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sábado, 27 de abril de 2013

Municípios do Cariri devem fazer consórcio para coleta de resíduos

Consórcio pode reduzir custos em até 30% para municípios; sistema pode ser benéfico para cidades participantes do projeto.





No próximo ano, todos os municípios brasileiros terão que se adaptar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, inclusive com a implantação de aterros sanitários para a disposição dos dejetos.

Uma das alternativas encontradas por alguns municípios paraibanos, especialmente os menores, é a realização de um consórcio, que reduzirá os custos e impactará menos no meio ambiente. Ontem, 15 municípios da região do Cariri Oriental discutiram sobre a possibilidade de se unirem pelo bem da população.

A Lei Federal 12.305/10 determina que o município crie metas para a destinação final dos resíduos, de forma ambientalmente adequada, com a implantação de aterros sanitários. O projeto deverá ser colocado em prática a partir de 2014, podendo o administrador municipal sofrer penalidades, como improbidade administrativa e até responder por crimes ambientais, que podem resultar na prisão dos responsáveis.

Ontem pela manhã, representantes de 15 municípios do Cariri Oriental discutiram, em Campina Grande, a possibilidade da criação de um consórcio para a criação de um sistema de coleta dos resíduos. Conforme o secretário Executivo da Associação dos Municípios do Cariri e Agreste Paraibano (Amcap). Luiz Carlos Gomes, a realização de um consórcio pode trazer inúmeros benefícios aos municípios menores.

“Além da redução do custo, que pode ser de até 30% em relação ao município que resolva criar um sistema de coleta de forma individual, existe a possibilidade de criações de cooperativa para a reutilização dos resíduos, que podem ser aproveitados em até 90%”, informou. Durante a reunião, um projeto foi apresentado através da Empresa Suna Engenharia.

Conforme o diretor da empresa, Sebastião Araújo, a proximidade entre os municípios viabiliza a criação de um sistema de coleta.

Ele explicou que uma das 15 cidades convidadas a participar do consórcio poderá ser a sede do aterro sanitário, mas isso ainda será discutido. Segundo ele, a criação de um consórcio pode ser a única alternativa que os municípios menores encontrarão, já que se trata de uma lei e que já vai começar a vigorar. “A sede escolhida também terá benefícios como o custo zero com o transporte dos resíduos e ainda poderá receber investimentos de indústrias que transformam o resíduo em energia”, afirmou. As 15 cidades que poderão fazer parte do consórcio são: Boqueirão, Aroeiras, Queimadas, Barra de Santana, Cabaceiras, Fagundes, Riacho de Santo Antônio, Caturité, Gado Bravo, Alcantil, Barra de São Miguel, Caraúbas, Santa Cecília, São Domingos do Cariri e Barra de Santa Rosa.

Fonte

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ribeirinho sofre com 'morte' do Paraíba

Seca e degradação do homem podem fazer desaparecer curso das águas de um dos mais importantes rios nos próximos anos.




A pesca já não é a mesma há alguns meses para o morador de Barra de Santana, no Cariri paraibano, Antônio Salomão, 44 anos, desde que a seca começou a interferir no Rio Paraíba.

Assim como ele, paraibanos que dependem do rio para o abastecimento de casa e no trabalho estão preocupados com a situação da torrente, que possui 300km de extensão. De acordo com ambientalistas, a seca não é único problema que afeta o curso de água, mas também a própria ação do homem, através da degradação das matas ciliares. Eles informaram que sem proteção o rio pode desaparecer nos próximos 40 anos.

Na comunidade Paraibinha, localizada em Barra de Santana, cortada pelo Rio Paraíba (que se inicia no município de Monteiro), os moradores já sentem os efeitos da seca deste ano, que segundo ambientalistas, é a mais preocupante dos últimos 50 anos.

Dependente da agricultura para sobreviver, José Bezerra, 32 anos, contou que passou a trabalhar com outras atividades para conseguir sustentar sua família. “Eu estou fazendo 'bicos' na cidade porque não tenho como plantar sem água”, lamentou.

Segundo o deputado estadual Frei Anastácio, um dos criadores do Fórum em Defesa do Rio Paraíba, em muitos pontos de sua extensão, o rio já secou. O deputado confirmou que um dos problemas enfrentados pelos rios é a própria evaporação, causada pelo sol e ventos mais fortes e que este ano estão ainda mais intensivos por causa da seca. “Em alguns trechos, como de Salgado de São Félix, até a desembocadura do rio, em cidades como Rio Tinto e Mamanguape, existe a escassez da água, o que está afetando completamente a vida dos ribeirinhos, que não podem plantar porque não têm como irrigar suas plantações”, informou.

Em Barra de Santana a situação é a mesma. Debaixo da ponte sobre o Rio Paraíba, com 164 metros de extensão, não há nada em vista, a não ser pedras e areia, que antes ficavam no fundo do rio. A vaqueira Maria do Socorro Vieira, 40 anos, sente em casa os efeitos da seca. Para todos os serviços de casa ela depende da água do rio e, agora, está enfrentando a distância de mais de um quilômetro para pegar alguns litros de água na zona urbana.

“Quase todos os dias é assim: as louças sujas na pia, as roupas para lavar e o banho improvisado”, lamentou Socorro, afirmando que os animais também sofrem com os efeitos do clima, chegando até a morrer de sede. Sem outra saída, o gado está sendo colocado para pastar dentro da torrente seca, onde ainda restam poucas poças de água.


 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Combate a seca: 78 poços artesianos foram perfurados em 17 cidades da Paraíba

Terça, 26 de Junho de 2012 - 13h01

A Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) já perfurou 78 poços este ano, dentro da operação desencadeada pelo Governo do Estado para minimizar os efeitos da estiagem nas cidades que estão com quadro de emergência pela ausência das chuvas.

Nesta terça-feira (26) duas perfuratrizes do órgão vinculado à Secretaria da Infraestrutura inciaram os trabalhos no município de Barra de Santana, na microrregião do Cariri Oriental. A cidade, com 8,2 mil habitantes, terá um reforço na oferta d'água com 15 novos poços. 

Em seguida serão perfurados 13 poços no município de Caraúbas, que tem 4 mil habitantes, e está prevista a perfuração de 41 poços na zona rural de Campina Grande. A prioridade agora é a perfuração ou desobstrução de poços públicos. 

Em 2011 a CDRM perfurou 26 e desobstruiu outros seis poços. Em média a profundidade máxima dos poços artesianos é de 50 metros, porém, a água pode ser encontrada com profundidade variando de 25 a 45 metros.

Neste ano já houve perfuração em Campina Grande, Bananeiras, Nova Palmeira, Boa Vista, Pocinhos, Nazarezinho, Queimadas, Caraúbas, Sumé, Belém, Barra de Santa Rosa, Sumé, Riacho de Santo Antonio, São Sebastião do Umbuzeiro, Lagoa Seca, Emas e São José do Sabugi. No ano passado a CDRM atuou em Soledade, Guarabira, Monteiro, São João do Cariri, Cajazeiras, Pombal, Mulungu, São João do Cariri, Taperoá, Boqueirão, Lagoa Seca, Caturité, Algodão de Jandaíra, Cubati, São Vicente do Seridó, Alagoinha, Araruna e São João do Cariri. 

O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, revela que a companhia também perfura poços em propriedades particulares, por meio de contrato com o interessado. No entanto, nesse período de estiagem a prioridade é atender a demanda pública do Governo do Estado, do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep) e de prefeituras. Nos últimos meses a demanda atendida tem sido praticamente a do Funcep, programa do governo estadual ligado à Secretaria do Planejamento e Gestão. 

Para acelerar os trabalhos de perfuração de poços, o governador Ricardo Coutinho anunciou na segunda-feira (25), no programa de rádio Fala Governador, a liberação de R$ 2,5 milhões para revitalizar 738 poços. A Paraíba tem 12 mil poços cadastrados e cerca de seis mil estão inoperantes. Mais recursos serão destinados para o programa de perfuração e recuperação de poços.
Da Redação, com Secom/PB

 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ele demorou para buscar socorro, diz filho de idoso morto por cobra na PB

08/05/2012 11h40 - Atualizado em 08/05/2012 11h40
 
Agricultor de 67 anos foi atacado por jararaca na sexta-feira (4).
Segundo filho, ele matou o animal e demorou cinco horas para avisar à família.

Do G1 PB, com informações da TV Paraíba

A família do agricultor Antônio Luís Pereira, de 67 anos, que morreu depois de sofrer uma picada de cobra jararaca na Paraíba, acredita a demora na busca por atendimento médico reduziu suas chances de sobrevivência. Durante o velório nesta terça-feira (8) na casa da vítima no sítio Pocinhos, no município de Barra de Santana, o filho revelou que o pai chegou a matar a cobra e escondê-la dentro de um saco, sem avisar nada à mulher. Segundo João Pirilo, que também é agricultor, o pai aguentou a dor calado e só pediu socorro à esposa cinco horas depois de ser atacado.
 
Apesar da Unidade de Medicina Legal de Campina Grande ter informado que o idoso só havia sido levado para um hospital na segunda-feira (7), a família declarou à TV Paraíba que Antônio Pereira foi transferido ainda na sexta-feira, quando sofreu a mordida.
 
Segundo João Pirilo, já era tarde quando o pai revelou que tinha sido atacado por um jararaca. Ele acredita que o agricultor tenha ingerido algum remédio caseiro, por isso aguentou cerca de cinco horas sem socorro.

O agricultor permaneceu o sábado e o domingo internado no hospital filantrópico Dom Pedro I, em Campina Grande, mas acabou morendo na segunda-feira. Conforme a família, a equipe médica explicou que o quadro de envenenamento estava adiantado e que a vítima não resistiria por muito tempo. O corpo de Antônio Pereira foi examinado na Unidade de Medicina Legal e liberado para a família enterrar. O sepultamento deve acontecer nesta terça-feira em Barra de Santana.