao desmatamento, afirmou que conta com 20 agentes ambientais para fiscalizações em toda a Paraíba, e considera o número como “suficiente”.

Ainda segundo o Ibama, a Paraíba é considerada estado com nível de desmatamento ‘zero’, que é quando o desflorestamento é de menos do que 100 hectares por ano.

“O Ibama acompanha os dados referente ao desmatamento do Bioma Mata Atlântica. São realizadas ações fiscalizatórias periódicas e constantes, bem como o monitoramento através de imagem de satélite e acompanhamento do número de focos de calor, que indicam o uso de fogo na área”, afirmou o Ibama.

Questionado sobre a fiscalização nas áreas desmatadas, o órgão afirmou que grande parte desse desmatamento está situado nos municípios abrangidos pela Terra Indígena Potiguara, assim o Ibama tem intensificado a fiscalização nesses municípios, buscando coibir a exploração do carvão e o avanço do cultivo da cana-de-açúcar.

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sábado, 11 de maio de 2013

131 municípios compram água para população

Gastos com a compra de água para abastecimento chega até R$ 100 mil mensais em 39 municípios paraibanos, conforme pesquisa da CNM.
 

 

Francisco França
Levantamento da CNM foi feito com base em informaçoes das companhias estaduais de saneamento e prefeituras

Na Paraíba, nove cidades estão em racionamento de água, 22 em colapso total, sendo abastecidas por carros-pipa, e 131 municípios afetados pela seca têm gastos mensais com compra de água. As informações integram a pesquisa nacional sobre a seca divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
 
De acordo com a CNM, o Nordeste brasileiro enfrenta em 2013 a maior seca dos últimos 50 anos, com mais de 1.400 municípios afetados. A seca deste ano já é pior do que a do ano passado, que também foi recorde. Para mostrar essa realidade, a partir de amanhã o JORNAL DA PARAÍBA inicia uma série de reportagens sobre a seca no Estado.
 
O levantamento da CNM, com base em dados repassados pelas companhias de abastecimento e saneamento estaduais e as prefeituras municipais, foi realizado no período de 8 de abril a 2 de maio deste ano. Na Paraíba, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou que os mananciais que abastecem João Pessoa e cidades litorâneas não enfrentam risco de falta de água, mas no interior do Estado, os reservatórios ainda estão com nível de água baixo.
 
O presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, informou que na região do Brejo, as chuvas que caíram desde o final de abril elevaram o nível de água acumulado nos reservatórios, mas ainda não foi suficiente para normalizar o abastecimento de água.
 
Em relação à decretação de situação de calamidade pública e de estado de emergência, o estudo da CNM aponta que, nos últimos 10 anos, foram reconhecidas 7.756 situações de emergência relacionadas à seca na região Nordeste, sendo que a Bahia, com 1.306 portarias, Ceará, 1.386 e a Paraíba, 1.235, são os Estados que mais se destacam em números de portarias.
 
“Esses dados demonstram que desde 2003 os estados do Nordeste vêm sofrendo cada vez mais com os danos causados pela seca prolongada e que as soluções não chegam à mesma proporção dos estragos provocados”, argumentou o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski.

Dos 223 municípios paraibanos, a CNM conseguiu levantar dados de 163 cidades. Das localidades pesquisadas, 131 têm gastos mensais com compra de água, sendo que 87 despendem até R$ 50 mil, 39 de R$ 50 mil a R$ 100 mil, 5 gastam acima de R$ 100 mil mensais. Outros 17 declararam não comprar água. Entre os municípios que compram água, segundo o levantamento da CNM, estão Borborema, Emas, Areia, Livramento, Sobrado, Curral Velho, Malta e Jacaraú.
 
Sobre a distribuição de água, 93 dos entrevistados mostraram que são realizadas pelo Exército Brasileiro, outros 69 responderam que a distribuição é feita por serviço terceirizado e 52 indicaram outra forma de distribuição.
 
Chama muito a atenção que, em 82 municípios pesquisados, a água distribuída é exclusivamente para o consumo humano; em outros 50, 75% da água é para o consumo humano e 25% para o consumo de animais. Por sua vez, em 20 cidades, metade da água distribuída é para consumo humano e a outra metade para os animais.
 
Para o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski, o consenso é que a maneira de conviver e enfrentar o fenômeno climático inevitável da seca só será possível através de obras hídricas estruturadoras: barragens, interligação de bacias a partir do São Francisco, infraestrutura para a agricultura irrigada e gestão permanente da água.
 
O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Rubens (Buba) Germano, afirma que a seca aflige dezenas de municípios paraibanos, matando animais e ameaçando a sobrevivência de milhares de famílias. Além de provocar perdas nas lavouras e causar prejuízo aos agricultores, compromete os reservatórios de água resultando em sede, fome e na perda de rebanho, bem como em problemas de risco à vida humana.
 
O presidente da Famup informou ainda que na próxima segunda-feira será realizada uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado para discutir os problemas da seca. Na ocasião, os prefeitos farão um ato em protesto à política adotada pelo governo federal em relação à seca.
 
“Estamos cobrando uma maior atenção do governo federal sobre a questão da seca, que deixou um rastro de destruição sem comparação na história do Nordeste”, disse.
  

sábado, 26 de janeiro de 2013

Crime ambiental gera 1,3 mil multas na PB

Infrações mais recorrentes em 2012 foram a prática da poluição sonora, segundo chefe da Divisão de Fiscalização da Semam-JP.
 



A prática de crimes ambientais gerou 1.317 multas em 2012 na Paraíba, sendo que 557 autos de infração foram emitidos pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e outros 760 pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP). A maioria das penalidades foi imposta a órgãos públicos e a empresas privadas.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Semam-JP, Alisson Cavalcanti, as infrações mais recorrentes em 2012 foram a prática da poluição sonora, o despejo de resíduos sólidos em locais inadequados e a contaminação de rios, feita principalmente através do lançamento de esgoto. As multas ainda foram aplicadas em empresas que invadiram áreas protegidas por leis ambientais e que emitiram substâncias tóxicas na atmosfera.

“No ano passado, fizemos muitos flagrantes de corte irregular de árvores, que estavam em áreas de proteção permanente. Também constatamos que algumas empresas depositaram os resíduos de construção civil em local inadequado e outras ainda que estavam com chaminés quebradas e que lançavam fumaças na atmosfera, de forma que incomodavam a vizinhança”, acrescentou Alisson Cavalcanti.

De acordo com um relatório divulgado ontem pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, a falta de licença ambiental apareceu entre as principais causas de multas aplicadas em empresas, no ano passado. Das 760 notificações registradas, 300 foram por esse motivo. Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, a maior parte das autuadas pertence ao ramo da construção civil.

“Esse segmento possui um alto potencial poluidor, porque produz muitos resíduos que causam danos ao meio ambiente, como entulhos, tintas, ferros e solventes. Por isso, eles precisam retirar uma licença e receber orientações dos técnicos ambientais”, disse.

Em outras cidades
Além de João Pessoa, Campina Grande, Alhandra, Taperoá, Jacaraú, Alagoa Grande, Bayeux e Cabedelo foram cidades que também apresentaram quantidade elevada de multas aplicadas por crimes ambientais, segundo estatísticas divulgadas pela Sudema.

O número de autos de infração emitidos no ano passado foi maior em relação aos 270 registros dessa natureza feitos em 2011. Em 2013, só nos primeiros 18 dias de janeiro, o órgão já aplicou 55 multas por prática de crimes ambientais no Estado.

Rigor nas fiscalizações
O que diz a Apan
Para a Associação de Amigos da Natureza (Apan), uma Organização Não Governamental que atua em defesa do meio ambiente, o crescimento das multas é reflexo direto do maior rigor nas fiscalizações. O presidente da entidade, Antônio Augusto Almeida, explica que a multa é a última alternativa que dever utilizada pelo fiscal ambiental. “Por lei, o fiscal deve primeiramente notificar e não autuar de imediato. Se persistir é que ocorrem a autuação e multa. É preciso saber se isso está sendo cumprindo, porque não se pode multar de forma aleatória. É preciso fazer um trabalho de educação junto ao infrator, antes de aplicar a punição ”, observa.

“Mas se essas normas legais foram cumpridas pelos fiscais e mesmo assim houve a multa, acho positivo esse crescimento nas autuações. Isso mostra que os órgãos ambientais estão mais atuantes. A fiscalização é fundamental para a gestão dos recursos ambientais. Mas não se pode esquecer de fazer um trabalho de educação e conscientização”, ressalta.

Prazo de defesa
Após receber um auto de infração, as empresas têm prazo legal para apresentar defesa. Se os argumentos não forem convincentes, a autuação se converte em multa. O valor varia de acordo com o dano praticado. Na maioria dos casos, o problema se resolve de forma administrativa, no próprio órgão ambiental que fez o flagrante. O infrator poderá fazer um acordo e corrigir o dano causado. Mas, se não houver consenso, a situação poderá dar origem a um processo judicial. O caso é comunicado ao Ministério Público, que oferece denúncia à justiça.