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sábado, 20 de junho de 2015

Paraíba já desmatou 90% da Mata Atlântica de seu território, diz IBGE


20/06/2015 19h07 - Atualizado em 20/06/2015 19h08 

Estado só mantém 483km² de área de Mata Atlântica.
Presidente da Apan diz que situação é preocupante.
 
Krystine Carneiro Do G1 PB

A Paraíba só tem 483km² de área remanescente de Mata Atlântica, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, 90,1% da área original - que era de 5.980 em todo o estado - já foi desmatada. Os dados são referentes ao ano de 2012.
 
De acordo com a publicação, também restam 111 km² de mangue. Com esses dados, a Paraíba é o estado que teve o quinto maior percentual de desmatamento de Mata Atlântica no país, ficando atrás apenas de Goiás (97,3%), Rio Grande do Norte (90,8%), Sergipe (90,7%) e Alagoas (90,3%). 
 
Para o presidente da Associação Paraibana da Natureza (Apan), Antonio Augusto, o dado é preocupante. A Mata Atlântica é um pequeno ecossistema fundamental para a preservação dos mananciais de água potável. Se essa cobertura vegetal foi extinta, as consequências serão desastrosas. João Pessoa, que hoje não tem escassez de água, passará a ter, principalmente porque tivemos uma precipitação pluviométrica baixa esse ano”, comentou.

Segundo Antonio Augusto, a Mata Atlântica na Paraíba ainda tem uma faixa estreita no Litoral e alguns resquícios no Brejo. “Os órgãos ambientais deveriam ser extremamente rigorosos com relação a licenciamento e autorização para desmatamento. Isso, infelizmente, não acontece”, disse.
 
O presidente da Apan ainda atribuiu o alto índice de desmatamento à falta de planejamento urbano dos municípios onde há Mata Atlântica. “Hoje o litoral é a região com a maior densidade demográfica do estado, onde as cidades têm um crescimento acelerado. Seria primordial que houvesse um disciplinamento desse crescimento”, disse Antonio Augusto. Outra causa é a “falta de educação ambiental e conscientização da população e, sobretudo, dos empresários e empreendedores”.

O G1 solicitou, às 17h da sexta-feira, um posicionamento em relação aos dados à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A assessoria de imprensa informou que ia encaminhar o pedido ao setor responsável, mas que, no horário em que a solicitação foi realizada, não havia mais expediente no órgão e que só seria possível comentar o assunto na segunda-feira (22).



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Açude na Paraíba está com apenas 1% da capacidade total, diz Aesa

11/12/2013 11h10 - Atualizado em 11/12/2013 11h11 

Dos 121 açudes da Paraíba, 28 estão com menos de 5% da capacidade.
Previsão da Aesa é de aumento na temperatura nos próximos dias.
 
Do G1 PB, com informações da TV Paraíba
 
 

O Açude Manoel Marciolino, no Município de Taperoá, no Cariri paraibano, está com apenas 1% da sua capacidade total, divulgou a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O órgão explica que dos 121 açudes do estado monitorados pela agência, 28 estão em situação crítica, com menos de 5% do volume total.

Segundo a Aesa, o manancial de Taperoá, que atende cerca de 16 mil pessoas, tem capacidade para armazenar 15 milhões de metros cúbicos de água, mas atualmente se encontra com pouco mais de 150 mil metros cúbicos, sendo considerado em estado alarmante. A agência explica que a qualidade da água do açude está comprometida, devido à quantidade de barro existente por conta da redução do volume.
 
O motivo da escassez de água é a estiagem que atinge a região do semiárido brasileiro. Na cidade de Taperoá, os moradores estão retirando a pouca água do açude utilizando baldes e garrafas. A cidade está em racionamento há três meses e há 15 dias a população precisa comprar água em carros pipas para o consumo.
  
Aumento na temperatura
A Aesa explica que na Paraíba os termômetros estão marcando temperaturas de até 39,9º. De acordo com Marle Bandeira, meteorologista do órgão, a previsão é de que nas próximas semanas a temperatura continue a subir. A agência deve divulgar na próxima semana detalhes sobre a previsão do clima para o primeiro trimestre de 2014.
 
Segundo a meteorologista, o aumento da temperatura se deve à atuação de uma massa de ar quente e seco sobre o Nordeste brasileiro. “É comum nessa época do ano o registro destas temperaturas, principalmente com a chegada da estação do verão, no próximo dia 21 de dezembro”, disse Marle.
 
Na Cidade de Campina Grande, o órgão já registrou uma temperatura de 32,6 ºC. Já no litoral, os termômetros chegam a marcar 31 ºC por volta das 15 h (horário local). A previsão para a região do Cariri é de 35 ºC. De acordo com a Aesa, há a previsão de chuvas isoladas no Sertão paraibano, mas não existem previsões para chuvas na região do Agreste, Cariri e Litoral.

Fonte

 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Polícia apreende aves em João Pessoa e aplica R$ 11,5 mil em multas

10/12/2013 13h00 - Atualizado em 10/12/2013 13h03 

Pássaros estavam em duas residências no Bairro da Torre e já foram soltos.
Polícia chegou até as aves por meio de denúncia anônima.
 
Do G1 PB
 
 
PM apreende aves em João Pessoa  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
PM chegou ao local após denúncia anônima 
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

A Polícia Ambiental apreendeu nesta terça-feira (10) 25 aves silvestres em João Pessoa. Os pássaros estavam em duas residências no Bairro da Torre e foram localizados após uma denúncia anônima. Segundo a polícia, os proprietários das casas foram multados em R$ 11,5 mil, R$ 7 mil para um e R$ 4,5 mil para o outro.

“Uma pessoa que não quis se identificar informou que tinha esses pássaros em uma residência, fomos até o local e confirmamos o fato”, afirmou o comandante da Polícia Ambiental, tenente-coronel Paulo Sérgio. Ele disse que após ir até a casa denunciada, a polícia acabou constatando a presença de aves em outra casa na mesma rua e complementou a apreensão.

Pássaros apreendidos em João Pessoa  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Pássaros apreendidos em João Pessoa
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
As aves apreendidas durante a ação foram soltas em habitat natural ainda na manhã desta terça. De  acordo com a polícia, a soltura aconteceu em uma área de mata nas proximidades da Cidade de Mamanguape, Litoral Norte da Paraíba.
 
A PM Ambiental explicou que o valor das multas aplicadas varia de acordo com a quantidade de aves encontradas em cada residência. Entre as espécies apreendidas estavam galo de campina, azulão, graúna e outros.

Fonte

 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Apesar das chuvas, Paraíba ainda tem açudes com reservas abaixo da média


05/07/2013 13h05 - Atualizado em 05/07/2013 13h05 

Açudes que abastecem João Pessoa, Mari e região do Brejo estão cheios.
Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% da capacidade.
 
Do G1 PB
 
 
As chuvas que caíram recentemente na Paraíba foram concentradas nas regiões do litoral, agreste e brejo, como informou a Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado (AESA) nesta sexta-feira (5). Os reservatórios de água das cidades de Conde, Araçagi e Mari sangraram, mas a previsão é de que a realidade do sertão, que ainda enfrenta problemas, não mude muito.
  
Os açudes estão com as reservas abaixo da metade e devem permanecer assim até o ano que vem, quando começa o novo período de chuvas. De acordo com Isnaldo Cândido, gerente de bacias hidrográficas da AESA, a situação dos principais açudes, como Coremas e Mãe d'Água é preocupante, pois ainda não ultrapassaram os 40% da capacidade. O açude Epitácio Pessoa, no Cariri, está com 48,1% de de abastecimento.
 
Isnaldo também informou que as chuvas no litoral, brejo e agreste recarregaram os açudes de Gramame e Mamuaba, que abastecem João Pessoa; o de Araçagi, que abastece a região do Brejo e  o Olho d'Água, que fornece água para Mari, atingiram a cota. Mas os açudes de Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% de capacidade.
 
Ainda de acordo com o gerente de bacias hidrográficas, a meteorologia continuar a prever chuvas para o mês de julho e a expectativa é que a recarga seja suficiente para os próximos meses nos reservatórios que estão abaixo da média. As cidades que mais tiveram precipitações nas últimas 24 horas foram Conde, com 58 milímetros, Lagoa Seca, com 52,3, Areia, com 34,4, Salgado de São Félix, com 39,1, Campina Grande, com 24,8 e João Pessoa, com 4,6 milímetros.


 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Chuvas no Litoral fazem Gramame/Mamuaba sangrar; no Sertão, açudes estão secos

Estado vive dois extremos. Segundo a Aesa, no Sertão paraibano o déficit pluviométrico já teve um desvio negativo de 43,5%. No Litoral, em três dias da semana passada choveu mais do que a média histórica do mês 


Cidades | Em 25/06/2013 às 09h16, atualizado em 25/06/2013 às 15h18 | Por Priscila Andrade e Hermes de Luna

Reprodução/Internet

sábado, 15 de junho de 2013

Aesa prevê chuva neste domingo, 16, em João Pessoa

15/06/2013 - 14:57

A temperatura deve ficar entre 29º e 22º, com nebulosidade variável e ocorrência de chuvas.

 
Apesar do sol deste sábado, 15, na Capital paraibana, a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) informou que o domingo, 16, deverá ser de chuva.

A temperatura deve ficar entre 29 ºC e 22 ºC, com nebulosidade variável e ocorrência de chuvas.
 
Segundo a Aesa, as chuvas devem permanecer no Litoral, Agreste e Brejo da Paraíba até o mês de julho, já que este é o período chuvoso da região.
 
Para as regiões do Sertão, Cariri e Curimataú, o período característico de chuvas já se encerrou, o que se pode esperar são apenas precipitações isoladas.

da redação
WSCOM Online


sábado, 1 de junho de 2013

Temperatura pode atingir 15ºC na PB

Chegada do inverno não representa aumento de chuvas, mas no Brejo e no Agreste o período coincide, deixando temperaturas amenas. 


 


O inverno está se aproximando e com ele dias mais frios. Em algumas regiões da Paraíba, como Agreste, Brejo e Litoral, as temperaturas tendem a cair cada vez mais. Segundo a meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Marle Bandeira, o inverno começa às 2h40 do dia 21 de junho, mas em agosto, algumas cidades podem registrar temperaturas de 15 ºC.
 
A meteorologista explicou que as temperaturas são ainda mais amenas nas regiões do Brejo e Agreste, porque o período de inverno coincide com a estação chuvosa. “O mês mais chuvoso nessas regiões acontece em julho e a temperatura tende a cair ainda mais, podendo chegar a 15 ºC no mês de agosto em alguns municípios do Brejo, como Areia. Já em Campina Grande, a temperatura pode chegar a 16 ºC”, contou.
 
A especialista também afirmou que nas demais regiões do Estado, o período de chuvas está se encerrando. “É importante destacar que o inverno oficial não representa altos índices pluviométricos em todas as regiões da Paraíba. Muita gente ainda confunde inverno com chuva. No Alto Sertão, Sertão, Cariri e Curimataú acontece o inverso: as precipitações vão diminuindo gradualmente”, explicou.
 
Ela disse que as chuvas deste ano serão esparsas. De acordo com Marle, as temperaturas já começaram a cair. No Agreste, o registro é de máxima de 29 ºC e mínima de 19 ºC. “Isso é um alívio considerando que a cidade chegou a atingir até 34 ºC em dias mais quentes”, disse. Já no Brejo, a máxima é de 26 ºC e mínima de 16 ºC. No Litoral, as temperaturas variam entre 23 ºC e 30 ºC.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mega Tsunami de 100 metros pode atingir costa do Norte e Nordeste do Brasil

29/04/2013 | 11h02min

Um mega Tsunami pode atingir o Norte e Nordeste do Brasil e a Costa Leste dos USA. (abaixo foto de satélite das Ilhas Canárias e o Vulcão Cumbre Vieja, na Ilha La Palma expelindo fumaça)


Um mega tsunami é um raro tsunami com ondas de mais de 100 metros de altura. Deixando de lado alguns grandes tsunamis no Alasca, incluindo aí um de 520 metros de altura, na baia de Lituya.

Acredita-se que o último mega tsunami que atingiu uma área com população ocorreu há 4.000 anos. Geólogos dizem que tal evento é causado por gigantescos deslocamentos de terra, originados por uma ilha em colapso, por exemplo, em um vasto corpo d’água como um oceano ou um mar.

Mega tsunamis podem atingir alturas de centenas de metros, viajar a 900 km/h ao longo do oceano, potencialmente alcançando 20 km ou mais terra adentro em regiões de plataformas continentais/costas de baixa altitude. Em oceanos profundos, um mega tsunami é quase invisível. Move-se em um deslocamento vertical de aproximadamente um metro, com um comprimento de ondas de centenas de quilômetros. Porém, a enorme quantidade de energia dentro deste movimento de gigantesca massa líquida produz uma onda muito mais alta, à medida que a onda se aproxima de águas rasas situadas nas costas litorâneas das plataformas continentais.
 
A Ilha de La Palma e a escura Cratera do Vulcão Cumbre Vieja

Terremotos geralmente não produzem tsunamis desta escala, a não ser que eles possam causar um grande deslocamento de terra debaixo d’ água, tipicamente tais tsunamis têm uma altura de dez metros ou menos (seria o caso do Tsunami do Japão em Março de 2011). Deslocamentos de terras que são grandes comparadas à profundidade atingem a água tão rapidamente que a água que foi deslocada não pode se estabelecer antes que as rochas atinjam o fundo.
 
Isto significa que as rochas deslocam a água em velocidade total em todo seu caminho ao fundo. Se o nível da água é profundo, o volume de água deslocado é muito grande e as partes baixas estão sob alta pressão. Isto resulta numa onda que contém grande quantidade de energia.
 
Algumas pessoas assumem que mega tsunamis pré-históricos varreram antigas civilizações, como um castigo do(s) deus(es), comum em muitas culturas ao redor do mundo. Porém, isto é improvável, considerando que mega tsunamis usualmente acontecem sem qualquer aviso, atigindo apenas áreas costeiras e não necessariamente ocorrendo após uma chuva qualquer.
 


A hipótese de mega tsunamis foi criada por geólogos buscando por petróleo no Alasca. Eles observaram evidência de ondas altas demais em uma baía próxima. Cinco anos depois, uma série de deslocamentos de terra foi revelada como a causa destas altas ondas no Alasca. O histórico geológico mostra que mega tsunamis são muito raros, mas que devastam qualquer coisa próxima à costa atingida. Alguns podem devastar costas de continentes inteiros. O último evento conhecido desta magnitude aconteceu há 4 mil anos na Ilha de Reunião, leste de Madagascar.
 
UMA ONDA QUE ATINGIU 524 metros de ALTURA na BAIA DE LITUYA-ALASKA, EM 1958

Um fato sempre intrigou biólogos e geólogos na baia de Lituya, no Alaska. Ao redor de toda a baia, nas margens, existe uma faixa de vegetação começando da linha d’água composta por arvores jovens e somente muitas dezenas e até centenas de metros acima é que aparecem as árvores velhas. Os cientistas sempre souberam que as arvores jovens nasceram em decorrência da morte das arvores velhas que ali estavam, mas não sabiam o que havia causado isso. Um evento geológico colossal elucidou o enigma.
 

No dia 9 de julho de 1958, um grande terremoto de 8.5 graus na escala richter sacudiu a região da baia de Lituya. Uma grande massa de rocha com volume estimado de 30 milhões de metros cúbicos se desprendeu de uma altura de 900 metros de uma montanha, mergulhando na profunda baia de Lituya. O gigantesco e súbito deslocamento de água produziu uma descomunal onda. Segundos depois, parte da onda atingiu a margem oposta ao deslizamento 1350 metros adiante e quebrou, subindo uma outra montanha e derrubando arvores a inacreditáveis 524 metros de altura. O restante da onda seguiu adiante e arrasou com a baia de Lituya derrubando arvores a até 200 metros de altura.
 
Os acontecimentos de 1958 no ALASCA mostraram que Tsunamis também podem ser criados por deslocamento de grandes massas de rochas de ilhas vulcânicas e deslocamento de grandes massas de água sobre a plataforma continental, o que se um dia ocorrer, será numa escala muito maior e poderá devastar faixas litorâneas inteiras de muitos países.
 
Ameaças de Mega tsunamis
Ilhas vulcânicas como as de Reunião e as Ilhas do Havaí podem causar megatsunamis porque elas não são mais do que grandes e instáveis blocos de material mal agrupado por sucessivas erupções. Evidência de grandes deslocamentos de terra foram encontradas na forma de grande quantidade de restos subaquáticos, material terrestre que caiu oceano adentro. Em anos recentes, cinco de tais restos foram encontrados somente nas ilhas havaianas.
 
Alguns geólogos acreditam que o maior candidato para a causa do próximo megatsunami é a erupção do VULCÃO CUMBRE VIEJA na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, na costa oeste da África. Em 1949, uma erupção causou a queda do cume de Cumbre Vieja e fez cair vários metros adentro do Oceano Atlântico. Acredita-se que a causa disto foi causada pela pressão do magma em aquecimento e água vaporizando-se presa dentro da estrutura da ilha, causando um deslocamento da estrutura da ilha.
 
A velocidade e a amplitude de deslocamento e o tamanho das ondas em caso de
colapso do Vulcão Cumbre Vieja na Ilha de La Palma.
 
Durante uma próxima erupção, que estima-se acontecerá em algum tempo nos próximos anos, séculos ou milênios, irá causar um novo deslocamento da ilha, fazendo a metade ocidental, pesando talvez 500 milhões de toneladas, deslocar-se catastroficamente em direção ao fundo do oceano e com isso gerando uma imensa onda em direção ao oeste, ao norte/nordeste do Brasil e à costa leste dos EUA.
”Isto irá automaticamente gerar um megatsunami com ondas locais com alturas de centenas de metros”.

Depois que o tsunami cruzar o Atlântico, provavelmente irá gerar uma onda com 10 a 25 metros de altura ao chegar no Caribe e na costa leste da América do Norte várias horas depois (entre oito a dez horas), gerando grandes problemas econômicos e sociais para as populações litorâneas sobreviventes dos países envolvidos e para a economia global como um todo. Enquanto que potencialmente não tão destruidor como um super-vulcão, um mega tsunami seria um desastre sem precedentes em quaisquer regiões em que este evento ocorra.
 
Investigação intensiva na seqüência da catástrofe do tsunami na Indonésia de 26 de dezembro de 2004 mostrou que muitas outras zonas costeiras também estão em perigo de sofrerem impacto de tsunamis. Assim, as costas leste e oeste do Atlântico e na costa do Mediterrâneo, não estão a salvo de maremotos e, portanto, devem ser mais bem protegidas.
 
TSUNAMIS NO ATLÂNTICO
 
Mapa de ocorrências históricas de Tsunamis no Atlântico:
 

Locais de ocorrências de Tsunamis na área do Oceano Atlântico. Em vermelho houve séria destruição, em amarelo destruição moderada e em branco pequena destruição.
 
Poucas catástrofes como tsunamis ocorrem no Atlântico, em comparação com o Pacífico. Os maremotos em Lisboa (em 1º de NOVEMBRO DE 1755, posterior ao grande terremoto acontecido no mesmo dia com epicentro no nordeste do Oceano Atlântico e que destruiu Lisboa) e em Porto Rico foram até agora a maior catástrofe de tsunamis, quando milhares de pessoas perderam suas vidas. Saiba mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_Lisboa_de_1755
 

Localização potencial do epicentro do
terremoto de 1755 em LISBOA e o tempo
de propagação e chegada do posterior
tsunami, em horas após o sismo.

 
Vulcão pode provocar tsunami nos EUA e no norte do Brasil, dizem cientistas
Por Daniel Flynn -  www.reuters.com

Madri, Espanha (Reuters) - Uma onda de 50 metros de altura atingindo o litoral atlântico dos Estados Unidos e destruindo tudo no seu caminho – não se trata de um filme de Hollywood, mas de uma sombria previsão de cientistas britânicos e norte-americanos, que também incluem o BRASIL na lista de possíveis lugares atingidos.
 
Enquanto a comunidade internacional tentava ajudar as vítimas do devastador maremoto de dezembro no sul da Ásia, os especialistas alertam que a erupção de um vulcão nas ilhas Canárias (que pertencem à Espanha e ficam no litoral norte da África) pode provocar a maior tsumami já registrado na história humana.
 
Cálculo do tamanho e da evolução das ondas do Tsunami com o colapso do Vulcão Cumbre Vieja nas Ilhas Canárias:
 
Cálculo da evolução da propagação das ondas do tsunami:
A = 2 minutos, B = 5 minutos, C = 10 minutos, D = 15 minutos, E = 30 minutos,
F = 1 hora, G = 3 horas, H = 6 horas atinge o Norte/Nordeste do BRASIL
e I = 9 horas atingindo a Flórida.

Segundo um polêmico estudo desses cientistas, uma explosão no vulcão Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, pode lançar uma montanhas de rochas do tamanho de uma ilha dentro do Atlântico, a uma velocidade de até 350 quilômetros por hora. Mas muitos cientistas dizem que o risco de uma megatsunami provocado por tal erupção está sendo exagerado. Nesse estudo, a energia liberada pela erupção seria equivalente ao consumo de eletricidade nos Estados Unidos durante seis meses. As ondas sísmicas se deslocariam pelo Atlântico na velocidade de um avião a jato (900 km/hora).
 
A devastação nos Estados Unidos provocaria prejuízos de trilhões de dólares e ameaçaria dezenas de milhões de pessoas. Países como a Espanha, Portugal, Grã-Bretanha, França, BRASIL, Região do Caribe, Guianas, Venezuela e todos os países da África Ocidental também poderiam ser atingidos pelas ondas gigantes. “Isso pode ocorrer na próxima erupção, que pode acontecer no próximo ano, ou pode levar dez mil anos para acontecer”, disse Bill McGuire, do Centro de Pesquisas Benfield  Hazard, da Grã-Bretanha. (Sobre os EUA ver no Link: http://thoth3126.com.br/o-futuro-dos-eua-por-ned-dougherty/
 
O Cumbre Vieja, que teve sua última explosão em 1971, normalmente tem erupções em intervalos de 20 a 200 anos.“Simplesmente não sabemos quando vai acontecer, mas há alguém preparado para assumir o risco depois dos incidentes do Oceano Índico?”, disse McGuire, propondo a criação de um programa para monitorar a atividade sísmica na encosta do vulcão.
 
“Precisamos fazer com que as pessoas saiam antes do colapso em si. Uma vez que o colapso tenha acontecido, o Caribe teria nove horas, e os EUA de 6 a 12 horas, para retirar dezenas de milhões de pessoas.” Mas outros especialistas vêem exageros na previsão sobre o Cumbre Vieja ou sobre o vulcão havaiano de Kilauea. A Sociedade Tsunami, que reúne especialistas de vários países, diz que essas teorias só servem para assustar as pessoas.
 
O grupo argumenta que o Cumbre Vieja não explodiria em uma única rocha e que a onda criada seria muito menor (apesar de haver registros históricos de mega explosões como a do Vulcão submerso THERA em Santorini, no arquipélago das ilhas gregas conhecidas como As Cíclades, no Mar Egeu, que em torno de 1.680 a.C. explodiu violentamente, literalmente jogando pelos ares a maior parte da ilha Santorini e o topo da montanha.
 
Fotos de satélite de SANTORINI, no Mar Egeu
e o gigantesco buraco/vazio deixado na ilha pela
explosão do vulcão THERA em 1.680 a.C.

O impacto daquela erupção fez-se sentir em toda a Terra, mas com particular intensidade na bacia do Mar Mediterrâneo. A erupção do vulcão THERA em Santorini parece estar ligada ao colapso da Civilização Minóica na ilha de Creta, distante de Santorini 110 km ao sul.
 
Acredita-se que tal cataclismo tenha inspirado as posteriores lendas acerca de Atlântida. Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santorini.
 
“Estamos falando de milhares de anos no futuro. Qualquer coisa pode acontecer. Nesse meio tempo um asteróide também poderia cair na Terra”, disse George Pararas-Carayannis, fundador da Sociedade Tsunami.
 
Muitos especialistas acham que as tsunamis provocadas por deslizamentos abruptos duram menos do que aquelas gerados por terremotos fortes, como o de 26 de dezembro de 2004, na Indonésia que matou cerca de trezentas mil pessoas.
 
Santorini à esquerda.

Charles Mader, editor de uma revista do Hazards sobre tsunamis, prevê que mesmo um enorme deslizamento em La Palma provocaria ondas de apenas um metro de altura nos EUA.
 
De qualquer forma, especialistas avaliam que a ameaça das tsunamis estava subestimada antes da tragédia asiática, que matou mais de 150 mil pessoas. “Não seria surpresa para mim se amanhã víssemos outra tsunami como essa,” disse Pararas-Carayannis, apontando para as falhas geológicas de Portugal, de Porto Rico e do Peru como riscos possíveis.
 
Para McGuire, um sistema de alerta no Oceano Índico teria evitado completamente as mortes em Sri Lanka e na Índia, já que na maioria dos casos a população precisava se deslocar apenas um quilômetro para ficar a salvo. Na opinião dele, o risco dos tsunamis para a Terra só é inferior ao do aquecimento global. “Com as costas fortemente ocupadas agora, particularmente nos países em desenvolvimento, as tsunamis são um grande problema porque, ao contrário dos terremotos, transmitem a morte e a destruição através de oceanos inteiros.”
O arquipélago da Ilhas Canárias. Na Ilha de EL HIERRO, AO SUL DA ILHA
DE PALMA, onde está o CUMBRE VIEJA está acontecendo uma enorme
atividade sísmica, com muitos terremotos (alguns são submarinos)


Ilhas Canárias: Risco de erupção vulcânica em El Hierro ao sul de LA PALMA
 
Nos últimos dias do ano de 2011, se registrou uma série de movimentos sísmicos na ILHA DE EL HIERRO, e especialistas estão agora a avaliar se o magma está subindo.
 
Barcos transportando equipes da Unidade Militar de Emergências do governo espanhol local partiram, no final da manhã, para El Hierro, para uma eventual operação de evacuação. Cinquenta e três pessoas foram já realojadas e o principal túnel da ilha, entre as localidades de Frontera e Valverde, foi fechado.
 
Foto à direita: El Hierro, nas Ilhas Canárias: Risco
de erupção vulcânica. Esferas azuis e vermelhas
marcam a ocorrência de Terremotos recentes.

As autoridades espanholas estão a mobilizar-se para uma eventual evacuação da ilha de El Hierro, no arquipélago espanhol das Canárias, devido ao risco de uma erupção vulcânica.
 
Desde o dia 19 de Julho até às 11h16 de hoje, foram registados 8.356 eventos sísmicos (TERREMOTOS) na ilha de EL HIERRO, segundo dados do Instituto Geográfico Nacional (IGN) dA Espanha. Apenas 15 teriam sido sentidos de fato pela população, segundo a edição online do diário espanhol El Pais.
 
Mas o número de sismos aumentou e alguns mais recentes parecem estar  ocorrendo a uma profundidade menor do que a maioria, o que pode significar um aumento do nível do magma sob a ilha.
 

 
Especialistas dizem que esta ocorrendo erupções submarinas em EL HIERRO, que se localizam a cerca de 2.000 metros de profundidade no leito do oceano e a uma distância entre cinco e sete quilômetros da costa.
 
De qualquer forma, com o aumento na frequência dos eventos sísmicos o governo das Ilhas Canárias acionou o nível “amarelo” de alerta – o segundo menos grave numa escla de quatro cores, e que implica em maior informação à população e planificação de recursos. As autoridades estão se preparando para, caso necessário, retirar 4.000 pessoas da Ilha de El Hierro em quatro horas.
 
Segundo Maria del Carmen Romero, professora de Geografia da Universidade de Laguna, citada pelo jornal La Vanguardia, um dos principais riscos é o de desmoronamentos de terras, já que a ilha tem encostas muito acentuadas. No entanto, pode não chegar a haver uma erupção vulcânica, lembrando de uma crise sísmica semelhante, descrita em crônicas de 1793, sem erupção vulcânica.

Tradução, composição e imagens de várias fontes: Thoth3126@gmail.com


Thot 3126




terça-feira, 30 de abril de 2013

Em três dias Aesa registra metade das chuvas de abril em João Pessoa


29/04/2013 11h55 - Atualizado em 29/04/2013 12h00 

Da última sexta (26) até esta segunda-feira (29) foram registrados 110 mm.
Defesa Civil atendeu ocorrências em nove áreas de risco da capital.
 
Do G1 PB
 
 
Alguns pontos de alagamento foram registrados em João Pessoa após as chuvas deste domingo (28) (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Alguns pontos de alagamento foram registrados
em João Pessoa após as chuvas deste domingo (28)
Foto: Walter Paparazzo/G1)
Nas últimas 72 horas foram registradas chuvas em todas as regiões da Paraíba, conforme dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). Os maiores volumes foram encontrados na faixa leste do estado, nas regiões do Litoral, Agreste e Brejo. Somente em João Pessoa choveu cerca de 110 mm entre a sexta-feira (26) e a manhã desta segunda-feira (29), quase metade dos 259 mm que foram registrados durante todo o mês de abril.
 
Em João Pessoa, as chuvas causaram alagamentos em todos os bairros, enchentes em comunidades ribeirinhas e um pequeno deslizamento em uma barreira no bairro do Cristo Redentor. Segundo a Defesa Civil de João Pessoa, o maior problema registrado nas últimas horas na capital é a obstrução de galerias, o que causa alagamentos nas principais vias.
  
“Registramos ocorrências em vários pontos de João Pessoa nesta segunda, devido às chuvas. Principalmente por conta da enchente no Rio Jaguaribe. Tivemos problemas no bairro São José e na comunidade do Timbó, no Bancários. Ainda estamos monitorando as áreas do Cuiá e de Cruz das Armas. Todas as famílias atingidas pela enchente estão sendo levadas para abrigos. Estamos trabalhando juntos com a Seinfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura) para desobstruir as galerias que estão com lixo, principal causa dos alagamentos na cidade”, explicou Genival Filho, técnico da Defesa Civil de João Pessoa.
 
De acordo com a Aesa, a previsão é de que o tempo fechado permaneça na área do Litoral, Agreste e Brejo nas próximas 24 horas. Segundo a meteorologista Marle Bandeira, as chuvas que atingiram a faixa leste da Paraíba foram causadas pela umidade vinda do oceano. “Os ventos vindos do Nordeste e Sudeste trouxeram a umidade vinda do oceano e contribuíram para o clima de instabilidade na faixa litorânea, principalmente. A previsão para as próximas horas é de chuvas persistentes no Leste do estado e chuvas isoladas no Sertão, Cariri e Curimataú”, avaliou.
   

 

sábado, 27 de abril de 2013

Sertão, Cariri e Curimataú da PB têm chuva neste fim de semana, diz Aesa

27/04/2013 06h00 - Atualizado em 27/04/2013 06h00 

No Agreste, Brejo e Litoral, o sol aparece, mas há possibilidade de chuvas.
Maior precipitação da quinta foi em São José de Caiana, com 16 mm.
 
Do G1 PB

 
A Paraíba tem previsão de mais chuvas nesse fim de semana, com chuvas isoladas principalmente à noite nas regiões do Sertão, Cariri e Curimataú, confome informou a meteorologista Carmem Becker, da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Ainda segundo ela, no Agreste, Brejo e Litoral, o sol aparece, mas há possibilidade de chuvas ocasionais. Para a próxima semana, há previsão das chuvas serem mais frequentes e mais fortes.
 
Entre as 7h da quinta-feira (25) e as 7h desta sexta-feira (26), a Aesa registrou chuva em 22 das 269 estações pluviométricas monitoradas pelo órgão. As chuvas ocorreram em 22 municípios com maior precipitação em São José de Caiana, onde choveu 16 mm.

O período chuvoso do Sertão, Cariri e Curimataú é de fevereiro a maio e o inverno do Agreste, Brejo e Litoral acontece entre os meses de abril a julho e, com essas primeiras chuvas a temperatura, já começa a baixar um pouco.

De acordo com a meteorologista Carmem Becker, até esta sexta-feira (26), os municípios onde mais choveu são: Vista Serrana (219.5 mm), Belém do Brejo do Cruz (211.7 mm), Diamante (210.7 mm) e São José do Brejo do Cruz (209.5 mm). Em João Pessoa, o acumulado das chuvas de abril registra 150.9 mm e, na cidade de Campina Grande, choveu 95.5 mm.

Os 122 açudes monitorados pela Aesa estão hoje com o volume acumulado de aproximadamente 1,5 bilhão de metros cúbicos (1.488.081.947 m³). A capacidade máxima dessas barragens é de 3.942.343.207 de metros cúbicos d’água.
 
Fonte

domingo, 21 de abril de 2013

Obras da transposição vão começar no Cariri

Ordem de serviço autorizando o início das obras no trecho que passa pela cidade de Monteiro deve ser assinada em junho.



O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou que está prevista para junho a assinatura da ordem de serviço autorizando o início das obras da Transposição das Águas do Rio São Francisco no trecho que passa pela cidade de Monteiro, Cariri do Estado. O anúncio foi feito na Câmara Municipal de Monteiro, durante audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e pela Comissão do Senado responsável por fiscalizar a execução das obras.

Em Monteiro será construído o último trecho do Eixo Leste da Transposição, que vai trazer as águas do rio São Francisco para a bacia do rio Paraíba. De acordo com o projeto, esta etapa da obra vai beneficiar 72 municípios paraibanos das regiões do Cariri, Agreste, Brejo e Litoral. Entre as cidades beneficiadas, segundo o governo federal, estão João Pessoa, Campina Grande, Itabaiana, Cabaceiras, Bayeux e Santa Rita.

Ao todo, 127 cidades do Estado devem ser beneficiadas pela transposição. Além do eixo leste, via Monteiro, a Paraíba também vai receber os canais do Eixo Norte da Transposição, que vai beneficiar mais 55 cidades do Sertão paraibano. De acordo com o Ministério da Integração, as obras estão em andamento no município de São José de Piranhas, com trabalhos noturnos.

Durante a audiência, o ministro admitiu que a obra está com o cronograma atrasado e chegou a afirmar que “ninguém do governo federal está satisfeito com a situação”. Mesmo diante do panorama adverso, Fernando Bezerra garantiu que a expectativa do governo federal é que as águas do Rio São Francisco possam chegar à Paraíba até o final de 2015. “Superamos os atrasos e a água está chegando, com certeza em 2015 esta obra estará totalmente pronta”, completou.

2ª VISITA
Esta foi a segunda vez que o ministro e a Comissão do Senado vieram à Paraíba em ocasião das obras da transposição no Estado. Em março, o ministro e os senadores visitaram as obras em São José de Piranhas. Mas Fernando Bezerra prometeu voltar a Monteiro assim que concluído o processo licitatório.
“Até o final de abril a licitação será concluída, em maio será contratada e no início de junho já quero estar aqui em Monteiro assinando a ordem de serviço para o trabalho começar”, afirmou.

Novo eixo no Vale do Piancó
Outro anúncio de Bezerra foi que o Ministério da Integração está estudando a viabilidade técnica e financeira de abrir um eixo da obra no rio Piancó, no Sertão da Paraíba, para atender os municípios da região.

O ministro destacou ainda as várias obras estruturantes realizadas nos estados da bacia receptora da obra, a exemplo de recuperação de açudes para receber as águas e o canal vertentes litorâneas da Paraíba estão em plena execução para receber as águas que circularão no Estado.

Ele acrescentou que até a próxima semana também será concluída a licitação para a construção do túnel da serra de Jabitacá, chamado de Meta III, pelo qual a água da transposição entrará em Monteiro, no eixo Leste.

Segundo ele, nesta fase a obra seguirá o sentido inverso, de Monteiro para o estado de Pernambuco. O ministro também ratificou que até 2014 o pagamento das dívidas dos pequenos agricultores familiares e dos agricultores empresariais está suspensa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aesa contesta estudo do Inmet

Meteorologistas da Aesa afirmam que estudo do Inmet não retrata a realidade paraibana, e que o estado deve registrar chuvas acima da média.





Apesar de um estudo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicar que as chuvas na região do semiárido nordestino devem ficar abaixo da média histórica este ano, meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) afirmam que o estudo não retrata a realidade paraibana e que o estado deve registrar chuvas acima da média, especialmente a partir de março, com a regularidade da ocorrência de chuvas em todas as regiões.

De acordo com o meteorologista Alexandre Magno, o estudo realizado pelo Inmet faz uma previsão geral, colocando nas mesmas condições Estados com períodos chuvosos diferenciados, o que leva a um equívoco sobre a previsão de chuvas em cada unidade da federação. “Cada Estado possui regiões com períodos chuvosos diferentes, então, a previsão falha porque coloca uma realidade para todos os estados como se fosse uma coisa só, mas não é”, disse.

Ele explicou que todos os estudos feitos pela Aesa mostram que a Paraíba vai ter melhoria na ocorrência de chuvas. “A perspectiva continua sendo de que, a partir de março, deve aumentar a regularidade das precipitações chuvosas e todas as regiões do estado vão ter seus totais chuvosos oscilando dentro da média histórica”, afirmou Alexandre Magno, acrescentando que, este ano, os índices de registro de chuvas em pontos estratégicos de cada região paraibana, mesmo com as chuvas ainda sendo irregulares, se mantém dentro da média.

Como exemplos, o meteorologista mencionou alguns dos índices alcançados do início do ano até agora nos principais pontos de verificação de cada região. “No Alto Sertão, tivemos 236,5 milímetros (mm) em Riacho dos Cavalos. Em Coremas, 148 mm; Alhandra, 194,1 mm; No Brejo, Bananeiras teve 122,2 mm; Matinhas, 118,9; Monteiro, 102,3 mm. Tudo dentro da média, e ressaltando que estamos apenas no primeiro mês do período chuvoso das regiões do Semiárido, Cariri e Sertão, e, no Litoral, o período chuvoso se inicia somente em abril”, salientou.

A meteorologista Marle Bandeira, que participou da divulgação do estudo do Inmetpor meio de vídeo-conferência, explicou que os resultados dos estudos são divulgados em forma de probabilidades. “As chances das chuvas ficarem abaixo do normal são de 40%. Já a perspectiva das precipitações permanecerem dentro do padrão normal, que é de 35%. Há ainda 25% de probabilidade de chover acima da média histórica”, informou.

O relatório foi elaborado para o setor Norte da região Nordeste que, no caso da Paraíba, abrange o Sertão, Cariri e Curimataú. “É importante destacar que não estamos falando da previsão para todo o nosso Estado. De modo geral, as outras regiões devem ter chuva dentro da média histórica, apenas no semiárido é que temos essa possibilidade de chover abaixo do normal”, destacou Marle Bandeira.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Chuva causa transtorno em João Pessoa nesta segunda-feira

18/02/2013 09h06 - Atualizado em 18/02/2013 12h21 

Ruas estão alagadas e trânsito está lento na capital. 
Defesa Civil de João Pessoa não recebeu registro de ocorrências.
 
Do G1 PB
 
 
Chuva causou transtorno na Avenida Pedro II em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Chuva causou transtorno na Avenida Pedro II em João Pessoa
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

As chuvas que começaram a atingir o Litoral paraibano nas primeiras horas desta segunda-feira (18) são consideradas de fracas a moderadas, pela Agência Executiva de Gestão das Águas. Mesmo assim, pelas ruas de João Pessoa, já é possível perceber alguns transtornos causados à população. Na Avenida Dom Pedro II, próximo ao Jardim Botânico Benjamin Maranhão, motoristas precisaram ter paciência com a lentidão no trânsito.

Por volta das 12h, a assessoria da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) informou logo no início da manhã, registrou lentidão em toda a extensão da avenida Sérgio Guerra, no bairro Bancários, nos dois sentidos, até a rotatória na entrada de Mangabeira. O tráfego também ficou lento na avenida Ministro José Américo de Almeida (Beira Rio), próximo à rotatória do Altiplano, e na avenida Pedro II.
 
De acordo com o coordenador da Defesa Civil da capital, até as 8h não havia sido registrado nenhum chamado de emergência. Noé Estrela informou que 10.500 famílias vivem em áreas de risco em João Pessoa, distribuídas em 31 comunidades. “O problema mais evidente que constatamos são os riscos de inundação , já que muitas residências ficam em toda a extensão do Rio Jaguaribe e também a questão do deslizamento de  barreiras”, acrescentou.

Homem se arrisca na AV. Pedro II, em João Pessoa, tentando desobstruir um bueiro (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Homem se arrisca na AV. Pedro II, em João Pessoa, tentando desobstruir
um bueiro (Foto: Walter Paparazzo/G1)

 
Noé Estrela disse ainda que equipes da Defesa Civil vão visitar, ainda nesta segunda-feira, o bairro São José por apresentar riscos de inundação. “A situação do bairro São José é bastante complicada, pois grande parte das casas fica próximo a desembocadura de um rio. Além disso, muitas casas invadiram as margens do rio”, explicou.

Outras comunidades que foram citadas como as que merecem uma maior atenção da Defesa Civil municipal são a Saturnino de Brito, localizada no bairro de Jaguaribe, e Timbó, no bairro dos Bancários. O risco de deslizamento de barreiras nessas comunidades, ainda de acordo com Noé Estrela, é alto. “Pedimos à população que, em caso de necessidade, ligue para o telefone 0800-285 9020 ou para o Corpo de Bombeiros [193]. A Defesa Civil, além de dar todo o apoio necessário às famílias, vai orientá-las quando houver situações de risco”, afirmou.

Chuva alagou trecho da Avenida João Machado, no bairro Jaguaribe em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Chuva alagou trecho da Avenida João Machado, no
bairro Jaguaribe (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Chuvas constantes
Segundo a meteorologista da Aesa, Carmem Becker, o período chuvoso contempla todas as regiões do estado, sobretudo o Sertão e o Litoral. “Com relação ao Litoral da Paraíba, sabemos que o período chuvoso é no mês de abril. No entanto, devido a um fenômeno da convergência intertropical, que são formações de nuvens que circulam a Terra e que nesse período se aproxima de toda a região Nordeste, as chuvas vão ser cada vez mais constantes”, explicou.

Ainda de acordo com Carmem Becker, as chuvas tendem a ser de moderadas a fortes. “Evidentemente que teremos chuvas fracas, mas não podemos descartar o fato de que chuvas de moderadas a fortes podem ocorrer, sobretudo no Litoral paraibano”, alertou.

Orientações da PRF
A assessoria da Polícia  Rodoviária Federal na Paraíba informou que a situação está tranquila nas rodovias federais que cortam o estado apesar da chuva. No entanto, a PRF dá orientações para se evitar acidentes, que aumenta no período chuvoso. Aquaplanagem e batidas traseiras são os principais acidentes causados pela chuva.

Anderson Poddis, assessor da PRF, alertou que antes de pegar a estrada, os motoristas devem realizar vistorias nos pneus dos veículos. "O pneu em bom estado de conservação é fundamental para se evitar acidentes durante o período chuvoso. Com o asfalto molhado, caso o pneu do veículo não esteja em boas condições, aumenta consideravelmente o risco de acidentes", acrescentou.

Poddis pontuou que mesmo o veículo estando em boas condições, atenção no período chuvoso é fundamental. "A chuva restringe a visibilidade do motorista. Por isso, mesmo em situações em que a ultrapassagem é permitida, em dias de chuvas essa atitude deve ser evitada".

Outra atitude que deve ser tomada para se evitar acidentes é que os carros durante a chuva trafeguem com os faróis baixos. "O farol tem como principal função dar visibilidade ao veículo, o que em dias de chuva é essencial garantir essa visibilidade. Caso o motorista trafegue com os faróis apagados, isso é uma infração média, o que implica multa de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito", finalizou.


 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aesa registra chuva em 78 cidades no Litoral, Agreste e Sertão da PB

18/02/2013 12h23 - Atualizado em 18/02/2013 12h25 

Maior precipitação aconteceu em Alhandra, no litoral sul, com 109,3mm.
Açude de Coremas, maior do estado, aumentou lâmina em 20 centímetros.
 
Do G1 PB
 
Defesa Civi disse que até as 8h não havia sido registrado nenhum chamado de emergência em João Pessoa por conta da chuva (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Trecho da Av. Pedro II ficou alagado nesta segunda
na capital (Foto: Walter Paparazzo/G1)
As chuvas que atingiram a Paraíba durante o domingo (17) nesta segunda-feira (18) chegaram a 78 municípios no Litoral, Agreste e Sertão do estado. De acordo com registro pluviométrico da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), a maior precipitação aconteceu em Alhandra, no Litoral Sul, que recebeu 109,3 milímetros de chuva. A Paraíba tem 223 municípios.
 
A região mais atingida foi o Sertão paraibano, onde 23 municípios registraram chuvas. De acordo com o gerente de bacias e açudes da Aesa, Lucílio Vieira, em relação ao aumento nos volumes dos recursos hídricos dos 121 reservatórios do estado, a alteração mais significativa foi registrada em Coremas, maior manancial da Paraíba. O açude de Coremas voltou a atingir 40,8% de sua capacidade.
 
"O mais atingido no estado foi o açude de Coremas, no Sertão. O manancial aumentou 20 centímetros de sua lâmina de água", afirmou Lucílio Vieira. Segundo a Aesa, 27 reservatórios continuam sob observação, abaixo de 20% de sua capacidade, e 11 açudes estão em situação crítica com volume abaixo de 5% do total.

Vários estragos também foram registrados com a força das águas e a ação dos ventos. Em Catolé do Rocha, no Sertão paraibano, uma residência desabou. Na capital João Pessoa e no Município de Sousa, no Sertão, várias ruas ficaram alagadas, provocando caos no trânsito e outros transtornos.

A segunda e terceira maiores precipitações foram registradas no Agreste paraibano, no Município de Arara, com 65,6 milímetros de água, e em São Sebastião de Lagoa de Roça, que recebeu 54,3 milímetros de chuva.


 

Aesa prevê continuidade das chuvas nas próximas 24 horas

18/02/2013 - 19:56 - Atualizado em 18/02/2013 - 19:58 

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas

Nesta terça-feira (19), a previsão é de variação de nuvens e possibilidade de pancadas de chuva nas regiões da Paraíba. Isto se deve ao deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. O Município de Alhandra, localizado a 48 quilômetros de João Pessoa, foi a cidade onde mais choveu nas últimas 24 horas. De acordo com as estações meteorológicas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o índice pluviométrico registrado foi 109,3 mm.

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas. “Este foi resultado do monitoramento entre as 6h e 10h desta manhã, que foi um período mais intenso. Mas os números estão dentro da normalidade. Até o momento não há motivo para preocupação”, explicou a meteorologista Carmem Becker.

Durante o final de semana, o líder no ranking das chuvas foi o município Riacho  dos Cavalos, com 105 mm de chuvas. Catolé do Rocha também esteve entre as cidades mais chuvosas, contabilizando 78,5 mm do sábado para o domingo.

“As condições meteorológicas continuam favoráveis à ocorrência de chuvas em virtude do deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. Poderão ser registradas chuvas de intensidade moderada a forte tanto no semiárido paraibano quanto em áreas do Agreste, Brejo e Litoral no decorrer das próximas 24 horas”, concluiu a meteorologista.

Da Redação (com Assessoria)

Fonte

 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Aesa registra chuvas no Sertão, Litoral e Agreste da Paraíba

14/01/2013 11h01 - Atualizado em 14/01/2013 11h01 

Chuvas isoladas foram registradas em boa parte da Paraíba.
Meteorologistas acreditam que já é um alerta de que 2013 será chuvoso.
 
Do G1 PB
 
O dia amanheceu chuvoso nesta segunda-feira (14) em João Pessoa. De acordo com meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), as chuvas atingiram ainda áreas do Sertão, Agreste e do Litoral da Paraíba. “Já é um bom indício de que as chuvas estão chegando de forma isolada”, disse a meteorologista Carmem Becker. Em 2012, a Paraíba sofreu com os efeitos da estiagem que atingiu quase todo o estado. 

Mesmo com as chuvas registradas nos últimos dias na Paraíba, a Aesa acredita que ela ainda não supriu as necessidades dos agricultores. "Por conta da estiagem, é necessário chuvas mais persistentes e fortes", explicou Carmem. De acordo com a meteorologista, a temperatura também caiu cerca de 2 ºC nas regiões onde foram registradas chuvas e foi registrado um aumento na umidade. No Litoral, por exemplo, a temperatura passou de 30 ºC para 29 ºC. Já no Agreste, passou de 31 ºC para 29 ºC. A previsão da Aesa é de mais chuvas pontuais e sol entre nuvens.
 
Segundo a Defesa Civil de João Pessoa, mesmo com as chuvas que caíram ao longo da madrugada desta segunda-feira, não houve nenhum desabamento em áreas de risco na capital. Ainda conforme o coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Francisco Noé Estrela, será iniciado nesta manhã um cronograma de trabalhos preventivos nas 31 áreas de risco da cidade, começando pela comunidade Saturnino de Brito, em Cruz das Armas.
 
Segundo Noé Estrela, o trabalho preventivo consiste na limpeza das encostas e das galerias. “Iremos fazer o trabalho de corte de árvores, e principalmente de limpeza das galerias e rios, pois é nesta época que as chuvas atingem a cidade com mais intensidade. Na semana passada retiramos um poste porque a inclinação dele oferecia risco as pessoas que moravam na área. Temos a ajuda da Energisa nesses trabalhos de prevenção”, comentou. O calendário de trabalhos de prevenção devem acontecer ao longo do mês de janeiro e se estender por fevereiro.