Mostrando postagens com marcador Caturité. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caturité. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Esgotos de 40 cidades chegam até Boqueirão

Ausência de sistema de tratamento de esgoto em 40 municípios da região próxima ao reservatório é preocupante.


Leonardo Silva
Esgotos são lançados nas bacias dos rios Paraíba e Taperoá que deságuam no açude de Boqueirão

O açude Epitácio Pessoa, localizado no município de Boqueirão, é responsável pelo abastecimento de Campina Grande e de 19 cidades da região, e a poluição é motivo de preocupação para mais de um milhão de pessoas que dependem da água do manancial.
 
Um dos aspectos mais preocupantes é a ausência de sistema de tratamento de esgoto em 40 municípios da região próxima ao reservatório, que fica no Cariri da Paraíba. Parte dos esgotos produzidos nessas cidades é lançada nas bacias hidrográficas dos rios Paraíba e Taperoá que deságuam no açude de Boqueirão. O alerta foi feito pelo pesquisador da Embrapa Algodão Ramiro Pinto, que constatou o problema durante a pesquisa para sua tese de doutorado em Recursos Naturais na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) concluída no ano passado.
 
Segundo o pesquisador, ao longo do curso do rio Paraíba são jogados esgotos de 17 municípios e no rio Taperoá esse número chega a 23. Ramiro destaca que o mais preocupante é o lançamento de chorume (mistura de água e resíduos da decomposição do lixo) nos rios e que pode levar à contaminação da água. “Além disso, os rios recebem materiais como baterias de celulares, lâmpadas e produtos eletrônicos, que são altamente poluidores”, afirmou.
 
Além da falta de aterros sanitários nos municípios, outro problema que contribui para o lançamento de lixo nos rios é a degradação da caatinga que já atinge 70% do território paraibano. “A degradação da vegetação contribui para que esse material vá para os rios com mais facilidade e chegue até o açude de Boqueirão”, ressaltou Ramiro.
 
O tratamento dos resíduos sólidos de forma adequada deverá se tornar realidade até agosto do próximo ano, quando se vence o prazo para que os municípios implantem os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos.
 
CONSUMO
Construído na década de 50, o açude de Boqueirão vem sofrendo com constantes riscos de colapso. Na crise hídrica do período de 1997 a 1999 o açude abastecia apenas seis cidades (Campina Grande, Boqueirão, Queimadas, Pocinhos, Caturité, e Riacho de Santo Antônio) com aproximadamente 600 mil habitantes e hoje abastece mais cidades. “O habitante do semiárido necessita mudar seus hábitos e as cidades se adequarem ao fato de termos limitação de água para sobrevivência”, alertou Ramiro.


sábado, 27 de abril de 2013

Municípios do Cariri devem fazer consórcio para coleta de resíduos

Consórcio pode reduzir custos em até 30% para municípios; sistema pode ser benéfico para cidades participantes do projeto.





No próximo ano, todos os municípios brasileiros terão que se adaptar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, inclusive com a implantação de aterros sanitários para a disposição dos dejetos.

Uma das alternativas encontradas por alguns municípios paraibanos, especialmente os menores, é a realização de um consórcio, que reduzirá os custos e impactará menos no meio ambiente. Ontem, 15 municípios da região do Cariri Oriental discutiram sobre a possibilidade de se unirem pelo bem da população.

A Lei Federal 12.305/10 determina que o município crie metas para a destinação final dos resíduos, de forma ambientalmente adequada, com a implantação de aterros sanitários. O projeto deverá ser colocado em prática a partir de 2014, podendo o administrador municipal sofrer penalidades, como improbidade administrativa e até responder por crimes ambientais, que podem resultar na prisão dos responsáveis.

Ontem pela manhã, representantes de 15 municípios do Cariri Oriental discutiram, em Campina Grande, a possibilidade da criação de um consórcio para a criação de um sistema de coleta dos resíduos. Conforme o secretário Executivo da Associação dos Municípios do Cariri e Agreste Paraibano (Amcap). Luiz Carlos Gomes, a realização de um consórcio pode trazer inúmeros benefícios aos municípios menores.

“Além da redução do custo, que pode ser de até 30% em relação ao município que resolva criar um sistema de coleta de forma individual, existe a possibilidade de criações de cooperativa para a reutilização dos resíduos, que podem ser aproveitados em até 90%”, informou. Durante a reunião, um projeto foi apresentado através da Empresa Suna Engenharia.

Conforme o diretor da empresa, Sebastião Araújo, a proximidade entre os municípios viabiliza a criação de um sistema de coleta.

Ele explicou que uma das 15 cidades convidadas a participar do consórcio poderá ser a sede do aterro sanitário, mas isso ainda será discutido. Segundo ele, a criação de um consórcio pode ser a única alternativa que os municípios menores encontrarão, já que se trata de uma lei e que já vai começar a vigorar. “A sede escolhida também terá benefícios como o custo zero com o transporte dos resíduos e ainda poderá receber investimentos de indústrias que transformam o resíduo em energia”, afirmou. As 15 cidades que poderão fazer parte do consórcio são: Boqueirão, Aroeiras, Queimadas, Barra de Santana, Cabaceiras, Fagundes, Riacho de Santo Antônio, Caturité, Gado Bravo, Alcantil, Barra de São Miguel, Caraúbas, Santa Cecília, São Domingos do Cariri e Barra de Santa Rosa.

Fonte