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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Incêndio atinge 6 km de vegetação e mata animais em Boa Ventura, Sertão da PB

Causa do fogo não foi detectada pelo Corpo de Bombeiros. Incêndio foi apagado.

Por G1 PB

Incêndio em Boa Ventura, no Sertão da Paraíba (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Incêndio em Boa Ventura, no Sertão da Paraíba (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Um incêndio atingiu cerca de 6 quilômetros de vegetação nativa na tarde deste domingo (1), na zona rural da cidade de Boa Ventura, no Sertão da Paraíba. De acordo com o tenente Laurentino, do Corpo de Bombeiros, foi preciso trabalhar aproximadamente mais de quatro horas para que o fogo fosse apagado.

Ainda segundo o tenente, alguns animais foram mortos, uns queimados e outros por asfixia. A causa do início do fogo ainda não foi identificada pelos bombeiros. Eles estudam duas possibilidades; a alta temperatura ou por causa de uma piola de cigarro.

Devido à vegetação na região ser bastante seca, o fogo se alastrou rapidamente. Inicialmente os moradores tentaram apagar as chamas por conta própria, mas não conseguiram e acionaram o Corpo de Bombeiros do município de Patos.
 
 
 
 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Fazendeiro é detido com oito aves silvestres no Sertão da Paraíba

Segundo a PRF, caso ocorreu na cidade de Patos. Suspeito foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil. 

Por G1 PB
PRF apreendeu oito animais silvestres na casa de um fazendeiro em Patos. (Foto: Divulgação/PRF)
PRF apreendeu oito animais silvestres na casa de um fazendeiro
em Patos. (Foto: Divulgação/PRF)
 
Um fazendeiro foi detido com oito aves silvestres no município de Patos, no Sertão paraibano. Uma espingarda também foi encontrada no interior da residência do suspeito, que fica localizada às margens da BR-361.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), policiais que faziam rondas próximas ao local avistaram uma das aves em uma gaiola e abordaram o fazendeiro. Ao revistar a casa dele, avistaram outros pássaros, sendo dois canários da terra, dois fogo-pagou e um galo de campina, além de dois papagaios.

Foram encontradas ainda, no interior da residência do suspeito, uma espingarda calibre 40 e 28 cartuchos. O homem foi encaminhado até a Delegacia da Polícia Civil, onde foi aberto um inquérito para apurar os crimes de posse ilegal de arma de fogo e pela propriedade ilícita das aves. 

sábado, 6 de maio de 2017

SONHOS SOTERRADOS: perigo e miséria que brotam do subsolo no Sertão da PB

06 de maio de 2017 

 

SONHOS SOTERRADOS: perigo e miséria que brotam do subsolo no Sertão da PBO mundo se comoveu em 2010 com o resgate dramático e épico dos 33 mineiros chilenos das profundezas de uma mina de cobre, no Chile, depois de 70 dias de tensão e incerteza. Quatro anos depois, 160 operários morreram soterrados e pelo menos 400 ficaram retidos por vários dias no subsolo, na província de Manisa, na Turquia, após a explosão de uma mina de carvão.

Essas duas tragédias de proporções mundiais e que chocaram o planeta retratam uma realidade dura de centenas de paraibanos que também ganham a vida embaixo da terra, retirando o caulim, minério usado para a fabricação de artigos de porcelana. Descumprimento da legislação, escravidão e condições precárias de trabalho fazem parte da rotina dos mineiros que vivem dessa atividade de risco.

Sem gozar de direitos básicos assegurados pela Constituição Federal, como férias, 13º salário e outros benefícios, os trabalhadores travam uma verdadeira batalha entre a vida e morte para tirar das entranhas da terra o sustento da família, nas minas de caulim escavadas no Junco do Seridó, Sertão da Paraíba, a pouco mais de 265 quilômetros da capital, João Pessoa. O setor de mineração no município emprega na informalidade cerca de 40% da mão de obra local, segundo a Cooperativa dos Garimpeiros do Seridó (Cooperjunco). 





Embaixo da terra, sem luz nem equipamentos de segurança, os trabalhadores suam para escavar a rocha dura e retirar o caulim em condições desumanas. A jornada de quase 10 horas ininterruptas começa cedo e muitas vezes termina de forma trágica. Os acidentes nas banquetas são constantes e já ceifaram a vida de dezenas de mineiros.

Os heróis da banqueta, também chamados de “homens tatu”, não temem o perigo e se arriscam nas madrugadas.

Muitos já perderam sonhos, se acomodaram no tempo, se conformaram com a realidade e não pretendem deixar a atividade, visto que em Junco do Seridó praticamente não existem oportunidades de emprego. O caulim é a única fonte de renda. “Aqui não existe trabalho. Só dependemos da extração do caulim”, diz um mineiro.

Em torno da banqueta, nome que se dá ao lugar onde um buraco é cavado e instala-se os equipamentos para a extração do minério, os mineiros mostram resistência física e coragem para enfrentar o perigo.

Edson, Fagner e Adelson já trabalham juntos há 10 anos e sabem que a disputa entre as banquetas de caulim é uma atividade de alto risco. A rotina deles é árdua e arriscada. Todos os dias acordam de madrugada, se reúnem em casa, pegam as ferramentas de trabalho e seguem para as banquetas. O caminho das minas da cidade até a área de exploração do minério é feito por estradinhas de terra cobertas por pó branco, que cai durante o transporte do produto pelas carretas. No trajeto é possível avistar várias banquetas espalhadas pelos morros na Zona Rural de Junco do Seridó, muitas delas desativadas e escondendo histórias de sofrimento e morte. Ao chegar na banqueta, dois deles descem para escavar e encher os baldes no subsolo. O terceiro puxa o material por um carretel de cordas improvisado, sustentado por uma frágil estrutura de madeiras, borracha e pregos. O equipamento artesanal é operado por Adelson e a segurança dos dois mineiros que trabalham no subsolo depende dos braços dele. 




De acordo com dados de órgãos que atuam na fiscalização de minério, existem cerca de 300 minas que desenvolvem atividades de extração de minério no município de Junco do Seridó. Os garimpeiros que sobrevivem da extração de minério trabalham até 10 horas diárias para ganhar uma quantia de R$ 30 por dia por um trabalho árduo e de risco à vida.

O ambiente em que os garimpeiros trabalham em Junco do Seridó é perigoso e insalubre. Edson, Fagner e Adelson retiram em média 120 tambores de caulim por dia da banqueta, cada um pesando 80 quilos. A maior produção é feita ainda de madrugada. A carrada de caulim contém, em média, 10 mil quilos do minério e é vendida pelos garimpeiros por valores entre R$ 100 e R$ 200, dependendo do tamanho da malha utilizada. Com a atividade em crise, eles são obrigados a vender o produto com o preço bem abaixo do mercado, não chegando a tirar um salário mínimo por mês. “Continuamos arriscando nossas vidas debaixo do chão, sem nenhum direito trabalhista, nos sujeitando a ganhar no máximo R$ 900 por mês, R$ 130 por cada carrada de 10 toneladas”, desabafa um dos mineiros.

O minério retirado da mina é despejado nas caçambas que o levam até os as empresas de beneficiamento, onde o caulim é decantado e processado antes de exportado.

A busca do precioso minério custa muito suor, esforço, dor e lágrimas de famílias que perderam seus entes queridos. O trabalho pesado, realizado em uma profundidade de 17 até 50 metros, é a única fonte de sustento dos minerados. O mais grave é que em pleno ano de 2017 muitas das minas continuam operando na clandestinidade. E com a chegada das chuvas aumenta ainda mais o risco de desabamentos.

O caulim, extraído de debaixo do chão, é o ouro branco que vale mais do que o próprio homem. Embaixo da terra não existe limite entre a vida e a morte. Abaixo da aridez, em uma terra considerada pobre, que não serve para plantar, a riqueza está escondida. Carlos de Oliveira, minerador há 10 anos, confessa que quando desce para o precipício nunca sabe se voltará a ver a luz do sol brilhar de novo. Todos os dias ele trava uma luta pela sobrevivência.

Trabalho na área interditada
Combater o trabalho clandestino tem sido um desafio dos órgãos responsáveis pela fiscalização na Paraíba e uma luta da Cooperativa dos Mineradores. A fiscalização existe, mas não tem sido suficiente para evitar que os mineiros continuem escavando os túneis de forma ilegal. Em 2015, acatando denúncia da Cooperativa dos Garimpeiros do Seridó (Cooperjunco), sobre a exploração ilegal do minério, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), interditou uma área de cerca de 700 hectares no município de Junco do Seridó. Pelo menos 30 minas foram desativadas na operação.

Segundo um garimpeiro, só na região do Junco do Seridó, quando não havia fiscalização ou qualquer impedimento para extração de caulim, aproximadamente 250 homens trabalhavam embaixo da terra, nos túneis escavados manualmente com picaretas e outras ferramentas artesanais, muitas vezes à luz de velas e sem qualquer equipamento de segurança.

Apesar das mais de 50 mortes causadas pelos desmoronamentos das banquetas de caulim e da proibição de explorar o minério sem autorização do DNPM e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), somente no município do Junco do Seridó mais de 70 garimpeiros ainda arriscam suas vidas debaixo do solo, trabalhando clandestinamente.

“É tudo como era antes, mas muitos garimpeiros foram embora e os que restaram trabalham escondidos”, conta um garimpeiro. O atual diretor da Cooperativa dos Garimpeiros do Seridó, José Ivanildo da Silva, o Dila, contou ao PB Agora que depois da interdição as atividades ilegais foram interrompidas. Ele disse que desconhece a existência de minas funcionando clandestinamente. “Nossa luta é para legalizar toda a atividade em Junco”, disse Dila. Hoje, segundo ele, cerca de 180 mineradores cooperados trabalham junto com as instituições públicas em busca da legalização desse trabalho.

Denunciar a irregularidade também é um trabalho de risco. Em 2015 a ex-presidente do sindicato, Maria Aparecida Batista, chegou a ser ameaçada de morte por causa do trabalho realizado no combate à exploração clandestina dos minérios na região. Apesar da atual gestão da cooperativa desconhecer a existência de minas clandestinas, estima-se que existam no local pelo menos 30 minas irregulares com jornadas de trabalho de 10 horas para ganhar R$ 30 por um dia inteiro de trabalho.

“Quase não tem fiscalização, mas temos que fingir que não existe extração desse tipo na cidade para não atrair a atenção”, conta um garimpeiro, acrescentando que “a gente quase passa fome, porque só vem gente para cobrar imposto, ninguém preocupado com garimpeiro que morre e viúva com menino que fica desamparada”.

Luta para legalizar a área e capacitar os heróis da banqueta do Caulim e o alerta do Ministério Público
Legalizar a área em que ocorre a exploração do minério é apenas um dos desafios da Cooperativa. Os mineiros precisam de capacitação para se proteger do perigo. Substituir as técnicas rudimentares de extração por máquinas modernas poderia ser o caminho para evitar mais mortes e pôr fim no trabalho escravo. A capacitação é a saída para aumentar a produção e evitar riscos à saúde, como a silicose e acidentes com queda de barreiras.

As agências governamentais, que deveriam fomentar essas iniciativas, possuem amarras burocráticas que dificultam o acesso ao dinheiro pela população mais necessitada. No ano passado, o Sindicato chegou a denunciar que havia sim exploração do homem sobre o homem, onde muitos conseguiam o sustento de suas famílias arriscando diariamente suas vidas em grandes profundidades para extrair o caulim. “Muitos, inclusive, preferem trabalhar de forma clandestina na produção, por conta própria, porque ganham mais um pouco, do que fichados em algum decantamento recebendo apenas o salário mínimo”, lamenta um minerador que pediu para não ser identificado.

O Ministério Público do Trabalho alertou para o risco que correm os heróis das banquetas que ganham a vida na extração do caulim. Em entrevista exclusiva ao PB Agora, a procuradora do Trabalho, Marcela Asfora, confirmou que os acidentes nas minas são constantes. Ela contou que o MPT atua em duas vertentes, sendo que a primeira, no âmbito de inquéritos civis, são procedimentos investigativos, por meio dos quais se busca identificar os reais empregadores dos mineradores para exigir o cumprimento da legislação trabalhista, em especial no que refere-se às normas de saúde e segurança.

Marcela destaca que o Ministério Público também tem atuado por meio de procedimentos promocionais, que são as iniciativas através dos quais o procurador do Trabalho atua como agente de transformação social. Esse trabalho é realizado em uma ação conjunta com outros órgãos que desempenham funções vinculadas à área da mineração, saúde e segurança do trabalhador, como o DNPM, a Receita Estadual e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) para tentar diminuir com os acidentes.

A procuradora conta que geralmente as pessoas que trabalham na exploração de minérios na Paraíba são trabalhadores informais, submetidos a vários riscos e a situações precárias. Além da falta de segurança, muitos mineradores trabalham de forma clandestina. As condições de trabalho nas minas de caulim, segundo ela, são preocupantes pela forma rudimentar como a exploração é realizada. “As condições de trabalho nas minas de caulim são precárias. A clandestinidade contribui para a manutenção do ciclo de insegurança nas minas, pois desencoraja a busca pela modernização e pela profissionalização da forma de extração”, revela a procuradora.

Marcela Asfora destaca ainda que o Ministério do Trabalho tem realizado fiscalizações nas áreas de extração e beneficiamento de caulim, contudo a grande dificuldade na formalização dos vínculos trabalhistas reside na resistência dos mineradores em romper com a cultura local, tendo em vista que há décadas o trabalho é realizado de maneira informal. Tudo isso aliada à intenção de alguns mineradores não firmarem contratos de trabalho ante a impossibilidade de, como mineradores, conseguirem os benefícios previdenciários destinados aos trabalhadores rurais.

Marcela ressalta que o Ministério Público não possui dados sobre o número de mineradores na área de Junco, em razão da fluidez das pessoas que trabalham na mineração. “Aliada à dificuldade de conseguir dados referentes aos mineradores, quer em razão da clandestinidade ou do receio de testemunhas ouvidas pelo MPT em prestar informações – temendo fiscalizações e a consequente proibição de continuar o desenvolvimento da atividade, ante a total irregularidade e ilegalidade no desempenho da mineração”, observa.

O trabalho realizado por operários de forma irregular em mineradoras da Paraíba fez com que apenas este ano fossem encaminhados cerca de 30 procedimentos ao Ministério Público Federal pedindo a apuração de acidentes e formas precárias de exploração do trabalho.

Superintendente do DNPM admite que órgãos federais não tem fiscais suficientes
A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ligado ao Ministério de Minas e Energia, garante que o órgão tem procurado discutir as condições de trabalho de mineradores do Seridó paraibano. De acordo com o superintendente Eduardo Sérgio Colaço, o órgão tem analisado laudos sobre o último acidente.

Em entrevista exclusiva ao PB Agora, ele reconheceu que a extração mineral ainda é uma atividade de risco, mas os órgãos federais não dispõem de fiscais suficientes para atender a demanda. A extração de caulim e quartzito constitui uma das principais atividades financeiras do Município de Junco do Seridó, onde aconteceram quatro das cinco mortes deste ano.

Eduardo Sérgio confirma que o órgão recebe relatos dos garimpeiros de que as empresas que os contratam não fornecem qualquer tipo de maquinário ou proteção individual para que eles trabalhem com segurança. Segundo ele, em várias minas também não há registros de acompanhamento de profissionais especializados na atividade, como engenheiro de minas, geólogo e técnico em mineração, o que aumenta o risco de acidentes e mortes. O superintendente estadual do Departamento Nacional de Produção Mineral enfatiza que é comum encontrar irregularidades na exploração de minérios, principalmente na região do Seridó, e o órgão está investindo em tecnologia já que são poucos os fiscais.

O trabalho realizado por operários de forma irregular em mineradoras fez com que apenas este ano fossem encaminhados 30 procedimentos ao Ministério Público Federal, pedindo a apuração de acidentes e formas precárias de exploração do trabalho.

Ao pó voltarás



A frase bíblica, “ao pós voltarás” se aplica bem na vida de muitos garimpeiros de Junco. Os acidentes nas minas são constantes. A área conhecida pelo alto número de minas de garimpo que não oferecem nenhuma estrutura de segurança para seus trabalhadores.

As valas abertas a céu aberto numa área de 700 hectares, encurta a distância entre o dia e a noite e podem se transformar em passagens para a morte. Em cinco ano, mais de 50 mineradores já morreram soterrados nas minas de Junco, segundo dados da Cooperativa dos Mineradores.

O garimpeiro Luis Carlo Leite de 27 anos, conhecido na região por 'Tôta', filho de Luis Rufino da Comunidade da Serra de Santana, foi uma vítima das baquetas do caulim. Ele morreu soterrado, em decorrência de um deslizamento de uma encosta na Serra de Santana.

Os acidentes fatais destroem famílias e sepultam sonhos

Cinco anos após a tragédia que resultado na perda do filho de 27 anos, a viúva Geraldina fez um apelo dramático ao programa da Rede Record, para que as autoridades aumentassem a fiscalização nas minas de Junco, contendo assim, a onda da morte na extração do minério.

Com uma foto do filho na mão, e visivelmente com olhar de tristeza, ela recorda de Luiz Carlos, que morreu na escuridão de uma das minas de caulim da região. “Ele era aproximado pelas aquelas malditas banquetas que levou a vida dele embora” lamentou. Dona Geraldina conta que o filho trabalhou 10 anos nas banquetas, e ganhava a vida trabalhando embaixo da terra. Ganhava R$ 400 por mês, fundamentais para sustentar a família.

A dor de dona Geraldinha é a mesma de Maria e seu Inácio que mora na localidade batizada de Várzea Carneira, na divisa entre Rio Grande do Norte e Paraíba. Eles também conviveram com a tragédia e perderam o filho na extração de minério. O casal de aposentados não esquece o dia em que o filho Vilanir de 24 anos, mais conhecido como “Vila” sofreu o acidente.

“Foi a dor maior que eu já sofri na minha vida, quando eu recebi essa notícia” lamentou dona Maria com rosto sofrido, e lágrimas nos olhos,

Assim como ela, muitas Marias sofrem a perda dos filhos na extração do caulim, um trabalho degradante que destroem vidas e sepulta sonhos.

Os acidentes estão cada vez mais preocupando os operários, que trabalham todos os dias com o mínimo de segurança, em espaços sem condições favoráveis para o desenvolvimento do trabalho, que merece tanto cuidado e atenção.

O sindicato dos mineradores confirma que a precariedade no trabalho de mineração na comunidade de Várzea de Carneira, na cidade de Junco do Seridó, no Sertão da Paraíba, tem ceifado muitas vítimas.

Faltam fiscais para combater o trabalho clandestino
A sombra da escuridão das banquetas, os garimpeiros se arriscam.  O esforço do Ministério do Trabalho é no sentido de acabar de vez com o trabalho clandestino nas minas de caulim de Junco do Seridó. Só que o órgão não dispõe de estrutura nem fiscais suficientes para manter uma fiscalização mais arrojada e intensa. Com isso, os acidentes continuam se multiplicando na área ilegal e a fila da morte crescendo.

A participação do Departamento Nacional de Produção Mineral também é fundamental, uma vez que há concessões de lavras vencidas que devem ser legalizadas para possibilitar o acesso pleno dos trabalhadores. Órgãos de defesa do meio ambiente, como o Ibama, são fundamentais na elaboração de um projeto. Escavar o subsolo ou alterar a superfície sem estudos mais aprofundados pode levar à degradação de um ecossistema ou à contaminação de lençóis freáticos.

O Departamento de Produção Mineral, em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Sebrae e o Governo do Estado, tem um programa de regularização das mineradoras, oferecendo suporte técnico e acompanhamento profissional. Em Junco do Seridó ninguém quer falar sobre a exploração do caulim na região e as poucas pessoas que quebram o silêncio dizem que a extração do minério está proibida e que, a não ser algumas empresas particulares que não aceitam conceder entrevista, esse tipo de comercialização está paralisada. No entanto, não é esta a realidade presenciada por quem passa no município e avista pelo menos cinco empresas de beneficiamento do minério.

Segundo a Superintendência Estadual do Departamento Nacional de Produção Mineral, há mais de 3 mil processos ativos na Paraíba. Destes, pouco mais de 140 estão em fase de concessão de lavra, ou seja, são de fato minas com extração de minérios autorizada.


Severino Lopes S
PB Agora 

Foto: Antônio Ronaldo 
Ilustração: Júlio César

Fonte



domingo, 2 de abril de 2017

Desertificação ameaça 94% das terras na Paraíba e é irreversível, diz Insa

02/04/2017 14h15 - Atualizado em 02/04/2017 17h08
Paraíba é o estado mais afetado, proporcionalmente, pela desertificação.
Processo de degradação ambiental torna as terras inférteis e improdutivas.

Krystine Carneiro

Do G1 PB


Além da seca, que já vem afligindo os paraibanos há cinco anos, outro problema ameaça o solo e a vegetação do estado. Só que, desta vez, o processo é irreversível. A Paraíba é o estado brasileiro mais afetado, proporcionalmente, pela desertificação - processo de degradação ambiental que torna as terras inférteis e improdutivas - segundo dados do Instituto Nacional do Semiárido (Insa). Ela é uma consequência das ações humanas e não pode ser revertida - nem com chuva -, apenas desacelerada.
 
O G1 mostra, em uma série de reportagens, uma pequena amostra da realidade vivida na região - e as muitas saídas que encontra para conseguir sobreviver. Confira aqui as histórias, contadas em cada um dos nove estados do Nordeste brasileiro.
 
De acordo com a classificação do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca no Estado da Paraíba (PAE-PB), 93,7% do território do estado está em processo de desertificação, sendo que 58% em nível alto de degradação.

“A desertificação é um processo cumulativo de degradação ambiental, que afeta as condições econômicas e sociais de uma região ou país, que ao mesmo tempo em que reduz continuamente a superfície das terras agricultiváveis, faz com que a população desses locais ocupe novos territórios, em busca da sobrevivência”, explica o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), Humberto Barbosa.

Fogão à lenha ainda é usado com madeira desmatada da caatinga (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Fogão à lenha ainda é usado com madeira desmatada
da caatinga (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

O desmatamento da caatinga muitas vezes é feito por pessoas que nem entendem a gravidade da situação. Na casa da agricultora Maria Ana, na zona rural de Santa Cruz, no Sertão paraibano, por exemplo, ainda se usa a madeira da caatinga para o fogão à lenha.

Agricultor corta árvores da caatinga para usar madeira no fogão à lenha (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Agricultor corta árvores da caatinga no Sertão da PB
(Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Apesar de também ter um fogão à gás, a idosa prefere manter o equipamento mais antigo em casa. "Eu já estou acostumada, eu acho que [o fogão à lenha] é mais rápido. Eu uso os dois, mas mais esse porque já fui criada nisso mesmo”, justificou.

Quem faz o corte da madeira para abastecer o fogão de Maria Ana é o agricultor Bianor Alves Júnior. Ele explica que corta espécies de angico, catingueira e jurema. “[Corta] inteira. Aí depois tira os galhos e leva a madeira”, relata. “Aprendi com meu pai. Já há muitos anos”.

O mestre em engenharia agrícola explica que há uma alternativa para continuar usando o fogão à lenha sem desmatar a caatinga. “O correto seria que aquele produtor ou aquele agricultor que ainda utiliza fogo à lenha que ele coletasse aquelas árvores já mortas na mata e caídas, não que cortasse as árvores”, recomenda.

Núcleo de desestificação do Seridó é composto por municípios da Paraíba e Rio Grande do Norte (Foto: Reprodução/INSA)
Núcleo de desestificação do Seridó é composto por municípios da Paraíba e
Rio Grande do Norte (Foto: Reprodução/INSA)

Os núcleos de desertificação do Semiárido brasileiro compreendem uma área 68.500 km² em cinco estados: Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí. Esse locais já atingiram níveis de degradação tão altos que são comparados aos desertos - ecossistemas naturais característicos de zonas áridas.

Dos 59 municípios que estão nesse perímetro, conforme a classificação do Ministério do Meio Ambiente, 28 são da Paraíba, localizados no Núcleo do Seridó.

Outra área em situação crítica do estado são os Cariris. Segundo Humberto Barbosa, outros 29 municípios da Paraíba estão em Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD), sendo 12 no Cariri Oriental e 17 no Cariri Ocidental.

Os pesquisadores do Lapis também perceberam que, desde 2010, a seca tem contribuído para a expansão das Áreas Susceptíveis à Desertificação. De acordo com os números levantados por equipes do laboratório, áreas de entorno estão aumentando nos últimos anos. “Com elas, pode-se atingir um salto significativo nas áreas classificadas como degradação muito forte e forte nos próximos anos”, comenta Barbosa.

Vila da Ribeira, distrito de Cabaceiras, está em processo de desertificação, segundo o INSA (Foto: Reprodução/Lapis/INSA)
Vila da Ribeira, distrito de Cabaceiras, está em processo de desertificação,
segundo o INSA (Foto: Reprodução/Lapis/INSA)

Saúde de rios e açudes
Além do solo, a desertificação ainda pode afetar a capacidade de rios e açudes, segundo o coordenador do Lapis. Barbosa explica que, com o desmatamento da mata ciliar, a camada infértil do solo é retirada e acaba sendo depositada nas áreas com água.

“Porque as áreas do entorno estão sendo desmatadas, o depósito de areia no Rio São Francisco tem diminuído a vazão dele em alguns pontos. Então a desertificação pode afetar a saúde do rio. Há uma relação direta. Isso leva tempo, não vai ser breve, mas já vem acontecendo. O depósito de areia no açude de Boqueirão também é muito grande e diminui a capacidade volumétrica do açude. ”, diz.

Lapis mapeou a desertificação no Semiárido com monitoramento por satélite durante 10 anos (Foto: Reprodução/Lapis/INSA)
Lapis mapeou a desertificação no Semiárido com monitoramento por
satélite durante 10 anos (Foto: Reprodução/Lapis/INSA)
 
 
Processo de desertificação
O processo de desertificação é lento e tem início com o desmatamento de uma área, conforme explica o professor Humberto Barbosa. Esse espaço desmatado é abandonado ou ocupado com pastos e pecuária extensiva. Com isso, o solo fica mais exposto ao sol, água e vento devido à extração da floresta e a substituição por uma vegetação rasteira frequentemente manipulada de forma inadequada.

Como consequência, o solo fica mais fragilizado aos agentes erosivos e perde sua capacidade de absorção de água e nutrientes, desencadeando um maior escoamento superficial. Assim, são levadas grandes quantidades de solo, causando assoreamento dos rios e açudes e, finalmente, o solo chega aos oceanos. “De lá fica difícil trazê-lo de volta”, explica Humberto Barbosa.
 
A última etapa é a perda da fertilidade e da capacidade produtiva do solo. A partir daí, a terra deixa de produzir alimentos, a atmosfera se desidrata e se aquece, dificultando as chuvas, as reservas de água das profundidades do solo diminuem, as fontes se estancam e os rios se tornam intermitentes. 

“Em seguida, a renda familiar e disponibilidade de alimentos acabam. Sem renda e alimentos, ocorre uma deterioração das condições sociais dos locais afetados. Há insegurança alimentar e saúde mais vulnerável. Há empobrecimento material e espiritual da família. Logo, o homem foge. Quando isto acontece, há uma degradação social nas áreas afetadas”, descreve o professor.
 
Combate
Para combater o processo de desertificação, o professor Humberto Barbosa cita duas ações que podem ser úteis: a criação de áreas de conservação da caatinga e a bioprospecção - que a exploração dos recursos genéticos e bioquímicos das espécies, principalmente pela indústria farmacêutica. “A caatinga tem uma biodiversidade que permite a extração de fármacos, para gerar produtos. E isso é um valor agregado à floresta. Políticas públicas de conservação da caatinga podem incentivar o turismo, gerar empresas, atrair pesquisas”, argumenta.
 
A assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) informou que a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, por meio do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável e Combate à Desertificação (DRSD), vem desenvolvendo uma série de ações no sentido da implementação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

Uma delas é o desenvolvimento do Sistema de Alerta Precoce contra Seca e Desertificação (SAP). A partir deste sistema, vão ser divulgadas informações atualizadas sobre as áreas susceptíveis e afetadas pelo processo de desertificação e, com isso, vai permitir o monitoramento das ações de combate à desertificação no país, identificando lacunas e orientando as ações de combate à desertificação.
 
O DRSD ainda vem apoiando um conjunto de ações de capacitação e implementação de boas práticas para conservação e recuperação do solo, água e biodiversidade, promovendo o combate aos vetores da desertificação e gerando trabalho e renda. A principal estratégia para o combate à desertificação do MMA, no entanto, é a implantação de Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (URAD). Estas unidades têm com unidade de trabalho as microbacias hidrográficas e conjugam ações ambientais, sociais e produtivas, com o envolvimento direto das comunidades e prefeituras. Para instalar estas unidades a equipe do DRSD está selecionando áreas e captando recursos financeiros de diversas fontes.
 
Por último, a elaboração do Decreto de Regulamentação da Lei nº 13.153/2015, com o objetivo de criar condições que favoreçam a implementação da Convenção de Combate à Desertificação, criando mecanismos de informação, financiamento, envolvimento da sociedade e monitoramento.


 

sábado, 17 de setembro de 2016

Incêndio pode afetar comunicação na região do Pico do Jabre, na Paraíba

17/09/2016 17h06 - Atualizado em 17/09/2016 17h44
Chamas já atingiram cerca de 50 hectares de mata nativa.
Incêndio dura mais de vinte horas, desde a tarde da sexta-feira (16)

Do G1 PB



Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)

Durante as vinte horas de incêndio florestal no Pico do Jabre, localizado entre os municípios de Matureia e Teixeira, o fogo já queimou boa parte da vegetação que fica próxima das antenas de várias empresas de telefonia, TV, rádio e internet. Se as chamas atingirem esses equipamentos, todo o Sertão da Paraíba e parte do Estado de Pernambuco podem ficar sem comunicação. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 50 hectares de mata nativa já foram devastados.

São 23 homens do Corpo de Bombeiros e 20 da prefeitura de Matureia tentando controlar as chamas. Dezessete homens do Corpo de Bombeiros de Campina Grande vão participar do trabalho de combate às chamas a partir desse domingo (18). O incêndio começou na tarde de sexta-feira (16), em um dos principais pontos turísticos e considerado o ponto mais alto da Paraíba.

De acordo com o tenente coronel Saulo Laurentino, a alta temperatura no local aumenta a dificuldade em combater as chamas. Além disso, uma dos grandes desafios nesse tipo de operação é o horário de trabalho para o Corpo de Bombeiros. A equipe precisa parar a operação durante a noite e só reinicia os trabalhos às 5h.

Incêndio pode afetar comunicação na região (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Incêndio pode afetar comunicação na região
(Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
O avanço do fogo está ameaçando espécies da fauna e da flora na região do Pico do Jabre. O sargento tenente Idygleikson Medeiros, do Corpo de Bombeiros, acrescentou que muitos animais foram vistos fugindo do fogo e outros já foram encontrados mortos. Uma perícia deve ser feita para indicar o que provocou o início do incêncio.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, até o início da manhã deste sábado, os focos tinham sido reduzidos e concentrado em apenas um. O tenente Dawys, do Corpo de Bombeiros de Patos, explicou que a umidade da madrugada ajudou a baixar as chamas e facilitou no controle do incêndio. "Embora ainda exista risco de reignição por conta da ventilação do local, estamos trabalhando duro para evitar", comentou o tenente.

O local é de difícil acesso e a equipe está tendo que usar mochilas para carregar água e abafadores para tentar controlar as chamas. Segundo Saulo Laurentino, a prioridade da equipe está sendo evitar que as chamas atinjam as antenas de transmissão de operadoras de telefones móveis, internet e televisão.

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Incêndio pode afetar comunicação na região do Pico do Jabre, na Paraíba

17/09/2016 17h06 - Atualizado em 17/09/2016 17h44
Chamas já atingiram cerca de 50 hectares de mata nativa.
Incêndio dura mais de vinte horas, desde a tarde da sexta-feira (16)

Do G1 PB



Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Incêndio já atingiu 50 hectares de mata nativa (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)

Durante as vinte horas de incêndio florestal no Pico do Jabre, localizado entre os municípios de Matureia e Teixeira, o fogo já queimou boa parte da vegetação que fica próxima das antenas de várias empresas de telefonia, TV, rádio e internet. Se as chamas atingirem esses equipamentos, todo o Sertão da Paraíba e parte do Estado de Pernambuco podem ficar sem comunicação. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 50 hectares de mata nativa já foram devastados.

São 23 homens do Corpo de Bombeiros e 20 da prefeitura de Matureia tentando controlar as chamas. Dezessete homens do Corpo de Bombeiros de Campina Grande vão participar do trabalho de combate às chamas a partir desse domingo (18). O incêndio começou na tarde de sexta-feira (16), em um dos principais pontos turísticos e considerado o ponto mais alto da Paraíba.

De acordo com o tenente coronel Saulo Laurentino, a alta temperatura no local aumenta a dificuldade em combater as chamas. Além disso, uma dos grandes desafios nesse tipo de operação é o horário de trabalho para o Corpo de Bombeiros. A equipe precisa parar a operação durante a noite e só reinicia os trabalhos às 5h.

Incêndio pode afetar comunicação na região (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Incêndio pode afetar comunicação na região
(Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
O avanço do fogo está ameaçando espécies da fauna e da flora na região do Pico do Jabre. O sargento tenente Idygleikson Medeiros, do Corpo de Bombeiros, acrescentou que muitos animais foram vistos fugindo do fogo e outros já foram encontrados mortos. Uma perícia deve ser feita para indicar o que provocou o início do incêncio.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, até o início da manhã deste sábado, os focos tinham sido reduzidos e concentrado em apenas um. O tenente Dawys, do Corpo de Bombeiros de Patos, explicou que a umidade da madrugada ajudou a baixar as chamas e facilitou no controle do incêndio. "Embora ainda exista risco de reignição por conta da ventilação do local, estamos trabalhando duro para evitar", comentou o tenente.

O local é de difícil acesso e a equipe está tendo que usar mochilas para carregar água e abafadores para tentar controlar as chamas. Segundo Saulo Laurentino, a prioridade da equipe está sendo evitar que as chamas atinjam as antenas de transmissão de operadoras de telefones móveis, internet e televisão.

Fonte



Incêndio no Pico do Jabre, na PB, dura mais de 20 horas, diz bombeiro

17/09/2016 10h55 - Atualizado em 17/09/2016 10h55
 
Focos foram combatidos e agora está concentrado em apenas um.
Mais de 40 pessoas trabalham para apagar o incêndio florestal. 

Do G1 PB

Dura mais de 20 horas o incêndio florestal de grande proporção que atingiu o Pico do Jabre, um dos principais pontos turísticos e considerado o ponto mais alto da Paraíba, entre os Municípios de Matureia e Teixeira, no Sertão paraibano. As primeiras chamas foram vistas por volta das 14 h de sexta-feira e até as 10h25 deste sábado continuavam queimando a vegetação seca do local.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, até o início da manhã deste sábado, o focos tinham sido reduzidos e concentrado em apenas um. O tenente Dawys, do Corpo de Bombeiros de Patos, explicou que a umidade da madrugada ajudou a baixar as chamas e facilitou no controle do incêndio. "Embora ainda exista risco de reignição por conta da ventilação do local, mas estamos trabalhando duro para evitar", comentou o tenente.

Na manhã deste sábado, cerca de 43 pessoas trabalhavam no combate ao fogo, cerca de 23 bombeiros e outros 20 servidores da Prefeitura de Matureia. Foram enviados bombeiros de Sousa, Cajazeiras e Pombal para ajudar na ação. "Ainda não temos como afirmar a proporção do estrago causado pelo fogo", completou o tenente do Corpo de Bombeiros.

O local é difícil acesso e a equipe está tendo que usar mochilas para carregar água e abafadores para tentar controlar as chamas. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente coronel Saulo Laurentino, a prioridade da equipe está sendo evitar que as chamas atinjam antenas de transmissão de operadoras de telefones móveis, internet e televisão.

Incêndio florestal de grande proporção atingiu o Pico do Jabre, na Paraíba (Foto: Rafaela Gomes/TV Paraíba)
Incêndio florestal de grande proporção atingiu o Pico do Jabre, na Paraíba
(Foto: Rafaela Gomes/TV Paraíba)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Abaixo-assinado na internet solicita recuperação de ponto mais alto da PB

11/08/2015 08h34 - Atualizado em 11/08/2015 09h41
 
Campanha pede revitalização do Pico do Jabre, em Maturéia, no Sertão.
Lixo, pichações e caça predatória são alguns dos problemas, diz campanha. 
 
 





Uma campanha pela internet está colhendo assinaturas para um preenchimento de um abaixo-assinado para a revitalização do Pico do Jabre, o ponto mais alto da Paraíba, localizado no município de Maturéia, no Sertão. O objetivo da mobilização é pressionar o governo estadual para tornar realidade a lei de 2002 que transforma uma área de 851 hectares em torno do pico como parque estadual.
  
De acordo com o criador do abaixo-assinado, John Medcraft, as “antenas gigantes e ilegais desgraçam o visual do ponto mais alto da Paraíba, a caça e tráfico de fauna vão de vento em popa e o desmatamento e o lixo fazem o nome Unidade de Conservação uma farsa”. Bruno Wanderley, secretário de Meio Ambiente de Maturéia, destacou que o potencial turístico da área não está sendo usado por conta da situação de abandono.

É fácil encontrar lixo no local. Em reportagem da TV Paraíba exibida nesta terça-feira, em poucos minutos, Bruno Wanderley conseguiu recolher uma sacola de lixo. “Além do material que o público que visita o pico joga, a caça predatória tem matado espécies que só são possíveis de encontrar na região. Uma cobra foi catalogada somente no Pico do Jabre. Uma pesquisadora também catalogou uma borboleta que só é vista aqui, mas esses animais estão desaparecendo”, comentou o secretário.
Abaixo-assinado tinha mais de 15 mil assinaturas até a manhã desta terça-feira (Foto: Reprodução)
Abaixo-assinado 'Vamos salvar o Pico do Jabre!'  tinha
mais de 15 mil assinaturas até a manhã desta
terça-feira (Foto: Reprodução)
O abaixo-assinado pode ser acessado por aqui. Para participar da campanha é preciso preencher com nome e sobrenome, email e marcar a cidade onde mora. Até esta terça-feira (11), mais de 15 mil pessoas tinham aderido à campanha, que pede a desapropriação e revitalização da área por meio da efetivação do parque. Em contato com a TV Paraíba, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) informou que providências estão sendo tomadas, mas não deram prazos. Um estudo também está sendo feito para medir o impacto das antenas de transmissão instaladas no pico.
No texto da página da campanha, o criador explicou no final de julho que o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho concordou em efetivar o Parque do Pico do Jabre, transformando a área em unidade de conservação, assim como indenizar os proprietários de terra. “Queremos que o governo, enquanto não regulariza o parque, ative o Pelotão de Polícia Ambiental para combater desmatamento, caça, tráfico de fauna e pixadores. Embargue qualquer outra construção de antena e tirar todas que não tem licença ambiental da Sudema e convidar o Ibama para somar forças”, concluiu.


 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ANA proíbe irrigação e pesca no Açude de Coremas, no Sertão da PB

26/05/2015 13h50 - Atualizado em 26/05/2015 13h50
 
Ao todo, 102 municípios vão ser afetados com a medida.
Secretário de agricultura de Coremas diz que decisão vai gerar prejuízo.
 
Do G1 PB
 
A irrigação e a pesca estão proibidas na região do Açude de Coremas/Mãe D’Água, no Sertão da Paraíba, que compreende 102 municípios. As medidas foram anunciadas na segunda-feira (25) pela Agência Nacional das Águas (ANA), durante reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica Piranhas-Açu, naC idade de Coremas, tendo em vista o baixo volume dos reservatórios pertencentes à bacia. Aproximadamente 115 mil pessoas serão afetadas pela medida.
  
Segundo o secretário de agricultura da cidade de Coremas, Antônio Forte, a medida da ANA vai trazer um grande prejuízo ao município e também às cidades vizinhas, como Cajazeirinhas, Pombal, Paulista, São Bento, dentre outras. “Não se resolve um problema criando outro. Somente em Coremas, mais de 1.500 famílias serão prejudicadas com essa proibição. Isso sem contar os municípios vizinhos, não são menos de 115 mil pessoas que dependem dessas atividades para viver”, afirmou.
 
Ainda conforme o secretário, a medida foi considerada impopular porque não proibiu a irrigação das várzeas de Sousa. “Como é que proíbem a irrigação na cidade de Coremas e em outros municípios que estão na bacia e permitem que a água vá para as várzeas de Sousa?”, indagou. Segundo ele, haverá uma reunião no dia 6 de junho para avaliar estratégias para esses produtores.
 
Conforme a ANA, a série de reuniões na bacia do açude de Coremas acontece até a próxima sexta e têm a finalidade de apresentar e discutir o balanço hídrico na região e das ações necessárias para o enfrentamento da seca. Nas sessões estão presentes representantes da ANA, órgãos gestores de recursos hídricos dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, usuários do sistema, representantes dos municípios, produtores rurais, além de outras instituições.
 
Segundo a assessoria de imprensa do órgão, as ações definidas podem variar desde a redução da vazão defluente dos reservatórios até mesmo a suspensão dos usos considerados como não prioritários pela legislação, já que em situações de escassez hídrica, é priorizado o abastecimento humano e animal.

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quinta-feira, 12 de março de 2015

Ibama embarga 492 hectares desmatados ilegalmente na caatinga paraibana

Publicado em março 12, 2015 por Redação



Ibama embarga 492 hectares desmatados ilegalmente na caatinga paraibana

Agentes ambientais da Superintendência do Ibama na Paraíba identificaram e embargaram 44 áreas que estavam sendo desmatadas ilegalmente, num total de 492 hectares, durante a primeira etapa da operação Mandacaru. A fiscalização foi durante o período de 21 de fevereiro a 9 de março último, e tinha por objetivo coibir o desmatamento ilegal e a exploração irregular de vegetação nativa no bioma Caatinga.

A ação fiscalizatória foi realizada em mais de 10 municípios situados nas regiões do sertão e do cariri paraibanos. Além do embargo das áreas, o Ibama aplicou mais de R$ 700 mil em multas a 44 infratores, tendo sido apreendidos ainda um trator, dois computadores, três caminhões e uma motosserra.

A Caatinga é um bioma que inclui diversas formações vegetais, sendo a região semi-árida mais populosa do mundo. O ecossistema se estende por quase todos estados do nordeste e parte de Minas Gerais, e é considerado muito importante do ponto de vista biológico por apresentar fauna e flora únicas, formadas por uma vasta biodiversidade e rica em recursos genéticos. Estima-se que pelo menos 932 espécies já foram registradas, das quais 380 são encontradas exclusivamente na região.

Texto e fotos: Ascom/Ibama/PB

Publicado no Portal EcoDebate, 12/03/2015



 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vistoria flagra desvios de água em açude no Sertão da Paraíba

18/02/2015 18h55 - Atualizado em 18/02/2015 18h55
 
Fiscalização aconteceu no açude de São Gonçalo, em Sousa.
Pelo menos cinco desvios foram retirados.
 
Do G1 PB




Pelo menos cinco desvios de água foram flagrados e retirados após fiscalização realizada no açude de São Gonçalo, em Sousa, Sertão paraibano, na terça-feira (17). A ação foi feita pela Polícia Militar, em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). Até esta quarta-feira (18), não houve prisões.

O reservatório está atualmente com cerca de 9% de sua capacidade, sendo considerado sob situação de observação, de acordo com monitoramento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).
 
A Justiça Federal determinou a realização das fiscalizações para a retirada de bombas que puxam água do açude, devido à seca na região. As vistorias regulares devem evitar que motores elétricos levem água para irrigação ou reservatórios ilegalmente.

Segundo o comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, major Rômulo Ferreira de Araújo, a principal atribuição das equipes de fiscalização é coibir uso dos motores elétricos que são frequentemente instalados às margens do reservatório. O comandante pede ainda que os cidadãos das localidades abastecidas pelo açude de São Gonçalo economizem água e evitem o desperdício.


 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Onze açudes da PB estão secos e outros 24 em estado crítico, diz Aesa

07/02/2015 09h00 - Atualizado em 07/02/2015 09h00 

Relatório apontou que 74 de 121 açudes estão com menos 20% do volume.
Gerente da Aesa explica que não existe possibilidade de fazer análise geral.
 
Do G1 PB
 
Nem os maiores açudes, como o da Gamela, têm resistido à seca deste ano (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Mais da metade dos açudes monitorados estão
em situação crítica (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Onze açudes paraibanos estão secos e outros 24 estão abaixo de 5% da sua capacidade. Conforme relatório de monitoramento da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), atualizado na quinta-feira (5), um total de 35 reservatórios paraibanos estão em estado crítico e outros 39 estão em sob observação, totalizando 74 reservatórios com menos de 20% da capacidade.
 
O gerente de monitoramento dos reservatórios da Aesa, Alexandre Magno, comentou que a situação não pode ser analisada sob uma perspectiva geral, mas caso a caso. “Alguns reservatórios são construídos com prazo de validade, para durarem cerca de um ano, dois anos. Outros de fato podem estar em uma situação crítica por conta da falta de recarga. Por isso não podemos afirmar que a Paraíba passa por um problema com seus reservatórios”, comentou.

A maior parte dos açudes que secaram fica na Região da Borborema da Paraíba. Ao todo, sete reservatórios que entraram em colapso estão na região. Outros três ficam no Sertão da Paraíba e um no Agreste. O levantamento mostra que as chuvas caídas entre a quarta-feira e quinta-feira em 54 cidades da Paraíba não foram suficientes para recarregar os reservatórios. Segundo os dados divulgados pela agência de meteorologia, os maiores índices foram registrados em São José dos Cordeiros, no Cariri paraibano, onde choveu 156,1 mm; e no distrito de São Gonçalo, onde fica o açude localizado no município de Sousa, no Sertão. A área recebeu chuva de 108,9 mm.
 
Os açudes que chegaram a 0% do volume por ordem alfabética são: Algodão, na cidade de Algodão de Jandaíra, no Agreste; Bichinho, em Barra de São Miguel, na Borborema; Bom Jesus, em Carrapateira, no Sertão; Caraibeiras, em Picuí, na Borborema; Lagoa do Meio, em Taperoá, na Região da Borborema; Paraíso, na Cidade de São Francisco, no Sertão; Santa Luzia, na Cidade de Santa Luzia, na Borborema; Serrote, em Monteiro, também na região da Borborema; São José IV, em São José do Sabugi, na Borborema; Taperoá II, em Taperoá, na Borborema Paraibana; e por fim, o açude Novo II, na Cidade de Tavares, no Sertão.

Ainda de acordo com Alexandre Magno, a maior parte dos açudes com volume abaixo de 20% não recebe uma recarga considerável há pelo menos dois anos. “Estamos entrando no nosso período chuvoso agora, em fevereiro. Então é normal que alguns deles estejam abaixo, até porque a demanda aumenta gradativamente com o tempo. Vamos aguardar o período chuvoso e então avaliar a situação”, concluiu o gerente da Aesa.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Açude de Boqueirão começa a receber água

Publicada em 05/02/2015
Açude de Boqueirão começa a receber água Os moradores de 19 municípios paraibanos já podem comemorar. O açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) já começou a receber água proveniente dos Rios Taperoá e Paraíba, que estão registrando desde ontem à noite fortes enchentes. O açude está em situação crítica e encontra-se com apenas 21,4% de sua capacidade.

O reservatório gerenciado pela Agência Nacional das Águas (ANA), em parceria com a Aesa e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), comporta 411 milhões de metros cúbicos e está com pouco mais de 88 milhões de metros acumulados.

Choveu em vários municípios do Cariri e na cidade de São José dos Cordeiros ocorreu a maior precipitação:152 milímetros. Já em Taperoá, choveu 138,5 milímetros. Segundo a Aesa, a precipitação ocorreu entre a tarde de quarta-feira (4) e a manhã desta quinta-feira (5), sendo a maior dos últimos 21 anos na cidade.

Segundo dados da Aesa, desde ontem choveu em 57 éreas monitoradas. Conforme os meteorologistas, a previsão é de que mais chuvas isoladas ocorram durante a tarde e noite em cidades do Cariri, Sertão e Alto Sertão.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Cuidado com a pele: Aesa alerta sobre índice de radiação solar na Paraíba


Publicado em 08/01/2015 11h22

O índice de raios ultravioleta deve ficar entre 13 e 14, na escala que varia de 1 a 16

Por Assessoria


A Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) prevê para esta quinta-feira (8) sol entre poucas nuvens em toda a Paraíba. No Litoral, a previsão é de ocorrência de chuvas passageiras ao longo do dia, com maior possibilidade de chover à noite. A previsão é que a mínima seja de 25 ºC e a máxima chegue aos 31 ºC. Não há indicação de chuvas para as demais regiões do Estado. Por conta da existência de poucas nuvens, a população deve redobrar a atenção para a maior incidência de raios ultravioleta.

De acordo com a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, o índice de raios ultravioleta deve ficar entre 13 e 14, na escala que varia de 1 a 16. “É um índice que requer muita atenção, sobretudo para quem está no Litoral, onde a incidência geralmente é bem maior do que em outras regiões do estado”, pontuou.

Ainda de acordo com a previsão, a temperatura mínima no Brejo deve ficar em torno dos 21 ºC, enquanto a máxima deve chegar aos 29 ºC.

Já no Agreste a mínima deve ser de 22 ºC e a máxima, de 30 ºC. A temperatura para a região do Curimataú e Cariri deve ser de 22 ºC a mínima e de 34 ºC a máxima.

No Alto Sertão, a temperatura mínima deve ser de 22 ºC e a máxima de 35 ºC. No Sertão paraibano, a previsão é de que os sertanejos tenham 23 ºC de temperatura mínima e 36 ºC de temperatura máxima durante esta quinta-feira.

Fonte: Secom/PB foto divulgação
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sexta-feira, 21 de março de 2014

Após chuvas, açudes da Paraíba recebem recarga de água, diz Aesa

21/03/2014 12h03 - Atualizado em 21/03/2014 12h03

Complexo Coremas-Mãe D'água recebeu 25 milhões de m³ de água.
Dois açudes estão sangrando e previsão é de que outros possam encher.




 
Do G1 PB, com informações da TV Paraíba

As chuvas registradas este mês já foram suficientes para recuperar o volume de água em alguns reservatórios da Paraíba. De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), nesta sexta-feira (21) dois açudes estão sangrando e a previsão é de que outros açudes possam encher nos próximos dias.

Na quinta-feira (20), a Aesa divulgou os dados sobre os principais açudes que receberam água com a chuva registrada nesta semana. O complexo Coremas-Mãe D’água, no Sertão do estado, recebeu 25 milhões de metros cúbicos de água.

Além dele, os açudes de Farinha e Jatobá, na cidade de Patos, receberam dois milhões e três milhões de metros cúbicos, respectivamente. Já os mananciais de Araçagi (na cidade de mesmo nome) e Olho D’água, no município de Mari, estão sangrando desde a quinta-feira (13).

De acordo com o diretor de Acompanhamento e Controle da Aesa, Porfírio Loureiro, a previsão é de que outros açudes recebam água com as chuvas previstas para os próximos dias. Entre eles, o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que abastece a cidade de Campina Grande e outros municípios do Cariri e Agreste. “O Rio Taperoá recebeu muita água com as chuvas recentes e ele é uma das principais fontes que abastecem o manancial”, explicou.

Apesar destes dados, o boletim da Aesa também mostra que 34 dos 121 açudes monitorados pelo órgão estão em situação crítica, com menos de 5% do volume total. Outros 28 mananciais estão em estado de observação, com menos de 20% da capacidade.