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terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

População que receberá água do São Francisco luta contra extração de areia

Na região do Rio Paraíba, destino final das límpidas águas do Velho Chico, moradores tentam frear a retirada de areia

Postada em: 15/02/2014 às 08:52:05
 
  
Na manhã do dia 12 de novembro de 2012, cerca de cem pessoas – agricultores sindicalistas, ambientalistas, representantes de associações civis ligadas à preservação do rio Paraíba – tendo à frente o deputado Antônio Ribeiro, mais conhecido como Frei Anastácio, e o ambientalista e médico João Batista da Silva, ocuparam a sede da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na capital do estado, João Pessoa.
 
Os manifestantes exigiam da atual superintendente da Sudema, Laura Farias, a regularização da atividade de extração de areia junto ao Rio Paraíba, que prejudica a saúde do rio e acelera o processo de desertificação (a areia serve como uma esponja que absorve a água da chuva que cai durante apenas dois meses por ano, e evita a evaporação).
 
Por volta das 13 horas, os manifestantes já tinham em mãos um Termo de Compromisso assinado por Laura, segundo o qual o órgão assumia o compromisso de apresentar a tal regulamentação, além de criar a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Paraíba e fiscalizar todas as denúncias.

Um ano depois, porém, nenhum item havia sido efetivamente cumprido.

As reuniões informais da população com o objetivo de preservar o rio Paraíba deram origem ao Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, formado oficialmente em 2011 por integrantes de associações ambientais, sindicatos, Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ambientalistas e agricultores.

Extensão de obra no São Francisco é quase a distância entre Salvador e Recife

Em setembro de 2013, a superintendente Laura compareceu a uma das reuniões do Fórum de Defesa do Rio Paraíba, realizada no município de São José dos Ramos, e se comprometeu verbalmente em não conceder mais licenças para essa atividade. Mas, segundo o Fórum, novamente o compromisso foi quebrado.

Briga judicial
Em 9 de outubro de 2013, a empresa de Antônio Ferreira de Araújo, que atua em uma área de 149 hectares entre Itabaiana a Salgado de São Félix teve sua licença renovada por mais um ano.

O processo de renovação dessa licença traz algumas particularidades: em 5 de dezembro de 2012, entrou em vigor a Lei Orgânica de Itabaiana (PB), proibindo a retirada mecanizada de areia, cascalho e argila, sendo permitida apenas extração manual para uso em obras municipais. Com a licença por vencer no final de 2012, Antônio Ferreira entrou com um pedido de renovação, que foi negado pela Sudema. Seis meses depois, em 22 de julho de 2013, o empresário nomeou como seus procuradores os integrantes do escritório Lopes Advocacia. Um dos sócios é o advogado da Sudema, Ronílton Pereira Lins. Ou seja, o dono da firma que atende Antônio Ferreira trabalha também na Procuradoria Jurídica da Sudema.

Procurado pela reportagem, ele afirma que desde quando assumiu a Procuradoria Jurídica da Sudema não faz mais parte do escritório de advocacia, e não tem conhecimento das ações que são concebidas lá. “Meu nome deve ter sido colocado na procuração por engano, pois ainda devia constar nos documentos do escritório, mas não tenho mais nenhum vínculo ali”, afirmou.

Como advogado da Sudema, Ronílton garante que segue a recomendação do Ministério Público que determinou o fim da extração mecanizada. “Apenas concedemos licenças por intermédio de ação judicial, quando somos obrigados a cumprir”, enfatizou.

Em 12 de agosto de 2013, Antônio Ferreira obteve um mandado de segurança, expedido pelo então Juiz de Direito de Itabaiana Henrique Jorge Jácome de Figueiredo, para a renovação da licença. A Sudema concedeu então a renovação da licença de duas áreas: uma referente à área de Itabaiana a Salgado de São Félix e outra de Itabaiana a Pilar, ambas no dia 9 de outubro de 2013.

Contudo, em 28 de novembro de 2013, a promotora de Justiça de Itabaiana, Maricellly Fernandes Vieira, entrou com pedido de retratação da decisão da liminar. Ela acusa Antônio Ferreira de ter agido de má-fé ao entrar com o mandato judicial, omitindo do magistrado a existência da Lei Municipal de Itabaiana, que proíbe a atividade. Em 29 de janeiro, a Juíza Higyna de Almeida, da 1ª Vara Judicial de Itabaiana, tornou o mandato sem efeito.

Antonio Ferreira explora a mineração no rio Paraíba desde 2005. Ele alega que tem conhecimento da lei municipal, mas justifica: “Os órgãos concederam as licenças, então tenho permissão de trabalhar e procuro fazê-lo da melhor forma possível, de maneira legal”, salientou.

Outro caso apontado como mau exemplo pelo procurador da República Duciran Farena é o da obtenção de renovação das licenças de lavra experimental para a Fazenda Oiteiro, nos Municípios de São Miguel de Taipu e Pedras de Fogo.

A renovação das licenças foi concedida pela Sudema em dia 26 de agosto de 2013. Contudo, os documentos exigidos por Lei para o pedido de renovação de licença da área de cinco hectares de São Miguel de Taipu são datados do dia 28 de agosto de 2013 – dois dias depois de concedida a licença.

Nesse dia, Clóris Monteiro Vieira de Melo, proprietária da Fazenda Oiteiro, enviou um documento para o promotor de Pilar, Aldenor de Medeiros Batista, solicitando parecer favorável para a extração de areia. No mesmo dia, o promotor deu o parecer autorizando a Sudema a conceder a renovação. Em tempo recorde, ainda no dia 28, a Sudema emitiu o Parecer Jurídico nº 481/2013, acatando a justificativa do Ministério Público de Pilar.

Para piorar, todo o processo tramitou enquanto estava em vigor a Lei Orgânica do Município de São Miguel de Taipu que proíbe a extração mecanizada de areia, cascalho e argila. Pouco depois, em 12 de dezembro de 2013, a Lei foi revogada pela câmara de vereadores da cidade. O presidente é o vereador Augusto Vieira, filho da proprietária da Fazenda Oiteiro Ltda.

“Não há legislação estadual na Paraíba referente à atividade e as leis municipais prevalecem às federais por serem restritivas. Isto está na Constituição. Esta é uma atribuição das câmaras municipais”, explica o técnico do Ibama, Ronilson Paz.


A população não confia nas autoridades
Indignado, o agricultor e sindicalista Joserino de Sousa, do assentamento Corredor, na zona rural do município de Remígio, constata grandes mudanças no meio ambiente. “Hoje em dia cavamos um poço, e em questão de 10 meses não tem mais água, pois os lençóis de água desceram em direção ao leito. Há 20 ou 15 anos, a exploração de batatas era feita três meses por ano. De feijão, era por quatro meses do ano. Agora, raramente conseguimos colher uma vez no ano. Como é isso? Os proprietários se ‘adonam’ do rio e fazem o que querem? E a população que trabalha e planta e depende da água que tinha no rio? A gente não pode tirar uma pá de areia que já vem alguém para nos impedir”, lamenta Joserino. “Depois, quem vai passar sede serão os nossos filhos. Ou tomamos uma posição enérgica, de atitude, ou o rio vai acabar um cemitério, se depender dos órgãos governamentais”.
 
Entenda a legislação:
Segundo a legislação brasileira, o licenciamento para a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades que utilizam recursos ambientais capazes de causar degradação ambiental depende de prévio licenciamento por órgão estadual competente. Caso o órgão não esteja instalado, a atribuição é do Ibama. A empresa deve apresentar um estudo de impacto ambiental e relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), além de planos de reposição ou compensação da degradação ambiental.
 
Na Paraíba as licenças são concedidas pela Sudema, com pareceres do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ou do Ministério Público. Ronilson Paz, técnico do Ibama na Paraíba, afirmou que o órgão realiza suas atribuições conforme a legislação. “A Sudema é um órgão para exercer o controle e a preservação do meio ambiente no estado e trabalha para isso”, disse Ronilson Paz. Já o ambientalista João Batista da Silva tem outra opinião: “A Sudema precisa estabelecer os critérios para extração de areia mecanizada, precisa de uma política de preservação da Bacia do Rio Paraíba há muito tempo, e parece que não dá importância para isso”. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O povo contra os areeiros

06.02.2014
Por Márcia Dementshuk / Fotos: Mano Carvalho #ReportagemPública

Na região do Rio Paraíba, destino final das límpidas águas do São Francisco, a população se organiza para frear a retirada de areia do leito do rio 
 

Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, Jacinto Sales, acusa promotor de São Miguel de Taipu de não tomar providências contra a degradação do rio (Foto: Mano de Carvalho)
Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba,
Jacinto Sales, acusa promotor de São Miguel de Taipu de
não tomar providências contra a degradação do rio
(Foto: Mano de Carvalho)

Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)
Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba
denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios
do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)

Na manhã do dia 12 de novembro de 2012, cerca de cem pessoas – agricultores sindicalistas, ambientalistas, representantes de associações civis ligadas à preservação do Rio Paraíba – tendo à frente o deputado Antônio Ribeiro, mais conhecido como Frei Anastácio, e o ambientalista e médico João Batista da Silva, ocuparam a sede da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na capital do estado, João Pessoa. Os manifestantes exigiam da atual superintendente da Sudema, Laura Farias, a regularização da atividade de extração de areia junto ao Rio Paraíba, que prejudica a saúde do rio e acelera o processo de desertificação (a areia serve como uma esponja que absorve a água da chuva que cai durante apenas dois meses por ano, e evita a evaporação).
 

Por volta das 13 horas, os manifestantes já tinham em mãos um Termo de Compromisso assinado por Laura, segundo o qual o órgão assumia o compromisso de apresentar a tal regulamentação, além de criar a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Paraíba e fiscalizar todas as denúncias.

Um ano depois, porém, nenhum item havia sido efetivamente cumprido.

As reuniões informais da população com o objetivo de preservar o Rio Paraíba deram origem ao Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, formado oficialmente em 2011 por integrantes de associações ambientais, sindicatos, Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ambientalistas e agricultores.

Em setembro de 2013, a superintendente Laura compareceu a uma das reuniões do Fórum de Defesa do Rio Paraíba, realizada no município de São José dos Ramos, e se comprometeu verbalmente em não conceder mais licenças para essa atividade. Mas, segundo o Fórum, novamente o compromisso foi quebrado.
 
Briga judicial
Em 9 de outubro de 2013, a empresa de Antônio Ferreira de Araújo, que atua em uma área de 149 hectares entre Itabaiana a Salgado de São Félix teve sua licença renovada por mais um ano.
 
O processo de renovação dessa licença traz algumas particularidades: em 5 de dezembro de 2012, entrou em vigor a Lei Orgânica de Itabaiana (PB), proibindo a retirada mecanizada de areia, cascalho e argila, sendo permitida apenas extração manual para uso em obras municipais. Com a licença por vencer no final de 2012, Antônio Ferreira entrou com um pedido de renovação, que foi negado pela Sudema. Seis meses depois, em 22 de julho de 2013, o empresário nomeou como seus procuradores os integrantes do escritório Lopes Advocacia. Um dos sócios é o advogado da Sudema, Ronílton Pereira Lins. Ou seja, o dono da firma que atende Antônio Ferreira trabalha também na Procuradoria Jurídica da Sudema. Procurado pela reportagem, ele afirma que desde quando assumiu a Procuradoria Jurídica da Sudema não faz mais parte do escritório de advocacia, e não tem conhecimento das ações que são concebidas lá. “Meu nome deve ter sido colocado na procuração por engano, pois ainda devia constar nos documentos do escritório, mas não tenho mais nenhum vínculo ali”, afirmou.
 
Como advogado da Sudema, Ronílton garante que segue a recomendação do Ministério Público que determinou o fim da extração mecanizada. “Apenas concedemos licenças por intermédio de ação judicial, quando somos obrigados a cumprir”, enfatizou.
 
Em 12 de agosto de 2013, Antônio Ferreira obteve um mandado de segurança, expedido pelo então Juiz de Direito de Itabaiana Henrique Jorge Jácome de Figueiredo, para a renovação da licença. A Sudema concedeu então a renovação da licença de duas áreas: uma referente à área de Itabaiana a Salgado de São Félix e outra de Itabaiana a Pilar, ambas no dia 9 de outubro de 2013.
 
Contudo, em 28 de novembro de 2013, a promotora de Justiça de Itabaiana, Maricellly Fernandes Vieira, entrou com pedido de retratação da decisão da liminar. Ela acusa Antônio Ferreira de ter agido de má-fé ao entrar com o mandato judicial, omitindo do magistrado a existência da Lei Municipal de Itabaiana, que proíbe a atividade. Em 29 de janeiro, a Juíza Higyna de Almeida, da 1ª Vara Judicial de Itabaiana, tornou o mandato sem efeito.
 
Antonio Ferreira explora a mineração no rio Paraíba desde 2005. Ele alega que tem conhecimento da lei municipal, mas justifica: “Os órgãos concederam as licenças, então tenho permissão de trabalhar e procuro fazê-lo da melhor forma possível, de maneira legal”, salientou.
 
Fazenda Oiteiro: licença concedida antes do pedido
Outro caso apontado como mau exemplo pelo procurador da República Duciran Farena é o da obtenção de renovação das licenças de lavra experimental para a Fazenda Oiteiro, nos municípios de São Miguel de Taipu e Pedras de Fogo.
 
A renovação das licenças foi concedida pela Sudema em dia 26 de agosto de 2013. Contudo, os documentos exigidos por Lei para o pedido de renovação de licença da área de cinco hectares de São Miguel de Taipu são datados do dia 28 de agosto de 2013 – dois dias depois de concedida a licença.
 
Nesse dia, Clóris Monteiro Vieira de Melo, proprietária da Fazenda Oiteiro, enviou um documento para o promotor de Pilar, Aldenor de Medeiros Batista, solicitando parecer favorável para a extração de areia. No mesmo dia, o promotor deu o parecer autorizando a Sudema a conceder a renovação. Em tempo recorde, ainda no dia 28, a Sudema emitiu o Parecer Jurídico nº 481/2013, acatando a justificativa do Ministério Público de Pilar.
 
Para piorar, todo o processo tramitou enquanto estava em vigor a Lei Orgânica do Município de São Miguel de Taipu que proíbe a extração mecanizada de areia, cascalho e argila. Pouco depois, em 12 de dezembro de 2013, a Lei foi revogada pela câmara de vereadores da cidade. O presidente é o vereador Augusto Vieira, filho da proprietária da Fazenda Oiteiro Ltda.
 
“Não há legislação estadual na Paraíba referente à atividade e as leis municipais prevalecem às federais por serem restritivas. Isto está na Constituição. Esta é uma atribuição das câmaras municipais”, explica o técnico do Ibama, Ronilson Paz.
 
A população não confia nas autoridades
Os moradores da região acompanham estarrecidos as manobras jurídicas para obtenção de licenças de extração de areia. “Em São Miguel de Taipu desde o ano 2000, a extração de areia tem sido violenta. Hoje em dia são retirados entre 60 e 90 caminhões por dia, ou melhor, na calada da noite. O promotor público de São Miguel tem conhecimento, mas não se pronuncia. Os juízes que respondem pela Vara do Meio Ambiente também não fazem nada. É público que todas as autoridades têm consciência”, desabafa o universitário e funcionário público Jacinto Sales.
 
Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, Jacinto Sales, acusa promotor de São Miguel de Taipu de não tomar providências contra a degradação do rio (Foto: Mano de Carvalho)
Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, Jacinto Sales,
acusa promotor de São Miguel de Taipu de não tomar providências
contra a degradação do rio (Foto: Mano de Carvalho)
Indignado, o agricultor e sindicalista Joserino de Sousa, do assentamento Corredor, na zona rural do município de Remígio, constata grandes mudanças no meio ambiente. “Hoje em dia cavamos um poço, e em questão de 10 meses não tem mais água, pois os lençóis de água desceram em direção ao leito. Há 20 ou 15 anos, a exploração de batatas era feita três meses por ano. De feijão, era por quatro meses do ano. Agora, raramente conseguimos colher uma vez no ano. Como é isso? Os proprietários se ‘adonam’ do rio e fazem o que querem? E a população que trabalha e planta e depende da água que tinha no rio? A gente não pode tirar uma pá de areia que já vem alguém para nos impedir”, lamenta Joserino. “Depois, quem vai passar sede serão os nossos filhos. Ou tomamos uma posição enérgica, de atitude, ou o rio vai acabar um cemitério, se depender dos órgãos governamentais”.

Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)
Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba
denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios
do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)

Entenda a legislação:
Segundo a legislação brasileira, o licenciamento para a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades que utilizam recursos ambientais capazes de causar degradação ambiental depende de prévio licenciamento por órgão estadual competente. Caso o órgão não esteja instalado, a atribuição é do Ibama. A empresa deve apresentar um estudo de impacto ambiental e relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), além de planos de reposição ou compensação da degradação ambiental.

Na Paraíba as licenças são concedidas pela Sudema, com pareceres do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ou do Ministério Público. Ronilson Paz, técnico do Ibama na Paraíba, afirmou que o órgão realiza suas atribuições conforme a legislação. “A Sudema é um órgão para exercer o controle e a preservação do meio ambiente no estado e trabalha para isso”, disse Ronilson Paz. Já o ambientalista João Batista da Silva tem outra opinião: “A Sudema precisa estabelecer os critérios para extração de areia mecanizada, precisa de uma política de preservação da Bacia do Rio Paraíba há muito tempo, e parece que não dá importância para isso”.

 









domingo, 3 de fevereiro de 2013

Remígio/PB: Moradores denunciam que restos mortais e caixões de defunto são encontrados no meio da rua

 
 
Como se não bastasse o problema da falta de lugares para sepultar seus entes queridos em virtude da superpopulação do cemitério público, os moradores de Remígio, a 137 km de João Pessoa, enfrentam outro descaso por parte da administração municipal: constantemente são efetuadas denúncias nas emissoras de rádio da região em relação ao lixo retirado do cemitério e jogado em via pública.
São caixões de defunto, grades de sepulturas e restos mortais que trazem mau cheiro e incômodo aos moradores das ruas Monte Santo e Gibão.
Nas ruas, o que mais se comenta é a quantidade assustadora de lixo que invade a cidade, enquanto a assessoria de comunicação da prefeitura afirma que o problema será solucionado em breve.
Cães consumindo os ossos e restos humanos dividem o espaço com crianças que, inocentemente, brincam com o macabro material, um pano de fundo que mais parece filme de terror.




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Aesa analisa o assoreamento de reservatórios na Paraíba

Objetivo do estudo da Aesa é analisar o processo de assoreamento dos açudes e detectar o volume real de cada um dos mananciais. 



 


A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) está realizando um trabalho de análise do processo de assoreamento dos açudes da Paraíba, com o intuito de detectar o volume real de cada um dos mananciais. O trabalho foi realizado inicialmente no manancial de Vaca Brava, localizado no Município de Remígio, no Brejo paraibano, mas a maioria dos 60 açudes monitorados pela Aesa também será analisada.

Conforme o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Lucílio Vieira, o procedimento que está sendo realizado para a verificação do assoreamento é chamado de batimetria, que mede a profundidade dos mananciais, detectando qualquer obstrução nos açudes. No Brasil, o assoreamento é uma das principais causas de morte de rios e mananciais, causado inclusive pela ação do homem, através do desmatamento e construções inadequadas.

“O assoreamento provoca um controle errado da quantidade de água de um manancial. Nossa análise pretende identificar qual a capacidade real dos açudes, muitos como o de Vaca Brava, que abastecem uma grande quantidade de pessoas e que estão obstruídos muitas vezes por sedimentos”, informou. Ele contou que o processo foi iniciado em Vaca Brava, que abastece os municípios de Remígio e Esperança, com capacidade de três milhões de m³, mas que está com menos de 50% do total do seu volume.

“O trabalho também será feito na maioria dos açudes monitorados pela Aesa”, informou. Ele contou que o resultado das análises será divulgado em breve. Ontem pela manhã, o presidente da Aesa, Moacir Rodrigues, participou de inspeções nos açudes de Boqueirão e Vaca Brava. As vistorias são de rotina e realizadas por técnicos e engenheiros da Agência


sábado, 12 de janeiro de 2013

Açudes estão com 36% do volume e 10 estão em colapso na Paraíba

12/01/2013 12h13 - Atualizado em 12/01/2013 12h13

Segundo Aesa, 10 reservatórios estão impedidos de abastecer população.
Volume baixo é comparado aos índices registrados na seca de 1998.
 
Do G1 PB
 
 
Açude de Coremas é o maior reservatório hídrico da Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude de Coremas, maior reservatório da PB, está com 43,7%
da capacidade (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Os 122 reservatórios hídricos da Paraíba estão com 36,42% de sua capacidade, que é de 3,9 bilhões de metros cúbicos de água. Dez açudes da Paraíba estão em colapso, apresentando volume abaixo de 5%, considerado crítico pela gerência de bacias hidrográficas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). A situação dos reservatórios é comparada pelo órgão à seca enfrentada em 1998.
 
O racionamento no abastecimento de água atinge 13 cidades (Riachão, Monte Horebe, Alagoa Grande, Pilões, Nova Palmeira, Dona Inês, Campo de Santana, Araruna, Esperança, Remígio, Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro) e 10 distritos paraibanos, segundo a assessoria de comunicação da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nas regiões do Agreste e Semi-Árido do estado.
 
De acordo com o gerente de bacias Lucílio dos Santos Vieira, o atual volume dos mananciais na Paraíba é semelhante à seca registrada na Paraíba em 1998. "Os açudes em situação crítica estão em colapso, pois não atendem mais à população e estão com volume insuficiente", afirmou.
 
Os últimos índices pluviométricos registrados no estado não devem possibilitar nenhuma recuperação destes reservatórios hídricos, segundo a Aesa. "As últimas chuvas foram insuficientes para refletir nos açudes, pois são concentradas e de baixa intensidade. Isso porque a água tem primeiro que chegar no leito do rio, que já está muito seco, depois é que chega ao açude. Somente quando houver intensidade de chuvas é que deve se refletir nos volumes dos reservatórios. A gente compara este volume à seca de 1998", explicou Lucílio dos Santos Vieira.

Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo
climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Segundo o relatório da reunião de previsão climática da Aesa, realizada em dezembro do ano passado, a seca deve continuar assolando a Paraíba neste início de ano. O orgão acredita que haverá escassez de chuvas até fevereiro e a partir do início de março deverá voltar a ser registrado um índice pluviométrico regular. Os meteorologistas acreditam ainda que o ano terá condições climáticas um pouco melhores que 2012 e preveem o início das chuvas a partir de março.

Em situação crítica
Teixeira - Açude Bastiana 3,0%
Barra de São Miguel - Açude Bichinho 4,2%
Cachoeira dos Índios - Açude Cachoeira da Vaca 2,5%
São João do Rio do Peixe - Açude Chupadouro 1,8%
Ouro Velho - Açude Ouro Velho 1,7%
Prata - Açude Prata II 4,3%
Teixeira - Açude Sabonete 2,8%
Monteiro - Açude Serrote 1,6%
Teixeira - Açude São Francisco II 0,6%
São José do Sabugi - Açude São José IV 0,0%

  
Mesmo com a água se tornando lama, sertanejo ainda tenta a sorte em pescaria (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude da Gamela, que abastece o Município de Triunfo,
está em colapso. (Foto: Taiguara Rangel/G1)



Fonte

sábado, 10 de novembro de 2012

Açudes secam na Paraíba

Com a seca dos açudes, sistema de abastecimanto de água entrou em colapso; apenas carros-pipa estão abastecendo a região. 


 


Leonardo Silva
Serviço de abastecimento prestado pelos caminhões-pipa é insuficiente para atender à demanda


A população do município de Triunfo, localizado na microrregião de Cajazeiras, a 475 quilômetros de João Pessoa, está sem abastecimento de água e não há previsão para o serviço ser normalizado. O sistema entrou em colapso após o Açude Gamela, principal manancial da área, atingir o nível mínimo de armazenamento e ficar impossibilitado de fornecer água aos mais de 9 mil habitantes do município.

A população está sendo atendida, exclusivamente, por carros-pipa. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Deusdete Queiroga. O problema foi causado pela estiagem, que já castiga a Paraíba desde o começo deste ano. Outras 12 cidades já estão sofrendo com o racionamento de água e correm o risco de também suspenderem definitivamente o serviço, se a seca se prolongar no Estado.

Esperança, Remígio, Malta, Lagoa de Dentro, Bananeiras, Caiçara, Solânea, Conceição e alguns distritos localizados em volta dessas cidades só possuem água na torneira durante alguns dias da semana. Nessas localidades, o abastecimento é complementado por carros-pipa, fornecidos pelo Exército Brasileiro e Governo do Estado.

No entanto, o serviço é insuficiente para atender à demanda, como explica o prefeito eleito de Conceição, Nelson Lacerda. “O carro-pipa não dá para a população toda. As pessoas precisam pagar R$ 150,00 pela água de um carro-pipa, que só dura 10 dias.

Esse valor já penaliza o agricultor que está maltratado, sem água, sem produzir nada e vendo o rebanho morrer”, lamenta Lacerda.

Dos 223 municípios paraibanos, 198 decretaram estado de emergência por causa da seca. Inicialmente, a decretação dessa situação era válida apenas por 90 dias e o prazo seria encerrado no último final de semana. No entanto, o governo resolveu prorrogar por mais 180 dias o estado de emergência das cidades, em virtude do agravamento da situação.

Com a prorrogação, o Estado pretende receber R$ 34,8 milhões do Ministério da Integração Nacional, para combater os danos deixados pela seca. “Esse valor será usado no abastecimento de carros-pipa e na compra de ração para animal. Nossa expectativa é que o governo aprove a liberação total ou parcial desse recurso ainda neste mês. Não há tempo para esperar, porque precisamos pagar os pipeiros e continuar com as ações de assistência que já estamos realizando no Estado”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Efraim Morais.

Morais ainda destacou que, desde que os 198 municípios decretaram o estado de emergência, o governo federal já enviou R$ 10 milhões para a Paraíba. Entre outras ações, esse dinheiro foi usado na compra de 19 mil toneladas de ração animal, que vêm sendo distribuídas gratuitamente entre os criadores. Além disso, o Estado iniciou a construção de 406 poços tubulares e subsidiou a venda de outros dois tipos de alimentação do rebanho. A “torta de algodão” e o farelo de soja estão sendo comercializadas por órgãos do governo com 50% de desconto em relação ao preço de mercado.

Além dos R$ 34,8 milhões solicitados, a Paraíba deverá receber verbas do Programa de Aceleração do Crescimento Prevenção, criado pelo governo federal, com a finalidade de ajudar os Estados a resolverem os problemas da seca. 


 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vazamento deixa seis municípios sem água

Vazamento deixou mais de 42,1 mil pessoas sem água; Cagepa suspeita de ação criminosa. 


 

 
Um vazamento na rede de abastecimento da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) deixou mais de 42,1 mil pessoas sem água por dois dias em seis municípios do Estado. O vazamento afetou os moradores das cidades de Soledade, Cubati, Seridó, São Vicente do Seridó, Olivedos e Pedra Lavrada.


A suspeita da Cagepa, segundo a assessoria de imprensa da companhia, é de que o vazamento não tenha sido acidental e sim criminoso. O problema começou na última terça-feira (30) e a previsão da Cagepa é de que o abastecimento em toda a região seja totalmente restabelecido até a manhã de hoje.

Já em Cabaceiras, outros 5.035 moradores estão sem água nas torneiras há 30 dias por causa dos desvios de água na adutora da Cagepa. A previsão é de que o abastecimento seja normalizado até o final de semana. Segundo Alexandrina Formiga, gerente regional da Cagepa em Campina Grande, o município enfrenta constantes problemas devido à ação de moradores da região que perfuram a tubulação da adutora para desviar água, principalmente para a irrigação de pequenas plantações. Com a estiagem, o problema se agrava, gerando a falta de água potável nas torneiras.

A estiagem também está afetando o abastecimento de água nas cidades de Remígio e Esperança, no Brejo Paraibano. Os dois municípios estão enfrentando um racionamento de água por tempo indeterminado. O abastecimento está sendo interrompido todas as segundas e terças desde o último dia 23 de outubro.

No município de Diamante, no Sertão do Estado, o abastecimento deverá ser retomado hoje, após os mais de um mês de falta de água devido à estiagem, que baixou nível do Rio Piancó. Para garantir o fornecimento de água, a Agência Executiva de Gestão das águas da Paraíba (Aesa) autorizou a abertura das comportas de três mananciais da região.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cagepa anuncia racionamento de água em cidades e distritos da PB

22/10/2012 17h31 - Atualizado em 23/10/2012 16h19

Algumas cidades só terão abastecimento uma vez por semana.
Veja como vai funcionar o racionamento em cada um dos locais.

Do G1 PB


Em reunião na manhã desta segunda-feira (22), a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) decidiu que as cidades de Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Caiçara, Logradouro e Cachoeirinha vão sofrer racionamento de água a partir desta terça-feira (23). Os distritos de Rua Nova, em Belém, e de Braga, em Monte Horebe, também terão o sistema implantado.

A Cagepa já havia informado na última sexta-feira que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, do Agreste paraibano, serão atingidos pelo racionamento.

Os municípios de Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro, abastecidos pelo manancial de Canafístula II, ficarão sem água nos finais de semana. O racionamento nessas localidades terá início no próximo sábado (27). Vai faltar água sempre às 18h do sábado e o abastecimento só voltará na segunda-feira, às 18h.
 
O açude Canafístula II está atualmente com apenas 39% de sua capacidade. A cagepa informou que se o racionamento não fosse feito, a água só daria para abastecer os municípios até o final de janeiro do próximo ano e com o racionamento a água é suficiente para abastecer até o começo de março de 2013.
Já Rua Nova, Caiçara e Logradouro, que são abastecidas pela Lagoa do Matias, terão o sistema de racionamento implantado nesta terça-feira (23). Nestes locais, o racionamento sempre funcionará no sistema de quatro dias com abastecimento e três dias com a interrupção, sempre no horário das 7h da terça até as 7h da sexta, e deve continuar acontecendo até que o volume de água aumente.

A Lagoa do Matias está com apenas 41% de sua capacidade, em situação de alerta.

O racionamento acontecerá de forma mais crítica nas comunidades rurais de Cachoeirinha e Braga, onde só haverá abastecimento de água pela Cagepa em um dia da semana, na quarta-feira, durante 24 horas.

Objetivo
A assessoria de imprensa da Cagepa informou que a ideia do racionamento é evitar que ocorra um novo colapso, como aconteceu em 2011, entre os sistemas que abastecem esses locais, quando as cidades tiveram que ficar sendo abastecidas com carro pipa. “Se o racionamento fosse feito em 2010 essas cidades não teriam sofrido esse colapso e sofrido de maneira mais drástica em 2011”, disse a assessoria.

Estiagem
Em maio deste ano, o governo decretou situação de emergência em 195 dos 223 municípios da Paraíba e medidas como o racionamento de água e abastecimento com carros-pipa já foram adotadas. Os meteorologistas afirmam que as regiões mais afetadas são Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. No período que deveria chover mais no Cariri e Curimataú, choveu 58,74% abaixo da média esperada.

De acordo com a Defesa Civil da Paraíba, a lista de cidades em situação de emergência por causa da seca deve deve ser atualizada em novembro, quando se encerram os prazos do decreto e as prefeituras apresentarem dados sobre as situações nos municípios.

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sábado, 20 de outubro de 2012

Dois municípios da Paraíba vão sofrer racionamento de água, diz Cagepa

19/10/2012 10h20 - Atualizado em 19/10/2012 10h20 

Esperança e Remígio e mais três distritos devem adotar sistema.
Segundo Cagepa, racionamento se deve ao baixo nível de água em açude.

Do G1 PB

A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou nesta sexta-feira (19) que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, todas localizadas no Agreste paraibano, devem adotar um sistema de racionamento de água. De acordo com a Cagepa, um cronograma será amplamente divulgado a partir da próxima segunda-feira (22), para que a população desses municípios e distritos tomem conhecimento de como proceder diante do racionamento.

Conforme notícia divulgada nos perfis de redes sociais da Cagepa, o racionamento se deve ao baixo volume de água armazenada no Açude Vaca Brava, responsável pelo abastecimento das cidades que vão precisar racionar água. Os municípios de Remígio e Esperança estão localizados na microrregião paraibana do Curimataú, uma das mais afetadas pela estiagem no estado.

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