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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Evento em Campina Grande debate gestão de águas com Pnud e gestores

15/02/2017 07h53 - Atualizado em 15/02/2017 07h53

Seminário sobre gestão das águas vai acontecer no auditório da Fiep. 
Grupo norte-americano vai expor projeto hídrico que deu certo no país.

Do G1 PB


A Fiep nasceu na arrancada da indústria do algodão e tem participação ativa nos em todos os eventos que marcam o desenvolvimento do Nordeste (Foto: Ligia Coeli)
Seminário sobre Gestão de Águas ocorre nos dias 15 e 15 de fevereiro,
no auditório da Fiep (Foto: Ligia Coeli/Arquivo)

Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e um dirigente de projetos dos Estados Unidos participam de um seminário sobre gestão de recursos hídricos para prefeitos e secretários municipais de 160 cidades paraibanas. O evento começa nesta quarta-feira (15) no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíb a (Fiep), em Campina Grande, e segue até a quinta-feira (16). Durante o seminário vão ser apresentados modelos internacionais de gestão de águas que podem ser desenvolvidos na região.

Dois temas principais serão abordados no encontro e serão divididos em dois painéis. No primeiro dia será discutido a gestão das águas como fator de desenvolvimento sustentável, soluções e práticas. Já no segundo dia, serão debatidas novas perspectivas de desenvolvimento sustentável da Paraíba com a chegada da Transposição do Rio São Francisco.

Um grupo de estudiosos norte-americanos vão apresentar as instituições brasileiras o projeto Colorado-Big Thompson, uma das obras mais conhecidas de integração de bacias hidrográficas feita nos Estados Unidos. Atualmente as águas do projeto são usadas para agricultura, indústria e uso doméstico do país.

Também participam do encontro representantes do Fiep, Sebrae, Faepa, instituições bancárias, universidades, que apresentarão casos de sucesso de manejo eficiente das águas em áreas com histórico de estiagem.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Representantes do Pnud debatem gestão de águas em Campina Grande

09/02/2017 10h34 - Atualizado em 09/02/2017 10h34
Evento vai acontecer no auditório da Fiep, nos dias 15 e 16 de fevereiro. 
Grupo norte-americano vai expor projeto hídrico que deu certo no país.

Do G1 PB

A Fiep nasceu na arrancada da indústria do algodão e tem participação ativa nos em todos os eventos que marcam o desenvolvimento do Nordeste (Foto: Ligia Coeli)
Seminário sobre Gestão de Águas ocorre nos dias 15 e 15 de fevereiro,
no auditório da Fiep (Foto: Ligia Coeli/Arquivo)
Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e um dirigente de projetos dos Estados Unidos participam de um seminário sobre gestão de recursos hídricos para prefeitos e secretários municipais de 160 cidades paraibanas. O evento acontece nos dias 15 e 16 no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíb a (Fiep), em Campina Grande. Durante o seminário vão ser apresentados modelos internacionais de gestão de águas que podem ser desenvolvidos na região.
Dois temas principais serão abordados no encontro e serão divididos em dois painéis. No primeiro dia será discutido a gestão das águas como fator de desenvolvimento sustentável, soluções e práticas. Já no segundo dia, serão debatidas novas perspectivas de desenvolvimento sustentável da Paraíba com a chegada da Transposição do Rio São Francisco.

Um grupo de estudiosos norte-americanos vão apresentar as instituições brasileiras o projeto Colorado-Big Thompson, uma das obras mais conhecidas de integração de bacias hidrográficas feita nos Estados Unidos. Atualmente as águas do projeto são usadas para agricultura, indústria e uso doméstico do país.

Também participam do encontro representantes do Fiep, Sebrae, Faepa, instituições bancárias, universidades, que apresentarão casos de sucesso de manejo eficiente das águas em áreas com histórico de estiagem.



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Desertificação avança na Paraíba e já atinge 93,27% dos municípios

Cidades | Em 17/12/12 às 10h31, atualizado em 17/12/12 às 10h38 | Por Hermes de Luna

O processo de desertificação se alastra em áreas como a do Compartimento da Borborema. Segundo a Associação de Proteção ao Meio Ambiente, 80% da área territorial de Campina Grande estão totalmente desertificadas


Seca no interior da Paraíba
Dos 223 municípios da Paraíba, 203 já estão sob ameaça de desertificação - 93,27% do total. Em 2009, eram 198 nessa situação (87,78%). O avanço desse processo é agravado com a estiagem prolongada, considerada como uma das piores dos últimos 30 anos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a situação da maioria dos solos no Estado foi classificada, quanto aos riscos de desertificação, como grave (14,76%) ou muito grave (57,06%).

Mais de 72% dos solos agricultáveis na Paraíba foram atingidos pelo estado de desertificação. O Estado é um dos mais atingidos por esse processo, segundo relatório da organização internacional Greenpeace. Mais de 1,7 milhão de pessoas - metade da população paraibana - sofre com os efeitos desse processo.

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário do Estado, Marenilson Batista, confirma o avanço da desertificação. Ele disse que mesmo em áreas verdes é possível observar a degradação da vegetação nativa e o aparecimento de areais.

O processo de desertificação se alastra em áreas como a do Compartimento da Borborema. Segundo dados da Associação de Proteção ao Meio Ambiente, 80% da área territorial de Campina Grande estão totalmente desertificadas.

Estudioso do semiárido, o deputado estadual e professor da UFPB, Francisco de Assis Quintans, alerta que muito se fala sobre seca, que cíclica, mas a desertificação precisa de ações permanentes. "Nada está sendo feito, seja pelos governos do Estado, Federal ou pelos municípios", queixa-se.

Municípios como o de Santa Luzia (a 178 quilômetros de João Pessoa, no Sertão paraibano) enfrentam exôdo sem precedentes. Apenas 8% dos moradores ainda resistem deixar a zona rural. O município tem uma população de 13.489 habitantes, sendo que apenas 1.240 não residem na cidade. Há mais de três dias a cidade não tem água nas torneiras.

Patos (a 294 quilômetros da Capital, no Sertão) enfrenta a seca, temperaturas acima dos 30 graus centígrados ao dia e umidade relativa do ar entre 11% e 16%, comparada as registradas no deserto do Saara, na África.

Na região do Cariri, a falta de chuvas provoca colapso no abastecimento de água. Na cidade de Cabaceiras (localizado na microrregião do Cariri Oriental,a 180 km de João Pessoa) falta água há mais de meses. O município, que ficou famoso no país por servir de cenário para o filme o 'Auto da Compadecida', fica a cerca de 300 metros acima do nível do mar, na área mais baixa do Planalto da Borborema. Tem um população estimada em 5.035 habitantes, segundo censo do IBGE em 2010. Deste total, 2.217 habitantes estão na zona urbana e 2.818 na zona rural.

Um relatório do Greenpeace, em 2009, já destacava que, na Paraíba, a bacia hidrográfica do rio Taperoá (Cariri paraibano) apresentava um processo significativo de desertificação e o município de Cabaceiras apresentava áreas comprometidas. “Há uma perda da biodiversidade. Em função da severidade climática e do desmatamento para uso agropecuário, vem aumentando a área de caatinga baixa e rala na região”, alertava o relatório.

Para o secretário Maerinlson Batista, o trabalho de recuperação dessas áreas é lento e precisa ser trabalhado a partir de agora, com plantação de vegetação resistente ao clima quente e seco. Segundo ele, o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Cariri e Seridó (Procase), que vai permitir o financiamento dos projetos de famílias de agricultores e cooperativas, ajudará nesse trabalho. Em convênio com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), o Procase prevê investimentos de R$ 100 milhões.

O Procase irá convergir com outros programas desenvolvidos pelo Estado para convivência com a estiagem, como distribuição de ração, raquetes de palma, cisternas, poços, além dos investimentos de R$ 220 milhões em adutoras no Estado.

O ambientalista Roberto Almeida observou que a caatinga (bioma do semiárido) paraibana vem sendo agredida nos últimos 50 anos, devido ao tráfico de lenha. O diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Ignacio Hernan Salcedo, alerta que o desmatamento está associado ao consumo de lenha (70% de consumo doméstico e 30% de consumo industrial) no semiárido Paraibano.

Apenas terras indígenas e unidades de conservação federal e estaduais, que ocupam 82,9 mil hectares, são protegidas por lei contra o desmatamento. A área corresponde a 1,42% do território paraibano.

A seca e a desertificação impõe o sacrifício do rebanho bovino. "Uma parte do rebanho foi vendida e outra parte está morrendo por conta da seca", diz o presidente da Federação da Agricultura do Estado da Paraíba (Faepa), Mário Borba. A Paraíba tinha, segundo o IBGE, 1 milhão e 354 mil cabeças de gado em 2011. Pelos cálculos da Faepa, no final de 2012 esse número cairá para 950 mil.

Fonte


sábado, 20 de outubro de 2012

Rebanho cresce, mas seca reduz

Dados divulgados pelo IBGE mostram que rebanho cresceu acima do Nordeste e da média nacional, contabilizando 1,354 milhão de cabeças.

 


Francisco França
Rebanho deverá sofrer forte redução devido à estiagem, que atinge as regiões do Sertão, Seridó e do Cariri
Apesar do efetivo bovino paraibano ter registrado alta de 9% no ano passado, o rebanho deverá sofrer forte redução devido à estiagem, que atinge as regiões do Sertão, Seridó e do Cariri, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa). Os dados do levantamento intitulado “Produção da Pecuária Municipal 2011”, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o rebanho, que cresceu acima do Nordeste (2,85%) e da média nacional (1,6%), contabilizou 1,354 milhão de cabeças no ano passado contra 1,242 milhão em 2010. A Paraíba tem apenas o sexto rebanho bovino do Nordeste.

“A tendência é que esses números diminuam este ano entre 20% e 30%, pois não há previsões de chuvas até fevereiro do próximo ano. Os pequenos produtores estão vendendo os animais ou mandando para outras regiões e também não estão comprando mais. Estive com produtores de Catolé do Rocha, um dos dez municípios com maior rebanho bovino do Estado, e alguns deles me confessaram perdas de até 30% do gado tanto em vendas ou em decorrência da morte de alguns animais”, revela o presidente da Faepa, Mário Borba, que estima em até quatro anos o período necessário para que o Estado recupere as perdas da estiagem deste ano. Somente no ano passado, a Paraíba acrescentou 112 mil animais no rebanho bovino, melhor performance entre os animais de porte grande.

Segundo o dirigente, os números positivos registrados no ano passado podem ser atribuídos aos invernos regulares da década passada (2000 a 2010), que elevaram a produtividade de leite, do efetivo do rebanho bovino, de vacas para ordenha, que foram considerados bastante favoráveis para a criação de animais.

“Tivemos invernos acima da média até 2010, o que aumentou bastante o rebanho até o ano passado”, comentou.

O rebanho de ovinos acompanhou também a alta, que passou de 433 mil, em 2010, para 447,4 mil em 2011, registrou variação de 3,2% e manteve o Estado na sexta posição do Nordeste. Quanto à criação de caprinos, mesmo tendo registrado uma queda de 3,2% em 2011, a Paraíba segue com o quinto maior rebanho (de médio porte) do país. O IBGE registrou, no ano passado, 580,807 mil cabeças do animal contra as 600,607 mil de 2010.

Segundo ainda o estudo, mesmo sendo apenas o sexto maior estado nordestino em vacas ordenhadas (259,283 mil em 2011), a Paraíba tem uma das melhores taxas de produtividade de leite do Nordeste, ocupando a quarta posição. O índice paraibano é de 938 litros de leite por vaca ao ano. Já o Nordeste tem uma produtividade de 833 litros/vaca/ano, o que representa uma taxa 11% abaixo da Paraíba produzido por vaca ano.


 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Alternativa do semiárido

Palma Forrageira é a base alimentar para a produção da pecuária, sendo largamente utilizada tanto para a manutenção dos rebanhos.


 

A palma forrageira é hoje uma das principais alternativas para o setor agropecuário da região semiárida brasileira. A cactácea é a base alimentar para a produção da pecuária, sendo largamente utilizada tanto para a manutenção dos rebanhos bem como na produção leiteira. E o Sistema Faepa/Senar-PB, consciente do potencial desta cactácea, vem trabalhando, desde 2005, para disseminar as propriedades da palma, assim como buscar as informações e tecnologias mais atualizadas para tornar esta cultura cada vez mais produtiva e rentável.

A utilização cresceu significativamente nos últimos seis anos, especialmente após a introdução da nova metodologia de cultivo adensado pelo Sistema Faepa/Senar-PB, que trabalhou na capacitação dos produtores e trabalhadores rurais, utilizando unidades demonstrativas com produtividade de dez a 12 vezes maior que o sistema tradicional. Mas foi após o VI Congresso Internacional de Palma e Cochonilha, realizado em João Pessoa, que a cultura ganhou visibilidade. “O congresso foi um divisor de águas. Os produtores rurais e pesquisadores puderam conhecer com profundidade as formas da palma", diz Mário.


 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Praga devasta palma no sertão da Paraíba e veneno causa morte de animais

Estimativas da Faepa apontam que dos 160 mil hectares de plantio de palma forrageira na Paraíba, aproximadamente 40% foram destruídos pelo inseto em 2011.

 

Em tempo de estiagem, a palma forrageira é uma das alternativas para alimentar o rebanho paraibano. Entretanto, o aparecimento da praga “cochonilha do carmim”, nos últimos anos, provocou queda na produção, sobretudo na região do Cariri, onde ela é mais cultivada. Estimativas da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) apontam que dos cerca de 160 mil hectares de plantio de palma forrageira na Paraíba, aproximadamente 40% foram destruídos pelo inseto no ano passado, o que representa 64 mil hectares.

Além dos prejuízos, outro problema tem causado preocupação nas autoridades: o uso excessivo de agrotóxicos. Na última quinta-feira, 13 bovinos acabaram morrendo em uma propriedade rural da cidade de Boa Vista, no Cariri, em um intervalo de apenas quatro horas. De acordo com os levantamentos iniciais feitos pelos técnicos da Defesa Agropecuária, as suspeitas são de que eles tenham morrido vítimas de intoxicação provocada pela ingestão de palma que continha excesso de produtos agrotóxicos, colocados para combater a cochonilha.

Segundo os especialistas, o excesso de agrotóxicos nos produtos pode também provocar complicações em humanos, já que a palma é usada para fabricação de bolos, sucos e doce.

“É preciso ficar alerta. A utilização de produtos químicos em excesso é um problema muito sério e que precisa ser combatido. Em verduras e na fruticultura esses agrotóxicos também são comuns e fica o alerta”, observou o agrônomo e gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Sales Júnior.

No próximo dia 13 deste mês, os técnicos da Emater irão promover um encontro junto com equipes da Vigilância Sanitária para discutir o problema. “O público prioritário será os produtores que comercializam na Empasa e em feiras livres.

Nós precisamos fazer esse alerta”, alertou novamente Sales Júnior.

O agricultor Cândido Vieira, do distrito de Galante, município de Campina Grande, conta que desde o ano passado está difícil conseguir comprar a palma. “A questão é que alimentar o gado só com ração é impossível, devido ao alto preço. E se não alimentar bem o gado, ele corre o risco de cair de fraqueza. É uma dura realidade”, afirmou. O presidente da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), Manoel de Almeida Duré, disse que o principal meio de se enfrentar a praga é a plantação de variedades resistentes a ela. Já foram desenvolvidas pelo pesquisadores do órgão as variedades Palmepa 1, 2, 3 e 4. Ano passado foram distribuídas 350 mil raquetes da tipo 1.

Fonte