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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Reciclagem tem redução em CG

Cooperativas de catadores de material reciclável apontam redução de até 50% em tudo que pode ser reciclado, devido a separação incorreta.

 


 
O trabalho de homens e mulheres de Campina Grande que retiram o sustento dos objetos que são reaproveitados do lixo já esteve mais fácil.

Após os primeiros sete meses de reciclagem este ano, os catadores apontam uma redução de 50% do que pode realmente ser reciclado, isso causou uma diminuição no volume de venda dos materiais para as sucatas da cidade e, consequentemente aumentou a possibilidade de degradação do meio ambiente, já que deve estar sendo misturado ao lixo doméstico, produtos de complexa degradação. Eles arrecadavam seis toneladas de material por mês e agora estão arrecadando três toneladas mensais.

No município, existem três cooperativas de catadores responsáveis por transformar o lixo, Cata mais, Cotramare e Areuza. Juntas, elas reúnem cerca de 60 trabalhadores que enxergam no plástico, papel, metal e vidro as possibilidades de aumentar a renda e de proteger a natureza. Contudo, devido a não separação do lixo doméstico ao que pode ser reciclado em residências e empresas, esses profissionais apontam que o que é jogado fora pelas pessoas poderia ser melhor aproveitado.

“Do final do ano para cá, tem caído muito a quantidade de material reciclável. Metal e garrafa pet, por exemplo, não conseguimos juntar nem meia tonelada por mês. Antigamente passava de mil quilos. Sem contar que quando os carrinhos de coleta chegam, o lixo não está separado, isso prejudica ainda mais nosso trabalho porque muita coisa acaba se perdendo, como papelão e plástico, que é o que vendemos por R$ 0,17 e R$ 0,70 o quilo”, contou Maria Socorro Barbosa, 43 anos, que há quatro faz parte da cooperativa Cata mais.

Outro fator que foi destacado por quem trabalha diretamente com a reciclagem do lixo, é a demora para a utilização do galpão de reciclagem do aterro sanitário da cidade de Puxinanã. Segundo José Jonas, 41 anos, que há mais de dez anos retira seu sustendo do que pode recolher do lixo, se o local já estivesse funcionando a situação estaria bem melhor. “Eu trabalho desde a época do lixão, mas mesmo com o aterro sanitário não mudou nada porque os galpões não estão prontos”, destacou o trabalhador.

De acordo com a administração do aterro e o setor de engenharia, o projeto para o uso dos galpões está previsto para começar no próximo mês de outubro.

O projeto do galpão já foi encaminhado para a secretaria de Serviços Urbanos do município, que apontou que está em fase de definição a logística do local no que diz respeito à instalação de equipamentos e distribuição das devidas tarefas dos catadores. “O projeto está conosco e junto com o secretário devemos executá-lo”, afirmou Jomeres Tavares, diretor de Limpeza Urbana.


 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lixo reciclável está sendo desperdiçado em CG

Estudo mostra, que pelo menos 5,2 mil toneladas de lixo reciclável, estão deixando de ser aproveitados, gerando implicações econômicas.

 


Desde que o lixão da Alça Sudoeste, em Campina Grande, foi desativado em janeiro deste ano, todos os resíduos sólidos coletados na cidade, incluindo os recicláveis, estão seguindo para o aterro sanitário de Puxinanã. Levando em consideração as estimativas feitas através de uma pesquisa de doutorado que estudou as implicações sociais, econômicas e ambientais do lixo no município, é possível afirmar que pelo menos 5,2 mil toneladas de lixo reciclável estão sendo desperdiçadas mensalmente.

Nessa estimativa, estão contempladas apenas as cadeias produtivas dos principais produtos recicláveis: plástico, metal, papel e vidro. Entretanto, a professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) responsável pelo estudo, Luíza Eugênia, diz que 55% do que é coletado pelo serviço de limpeza urbana no município é lixo orgânico. “Não podemos desprezar o lixo orgânico, que pode ser utilizado para compostagem, sobretudo no nosso Estado, que enfrenta graves problemas de desertificação”, explicou.

Segundo informações repassadas pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), são coletados mensalmente em Campina Grande 16 mil toneladas de resíduos sólidos, incluindo os entulhos. O material, que antes era despejado no lixão e coletado de maneira rudimentar pelos catadores, há dois meses, segue integralmente para o aterro, onde o acesso dos catadores é proibido.

O presidente da Cooperativa Cata Mais, José Wanderley, lamenta o fato de os resíduos que poderiam se transformar em renda para várias famílias de Campina Grande estarem sendo enterrados.

Lembra que a persistência dessa situação faz diminuir também a vida útil do aterro, que deveria receber apenas materiais não recicláveis.

“A prefeitura disse que resolveria o problema em três meses, mas não temos nenhuma garantia quanto ao cumprimento desse prazo.

Já que não se pensou em uma alternativa para se reciclar o lixo logo após o fechamento do lixão, esperamos que a coleta seletiva seja organizada o mais breve e possa mudar a realidade dos catadores que sobrevivem da coleta nas casas, ruas e terrenos baldios”, disse.

Ele falou que a Cata Mais pode contribuir para a efetivação da política de coleta seletiva na cidade, por já possuir um trabalho reconhecido na cidade e que, por falta de incentivos governamentais, a cooperativa vem se enfraquecendo. Das 23 pessoas cadastradas, apenas 12 participam do projeto de coleta seletiva em seis bairros de Campina, arrecadando de 12 a 15 toneladas de recicláveis por mês.

Fonte